UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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domingo, 8 de outubro de 2017

Astronautas fazem o 1º vídeo em 360º de uma caminhada espacial

Ciência e Tecnologia  🚀

Este é o primeiro vídeo panorâmico em espaço aberto feito pela tripulação da Estação Espacial Internacional. O vídeo 360 foi produzido pela RT em colaboração com a agência espacial russa e o principal produtor espacial Energia.




Imagem - YouTube/RT

terça-feira, 22 de agosto de 2017

O monumento móvel

Ponto de Vista 🔍

Época de muita movimentação, que nos remexe, fazendo-nos recordar e revisitar nostalgicamente o passado, descobrimos uma ponta de saudades das antigas inquietações que nos moviam.A não percepção das conexões entre as partes que “ligam” a cidade, foi acontecendo pela ruptura urbana causada pelos espaços de circulação cada vez mais vorazmente alargados 

Antonio Maurício*
foto - ilustração
Época de muita movimentação, que nos remexe, fazendo-nos recordar e revisitar nostalgicamente o passado, descobrimos uma ponta de saudades das antigas inquietações que nos moviam.
Antigas idéias, pensamentos e preocupações intelectuais/acadêmicas, que instigaram e inquietaram em outros tempos - difíceis à época, agora, décadas depois, parecem ser mais bem compreendidas e
palatáveis.
Falo da compreensão política do espaço urbano, seu uso e as implicações da dinâmica e das intervenções no comportamento humano, que sempre foram temática motivadora e que impeliram e impregnaram as muitas ações realizadas.
Nesta perspectiva, procurou-se “ler”, de forma sistemática e com metodologia, todas as manifestações e reações humanas ao espaço que habitam e suas inúmeras externalidades.
Constata-se, desde sempre, que a monumentalidade das cidades, representada pelos seus marcos edificados nas mais variadas épocas, antes referências para se reconhecer e traduzir a cidade, com passar do tempo e com o aumento da velocidade, da tipologia e da densidade no deslocamento, ficaram cada vez mais difíceis de serem percebidos e identificados.
A não percepção das conexões entre as partes que “ligam” a cidade, foi acontecendo pela ruptura urbana causada pelos espaços de circulação cada vez mais vorazmente alargados, pela alta carga de tensão perceptível (ruído, poluição etc.) provocada pelo padrão do deslocamento reinante ou ainda, mais recentemente, pela dependência patológica da comunicação segregada - olhos sempre postos nas telas de smartphones, tudo isso contribuiu para a perda da referência, de lisibilidade e a redução da possibilidade de intervenção efetiva no espaço habitado, restando para o cidadão, um ser transportado, a mera consciência da origem e do destino.
Recentemente, algumas manifestações vêm, de forma diferente, mas com o mesmo resultado, provocando alguma revolução na relação monumentalidade/percepção do espaço.
Além da proliferação e uso, consentido ou não, do grafite, carregado de elementos de critica, de expressão artística, de tomada de território, vimos surgir alguns elementos tão ou mais transitórios, que emergiram na malha urbana, deixando marcas imaginárias, antes de sumirem ou deslocarem-se para outros pontos.
Temos o “pato amarelo” e outros infláveis como exemplo. Se, por um lado, marcava o cenário urbano, não servia para referenciar espaços, mas antes para emprestar significados a eles, reforçando e às vezes desnudando o espaço existente. São os “neo-monumentos” a participar da leitura da cidade.
Se vamos falar em transitoriedade, podemos lembrar de outro fenômeno recente que impacta no referencial visual e semântico das cidades: os “food trucks”.
Eles dão mobilidade relativa ao comércio de comida, ocupam lugares com destinação diversa à atividade de alimentação/recreação, contribuindo para uma valorização e melhor percepção, pelos usuários ou não, do espaço circundante.
Estes novos catalisadores da leitura urbana talvez ainda não sejam suficientes para a melhor compreensão do espaço urbano, suas ligações, evoluções, discrepâncias e desigualdades latentes. Quando readquirida, esta percepção dará ao cidadão a real dimensão da desigualdade, exclusão e iniquidade no uso da cidade.
*Antonio Maurício, engenheiro mecânico e de produção. Especialista em Planejamento e Gestão Pública; Transportes; Transportes Urbanos; Portos; Desenvolvimento Urbano e Políticas Públicas
Fonte - Portogente  22/08/2017

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Astrônomos podem ter descoberto a 'Segunda Terra'

Ciência & Tecnologia

"O planeta ainda sem nome é supostamente parecido à Terra e gira em torno da Proxima Centauri a uma distância favorável, o que poderá significar que ele possui água líquida na sua superfície. Sendo esta uma condição preliminar importante para origem de vida", revela o artigo da revista.

Sputnik
Sputnik
A revista alemã Der Spiegel informou sobre possível descoberta, realizada por astrônomos, de um exoplaneta sólido, localizado não muito longe da Proxima Centauri, estrela que se encontra perto do Sol.
"O planeta ainda sem nome é supostamente parecido à Terra e gira em torno da Proxima Centauri a uma distância favorável, o que poderá significar que ele possui água líquida na sua superfície. Sendo esta uma condição preliminar importante para origem de vida", revela o artigo da revista.
Ainda segundo a edição, essa descoberta revolucionária foi feita por meio de um telescópio do Observatório La Silla no Chile, algo que os cientistas encontram pela primeira vez na história.
Possivelmente, os pesquisadores vão anunciar a descoberta no final de agosto, notícia que o Observatório Europeu do Sul (ESO na sigla em inglês) não chegou a confirmar, nem a negar.
O representante do ESO, Richard Hook, informou ao portal Space.com que foi pego de surpresa ao descobrir tal informação na mídia.
Fonte - Sputnik  16/08/2016

terça-feira, 19 de julho de 2016

Cargueiro espacial Progress MS-03 acopla à Estação Espacial Internacional

Ciência & Tecnologia

A acoplagem foi realizada em modo automático. O cargueiro entregou à EEI mais de 2,4 toneladas em cargas, incluindo combustível, oxigênio, alimentos, equipamentos para manutenção do funcionamento da estação e encomendas para membros da tripulação.

