UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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sexta-feira, 8 de abril de 2016

Inflação volta a fechar abaixo de dois dígitos com queda na conta de energia

Economia

De acordo com dados divulgados hoje (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA fechou os doze meses encerrados em março em 9,39%, depois de ter encerrado fevereiro em 10,36% (na taxa anualizada). O índice não ficava abaixo de dois dígitos desde novembro do ano passado, quando estava em 10,48%. Em dezembro, a taxa era 10,67%; em janeiro deste ano, 10,71%; e em fevereiro, 10,36%.

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil
imagem/Ag.Brasil
Depois de quatro meses com taxa de dois dígitos, a inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), voltou a fechar o acumulado do ano em um dígito. De acordo com dados divulgados hoje (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA fechou os doze meses encerrados em março em 9,39%, depois de ter encerrado fevereiro em 10,36% (na taxa anualizada). O índice não ficava abaixo de dois dígitos desde novembro do ano passado, quando estava em 10,48%. Em dezembro, a taxa era 10,67%; em janeiro deste ano, 10,71%; e em fevereiro, 10,36%.
“É importante deixar claro que ficou para trás nos cálculos dos doze meses o reajuste decorrente da bandeira tarifária, no caso da energia elétrica, e em consequência também a pressão forte de reajustes anuais extras por conta da energia. Este resultado deixa pra trás, portanto, uma parcela importante que pressionou a inflação em 2015, que foi a energia elétrica”, disse a coordenadora de Índice de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos.
Porém, a coordenadora ressaltou que embora o IPCA tenha voltado a ficar abaixo dos dois dígitos, o consumidor ainda vai sentir o peso de reajustes da energia. "Apesar das contas [de energia] terem ficado em março mais barato, em média, de janeiro de 2015 até agora em março, se observa uma alta de 45,01%. Ou seja, as pessoas continuam pagando alto pela energia apesar da trégua deste último mês”.
Eulina Nunes disse também que os preços monitorados - de táxi, ônibu e metrô - já impactaram a inflação, mas podem aparecer outros reajustes no decorrer do ano. “Os preços monitorados praticamente já foram absorvidos e não vão voltar a pressionar a inflação, com algumas poucas exceções. Do ponto de vista dos monitorados e da educação, os preços estão mais ou menos definidos, agora podem ocorrer fatos novos durante o ano com outros preços livres e que podem provocar algum reajuste no meio do caminho. Entressafra, preços livres, dólar, o clima”, disse. "Não se pode ignorar a questão da oferta e da demanda [desemprego, queda da renda]. É o caso, por exemplo, das passagens aéreas: os preços estão sendo alvos de descontos, queda de preços, ofertas e promoções por conta do recuo no preenchimento da capacidade das aeronaves”, acrescentou.

Março
A inflação fechou março em 0,43%, a menor taxa para o mês desde 2012 (0,21%). De acordo com o IBGE, a queda no preço da energia também foi responsável pelo taxa menor em março. De fevereiro para março, a energia elétrica teve queda de 3,41%.
A retração no preço da energia está relacionada à redução na cobrança extra da bandeira tarifária que, a partir de primeiro de março, passou dos R$ 3, da bandeira vermelha, para R$ 1,50, da bandeira amarela, por cada 100 kilowatts-hora (KW-h) consumidos. “As contas ficaram mais baratas em todas as regiões pesquisadas em razão, também, da redução no valor das alíquotas do PIS/COFINS ocorrida na maioria delas”, conforme o IBGE.
Também influenciaram a queda do IPCA o gás de cozinha, com deflação de 0,42%; taxa de água e esgoto (-0,43%); telefone celular (-2,71%); telefone fixo (-2,89%); e passagem aérea (-10,85%).
A queda no IPCA não foi maior por causa das despesas com alimentação e bebidas, que mais pesam no orçamento das famílias, subiram 1,24% em março na comparação com mês anterior. As frutas, por exemplo, registraram alta de 8,91% nos preços. Também ficaram mais caras a cenoura (14,52%), o açaí (13,64%), o alho (5,7%), o leite (4,57%) e o feijão-carioca (4,1%).
Os preços do cigarro pressionaram a inflação, com aumento de 1,48%.

Regiões
Sete das 13 áreas pesquisadas pelo IBGE fecharam o mês de março com inflação superior ou igual a taxa nacional do mês (0,43%). A maior alta foi na região metropolitana de Fortaleza, que fechou em 0,72%. Em seguida, vem Porto Alegre (0,67%), São Paulo e Curitiba (ambas com 0,57%), Goiânia (0,56%), Belém (0,53%) e Belo Horizonte (0,49%).
As menores taxas foram registradas no Recife e em Salvador, com deflação de 0,14%. Recife teve a menor taxa do país, taxa negativa de 0,04%.
Fecharam ainda abaixo da taxa nacional: Rio de Janeiro (0,29%), Vitória (0,16%) e Brasília (0,12%).
O IPCA é calculado pelo IBGE com as famílias com renda entre um e 40 salários mínimos e abrange as dez principais regiões metropolitanas do país, além das capitais de Goiânia, Campo Grande e Brasília.

INPC
A inflação para as famílias de menor renda, que ganham entre um e cinco salários mínimos, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) chegou a 0,44% em março, menor que a taxa de 0,95% em fevereiro. O resultado é o menor para o mês desde março de 2012 (0,18%).
O INPC, calculado pelo IBGE desde 1979, tem a mesma metodologia do IPCA, abrangendo as dez principais regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília.
Fonte - Agência Brasil  08/04/2016

domingo, 14 de dezembro de 2014

Brasil registra queda nos índices de mortalidade infantil

Saúde 

De 1990 a 2012, a taxa de mortalidade infantil no Brasil reduziu 70,5%, de acordo com o Ministério da Saúde. - De acordo com os dados das Tábuas Completas de Mortalidade divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de mortalidade infantil ficou em 15 bebês para cada mil nascidos vivos em 2013, considerando crianças de até 1 ano de idade.

