UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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terça-feira, 24 de julho de 2018

Mortalidade infantil, pobreza e fome em alta: o Brasil real, não o da ficção.

Ponto de Vista  🔍

Há duas semanas O " Hora do Voto", comandado por Maria Lydia, entrevistou Flávio Rocha. Bilionário, dono da Riachuelo e pré-candidato à presidência pelo PRB. Então perguntei a ele se em agosto ainda o teríamos como candidato. "Pode ter certeza", respondeu Flavio Rocha. Na sexta-feira ele desistiu de ser candidato.Discurso de Flávio Rocha: "O Brasil é um país socialista há cem anos". Estado é entrave absoluto para o progresso e o "O Mercado" deve ser absolutamente livre.Esse discurso funciona para o topo, mas não cola nos esfomeados andares de baixo. Motivo para a desistência de Flavio Rocha: falta de votos.

Bob Fernandes 



imagem - YouTube/arquivo

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Mais de 100 milhões de pessoas sofrem de grave insegurança alimentar, alerta FAO

Internacional  🍚

As causas principais são impactos de conflitos e guerras civis, alta nos preços e eventos extremos do clima, como secas prolongadas ou excesso de chuvas. De Roma, o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, explicou ser possível garantir que a população tenha o suficiente para comer todos os dias.

Da ONU News - Ag.Brasil
foto -  FAO/Albert Gonzalez Farran
O número de pessoas sofrendo de insegurança alimentar severa está aumentando no mundo: já são cerca 108 milhões nesta condição, contra 80 milhões em 2015. Os dados acabam de ser divulgados pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação ( FAO, explicou que a problema é causado pela dificuldade que determinadas regiões estão tendo para produzir ou ter acesso aos alimentos.
As causas principais são impactos de conflitos e guerras civis, alta nos preços e eventos extremos do clima, como secas prolongadas ou excesso de chuvas. De Roma, o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, explicou ser possível garantir que a população tenha o suficiente para comer todos os dias.
"Isso pode ser evitado. Não podemos evitar uma seca, mas podemos evitar que uma seca se transforme em fome. O Nordeste brasileiro é um bom exemplo disso. Nós sofremos com três anos seguidos de seca e não houve fome, graças às políticas preventivas adotadas pelos governos. O mais assustador hoje é que o que explica grande parte dessas situações de insegurança alimentar aguda são conflitos e desastres naturais", explicou Graziano.

Confrontos
Segundo o diretor-geral da FAO, existem quatro países hoje em risco de declarar a fome: Sudão do Sul, Somália, Iêmen e Nigéria. Neste último país, a crise alimentar concentra-se na região norte. Graziano destacou ainda que existm outras nações com insegurança alimentar severa por conta de guerras e conflitos.
"Quando se juntam conflito e desastres naturais, a situação se torna explosiva. É o caso da Somália e de algumas regiões da Etiópia, é o caso da República Centro-Africana e é o caso sobretudo do Iêmen e da Síria. Nesses lugares, a paz é uma pré-condição para se enfrentar a questão da fome. Sem paz não há segurança alimentar, da mesma maneira que sem segurança alimentar não há paz duradoura", disse Graziano.
De acordo com o chefe da FAO, as 108 milhões de pessoas sofrendo de insegurança alimentar severa apresentam índice de desnutrição acima do normal e pouco acesso à comida, mesmo com ajuda externa. Sem ações fortes para melhorar a situação, essas populações correm o risco de passar fome com consequências graves.
Fonte - Agência Brasil  03/04/2017

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Fome no mundo em desenvolvimento diminuiu 27% em 15 anos, mostra estudo

Internacional

Índex Global sobre Fome 2015 mostra que 17 países, entre eles o Brasil, obtiveram resultados "notáveis" na redução da fome.Segundo o ranking do IFPRI, 17 países, entre eles o Brasil, obtiveram resultados "notáveis" na redução da fome, baixando em 50% ou mais os percentuais.

