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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Governo do Estado garante integração da meia passagem entre ônibus metropolitano,metrô e ônibus de Salvador

Mobilidade  🚌 <> 🚇 <> 🚌

O decreto que será publicado neste sábado (07) no DOE,vai igualar as legislações de transporte, garantindo o direito dos estudantes, que utilizam os sistemas, de pagar a meia passagem. A integração dos ônibus metropolitanos com o metrô já está funcionando.

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
Será publicado neste sábado (7), no Diário Oficial do Estado (DOE), o decreto que vai regulamentar e permitir a plena integração para estudantes que utilizam os sistemas de ônibus metropolitano e urbano de Salvador, além do metrô. O decreto vai igualar as legislações de transporte, garantindo o direito dos estudantes, que utilizam os sistemas, de pagar a meia passagem. A integração dos ônibus metropolitanos com o metrô já está funcionando.
Os detalhes para a integração geral foram discutidos em reunião entre a Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado (Sedur), a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba), a Secretaria de Mobilidade de Salvador (Semob) e a CCR Metrô. A publicação deste sábado é o ponto de partida para que a Prefeitura de Salvador faça a adequação e os ajustes técnicos necessários nas máquinas dos ônibus da capital, para o pleno funcionamento da integração.
O decreto, assinado pelo governador Rui Costa nesta sexta-feira (6), garante, que por parte do Governo do Estado, o direito de uso dos estudantes nos três sistemas, pagando apenas meia passagem, aconteça no mesmo molde que já ocorre no sistema dos ônibus urbanos.
Com informações da Secom Ba.  06/10/2017

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Ministro garante Ferronorte até Cuiabá

Ferrovias

O ministro garantiu que o governo federal fará investimentos pesados no Estado em infraestrutura para estimular a produção.Ele quer, além de garantir a Fico, que ligará Lucas do Rio Verde a Sapezal, que a União ainda garanta que os trilhos cheguem a Porto Velho (RO), para dar mais uma alternativa de saída para produção agropecuária mato-grossense.

Diário de Cuiabá 
Universidade Estadual de Campinas
Em visita a Rondonópolis, o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, disse considerar Mato Grosso um Estado estratégico para o governo federal e garantiu a chegada da Ferrovia Norte Brasil, mais conhecida como Ferronorte, até Cuiabá. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) já está realizando os estudos de viabilidade e o governo federal tem interesse na chegada dos trilhos até a capital.
A ferrovia chegará, sim, a Cuiabá. É um assunto de interesse do Estado e também de nosso interesse. A própria ANTT tem estudado após uma decisão de nossa parte e ninguém tenha dúvida de que a ferrovia seguirá e irá atender também a capital do Estado, Cuiabá\", afirmou o ministro durante visita às obras de duplicação da BR-364/163, no trecho que liga Rondonópolis a Itiquira.
Só que ele adiantou que o governo federal deverá priorizar os investimentos na execução da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico). De acordo com Passos, quatro empresas da iniciativa privada estão interessadas na execução da obra. No entanto, preferiu não comentar os nomes das empresas.
Além disso, outra ferrovia de interesse do governo federal para garantir o escoamento da produção e está nos planos para licitação no próximo ano ligará Sinop à cidade de Miritituba (PA), onde tem um porto para saída da safra. Com isso garante-se a redução da distância e do custo do transporte, incentivando o estímulo da produção.
O ministro garantiu que o governo federal fará investimentos pesados no Estado em infraestrutura para estimular a produção.
Ele quer, além de garantir a Fico, que ligará Lucas do Rio Verde a Sapezal, que a União ainda garanta que os trilhos cheguem a Porto Velho (RO), para dar mais uma alternativa de saída para produção agropecuária mato-grossense.
"Mato Grosso tem um papel estratégico para o desenvolvimento do país e o investimento em infraestrutura é fundamental não apenas para o Estado, mas para a economia do Brasil. Vamos investir pesado na logística do Estado, não apenas nas malhas viárias, que através de concessão com a inicitiva privada terão grandes avanços, mas também nas ferrovias. Temos muitas empresas interessadas na malha ferroviária de Mato Grosso e isto será fundamento para o crescimento do Estado\", afirmou.
Passos informou que o governo federal tem chamado a iniciativa privada para ser parceira e ajudar na construção de ferrovias, e as empresas deverão assumir a responsabilidade das obras em Mato Grosso.
A visita do ministro ocorreu de forma institucional e não tem ligação com a agenda de campanha da presidente Dilma Rousseff (PT), mas mesmo assim foi ele recepcionado pelo senador eleito, deputado federal Wellington Fagundes (PR), colega de partido e coordenador da campanha da petista em Mato Grosso.
No entanto, apesar de não participar de nenhuma agenda de campanha, nem ficar para o ato Pró-Dilma, realizado na noite de ontem em Rondonópolis, a visita é estratégica para garantir a divulgação dos investimentos e ações do governo federal na área de logística.
A coordenação de Dilma Rousseff em Mato Grosso vem utilizando o discurso de comparação para garantir maior aceitação da petista no Estado.
Vale destacar que o PT nunca obteve vitória em Mato Grosso.
O ministro esteve em Rondonópolis no dia de ontem e participou de almoço com prefeitos da região e depois visitou dois canteiros de obras da BR-364/163. da empresa Odebrech TransPort, concessionária responsável pela rodovia.
A empresa fará a obra na estrada no trecho que liga Rondonópolis à fronteira com o Mato Grosso do Sul.
Fonte - Revista Ferroviária  24/10/2014