Por Redação, com Vermelho 

Em 2012, a proporção foi de 15,7 óbitos na mesma faixa etária para cada mil nascidos vivos. De 1990 a 2012, a taxa de mortalidade infantil no Brasil reduziu 70,5%.
Em 2011, o governo federal lançou a Rede Cegonha. O programa tem o objetivo de proporcionar saúde, qualidade de vida e bem estar às mulheres durante a gestação, parto, pós-parto e o desenvolvimento da criança até os dois primeiros anos de vida, além de reduzir a mortalidade materna e infantil e garantir os direitos sexuais e reprodutivos de mulheres, homens, jovens e adolescentes.
A proposta qualifica os serviços ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no planejamento familiar, na confirmação da gravidez, no pré-natal, no parto e no puerpério, que são os 28 dias após o parto. Atualmente, a Rede Cegonha desenvolve ações em 5.488 municípios, alcançando 2,6 milhões de gestantes.
Entre as ações do programa está a implantação de Centros de Parto Normal (CPN), onde a mulher é acompanhada por uma enfermeira obstetra ou obstetriz, num ambiente preparado para que possa exercer as suas escolhas, como se movimentar livremente, ter acesso a métodos não farmacológicos de alívio da dor.
Em depoimento nas Redes Sociais do Ministério da Saúde, Ana Cláudia Coelho Móre Félix compartilhou sua experiência na Maternidade Gota de Leite, localizada em Marília, no Estado de São Paulo.
– Sou paciente que utiliza frequentemente um plano de saúde, mas, ao optar por ter um parto normal, acabei sendo atendida pelo SUS na maternidade que escolhi. Foi uma experiência surpreendente e sensacional. O excelente atendimento foi realizado do princípio ao fim. Agradeço todos os dias à Deus por esta providência e parabenizo a cada profissional por tão bom atendimento. Não excluindo um funcionário sequer, foram todos excepcionais, desde a senhora que alegremente me trazia uma garrafa de água geladinha até o profissional da mais alta graduação – conta.
Um fator fundamental nos Centros de Parto Normal é a ambiência, com projetos arquitetônicos que buscam privilegiar cores harmônicas, conforto luminoso, térmico e acústico. A proposta é que o espaço proporcione a troca e o respeito entre as pessoas. Outro objetivo do CPN é reduzir cada vez mais a taxa de mortalidade materna e neonatal e as ocorrências de cesarianas desnecessárias na rede pública de Saúde.
Os Centros de Parto Normal funcionam em conjunto com as maternidades para humanizar o parto, oferecendo às gestantes um ambiente mais adequado, privativo e um atendimento centrado na mulher e na família.
O Ministério da Saúde também repassa incentivos aos municípios para implantação das Casas da Gestante, Bebê e Puérpera (CGBP), um espaço intermediário para aquelas mulheres e bebês que precisam de cuidados especiais, necessitando estar próximo ao hospital, mas não internadas. Outra medida incentivada pela Rede Cegonha é a ampliação e qualificação de leitos para gestantes de alto risco, UTI e UCI neonatal.

Formação e Capacitação
A Rede Cegonha desenvolve diferentes ações voltadas para a formação e capacitação de Enfermagem Obstétrica. Esses profissionais são estratégicos para mudança no modelo de atenção obstétrico e neonatal.
As atividades desenvolvidas estão presentes em estados das cinco regiões do País, nas modalidades de Residência, Especialização e Aprimoramento em Enfermagem Obstétrica. Em 2014, foram ofertadas 306 vagas para Residência em Enfermagem Obstétrica, 315 para Especialização em Enfermagem Obstétrica e 248 para o Aprimoramento.

Planejamento Reprodutivo
O Ministério da Saúde garante o acesso a vasectomias e a laqueaduras pelo Sistema Único de Saúde (SUS), além da compra e distribuição gratuita de diversos métodos contraceptivos. De 2009 a 2014, foram comprados 2,46 bilhões de preservativos masculinos e femininos, somando um investimento de R$ 2,61 bilhões.
No mesmo período, foram investidos cerca de R$ 256,2 milhões para a aquisição de: 80.057.331 cartelas de pílula combinada, 23.305.379 ampolas injetáveis mensais, 9.485.899 ampolas injetáveis trimestrais, 2.328.180 cartelas de pílulas de emergência, 3.614.872 cartelas de minipílula, 1.717.433 unidades de DIU, 89.266 unidades de diafragma e 9.326 unidades de anéis medidores. Os usuários do SUS podem ter acesso a informações e métodos contraceptivos nas Unidades Básicas de Saúde.
Desde o lançamento da Rede Cegonha, foram investidos mais de R$ 3,1 bilhões para o desenvolvimento das ações. Somente em 2013, foram realizadas 18,9 milhões de consultas pré-natais pelo SUS, o que representa aumento de 93% em relação ao ano de 2003.
Fonte - Correio do Brasil  14/12/2014

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

IGP-M tem deflação de 0,07% na primeira prévia de outubro

Economia

A queda da taxa entre setembro e outubro foi puxada principalmente pelos preços no atacado, medidos pelo subíndice de Preços ao Produtor Amplo, que caíram 0,24% na primeira prévia de outubro. 

