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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Baiano desenvolve novo tipo de sorvete com potencial medicinal

Gastronomia  🍧

Adriano, natural Inhambupe interior da Bahia, desenvolveu, a partir das próprias teorias, invenções e princípios, uma receita para um novo tipo de sorvete, à base de algaroba, sem açúcar comercial e sem nenhuma lactose. O baiano, que afirma querer deixar sua marca no mundo assim como os ídolos, Nicole Tesla, Albert Einstein e Santos Dumont, ressalta diversos benefícios para a saúde que vêm junto ao alimento.

Da Redação
foto/Divulgação
Cientista, pesquisador ou artista plástico. Para Adriano Xavier, 31 anos, que nasceu em  , o título pouco importa. Isso porque, em todas as especificações, prevalece o caráter autodidata. Adriano desenvolveu, a partir das próprias teorias, invenções e princípios, uma receita para um novo tipo de sorvete, à base de algaroba, sem açúcar comercial e sem nenhuma lactose. O baiano, que afirma querer deixar sua marca no mundo assim como os ídolos, Nicole Tesla, Albert Einstein e Santos Dumont, ressalta diversos benefícios para a saúde que vêm junto ao alimento. “Sem conservantes, nem aditivos químicos, o sorvete também não conta com nenhuma substância cancerígena, nem mesmo glúten”, destaca. O que impressiona pela falta de ingredientes presentes em doces mais comuns, pode gerar suspeita por parte do consumidor quanto ao sabor do produto, algo que o inventor faz questão de tranquilizar. “Esse sorvete pode ser consumido por pessoas que tem problemas de saúde, como intolerância à lactose, por ser um alimento medicinal, nutricional, natural, orgânico, multifuncional, bioativo, vitamínico e 100% vegetal. A maioria das pessoas se surpreende pelo sabor ao descobrir que um doce pode ser nutritivo e saudável ao mesmo tempo. Em junho de 2018, em uma mostra sensorial na Feira de Gastronomia de Paris, na França, tive a oportunidade de expor o produto em um estande que foi muito bem recepcionado pelo público”, declara 

foto/Divulgação
Adriano, que já criou 14 alimentos, dentre os quais estão sete doces pastosos e cremosos. De acordo com Adriano, o sorvete possui alto valor nutritivo e sensorial, principalmente por ser um alimento misto rico em vitaminas A, B e C, proteínas, minerais, cálcio, ômega 3, ferro, potássio, dentre outros. Ele explica que devido ao fato da receita incluir ingredientes medicinais, como o Quipá, espécie de cacto nativo da caatinga, o consumo do produto aumenta a capacidade respiratória, previne e controla a diabete, protege o coração, por evitar a absorção de colesterol no intestino e formação de placas de gorduras nas artérias, regula a pressão arterial, auxilia na perda de peso, pois possui fibras e proteínas. E essa é apenas uma parte das funções atribuídas ao doce. “Recentemente, fui aprovado no edital Centelha da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia [Fapesb], que vai apoiar financeiramente, 27 ideias inovadoras ao redor do estado. Além disso, desde 2019, já recebo pedidos de exportação de países como Alemanha, Argentina, República Tcheca, Espanha, Portugal, Suíça e Moçambique”, afirma. O sucesso alcançado reflete uma trajetória de superação, repleta de adversidades. “Ao sobrepujar as dificuldades que vivencio desde criança, busco deixar minha marca e ser exemplo mundial de superação de vida”, relata, acrescentado que o filme “A Procura da Felicidade” e as passagens bíblicas de David e Moisés são suas maiores fontes de inspiração para as invenções científicas e artísticas. Além do reconhecimento da qualidade do produto, um dos objetivos do projeto é valorizar a riqueza do território Nordestino, ao popularizar o quipá, que sofre com o risco de extinção. “Acho uma boa alternativa mostrar essa planta para especialistas, a fim de valorizá-la, da mesma forma que ultimamente o umbu vêm sendo evidenciado pelos governos dos estados nordestinos”. Para a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação, Adélia Pinheiro, programas como o Centelha Bahia existem para apoiar ideias inovadoras como esta. “Com o nosso investimento robusto, conseguimos alcançar micro e pequenas empresas que precisavam de uma oportunidade, isso é política pública à serviço da sociedade”, completa Adélia, lembrando que, em breve, o Centelha II estará disponível para apoiar novos projetos em toda a Bahia. Apesar da falta de recursos financeiros, junto a inúmeras dificuldades ao longo da vida, Adriano se diz esperançoso para o futuro. “Precisei abandonar meu curso de graduação, por causa das opressões constantes de alguns professores e estudantes, por eu sempre estar trabalhando nas minhas criações e invenções fora do meio acadêmico e pelo desejo de levar alternativas para dentro de sala de aula. Por isso, eu fiz todos os meus projetos fora da universidade, mas o meu triunfo já teve início. O sorvete está na fase de certificação, aprovação e liberação pela Anvisa, para que possa ser comercializado no Brasil e muito em breve, quando o produto estiver sendo amplamente vendido, a população terá um sorvete produzido sem nenhum dos ingredientes tradicionais, composto por diversas substâncias nutritivas e recheado com uma jornada de conquista e superação”, finaliza.
Com informações da Secom BA  01/02/2021

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Adulteração do leite: por fim, o que é consumido?

Alimentos  🍶

A indústria de laticínios está entre as áreas mais afetadas pela modificação da matéria-prima.Isto ocorre por conta do leite ser sensível a fatores ambientais e também exigir cuidado ao manuseio para que não ocorra nenhuma contaminação que leve a perda do produto. Por conta do leite ser utilizado como matéria prima para diversos fins, a sua adulteração pode ocorrer em inúmeras etapas do processo.

Laís Cristina Kremer* - Portogente
foto - ilustração/Web
Nos dias atuais, cada vez mais está presente a dificuldade em obter uma alimentação de qualidade. Parte desse motivo ocorre devido à dificuldade em obter informações confiáveis referentes aos alimentos consumidos. Dentre as principais dificuldades encontradas está a utilização de substâncias não permitidas pela justiça em plantações, adulteração de alimentos e adição de conservantes irregulares.
A indústria de laticínios está entre as áreas mais afetadas pela modificação da matéria-prima. Isto ocorre por conta do leite ser sensível a fatores ambientais e também exigir cuidado ao manuseio para que não ocorra nenhuma contaminação que leve a perda do produto.

Quais as principais formas de adulteração do leite?
Por conta do leite ser utilizado como matéria prima para diversos fins, a sua adulteração pode ocorrer em inúmeras etapas do processo. Dentre as principais formas de adulteração está a fraude por adição de água, que é utilizada com o intuito de aumentar o seu volume. Ela geralmente ocorre através da utilização de aditivos, cujo o intuito é de que não sejam identificados em testes rápidos a sua adulteração.
Dentre outros adulterantes está a adição de conservantes, que possuem o intuito de aumentar a durabilidade do leite e então torná-lo menos sensível a condições ambientes, e também a utilização de neutralizantes com o intuito de mascarar o pH da ação microbiana.
Outra forma de adulteração do leite que diminui ainda mais a sua qualidade e custo é a adição do soro de queijo, cujo o intuito é aumentar o volume do produto. A adição do soro ocorre por conta de ambos (soro de queijo e o leite) serem matrizes semelhantes, porém, perante a legislação brasileira é proibida a adição de sólidos de queijo em leite e o mesmo deve ser tratado como água residual do processo de fabricação da indústria queijeira.

Como identificar a adição de soro de queijo em leite?
A partir da adulteração utilizando o soro de queijo é possível identificar esta modificação através do índice de caseinomacropeptídeo (CMP), que é gerado pela ação da enzima quimosina durante a coagulação enzimática do leite no processo de produção de queijos.
Atualmente, o nível de CMP permitido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) é de 30mg /L, conforme a normativa Nº 69 de 13 de dezembro de 2006. Este nível é permitido por conta de que em alguns casos é gerado a pseudo-CMP, sendo esta decorrente da ação natural de bactérias e outros fatores. Caso o nível esteja acima do permitido, é indicado que o leite seja usado para outras finalidades.
A análise do índice de CMP é feita por HPLC (cromatografia líquida de alta eficiência) a qual demonstra sensibilidade e é capaz de identificar adições de soro em quantidades menores que 1%. O método de análise e preparo de amostra é descrito conforme exigido pelo MAPA e tem por intuito o fim do comércio de produtos adulterados.
Esta fraude é considerada impactante por conta de que se der continuidade ao processo o leite comercializado não será mais leite e sim apenas soro de queijo, que não é o descrito da embalagem e também não possui as mesmas propriedades e nutrientes. A qualidade na alimentação é algo que cada vez mais está sendo deixada em segundo plano, priorizando sempre questões que favoreçam a economia, possuam maior rentabilidade e maior produtividade, por isso é necessário a fiscalização e acompanhamento de alguns processos industriais.
*Laís Cristina Kremer é engenheira química do Freitag Laboratórios
Fonte - Portogente  24/01/2019

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Fome avança e atinge 815 milhões no mundo todo; Brasil pode voltar ao Mapa da Fome

Segurança alimentar  🍛

A presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional destacou em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil que existe um "desmonte" das políticas que permitiram o Brasil sair do Mapa da Fome. São elas: o aumento do salário mínimo, politicas públicas de transferência de renda e políticas de agricultura familiar.