Sputnik
Sputnik
O cargueiro espacial russo da nova série Progress MS-03, lançado no último domingo (17) a partir do cosmódromo de Baikolnur, se acoplou com sucesso, nesta segunda-feira (18), à Estação Espacial Internacional (EEI), informou à Sputnik um representante do Centro de Controle de Voos da agência espacial russa Roscosmos
A acoplagem foi realizada em modo automático. O cargueiro entregou à EEI mais de 2,4 toneladas em cargas, incluindo combustível, oxigênio, alimentos, equipamentos para manutenção do funcionamento da estação e encomendas para membros da tripulação.
Os cargueiros da nova série russa Progress MS possuem uma proteção especial contra lixo espacial e pequenos meteoritos, motores elétricos duplicados no mecanismo de encaixe, um novo sistema integrada de comando e telemetria e um sistema de aproximação e acoplagem Kurs-NA.
Fonte - Sputnik  18/07/2016

quarta-feira, 30 de março de 2016

HÁ 10 ANOS, o Brasil inteiro acompanhava seu primeiro COSMONAUTA no espaço

Ciência & Tecnologia

Há 10 anos, o Brasil inteiro acompanhava pelos noticiários os momentos do primeiro cosmonauta brasileiro a ir ao espaço. No dia 29 de março de 2006, o Tenente-Coronel Marcos Pontes integrava a tripulação da Soyuz TMA-8, formada ainda pelo comandante russo Pavel Vinogradov e pelo astronauta americano Jeffrey Williams.

Sputnik
© Sputnik/ Sergey Kazak
Pontes integrava a chamada Missão Centenário, fruto de um acordo firmado em 2005 entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Agência Espacial da Federação Russa (Roscosmos). Pontes, que era tenente-coronel da Força Aérea Brasileira (FAB), estava se preparando há alguns anos para integrar as missões dos ônibus espaciais americanos, mas a explosão da Columbia em 2003 fez a Agência Espacial Americana (NASA) interromper todos os seus programas.
A Missão Centenário recebeu este nome em referência à comemoração do centenário do primeiro voo tripulado de uma aeronave, o 14 Bis, de Santos Dumont, em Paris, em 23 de outubro de 1906. Com o acordo firmado entre Brasil e Rússia, Marcos Pontes passou por treinamento na Cidade das Estrelas, complexo de formação e preparação de cosmonautas situado a cerca de 50 quilômetros de Moscou.
Os três cosmonautas decolaram do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, em 29 de março de 2006, às 23h30min (horário de Brasília), tendo como destino a Estação Espacial Internacional, onde acoplou no dia 1.º de abril. Lá os cosmonautas realizaram diversos experimentos científicos. Entre os realizados por Pontes estavam estudos sobre o efeito da microgravidade na cinética das enzimas, mini tubos de calor, germinação de sementes em ambiente de microgravidade, alguns dos quais foram acompanhados por alunos de escolas de São José dos Campos (SP) através da internet. A tripulação voltou à Terra no dia 8 de abril.

Dez anos depois, Pontes faz um balanço da experiência e conta aos leitores da Sputnik os pontos altos dessa missão:
“Queria agradecer por todo o carinho que tenho recebido por ocasião dos 10 anos da Missão Centenário, um marco na minha vida. Uma honra muito grande poder representar o Brasil, poder conhecer amigos que tenho até hoje na Rússia e que mantenho com muito carinho, e poder realizar um sonho não só meu, mas de uma nação inteira. Toda vez que você decola carregando a bandeira de uma nação carrega consigo também os sonhos, as expectativas e as vontades de um país inteiro. E dez anos passaram bem rápido, e muita coisa aconteceu nesse período.”

A experiência no espaço deixou frutos que estão sendo colhidos até hoje graças à persistência do cosmonauta e ao seu empenho em contribuir com projetos de desenvolvimento de educação.
“Tudo o que eu pude fazer para incentivar, promover as atividades espaciais, a ciência e tecnologia e principalmente a educação no Brasil eu fiz, até criei fundação para isso, como a Fundação Astronáutica Marcos Pontes. Agora no domingo, dia 3 de abril, vamos ter um evento muito bonito em Bauru (SP), onde a gente espera reunir entre 40 e 50 mil pessoas – no ano passado foram 40 mil – justamente em torno de educação, ciência e tecnologia.”

Apesar do entusiasmo, no entanto, Pontes diz que o cenário no Brasil deixa ainda muito a desejar.
“O fato é que, do ponto de vista federal, do apoio ao programa espacial e de outras áreas de ciência e tecnologia no Brasil, infelizmente as notícias não são boas. Não sei o que se passa na cabeça das nossas autoridades, mas certamente é distante do desenvolvimento da ciência e da tecnologia. O que a gente vê é uma redução de investimentos, leis que atrapalham bastante o desenvolvimento, a conexão operacional entre as universidades públicas e as empresas privadas, os centros de pesquisa, as parcerias no país. A gente precisa mudar essa proa, para que se tenha um país desenvolvido através da ciência, da tecnologia e da educação.”

Sobre o momento mais marcante da Missão Centenário, Marcos elege um e se emociona ao falar dele.
© SPUTNIK/ СЕРГЕЙ КАЗАК
“Teve um momento que congregou desde a parte emocional, com tudo que foi antes da missão. Foi o momento em que chegamos ao espaço com o corte do motor e a separação do último estágio da Soyuz. Foi um momento especial quando olhei para a Terra e vi essa Terra azul, maravilhosa. Foi uma espécie de flash back de todos esses anos de preparação, começando lá em Bauru”, recorda.
“Lembro que naquela época, quando eu falava em ser piloto, os meus amigos de trabalho lá na Rede Ferroviária falavam que era maluquice, que eu nunca iria conseguir fazer isso. Eu tinha ali de 14 para 16 anos. Lembro que um dia cheguei em casa chateado e minha mãe olhou para mim – ela era italiana, com aqueles olhos azuis – e me disse: ‘Olha, não dê ouvido a esse tipo de coisa, porque você pode ser o que quiser na vida desde que você estude, trabalhe e persista. Sempre faça mais do que esperam de você.’ De repente, naquele momento, quando olhei a Terra, lembrei da minha mãe falando exatamente aquilo. Acho que aquele momento foi o mais marcante de toda a missão.”
Fonte - Sputnik  30/03/2016

terça-feira, 22 de março de 2016

Ideias brasileiras para um espaço mais útil

Ciência e Tecnologia

O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, propôs a criação de um sistema universal de satélites para a observação da Terra (sensoriamento remoto), constituído por grande número de países, destinado a prestar serviços essenciais à comunidade internacional como um todo.