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil
Ag.Brasil
A primeira prévia de outubro do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), usado no reajuste de contratos de aluguel, teve deflação (queda de preços) de 0,07%. Na primeira prévia de setembro, havia sido registrada uma inflação de 0,26%. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o IGP-M acumula taxas de inflação de 1,69% no ano e 2,59% em 12 meses.
A queda da taxa entre setembro e outubro foi puxada principalmente pelos preços no atacado, medidos pelo subíndice de Preços ao Produtor Amplo, que caíram 0,24% na primeira prévia de outubro. Em setembro, eles tinham subido 0,31%.
Outra contribuição veio do subíndice do Custo da Construção, cuja taxa de inflação recuou de 0,12% em setembro para 0,09% em outubro. Por outro lado, a inflação no varejo, medidos pelo subíndice de Preços ao Consumidor, avançou de 0,18% na primeira prévia de setembro para 0,3% na primeira prévia de outubro.
A primeira prévia de outubro do IGP-M foi medida com base em preços coletados entre os dias 21 e 30 de setembro.
Fonte - Agência Brasil   09/10/2014

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Taxa de juros para as famílias registra em agosto primeira queda do ano

Economia

Para as empresas, também houve queda (0,3 ponto percentual), com taxa em 22,8% ao ano.Esses dados são do crédito com recursos livres, em que os bancos têm autonomia para aplicar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros.

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil
Marcello Casal/Agência Brasil
A taxa de juros para as famílias chegou a 43,1% ao ano, em agosto, com redução de 0,1 ponto percentual, em relação a julho. Essa foi a primeira queda, deste ano, na taxa de juros para pessoas físicas registrada nos dados do Banco Central (BC). Para as empresas, também houve queda (0,3 ponto percentual), com taxa em 22,8% ao ano.
Esses dados são do crédito com recursos livres, em que os bancos têm autonomia para aplicar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros.
No caso do direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura), a taxa de juros para as empresas caiu 0,2 ponto percentual e 0,1 ponto percentual para as famílias e ficou 8% e em 8,1% ao ano, respectivamente. A inadimplência ficou estável em 0,5% para as empresas e em 1,8% para as famílias.
O saldo das operações de crédito do sistema financeiro chegou a R$ 2,864 trilhões em agosto, com alta de 1% no mês e de 11,1% em 12 meses. Esse saldo correspondeu a 56,8% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, com alta de 0,2 ponto percentual em relação a julho. A inadimplência (atrasos superiores a 90 dias) ficou estável em 6,6% para as famílias e subiu 0,1 ponto percentual para as empresas (3,6%).
Fonte - Agência Brasil   26/09/2014

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Índice que reajusta aluguéis tem em julho terceira queda seguida

Economia

O resultado mensal foi puxado principalmente pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) – um dos três componentes do IGP-M –, que apresentou variação de -1,11%. A queda foi puxada pelo subgrupo alimentos in natura (-7,71%).

Bruno Bocchini 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado como referência para os reajustes de aluguel e tarifas de energia elétrica, apresentou deflação de 0,61% em julho, segundo pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgada hoje (30). Em junho, o índice já havia caído 0,74%, e, em maio, de 0,13%. Com o resultado, a inflação acumulada em 2014, até julho, atinge 1,83%. Em 12 meses, a alta chega a 5,32%.
O resultado mensal foi puxado principalmente pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) – um dos três componentes do IGP-M –, que apresentou variação de -1,11%. A queda foi puxada pelo subgrupo alimentos in natura (-7,71%).
Já o segundo componente, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), registrou variação de 0,15%, em julho, sob a influência do subgrupo educação, leitura e recreação (-0,04%) e do item passagem aérea, que registou queda de 13,11%.
Terceiro componente do IGP-M, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou, em julho, variação de 0,80%, resultado influenciado pela variação de materiais, equipamentos e serviços (0,45%). No caso da mão de obra, o índice ficou em 1,11%.
O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.
Fonte - Agência Brasil 30;07/2014

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Preços ao Produtor fecham maio com deflação de 0,24% , diz IBGE

Economia

O Índice de Preços ao Produtor mede a evolução dos preços dos produtos “na porta de fábrica”, sem impostos e fretes, de 23 setores das indústrias de transformação. A deflação de maio reflete a retração nos preços em 11 das 23 atividades pesquisadas pelo IBGE, contra dez atividades com redução de preços em abril.

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil
O IPP mede a evolução dos preços dos produtos
“na porta de fábrica”, sem impostos e fretes
 Arquivo/Agência Brasil
O Índice de Preços ao Produtor (IPP) fechou o mês de maio em - 0,24%, acumulando nos dois últimos meses deflação de 0,65 ponto percentual. Em abril, o indicador foi - 0,41%. Com o resultado de maio, o IPP acumula alta de 1,09% nos primeiros cinco meses do ano, queda de 0,24 ponto percentual em relação ao acumulado até abril: 1,33%.
O IPP foi divulgado hoje (27), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e mostra uma inflação acumulada nos últimos doze meses (taxa anualizada) de 6,59%, queda de 0,51 ponto percentual em relação aos 7,1% do acumulado até abril.
O Índice de Preços ao Produtor mede a evolução dos preços dos produtos “na porta de fábrica”, sem impostos e fretes, de 23 setores das indústrias de transformação. A deflação de maio reflete a retração nos preços em 11 das 23 atividades pesquisadas pelo IBGE, contra dez atividades com redução de preços em abril.
As maiores variações observadas ocorreram nos segmentos máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-2,53%), outros produtos químicos (-1,61%) e refino de petróleo e produtos de álcool (-1,45%). Em termos de influência, sobressaíram máquinas, aparelhos e materiais elétricos (0,07 ponto percentual), outros produtos químicos (-0,18 ponto) e refino de petróleo e produtos de álcool (- 0,17 ponto).
A pesquisa do IBGE indica que refino de petróleo e produtos de álcool, que registrou variação de -1,45% em maio, em relação a abril, acusou o primeiro resultado negativo desde novembro do ano passado. O resultado vinha em patamares menos elevados depois da maior variação mensal registrada em janeiro.
Os três produtos com maior influência foram os mesmos nos três indicadores calculados para maio: óleo diesel e outros óleos combustíveis, querosenes de aviação e naftas.
Fonte - Agência Brasil  27/06/2014

