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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Antártida terá maior reserva de conservação marinha do planeta

Internacional

A maior área de proteção marinha do mundo, localizada no Mar de Ross, vai limitar ou proibir totalmente algumas atividades para atender a conservação específica, a proteção do habitat, o monitoramento de ecossistemas e o manejo de pesca. Em 72% da área de proteção haverá uma zona de proibição total de pesca, enquanto outras áreas vão permitir a captura de alguns peixes para investigação científica.

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil
Arquivo/Ana Nascimento/Agência Brasil
A partir de dezembro de 2017, uma área de 1,55 milhão de quilômetros quadrados na Antártida terá proteção especial para a conservação da vida marinha. A decisão foi tomada, em uma reunião na Austrália, pelos países que integram a Comissão para a Conservação dos Recursos Vivos Marinhos da Antártida, da qual o Brasil faz parte. Todos os países-membros da comissão concordaram com a proposta, feita pelos Estados Unidos e pela Nova Zelândia.
A maior área de proteção marinha do mundo, localizada no Mar de Ross, vai limitar ou proibir totalmente algumas atividades para atender a conservação específica, a proteção do habitat, o monitoramento de ecossistemas e o manejo de pesca. Em 72% da área de proteção haverá uma zona de proibição total de pesca, enquanto outras áreas vão permitir a captura de alguns peixes para investigação científica.
O secretário-executivo da comissão, Andrew Wright, lembrou que a decisão levou vários anos para ser tomada. “Alguns detalhes sobre a área de proteção ainda estão sendo finalizados, mas não há dúvidas sobre o estabelecimento da zona protegida e estamos incrivelmente orgulhosos de ter chegado a este ponto", disse Wright.
O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, disse, em nota, que a aprovação da proposta foi um progresso extraordinário e que não aconteceu por acaso, mas “graças a muitos anos de persistentes estudos, intensas negociações e diplomacia baseada em princípios. Aconteceu porque nossas nações entenderem a responsabilidades que partilhamos para proteger esse lugar único para as futuras gerações”, disse.
A Comissão para a Conservação dos Recursos Vivos Marinhos da Antártida foi estabelecida por um acordo internacional em 1982, com o objetivo de promover a conservação da vida marinha no continente. Além da União Europeia, 24 países fazem parte da comissão: Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Chile, China, França, Alemanha, Índia, Itália, Japão, República da Coreia, Namíbia, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Rússia, África do Sul, Espanha, Suécia, Ucrânia, Reino Unido, Estados Unidos e Uruguai.
Fonte - Agência Brasil  28102016

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Mais de mil disputam vaga para ir à Marte

Ciência

Missão vai selecionar os 24 colonos que viajarão ao planeta vermelho em seis grupos de quatro pessoas

DN
Nova York. Mais de mil pessoas foram pré-selecionadas para formar parte de um grupo de primeiros colonos do planeta Marte, em 2025, informou ontem a companhia holandesa Mars One, autora do projeto.
Foto: Nasa
O Mars One promete ser a primeira iniciativa a explorar outro planeta. Até agora, as agências espaciais só conseguiram enviar sondas robóticas à Marte
A seleção foi realizada a partir de 200 mil pessoas, de 140 países, que se inscreveram para fazer parte da primeira onda de colonização do Planeta Vermelho. No total, 1.058 candidatos passaram à segunda fase da seleção, segundo a Mars One.
O maior grupo de interessados vem dos Estados Unidos (24%), da Índia (10%), da China (6%) e do Brasil (5%). Mas também se inscreveram candidatos de países como Argentina, Chile, Colômbia, Espanha, México, Peru, Alemanha, Austrália, Canadá, Filipinas, França, Itália, Polônia, Reino Unido, Rússia, Turquia e Ucrânia.
"O desafio com os 200.000 inscritos era separar os que pensamos ser capazes - mental e fisicamente - para a missão de embaixadores humanos em Marte dos que não levam o desafio a sério", disse Bas Lansdorp, fundador e presidente da Mars One.
A Mars One vai selecionar agora, em várias fases, os 24 colonos que devem viajar a Marte em seis grupos de quatro pessoas.