Sputnik
foto - ilustração
A fome aumenta. São 815 milhões de pessoas no mundo todo que consomem menos calorias do que o recomendado.
Os números são da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) que divulga desde 1990 o Mapa da Fome — levantamento de países onde mais de 5% da população não come o mínimo para ter uma vida saudável.
A pesquisa indicou que a fome cresceu: em 2015, ela atingia 775 milhões, já em 2016 passou a afetar 815 milhões. O aumento, diz a FAO, foi puxado por fatores como a mudança climática, conflitos armados e a recessão econômica. É o primeiro aumento na fome após 15 anos de queda.
O Brasil, que figurou no Mapa da Fome até 2014, pode voltar para a triste colocação. A previsão foi feita pelo brasileiro e diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, em entrevista ao UOL.
Esta possibilidade já havia sido divulgada pela ONG ActionAid em julho.
A presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional Elizabetta Recine partilha da mesma opinião. Para ela, a crise econômica e política ameaçam a segurança alimentar do brasileiro.
A presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional destacou em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil que existe um "desmonte" das políticas que permitiram o Brasil sair do Mapa da Fome. São elas: o aumento do salário mínimo, politicas públicas de transferência de renda e políticas de agricultura familiar.
De 2002 a 2013, caiu em 82% o número de brasileiros em situação de subalimentação, afirma a FAO.
Na América do Sul, os três países com maiores índices da população que não ingere a quantidade adequada de calorias são: Venezuela (13%), Equador (12,1%) e Paraguai (12%).
Fonte - Sputnik  08/11/2017

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Pesquisa encontra agrotóxico em 60% dos alimentos em São Paulo e Brasília

Saúde/Alimentos   🍒 🍌

Os alimentos foram comprados principalmente de empresas na Central de Abastecimento (Ceasa) do Distrito Federal; na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), em São Paulo; e na zona cerealista da capital paulista. No total, 113 quilos de alimentos foram analisados, divididos em 50 amostras. Os alimentos testados foram mamão formosa, tomate, couve, pimentão verde, laranja-pera, banana-prata, banana-nanica, café, arroz integral, arroz branco, feijão-preto e feijão-carioca.

Camila Boehm
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
Testes toxicológicos realizados pelo Laboratório de Resíduos de Pesticidas (LRP) do Instituto Biológico de São Paulo, a pedido da organização não governamental Greenpeace, mostraram que 60% dos alimentos que a população de São Paulo e Brasília come diariamente contém resíduos de agrotóxicos. Em 36% das amostras, havia ainda alguma irregularidade, como presença de agrotóxicos banidos do país e de quantidade acima do limite máximo de resíduos permitido no Brasil.
Os alimentos foram comprados principalmente de empresas na Central de Abastecimento (Ceasa) do Distrito Federal; na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), em São Paulo; e na zona cerealista da capital paulista. No total, 113 quilos de alimentos foram analisados, divididos em 50 amostras. Os alimentos testados foram mamão formosa, tomate, couve, pimentão verde, laranja-pera, banana-prata, banana-nanica, café, arroz integral, arroz branco, feijão-preto e feijão-carioca.
“Os agrotóxicos podem causar sérios problemas de saúde. Vários estudos associam estes pesticidas com problemas como desregulação hormonal, malformação, distúrbios nos sistemas nervoso, reprodutivo e imunológico, e até o câncer. Estamos expostos a essas substâncias diariamente pelos alimentos”, disse Marina Lacôrte, especialista do Greenpeace em agricultura e alimentação.
Em diversos alimentos testados, encontrou-se mais de um resíduo de agrotóxico. A mistura de substâncias químicas no mesmo alimento pode causar o que é conhecido como efeito coquetel, cujos efeitos no corpo não são conhecidos e podem ser diferentes dos efeitos causados pelas substâncias isoladas, alertou o Greenpeace.
“Comer todos os dias, mais de uma vez por dia, algum desses alimentos que apresentaram mais de um tipo de resíduo de agrotóxicos, isso é realmente muito preocupando. Alimentar-se no Brasil hoje é uma verdadeira loteria, só que ninguém quer ganhar porque os prêmios são esses: problemas de saúde e diversos impactos ambientais”, disse.
Segundo Marina, os resultados refletem um cenário ruim de fiscalização no campo. “Essas irregularidades que apresentamos mostram que o cenário é muito ruim em termos de controle e fiscalização. Significa que boa parte das práticas que eram para ser cumpridas no campo não estão sendo cumpridas”. Em sua avaliação, este cenário pode piorar caso um conjunto de projetos de lei que tramitam na Câmara dos Deputados seja aprovado, e que inclui o PL 6.299/2002, de autoria do atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi, além de outros projetos de parlamentares da chamada bancada ruralista.
“Se esse pacote for aprovado, vão transformar o país em um mar de veneno. O pacote do veneno é, que já está tramitando na Câmara, vai causar um verdadeiro desmonte da lei atual de agrotóxicos. Ele muda uma série de regras, causa uma série de retrocessos nessa lei. Um deles é que ele pretende mudar o nome de agrotóxicos para defensivos fitossanitários, o que é bastante grave, porque isso mascara a nocividade dessas substâncias”, avaliou. Além disso, o pacote de projetos prevê retirar o Ministério do Meio Ambiente e a Anvisa do processo final de aprovação dos agrotóxicos.
“Ele [o pacote] pode permitir que substâncias cancerígenas venham a ser aprovadas. Hoje em dia, a lei traz uma série de aspectos proibitivos. Um deles é se a substância se apresentar potencialmente cancerígena. Se ela tiver essa característica, ela nem passa para frente para continuar sendo avaliada, aprovada e registrada. Esse projeto de lei pode mudar isso”, disse. Marina explicou que o chamado “pacote do veneno” dará abertura para que tais substâncias sejam aprovadas.
A proposta do Greenpeace é que a população pressione para que a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos, que também é um projeto de lei e já está na Câmara, seja aprovada. É preciso que seja instalada uma comissão especial para analisar a matéria, mas, de acordo com Marina, existe uma pressão de deputados para que a comissão não se instale. “O que mostra que estamos muito na contramão, porque não só a gente não está começando a pensar no caminho de reduzir essas substâncias, ter uma agricultura menos impactante, mais regenerativa, que produza comida saudável para todo mundo, como estamos indo pelo caminho totalmente oposto, que é o de liberar substâncias mais perigosas”, disse a especialista.
O Ministério da Agricultura, sob o comando de Blairo Maggi, foi procurado, mas não retornou até a publicação da reportagem.
Fonte - Agência Brasil  31/10/2017

terça-feira, 2 de maio de 2017

MST mostra produção agrícola de reforma agrária

Agricultura familiar  🍅

Mais de 800 agricultores de todas as regiões do país vão participar, no Parque da Água Branca, em São Paulo, da 2ª Feira Nacional da Reforma Agrária, de 4 a 7 deste mês. Com o evento, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), vai mostrar o resultado das lutas ao longo dos anos, apresentando alimentos saudáveis para os brasileiros.