sábado, 10 de maio de 2014

Mercado de trabalho é o fator que mais contribui para a queda das desigualdades

Economia

Os dados fazem parte da apresentação feita pelo ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, Marcelo Neri, à presidenta Dilma Rousseff e a 20 ministros na última segunda-feira (5), e informam que o trabalho contribuiu com 54,9% para a redução da desigualdade entre 2002 e 2012.

Paulo Victor Chagas 
Repórter da Agência Brasil 
De acordo com o ministro Marcelo Neri,
 o trabalho contribuiu com 54,9% para a redução
 da desigualdade entre 2002 e 2012.
Tânia Rêgo / Agência Brasil
A formalização do mercado de trabalho e o aumento do salário dos trabalhadores são os fatores que mais contribuíram para a queda da desigualdade social nos últimos anos. Esses dois fatores superam até mesmo outras fontes de renda do brasileiro provindas do Orçamento da União, como a Previdência e programas sociais concedidos pelo governo. Para a conta, foi utilizado como benefício social o índice de Gini, que mede a desigualdade de renda.
Os dados fazem parte da apresentação feita pelo ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, Marcelo Neri, à presidenta Dilma Rousseff e a 20 ministros na última segunda-feira (5), e informam que o trabalho contribuiu com 54,9% para a redução da desigualdade entre 2002 e 2012.
O conjunto de informações é parte de uma compilação sobre o desenvolvimento inclusivo sustentável, na qual Marcelo Neri buscou repassar aos seus colegas e à presidenta a ideia de que o dinheiro no bolso é mais importante para o cidadão comum do que o baixo crescimento da economia apresentado recentemente.
A estratégia de investir na valorização do salário e não apenas em programas de transferência de renda gera resultados positivos para alguns analistas porque seu resultado prático é o aumento da renda dos brasileiros assalariados. No entanto, segundo o professor de economia da Universidade de Brasília, Roberto Ellery, é necessário discutir a sustentabilidade dessa política.
“Se queremos continuar esse caminho [de aumento dos salários], é preciso aumentar a produtividade”, avaliou o professor, acrescentando que, caso contrário, o país terá problemas com a inflação e com o setor externo. De acordo com Ellery, os investimentos na melhoria dos serviços e na eficiência da produtividade podem impedir essa situação. Para isso, segundo ele, é necessário focar na infraestrutura para que a produção nacional não registre prejuízos com estradas em más condições, portos operando sem a capacidade necessária nem com problemas no setor energético.
Com base nos dados da SAE, as políticas que mais contribuem para o bem estar social, depois do trabalho, são o Bolsa Família, o pagamento da Previdência acima do piso e a aposentadoria com base no salário mínimo, com 12,2%, 11,4% e 9,4%, respectivamente. “O brasileiro em suas casas está tendo um desempenho bem acima do desempenho que as contas nacionais e a maior parte dos economistas analisa”, disse o ministro, ao citar a valorização dos benefícios do Bolsa Família e da Previdência acima da inflação.
O programa de transferência de renda, que repassa recursos a famílias com renda per capitainferior a R$ 70 mensais, também atua de uma forma importante no combate à desigualdade. Segundo os números, o custo-benefício de cada real gasto com o Bolsa Família impacta a desigualdade quase quatro vezes mais do que o benefício da Previdência Social. “Uma das belezas do Bolsa Família é que ele tem um impacto social muito grande, gasta pouco e consegue efeito muito grande”, explica o professor Ellery.
Fonte - Agência Brasil  10/05/2014

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Inflação cai em seis das sete capitais pesquisadas - FGV

Economia

Segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), o recuo reflete variação menor de preço em seis das sete capitais pesquisadas. A exceção foi a capital de Pernambuco (Recife), onde o IPC-S subiu de 0,85% para 0,94%, da segunda para a terceira prévia do mês – uma elevação nos preços de 0,09 ponto percentual.

Nielmar de Oliveira 
Repórter da Agência Brasil
A inflação medida pelo IPC-S caiu em 
seis das sete capitais pesquisadas pela FGV
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) apresentou ligeira queda de 0,08 ponto percentual na terceira prévia de abril, ao fechar o mês com variação de 0,78%, resultado 0,08 ponto percentual inferior ao 0,86% da segunda prévia do mês.
Segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), o recuo reflete variação menor de preço em seis das sete capitais pesquisadas. A exceção foi a capital de Pernambuco (Recife), onde o IPC-S subiu de 0,85% para 0,94%, da segunda para a terceira prévia do mês – uma elevação nos preços de 0,09 ponto percentual.
Já a maior variação da segunda para a terceira prévia do mês foi registrada em São Paulo, o maior parque fabril do país, onde o IPC-S fechou a terceira prévia do mês com elevação de 0,67%. Na capital paulista, a taxa recuou 0,16 ponto percentual: de 0,83% para 0,67%, de um período para outro.
A segunda maior queda foi verificada em Salvador, onde a taxa passou de 0,56% para 0,44%, uma queda de 0,12 ponto percentual. A capital baiana registrou a menor inflação do país, com a alta dos preços ficando em 0,44%.
Porto Alegre continua com a maior inflação do país: 1,11%. Na capital do Rio Grande do Sul, no entanto, também houve retração no IPC-S da segunda para a terceira prévia – de 1,15% para 1,11%. No Rio de Janeiro a taxa caiu de 0,73% para 0,70%; em Belo Horizonte, de 0,90% para 0,88%; e em Brasília, de 0,97% para 0,86%.
Fonte - Agência Brasil  24/04/2014

