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segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Pesquisadores criam computador capaz de cultivar alimentos

Tecnologia

Países em desenvolvimento e desenvolvidos vem sofrendo com falta de alimentos. Alguns lugares no mundo com tão pouca comida e alguns lugares com completa falta de alimento. Muitos argumentam sobre produtos geneticamente modificados, outros protestam veementemente contra isso.

Revista Amazônia
Revista Amazônia
Segundo o Diretor do MIT Caleb Harper, “Onze meses é a idade média de uma maçã num supermercado nos EUA. E não acho que na Europa ou em outros lugares do mundo seja muito diferente. Nós as colhemos e as armazenamos numa câmara frigorífica,onde colocamos gás. Na verdade, há comprovação de trabalhadores entrarem nesses ambientes para pegar uma maçã e morrerem, pois a atmosfera que retarda o seu amadurecimento também é tóxica para os humanos. 90% da qualidade desta maçã, os antioxidantes, já não existe no momento em que a compramos. É praticamente uma bola de açúcar. ”.
Pensando nisso, Harper e seus colegas Daniel Goodman, Camille Richman e Jake Rye criaram um computador capaz de cultivar comida. E não é um laboratório super complexo e com custos estratosféricos. Na verdade, o projeto é open source, tudo foi pensado para ser o mais barato possível, com vídeos dos materiais utilizados, tutoriais de como montar (dos mais simples aos mais complexos) e software de código livre. Você pode fazer um computador de alimentos mesmo com equipamentos antigos.
Harper ainda ressalta “É incrível conseguir alimentar 7 bilhões de pessoas, já que tão poucos de nós estamos envolvidos na produção de alimentos. O problema da última geração foi produzir mais alimentos e a baixo custo. Construímos uma enorme fazenda analógica. Todas essas linhas são carros, aviões, trens e automotivos.”
E pensando nisso, surgiu o conceito “fazenda digital”, uma fazenda digital mundial. Um simples exemplo de como seria é se pudéssemos pegar uma maçã, e de algum modo digitalizá-la, enviá-la em forma de partículas pelo ar e reconstituí-la do outro lado.
Ele começou a brincar com as plantas, conectou elas ao computador e fez elas dançarem, morrerem e dessa brincadeira ele enfim conseguiu fazê-las sobreviverem. Foi aí que construiu um dos relacionamentos mais íntimos de sua vida, pois estava aprendendo a linguagem das plantas.
Harper e sua equipe, construíram uma fazenda em um laboratório de mídia com 5,5 m², produziram, uma vez por mês, alimentos para cerca de 300 pessoas.
Fonte - Revista Amazônia  07/08/2016

Veja abaixo o vídeo explicando mais detalhes deste incrível projeto.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Dinamarqueses criam fazenda urbana que produz 6 ton de alimentos em pouco espaço

Agricultura urbana

Dupla de jovens dinamarqueses, Mikkel Kjaer e Ronnie Markussen, criou o Impact Farm, um sistema que leva a fazenda até as cidades.Em entrevista ao site Collectively, eles explicaram que o projeto surgiu a partir do desejo de criar uma unidade que melhorasse a segurança alimentar nos centros urbanos

Revista Amazônia

Transformar espaços urbanos inutilizados em áreas produtivas é uma das soluções para garantir a segurança alimentar. Diante disso, a dupla de jovens dinamarqueses, Mikkel Kjaer e Ronnie Markussen, criou o Impact Farm, um sistema que leva a fazenda até as cidades.
Em entrevista ao site Collectively, eles explicaram que o projeto surgiu a partir do desejo de criar uma unidade que melhorasse a segurança alimentar nos centros urbanos, ao mesmo tempo em que reduzisse a pegada ecológica da produção de alimentos, criasse empregos e se adaptasse facilmente às mudanças de terreno.