Desafios
O plano enfrenta vários obstáculos. Segundo o projeto, os colonos, que jamais poderão regressar à Terra, deverão viver em pequenos habitats, encontrar água, produzir oxigênio e cultivar seus próprios alimentos.
Além disso, Marte é um grande deserto, a atmosfera é composta principalmente por dióxido de carbono e a temperatura média é de -63° C. Os "astronautas" também se submeterão a uma perigosa radiação cósmica durante a viagem. Por último, ainda não existe um foguete nem uma cápsula que transportem esses voluntários, admitiu a Mars One.
O projeto enfrenta muito ceticismo, mas entre seus apoiadores está o Nobel holandês Gerard´t Hooft, ganhador do prêmio de Física em 1999, que aparece em um vídeo promovendo a Mars One no site de financiamento coletivo Indiegogo.
Até agora, as agências espaciais ao redor do mundo só conseguiram enviar sondas robóticas a Marte, sendo a última a Curiosity, da Nasa, estimada em US$ 2,5 bilhões, e que pousou no planeta em agosto de 2012.
Se for bem sucedida, a missão será a primeira iniciativa a explorar outro planeta.
Fonte - Diário do Nordeste  03/01/2014

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Índia lança primeira missão a Marte

Internacional

Da Agência Brasil 
Com informações da Agência Lusa
foto - ultimo segundo
Nova Delhi – A Índia lançou hoje (5) com sucesso a primeira missão a Marte. O objetivo é se tornar o primeiro país da Ásia a alcançar o planeta. A partida ocorreu às 14h38 locais.
O lançamento do satélite que navegará na órbita do chamado Planeta Vermelho foi transmitido pelas televisões locais a partir do Centro Espacial Satish Dhawan, en Sriharikota, no estado de Andhra Pradesh.
A nave Mangalyaan - veículo de Marte -, de 1.350 quilos, vai manter-se em órbita terrestre até 1º de dezembro, quando começará uma viagem de 300 dias ao planeta, onde deverá chegar em 24 de setembro de 2014, depois de percorrer 400 milhões de quilômetros.
Fonte - Agência Brasil  05/11/2013

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Outubro e novembro serão marcados por chuva de meteoros do Cometa Halley

Espaço

Heloisa Cristaldo
Repórter da Agência Brasil
Foto de divulgação da Nasa do Cometa Halley
Brasília – A partir de hoje (25) até o próximo dia 25 de novembro, ocorrerá uma chuva de meteoros, conhecida como Oriônidas. Os fragmentos da chuva vêm do Cometa Halley, quando o planeta Terra cruza sua órbita. O fenômeno registra uma taxa típica de 20 a 25 meteoros por hora - o que pode ser visto em uma noite escura e de céu limpo.
As chuvas de meteoros não representam risco para a Terra e ocorrem em praticamente todos os meses, algumas com mais intensidade e ampla visibilidade, de acordo com o Observatório Nacional.
O ápice da Oriônidas será nos dias 21 e 22 de outubro, porém as condições de observação não serão favoráveis, pois a Lua estará na fase cheia passando à minguante. A chuva de meteoros vem da constelação de Orion, perto da estrela Betelgeuse - a estrela vermelha mais brilhante da constelação.
Segundo o Observatório Nacional, considera-se chuva de meteoros quando o planeta Terra cruza a órbita de um cometa, o que faz com que pequenos fragmentos que o corpo celeste deixa ao longo da sua órbita penetrem na atmosfera terrestre em um curto intervalo de tempo e em trajetórias quase paralelas.
Meteoros são pequenos corpos celestes que se deslocam no espaço e entram na atmosfera da Terra, queimando parcial ou totalmente devido ao atrito com a atmosfera terrestre e ao contato com o oxigênio. O fenômeno deixa um risco luminoso no céu, popularmente chamado de estrela cadente.
Fonte - Agência Brasil  26/09/2013

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Cientistas russos afirmam que nova Era Glacial é inevitável

Planeta passaria por períodos intercalados de frio e calor


Especialistas do Instituto de Ecologia Vegetal e Animal da Academia de Ciências da Rússia chegaram à conclusão de que não há como evitar uma nova Era Glacial na Terra. Segundo informou o diretor Vladimir Bogdanov, na Terra tudo é cíclico. “Cada período de calor sucede a um de frio e vice-versa. Atualmente, nós estamos em um desses períodos quentes. Mas, ao contrário do que acontecia antigamente, essas transformações atualmente estão acontecendo numa velocidade muito maior.”