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Com tendência de queda, prévia da inflação oficial fica em 0,67%

Economia

Vitor Abdala 
Repórter da Agência Brasil 
Preços das passagens aéreas
 influenciam queda da inflação
 Valter Campanato
Rio de Janeiro – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), que é a prévia da inflação oficial, registrou taxa de 0,67% em janeiro deste ano. O índice é inferior ao observado nas prévias de dezembro (0,75%) e janeiro de 2013 (0,88%), segundo dados divulgados hoje (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em 12 meses, o IPCA-15 acumula taxa de 5,63%. A queda da taxa em janeiro foi influenciada principalmente pelas despesas com transporte, cuja inflação caiu de 1,17% em dezembro para 0,43% neste mês. Neste grupo de despesas, o principal destaque foi a queda de preços (deflação) de 16,32% nas passagens aéreas.
Também tiveram queda da taxa os grupos de despesa comunicação (que passou de 0,92% na prévia de dezembro para -0,02% na prévia de janeiro), vestuário (que passou de 0,78% para 0,59%), artigos de residência (de 0,57% para 0,49%), saúde e cuidados pessoais (de 0,46% para 0,41%) e habitação (de 0,59% para 0,58%).
Por outro lado, a alta da inflação dos alimentos impediu uma queda maior do IPCA-15 em janeiro. A inflação dos alimentos e bebidas subiu de 0,59% na prévia de dezembro para 0,96% em janeiro. Entre os itens que mais contribuíram para a inflação dos alimentos estão a cenoura (com taxa de 16,3%), cebola (14,33%), frutas (4,34%), hortaliças(4,57%), arroz (1,49%) e o pão francês (1,04%).
Fonte - Agência Brasil  23/01/2014

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Inadimplência em 2013 caiu pela primeira vez em 14 anos

Economia

Marli Moreira 
repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
São Paulo - O Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor teve queda de 2%, no ano passado, em comparação ao registrado em 2012. Foi a primeira redução no acumulado do ano da série histórica, pesquisada desde 2000 pela empresa de consultoria Serasa Experian. Só no último mês do ano, houve recuo de 6,5% em relação a dezembro de 2012, na sétima diminuição seguida.
Para os economistas da Serasa Experian, o que levou a esse resultado foi a “manutenção de baixas taxas de desemprego ao longo de 2013, o maior rigor na concessão de crédito pelas instituições financeiras e a maior preocupação dos consumidores em quitar dívidas em vez de assumir novos financiamentos”.
A maior queda na inadimplência ocorreu em relação aos cheques sem fundo (9,4%) sobre o ano anterior. Em seguida, aparecem as dívidas não bancárias (cartões de crédito, financiamentos, carnês e serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica, água) com volume 4,8% menor. Já os débitos com os bancos tiveram aumento da inadimplência de 0,6%, e os títulos protestados, alta de 5,8%.
Na comparação de dezembro sobre o mês anterior, os atrasos com mais de 90 dias subiram 2,7%, as dívidas não bancárias 6,9% e os cheques sem fundos 4%. No mesmo período, ocorreu declínio de 1,2% nas dívidas com os bancos e de 6,1% nostítulos protestados.
Também caiu em 4,5% o valor médio dos títulos protestados no fechamento do ano (R$ 1.387,24) e das dívidas não bancárias em 2,3% com R$ 315,12. Em sentido oposto, aumentou em 7,9% o valor médio dos débitos não quitados no prazo em relação aos cheques sem fundos (R$ 1.645,91) e permaneceu estável o registrado nas dívidas com os bancos, que passou de R$ 1.310,31 para R$ 1.309,87.
Fonte - Agência Brasil  21/01/2014

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Taxa de desemprego no país recua para 9,8%, mostram Dieese e Fundação Seade

Economia


A taxa de desemprego caiu de 10,2% em setembro para 9,8% em outubro, o terceiro mês consecutivo de queda. Levantamento feito em seis regiões metropolitanas pelo Dieese e a Fundação Seade mostra que o total de desempregados foi estimado em 2,044 milhões, o que representa 94 mil a menos que no mês anterior...

Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – A taxa de desemprego no país caiu de 10,2% em setembro para 9,8% em outubro, o terceiro mês consecutivo de queda. Levantamento feito em seis regiões metropolitanas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Fundação Seade) mostra que o total de desempregados foi estimado em 2,044 milhões, o que representa 94 mil a menos que no mês anterior.
O nível de ocupação teve aumento de 0,5% em outubro, na comparação com setembro. O total de ocupados foi 18.84 milhões e a População Economicamente Ativa somou 20,89 milhões de pessoas. A redução no contingente de desempregados foi impulsionada pela geração de 90 mil postos e pela estabilidade na força de trabalho.
Entre as regiões analisadas, tiveram redução nas taxas de desemprego as capitais Belo Horizonte (passou de 7,2% para 6,9%), Fortaleza (de 7,7% para 7,3%), Recife (de 14,5% para 13,5%), Salvador (de 17,8% para 17,1%) e São Paulo (de 10% para 9,6%). Em Porto Alegre, a taxa ficou relativamente estável (passou de 6,2% para 6,1%).
Fonte - Agência Brasil  27/11/2013