Da Agência Lusa
Arquivo/Agência Brasil
A luta contra a fome no mundo registrou "progressos significativos" nos últimos 15 anos, com redução de 27%. O Brasil é um dos países que mais diminuíram a subnutrição entre os 128 analisados no Índex Global sobre Fome (IGF) 2015, elaborado pelo Instituto Internacional de Investigação sobre Políticas Alimentares (IFPRI, na sigla em inglês). Entre os nove integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), cinco foram avaliados - Angola, Brasil, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor-Leste.
Com Cabo Verde, Guiné Equatorial, Portugal e São Tomé e Príncipe fora da lista, o Brasil reduziu em cerca de 66% os casos de fome entre 2000 e 2015 e já se encontra entre os países mais próximos de erradicar a fome, com pontuação inferior a 5 no IGF. Os países que estão perto de acabar com a fome ficam com pontuação entre 0 e 7,9.
Segundo os critérios para a definição do IGF, pontuações entre 8 e 13,2 representam níveis baixos ou moderados de fome; entre 13,3 e 19,9, valores médios, e entre 20 e 34,9, são considerados "sérios". Acima de 35 pontos são considerados alarmantes, estando nessa situação o Timor-Leste, que obteve 40,7 pontos.
Angola, juntamente com Ruanda e a Etiópia, registrou uma das maiores quedas na redução da fome, ficando entre 25 e 28 pontos. Os três países mantêm-se, entretanto, em nível "sério", obtendo, segundo os critérios da IFPRI, 32,6 pontos. A Guiné-Bissau (30,3 pontos) e Moçambique (32,5) estão na mesma lista de Angola.
Por regiões, a África Subsaariana (média de 32,2 pontos) e o Sul da Ásia (média de 29,4) mantêm-se como as áreas mais afetadas pela fome, com valores que estão dentro dos parâmetros que o Instituto considera "sérios".
O Sudeste asiático, o Oriente Médio, o Norte da África, a América Latina e as Caraíbas, o Leste da Europa e os Estados independentes da Comunidade Britânica (Commonwealth) registraram valores entre 8 e 13,2 pontos.
Segundo o ranking do IFPRI, 17 países, entre eles o Brasil, obtiveram resultados "notáveis" na redução da fome, baixando em 50% ou mais os percentuais.
Os dados do relatório também mostram que 68 países registraram "progressos consideráveis", com queda entre 25% e 49,9%, e 28 reduziram o Índex Global sobre Fome em menos de 25%.
Apesar de todos os progressos, há ainda 52 países que continuam com níveis de fome que variam entre o "sério" e o "alarmante".
No período de 15 anos, entre 2000 e 2015, a lista dos dez países com maior redução dos níveis de fome inclui três latino-americanos (Brasil, Peru e Venezuela), um da Ásia (Mongólia), quatro antigas repúblicas soviéticas (Azerbaijão, República da Quirguízia, Lituânia e Ucrânia) e dois ex-Estados iugoslavos (Bósnia-Herzegovina e Croácia).
O IGF de 2015 não inclui os resultados de alguns dos países menos desenvolvidos, como Burundi, Comores, Eritreia, Sudão ou Sudão do Sul, entre outros, devido à inexistência de dados. O mesmo ocorre com a República do Congo que não disponibilizou informações. O Congo teve o pior resultado em 2011.
A Somália, em crise desde 1991, nunca foi analisada.
Fonte - Agência Brasil  13/10/2015

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Governos se comprometem com ações para erradicar fome e subnutrição

Direitos humanos

Firmada por chefes de Estado, a Declaração de Roma destaca importância de se prevenir desnutrição, baixo peso, sobrepeso e baixa estatura em menores de 5 anos e da anemia em mulheres e crianças

