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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Bolsa Família - atendimento de saúde é prioridade às famílias mais pobres

Saúde

No Dia Mundial da Saúde, governo federal comemora avanços alcançados na saúde das famílias de baixa renda com o cumprimento da condicionalidade do programa de transferência de renda.O impacto na saúde das crianças que fazem parte do Bolsa Família já pode ser percebido. A partir da medição da altura e do peso, foi constatado que, entre 0 e 5 anos, o percentual dos beneficiários com deficiência nutricional crônica caiu pela metade – de 17,5%, em 2008, para 8,5 %, em 2012.

Revista Amazônia

A beneficiária do Programa Bolsa Família, Maria da Cruz, 50 anos, cuida dos cinco netos sozinha em Sobradinho, região de Brasília. A cada seis meses, ela e os netos vão ao posto de saúde para fazer o acompanhamento. Maria, que nunca gostou de ir ao médico, reconhece a importância da ação, principalmente para os netos. “Eles estão com o cartão de vacina em dia. E se um deles está doente, a enfermeira já avisa que precisa levar ao médico”, conta.
No Dia Mundial da Saúde, celebrado nesta terça-feira (7), Maria da Cruz e as crianças integram um total de 9,1 milhões de famílias do programa de transferência de renda que tiveram a saúde acompanhada no fim de 2014 e que passaram a ser enxergadas pelo poder público. Desse total, 230 mil são gestantes e 5,5 milhões são crianças.
“A partir da condicionalidade do Bolsa Família reorientamos o olhar do poder público para as famílias em situação de pobreza e fomos atrás dela s para ofertar o serviço de saúde”, afirma a diretora substituta de Condicionalidades do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Juliana Agatte. “Criamos também uma cultura de prevenção e promoção da saúde pelas famílias a partir da rotina de acompanhamento que a condicionalidade traz.”
O impacto na saúde das crianças que fazem parte do Bolsa Família já pode ser percebido. A partir da medição da altura e do peso, foi constatado que, entre 0 e 5 anos, o percentual dos beneficiários com deficiência nutricional crônica caiu pela metade – de 17,5%, em 2008, para 8,5 %, em 2012. Outro impacto importante é que a altura média das crianças do Bolsa Família aumentou devido à melhoria nutricional. Em 2008, os meninos tinham 107,8 cm, e, em 2012, mediam 108,6 cm. Já as meninas passaram de 107,2 cm para 107,9 cm.
ReconhecimentoDe acordo com Relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o Bolsa Família também é um dos responsáveis p ela diminuição da mortalidade infantil no Brasil. A análise também reforça outro estudo publicado pela revista científica britânica The Lancet, que constatou que a parceria entre o Bolsa Família e a estratégia Saúde da Família contribuiu para a redução em 19% da mortalidade de crianças até 5 anos de idade. Os números mostram que a redução foi ainda maior quando se considerou a mortalidade por causas específicas, como desnutrição (65%) e diarreia (53%).
A pequena Gabrielle Ferreira, 3 anos, representa esta situação. Ela, a mãe Josicleide Ferreira Macedo, 33 anos, e mais dois irmãos moram em Piancó, no sertão da Paraíba. A menina chegou à Creche Cenícia Maria abaixo do peso. As nutricionistas indicaram dieta balanceada, com alimentos saudáveis e disponíveis na região, além da ingestão de sulfato ferroso.
Na creche, a filha saiu de seis para nove quilos, peso considerado ideal. A mãe está mais tranquila e segue trabalhando, já que os R$ 230 reais que recebe do Bolsa Família não lhe garante todo sustento. "Deixo tranquila porque sei que ela é bem cuidada", conta Josicleide.
A partir deste ano, por meio da ação NutriSUS, a alimentação de mais de 330 mil crianças está sendo suplementada em 6.864 creches que fazem parte da Ação Brasil Carinhoso. De acordo com dados do Ministério da Saúde, esta suplementação com sachês multivitamínicos reduz em até 38% os casos de anemia e em 20% a deficiência de ferro após o uso.

Produtos saudáveis
Com programas de compras institucionais de alimentos da agricultura familiar como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), produtos mais saudáveis estão compondo a merenda de cerca de 43 milhões de crianças e jovens nas escolas de todo o país. Por isso, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) apontou a ação como uma das estratégias que possibilitaram ao Brasil sair do Mapa Mundial da Fome.
A organização tam bém apontou o Bolsa Família, a maior disponibilidade alimentos, o aumento da renda dos mais pobres com a geração de empregos e a recriação do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) como fatores que contribuíram para a redução de subalimentados em 82% entre 2002 e 2013.

Gestantes
De acordo com estudo do MDS, entre 2010 e 2013, depois da inclusão do benefício para as grávidas no Bolsa Família, foi percebido um aumento de 60% de gestantes identificadas até a 12ª semana de gestação – período importante para começar o acompanhamento da gestação.
Fonte - Revista Amazônia  07/04/2015

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Governos se comprometem com ações para erradicar fome e subnutrição

Direitos humanos

Firmada por chefes de Estado, a Declaração de Roma destaca importância de se prevenir desnutrição, baixo peso, sobrepeso e baixa estatura em menores de 5 anos e da anemia em mulheres e crianças