Queda de guindaste nas obras do estádio do Corinthians deixa três pessoas feridas

Notícias

Camila Maciel
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – A queda de um guindaste nas obras do estádio do Corinthians, o Itaquerão, que será palco da abertura dos jogos da Copa do Mundo de 2014, provocou o desabamento de parte da estrutura das arquibancadas. Segundo o Corpo de Bombeiros, o acidente, que ocorreu por volta das 12h30, deixou três pessoas feridas. Ainda não há informações sobre o estado de saúde das vítimas.
Os bombeiros informaram ainda que quatro carros foram enviados ao local, além do helicóptero Águia da Polícia Militar. O estádio fica na Avenida Miguel Ignácio Curi, no bairro Itaquera, zona leste da capital paulista.
Fonte  - Agência Brasil  27/11/2013

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Economia informal tem menor índice desde 2003, aponta FGV

Economia

Pesquisadores destacam importância da elevação do nível de escolaridade e da queda no desemprego

Jornal do Brasil
foto - ilustração
O Índice de Economia Subterrânea (IES) – a produção de bens e serviços não reportada ao governo, que fica à margem do PIB nacional – atingiu a marca de 15,9% em 2013, redução de 0,8 ponto porcentual em relação ao ano anterior. Em valores absolutos, a estimativa é de que a economia subterrânea supere a marca de R$ 760 bilhões neste ano. Trata-se do menor índice desde 2003, quando foi iniciada a pesquisa, com taxa de 21%.
Os números foram divulgados nesta terça-feira (26/11) pelo Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO) em conjunto com o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). O pesquisador do Ibre/FGV, Fernando de Holanda Barbosa Filho, destacou a contribuição do crescimento demográfico cada vez menor, a elevação do nível geral de escolaridade do brasileiro e a queda no desemprego, para a redução da informalidade.
“O processo de formalização do emprego no País veio para ficar", comentou. Entre 2001 e 2011, reforça, houve aumento de 22 milhões de pessoas com educação formal. Para o pesquisador, no entanto, é preciso considerar também outros fatores, como a desoneração da folha de pagamento temporária. “A desoneração da folha, teoricamente, deve ter impacto na informalidade, mas não há como afirmar ou fazer uma análise do impacto direto da medida na informalidade, ainda”, declarou.
O presidente executivo do ETCO, Roberto Abdenur ressaltou o esforço do Governo em criar mecanismos de incentivo a determinados setores da economia. “Só não se pode perder de vista o possível impacto dessa renúncia fiscal na arrecadação e, consequentemente, na oferta de serviços públicos”, avalia. Em 2012, a renúncia fiscal foi da ordem de R$ 4 bilhões. Para 2013, estima-se que chegue a R$ 18 bilhões, enquanto para 2014 a perspectiva é de R$ 34 bilhões.
“Medidas como essa certamente têm muito valor ao equilibrar a economia, mas devem sempre ser analisadas sob a ótica dos reflexos em curto, médio e longo prazo. É preciso olhar a reforma tributária de forma mais ampla, de modo que permita uma desoneração mais duradoura e horizontal”, defende Abdenur, lembrando a necessidade de medidas como o controle de gastos públicos.
Fonte - Jornal do Brasil  26/11/2013

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Inflação acumulada fica em menos de 6% pela primeira vez em 2013

Economia

Vinícius Lisboa
Repórter da Agência Brasil
foto ilustração - pregopontocom
Rio de Janeiro - A queda de itens monitorados, como a energia elétrica, e a variação menos acelerada de produtos alimentícios no segundo trimestre de 2013 contribuíram para que a inflação acumulada em 12 meses chegasse, em setembro, a um patamar inferior a 6% pela primeira vez neste ano, avaliou a coordenadora de Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eulina Nunes.
"Isso ocorreu porque as taxas do IPCA [Índice de Preços ao Consumidor Amplo] estão menos fortes de julho para cá do que em igual período do ano passado, considerando os preços dos produtos alimentícios, que não estão exercendo uma função tão forte quanto a que exerceram naqueles meses. Estamos trocando taxas mais altas por taxas mais baixas no acumulado de 12 meses".
O índice acumulado no período de outubro de 2012 a setembro de 2013 foi 5,86%, contra 6,09% entre setembro de 2012 e agosto de 2013. A taxa do mês de setembro deste ano foi 0,35%, enquanto a do mesmo mês em 2012 ficou em 0,57%.
Entre os índices monitorados, cujas variações não se dão livremente de acordo com o mercado, Eulina destaca a energia elétrica e a passagem de ônibus como os que mais ajudam no controle da taxa.
"Para que a inflação atingisse um nível bem mais baixo nesses últimos três meses, certamente contribuíram muito os produtos monitorados, em particular a energia elétrica, que foi um alivio para o bolso do consumidor. Os ônibus urbanos também, porque se considerarmos de janeiro a setembro estavam com uma variação muito mais alta no ano passado do que estavam neste ano, em que a média está perto de zero".
Enquanto no ano passado os monitorados acumulavam 2,51% de inflação até setembro, neste ano a variação está próxima de zero. Segundo Eulina, mesmo os reajustes que costumavam ser feitos pelas companhias de abastecimento de água e esgoto no segundo trimestre ficaram abaixo do esperado desde as manifestações iniciadas em junho.
Na taxa de setembro, apesar disso, o IPCA cresceu em relação a agosto, puxado pelas passagens aéreas, que tiveram impacto de 0,08 ponto percentual no resultado final, de 0,35%. Para o aumento desse item, o dólar exerceu pressão nos custos das companhias, que também elevaram os preços com a maior demanda criada por eventos como o Rock in Rio e o Círio de Nazaré.
O impacto do dólar também foi sentido em outros itens do IPCA, como higiene pessoal, e puxou a alta do pão francês, que acumula 14,79% de inflação em 12 meses e subiu mais 3,37% em setembro. Como importador de trigo, o país teve impacto no preço pela alta da moeda americana no mês passado, assim como por problemas de safra na Argentina.
"O impacto do dólar também é bastante evidenciado nos preços dos eletrodomésticos, que subiram aliados a uma demanda forte dado o crédito do governo para a compra desses itens", acrescentou Eulina, referindo-se ao Programa Minha Casa Melhor, do governo federal.
Fonte -  Agência Brasil  09/10/2013 