Sabrina Craide 
Repórter da Agência Brasil 
Arquivo/Agência Brasil
Promover ações para erradicar a fome e prevenir todas as formas de subnutrição no mundo e aumentar os investimentos para ações efetivas na melhoria da alimentação foram alguns dos compromissos firmados por chefes de Estado reunidos na 2ª Conferência Internacional sobre Nutrição, realizada pela FAO, órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Agricultura e a Alimentação. O evento, que terminou hoje (21) em Roma, reuniu representantes de 170 países.
A Declaração de Roma sobre Nutrição, firmada pelos chefes de Estado durante o evento, destaca a importância de ações para prevenir particularmente a desnutrição, a baixa estatura, o baixo peso e o sobrepeso em crianças abaixo de 5 anos, bem como a anemia em mulheres e crianças. O documento também aborda a crescente tendência de sobrepeso e obesidade e de doenças relacionadas à alimentação.
No encerramento do encontro, o diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano, disse que é hora de assumir o desafio de garantir nutrição adequada a todos e acabar com a fome. "A desnutrição é a causa número 1 de doenças no mundo. Se a fome fosse uma doença contagiosa, nós já teríamos a cura", ressaltou. Os governantes também firmaram um quadro, listando 60 ações que os governos podem incorporar nas suas políticas nacionais de nutrição, saúde, agricultura, educação.
O papa Francisco participou da conferência, pedindo que políticos de todo o mundo vejam os problemas de alimentação e nutrição como questões públicas globais. “Quando a solidariedade falta em um país, isso é sentido em todo o mundo”, disse Francisco.
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, chefiou a delegação brasileira que foi ao evento, com cerca de 40 pessoas, entre representantes do governo, parlamentares e da sociedade civil. O ministro ressaltou que os resultados positivos conquistados nas últimas décadas no Brasil são fruto do alinhamento de políticas sociais, de saúde e educação, combinadas com a política econômica e de proteção social.
Fonte - Agência Brasil  21/11/2014

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Líderes dos 33 países da Celac participam da cúpula em Cuba

Internacional

Da Agência Brasil
Com informações da Telesur
foto - ilustração
Todos os 33 chefes de Estado e de governo dos países da Comunidade de Estado Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) estão em Havana, Cuba, para participarem, a partir de hoje (28), da 2ª Reunião de Cúpula do organismo. Nos próximos dois dias, líderes, chanceleres e altos representantes desses países debaterão uma série de temas que são o centro de mais de 30 declarações especiais que estão sendo elaboradas entre as quais a Declaração Final de Havana e o Plano de Ação da Celac para 2014.
Em 2013, a comunidade priorizou temas como a luta contra a fome e a pobreza, a desigualdade, o respeito aos modelos políticos, econômicos, sociais e culturais que garantem o desenvolvimento dos povos e a união de esforços em prol da equidade e da igualdade de oportunidades, baseados na diversidade. Ontem (27), os chanceleres dos 33 países se reuniram para entrar em um consenso sobre o conteúdo de cada documento temático e sobre a Declaração Final.
De acordo com o ministro do Exterior cubano, Bruno Rodriguéz, o encontro foi conduzido com harmonia. Foram aprovados 28 documentos, entre os quais apoio à luta da Argentina pela independência das Ilhas Malvinas, rechaço ao bloqueio econômico e financeiro à Cuba e exclusão desse país da lista dos que apoiam o terrorismo.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, informou que o documento final da cúpula reafirmará o objetivo da Celac de promover a unidade com soberania, a flexibilidade e a participação ativa de todos os 33 Estados-Membros, com respeito ao direito internacional e à Carta da Organização das Nações Unidas (ONU). A cúpula, que começou ontem, irá até amanhã (29), quando a Costa Rica receberá de Cuba a presidência pro tempore da Celac.
A Celac, que agrupa todos os países das Américas, exceto os Estados Unidos e o Canadá, representa um bloco com mais de 600 milhões de habitantes e cuja economia forma um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 6 bilhões (cerca de R$ 14,4 bilhões).
Fonte - Agência Brasil  28/01/2014

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

ONU alerta sobre desperdícios no Dia Mundial da Alimentação

Internacional

Da Agência Brasil
Com informações da Agência Lusa

Roma - As Nações Unidas alertaram hoje (16), no Dia Mundial da Alimentação, para o desperdício alimentar, uma das principais razões para que 842 milhões de pessoas continuem privadas de quantidades suficientes de alimentos. No mesmo comunicado, a ONU destacou a importância de uma dieta equilibrada para combater o aumento da obesidade e garantir a saúde das populações.