José Monserrat Filho* - Portogente
foto - ilustração
Ao falar, como convidado especial, numa sessão plenária do 64º Congresso Internacional de Astronáutica, realizado em Beijing, China, de 23 a 27 de setembro passado, o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, propôs a criação de um sistema universal de satélites para a observação da Terra (sensoriamento remoto), constituído por grande número de países, destinado a prestar serviços essenciais à comunidade internacional como um todo.
Seria uma constelação de satélites aberta à utilização global, com custos e gestão compartilhados entre todos os países participantes. O mutirão espacial daria origem a um mecanismo sem precedentes de cooperação em escala planetária, proporcionando benefícios inestimáveis a toda a humanidade.
A proposta foi apresentada na plenária que discutiu o tema “Desenvolvimento e Perspectivas das Atividades Espaciais na China”, na qual o presidente da AEB figurou como único representante de uma agência espacial de outro país, o que caracterizou uma deferência especial ao Brasil.
A ideia de um sistema universal de satélites está em perfeita sintonia com o Art. 1º, § 1º, do Tratado do Espaço, de 1967, considerado a carta magna e o código maior das atividades espaciais, que estabelece: “A exploração e o uso do espaço cósmico, inclusive da Lua e demais corpos celestes, deverão ter em mira o bem e interesse de todos os países, qualquer que seja o estágio de seu desenvolvimento econômico e científico, e são incumbência de toda a humanidade.”
O texto em inglês emprega a expressão “province of all mankind” (“província de toda a humanidade”), em lugar de “incumbência de toda a humanidade”. Província parece claramente como o termo mais apropriado no caso, pois significa território de toda a humanidade, ou seja, área comum de todos os povos, de todos os países.
Mas, o mais prestigioso para nós, brasileiros, é que esse princípio fundamental – que passou para a história como “a cláusula do bem comum”, estava inicialmente inscrito no preâmbulo do Tratado do Espaço. Foram exatamente os representantes do Brasil que sugeriram transformá-lo no § 1º do Art. 1º, o que lhe garantiu a posição de primeiro princípio básico do direito das atividades espaciais.
O Brasil também esteve profundamente engajado na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro, de 3 a 14 de junho de 1992. E deixou sua marca na Declaração do Rio, cujo Princípio 7 não deixa dúvidas sobre o conceito de cooperação que defendemos, inclusive para as atividades espaciais: “Os Estados irão cooperar, em espírito de parceria global, para a conservação, proteção e restauração da saúde e da integridade do ecossistema terrestre.
Considerando as diversas contribuições para a degradação do meio ambiente global, os Estados têm responsabilidades comuns, porém diferenciadas. Os países desenvolvidos reconhecem a responsabilidade que lhes cabe na busca internacional do desenvolvimento sustentável, tendo em vista as pressões exercidas por suas sociedades sobre o meio ambiente global e as tecnologias e recursos financeiros que controlam.” Esse princípio também se aplica hoje ao grave desafio do lixo espacial que só faz crescer e afeta a todos os países, tenham eles ou não programas espaciais.
Outra importante ideia brasileira é a política de distribuição gratuita de dados e imagens de satélites, adotada em 2004, que estimulou o surgimento de um mercado interno invejável e já beneficiou várias nações latino-americanas e africanas, com perspectivas de levar tais benefícios para um número ainda maior de países.
Esse exemplo se projetou, igualmente, com a iniciativa brasileira aprovada, em 2008, pelo Comitê das Nações Unidas para o Uso Pacífico do Espaço Exterior (COPUOS, na sigla em inglês), que veio enfatizar a necessidade imprescindível de um programa global de cooperação destinado a equipar todos os países do mundo – ou pelo menos a maioria absoluta deles – com infraestrutura e pessoal técnico especializado para receber, processar, analisar, e utilizar, o mais amplamente possível, dados e imagens de satélites nos programas nacionais de desenvolvimento sustentável. Imagine-se a amplitude dos ganhos sociais, econômicos e culturais que um programa dessa natureza traria para o mundo inteiro.
Como se vê, a proposta de um sistema universal de satélites de observação da Terra, de mil e uma utilidades e vantagens, é parte de uma sequência de projetos efetivamente comprometidos com “o uso do espaço para o bem e o interesse de todos os países, qualquer que seja o estágio de seu desenvolvimento econômico e científico” e, consequentemente, com “a província de toda a humanidade”.
*José Monserrat Filho, chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da Agência Espacial Brasileira (AEB), vice-presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA), Diretor Honorário do Instituto Internacional de Direito Espacial e membro pleno da Academia Internacional de Astronáutica
Fonte - Portogente  22/03/2016

terça-feira, 22 de julho de 2014

Rumo garante espaço para cargas de concorrentes na ALL

Ferrovias

A informação é importante, pois o açúcar produzido pela Cosan é transportado pelos trilhos da ALL. Dado esse cenário, os integrantes do Cade, que terão de julgar a união entre as companhias, devem exigir medidas concretas para garantir que a Cosan não utilize a ferrovia para discriminar outros produtores de açúcar e demais concorrentes que queiram escoar as suas respectivas produções pelos trilhos da ALL.