A estrutura foi projetada para ser autossuficiente em água, calor e eletricidade. Todo o espaço necessário para a instalação do sistema é de apenas 163 metros quadrados, onde é possível produzir ervas, verduras, legumes e plantas frutíferas. A área é suficiente para colher de três a seis toneladas de alimento ao ano, dependendo do modelo escolhido. Segundo os criadores, o de menor capacidade é indicado para pequenos comerciantes e restaurantes. Já, o modelo mais potente pode ser usado para distribuir alimentos em escolas, creches, asilos e muito mais.
Os jovens não se preocuparam apenas com a funcionalidade, mas também com a estética do projeto. A ideia era ter uma fazenda urbana bonita e que ajudasse a revitalizar espaços abandonados ou inutilizados nas cidades, como estacionamentos ou vãos de prédios. Ele também é prático de ser montado. O sistema modular é feito a partir de materiais reaproveitados e pode ser desmontado e transportado para outros locais, conforme necessário.
A dupla está confiante quanto ao sucesso do projeto em termos de negócio. Mas, eles também esperam que esta seja uma saída eficiente para ajudar a produzir alimentos em locais com terrenos ruins e em campos de refugiados.
Fonte - Revista Amazônia  23/11/2015

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Odebrecht e Mitsui criam nova empresa de transportes sobre trilhos

Transportes sobre trilhos

Odebrecht se une à Mitsui em trilhos - A nova companhia, batizada de Odebrecht Mobilidade, nasce com quatro projetos da Odebrecht TransPort e um aporte de R$ 500 milhões do grupo japonês. Os sócios brasileiros serão controladores da empresa, com 60% de participação.

O Estado de S. Paulo
foto - ilustração
A Odebrecht Transport se uniu à japonesa Mitsui para criar uma empresa focada em negócios de mobilidade urbana. A nova companhia, batizada de Odebrecht Mobilidade, nasce com quatro projetos da Odebrecht TransPort e um aporte de R$ 500 milhões do grupo japonês. Os sócios brasileiros serão controladores da empresa, com 60% de participação.
Dos quatro projetos na carteira da nova companhia, apenas um está em operação, a SuperVia, um sistema de trens com 270 km de extensão. A empresa também é dona de participações nas concessionárias que vão construir e operar o VLT Carioca e o de Goiânia e na Move SP, empresa que venceu a concessão para construir a linha 6 (laranja) do metrô de São Paulo. Quando concluir as obras, a Odebrecht Mobilidade terá sob sua gestão 300 km de trilhos e uma capacidade de transporte de 3,2 milhões de passageiros por dia. Até 2020, esses projetos exigirão investimentos de R$ 17 bilhões.
A associação com a Mitsui faz parte de uma estratégia da Odebrecht TransPort em atrair sócios com experiência internacional no ramo para seus negócios. "Procurávamos um parceiro estratégico, com visão de longo prazo para os investimentos no Brasil. A Mitsui vai agregar à empresa um conhecimento de tecnologias usadas em projetos de mobilidade urbana de outras megalópoles internacionais e contatos com uma rede de parceiros no setor", explica o presidente da Odebrecht TransPort, Paulo Cesena.
A Mitsui está no Brasil desde 1960 e tem negócios em diversas áreas, como aço, produtos químicos e projetos de infraestrutura. A empresa japonesa já é uma fornecedora de produtos e serviços para o transporte ferroviário e participa como investidora de concessões. A Mitsui é uma das acionistas da Via Quatro, empresa que administra a linha 4 (amarela) do metrô de São Paulo.
O grupo Odebrecht já se associou a parceiros estrangeiros para buscar novas tecnologias nos segmentos de portos e aeroportos. Em 2009, a Embraport, divisão de portos da empresa, fechou uma parceria com a DP World, um dos maiores operadores de terminais marítimos do mundo, que administra o porto de Dubai.
No ano passado, a empresa também se aliou à Changi, operadora do aeroporto de Cingapura, considerado o melhor do mundo no ranking da consultoria Skytrax, no consórcio que venceu o leilão para administrar o aeroporto de Galeão.
Gestão. A Odebrecht Mobilidade será uma subsidiária da Odebrecht TransPort, empresa que tem como sócios o grupo Odebrecht (60%), o fundo FI-FGTS (30%) e a BNDESPar (10%). A companhia terá como presidente o executivo Gustavo Guerra, que trabalha no grupo Odebrecht há 26 anos e ocupava o cargo de diretor da construtora na Venezuela.
Segundo Guerra, a empresa está "atenta" a novas oportunidades de investimento em mobilidade urbana. "Estamos interessados, especialmente, nos projetos mais qualificadas, que exigem mais tecnologia e gestão", disse Guerra.
A Odebrecht TransPort tem mais dois negócios na área de mobilidade urbana, que não farão parte da nova empresa criada com a Mitsui - uma participação na ViaQuatro e na Otima, de mobiliário urbano, como abrigo para ônibus e totens publicitários.
Fonte - Revista Ferroviária  07/11/2014