Sputnik
foto - ilustração - MST
A produção de assentamentos e acampamentos organizados pelo movimento representa um contraponto ao atual modelo de agricultura. Enquanto que o modelo do agronegócio privilegia o lucro com riscos ao meio ambiente e à população, a proposta da comida comercializada pelo MST é alimentar as famílias do campo e da cidade, possibilitando uma vida mais saudável.
“Vamos dialogar com o público presente sobre o campo, a produção saudável e os assentamentos da reforma agrária a partir das experiências que estamos tendo nos estados, dentro dos assentamentos, onde direcionamos essa questão da produção de alimentos limpos, sem veneno e diversificados tanto para as famílias assentadas, como para a sociedade”, diz Milton Farnazieri, da coordenação nacional do MST.
A feira também promete outro tipo de alimento. Um Festival de Cultura Popular traz ao palco principal, com entrada franca, nomes conhecidos do público como Tulipa Ruiz, Tico Santa Cruz, o forrozeiro Targino Gondim e a cantora Liniker e os Caramelows. Ainda constam na programação feiras literária e de troca de sementes, seminários de formação sócio-política e uma praça de alimentação com o melhor das culinárias regionais de todo país, no espaço Culinária da Terra. O evento também promete rodas de capoeira, teatro e cirandas infantis.
A programação político-cultural conta também com seminários. O “Alimentação Saudável – um direito de todos e todas” recebe as palestrantes Bela Gil, Letícia Sabatela, o ex-ministro da saúde Alexandre Padilha, o ex-presidente do Uruguai, José Pepe Mujica e o coordenador do MST, João Pedro Stédile.
Fonte - Sputnik   04/05/2017

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Mais de 100 milhões de pessoas sofrem de grave insegurança alimentar, alerta FAO

Internacional  🍚

As causas principais são impactos de conflitos e guerras civis, alta nos preços e eventos extremos do clima, como secas prolongadas ou excesso de chuvas. De Roma, o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, explicou ser possível garantir que a população tenha o suficiente para comer todos os dias.

Da ONU News - Ag.Brasil
foto -  FAO/Albert Gonzalez Farran
O número de pessoas sofrendo de insegurança alimentar severa está aumentando no mundo: já são cerca 108 milhões nesta condição, contra 80 milhões em 2015. Os dados acabam de ser divulgados pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação ( FAO, explicou que a problema é causado pela dificuldade que determinadas regiões estão tendo para produzir ou ter acesso aos alimentos.
As causas principais são impactos de conflitos e guerras civis, alta nos preços e eventos extremos do clima, como secas prolongadas ou excesso de chuvas. De Roma, o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, explicou ser possível garantir que a população tenha o suficiente para comer todos os dias.
"Isso pode ser evitado. Não podemos evitar uma seca, mas podemos evitar que uma seca se transforme em fome. O Nordeste brasileiro é um bom exemplo disso. Nós sofremos com três anos seguidos de seca e não houve fome, graças às políticas preventivas adotadas pelos governos. O mais assustador hoje é que o que explica grande parte dessas situações de insegurança alimentar aguda são conflitos e desastres naturais", explicou Graziano.

Confrontos
Segundo o diretor-geral da FAO, existem quatro países hoje em risco de declarar a fome: Sudão do Sul, Somália, Iêmen e Nigéria. Neste último país, a crise alimentar concentra-se na região norte. Graziano destacou ainda que existm outras nações com insegurança alimentar severa por conta de guerras e conflitos.
"Quando se juntam conflito e desastres naturais, a situação se torna explosiva. É o caso da Somália e de algumas regiões da Etiópia, é o caso da República Centro-Africana e é o caso sobretudo do Iêmen e da Síria. Nesses lugares, a paz é uma pré-condição para se enfrentar a questão da fome. Sem paz não há segurança alimentar, da mesma maneira que sem segurança alimentar não há paz duradoura", disse Graziano.
De acordo com o chefe da FAO, as 108 milhões de pessoas sofrendo de insegurança alimentar severa apresentam índice de desnutrição acima do normal e pouco acesso à comida, mesmo com ajuda externa. Sem ações fortes para melhorar a situação, essas populações correm o risco de passar fome com consequências graves.
Fonte - Agência Brasil  03/04/2017

segunda-feira, 20 de março de 2017

A carne é fraca

Economia  $ 🍖

Tal "carnificina" iniciada pela Polícia Federal atingirá em cheio o comércio, interno e externo, do País com reflexos diretos em toda uma cadeia logística - das estradas, portos a ferrovias - todos sentirão o peso de ter a carne brasileira sob graves suspeitas de contaminação e de qualidade pra lá de duvidosa.

Portogente
foto - ilustração
Mais um escândalo atinge em cheio setores fortes da economia brasileira. E, desta vez, com uma repercussão muito mais ligeira do que a questão da Petrobras - mesmo sendo essa um assunto que envolve até geopolítica mundial (pré-sal não é qualquer coisa). Todavia a Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, diz respeito diretamente à alimentação. Por isso, mais do que aqui dentro do País, a "bomba" ganhou mais força no noticiário internacional.
Tal "carnificina" iniciada pela Polícia Federal atingirá em cheio o comércio, interno e externo, do País com reflexos diretos em toda uma cadeia logística - das estradas, portos a ferrovias - todos sentirão o peso de ter a carne brasileira sob graves suspeitas de contaminação e de qualidade pra lá de duvidosa. Por outro lado, os produtores inundam os meios de comunicação com "esclarecimentos" e "juras" de bom mocismo.
O que acontece mostra o quanto o País precisa construir instituições sólidas, sejam elas privadas ou públicas, estejam elas nos diversos setores da economia - da atividade industrial ao serviços etc.. Não estamos falando apenas de carne, acredito que todos já entenderam isso.
Fonte - Portogente  20/03/2017

sexta-feira, 17 de março de 2017

PF faz operação para combater fraudes na fiscalização do setor de alimentos

Notícias  🍖

Segundo a PF, servidores das superintendências regionais do Ministério da Pesca e Agricultura nos estados do Paraná, Minas Gerais e Goiás “atuavam diretamente para proteger grupos de empresários em detrimento do interesse público”.

Da Agência Brasil
foto - Ag.Brasil
Mais de mil agentes da Polícia Federal (PF) cumprem desde as primeiras horas da manhã de hoje (17) 309 mandados judiciais, sendo 27 de prisão preventiva, 11 de prisão temporária, 77 de condução coercitiva e 194 de busca e apreensão na Operação Carne Fraca, que investiga uma organização criminosa liderada por fiscais agropecuários federais e empresários do agronegócio.
Segundo a PF, servidores das superintendências regionais do Ministério da Pesca e Agricultura nos estados do Paraná, Minas Gerais e Goiás “atuavam diretamente para proteger grupos de empresários em detrimento do interesse público”.
De acordo com a PF, os fiscais se utilizavam dos cargos para, mediante propinas, facilitar a produção de alimentos adulterados por meio de emissão de certificados sanitários sem que a verificação da qualidade do produto fosse feita.
O nome da operação faz referência à expressão popular " a carne é fraca" a fim de demostrar a fragilidade moral dos agentes públicos envolvidos nas fraudes e que "deveriam zelar e fiscalizar pela qualidade dos alimentos fornecidos à sociedade", diz a nota da PF.
Fonte - Agência Brasil  17/03/2017

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Bahia Produtiva deve injetar R$ 800 milhões na economia estadual até 2021

Agricultura Familiar  🍎

Desde que foram lançados os cinco primeiros editais do projeto,entre 2015 e 2016,foram 398 empreendimentos contemplados e mais de R$ 127 milhões em recursos para promover o desenvolvimento da população que vive do que produz.Nestes,foram incluídas apicultura,meliponicultura,bovinocultura do leite,caprinovinocultura, aqüicultura e pesca.