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Haddad garante que moradores de favela incendiada terão suas casas no mesmo local

Política

Prefeito de São Paulo prometeu construir 500 apartamentos, em dois anos, para reassentar famílias da comunidade do Piolho. Nesse tempo, eles poderão optar por auxílio-aluguel ou permanência no terreno - Haddad repetiu várias vezes que não vai retirar os moradores do local e garantiu diálogo permanente

Rodrigo Gomes da RBA
RENATO MENDES/BRAZIL PHOTO PRESS/FOLHAPRESS
São Paulo – O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), assumiu na manhã de hoje (12) o compromisso de que as famílias da favela do Piolho, no Campo Belo, zona sul da cidade, vão permanecer no local e de que serão ali construídos 500 apartamentos para acomodá-las. Ele determinou que o secretário municipal da Habitação, José Floriano Marques, instale hoje mesmo um escritório com funcionários da pasta e da Assistência Social para atender aos moradores. Um incêndio no domingo (7) deixou ao menos 640 famílias desabrigadas – algumas só com a roupa do corpo.
O prefeito afirmou que a construção das moradias vai levar cerda de dois anos. O dinheiro, segundo Haddad, está garantido e virá da Operação Urbana Água Espraiada que, embora não pretendesse desapropriar a área da favela do Piolho inicialmente, já tinha seus moradores contados nas ações de realocação. A área a ser desapropriada tem cerca de 7 mil metros quadrados e começou a ser ocupada nos anos 1970. A prefeitura já tem reservados R$ 300 milhões para realizar a medida.
“A lei (da Operação Urbana) garante o direito de vocês permanecerem aqui. Vamos desapropriar o terreno e construir as moradias aqui mesmo. Sem expulsar ninguém como se fez no passado”, afirmou Haddad.
Questionado se isso não infringiria a ordem do cadastro municipal para moradias, Haddad explicou que as ações habitacionais da Operação Urbana não se relacionam com o cadastro municipal, pois estão regidas por legislação própria.
O valor da obra ainda não está definido. Floriano espera que em 90 dias o projeto e as licenças para início dos trabalhos sejam concluídos. O secretário lembrou que embora as famílias prioritárias sejam as afetadas pelo incêndio, toda a comunidade do Piolho vai receber moradias próprias no andamento da Operação Urbana.
Haddad conversou por cerca de uma hora com os moradores e definiu com eles o atendimento que será prestado pela prefeitura. O escritório receberá os moradores para fazer o cadastramento e eles poderão optar por permanecer na área ou sair dela e receber auxílio-aluguel no valor de R$ 400, “até que as chaves sejam entregues”, frisou o prefeito. O primeiro depósito do auxílio, com adiantamento de três meses (R$ 1.200) deve ser liberado em dez dias.
MAURICIO CAMARGO/ELEVEN/FOLHAPRESS
Incêndio destruiu ao menos 600 barracos. O fogo se alastrou rápido e as famílias não conseguiram retirar seus pertencesQuem optar pela permanência vai ser acompanhado por engenheiros da Secretaria Municipal de Habitação (Sehab), que vão dividir o terreno em quatro partes e determinar onde as pessoas podem reocupar, sem afetar o andamento da obra ou implicar riscos à segurança. Nessa caso, as famílias vão construir as moradias por conta própria. A construção dos apartamentos será feita em outra parte do terreno e, quando concluída, vai receber os moradores ocupantes, para que o empreendimento possa ser realizado na parte restante.