Valor Econômico
foto - ilustração
Ao notificar o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre a incorporação das ações da ALL, na tarde de ontem, a Rumo informou sobre a criação de um Comitê de Assessoramento para garantir o transporte de cargas de empresas concorrentes do grupo Cosan, que controla a companhia.
A informação é importante, pois o açúcar produzido pela Cosan é transportado pelos trilhos da ALL. Dado esse cenário, os integrantes do Cade, que terão de julgar a união entre as companhias, devem exigir medidas concretas para garantir que a Cosan não utilize a ferrovia para discriminar outros produtores de açúcar e demais concorrentes que queiram escoar as suas respectivas produções pelos trilhos da ALL. Essas medidas foram apresentadas pela própria Rumo na notificação do negócio ao órgão antitruste.
De acordo com a petição que o Valor PRO, serviço em tempo real do Valor, teve acesso, a Rumo apresentou salvaguardas de modo a garantir o uso da ferrovia por empresas concorrentes. "Embora não haja qualquer risco de discriminação ou preferência às cargas operadas pelas empresas do grupo Cosan, a nova companhia resolveu adotar algumas salvaguardas", diz o texto apresentado ao Cade.
A principal salvaguarda foi a criação de um Comitê de Assessoramento. O órgão terá caráter estatutário e permanente. Será composto por três a cinco membros independentes do conselho de administração da nova companhia resultante da união entre a ALL e a Rumo. Um desses membros será necessariamente indicado pela BNDESPar.
"Qualquer manifestação negativa por parte do Comitê de Assessoramento com relação à determinada operação ou transação condiciona sua aprovação ao voto afirmativo de, no mínimo, 90% dos membros do Conselho de Administração, o que significa, praticamente, poder de veto por cada um dos acionistas representados no conselho", afirma a Rumo no texto apresentado ao Cade.
Segundo o documento, o Comitê vai "impedir que exista tratamento desigual nas transações" envolvendo a nova companhia e as empresas do grupo Cosan.
A Rumo enfatizou ainda que o total de cargas transportadas pela Cosan nos trilhos da ALL é muito pequena. "Além disso, em mercados onde o modal rodoviário tem custos competitivos, pela proximidade do Porto de Santos, as usinas das empresas do grupo Cosan estão, em média, mais próximas do porto em relação a outras usinas, de modo que não há racionalidade logística para privilegiar essas usinas no uso da ferrovia", destacou a companhia no documento.
Na petição ao Cade, a Rumo argumenta ainda que a operação de incorporação de ações da ALL "representa um passo fundamental na direção de um grande salto para desatar o nó da logística brasileira, que tanto tem dificultado o crescimento do país". O investimento na malha gerará a ampliação da capacidade para a ferrovia, o que, aliado ao projeto logístico para captação de cargas, já desenvolvido pela Rumo, significará maior acesso de produtores ao modal ferroviário, aumentando a concorrência nos mercados de produção agrícola e a competitividade do país nas exportações."
A partir da notificação feita na tarde de ontem, o caso será examinado primeiramente pela Superintendência-Geral do Cade. Esse órgão poderá aprovar o negócio ou encaminhar sugestões com condições a serem impostas às empresas pelo Tribunal do Cade. É no Tribunal que os conselheiros decidem pela aprovação ou não das fusões e aquisições no Brasil.
A união entre a Rumo e a ALL só vai valer de fato com o aval final do Cade. Ao apresentar salvaguardas que garantem o uso da ferrovia por concorrentes da Cosan, as empresas se anteciparam a eventuais condições a serem impostas pelos integrantes do órgão antitruste e sinalizaram a intenção de estabelecerem um diálogo para obterem a aprovação ao negócio.
Fonte - Revista Ferroviária  22/07/2014

domingo, 8 de junho de 2014

Pilotos de satélite precisam tirar carteira de motorista

Ciência & Tecnologia

Um satélite para ser colocado em órbita, precisa de pilotos, que ficam numa base terrestre e enviam as coordenadas para o espaço. O menor erro humano pode ser fatal para a missão. Por isso, são necessários meses de treinamento em simuladores de voo. Os aspirantes a piloto de satélite precisam provar que conseguem manter uma visão geral da situação, ter paciência e aguentar o estresse da profissão.

Por Redação
DW - de Berlim

A partir da Terra, controladores enviam coordenadas para o espaço. Num lançamento real, o mínimo erro pode custar milhões de euros e colocar anos de trabalho a perder. Por isso, o treinamento em simuladores é essencial
Um satélite para ser colocado em órbita, precisa de pilotos, que ficam numa base terrestre e enviam as coordenadas para o espaço. O menor erro humano pode ser fatal para a missão. Por isso, são necessários meses de treinamento em simuladores de voo. Os aspirantes a piloto de satéliteprecisam provar que conseguem manter uma visão geral da situação, ter paciência e aguentar o estresse da profissão.
Na Exibição Internacional Aeroespacial, realizada em maio em Berlim, o físico e engenheiro espacial Ed Trollope montou um simulador da empresa Telespazio VEGA Alemanha. Numa sala com quatro computadores, equipados com microfones e fones de ouvido, os visitantes podiam acompanhar as simulações realizadas por uma equipe de pilotos de satélites.
O primeiro exercício demonstrado foi o lançamento de um foguete a partir do Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa. Logo após a partida, projetada num telão, o foguete alcança a órbita. A confirmação de que o satélite se separou do foguete e foi posicionado corretamente vem de um engenheiro da Nasa (Agência Espacial Americana), que está em Houston, nos Estados Unidos. Após essa etapa é preciso agir rapidamente.
“Esse é um momento crítico da missão. O satélite precisa de seus painéis solares para receber energia. Precisamos, portanto, abri-los o mais rápido possível”, descreve Trollope.

Movimentos coordenados
- Vocês ouviram o anúncio do engenheiro de Houston e agora assumiram uma nave espacial de 750 milhões de euros, na qual 500 pessoas trabalharam durante cinco anos. Agora a responsabilidade para que a missão não termine aqui é de vocês – diz Trollope ao seu time de controladores de voo.
Nesse momento, Rainer Lammert, gerente de operações espaciais (SOM, na sigla em inglês), assume o controle. “Nós seguimos um plano com prazos específicos, com uma sequência a ser seguida. Primeiro, vou checar se todos estão me ouvindo bem.”
Os outros pilotos de satélite são os engenheiros de operações espaciais SOE1 e SOE2, que são responsáveis por áreas técnicas específicas. Há também um controlador espacial (Spacon), que é responsável pelo envio dos sinais de controle para o satélite.
- Agora vamos verificar se há dados do satélite – diz Lammert. “SOM para SOE2, confirme recebimento de dados telemétricos.”
Por trás da telemetria, tecnologia de medição e comunicação de informações, escondem-se dados que o satélite colhe e envia à Terra. Por exemplo, informações sobre sua situação, sua posição no espaço, quais interruptores estão ligados ou qual a carga de sua bateria.
Somente quando os pilotos de satélite na base terrestre confirmam o recebimento dos dados, Lammert constrói uma imagem ampla da situação geral do satélite. Tudo segue como o planejado, e ele pede que a equipe envie as coordenadas para o satélite.
Adicionar legenda
No simulador, pilotos de satélite treinam as etapas de um lançamento