Da Redação
foto - Mateus Pereira/GOVBA
Nos últimos dois anos, 13.284 famílias baianas estão sendo beneficiadas com o Projeto Bahia Produtiva, que está investindo em ideias socioambientais e incentivando cadeias produtivas no interior do estado. Desde que foram lançados os cinco primeiros editais do projeto, entre 2015 e 2016, foram 398 empreendimentos contemplados e mais de R$ 127 milhões em recursos para promover o desenvolvimento da população que vive do que produz. Nestes, foram incluídas apicultura, meliponicultura, bovinocultura do leite, caprinovinocultura, aqüicultura e pesca.
Nos primeiros meses deste ano, novos editais, totalizando R$ 39 milhões em investimentos, vão beneficiar a cadeia produtiva da mandioca, fruticultura e oleaginosas, principalmente o licuri. Até 2021, o Bahia Produtiva prevê inserir cerca de R$ 800 milhões na economia estadual através do incentivo à produção, financiando obras, equipamentos, assistência técnica, treinamento, estudos e diagnósticos de gestão, entre outras iniciativas. Os recursos são de empréstimo junto ao Banco Interamericano Reconstrução de Desenvolvimento (Banco Mundial) e a execução fica sob responsabilidade da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).
O grande objetivo do programa é promover a inclusão sócio-produtiva, ou seja, fazer com que as famílias que vivem no campo tenham condição de ter uma renda melhor e possam cuidar de seus produtos, desde a condição primária até alcançar o mercado. É fazer com que eles consigam ver o que produziram nas prateleiras de grandes supermercados, distribuídos para diferentes estados brasileiros, e até mesmo fora do País. Construindo, assim, uma cadeia produtiva mais segura, com uma renda maior e permanente.
Para o diretor executivo da CAR, Wilson Dias, partindo das vocações locais, tem-se uma estabilidade maior, é possível ter uma constância no produto. “Dessa forma, o que se desenvolve em torno da produção como atividade agroindustrial, permanece. Quando a agroindústria é vocacionada, ela tem uma permanência, porque o produto está ali, é local, a produção está ali. Isso faz com que a produção seja ainda mais estimulada. Produzindo mais, ganhando mais, gera-se mais emprego e faz com que toda a cadeia do entorno também ganhe. Porque um agricultor que ganha mais, contrata mais pessoas, é capaz de desenvolver outra atividade, vai comprar no comércio, e dinamiza toda a economia de um município e um território”, explica Dias.

Novos mercados
Esse é o caso da Cooperativa Agroindustrial de Pintadas (Cooap), no centro norte baiano, da marca Fino Sertão, que conseguiu a captação de R$ 1,5 milhão em recursos garantidos pelo Bahia Produtiva, através do edital voltado para caprinovinocultura. Com esse investimento, a cooperativa vai ampliar a capacidade de abate da unidade produtiva, inserir novas linhas de produção, como os defumados e embutidos, e ainda alcançar novos mercados. Com plano de negócios aprovado, os cerca de 800 animais, entre caprinos e ovinos, abatidos mensalmente nas instalações da Cooap, chegarão a quase dois mil. Se, atualmente, os cortes nobres chegam aos baianos através das grandes redes de mercados, boutiques de carnes e restaurantes de alto padrão de Salvador, região metropolitana e outros territórios baianos, com o investimento, os produtores serão capazes de ir ainda mais longe, garante o presidente da Cooap, Gerinelson Lima.
“Além de ampliar a planta, poderemos adequar nossa estrutura ao Sisbi-POA (Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal), o que nos permite levar nossos produtos para outros estados e até para fora do País. E o mais importante, além da estrutura física e dos novos mercados, é que, assim, a gente consegue também estimular a produção nessa região e além dela. Se hoje conseguimos atender a 300 produtores, com os investimentos seremos capazes de ampliar nosso raio de aquisição de matéria-prima e atender a muitas outras famílias. Ter uma indústria onde é possível vender sua produção a um preço de mercado, é uma garantia de venda que dá segurança ao produtor”, comemorou Gerinelson.

Assistência técnica
Os recursos dos cinco editais do Bahia Produtiva serão utilizados não apenas para aquisição de materiais e construção de infraestrutura, mas apostam também na capacitação técnica e produção orientada como forma de desenvolver a agricultura familiar. Por isso, cada um dos projetos aprovados tem que reservar parte dos recursos para criação de um plano de negócios e ainda foram selecionados empreendimentos que precisam do serviço de assistência técnica. Dos 13.284 beneficiados, pouco mais de 60% deles não possuíam o serviço, como no caso da Cooperativa dos Apicultores de Tucano (Cooapit). A entidade receberá cerca de R$ 700 mil para, entre outras medidas, contratar especialistas para ajudar os produtores.
Responsável atualmente por uma produção de 150 toneladas de mel por ano, parte dos recursos do Bahia Produtiva que já foram disponibilizados para a cooperativa foram destinados à contratação de agentes comunitários, que trabalharão diretamente com os apicultores, além de apoiar a gestão da cooperativa. Para o presidente da Cooapit, Franciélio Macêdo, esse é grande diferencial desse edital. “A consultoria vai fazer um papel que é tão importante quanto produzir. Queremos desenvolver uma identidade visual, uma marca para o nosso produto, trabalhar também o marketing, divulgação, para podermos alcançar os mercados. Mais de 90% da nossa produção é destinada à exportação indireta, através de outras empresas, e queremos ser capazes de fazer isso através da cooperativa, além de comercializar para os mercados além da nossa região”, contou Franciélio sobre os planos para o futuro.

Inclusão
Dos mais de 13 mil beneficiados, as mulheres representam pouco mais de 60% e os jovens participam em 18% das propostas aprovadas. Esses números representam o ingresso de segmentos sociais que historicamente tinham menor participação em atividades produtivas no meio rural, segundo dados do Projeto Bahia Produtiva. E pensando nisso, a iniciativa fomentou a participação desses públicos que são estratégicos para a subsistência das famílias.
Para o diretor-presidente da CAR, a ideia é diversificar a produção, ao invés de concentrar tudo numa única atividade. “Acreditamos que o grande mérito da agricultura familiar é a diversidade, é a pluriatividade. Incentivando a participação dos homens, mulheres e jovens, é possível ter novas atividades na área rural. Isso faz com que cada casa tenha uma proteção maior dos mecanismos de produção, mais chance de mercado, combate problemas de sazonalidade, e cria uma condição de sobrevivência. Capaz de fazer com que o produtor se posicione cada vez melhor no mercado e isso traga mais renda permanente para essas famílias”, destacou Wilson Dias.
Com informações da Secom Ba.  24/01/2017

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Custo da cesta básica cresce em todas as capitais em 2016

Economia  🍚

Na comparação entre novembro e dezembro, o valor da cesta diminuiu em 25 cidades. As quedas mais expressivas foram em Aracaju (-5,11%), Campo Grande (-4,16%) e São Luís (-4,13%). Apenas Manaus (0,22%) e Rio Branco (0,97%) registraram alta.

Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
O custo da cesta básica aumentou nas 27 capitais brasileiras no acumulado de 2016, segundo pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As maiores altas ocorreram em Rio Branco (23,63%), Maceió (20,69%) e Belém (16,70%). As menores variações foram em Recife (4,23%), Curitiba (4,61%) e São Paulo (4,96%).
Na comparação entre novembro e dezembro, o valor da cesta diminuiu em 25 cidades. As quedas mais expressivas foram em Aracaju (-5,11%), Campo Grande (-4,16%) e São Luís (-4,13%). Apenas Manaus (0,22%) e Rio Branco (0,97%) registraram alta.
O maior custo do conjunto de bens alimentícios básicos foi apurado em Porto Alegre (R$ 459,02), seguido de Florianópolis (R$ 453,80), Rio de Janeiro (443,75) e São Paulo (R$ 438,89). Os menores valores médios foram observados em Recife (R$ 347,96), Aracaju (R$ 349,68) e Natal (R$ 351,96).

Tipos de alimentos
Durante o ano passado, o preço médio do leite integral, feijão, arroz agulhinha, café em pó e manteiga aumentou em todas as capitais. Apresentaram queda o tomate (em 26 capitais) e a batata (em 10 capitais).
O preço do leite integral aumentou 37,97% em Salvador. A manteiga teve variações que oscilaram entre 27,15% em Rio Branco, e 63,53% em João Pessoa. O feijão preto também registrou alta de 72,97% em Florianópolis e 85% em Vitória. O feijão carioquinha teve altas expressivas em Maceió (133,48%), Rio Branco (125,30%) e Manaus (100,37%).
O tomate acumulou queda em todas as cidades, menos Rio Branco (7,71%). As retrações mais expressivas ocorreram em Campo Grande (-40,04%), Recife (-36,98%) e Brasília (-33,78%).
A batata teve o preço reduzido em 10 localidades. As taxas variaram entre -48,09% em Belo Horizonte e -19,86%, em São Paulo.
O Dieese estimou que o valor do salário mínimo necessário para suprir necessidades básicas de uma família de quatro pessoas deveria ser, em dezembro, R$ 3.856,23.
Em novembro, o mínimo necessário era de R$ 3.940,41. Em dezembro, o tempo médio de trabalho necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 98 horas e 59 minutos. Em novembro, foi 100 horas e 56 minutos.
Fonte - Agência Brasil  04/01/2017

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Greenpeace encontra agrotóxico em comida de fornecedor de merenda no Rio

Saúde

Para fazer o levantamento,a ONG comprou 40 quilos de alimentos de uma das seis empresas que fornecem produtos para a Secretaria Municipal de Educação.O Greenpeace encontrou resíduos de pesticida em 60% das amostras de alimentos recolhidos de um fornecedor de merenda para escolas municipais do Rio de Janeiro.