Para marcar a data, na sede da FAO, em Roma, será oferecido hoje um almoço totalmente feito com produtos destinados ao lixo.
Cerca de um terço dos alimentos produzidos em todo o mundo - ou 1,3 bilhão de toneladas e mais de US$ 750 bilhões - por ano são atualmente desperdiçados, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
"Com um quarto desses números, é possível alimentar 842 milhões de pessoas famintas em todo o mundo", garantiu Robert van Otterdijk, especialista em indústrias agrícolas e responsável pela infraestrutura rural na FAO.
Segundo ele, ao "reduzir à metade esse desperdício, bastaria aumentar a produção alimentar mundial em 32% para conseguir dar comida a 9 bilhões de pessoas, a população mundial prevista em 2050", de acordo com projeções demográficas.
Atualmente, os peritos estimam ser necessário um aumento de 60% da produção para responder às necessidades futuras da humanidade, um patamar insustentável para o planeta, cujos recursos em terra e água não são infinitos.
Para Mathilde Iweins, coordenadora de um relatório sobre os custos ambientais do desperdício, "as superfícies agrícolas utilizadas para a produção de alimentos que não serão utilizados equivalem às do Canadá e da Índia, em conjunto".
Se avaliarmos o desperdício alimentar como um país, seria "o terceiro emissor de gás de efeito estufa, depois da China e dos Estados Unidos", com um consumo de água equivalente a três vezes o Lago Léman (entre a Suíça e França), disse Iweins.
Nos países em desenvolvimento, as reduzidas capacidades de armazenamento e de acesso ao mercado são as principais causas do desperdício. Nas sociedades industrializadas, a responsabilidade é do excesso de normas e regras, devido a preocupações sanitárias ou estéticas.
Em sua mensagem pelo Dia Mundial da Alimentação, a ONU insistiu também na importância de sistemas de produção duráveis. "Modelos não viáveis de desenvolvimento degradam o ambiente natural, ameaçam os ecossistemas e a biodiversidade, indispensáveis para o futuro abastecimento de alimentos", acrescentou.
Se os esforços combinados dos Estados e das agências da ONU permitiram reduzir, de forma espetacular, o número de pessoas com fome (mais de 1 bilhão em 2009), o número de subnutridos é ainda de 2 bilhões, que sofrem uma ou várias carências em micronutrientes, como vitaminas e minerais.
A FAO mostrou que a subnutrição abrange 26% das crianças que apresentam atraso no crescimento, e 1,4 bilhão de pessoas com excesso de peso, incluindo 500 milhões de obesos.
Em relatório publicado em junho, a organização avaliou que o custo econômico da subnutrição e das carências em micronutrientes representam de 2% a 3% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, ou seja, entre US$ 1,4 bilhão e US$ 2,1 bilhões.
De acordo com o Programa Alimentar Mundial (PAM), que fornece ajuda de emergência a 80 países, é urgente reforçar o número de mães e crianças que recebem produtos nutricionais especializados e focar essa atenção nos primeiros mil dias de vida.
"Se a comunidade internacional investisse US$ 1,2 bilhão por ano, durante cinco anos, na redução das carências em micronutrientes, a quebra da taxa de mortalidade infantil e o impacto positivo nos rendimentos futuros podiam atingir os US$ 15,3 bilhões", indicou o PAM, citando especialistas do Consenso de Copenhague, um projeto voltado ao bem-estar da humanidade.
"Conseguir o maior número possível de alimentos de cada gota de água, porção de terreno, partícula de fertilizantes e minuto de trabalho poupa recursos para o futuro e torna os sistemas mais sustentáveis", lembrou a organização.
Fonte - Agência Brasil  16/10/2013

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Inflação de alimentos na América Latina é a menor em dois anos

