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domingo, 8 de março de 2020

Viagem sonhada para Marte

Ficção científica  🚀

Esse planeta mais estudado do sistema solar tem magia, é bem menor do que a Terra e o quarto mais próximo do sol. Uma viagem espacial até Marte leva nove meses. Por que tantas pessoas sonham em fazer essa viagem?

Portogente
Portogente
O físico Stephen Hawking ao fazer previsões para os terráqueos, pouco antes da sua morte, previu que se os humanos não forem para Marte, a Terra vai ficar inabitável. Esse planeta mais estudado do sistema solar tem magia, é bem menor do que a Terra e o quarto mais próximo do sol. Uma viagem espacial até Marte leva nove meses. Por que tantas pessoas sonham em fazer essa viagem?
É também o que pensa o Elon Musk , empreendedor e visionário, fundador, CEO da Tesla Motors, fabricante de carros robôs e da SpaceX, a nave para levar turistas à estação espacial internacional e um dia aterrissar em Marte. Ele vê o planeta vermelho como um destino necessário para garantir a sobrevivência a longo prazo da humanidade. É uma realidade difícil de imaginar hoje, por tantas diferenças existentes entre aquele planeta e a Terra.
A fila de desejosos dessa viagem fantástica não para nessas imaginações. Mais de 200.000 pessoas já se inscreveram para participar do Mars One, para estabelecer uma colônia no planeta. Mesmo sabendo que era uma passagem só de ida e mesmo assim estavam firmes no seu propósito. Tal desejo foi frustrado por problemas financeiros para levar adiante projeto tão audacioso. Mas deixou registrado que o sonho de visitar Marte não é apenas letra de música.
Nessa viagem de quase nove meses, os passageiros da nave espacial viveriam em um tubo metálico, conversando, comendo e indo ao banheiro. Esse convívio também seria um desafio. Pois, os cientistas dizem que a exposição aos raios cósmicos pode interferir com o sistema nervoso central, causando "vários decréscimos no desempenho, déficits de memória, ansiedade, depressão e comprometimento da tomada de decisão".
Por tudo isso, se essa viagem vir a ser uma realidade, hoje ela está bem distante no tempo. O fato de uma nave já ter pousado em Marte demonstra que é possível. Mas vencer seus desafios como uma prova humana é uma verdade que vai muito além da ficção científica. Enquanto isso, os sonhos com o distante planeta apenas indicam um forte desejo de mudança ou de aventuras.
Fonte - Portogente   07/03/2020

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Mais de mil disputam vaga para ir à Marte

Ciência

Missão vai selecionar os 24 colonos que viajarão ao planeta vermelho em seis grupos de quatro pessoas

DN
Nova York. Mais de mil pessoas foram pré-selecionadas para formar parte de um grupo de primeiros colonos do planeta Marte, em 2025, informou ontem a companhia holandesa Mars One, autora do projeto.
Foto: Nasa
O Mars One promete ser a primeira iniciativa a explorar outro planeta. Até agora, as agências espaciais só conseguiram enviar sondas robóticas à Marte
A seleção foi realizada a partir de 200 mil pessoas, de 140 países, que se inscreveram para fazer parte da primeira onda de colonização do Planeta Vermelho. No total, 1.058 candidatos passaram à segunda fase da seleção, segundo a Mars One.
O maior grupo de interessados vem dos Estados Unidos (24%), da Índia (10%), da China (6%) e do Brasil (5%). Mas também se inscreveram candidatos de países como Argentina, Chile, Colômbia, Espanha, México, Peru, Alemanha, Austrália, Canadá, Filipinas, França, Itália, Polônia, Reino Unido, Rússia, Turquia e Ucrânia.
"O desafio com os 200.000 inscritos era separar os que pensamos ser capazes - mental e fisicamente - para a missão de embaixadores humanos em Marte dos que não levam o desafio a sério", disse Bas Lansdorp, fundador e presidente da Mars One.
A Mars One vai selecionar agora, em várias fases, os 24 colonos que devem viajar a Marte em seis grupos de quatro pessoas.

Desafios
O plano enfrenta vários obstáculos. Segundo o projeto, os colonos, que jamais poderão regressar à Terra, deverão viver em pequenos habitats, encontrar água, produzir oxigênio e cultivar seus próprios alimentos.
Além disso, Marte é um grande deserto, a atmosfera é composta principalmente por dióxido de carbono e a temperatura média é de -63° C. Os "astronautas" também se submeterão a uma perigosa radiação cósmica durante a viagem. Por último, ainda não existe um foguete nem uma cápsula que transportem esses voluntários, admitiu a Mars One.
O projeto enfrenta muito ceticismo, mas entre seus apoiadores está o Nobel holandês Gerard´t Hooft, ganhador do prêmio de Física em 1999, que aparece em um vídeo promovendo a Mars One no site de financiamento coletivo Indiegogo.
Até agora, as agências espaciais ao redor do mundo só conseguiram enviar sondas robóticas a Marte, sendo a última a Curiosity, da Nasa, estimada em US$ 2,5 bilhões, e que pousou no planeta em agosto de 2012.
Se for bem sucedida, a missão será a primeira iniciativa a explorar outro planeta.
Fonte - Diário do Nordeste  03/01/2014