Sequência de códigos
Essas coordenadas, com comandos para ativar os motores que movimentam os painéis solares, por exemplo, são compostas por longos códigos numéricos e alfabéticos.
- Todo comando tem uma estrutura específica e uma grande quantidade de informações complementares, para que a nave espacial saiba de onde vem a coordenada e se ela é válida. Pode ser uma cadeia de informação bem curta, talvez somente o dígito um ou zero, mas também pode ser longa, dependendo do comando – reforça Trollope.
Cerca de 15 minutos e muitas sequências de letras depois, a ação chega ao fim. A telemetria confirma aos pilotos do satélite que os painéis solares estão abertos e produzindo energia elétrica. “Até agora, tudo bem. Bom trabalho, equipe!”, diz Lammert.
Na maioria das vezes, tudo corre bem, mas somente porque os pilotos do satélite seguem minuciosamente o planejado. Há um plano de emergência para cada pane imaginada. Essas informações estão em grandes pastas cheias de papel. “Os controladores precisam interpretar os dados, o que pode ser bem estressante”, diz Alexandra Sokolowski, porta-voz da Telespazio Vega.
Com frequência, os controladores de satélite precisam esperar por muito tempo. Em satélites próximos à Terra, isso ocorre quando eles deixam o campo de reconhecimento de sua própria antena parabólica e precisam dar uma volta no planeta.
Além disso, a enorme distância entre os pilotos e sondas espaciais, como a Rosetta, significam um teste de paciência. Mesmo com a velocidade da luz, um sinal precisa de uma hora e meia para ir e voltar. E a paciência também precisa ser exercitada no simulador.
A simulação serve para evitar situações como a que ocorreu com o engenheiro espacial Christian Bodemann, durante um exercício. Ele estava no simulador do Veículo de Transferência Automatizado, a nave não tripulada de abastecimento da Estação Espacial Internacional (ISS).
- Depois de cerca de oito horas, os usuários disseram que o simulador não funcionava, não conseguia enviar comandos”, lembra Bodemann. Mas ele estava funcionando corretamente. “Os alunos esqueceram de abrir os painéis solares. Depois de oito horas, as baterias acabaram. Eles apenas viraram algumas páginas do plano a ser seguido e colaram alguns lembretes. Eles pularam uma fase e nem perceberam – conta.
Se fosse um voo real, o veículo teria sido perdido no espaço, e os astronautas da ISS ficariam sem suprimentos.
Fonte - Correio do Brasil  08/06/2014

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Primeiro homem a passear pelo espaço completa 80 anos

Ciência & Tecnologia

Alexei Leonov passou 12 minutos e 9 segundos no cosmos em 1965

DR

O primeiro cosmonauta a sair para o espaço, Alexei Leonov, está recebendo nesta sexta-feira, 30, grandes homenagens na Rússia pelos 80 anos completados hoje. Integrado ao primeiro destacamento de cosmonautas da União Soviética em 1960, o major-general de aviação foi incumbido de sair ao espaço na missão de 1965.
Na época, o cosmonauta era o segundo piloto da nave Voskhod 2 e a sua tarefa era a de fazer um passeio pelo espaço, afastando-se da nave por até cinco metros. O passeio pioneiro de Alexei Leonov durou 12 minutos e 9 segundos. Atualmente, ele dedica-se à pintura, trabalha no banco Alfa-Bank e participa de ações de caridade.O primeiro cosmonauta a sair para o espaço, Alexei Leonov, está recebendo nesta sexta-feira, 30, grandes homenagens na Rússia pelos 80 anos completados hoje. Integrado ao primeiro destacamento de cosmonautas da União Soviética em 1960, o major-genera
Fonte - Diário da Russia  30/05/2014

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Tripulantes da ISS vão comemorar a passagem de ano 15 vezes

Tecnologia

Primeiro réveillon acontecerá sobre a Austrália e a Nova Zelândia


A tripulação da Estação Espacial Internacional (ISS) vai comemorar, 15 vezes, a passagem de ano. A primeira, pelo horário de Moscou, será às 16 horas e 8 minutos da terça-feira, 31. Neste horário, os tripulantes estarão sobre a Austrália e a Nova Zelândia onde já será quarta-feira, 1º de janeiro de 2014. Até que a base orbital sobrevoe todos os continentes da Terra, os cosmonautas terão participado de uma dezena e meia de celebrações.
A Estação Espacial Internacional ficará entre 2013 e 2014 de acordo com o horário de cada país
De acordo com a Agência Espacial Russa (Roskosmos) e o Centro de Controle de Voos Espaciais da Rússia, os tripulantes da Estação Espacial Internacional estarão definitivamente em janeiro de 2014 quando o horário de Moscou estiver marcando 13 horas e 51 minutos na próxima quarta-feira.
Fonte - Diário da Russia  27/12/2013

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Roma e a vez do pedestre passar

Mobilidade

Roma: com proibição do carro, é a vez do pedestre passar 
“Eu não acho que qualquer outra cidade no mundo teria transformado o Coliseu, provavelmente o mais famoso monumento do planeta, em uma rotatória” – Ignazio Marino, prefeito de Roma

A avenida Fori Imperiali tomada por carros, quando ainda eram permitidos.
 Em agosto, o local foi devolvido para os pedestres. (Foto: Peter Carr) 

