UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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sábado, 24 de setembro de 2016

Fim de programa de combate à fome e à pobreza sinaliza nova política externa brasileira

Direitos humanos

Uma das primeiras ações da nova equipe do presidente Michel Temer sinaliza uma guinada completa nos rumos que a política externa brasileira deve passar a adotar daqui para a frente. A extinção do Departamento de Combate à Fome no Itamaraty compromete todo um trabalho de segurança alimentar desenvolvido há mais de dez anos no Brasil e no exterior.

Sputnik
Marcello Casal/Agência Brasil/Sputnik
Relatório de Insegurança Alimentar no Mundo, publicado pela Organização das Nações Unidas (ONU) revela que o Brasil saiu do Mapa Mundial da Fome em 2014 graças a políticas públicas inovadoras e multisetoriais que tornaram o Brasil referência mundial no combate à fome e à erradicação da pobreza. A maior oferta de calorias para a população em cerca de 10% em dez anos; o crescimento real da renda dos mais pobres e, 71,5%; a cobertura de 14 milhões de famílias pelo Programa Bolsa Família e a participação da sociedade civil como um princípio, entre outras ações, despertaram o interesse crescente da comunidade internacional, tornando o Brasil referência para o compartilhamento de experiências bem sucedidas que estimularam a Cooperação Sul-Sul com diversos países das Américas, África e Ásia. A Sputnik Brasil conversou com a coordenadora da Iniciativa África do Instituto Lula, Gala Dahlet, sobre as consequências da extinção desse departamento e o que isso pode acarretar na condução de políticas internas de combate à pobreza e no compartilhamento dessas experiências com outros países. Nesta semana, Gala publicou um estudo na Carta Capital, assinado também por outras autoridades de renome nos programas de combate à fome e diminuição da pobreza. "Foi uma das primeiras ações apresentadas pelo novo governo, que teve cunho político e ideológico, e que representa um grave retrocesso em termos de políticas sociais no Brasil. Com a iniciativa, o Ministério das Relações Exteriores sinaliza quais passam a ser as prioridades daqui para frente, e entre elas não está o compartilhamento dessas experiências bem sucedidas feitas aqui", diz a coordenadora do Instituto Lula. Segundo Gala, a extinção da Coordenação Geral de Cooperação Humanitária e Combate à Fome (CGFOME) não significa apenas a extinção de mais um órgão do governo, põe em risco o trabalho de cooperação internacional e estruturação de sistemas de proteção social que vinha sendo desenvolvido há anos com sucesso. De 2006 a 2015, por exemplo, o Brasil realizou 682 ações internacionais de cooperação humanitária, das quais 392 tiveram como ênfase a elaboração de projetos estruturantes que beneficiaram mais de 96 países na América Latina, Caribe, África, Ásia e Oriente Médio. Além disso, foram mais 290 ações empreendidas em coordenação com outros órgãos de governo, como os ministérios da Saúde, de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, da Defesa, o de Agricultura, Pecuária e Abastecimento para doações de itens de primeira necessidade, como alimentos e remédios para 69 países.
Gala lembra que essa cooperação teve reflexos positivos também para o Brasil, na medida em que privilegiou a compra local de alimentos, principalmente os produzidos na agricultura familiar, permitiu a participação da sociedade civil no controle social dos projetos, entre outros, servindo de modelo e exemplo para que países como Senegal, Níger, Malauí, Etiópia, Moçambique e Haiti, entre outros, pudessem desenvolver seus próprios modelos estruturantes. Dos 54 países da África, 47 foram parceiros em alguma iniciativa de cooperação internacional apoiada pelo Brasil.
"É triste ver o fim desse projeto. O Brasil recebia delegações de alto nível que vinham aqui observar de perto como o país conseguiu reduzir de forma tão drástica e em tão pouco tempo os níveis de pobreza e desnutrição."
Fonte - Sputnik  24/09/2016

terça-feira, 10 de maio de 2016

Brasil se transforma em grande exportador de políticas sociais

Políticas Sociais

Latino-americanos, caribenhos e africanos são os que mais buscam conhecer as iniciativas que fizeram o país superar a extrema pobreza e o tirou do Mapa Mundial da Fome.O interesse no país que venceu a fome, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), vem aumentando a cada ano.