Haddad se comprometeu a manter diálogo permanente com a população e disse que ela poderá monitorar o processo passo a passo. “Vamos voltar aqui quantas vezes forem necessárias. Faço questão que vocês acompanhem.”
Estão em processo de desapropriação outros 200 terrenos na região abrangida pela Operação Urbana. O objetivo é construir oito mil moradias para abrigar as famílias removidas das favelas do complexo Alba e outras ao longo da avenida Jornalista Roberto Marinho. Mas caso não seja possível a permanência de todos os moradores que desejem ficar no terreno da favela do Piolho, a administração municipal vai avaliar a possibilidade de encaminhá-las a uma dessas áreas.
Já no caso do auxílio-aluguel, as famílias poderão fazer contratos informais com familiares ou amigos, pois o prefeito admitiu que o valor é baixo para alugar uma casa na região. No Campo Belo, o preço do metro quadrado construído chega a R$ 11 mil e o aluguel de um cômodo não sai por menos que R$ 500. “Vamos discutir esse valor no Conselho Gestor da Operação Urbana Água Espraiada, pois existe uma proposta de o valor ser aumentado para R$ 600”, ponderou Haddad.
O auxílio-aluguel divide opiniões, pois muitas pessoas temem a irregularidade do pagamento, problema bastante comum. No entanto, algumas famílias estão dispostas a receber, como a de Fábio Teixeira, que vive com a esposa Fabiana e as filhas Giovana e Gabriela. “Só não queremos ir parar no fim do mundo. Nossa vida está organizada aqui. Eu já vim do Eldorado (bairro no extremo sul da cidade) para cá porque não tinha condições de ir de lá para a Avenida Paulista trabalhar”, explicou.
Mesmo assim, os moradores se sentiram contemplados pela proposta. “Eu moro aqui desde que nasci e não quero deixar este lugar. A gente já ouviu muita coisa e nada se cumpriu. Temos fé que vai acontecer e esperamos que o prefeito não nos decepcione”, disse Natália Santos, de 19 anos, grávida do primeiro filho.
O prefeito também se comprometeu a solicitar ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) que um posto de atendimento móvel do Poupatempo fique disponível no local para que as famílias façam as segundas vias dos documentos perdidos no incêndio.
Na saída, Haddad foi convidado a conhecer uma das cozinhas comunitárias construídas pelos moradores para concentrar as doações de alimentos e garantir que todos façam as refeições. Tomou café e comeu pão com margarina, acompanhado do secretário Floriano e do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que também foi ver a situação da comunidade.
Desde o incêndio, os moradores estão vivendo em barracas improvisadas nas calçadas do entorno. Eles vêm acumulando doações de roupas, mantimentos e materiais – madeira, lonas, pregos – para reconstruir as moradias. Muitos não têm conseguido ir trabalhar e as crianças não estão indo para a escola.
Fonte - RBA (Rede Brasil Atual)  12/09/2014

terça-feira, 22 de julho de 2014

Rumo garante espaço para cargas de concorrentes na ALL

Ferrovias

A informação é importante, pois o açúcar produzido pela Cosan é transportado pelos trilhos da ALL. Dado esse cenário, os integrantes do Cade, que terão de julgar a união entre as companhias, devem exigir medidas concretas para garantir que a Cosan não utilize a ferrovia para discriminar outros produtores de açúcar e demais concorrentes que queiram escoar as suas respectivas produções pelos trilhos da ALL.