Luísa Zottis
10/10/2013
Por décadas, parte da história de Roma foi tomada por carros e as icônicas vespas, circulando livremente pela avenida Fori Imperiali, que liga a Piazza di Venezia ao Coliseu. Mas, em agosto deste ano, esse cenário típico de um filme italiano mudou. O prefeito da cidade, Ignazio Marino, baniu de vez os automóveis do local.
O espaço, tomado pela memória da época imperial e pela névoa cinza da poluição, foi finalmente devolvido às pessoas, quebrando um paradigma de trinta anos – quando a discussão de restringir ou não os carros começou.
Alguns ainda acreditam que uma só para pedestres é ruim para a “mobilidade” e para o comércio local, numa cidade onde 970 em cada mil adultos têm carro e a velocidade média é de 15km/h. Enquanto isso, os apaixonados por cidades e mobilidade urbana já podem usufruir, e um local seguro, saudável e mais humano.
Se a cidade é o reflexo de seus governantes, tudo indica que os habitantes de Roma e, por que não, do mundo todo – já que a cidade é uma vitrine global – podem celebrar. Marino, eleito há apenas dois meses, chegou à posse pedalando. E assim continua fazendo.
nova Fori Imperiali: paraíso do pedestre.
 (Foto: reprodução/Tumblr) 
E sua ambição não estaciona no Coliseu. Ele pretende banir os automóveis do entorno local e transformar a região no maior polo arqueológico do mundo. É bom lembrar que a Fori Imperiali (o foco da transformação), que era exclusiva aos pedestres somente nos domingos, ainda permite a passagem de ônibus e bicicletas.
“Temos que escolher se queremos carros ou valorizamos nossos monumentos”, ressaltou o prefeito à agência Reuters. E mais do que conservar a história, a medida preserva a segurança e a saúde das pessoas que circulam no local. Menos carros significa ar mais limpo, cidade mais segura e mais pessoas nas ruas.
É vontade de trabalhar, sem medo da rejeição e pensando no bem da cidade que o prefeito de Roma está deixando, sem dúvidas, um novo legado para o antigo império romano.

Fontes: New York Times, NBC News, Sunday Times
Fonte - The City Fix Brasil

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Projetos propõem carro exclusivo no metrô de SP para mulheres

Metrô

Agência Estado
foto - ilustração
Dois projetos de lei que tramitam na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) preveem a criação de espaços exclusivos para mulheres em trens e metrôs da Capital. Se aprovados, vão obrigar as empresas de transporte coletivo a reservarem ao menos um carro proibido para homens nos horários de pico.
O PL 341/2005, do deputado Geraldo Vinholi (PDT), recebeu parecer favorável da Comissão de Transportes e Comunicações e está pronto para ser votado. Já o PL 489/2013, de Antonio Salim Curiati (PP), segue em análise pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação.
"Várias mulheres me procuram pedindo mais segurança no transporte público. Esse será um privilégio para o público feminino", explica Curiati.
Os dois textos divergem apenas no detalhamento da proposta. O projeto de Curiati institui, por exemplo, que crianças e idosos acompanhados por mulheres possam acessar os carros exclusivos. Além disso, propõe que as empresas de transporte fiquem responsáveis por campanhas de educação para o respeito ao espaço reservado. Nenhum dos projetos aborda o caso de lotação do espaço reservado.
De acordo com a proposta de Vinholi, "é dever do Estado coibir a prática de delitos sexuais, por isso, este projeto de lei vem de encontro ao interesse da sociedade, e tem como objetivo evitar, nas horas de pico, a bolinação das mulheres, reservando um espaço separado nos veículos de transporte coletivo".
A cidade do Rio de Janeiro tem, desde 2006, carros do metrô exclusivos para mulheres nos horários de maior movimento. A proibição funciona de segunda a sexta-feira, das 6h às 9h e das 17h às 20h.
Fonte - Revista Ferroviária 03/10/2013

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Moscou terá o maior parque da Europa

Sergei Sobyanin divulgou o novo espaço

O Prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, revelou que a capital russa terá o maior parque natural de toda a Europa. A nova grande área de lazer da Rússia será composta pelos territórios dos Parques Muzeon e Gorky, do Jardim Neskuchny e pelas colinas Vorobievy Gory.
O Parque Muzeon ficará no novo espaço da capital russa
De acordo com Sergei Sobyanin, a junção de todas estas áreas numa só fará com que Moscou tenha a maior avenida natural da Europa, voltada para o conforto e bem-estar da população.O Parque Muzeon ficará no novo espaço da capital russa.
Fonte - Diário da Russia  29/07/2013

sábado, 13 de julho de 2013

Rússia dá início à Missão ExoMars

Projeto russo-europeu vai explorar o Planeta Vermelho em 2016 e 2018


Ilustração do Consórcio Aeroespacial Lavochkin mostra etapas do Projeto ExoMars

Começou na Rússia a execução do projeto conjunto russo-europeu ExoMars, que visa ao envio de naves de pesquisa para Marte em 2016 e 2018. A complexa missão foi confiada a uma equipe especial do Consórcio Aeroespacial Lavochkin, e as questões relativas ao projeto são discutidas em contato estreito com os especialistas europeus.
A missão ExoMars começou inicialmente como uma operação americano-europeia, tendo a NASA prometido fornecer dois foguetes pesados Atlas-5 para a sua realização. Mas, no outono de 2011, ficou claro que o fornecimento de foguetes se deparava com problemas. Então, a Agência Espacial Europeia convidou a Rússia a participar do projeto, na qualidade de terceiro participante. Pouco tempo depois, a NASA abandonou por completo o projeto, pois estava inteiramente empenhada na preparação do jipe-robô marciano Curiosity. A Rússia, então, declarou que iria aderir à missão e fornecer os foguetes Proton somente se o programa científico fosse conjunto. As condições foram aceitas, e desde então o ExoMars é um a operação russo-europeia.
"O Projeto ExoMars compreende duas etapas, com as partidas marcadas para os anos de 2016 e 2018”, diz o diretor do Instituto de Pesquisas Cósmicas da Academia de Ciências da Rússia, Lev Zeleny . “ Em 2016, a participação da Rússia vai reduzir-se ao fornecimento do foguete Proton e do conteúdo do veículo orbital europeu Trace Gas Orbiter (TGO), destinado a pesquisar os vestígios de gases na atmosfera de Marte. No TGO serão instalados dois conjuntos de aparelhagem russa: o detector de nêutrons Frend, destinado a estudar a distribuição da água sobre a superfície de Marte, e um grande bloco de aparelhos para o estudo da composição espectral da atmosfera."
A segunda etapa, o lançamento em 2018, será muito mais complicada, comenta Lev Zeleny: "A Rússia fornecerá novamente o foguete Proton. Além disso, ela vai produzir a plataforma de pouso, utilizada para o transporte do veículo marciano Pasteur, que terá uma sonda capaz de perfurar poços de até dois metros de profundidade. A tarefa da Rússia não vai reduzir-se ao transporte: ela vai participar também do programa científico. Mas o mais importante é que nesta plataforma será instalado um conjunto de aparelhos russos."
A experiência do projeto ExoMars e das missões russas à Lua, marcadas para 2015-2016, permitirá diminuir o risco de realização do segundo envio de um satélite para Fobos, o satélite de Marte. A Rússia espera lançar uma versão mais leve da cosmonave Phobos-Grunt no período de 2022 a 2025.
Fonte - Diário da Russia  13/07/2013