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Mais de 1 milhão de pessoas saíram da extrema pobreza em 2012, diz Ipea

Cidadania


A desigualdade de renda registrou queda em 2012, apesar de o desempenho da economia ter sido considerado fraco. O Produto Interno Bruto (PIB) aumentou 0,9%, enquanto a renda per capita das famílias cresceu, em média, 7,9%. A população extremamente pobre (que vive com menos de US$ 1 dólar por dia) caiu de 7,6 milhões de pessoas para 6,5 milhões, segundo o estudo do Ipea

Carolina Sarres
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A desigualdade de renda registrou queda em 2012, apesar de o desempenho da economia ter sido considerado fraco. O Produto Interno Bruto (PIB) aumentou 0,9% no ano passado, enquanto a renda per capita das famílias cresceu, em média, 7,9%.
As famílias mais pobres, em especial, conseguiram evolução na renda maior do que a média, 14%, entre os 10% mais pobres da população. Os dados são do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), no estudo Duas Décadas de Desigualdade e Pobreza no Brasil Medidas pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgado hoje (1º).
A população extremamente pobre (que vive com menos de US$ 1 dólar por dia) caiu de 7,6 milhões de pessoas para 6,5 milhões. A população pobre (que vive com entre US$ 1 e US$ 2 dólares por dia), de 19,1 milhões de pessoas para 15,7 milhões.
"Três milhões e meio de pessoas saíram da pobreza em 2012 e 1 milhão da extrema pobreza, em um ano em que o PIB cresceu pouco. Para a pobreza, o fundamental é o que acontece na base – cuja renda cresceu a ritmo chinês. O bolo aumentou com mais fermento para os mais pobres, especialmente para os mais pobres dos pobres", disse o presidente do Ipea, Marcelo Neri.
Os principais indicadores do crescimento dos rendimentos da população são a posse de bens duráveis como televisão, fogão, telefone, geladeira e máquina de lavar – e o acesso a serviços públicos essenciais como energia elétrica, coleta de lixo, esgotamento sanitário e acesso à rede de água.
A ampliação da posse de bens e de acesso a serviços se deve, em grande parte, a dois fatores: o aumento da renda do trabalho e o impacto do Bolsa Família. "Nos últimos dez anos, o protagonista da redução da desigualdade é a renda do trabalho, o coadjuvante principal é o Bolsa Família", diz o estudo. De acordo com o Ipea, de 2002 a 2012, 54,9% da redução da desigualdade foi devido à contribuição da renda do trabalho. O Bolsa Família contribuiu 12,2% para essa queda.
"O Bolsa Família é um custo de oportunidade social, tem mais impacto sobre a desigualdade do que a Previdência", informou Neri. A Previdência é o terceiro fator que mais contribui para a redução da desigualdade, 11,4% para os que ganham acima do piso do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e 9,4% para os que ganham um salário mínimo (R$ 678). Se somados os dois grupos, a Previdência tem impacto superior ao do Bolsa Família.
Fonte - Agência  Brasil  01/10/2013

terça-feira, 13 de agosto de 2013

BB registra lucro líquido de R$ 7,47 bilhões no segundo trimestre


Economia

O valor representa alta de 148,4% em relação ao mesmo período de 2012. Nos primeiros três meses de 2013, o lucro líquido somou R$ 2,55 bilhões. De acordo com balanço divulgado pela instituição, no primeiro semestre o lucro líquido foi recorde e pouco superior a R$ 10 bilhões. Os índices de inadimplência do banco mantiveram-se em queda