Revista Amazônia

O Brasil se transformou em um grande exportador de políticas sociais. Experiências como o Programa Bolsa Família e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) alcançaram reconhecimento internacional e servem de base para programas similares de vários países. O interesse no país que venceu a fome, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), vem aumentando a cada ano.
De 2011 a 2016, 455 delegações de 107 países visitaram o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) em busca de informações sobre as estratégias de diminuição da desigualdade e da pobreza. Os países da África e da América Latina e Caribe são os que mais enviam representantes ao Brasil.
O MDS realiza seminários e desenvolve projetos de cooperação com os países interessados em aplicar as políticas sociais brasileiras, com destaque ao como as soluções inovadoras do programa Bolsa Família e do Plano Brasil Sem Miséria foram colocadas em prática. A segurança alimentar e nutricional é o tema de maior interesse, sendo buscado por 238 delegações, seguido pelo Bolsa Família e o Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, que foram apresentados a 217 delegações.
Uma das prioridades da atuação internacional brasileira é a cooperação com outros países em desenvolvimento no campo da proteção social. Segundo o chefe da Assessoria Internacional do MDS, Celso França, a aceitação dos programas implantados pelo MDS foi tão forte, que países desenvolvidos e agências da Organização das Nações Unidas (ONU) passaram a recomendar políticas nos moldes brasileiros, por meio de projetos triangulares no continente africano.
Outra evidência do protagonismo brasileiro no combate à desigualdade é a criação, pelo Banco Mundial, da Iniciativa Brasileira de Aprendizagem por um Mundo sem Pobreza (WWP,World Without Poverty Learning Iniciative). Parceria entre MDS, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), a plataforma virtual é um núcleo de conhecimento para apoiar, aprender e compartilhar a experiência brasileira na redução da pobreza, tanto internamente no país como compartilhando essas lições com países de todo o mundo.

Seminário Internacional 
As políticas sociais que tornaram o Brasil uma referência na área social serão apresentadas, a partir desta terça-feira (10), du rante o XI Seminário Internacional de Políticas Sociais para o Desenvolvimento. Promovido pelo MDS, o evento recebe representantes de 66 países até sexta-feira (13), que vão conhecer as estratégias de combate à desigualdade e à fome do governo federal.
“Será uma ocasião para troca de experiências em matéria de aplicação de políticas sociais entre agentes de governos, num ambiente de mútua aprendizagem”, explica Celso França. Além de ouvir palestras sobre as políticas sociais, os participantes vão visitar, em campo, o Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA), os equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional e o Centro de Referência da Assistência Social (Cras).
Fonte - Revista Amazônia  10/05/2016

terça-feira, 13 de outubro de 2015

FAO defende eficácia de programas sociais no combate à pobreza e à fome

Combate a fome

A organização destacou que a proteção social (que inclui assistência social, bem-estar social e proteção do mercado laboral) não só contribui para aumentar o consumo, mas para elevar os rendimentos das famílias e a sua capacidade de produzir alimentos.Segundo o documento, a proteção social “não reduz o esforço de trabalho”, mas incentiva o investimento na agricultura e em outras atividades econômicas.