sábado, 1 de junho de 2013

Viagem do homem a Marte é perigosa

Radiação cósmica extrapola limites estabelecidos pela ciência

O Curiosity fez mais uma descoberta importante para a ciência. Os dados coletados pelo jipe-robô confirmaram que uma viagem humana ao Planeta Vermelho poderia custar a vida dos exploradores. Os níveis de radiação cósmica a que os astronautas estariam expostos seria maiores que os limites de segurança estabelecidos pela Agência Espacial Norte-Americana (NASA).


O detector de radiação do rover mediu pela primeira vez os níveis radioativos durante a viagem, calculada em oito meses. A exposição em Marte, porém, seria ainda maior. Segundo funcionários do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA, os astronautas receberiam 662 milisievert por dia, o equivalente a uma tomografia de corpo inteiro por semana em um ano. Na Terra, cada ser humano recebe apenas três milisievert anualmente. A exposição aumentaria consideravelmente as chances de se contrair câncer. Os dados do estudo estão publicados na revista Science.Uma viagem humana a Marte poderia ser fatal
Segundo os especialistas da JPL, há inicialmente duas alternativas para levar o homem a Marte. A primeira seria a construção de cápsulas especiais com maior proteção. A outra alternativa é a redução significativa do tempo de viagem, o que exige o desenvolvimento de motores mais potentes.
O jipe-robô Curiosity chegou a Marte em agosto e vem realizando uma série de pesquisas no Planeta Vermelho. Entre os equipamentos utilizados está o Dinâmico de Nêutrons Albedo, contribuição da Rússia para o projeto, e que é capaz de encontrar indícios de água a até 50 cm do solo marciano.
Fonte - Diário da Russia  31/05/2013

domingo, 26 de maio de 2013

Expedição 36 partirá na terça-feira, 28, para a Estação Espacial Internacional

Nova tripulação é formada por um russo, uma americana e um italiano



Os membros da Expedição 36 já estão prontos para serem enviados à Estação Espacial Internacional. O cosmonauta russo Fyodor Yurchikhin, da Roscosmos, e os astronautas Karen Nyberg (americana, da NASA) e Luca Parmitano (italiano, da Agência Espacial Europeia) partirão do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, a bordo de uma nave Soyuz TMA-09M às 23h31min (hora de Moscou) da terça-feira, 28. A nave será transportada por um foguete cargueiro Soyuz-FG.O foguete Soyuz-FG com a nave Soyuz TMA-09M a caminho da base de lançamento de BaikonurO cosmonauta Yurchikhin é o comandante da Soyuz, e Nyberg e Parmitano são os engenheiros de bordo. Ao chegar à Estação Espacial Internacional, após o chamado “voo expresso” de apenas seis horas de duração, eles se juntarão à tripulação formada pelo Comandante Pavel Vinogradov e o engenheiro de voo Alexander Misurkin, russos, e o americano da NASA Chris Cassidy.
Fonte - Diário da Russia  26/05/2013


segunda-feira, 13 de maio de 2013

Brasil disputa espaço na Comissão Interamericana de Direitos Humanos

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Autoridades e especialistas brasileiros estão em uma corrida contra o tempo. Em pouco menos de um mês haverá eleições para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), relativas ao período 2014-2017. Criada há 54 anos, a comissão vinculada à Organização dos Estados Americanos (OEA) é responsável pela promoção e proteção dos direitos humanos.

O Brasil lançou como candidato o ex-ministro Paulo de Tarso Vannuchi a uma das três vagas que abrem este ano. As eleições ocorrerão durante a 43ª Assembleia Geral da OEA, em Antígua, Guatemala, de 3 a 6 de junho.
A exemplo do que foi feito na campanha do embaixador brasileiro Roberto Carvalho de Azevêdo, que venceu as eleições para a Organização Mundial do Comércio (OMC), no Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, foi montado um grupo de trabalho para a campanha com integrantes de setores considerados essenciais – América do Sul, ações sociais e direitos humanos, além de divulgação e imprensa.
Desde meados da semana passada, Vannuchi intensificou sua campanha para a comissão. Ele começou com viagens aos países mais próximos do Brasil e, depois vai ampliar. No último dia 7, ele apresentou a candidatura a diplomatas de 21 embaixadas com representação em Brasília. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, acompanhou a reunião.
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos acompanha os fatos em todos os países das Américas e costuma fazer advertências sobre situações consideradas inadequadas, como ocorreu com Honduras, devido a violações e transgressões registradas em presídios brasileiros.
Além do brasileiro, concorrem ao posto James Cavallaro (Estados Unidos), Erick Roberts Garcés (Equador), Javier de Balaúnde López de Romaña (Peru). Tentam a reeleição José de Jesús Orozco Henríquez (México) e o atual presidente da comissão, Rodrigo Escobar Gil (Colômbia).
A comissão é formada por sete integrantes eleitos pela Assembleia Geral da OEA para um mandato de quatro anos, com direito a uma reeleição. Integram OEA 23 países e todos têm direito a voto. Cada país vota em três candidatos. Não é possível fazer uma conta sobre o mínimo necessário de votos.

Fonte - Agência Brasil  11/05/2013

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Vazamento assusta tripulação da Estação Espacial Internacional

Astronautas farão caminhada de emergência pelo espaço para corrigir o problema...