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
Uma pesquisa feita pela organiza
ção não governamental internacional Greenpeace encontrou resíduos de pesticida em 60% das amostras de alimentos recolhidos de um fornecedor de merenda para escolas municipais do Rio de Janeiro. Para fazer o levantamento, a ONG comprou 40 quilos de alimentos de uma das seis empresas que fornecem produtos para a Secretaria Municipal de Educação.
A empresa analisada abastece com alimentos 171 escolas em 24 bairros cariocas. Depois de adquirir os alimentos, as amostras foram divididas em 20 lotes de dois quilos cada um e encaminhadas para o Laboratório de Resíduos de Pesticidas do governo paulista.
Doze das 20 amostras apresentaram resíduos de pesticidas, inclusive aquelas com arroz e feijão carioquinha. Em duas amostras (10% do total) de couve foi encontrado um químico proibido no país pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária: o metamidofós.
Em outros sete lotes (35% do total), de feijão, pepino e pimentão, técnicos constataram o agrotóxico benfuracarbe, cujo uso é proibido para essas lavouras. Em quatro amostras, foram vistos químicos acima do limite máximo de resíduos permitido.
Em sete lotes, havia dois ou mais agrotóxicos. Nas amostras de pimentão amarelo, detectou-se sete agrotóxicos diferentes.

Agricultura familiar
Segundo o coordenador da campanha de agricultura e alimentação do Greenpeace, Rafael Cruz, entre as medidas que poderiam ser adotadas pela prefeitura do Rio para melhorar a qualidade dos alimentos, estão adquirir produtos da agricultura familiar (que tende a usar menos agrotóxico do que o grande produtor), estimular o agricultor dentro da cidade do Rio e fazer análises periódicas nos produtos adquiridos.
“O município, como tem responsabilidade pelo que ele coloca no prato da criançada da rede pública, teria que fazer testes de tempos em tempos, ainda que fossem testes amostrais, para você saber o que está servindo”, disse Cruz.
De acordo com o Greenpeace, a cidade do Rio de Janeiro serve aproximadamente 224 milhões de merendas por ano a seus alunos. Em 2014, dos R$ 55 milhões investidos em alimentos para as escolas, nada foi gasto com produtos de agricultura familiar.
A Agência Brasil entrou em contato com a Secretaria Municipal de Educação, mas, até o fechamento desta reportagem, não havia recebido uma resposta.
Fonte - Agência Brasil 17/10/2016

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Igualdade racial e acesso à terra são destaques na Feira Estadual da Reforma Agrária (Ba)

Agricultura Familiar

Além da comercialização de alimentos saudáveis, oriundos da agricultura familiar, a atividade também debate a agroecologia e o acesso a direitos fundamentais, incluindo ainda programação musical e artesanato.Hoje o espaço é ‘resignificado’, através da presença de trabalhadores rurais, que mantém viva a luta pela transformação social na luta pela reforma agrária”.

Da Redação
foto - Ascom/Sepromi
Quinhentas famílias de assentamentos rurais da Bahia movimentam a Praça da Piedade, no Centro de Salvador, com a 2º Feira Estadual da Reforma Agrária, que acontece até este sábado (13), sob a coordenação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e que teve a participação das secretarias estaduais de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e de Desenvolvimento Rural (SDR) na abertura dos trabalhos, na quinta-feira (11).
Além da comercialização de alimentos saudáveis, oriundos da agricultura familiar, a atividade também debate a agroecologia e o acesso a direitos fundamentais, incluindo ainda programação musical e artesanato. A titular da Sepromi, Fabya Reis, destacou que é realizado num emblemático mês, quando acontece o Agosto da Igualdade, calendário que resgata os 218 anos da Revolta dos Búzios.
“Esta praça traz uma simbologia muito grande, pois sediou a execução dos revoltosos deste movimento iniciado em 1798. Hoje o espaço é ‘resignificado’, através da presença de trabalhadores rurais, que mantém viva a luta pela transformação social na luta pela reforma agrária”. Segundo a secretária, o Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa da Bahia prevê um conjunto de medidas do capitulo dedicado ao acesso à terra, associado à política de promoção da igualdade racial.
O secretário de Desenvolvimento Rural, Jerônimo Rodrigues, que representou o governador Rui Costa, afirmou que a feira, aberta na quinta-feira (11), também é uma oportunidade de discutir a forma de produção de alimentos.

foto - Ascom/Sepromi
"Apesar da dificuldade na realização da reforma agrária no País, eventos como esse nos deixam orgulhosos e serve de referência, porque por trás de cada barraca dessa feira há um conjunto de valores, por meio de alimentos de qualidade".
A superintendente de Políticas Territoriais e Reforma Agrária (Sutrag/SDR), Renata Rossi, também esteve presente, destacando que trata-se de uma oportunidade para famílias soteropolitanas adquirirem livres de agrotóxicos, com preços justos. O dirigente nacional do MST, Evanildo Costa, informou que somente no primeiro dia do evento já foram comercializados mais de 20 mil quilos de produtos. “É fundamental debater nossos temas com a sociedade soteropolitana, importante no apoio ao processo de reforma agrária”. Outra dirigente nacional do MST, Elizabeth Rocha, disse que a agroecologia e a produção de alimentos saudáveis são pilares para a construção de uma ampla reforma no modelo de produção brasileiro. “É um instrumento de luta em defesa da vida”.
Com informações da Secom  Ba. 12/08/2016

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Pesquisadores criam computador capaz de cultivar alimentos

Tecnologia

Países em desenvolvimento e desenvolvidos vem sofrendo com falta de alimentos. Alguns lugares no mundo com tão pouca comida e alguns lugares com completa falta de alimento. Muitos argumentam sobre produtos geneticamente modificados, outros protestam veementemente contra isso.

Revista Amazônia
Revista Amazônia
Segundo o Diretor do MIT Caleb Harper, “Onze meses é a idade média de uma maçã num supermercado nos EUA. E não acho que na Europa ou em outros lugares do mundo seja muito diferente. Nós as colhemos e as armazenamos numa câmara frigorífica,onde colocamos gás. Na verdade, há comprovação de trabalhadores entrarem nesses ambientes para pegar uma maçã e morrerem, pois a atmosfera que retarda o seu amadurecimento também é tóxica para os humanos. 90% da qualidade desta maçã, os antioxidantes, já não existe no momento em que a compramos. É praticamente uma bola de açúcar. ”.
Pensando nisso, Harper e seus colegas Daniel Goodman, Camille Richman e Jake Rye criaram um computador capaz de cultivar comida. E não é um laboratório super complexo e com custos estratosféricos. Na verdade, o projeto é open source, tudo foi pensado para ser o mais barato possível, com vídeos dos materiais utilizados, tutoriais de como montar (dos mais simples aos mais complexos) e software de código livre. Você pode fazer um computador de alimentos mesmo com equipamentos antigos.
Harper ainda ressalta “É incrível conseguir alimentar 7 bilhões de pessoas, já que tão poucos de nós estamos envolvidos na produção de alimentos. O problema da última geração foi produzir mais alimentos e a baixo custo. Construímos uma enorme fazenda analógica. Todas essas linhas são carros, aviões, trens e automotivos.”
E pensando nisso, surgiu o conceito “fazenda digital”, uma fazenda digital mundial. Um simples exemplo de como seria é se pudéssemos pegar uma maçã, e de algum modo digitalizá-la, enviá-la em forma de partículas pelo ar e reconstituí-la do outro lado.
Ele começou a brincar com as plantas, conectou elas ao computador e fez elas dançarem, morrerem e dessa brincadeira ele enfim conseguiu fazê-las sobreviverem. Foi aí que construiu um dos relacionamentos mais íntimos de sua vida, pois estava aprendendo a linguagem das plantas.
Harper e sua equipe, construíram uma fazenda em um laboratório de mídia com 5,5 m², produziram, uma vez por mês, alimentos para cerca de 300 pessoas.
Fonte - Revista Amazônia  07/08/2016

Veja abaixo o vídeo explicando mais detalhes deste incrível projeto.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Governo investiu R$ 567 milhões na compra de alimentos da agricultura familiar

Agricultura

Agricultores de Luziânia (GO) acompanham divulgação do balanço do Programa de Aquisição de íAlimentos. Em 2015, governo comprou R$ 567 milhões em alimentos da agricultura família.

Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil
Valter Campanato/Agência Brasil
O governo federal comprou, em 2015, R$ 567,2 milhões em alimentos produzidos por agricultores familiares por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
O montante ultrapassou o gasto do programa em 2014, R$ 565,6 milhões, mas ainda está abaixo do volume desembolsado por outras iniciativas do governo que destinam recursos para a agricultura familiar, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que repassa cerca de R$ 1,1 bilhão para compra desse tipo de produto.
“A diferença é que, por meio do PAA, o agricultor não somente vende seu produto quando está pronto, mas recebe acompanhamento durante todo o ano através de parceria com a Conab [Companhia Nacional de Abastecimento] e com as prefeituras”, explicou o secretário de Segurança Alimentar do ministério, Arnoldo de Campos
Criado em 2003, o programa beneficia atualmente mais de 38 mil famílias, em cerca de 2,3 mil municípios. Elas vendem seus produtos por intermédio da Conab e das prefeituras, por sua vez responsáveis por indicar e acompanhar os projetos atendidos, assim como definir a destinação dos alimentos comprados com os recursos do ministério.
Os alimentos podem ser destinados a abastecer restaurantes populares, hospitais e postos de saúde, ou ser distribuídos a comunidades em situação de insegurança alimentar, por exemplo.
O resultado do PAA em 2015 foi divulgado hoje (13) durante visita da ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, a uma cooperativa composta por 250 famílias em Luziânia (GO).
“A agricultura familiar é a grande responsável hoje por botar comida na mesa do povo”, disse a ministra para uma plateia de agricultores locais, ao lado do prefeito Cristóvam Tormim (PSD), cotado para disputar a reeleição este ano.
“Essa agricultura não estava forte o suficiente para garantir que essa comida chegasse ao prato do brasileiro, isso mudou, por isso temos muito o que comemorar”, acrescentou a ministra.
Desde o início do ano, um decreto do governo obriga os órgãos federais a adquirirem no mínimo 30% dos alimentos de que precisarem da agricultura familiar, o que deve injetar R$ 1,4 bilhão neste mercado. Para isso, foi criado um mecanismo facilitado de compra, por meio de chamada pública.
Fonte - Agência Brasil  13/10/2016

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Sergipe deve bater recorde nacional de produtividade de arroz

Agricultura

A expectativa é que a produtividade recorde seja confirmada até o final da safra,em janeiro.A produtividade média por hectare, neste ano no Betume, principal produtor do cereal, atingiu 10,5 toneladas com valor bruto de R$ 20 milhões. 

ASN
foto - ASN
As primeiras colheitas nos lotes irrigados do Projeto Betume, em Neópolis, demonstram que a produtividade de arroz em Sergipe, predominante no Baixo São Francisco, atingirá novo recorde neste ano. Segundo dados da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf), a produtividade média por hectare, neste ano no Betume, principal produtor do cereal, mais uma vez bateu o recorde nacional e atingiu 10,5 toneladas, com valor bruto de R$ 20 milhões. A expectativa é que a produtividade recorde seja confirmada até o final da safra, em janeiro.
Já a Pesquisa Agropecuária do IBGE, aponta que a produção de 2014 alcançou 41.714 toneladas, um crescimento de 35% em relação a safra de 2013. A estimativa para 2015 é de que a safra atinja 44.780 toneladas, novo crescimento de 7,4%.
O crescimento da safra e produtividade vem ocorrendo, gradativamente. Na safra 2011/2012 foi de 8,5 toneladas por hectare. Em 2012/2013, o resultado foi uma produtividade de 9,7 toneladas por hectare. O cultivo é feito por pequenos produtores incluídos na agricultura familiar em uma região tida como de extrema pobreza.
Além do estado, a produção sergipana ajuda a abastecer os mercados consumidores de Alagoas, Pernambuco e Bahia. O cultivo é responsável pela geração de aproximadamente 4 mil empregos na região, além das 750 famílias que atuam no próprio perímetro do Betume, conforme informações da Codevasf.
Para o economista e assessor especial do governo, Ricardo Lacerda, o mais significativo é que Sergipe manteve em 2014 a liderança na produtividade agrícola do arroz na região Nordeste, com 7,2 toneladas por hectare, quando a média do Brasil é de 5,2 toneladas por hectare. Mesmo com condições climáticas semelhantes às de Sergipe, a produtividade do arroz em Alagoas, 6,11 toneladas por hectare.
“A rizicultura de Sergipe se concentra na região do Baixo São Francisco, uma das mais pobres do estado. A expansão da produção traz benefícios para a renda da região, elevando o poder de compra dos agricultores e estimulando o comércio local”, afirmou.
“Esse bom resultado é fruto da política de distribuição de sementes do governo. Em setembro deste ano, realizamos a entrega de 400 toneladas de sementes de arroz para os rizicultores do Baixo São Francisco. As sementes foram adquiridas pela Emdagro, via Fundo de Combate à Pobreza, em um investimento total de R$ 658.183,50. Desde o início do ano, o Estado tem feito todo o acompanhamento destes produtores, não só os dos perímetros irrigados, mas os das áreas de várzeas. Há todo um processo de diálogo com as famílias envolvidas na produção, uma relação muito próxima do Governo do Estado com os produtores, que vai além do trabalho institucional. É uma parceria, com acompanhamento formal e informal, além da assistência técnica”, afirma o secretário de Estado da Agricultura, Esmeraldo Leal.
De acordo com o secretário, o recorde na produtividade se deve principalmente por esse cuidado e acompanhamento do governo junto aos pequenos produtores, seja por meio da Seagri, Codevasf ou Emdagro, assim como pela qualidade da semente distribuída.
“Essas sementes são selecionadas e foram escolhidas pelos próprios produtores, em reuniões no início do ano, a partir das experiências das safras anteriores. Outro detalhe importante é que as sementes chegaram no período ideal para o plantio. As sementes foram distribuídas nos perímetros da Codevasf e em comunidades de agricultores familiares dos municípios produtores. O governo também apoiou a produção a partir da compra de uma colheitadeira de arroz para o Território, no valor de R$ 380.000,00, através do Programa de Apoio à Infraestrutura nos Territórios Rurais (Proinf) do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA)”.
Esmeraldo informa ainda que nas áreas que ainda serão colhidas as características das plantas demonstram esse bom desempenho. “É bom observarmos que há diferença entre a produção e produtividade, a produtividade corresponde à quantidade de grãos que é produzida por área, a qual a cada ano Sergipe tem um melhor desempenho. Essa é uma grande conquista para o estado, porque demonstra a qualidade do nosso arroz, principalmente quando comparamos a estados como o Rio Grande do sul, maior produtor do Brasil, que tem uma tecnologia muito avançada na produção”.
Fonte - Agência Sergipe de Notícias  30/12/2015

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Produção agrícola cresce 8,1% em 2014

Economia

As principais culturas responsáveis pelo aumento foram a soja, com acréscimo de 22,4% no valor de produção comparado a 2013, o café arábica (22,6%) e o algodão herbáceo (17,4%).Também apresentaram aumento de produção a mandioca (1,8 milhão de toneladas), o algodão herbáceo (820 mil) e o trigo (523,4 mil), entre outros produtos.