Da Agência Lusa
foto - ilustração/Web
A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) defendeu hoje (13) a eficácia dos programas de proteção social para reduzir a pobreza e a fome, que permitiram tirar 150 milhões de pessoas da extrema pobreza desde 2013.
O relatório anual sobre o estado mundial da agricultura e da alimentação da FAO, divulgado em Roma, mostrou que esses programas são realmente eficazes.
Segundo o documento, a proteção social “não reduz o esforço de trabalho”, mas incentiva o investimento na agricultura e em outras atividades econômicas.
Para que esses programas tenham êxito, é importante a seleção eficaz dos beneficiários e as transferências adequadas, de acordo com a FAO.
A organização destacou que a proteção social (que inclui assistência social, bem-estar social e proteção do mercado laboral) não só contribui para aumentar o consumo, mas para elevar os rendimentos das famílias e a sua capacidade de produzir alimentos.
Em todo o mundo estima-se que cerca de 2,1 bilhões de pessoas – um terço da população – recebem alguma forma de proteção social, ainda que as diferenças sejam notáveis entre as regiões.
“A maioria dos países, incluindo os mais pobres, podem pagar programas de proteção social potencialmente importantes na luta contra a pobreza”, diz o relatório. O texto lembra que em alguns países o apoio de doadores é essencial a curto e médio prazo para manutenção dos programas.
“Nos países em desenvolvimento, há experiências bem-sucedidas com programas de grande escala que ajudam os mais pobres e vulneráveis, como por exemplo no Brasil, na Etiópia, Índia e no México, dando impulso à reavaliação do valor e do papel desses programas de combate à pobreza e à fome, bem como à desigualdade social e política. Houve rápida expansão dos programas sociais e de proteção nas últimas duas décadas”, destaca o documento.
O relatório cita como exemplo o Bolsa Família (programa de transferência de renda), que abrangeu cerca de 14 milhões de famílias em 2015, correspondendo a 24,5% da população brasileira, e citou as políticas afirmativas para combater a desigualdade de gênero. nas áreas rurais.
Com o objetivo de romper o círculo vicioso da pobreza, a organização promove os programas dirigidos às mulheres para que elas disponham de mais tempo e reforcem o controle sobre os rendimentos, tendo em conta que “a má nutrição materna e infantil perpetua a pobreza de uma geração para outra”.
Além disso, a FAO apela ao aumento do poder de compra dos lares beneficiados com transferências de dinheiro, lembrando que pode haver ainda a necessidade de programas complementares para evitar outros obstáculos na produção local, como a inflação.
“A proteção social por si só não é suficiente para tirar as pessoas da pobreza”, afirma o relatório, que aponta a coordenação dessas medidas com o gasto público em programas agrícolas para melhorar o desenvolvimento rural e obter um crescimento econômico inclusivo.
A mobilização permanente dos recursos e o compromisso dos países são necessários para apoiar uma ação coordenada em nível nacional e subnacional, segundo a FAO, que admite que esse tipo de intervenção depende do contexto e das dificuldades.
Um bilhão de pessoas continuam a ser muito pobres e há outro bilhão de pobres no mundo, sobretudo em zonas rurais. Apesar de a pobreza extrema ter diminuído em muitas regiões como na Ásia oriental e no Pacífico, na África Subsaariana avançou-se muito pouco nessa questão.
Um total de 72, dos 129 países estudados pela FAO, alcançou a meta dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio da ONU que correspondia a reduzir à metade a subalimentação até 2015.
Agora que a nova agenda de desenvolvimento busca a erradicação total da pobreza e da fome, a ONU recomenda aumento à proteção social e aos investimentos nos mais pobres, o que custaria US$ 267 bilhões anuais até 2030.
Fonte - Agência Brasil  13/10/2015

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Bolsa Família - atendimento de saúde é prioridade às famílias mais pobres

Saúde

No Dia Mundial da Saúde, governo federal comemora avanços alcançados na saúde das famílias de baixa renda com o cumprimento da condicionalidade do programa de transferência de renda.O impacto na saúde das crianças que fazem parte do Bolsa Família já pode ser percebido. A partir da medição da altura e do peso, foi constatado que, entre 0 e 5 anos, o percentual dos beneficiários com deficiência nutricional crônica caiu pela metade – de 17,5%, em 2008, para 8,5 %, em 2012.