Valor Econômico
foto - ilustração
Ao notificar o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre a incorporação das ações da ALL, na tarde de ontem, a Rumo informou sobre a criação de um Comitê de Assessoramento para garantir o transporte de cargas de empresas concorrentes do grupo Cosan, que controla a companhia.
A informação é importante, pois o açúcar produzido pela Cosan é transportado pelos trilhos da ALL. Dado esse cenário, os integrantes do Cade, que terão de julgar a união entre as companhias, devem exigir medidas concretas para garantir que a Cosan não utilize a ferrovia para discriminar outros produtores de açúcar e demais concorrentes que queiram escoar as suas respectivas produções pelos trilhos da ALL. Essas medidas foram apresentadas pela própria Rumo na notificação do negócio ao órgão antitruste.
De acordo com a petição que o Valor PRO, serviço em tempo real do Valor, teve acesso, a Rumo apresentou salvaguardas de modo a garantir o uso da ferrovia por empresas concorrentes. "Embora não haja qualquer risco de discriminação ou preferência às cargas operadas pelas empresas do grupo Cosan, a nova companhia resolveu adotar algumas salvaguardas", diz o texto apresentado ao Cade.
A principal salvaguarda foi a criação de um Comitê de Assessoramento. O órgão terá caráter estatutário e permanente. Será composto por três a cinco membros independentes do conselho de administração da nova companhia resultante da união entre a ALL e a Rumo. Um desses membros será necessariamente indicado pela BNDESPar.
"Qualquer manifestação negativa por parte do Comitê de Assessoramento com relação à determinada operação ou transação condiciona sua aprovação ao voto afirmativo de, no mínimo, 90% dos membros do Conselho de Administração, o que significa, praticamente, poder de veto por cada um dos acionistas representados no conselho", afirma a Rumo no texto apresentado ao Cade.
Segundo o documento, o Comitê vai "impedir que exista tratamento desigual nas transações" envolvendo a nova companhia e as empresas do grupo Cosan.
A Rumo enfatizou ainda que o total de cargas transportadas pela Cosan nos trilhos da ALL é muito pequena. "Além disso, em mercados onde o modal rodoviário tem custos competitivos, pela proximidade do Porto de Santos, as usinas das empresas do grupo Cosan estão, em média, mais próximas do porto em relação a outras usinas, de modo que não há racionalidade logística para privilegiar essas usinas no uso da ferrovia", destacou a companhia no documento.
Na petição ao Cade, a Rumo argumenta ainda que a operação de incorporação de ações da ALL "representa um passo fundamental na direção de um grande salto para desatar o nó da logística brasileira, que tanto tem dificultado o crescimento do país". O investimento na malha gerará a ampliação da capacidade para a ferrovia, o que, aliado ao projeto logístico para captação de cargas, já desenvolvido pela Rumo, significará maior acesso de produtores ao modal ferroviário, aumentando a concorrência nos mercados de produção agrícola e a competitividade do país nas exportações."
A partir da notificação feita na tarde de ontem, o caso será examinado primeiramente pela Superintendência-Geral do Cade. Esse órgão poderá aprovar o negócio ou encaminhar sugestões com condições a serem impostas às empresas pelo Tribunal do Cade. É no Tribunal que os conselheiros decidem pela aprovação ou não das fusões e aquisições no Brasil.
A união entre a Rumo e a ALL só vai valer de fato com o aval final do Cade. Ao apresentar salvaguardas que garantem o uso da ferrovia por concorrentes da Cosan, as empresas se anteciparam a eventuais condições a serem impostas pelos integrantes do órgão antitruste e sinalizaram a intenção de estabelecerem um diálogo para obterem a aprovação ao negócio.
Fonte - Revista Ferroviária  22/07/2014