sábado, 13 de julho de 2013

Rússia dá início à Missão ExoMars

Projeto russo-europeu vai explorar o Planeta Vermelho em 2016 e 2018


Ilustração do Consórcio Aeroespacial Lavochkin mostra etapas do Projeto ExoMars

Começou na Rússia a execução do projeto conjunto russo-europeu ExoMars, que visa ao envio de naves de pesquisa para Marte em 2016 e 2018. A complexa missão foi confiada a uma equipe especial do Consórcio Aeroespacial Lavochkin, e as questões relativas ao projeto são discutidas em contato estreito com os especialistas europeus.
A missão ExoMars começou inicialmente como uma operação americano-europeia, tendo a NASA prometido fornecer dois foguetes pesados Atlas-5 para a sua realização. Mas, no outono de 2011, ficou claro que o fornecimento de foguetes se deparava com problemas. Então, a Agência Espacial Europeia convidou a Rússia a participar do projeto, na qualidade de terceiro participante. Pouco tempo depois, a NASA abandonou por completo o projeto, pois estava inteiramente empenhada na preparação do jipe-robô marciano Curiosity. A Rússia, então, declarou que iria aderir à missão e fornecer os foguetes Proton somente se o programa científico fosse conjunto. As condições foram aceitas, e desde então o ExoMars é um a operação russo-europeia.
"O Projeto ExoMars compreende duas etapas, com as partidas marcadas para os anos de 2016 e 2018”, diz o diretor do Instituto de Pesquisas Cósmicas da Academia de Ciências da Rússia, Lev Zeleny . “ Em 2016, a participação da Rússia vai reduzir-se ao fornecimento do foguete Proton e do conteúdo do veículo orbital europeu Trace Gas Orbiter (TGO), destinado a pesquisar os vestígios de gases na atmosfera de Marte. No TGO serão instalados dois conjuntos de aparelhagem russa: o detector de nêutrons Frend, destinado a estudar a distribuição da água sobre a superfície de Marte, e um grande bloco de aparelhos para o estudo da composição espectral da atmosfera."
A segunda etapa, o lançamento em 2018, será muito mais complicada, comenta Lev Zeleny: "A Rússia fornecerá novamente o foguete Proton. Além disso, ela vai produzir a plataforma de pouso, utilizada para o transporte do veículo marciano Pasteur, que terá uma sonda capaz de perfurar poços de até dois metros de profundidade. A tarefa da Rússia não vai reduzir-se ao transporte: ela vai participar também do programa científico. Mas o mais importante é que nesta plataforma será instalado um conjunto de aparelhos russos."
A experiência do projeto ExoMars e das missões russas à Lua, marcadas para 2015-2016, permitirá diminuir o risco de realização do segundo envio de um satélite para Fobos, o satélite de Marte. A Rússia espera lançar uma versão mais leve da cosmonave Phobos-Grunt no período de 2022 a 2025.
Fonte - Diário da Russia  13/07/2013

sábado, 1 de junho de 2013

Viagem do homem a Marte é perigosa

Radiação cósmica extrapola limites estabelecidos pela ciência

O Curiosity fez mais uma descoberta importante para a ciência. Os dados coletados pelo jipe-robô confirmaram que uma viagem humana ao Planeta Vermelho poderia custar a vida dos exploradores. Os níveis de radiação cósmica a que os astronautas estariam expostos seria maiores que os limites de segurança estabelecidos pela Agência Espacial Norte-Americana (NASA).


O detector de radiação do rover mediu pela primeira vez os níveis radioativos durante a viagem, calculada em oito meses. A exposição em Marte, porém, seria ainda maior. Segundo funcionários do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA, os astronautas receberiam 662 milisievert por dia, o equivalente a uma tomografia de corpo inteiro por semana em um ano. Na Terra, cada ser humano recebe apenas três milisievert anualmente. A exposição aumentaria consideravelmente as chances de se contrair câncer. Os dados do estudo estão publicados na revista Science.Uma viagem humana a Marte poderia ser fatal
Segundo os especialistas da JPL, há inicialmente duas alternativas para levar o homem a Marte. A primeira seria a construção de cápsulas especiais com maior proteção. A outra alternativa é a redução significativa do tempo de viagem, o que exige o desenvolvimento de motores mais potentes.
O jipe-robô Curiosity chegou a Marte em agosto e vem realizando uma série de pesquisas no Planeta Vermelho. Entre os equipamentos utilizados está o Dinâmico de Nêutrons Albedo, contribuição da Rússia para o projeto, e que é capaz de encontrar indícios de água a até 50 cm do solo marciano.
Fonte - Diário da Russia  31/05/2013

sexta-feira, 15 de março de 2013

Rússia e Europa assinam acordo definitivo sobre missão a Marte Módulo orbital será enviado ao Planeta Vermelho em 2016

Um foguete Proton levará o módulo orbital da Roskosmos e da ESA para o espaço
A Agência Espacial Russa (Roskosmos) e a Agência Espacial Europeia (ESA) selaram na quinta-feira, 14, o acordo final sobre o Exo Mars, projeto conjunto de exploração de Marte. O documento foi assinado pelos chefes dos organismos, respectivamente, Vladimir Popovkin e Jean-Jacques Dordain.
As partes planejam enviar um módulo orbital ao Planeta Vermelho em 2016 e um veículo Marte Rover em 2018. Segundo a porta-voz da Roscosmos, Anna Vedisheva, a Rússia fornecerá foguetes Proton para as duas missões.
Inicialmente, o ExoMars foi uma iniciativa conjunta entre a ESA e a NASA, mas os norte-americanos suspenderam sua participação no projeto alegando cortes no financiamento.
Fonte - Diário da Russia 15/03/2013