Da Agência Brasil*
Brasília - A inflação mensal dos alimentos na América Latina e no Caribe registrou o nível mais baixo em dois anos, ao ficar em 0,1% em junho, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
foto - ilustração
De acordo com o Informe Mensal de Preços da FAO, a queda significa que a taxa dos alimentos ficou abaixo da inflação mensal geral pela primeira vez em mais de um ano. A taxa de inflação geral teve em junho o mesmo nível de maio: 0,5%.
Costa Rica, o Equador, o México, a República Dominicana e o Uruguai registraram variações negativas em seus índices de preços dos alimentos durante dois meses consecutivos.
A queda nos preços das frutas contribuiu para conter os preços dos alimentos na região e, em alguns casos, foi responsável por variações negativas nos índices de preços de alimentos. Produtos como o limão e o tomate ficaram mais baratos, segundo a FAO.
Apesar da Argentina, Bolívia, do Paraguai e do Peru apresentarem taxas positivas tanto em nível geral como no de alimentos, as variações não superaram meio ponto percentual, sendo a única exceção a Argentina, onde ambos índices alcançaram quase 1%.
As alterações mais significativas nas inflações geral e de alimentos foram observadas na Venezuela, onde os preços médios de alimentos variaram quase 6%. Apesar disso, a taxa é menor do que a registrada em maio, 10%.
O Equador e o Uruguai tiveram variações negativas em seus índices de preços dos alimentos por dois meses consecutivos. De acordo com a FAO, o Brasil e a Colômbia não apresentaram mudanças substanciais em suas taxas de inflação de alimentos.
*Com informações da FAO para a América Latina e o Caribe
Fonte - Agência Brasil  01/08/2013

domingo, 16 de junho de 2013

FAO premia o Brasil e mais 37 países por reduzir a fome pela metade


A meta foi alcançada por esses países bem antes do prazo de 2015, estabelecido pela ONU nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. O diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano, disse que os países que já chegaram à meta, devem manter os esforços para alcançar objetivos mais ambiciosos de combate à fome, até a completa eliminação do problema


Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) premiou hoje (16) 38 países, entre eles o Brasil, por terem reduzido a fome pela metade bem antes do prazo de 2015, estabelecido pela ONU nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.
A meta número 1 dos Objetivos do Milênio estabelece a redução, pela metade, da proporção de pessoas com fome até 2015. O cumprimento da meta pelos países premiados considerou a diferença do número de famintos entre 1990 e 1992 e entre 2010 e 2012.
Além do Brasil, já cumpriram a meta, segundo a FAO: Armênia, Azerbaijão, Cuba, Djibuti, Geórgia, Gana, Guiana, Kuwait, Quirguistão, Nicarágua, Peru, São Vicente e Granadinas, Samoa, São Tomé e Príncipe, Tailândia, Turcomenistão, Venezuela, Vietnã, Argélia, Angola, Bangladesh, Benin, Camboja, Camarões, Chile, República Dominicana, Fiji, Honduras, Indonésia, Jordânia, Malawi, Maldivas, Níger, Nigéria, Panamá, Togo e Uruguai.
O diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano, elogiou as nações que já atingiram a meta de reduzir a fome pela metade e destacou as iniciativas regionais para garantir o acesso à alimentação.
“Para todos e a cada um de vocês, eu quero dizer que vocês são a prova viva de que quando as sociedades decidem pôr fim à fome, e quando há o compromisso político dos governos, podemos transformar essa vontade em ações concretas e resultados”, disse, segundo comunicado oficial da entidade.
Segundo Graziano, os países que já chegaram à meta, devem manter os esforços para alcançar objetivos mais ambiciosos de combate à fome, até a completa eliminação do problema. “Somos a primeira geração que pode acabar com a fome, que tem atormentado a humanidade desde o nascimento da civilização. Vamos aproveitar esta oportunidade”, acrescentou.
A premiação foi entregue em cerimônia na sede da FAO, em Roma, e teve a participação de vários chefes de Estado, entre eles os presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro, de Honduras, Porfirio Lobo, e do Panamá, Ricardo Martinelli.
Fonte - Agência Brasil  16/06/2013