Flávia Villela
Repórter da Agência Brasil
arquivo/Agência Brasil
O valor da produção agrícola brasileira chegou a R$ 251,2 bilhões em 2014, 8,1% a mais do que em 2013, informa o boletim Produção Agrícola Municipal (PAM) de Culturas Temporárias e Permanentes 2014, divulgado hoje (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As principais culturas responsáveis pelo aumento foram a soja, com acréscimo de 22,4% no valor de produção comparado a 2013, o café arábica (22,6%) e o algodão herbáceo (17,4%).
A soja teve recorde de 86,8 milhões de toneladas em 2014, 5 milhões a mais do que no ano anterior, com crescimento da produção nacional de 6,2% e rendimento médio de 2.866 quilos por hectare (kg/ha), 2,1% menor que o da safra anterior. Também apresentaram aumento de produção a mandioca (1,8 milhão de toneladas), o algodão herbáceo (820 mil) e o trigo (523,4 mil), entre outros produtos.
Foram cultivados 76,2 milhões de hectares no país, 3,8 milhões a mais que em 2013, reflexo da expansão da soja, que teve aumento de área cultivada de 2,4 milhões de hectares. De acordo com a pesquisa, os bons resultados da soja devem-se aos bons preços praticados no mercado.
Segundo o IBGE, das 64 culturas analisadas, 25 tiveram redução da produção, comparadas a 2013, com destaque para a cana-de-açúcar, mais presente em São Paulo (54,4%), devido à estiagem em 2014. Essa queda causou redução de 4% na produção nacional, menos 31 milhões de toneladas.
Três culturas concentraram 62,7% do valor total da produção, sendo a soja a de maior participação (33,6%), seguida da cana-de-açúcar (16,8%) e do milho em grão (10,3%). As lavouras temporárias tiveram participação de 83,2% na produção agrícola de 2014 e as permanentes, de 16,8%. A Região Sudeste tem maior participação nas culturas permanentes (9,7%), e a Região Sul detém 26,3% das culturas temporárias.
O valor total da produção das 22 espécies de frutas investigadas cresceu 9,3% em relação a 2013, totalizando R$ 25,4 bilhões. A banana, com participação de 21,8% no total das frutas, e a laranja, com 21,7%, foram as espécies com maior valor da produção nacional. Petrolina (PE) continua em primeiro lugar no valor da produção de frutas, com R$ 470,3 milhões, apesar da redução de 48,8% em relação a 2013, devido à queda do preço médio da uva, sua principal cultura. O município conta também com produções de manga, goiaba, banana e coco-da-Bahia.
O Sul respondeu por 28,5% do valor total da produção agrícola do ano passado, com valor de R$ 71,5 bilhões), seguido do Sudeste (27,5% e R$ 69,2 bilhões), Centro-Oeste (25,5% e R$ 64,2 bilhões), Nordeste (13,3% e R$ 33,3 bilhões) e do Norte (5,2% e R$ 13 bilhões). Em comparação com 2013, houve aumento de 19,5% na Região Nordeste, 11,7% na Região Norte, 12,4% no Centro-Oeste, 4,2% no Sul e 3,1% no Sudeste.
O estudo mostra também que São Paulo continua sendo o estado que mantém o maior valor da produção, mas perdeu participação entre 2013 e 2014 (de 16% do total, para 14,8%), devido principalmente às altas temperaturas e baixas precipitações, com destaque para a cana-de-açúcar. A produção de São Paulo alcançou valor de R$37,2 bilhões.
Na segunda posição, Mato Grosso representou 13,5% do total do valor da produção agrícola brasileira, seguido do Paraná (12,9%), Rio Grande do Sul (12,2%) e de Minas Gerais (10,3%).
Entre os 50 municípios com maiores valores de produção agrícola, a soja era o principal produto em 41 no ano passado. Em Sorriso (MT), a participação da soja atingiu 74,9% de toda a produção agrícola da cidade. O município de São Desidério, na Bahia, lidera o ranking nacional do valor da produção de 2014, cujo principal produto é o algodão herbáceo (53,4%).
No ano passado, foi registrada safra recorde de cereais, leguminosas e oleaginosas (grãos), totalizando 194,6 milhões de toneladas e superando em 3,5% a obtida em 2013 (188,1 milhões de toneladas). O valor da produção atingiu o mais alto patamar: R$ 136,7 bilhões. A área plantada foi 57,4 milhões de hectares (6,9% maior) e a área colhida foi 56,7 milhões de hectares (7,5% maior).
Fonte - Agência  Brasil  05/11/2015

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Autoridades russas começam a destruir alimentos europeus sob embargo

Internacional

Estes produtos, que até agora eram simplesmente devolvidos aos países de origem pelas alfândegas, vão passar a ser destruídos no local pelas autoridades, quer sejam apreendidos na fronteira ou em lojas.

Da Agência Lusa
foto-ilustração/sicnotícias
A Rússia começou a destruir hoje (6) produtos alimentares europeus e norte-americanos sob embargo, conforme um decreto do governo russo. Há cerca de um ano, a Rússia proíbe a importação da maioria dos produtos alimentares dos países que impuseram sanções pelo posição de Moscou na guerra com a Ucrânia – decisão que afetou particularmente o setor agrícola europeu.
Estes produtos, que até agora eram simplesmente devolvidos aos países de origem pelas alfândegas, vão passar a ser destruídos no local pelas autoridades, quer sejam apreendidos na fronteira ou em lojas.
A agência de saúde pública russa Rosselkhoznadzor anunciou, na manhã de hoje, uma primeira apreensão de 73 toneladas de peixes e nectarinas na fronteira com a Bielorússia, que transitavam com um certificado turco falso e que serão destruídas.
Na terça-feira (4), as autoridades russas fizeram, na cidade de Samara, a primeira destruição de 114 toneladas de carne de porco europeia, em uma demonstração da determinação das autoridades. Na quarta-feira (5), várias personalidades de diferentes posições políticas manifestaram-se contra a destruição destes produtos, pedindo que fossem distribuídos para pessoas necessitadas.
O líder do Partido Comunista russo, Guennadi Ziuganov, lamentou "a medida extrema", enquanto o advogado Evgueni Bobrov, membro do Conselho dos Direitos Humanos no Kremlin (sede do governo russo), denunciou "uma proposta arbitrária".
Uma petição assinada por mais de 250 mil pessoas no site Change.org exige que os alimentos apreendidos sejam dados "aos antigos combatentes, deficientes e famílias numerosas e a todos que tenham sofrido os efeitos de desastres naturais recentes".
O jornal russo Vedomosti denunciou, em editorial publicado hoje, uma "barbárie ostensiva" e uma "guerra absurda contra alimentos em período de crise econômica".
As autoridades, que acusam países como a Bielorrússia ou o Cazaquistão de colocar em território russo produtos europeus sob embargo como se fossem produtos locais, esperam que alguns casos de destruição desencorajem pessoas que pensam em desrespeitar o embargo.
Fonte - Agência Brasil  06/08/2015

terça-feira, 7 de julho de 2015

Valor da cesta básica cai em 15 das 18 capitais pesquisadas pelo Dieese

Economia

A pesquisa mostra que as maiores quedas foram verificadas em Salvador (-8,05%), Rio de Janeiro (-6,71%) e Fortaleza (-5,49%). Os menores valores médios para os itens básicos de consumo foram observados em Aracaju (R$ 275,42), Natal (R$ 302,76) e João Pessoa (R$ 309,48). 

Camila Maciel
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
O preço da cesta básica caiu em 15 das 18 cidades pesquisadas em junho pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A pesquisa mostra que as maiores quedas foram verificadas em Salvador (-8,05%), Rio de Janeiro (-6,71%) e Fortaleza (-5,49%). Nos últimos 12 meses, as 18 cidades acumulam alta, com destaque para Salvador, Campo Grande e Belém. Essas capitais registraram variações acima de 10%.
Em junho, São Paulo continuou liderando com a cesta de maior custo (R$ 392,77), seguida de Florianópolis (R$ 386,10), Porto Alegre (R$ 384,13) e Rio de Janeiro (R$ 368,71). Os menores valores médios para os itens básicos de consumo foram observados em Aracaju (R$ 275,42), Natal (R$ 302,76) e João Pessoa (R$ 309,48). Carne bovina, leite, pão francês, batata e manteiga apresentaram predominância de alta.
A carne, por exemplo, aumentou em 16 cidades, com taxas entre 0,05% (Brasília) e 4,69% (Florianópolis). Ocorreu recuo apenas em Fortaleza (-1%) e Vitória (-0,67%). Em 12 meses, o preço da carne subiu em todas as cidades, com variação entre 10,55% (Vitória) e 24,30% (Campo Grande).
De acordo com o Dieese, “a oferta de carne continua restrita, por conta do aumento da exportação e dos altos custos de reposição de bezerros, o que mantém os altos patamares de preço”.
Em sentido contrário, o preço do tomate caiu em 15 cidades no período. Belo Horizonte (-44,10%), Rio de Janeiro (-41,90%) e Vitória (-35,66%) registraram os maiores recuos. Nos últimos 12 meses, seis cidades apresentaram redução e em 12 ocorreu alta nos preços.
“Como a colheita da safra de inverno começou a abastecer o mercado, houve redução no preço do fruto”, apontou o Dieese. O feijão também se destacou entre os produtos com queda no preço. O tipo carioquinha só não diminuiu em Manaus (0,56%).
Segundo a Constituição, o salário mínimo deve suprir despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e Previdência. Para o Dieese, em junho o mínimo ideal deveria ser R$ 3.299,66. O valor equivale a 4,19 vezes o mínimo atual, de R$ 788. Esse cálculo é feito considerando o valor da cesta mais cara (São Paulo) para uma família de quatro pessoas.
Em maio, o salário mínimo necessário correspondeu a R$ 3.377,62, o que equivalia a 4,29 vezes o piso vigente. Em junho do ano passado, o valor necessário para atender às despesas de uma família era R$ 2.979,25 ou 4,11 vezes o salário mínimo da época (R$ 724).
Fonte - Agência Brasil  07/07/2015

sexta-feira, 19 de junho de 2015

USO DE AGROTÓXICOS no Brasil cresce mais de duas vezes e meia em dez anos

Saúde

Segundo o IBGE, os produtos mais usados em 2012 são os considerados perigosos ou muito perigosos, com 64,1% e 27,7% do total de produtos comercializados naquele ano.