Sabrina Craide 
Repórter da Agência Brasil 
Arquivo/Agência Brasil
Promover ações para erradicar a fome e prevenir todas as formas de subnutrição no mundo e aumentar os investimentos para ações efetivas na melhoria da alimentação foram alguns dos compromissos firmados por chefes de Estado reunidos na 2ª Conferência Internacional sobre Nutrição, realizada pela FAO, órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Agricultura e a Alimentação. O evento, que terminou hoje (21) em Roma, reuniu representantes de 170 países.
A Declaração de Roma sobre Nutrição, firmada pelos chefes de Estado durante o evento, destaca a importância de ações para prevenir particularmente a desnutrição, a baixa estatura, o baixo peso e o sobrepeso em crianças abaixo de 5 anos, bem como a anemia em mulheres e crianças. O documento também aborda a crescente tendência de sobrepeso e obesidade e de doenças relacionadas à alimentação.
No encerramento do encontro, o diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano, disse que é hora de assumir o desafio de garantir nutrição adequada a todos e acabar com a fome. "A desnutrição é a causa número 1 de doenças no mundo. Se a fome fosse uma doença contagiosa, nós já teríamos a cura", ressaltou. Os governantes também firmaram um quadro, listando 60 ações que os governos podem incorporar nas suas políticas nacionais de nutrição, saúde, agricultura, educação.
O papa Francisco participou da conferência, pedindo que políticos de todo o mundo vejam os problemas de alimentação e nutrição como questões públicas globais. “Quando a solidariedade falta em um país, isso é sentido em todo o mundo”, disse Francisco.
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, chefiou a delegação brasileira que foi ao evento, com cerca de 40 pessoas, entre representantes do governo, parlamentares e da sociedade civil. O ministro ressaltou que os resultados positivos conquistados nas últimas décadas no Brasil são fruto do alinhamento de políticas sociais, de saúde e educação, combinadas com a política econômica e de proteção social.
Fonte - Agência Brasil  21/11/2014

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Bolsa Família teve impacto na queda da mortalidade infantil

Pesquisa revela: Bolsa Família teve impacto na queda da mortalidade infantil

Repórter da Agência Brasil

Brasília – Uma pesquisa feita para avaliar os impactos do Programa Bolsa Família nas taxas de mortalidade infantil mostra redução de 17% na mortalidade de crianças menores de 5 anos, entre 2004 e 2009. A pesquisa foi feita com dados de cerca de 50% dos municípios brasileiros e revela que o programa contribuiu, principalmente, para a redução dos óbitos em decorrência da desnutrição. A pesquisa registra que o Programa Saúde da Família também contribuiu para a queda dos números.
Os dados apontam que a condicionalidade do Bolsa Família de determinar que as crianças estejam com o cartão de vacinação em dia foi um ponto importante, já que aumentou a cobertura de imunização contra doenças como sarampo e pólio. O aumento da renda das famílias beneficiadas, que ampliaram o acesso a alimentos e bens relacionados à saúde, também é citado. Esses fatores foram destacados pela ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.
“O Bolsa Família melhorou a alimentação das mães. Os estudos mostram que as família se dedicam a comprar comida com esses recursos e isso já é um elemento de alteração do padrão de vida da criança. Ter acompanhamento pré-natal também contribui muito porque a criança já é cuidada antes mesmo de nascer”, disse.
A pesquisa aponta que o Programa Saúde da Família, que oferece atenção básica à saúde, teve papel na redução da mortalidade causada por doenças como diarreia e infecções respiratórias. A redução no número de grávidas que davam à luz sem receber atendimento pré-natal também foi registrada pela pesquisa.
“Os dois programas se complementam para evitar o adoecimento das crianças na primeira infância. É importante observar como uma pequena quantia de dinheiro pode ter tamanho benefício em relação à mortalidade infantil”, avaliou Maurício Barreto, mestre em saúde comunitária e titular em epidemiologia do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
A pesquisa foi conduzida pelo mestre em saúde comunitária da UFBA, Davide Rasella, com a participação de pesquisadores da instituição. Os resultados foram publicados pela revista The Lancet, periódico científico da área de saúde, com sede no Reino Unido.
Fonte - Agência Brasil  23/05/2013

segunda-feira, 6 de maio de 2013

FAO felicita Fidel Castro e Cuba por reduzir a desnutrição em Cuba antes de 2015


O diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, parabenizou o líder cubano Fidel Castro, porque Cuba ter cumprido antecipadamente objetivo da organização de reduzir para metade o número de pessoas subnutridas até 2015, segundo uma carta divulgada no domingo na televisão local. "Tenho a honra de dirigir-lhe na qualidade de diretor-geral da FAO e sinceramente parabenizá-lo e a todo o povo cubano por ter cumprido com antecedência" esse objetivo ", proposto pela Cúpula Mundial da Alimentação, realizada em Roma, em novembro de 1996 ", disse Da Silva a Fidel Castro, na carta lida no noticiário, informou a AFP.
Da Silva, que fez esta semana uma visita de trabalho à ilha e se reuniu com o presidente cubano, Raúl Castro, e também expressou a Fidel seus "melhores desejos de bem-estar e sucesso." O Director-Geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), lembrou que Fidel, com 86 anos e afastado do cargo desde 2006 por uma crise de saúde, pronunciou um discurso na Cúpula de Roma breve, mas impressionante,que ainda permanece na memória coletiva daquela organização. "Você (Fidel) concluiu sua intervenção dizendo: os sinos que dobram para aqueles que morrem de fome a cada dia, amanhã dobrarão para a humanidade, se não quis,não sabia ou não pode ser sábio o suficiente para salvar a si mesmo", lembrou Da Silva , sublinhando que estes conceitos "ainda conservam seu sentido e valor."também observou que na conferência a ser realizada em junho, em Roma, a FAO "adotara a erradicação total da fome como o objetivo número um" da organização, e prestara homenagens "a Cuba e os outros 15 países que tiveram sucesso na redução da fome."
Fonte - Isla-mia  06/05/2013