Os cientistas acreditam que o aquecimento da Terra se estenderá, pelo menos, pelos próximos 50 anos. Depois disso, terá início um novo período de resfriamento global, que não poderá ser evitado. Caberá a nós apenas a tarefa de criar maneiras de influir sobre a amplitude do frio durante a próxima Era Glacial, que não deve acontecer senão daqui a alguns milhares de anos, quando o ciclo de resfriamento atingir o seu auge.A nova Era Glacial deverá demorar ainda alguns milhares de anos
Fonte  - Diário da Russia  07/08/2013

domingo, 9 de junho de 2013

Proteger os oceanos é questão crítica para a sobrevivência humana, diz pesquisador


Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – Os oceanos cobrem mais de 70% da superfície terrestre, somam 97% da água do planeta, concentram um número imenso de espécies, mantêm um grande estoque de alimentos e guardam reservas minerais. Em reconhecimento à importância dos mares nas nossas vidas, há cinco anos a Assembleia Geral das Nações Unidas criou o Dia Mundial dos Oceanos, comemorado desde 2009 no dia 8 de junho.

Para o pesquisador José Luiz Azevedo, coordenador do curso de oceanologia da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), o mais antigo no país, a proteção dos oceanos é crítica para a sobrevivência da espécie humana.
“Está muito claro que os oceanos têm uma grande importância ecológica, econômica, política e sociocultural. Os oceanos são um ponto crítico até para a sobrevivência da espécie humana e de todos os seres vivos no nosso planeta. Os oceanos são fundamentais. Eles regulam o clima, nos proporcionam alimentação. E grande parte da população mundial vive na zona costeira. As grandes cidades do mundo estão todas na costa, em contato direto com o oceano”, disse.

E, ao longo de centenas de anos sofrendo com a ação humana, os oceanos já começam a dar sinais de desgaste. No Brasil, por exemplo, a acidificação da água do mar, provocada pelo excesso de dióxido de carbono na atmosfera (e sua absorção pelas águas), tem provocado a morte de corais.
“Com os oceanos ficando cada vez mais ácidos, os bancos de corais da costa brasileira têm sofrido bastante. A comunidade oceanográfica tem observado que esses bancos estão perdendo área. Os corais estão morrendo, eles não estão mais com aquela taxa de crescimento que tinham”, ressaltou Azevedo.
Segundo o especialista, nos últimos anos os oceanos passaram a receber atenção especial no mundo por causa das mudanças climáticas e da consequente elevação do nível dos mares. No Brasil, em especial, a pesquisa oceanográfica também recebeu um impulso com as grandes descobertas de petróleo na camada pré-sal.
Azevedo explica que a preocupação com licenças ambientais para empresas que atuam na costa brasileira também aumentou nos últimos anos. Além disso, o fundo dos oceanos poderá ser a principal fonte de areia para a construção civil nos próximos anos no país.
Como parte da estratégia de expansão das pesquisas na costa brasileira, o governo federal criou no final de maio o Instituto Nacional de Pesquisa Oceanográfia e Hidroviária, que reunirá quatro centros de pesquisa: Centro de Oceanografia do Atlântico Tropical, Centro de Oceanografia do Atlântico Sul, Centro de Portos e Hidrovias e Centro de Pesquisa Marinha em Pesca e Aquicultura. Além disso, o governo deve comprar mais um navio oceanográfico.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Rússia e Europa assinam acordo definitivo sobre missão a Marte Módulo orbital será enviado ao Planeta Vermelho em 2016

Um foguete Proton levará o módulo orbital da Roskosmos e da ESA para o espaço
A Agência Espacial Russa (Roskosmos) e a Agência Espacial Europeia (ESA) selaram na quinta-feira, 14, o acordo final sobre o Exo Mars, projeto conjunto de exploração de Marte. O documento foi assinado pelos chefes dos organismos, respectivamente, Vladimir Popovkin e Jean-Jacques Dordain.
As partes planejam enviar um módulo orbital ao Planeta Vermelho em 2016 e um veículo Marte Rover em 2018. Segundo a porta-voz da Roscosmos, Anna Vedisheva, a Rússia fornecerá foguetes Proton para as duas missões.
Inicialmente, o ExoMars foi uma iniciativa conjunta entre a ESA e a NASA, mas os norte-americanos suspenderam sua participação no projeto alegando cortes no financiamento.
Fonte - Diário da Russia 15/03/2013