RA

O uso de agrotóxicos na agricultura brasileira mais do que dobrou entre os anos de 2002 e 2012, divulgou hoje (19) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a pesquisa Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS), o uso de agrotóxicos saltou de 2,7 quilos por hectare (kg/ha), em 2002, para 6,9 quilos por hectare em 2012 – variação de cerca de 155%.
Segundo o IBGE, os produtos mais usados em 2012 são os considerados perigosos ou muito perigosos, com 64,1% e 27,7% do total de produtos comercializados naquele ano.
Os herbicidas foram os agrotóxicos mais comercializados no período, com 62,6% do total de vendas, seguidos dos inseticidas, com 12,6%, e dos fungicidas, com 7,8%.
O uso de agrotóxicos por área foi maior na Região Sudeste, com 8,8 quilos por hectare, e o estado de São Paulo foi o que fez o uso mais intenso em 2012, com 10,5 kg/ha. O segundo estado com maior uso de agrotóxicos é Goiás, com 7,9 kg/ha, e o terceiro, Minas Gerais, com 6,8 kg/ha.
O menor uso de agrotóxicos foi verificado no Amazona e no Ceará, onde o valor é menor que 0,5 kg/ha.
Fonte - Revista Amazônia  19/06/2015

domingo, 7 de junho de 2015

Órgãos da sociedade civil alertam sobre fim da rotulagem de transgênicos

Alimentos

Para a presidenta do Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea), Maria Emília Pacheco, a rotulagem de transgênicos abre portas para a regulamentação de laboratórios e da rastreabilidade dos alimentos, e esse projeto dá um passo atrás sobre isso. “O consumidor tem direito de saber se aquele produto contém o DNA de outra espécie.

Andreia Verdélio
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração/fiocruz
A aprovação, na Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei 4.148/2008, que propõe mudanças nos rótulos de embalagens de alimentos transgênicos, gerou reações de entidades da sociedade civil, segundo as quais a proposta tira da população o direito de escolha de consumir ou não produtos cuja matéria-prima foi geneticamente modificada.
Segundo a pesquisadora do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) Ana Paula Bortoletto, doutora em nutrição e saúde pública, a retirada do símbolo de transgênicos fere totalmente o direito do consumidor à informação clara, correta e precisa em relação aos produtos que estão no mercado.
Para a presidenta do Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea), Maria Emília Pacheco, a rotulagem de transgênicos abre portas para a regulamentação de laboratórios e da rastreabilidade dos alimentos, e esse projeto dá um passo atrás sobre isso. “O consumidor tem direito de saber se aquele produto contém o DNA de outra espécie. Por razões de ordem ética ou religiosa, as pessoas têm o direito de ser informadas e decidir não consumir. Esses projetos que flexibilizam as normas também vão anulando as nossas outras conquistas”, disse.
O projeto do deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS) altera a redação do Artigo 40 da Lei nº 11.105/2005 e, na prática, revoga o Decreto 4.680/2003, que regulamenta o assunto. Com a nova lei, as embalagens que contêm produtos geneticamente modificados não precisariam mais trazer o símbolo do triângulo amarelo com um T na cor preta no meio. Em vez disso, seria grafada a frase “contém transgênico”. Apenas os produtos que contêm 1% ou mais de componentes transgênicos na formulação seriam obrigados a informar a transgenia ao consumidor, se detectada em análise específica.
Heinze explica que a rotulagem vai permanecer, apenas o símbolo será retirado. Segundo o deputado, a letra T não informa e sim amedronta o consumidor, já que se assemelha a símbolos de produtos venenosos e inflamáveis, por exemplo.
A pesquisadora do Idec diz que, na prática, o projeto acaba com a rotulagem. “O argumento é que vão ser obrigados a informar no rótulo os produtos que tiverem a identificação de transgenia em laboratório. É um detalhe técnico que dificulta ter essa informação porque, como a detecção só acontece se tivermos o DNA, o material genético do alimento transgênico, quase nenhum alimento processado, industrializado, vai ter o DNA inteiro para fazer essa análise. Então, no produto final, não necessariamente, vamos encontrar a prova laboratorial de que ele é transgênico. E o que importa para o consumidor é saber se a matéria prima usada no produto é ou não transgênica”, explicou Ana Paula.
Para o deputado Heinze, os transgênicos são produtos seguros para consumo. “Os alimentos liberados para consumo humano passam por análise da CTNBio [Comissão Técnica Nacional de Biossegurança], composta por representantes de nove ministérios – como da Saúde, do Meio Ambiente e da Agricultura –, tem seis especialistas e 12 doutores nas áreas de saúde animal e humana, vegetal e ambiental. Portanto, se é liberado por esse colegiado de 27 membros, acredito que são seguros”, disse.
Mas, segundo o biomédico Luiz Maranhão, as consequências dos transgênicos na saúde humana são absolutamente desconhecidas e incontroláveis. “Nós só vamos saber na nossa terceira geração humana usuária de transgenia. Até lá, estamos sendo cobaias dos grandes aglomerados internacionais financeiros. O princípio que baseou o conceito de defesa à transgenia é que o gene animal no grão geraria uma reação que não haveria mais necessidade de agrotóxicos, mas isso foi uma enganação para convencer a população.”
A presidenta do Consea disse que é preciso fazer investimentos na agricultura familiar, na agroecologia e no estudo de sementes que vêm da seleção natural e da experiência de agricultores. “Essa ideia de que o transgênico chega com maior produtividade, que vai reduzir o uso de agrotóxico e que vai matar a fome do mundo não é verdade, porque essa tecnologia foi liberada e a fome do mundo é enorme – são 800 milhões de famintos. Não são as forças de mercado e essa tecnologia que vão resolver o problema. O Brasil saiu do mapa da fome em razão da valorização do salário mínimo e dos programas de distribuição de renda.”
-Segundo a pesquisadora do Idec, estudos internacionais dizem que o uso de transgênicos traz impactos negativos ao meio ambiente e à saúde humana, como o desenvolvimento de tumores e de alergias alimentares. “No Brasil, quem apresenta os estudos para comprovar se é seguro ou não para consumo humano são as próprias empresas que têm interesse comercial. Então, há um conflito de interesse. Para o Idec, nós deveríamos adotar o princípio da precaução: não havendo nenhuma comprovação de que não faz mal, não deveríamos consumir. Mas aqui os interesses econômicos e o poder do agronegócio são tão grandes, que isso [a liberação de transgênicos] acontece, inclusive, com respaldo de muitos pesquisadores”, argumentou Ana Paula.
O biomédico Luiz Maranhão explicou que não é contra estudos genéticos, mas acha que eles estão sendo aplicados sem controle. “O estudo da transgenia não pode fugir das universidades e empresas públicas, não pode fugir do controle do Estado. Nos países da Europa – como França, Bélgica, Inglaterra, Espanha, Itália – esse conhecimento fica seguro e é controlado pelo Estado. Uma empresa de biotecnologia não tem idoneidade para comandar o que vamos colocar na nossa mesa. Mas, infelizmente, vemos o Estado brasileiro frágil diante desses avanços. É preciso que ele esteja presente de uma forma mais firme, assim como a sociedade organizada, para fiscalizar o Estado inclusive”, acrescentou.
Segundo a CTNBio, existem 39 tipos de plantas transgênicas aprovadas para comercialização no Brasil. O projeto de lei do deputado Heinze está agora no Senado Federal, para análise das comissões de Assuntos Sociais e de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle. A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática enviou requerimento solicitando que também seja ouvida sobre a matéria. O Idec encabeça uma campanha em seu site contra o fim da rotulagem de produtos transgênicos e espera que os senadores rejeitem o projeto.
Fonte - Agência Brasil  07/06/2015