Revista Amazônia

A beneficiária do Programa Bolsa Família, Maria da Cruz, 50 anos, cuida dos cinco netos sozinha em Sobradinho, região de Brasília. A cada seis meses, ela e os netos vão ao posto de saúde para fazer o acompanhamento. Maria, que nunca gostou de ir ao médico, reconhece a importância da ação, principalmente para os netos. “Eles estão com o cartão de vacina em dia. E se um deles está doente, a enfermeira já avisa que precisa levar ao médico”, conta.
No Dia Mundial da Saúde, celebrado nesta terça-feira (7), Maria da Cruz e as crianças integram um total de 9,1 milhões de famílias do programa de transferência de renda que tiveram a saúde acompanhada no fim de 2014 e que passaram a ser enxergadas pelo poder público. Desse total, 230 mil são gestantes e 5,5 milhões são crianças.
“A partir da condicionalidade do Bolsa Família reorientamos o olhar do poder público para as famílias em situação de pobreza e fomos atrás dela s para ofertar o serviço de saúde”, afirma a diretora substituta de Condicionalidades do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Juliana Agatte. “Criamos também uma cultura de prevenção e promoção da saúde pelas famílias a partir da rotina de acompanhamento que a condicionalidade traz.”
O impacto na saúde das crianças que fazem parte do Bolsa Família já pode ser percebido. A partir da medição da altura e do peso, foi constatado que, entre 0 e 5 anos, o percentual dos beneficiários com deficiência nutricional crônica caiu pela metade – de 17,5%, em 2008, para 8,5 %, em 2012. Outro impacto importante é que a altura média das crianças do Bolsa Família aumentou devido à melhoria nutricional. Em 2008, os meninos tinham 107,8 cm, e, em 2012, mediam 108,6 cm. Já as meninas passaram de 107,2 cm para 107,9 cm.
ReconhecimentoDe acordo com Relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o Bolsa Família também é um dos responsáveis p ela diminuição da mortalidade infantil no Brasil. A análise também reforça outro estudo publicado pela revista científica britânica The Lancet, que constatou que a parceria entre o Bolsa Família e a estratégia Saúde da Família contribuiu para a redução em 19% da mortalidade de crianças até 5 anos de idade. Os números mostram que a redução foi ainda maior quando se considerou a mortalidade por causas específicas, como desnutrição (65%) e diarreia (53%).
A pequena Gabrielle Ferreira, 3 anos, representa esta situação. Ela, a mãe Josicleide Ferreira Macedo, 33 anos, e mais dois irmãos moram em Piancó, no sertão da Paraíba. A menina chegou à Creche Cenícia Maria abaixo do peso. As nutricionistas indicaram dieta balanceada, com alimentos saudáveis e disponíveis na região, além da ingestão de sulfato ferroso.
Na creche, a filha saiu de seis para nove quilos, peso considerado ideal. A mãe está mais tranquila e segue trabalhando, já que os R$ 230 reais que recebe do Bolsa Família não lhe garante todo sustento. "Deixo tranquila porque sei que ela é bem cuidada", conta Josicleide.
A partir deste ano, por meio da ação NutriSUS, a alimentação de mais de 330 mil crianças está sendo suplementada em 6.864 creches que fazem parte da Ação Brasil Carinhoso. De acordo com dados do Ministério da Saúde, esta suplementação com sachês multivitamínicos reduz em até 38% os casos de anemia e em 20% a deficiência de ferro após o uso.

Produtos saudáveis
Com programas de compras institucionais de alimentos da agricultura familiar como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), produtos mais saudáveis estão compondo a merenda de cerca de 43 milhões de crianças e jovens nas escolas de todo o país. Por isso, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) apontou a ação como uma das estratégias que possibilitaram ao Brasil sair do Mapa Mundial da Fome.
A organização tam bém apontou o Bolsa Família, a maior disponibilidade alimentos, o aumento da renda dos mais pobres com a geração de empregos e a recriação do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) como fatores que contribuíram para a redução de subalimentados em 82% entre 2002 e 2013.

Gestantes
De acordo com estudo do MDS, entre 2010 e 2013, depois da inclusão do benefício para as grávidas no Bolsa Família, foi percebido um aumento de 60% de gestantes identificadas até a 12ª semana de gestação – período importante para começar o acompanhamento da gestação.
Fonte - Revista Amazônia  07/04/2015

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Governos se comprometem com ações para erradicar fome e subnutrição

Direitos humanos

Firmada por chefes de Estado, a Declaração de Roma destaca importância de se prevenir desnutrição, baixo peso, sobrepeso e baixa estatura em menores de 5 anos e da anemia em mulheres e crianças