A tripulação da Estação Espacial Internacional (ISS) passou por um grande susto que mudará a rotina próxima de seus integrantes. Segundo a Agência Espacial Norte-Americana (NASA), eles observaram pequenos flocos brancos saindo da base orbital em quantidades cada vez maiores e descobriram que era amoníaco.
Apesar do vazamento de amoníaco, a ISS não corre perigo...
O vazamento deverá ser consertado no sábado, 11, quando os astronautas norte-americanos Thomas Marshburn e Christopher Cassidy farão uma caminhada espacial de emergência para corrigir o problema. A NASA, porém, informou que tudo continua funcionando normalmente na ISS e que o acidente não oferece perigo para a tripulação ou para o trabalho da base orbital.Apesar do vazamento de amoníaco, a ISS não corre perigo
A agência dos Estados Unidos divulgou, ainda, que a Rússia foi notificada sobre o vazamento e que está acompanhando o processo. Atualmente, há três cosmonautas russos na Estação Espacial Internacional: Pavel Vinogradov, Aleksander Misurkin e Roman Romanenko. O canadense Chris Hadfield completa o sexteto atual na ISS.
Fonte - Diário da Russia  10/05/2013

terça-feira, 7 de maio de 2013

Cantora britânica poderá ser a oitava turista espacial da história - Russia

Rússia confirma envio de Sarah Brightman ao espaço

A Agência Espacial Russa (Roscosmos) confirmou na segunda-feira, 6, que chegou a um acordo com a empresa norte-americana Space Adventures e prosseguirá com os planos de enviar a cantora britânica Sarah Brightman para a Estação Espacial Internacional (ISS), em outubro de 2015.
D.R
Em comunicado oficial, a Roscosmos afirma que "as partes discutirão em um futuro próximo a implementação deste projeto, a preparação de Brightman para a viagem, e a programação de suas atividades a bordo da estação orbital".Sara Brightman esteve na Rússia em outubro de 2012 para testes psicológicos e físicos em preparação à sua possível visita ao espaço
A cantora, de 52 anos, é Artista pela Paz da UNESCO e soprano mais bem sucedida do mundo, com 30 milhões de CDs vendidos. Em agosto do ano passado, Brightman anunciou seus planos de ir ao espaço. Ela já visitou a Rússia e passou por uma série de rigorosos testes psicológicos e físicos para ser oficialmente reconhecida pelas autoridades espaciais russas como "uma cosmonauta em treinamento".
A decisão final sobre a ida de Brightman à ISS, entretanto, ainda não foi tomada, já que precisa ser coordenada entre a Roscosmos e a Agência Espacial Norte-Americana (NASA). A cantora britânica será a oitava turista espacial da história. O primeiro foi o empresário norte-americano Dennis Tito, em 2001, e o último foi o cofundador do Cirque du Soleil, Guy Laliberté, que pagou US$ 40 milhões para passar 12 dias na estação em 2009.
Fonte - Diário da Russia  07/05/2013

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Arquitetos e urbanistas discutem políticas para as cidades do país

Akemi Nitahara
Repórter da Agência Brasil

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Rio de Janeiro – Começou hoje (27) no Rio de Janeiro um ciclo de debates que pretende repensar as cidades do país. Ao todo, serão feitos sete seminários de Política Urbana Quitandinha+50 (Q+50), que comemoram os 50 anos do Seminário Nacional de Habitação e Reforma Urbana, que ocorreu em 1963 no Hotel Quitandinha, em Petrópolis, na região serrana fluminense.
Até sexta-feira (1º), o tema Arquitetura, Cidade, Metrópole – Democratizar Cidades Sustentáveis será debatido na sede do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), no Flamengo, zona sul do Rio. De acordo com a vice-presidente do IAB, Fabiana Izaga, o objetivo do ciclo de debates é discutir a política urbana e as cidades do Brasil.
Na mesa de abertura, O Espaço da Democracia, foram debatidos os serviços públicos que precisam ser oferecidos nas cidades. Para o físico Luis Alberto Oliveira, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, as cidades, que surgiram entre dez mil e 12 mil anos atrás, são o maior invento da história do homem, à medida que levaram a novos inventos. Mas, segundo ele, as condições propícias para o surgimento delas acabou e que, portanto, é necessário encontrar novas soluções.
“Não viveremos mais, nem nós nem nossos descendentes, esta continuidade estável e moderada do clima. Estamos entrando em um período de turbulência climática que, ao longo do presente século, ira se acentuar de modo significativo, se consolidando em alguns cenários possíveis. Esses cenários vão de razoavelmente desagradáveis a profundamente desastrosos”, disse.
Além das mudanças climáticas, Oliveira cita também o envelhecimento e a urbanização da população. “A faixa etária que mais prospera no mundo hoje são os centenários. O Brasil, em 2060, vai ter um terço de idosos. O Brasil vai ser Copacabana [bairro carioca com grande densidade de idosos]. Hoje, mais de 50% da humanidade vivem em cidades com mais de 50 mil habitantes. Então, a humanidade é mais urbana do que em qualquer outro momento. E a perspectiva é que em 2060 você tenha em torno de 80% dessa população ampliada vivendo nas cidade. Portanto, cidade não é problema, a cidade tem que ser a solução”.
Convidado para fazer a conferência de abertura do seminário, o arquiteto italiano Bernardo Secchi apresentou alguns dos projetos dos quais participou, como a discussão sobre o futuro da Grande Paris, de Bruxelas e também Moscou. “A questão urbana pode ser resumida nesses três pilares: ambientais, de mobilidade e de desigualdades sociais. E eles estão entrelaçados, há que se ter um pacote completo para resolver todos esses problemas”, declarou.
Apesar de Secchi não ter estudos sobre o Brasil, a vice-presidente do IAB, Fabiana Izaga, diz que esses temas também fazem parte da realidade brasileira. “Eu acho que são temas que a gente pode ter como principais para as cidades brasileiras: desigualdade social, e aí tem toda a questão da habitação, onde as pessoas moram; a mobilidade, o transporte público, a questão do carro, de tirar os carros das ruas, dar uma maior oferta de transporte público para as pessoas se movimentarem; e a questão ambiental, ou seja, como você equilibra crescimento com a proteção ao meio ambiente, como você tem esse enfoque mais ecológico sobre a própria cidade”.
Em abril, o ciclo continua no Rio Grande do Sul, com o seminário Moradia Brasileira. Em maio, São Paulo recebe os debates sobre a gestão das cidades.
Fonte -  Agência Brasil  - 27/02/2013