segunda-feira, 6 de maio de 2013

FAO felicita Fidel Castro e Cuba por reduzir a desnutrição em Cuba antes de 2015


O diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, parabenizou o líder cubano Fidel Castro, porque Cuba ter cumprido antecipadamente objetivo da organização de reduzir para metade o número de pessoas subnutridas até 2015, segundo uma carta divulgada no domingo na televisão local. "Tenho a honra de dirigir-lhe na qualidade de diretor-geral da FAO e sinceramente parabenizá-lo e a todo o povo cubano por ter cumprido com antecedência" esse objetivo ", proposto pela Cúpula Mundial da Alimentação, realizada em Roma, em novembro de 1996 ", disse Da Silva a Fidel Castro, na carta lida no noticiário, informou a AFP.
Da Silva, que fez esta semana uma visita de trabalho à ilha e se reuniu com o presidente cubano, Raúl Castro, e também expressou a Fidel seus "melhores desejos de bem-estar e sucesso." O Director-Geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), lembrou que Fidel, com 86 anos e afastado do cargo desde 2006 por uma crise de saúde, pronunciou um discurso na Cúpula de Roma breve, mas impressionante,que ainda permanece na memória coletiva daquela organização. "Você (Fidel) concluiu sua intervenção dizendo: os sinos que dobram para aqueles que morrem de fome a cada dia, amanhã dobrarão para a humanidade, se não quis,não sabia ou não pode ser sábio o suficiente para salvar a si mesmo", lembrou Da Silva , sublinhando que estes conceitos "ainda conservam seu sentido e valor."também observou que na conferência a ser realizada em junho, em Roma, a FAO "adotara a erradicação total da fome como o objetivo número um" da organização, e prestara homenagens "a Cuba e os outros 15 países que tiveram sucesso na redução da fome."
Fonte - Isla-mia  06/05/2013

terça-feira, 30 de abril de 2013

Brasil conseguirá eliminar a pobreza extrema

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Jorge Chediek, disse que o Brasil conseguirá cumprir uma das principais promessas da presidenta Dilma Rousseff e tirar toda a população da pobreza extrema. Ele falou depois de conhecer o estudo Vozes da Nova Classe Média, divulgado hoje (29) pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República. Segundo ele, as políticas do governo brasileiro para a nova classe média influenciarão a Organização das Nações Unidas (ONU).
“Vemos que políticas públicas sociais e econômicas farão com que o Brasil atinja o resultado de 100% de redução da pobreza extrema. E a ONU tem um compromisso assumido de combate à pobreza. Pensamos muito nisso, mas [pensamos] pouco no ponto de chegada, que é a classe média. É muito útil o Brasil estar pensando neste ponto de chegada”, disse o representante do Pnud.
Ministro da SAE e presidente do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), Marcelo Neri disse que “o fim da miséria é apenas o começo”. Segundo ele, a desigualdade teve uma “queda espetacular”, após o índice de Gini ter caído de 0,64 para 0,54 nos últimos dez anos. Esse índice, pelo qual zero representa a igualdade total de renda, é um dos mais usados para comparações socioeconômicas entre países.
“Em 2012, mesmo com [baixo crescimento do PIB] o chamado Pibinho, 35% das pessoas subiram [de nível social], enquanto 14% caíram. Isso mostra que o país vive mais prosperidade e oportunidade, e menos desigualdade”, acrescentou o ministro Marcelo Neri, após apontar a Carteira de Trabalho como maior símbolo da classe média.
Para Jorge Chediek, os números apresentados pelo estudo “são impressionantes”. Ele avalia que a formalização do emprego foi fundamental para os bons resultados. “O que mais melhorou a situação do país foi a criação de empregos. [Também] por isso é muito importante conhecer a classe média”, acrescentou. “A presidenta Dilma Rousseff disse que quer fazer do Brasil um país de classe média. Queremos influenciar a política e ampliá-la para fazer, também do mundo, um mundo de classe média”
O estudo Vozes da Nova Classe Média mostra a contribuição do empreendedor para a expansão da nova classe média brasileira. Tem como um dos destaques o aumento na formalização dos empregos. Entre as conclusões que se pode tirar com base no estudo está a de que 40% dos postos de trabalho disponíveis foram gerados a partir de pequenos negócios.
Dos 15 milhões de novas vagas abertas entre 2001 e 2011, 6 milhões foram criadas pelos empreendimentos de pequeno porte. Além disso, 95% delas são empregos formais. Ainda de acordo com o estudo, 39% do total de remunerações do país estão relacionadas a pequenos empreendedores – volume que supera os R$ 500 bilhões por ano.
Fonte - Agência Brasil   29/04/2013