Sabrina Craide 
Repórter da Agência Brasil 
Arquivo/Agência Brasil
Promover ações para erradicar a fome e prevenir todas as formas de subnutrição no mundo e aumentar os investimentos para ações efetivas na melhoria da alimentação foram alguns dos compromissos firmados por chefes de Estado reunidos na 2ª Conferência Internacional sobre Nutrição, realizada pela FAO, órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Agricultura e a Alimentação. O evento, que terminou hoje (21) em Roma, reuniu representantes de 170 países.
A Declaração de Roma sobre Nutrição, firmada pelos chefes de Estado durante o evento, destaca a importância de ações para prevenir particularmente a desnutrição, a baixa estatura, o baixo peso e o sobrepeso em crianças abaixo de 5 anos, bem como a anemia em mulheres e crianças. O documento também aborda a crescente tendência de sobrepeso e obesidade e de doenças relacionadas à alimentação.
No encerramento do encontro, o diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano, disse que é hora de assumir o desafio de garantir nutrição adequada a todos e acabar com a fome. "A desnutrição é a causa número 1 de doenças no mundo. Se a fome fosse uma doença contagiosa, nós já teríamos a cura", ressaltou. Os governantes também firmaram um quadro, listando 60 ações que os governos podem incorporar nas suas políticas nacionais de nutrição, saúde, agricultura, educação.
O papa Francisco participou da conferência, pedindo que políticos de todo o mundo vejam os problemas de alimentação e nutrição como questões públicas globais. “Quando a solidariedade falta em um país, isso é sentido em todo o mundo”, disse Francisco.
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, chefiou a delegação brasileira que foi ao evento, com cerca de 40 pessoas, entre representantes do governo, parlamentares e da sociedade civil. O ministro ressaltou que os resultados positivos conquistados nas últimas décadas no Brasil são fruto do alinhamento de políticas sociais, de saúde e educação, combinadas com a política econômica e de proteção social.
Fonte - Agência Brasil  21/11/2014

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Especialistas compartilham experiências de combate à fome e à pobreza

Política

O Brasil é exemplo de combate à pobreza, afirma a ministra Tereza Campello. O 1º Seminário Internacional WWP – Um Mundo sem Pobreza é promovido pela Iniciativa Brasileira de Aprendizagem por um Mundo sem Pobreza – World Without Poverty (WWP), parceria do governo brasileiro com o Banco Mundial e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Humano (Pnud).

Ana Cristina Campos 
Repórter da Agência Brasil 
Elza Fiuza/Agência Brasil
Especialistas brasileiros e estrangeiros estão reunidos em Brasília para discutir formas de medir a pobreza e políticas sociais para superá-la, por meio do compartilhamento das experiências brasileiras e de outros países. O 1º Seminário Internacional WWP – Um Mundo sem Pobreza é promovido pela Iniciativa Brasileira de Aprendizagem por um Mundo sem Pobreza – World Without Poverty (WWP), parceria do governo brasileiro com o Banco Mundial e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Humano (Pnud).
Segundo a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, o Brasil é um dos principais exemplos de combate à pobreza. “Essa plataforma, que é o WWP [World Without Poverty, Um Mundo sem Pobreza], foi construída aqui porque o Brasil é hoje o maior exemplo de um país que consegue crescer, e, ao mesmo tempo, reduzir pobreza e desigualdades. Estamos fazendo o primeiro seminário internacional aqui porque nossa experiência serve de estímulo para que outros países sigam esse caminho e para mostrar que é possível”.
O representante do Pnud no Brasil, Jorge Chediek, destacou que o seminário ocorre em um momento importante do debate sobre a pobreza no mundo, já que a nova agenda do desenvolvimento está sendo preparada. A Organização das Nações Unidas está definindo os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável que vão substituir, em 2015, os Objetivos do Desenvolvimento do Milênio.
Chediek, do Pnud, destaca compromisso do país
de eliminar pobreza e fome Elza Fiuza/Agência Brasil
“O Brasil assumiu o compromisso de eliminar as mazelas históricas de pobreza e fome e tem mostrado ao mundo que, com forte comprometimento político e boas políticas públicas, é possível mudar em uma geração”, afirmou Chediek.
O professor James Foster, da Universidade George Washington, ressaltou a importância da construção de um Índice de Pobreza Multidimensional (IPM) pelos países.Para ele, a pobreza deve ser vista de forma mais abrangente, e não apenas econômica. O IPM deve levar em conta, entre outros temas, saúde, educação, mortalidade infantil, subnutrição e serviços públicos.
Em julho, o Pnud apresentou o Relatório de Desenvolvimento Humano de 2014. Além de publicar o ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 187 países, o documento trouxe o IPM para 91 países. Segundo o Pnud, o índice de brasileiros em situação de pobreza multidimensional caiu 22,5% em seis anos.
“As pessoas não melhoraram só a renda. Melhoraram do ponto de vista multidimensional, ou seja, um conjunto de ações garantiu que as pessoas conseguissem ter acesso a bens e direitos”, acrescentou a ministra.
Fonte - Agência Brasil  18/11/2014

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Brasil cumpre meta e diminui pela metade a proporção de pessoas que sofrem com a fome

Direitos Humanos

O relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Brasil: Um retrato multidimensional, divulgado hoje (16), mostra que o Brasil cumpriu tanto a meta de diminuir pela metade a proporção de pessoas que sofrem com a fome – um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio de 2000....

Ana Cristina Campos
Repórter da Agência Brasil 
Agricultura familiar
Antonio Cruz/Agência Brasil
O Brasil tem 3,4 milhões de pessoas que não comem o suficiente diariamente, o que corresponde a 1,7% da população brasileira, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Para ter uma vida ativa e saudável, a recomendação das Nações Unidas é que a pessoa, acima de 12 anos, coma pelo menos 2.200 calorias por dia.
O relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Brasil: Um retrato multidimensional, divulgado hoje (16), mostra que o Brasil cumpriu tanto a meta de diminuir pela metade a proporção de pessoas que sofrem com a fome – um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio de 2000 - quanto a meta de diminuir pela metade o número absoluto de pessoas com fome, estipulada na Cúpula Mundial sobre Alimentação, em 1996.
Segundo a organização, no período 1990-1992, 14,8% dos brasileiros passavam fome. Para o período de 2012-2014, o índice brasileiro caiu para 1,7%. De acordo com o relatório, essa estatística coloca o país como um dos que superaram o problema da fome.
Eve Crowley lança estudo
O Estado da Insegurança Alimentar no Mundo
 Elza Fiuza/Agência Brasil
Para a representante regional adjunta da FAO para a América Latina e Caribe, Eve Crowley, a implementação de um conjunto de políticas públicas de forma articulada e integrada e de marcos legais e institucionais permitiu os avanços do país na superação da fome. “Nos últimos anos, o tema da segurança alimentar foi posto no centro da agenda política do Brasil”.
Na avaliação da consultora da FAO, Anne Kepple, o Brasil se destaca como exemplo devido a uma série de políticas públicas articuladas, como o Programa Bolsa Família, a geração de empregos formais, o fortalecimento da agricultura familiar, o Programa de Aquisição de Alimentos e o Programa Nacional de Alimentação Escolar.
Segundo a representante da FAO, ainda há bolsões de pobreza nas regiões Norte e Nordeste. Incluir comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas nas políticas sociais também é desafio para o Brasil, acrescentou. “Garantir a proteção das populações mais vulneráveis e continuar as políticas que já existem de crescimento econômico e inclusão social devem ser a prioridade na próxima década. Podemos estar na última geração que conhece a fome no Brasil. Com a continuidade das políticas, é possível que, nos próximos anos, haja a erradicação completa”.
O estudo de caso sobre o Brasil faz parte do relatório O Estado da Insegurança Alimentar no Mundo (Sofi 2014 na sigla em inglês), divulgado hoje, em Roma, na Itália. Cerca de 805 milhões de pessoas no mundo, o que representa uma em cada nove, ainda sofrem de fome crônica no mundo, segundo o estudo.
Fonte - Agência Brasil  16/09/2014

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Portaria interministerial cria a Campanha Brasil Orgânico e Sustentável

Meio Ambiente

Ana Cristina Campos
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Os ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e do Desenvolvimento Agrário lançaram a Campanha Brasil Orgânico e Sustentável, que está inserida na agenda de meio ambiente e sustentabilidade do governo federal para a Copa do Mundo de 2014. A portaria que prevê a medida foi publicada hoje (16) no Diário Oficial da União.
Os objetivos da campanha são incentivar o consumo de produtos orgânicos, aumentar o nível de conhecimento da população para a alimentação saudável, além de ampliar e diversificar os canais de comercialização de produtos sustentáveis. A ideia é desenvolver uma cadeia produtiva mais estruturada e estimular uma demanda diferenciada, promovendo geração de emprego e renda e proteção do meio ambiente.
A campanha busca incentivar a comercialização e o consumo de produtos orgânicos e da agricultura familiar nas 12 cidades-sede da Copa por meio do aumento de oportunidades para que cooperativas divulguem e vendam seus produtos no megaevento.
“Depois de fazermos um grande trabalho na Rio+20 juntando os aspectos econômico, social e ambiental, queremos repetir isso na Copa, que é a ocasião para discutir o consumo sustentável. Queremos incentivar o consumo dos produtos orgânicos e fortalecer nossas cadeias agroecológicas. A Copa é a oportunidade para avançar a agenda da sustentabilidade”, disse a ministra Tereza Campello.
Fonte - Agência Brasil  16/01/2014

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Brasil sem Miséria deve incluir mais 600 mil famílias no ano que vem, diz ministra

CIDADANIA


Ana Cristina Campos
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Desde o início do Brasil sem Miséria, há dois anos, 22 milhões de pessoas saíram da extrema pobreza no país, disse a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, ao abrir hoje (16) seminário sobre o programa. A ministra lembrou que 910 mil famílias foram incluídas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e no Bolsa Família nos últimos dois anos e meio.
A meta para o ano que vem é incluir mais 600 mil famílias, informou Tereza, em balanço sobre o programa, durante o 2º Seminário Nacional sobre Pactuação Federativa no Brasil sem Miséria.
Entre os dados apresentados no encontro, a ministra destacou que 13,8 milhões de famílias recebem o Bolsa Família, cujo orçamento alcança quase R$ 24 bilhões – o equivalente a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. “Os dados mostram que o Bolsa Família não só beneficia a população pobre, mas também a beneficia a economia do Brasil. ” Segundo ela, o programa tem sido a forma de a população pobre ter acesso à renda e a outros benefícios.
Tereza Campello também ressaltou que, pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec-Brasil sem Miséria), foram feitas 700 mil matrículas em 503 tipos de cursos. No programa Microempreendedor Individual, dos quase 3 milhões de beneficiários, 642 mil estão inscritos no CadÚnico. No programa Água Para Todos, criado em 2011 para universalizar o acesso à água no Semiárido, foram construídas 370,7 mil cisternas, e meta é contemplar 750 mil famílias até o ano que vem. “A população pobre trabalha e quer se engajar no Brasil que trabalha e que cresce”, afirmou.

O ministro de Assuntos Estratégicos, Marcelo Neri, mostrou que, para cada real investido no Bolsa Família, há retorno de R$ 1,78 para a economia. “A cada real gasto no Bolsa Família, o PIB cresce R$ 1,78 e o consumo, R$ 2,4. O Bolsa Família tem efeitos multiplicadores maiores que outros programas sociais. O programa ajudou na crise, porque faz girar a economia”, disse Neri.
Segundo ele, o programa teve impacto de 13% na redução da desigualdade social. “O Brasil reduziu a pobreza em 57,8% em oito anos, sendo que 52% desse total devem-se à redução da desigualdade e 48% ao crescimento da economia.”
No Distrito Federal (DF), há mais de 241 mil famílias inscritas no CadÚnico e 91 mil recebem o Bolsa Família. Dessas, 34 mil têm um complemento na renda de R$ 70 e recebem, no total, R$ 140. A expectativa, segundo o governador do DF, Agnelo Queiroz, é reduzir a “maior desigualdade do país”.
Fonte - Agência Brasil 16/09/2013

domingo, 16 de junho de 2013

FAO premia o Brasil e mais 37 países por reduzir a fome pela metade


A meta foi alcançada por esses países bem antes do prazo de 2015, estabelecido pela ONU nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. O diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano, disse que os países que já chegaram à meta, devem manter os esforços para alcançar objetivos mais ambiciosos de combate à fome, até a completa eliminação do problema


Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) premiou hoje (16) 38 países, entre eles o Brasil, por terem reduzido a fome pela metade bem antes do prazo de 2015, estabelecido pela ONU nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.
A meta número 1 dos Objetivos do Milênio estabelece a redução, pela metade, da proporção de pessoas com fome até 2015. O cumprimento da meta pelos países premiados considerou a diferença do número de famintos entre 1990 e 1992 e entre 2010 e 2012.
Além do Brasil, já cumpriram a meta, segundo a FAO: Armênia, Azerbaijão, Cuba, Djibuti, Geórgia, Gana, Guiana, Kuwait, Quirguistão, Nicarágua, Peru, São Vicente e Granadinas, Samoa, São Tomé e Príncipe, Tailândia, Turcomenistão, Venezuela, Vietnã, Argélia, Angola, Bangladesh, Benin, Camboja, Camarões, Chile, República Dominicana, Fiji, Honduras, Indonésia, Jordânia, Malawi, Maldivas, Níger, Nigéria, Panamá, Togo e Uruguai.
O diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano, elogiou as nações que já atingiram a meta de reduzir a fome pela metade e destacou as iniciativas regionais para garantir o acesso à alimentação.
“Para todos e a cada um de vocês, eu quero dizer que vocês são a prova viva de que quando as sociedades decidem pôr fim à fome, e quando há o compromisso político dos governos, podemos transformar essa vontade em ações concretas e resultados”, disse, segundo comunicado oficial da entidade.
Segundo Graziano, os países que já chegaram à meta, devem manter os esforços para alcançar objetivos mais ambiciosos de combate à fome, até a completa eliminação do problema. “Somos a primeira geração que pode acabar com a fome, que tem atormentado a humanidade desde o nascimento da civilização. Vamos aproveitar esta oportunidade”, acrescentou.
A premiação foi entregue em cerimônia na sede da FAO, em Roma, e teve a participação de vários chefes de Estado, entre eles os presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro, de Honduras, Porfirio Lobo, e do Panamá, Ricardo Martinelli.
Fonte - Agência Brasil  16/06/2013

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Bolsa Família teve impacto na queda da mortalidade infantil

Pesquisa revela: Bolsa Família teve impacto na queda da mortalidade infantil

Repórter da Agência Brasil

Brasília – Uma pesquisa feita para avaliar os impactos do Programa Bolsa Família nas taxas de mortalidade infantil mostra redução de 17% na mortalidade de crianças menores de 5 anos, entre 2004 e 2009. A pesquisa foi feita com dados de cerca de 50% dos municípios brasileiros e revela que o programa contribuiu, principalmente, para a redução dos óbitos em decorrência da desnutrição. A pesquisa registra que o Programa Saúde da Família também contribuiu para a queda dos números.
Os dados apontam que a condicionalidade do Bolsa Família de determinar que as crianças estejam com o cartão de vacinação em dia foi um ponto importante, já que aumentou a cobertura de imunização contra doenças como sarampo e pólio. O aumento da renda das famílias beneficiadas, que ampliaram o acesso a alimentos e bens relacionados à saúde, também é citado. Esses fatores foram destacados pela ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.
“O Bolsa Família melhorou a alimentação das mães. Os estudos mostram que as família se dedicam a comprar comida com esses recursos e isso já é um elemento de alteração do padrão de vida da criança. Ter acompanhamento pré-natal também contribui muito porque a criança já é cuidada antes mesmo de nascer”, disse.
A pesquisa aponta que o Programa Saúde da Família, que oferece atenção básica à saúde, teve papel na redução da mortalidade causada por doenças como diarreia e infecções respiratórias. A redução no número de grávidas que davam à luz sem receber atendimento pré-natal também foi registrada pela pesquisa.
“Os dois programas se complementam para evitar o adoecimento das crianças na primeira infância. É importante observar como uma pequena quantia de dinheiro pode ter tamanho benefício em relação à mortalidade infantil”, avaliou Maurício Barreto, mestre em saúde comunitária e titular em epidemiologia do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
A pesquisa foi conduzida pelo mestre em saúde comunitária da UFBA, Davide Rasella, com a participação de pesquisadores da instituição. Os resultados foram publicados pela revista The Lancet, periódico científico da área de saúde, com sede no Reino Unido.
Fonte - Agência Brasil  23/05/2013