Da Agência Brasil
São Paulo – O Banco do Brasil (BB) registrou lucro líquido de R$ 7,47 bilhões no segundo trimestre deste ano. O valor representa alta de 148,4% em relação ao mesmo período de 2012. Nos primeiros três meses de 2013, o lucro líquido somou R$ 2,55 bilhões. De acordo com balanço divulgado pela instituição hoje (13), no primeiro semestre o lucro líquido foi recorde e pouco superior a R$ 10 bilhões.
Os índices de inadimplência do banco mantiveram-se em queda. Em junho último, o índice de operações vencidas há mais de 90 dias representou 1,87% da carteira de crédito, abaixo dos 2% registrados em março deste ano. Esse foi o menor valor registrado nos últimos 11 anos.
O crédito imobiliário atingiu saldo de R$ 17,3 bilhões em junho, o que representa uma expansão de 76,3% em 12 meses. Destaque para a carteira de pessoa física, com crescimento de 78,8% em um ano, encerrando o período com saldo de R$ 13,7 bilhões e 39.596 operações contratadas. Em relação ao volume contratado no semestre, as pessoas físicas responderam por R$ 5,2 bilhões enquanto as pessoas jurídicas representaram R$ 4,1 bilhões.
No semestre, o BB ainda alcançou a marca de 170 mil unidades habitacionais contratadas nas faixas 1, 2 e 3 do Programa Minha Casa Minha Vida, sendo 85.192 unidades para famílias com renda familiar mensal até R$ 1.600.
Os ativos da instituição financeira alcançaram R$ 1,21 trilhão no primeiro semestre de 2013, crescimento de 15,5% em 12 meses, favorecido, principalmente, pela expansão da carteira de crédito.
A carteira de crédito foi ampliada em R$ 638,6 bilhões em junho deste ano, o que significa crescimento de 25,7% em 12 meses e 7,7% em relação ao trimestre anterior. Destaque para as carteiras de pessoa jurídica e de agronegócios, que registraram incrementos em 12 meses de 28,8% e 32,8%, respectivamente.
O BB encerrou o segundo trimestre de 2013 alcançando a marca de R$ 127,1 bilhões em sua carteira de agronegócios no conceito ampliado, valor 32,8% maior do que o registrado no mesmo período de 2012 e 15% superior em relação ao trimestre anterior. O banco ampliou a liderança de mercado neste segmento, atingindo 66,1%, de acordo os dados do Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR).
O faturamento total com cartões atingiu R$ 49,7 bilhões no segundo trimestre de 2013, crescimento de 22,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Destaque para o faturamento com cartões de crédito, que alcançou R$ 29,4 bilhões, evoluindo 24,2% em relação ao mesmo período de 2012.
O crescimento da utilização dos cartões como meio de pagamento e instrumento de acesso às linhas tradicionais de crédito tem ampliado o faturamento da modalidade, especialmente no segmento empresarial, que cresceu 28,9% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Fonte  - Agência Brasil  13/08/2013 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Produtos e serviços para famílias com renda até 2,5 salários têm deflação


O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) registrou em julho queda de preços de 0,29%. Em junho, o IPC-C1 teve inflação de 0,33%. A queda da taxa foi provocada por deflações em três das oito classes de despesas que compõem o índice, além de inflação menos intensa em três grupos. Os transportes tiveram deflação

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), que mede a inflação para famílias com renda até 2,5 salários mínimos, registrou queda de preços (deflação) de 0,29% em julho. A queda foi maior do que a observada pelo Índice de Preços ao Consumidor Brasil (IPC-BR), que mede a variação de preços de produtos e serviços para todas as faixas de renda e teve deflação de 0,17%.
Em junho, o IPC-C1 registrou inflação de 0,33%. A queda da taxa foi provocada por deflações em três das oito classes de despesas que compõem o índice, além de uma inflação menos intensa em outros três grupos. Os transportes passaram de uma inflação de 0,88% em junho para uma deflação de 1,54%.
O grupo de despesas vestuário passou de uma inflação de 0,51% para uma deflação de 1,04%. Os alimentos já haviam tido deflação em junho (-0,22%), mas tiveram uma queda de preços ainda mais intensa em julho (-0,54%). A inflação ficou mais intensa para as despesas com habitação (que passou de 0,67% para 0,29%), saúde e cuidados pessoais (de 0,39% para 0,26%) e comunicação (de 0,29% para 0,05%).
Em sentido oposto, duas classes de despesa tiveram alta na inflação: despesas diversas (cuja taxa passou de 0,29% para 0,44%) e educação, leitura e recreação (que passou de 0,31% para 0,48%). Com a deflação de 0,29% observada em julho, o IPC-C1 acumula altas de 2,74% no ano e de 5,84% nos últimos 12 meses.
Fonte - Agência Brasil  09/08/2013 

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Em queda, prévia do IGP-M registra taxa de 0,13% em agosto

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – A primeira prévia de agosto do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel, registrou inflação de 0,13%. A taxa é inferior ao 0,26% da primeira prévia de julho. O dado foi divulgado hoje (8) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
A queda da prévia foi provocada por reduções nas taxas dos três subíndices que compõem o IGP-M. O subíndice de Preços ao Produtor Amplo, que mede os preços no atacado, caiu de 0,21% na prévia de julho para 0,15% em agosto.
O Índice Nacional de Custo da Construção recuou de 1,01% em julho para 0,33% no mês seguinte. Já o Índice de Preços ao Consumidor passou de uma inflação de 0,04% para uma deflação (queda de preços) de 0,04%, com destaque para a queda de preços de 2,1% nas roupas na primeira prévia de agosto.
A primeira prévia de agosto do IGP-M foi calculada com base em preços coletados entre os dias 21 e 31 do mês de julho.
Fonte - Agência Brasil  08/08/2013

domingo, 21 de julho de 2013

ADEUS A INFLAÇÃO... E AGORA?


A inflação vem caindo, independentemente do BC, e continuará caindo, pois refluíram os preços dos alimentos. Mas, atenção, o mercado financeiro vai tentar mais uma vez torcer os fatos e atribuir a elevação da Selic como a responsável pela queda da inflação. Por Amir Khair

Amir Khair
Ao final de cada ano o mercado financeiro inicia o processo de ameaça com o fantasma da inflação. Aproveita a sazonalidade característica de maior ritmo inflacionário típico do início de cada ano.
Nesse início há os reajustes e pagamentos no IPTU, IPVA, despesas escolares e contratos com vencimentos de início de ano, visando recompor a inflação ocorrida no ano anterior. É um período favorável para as ameaças de inflação e, ato contínuo pressão ao governo para elevar a Selic.
Neste ano esses arautos do fantasma da inflação tiveram uma ajuda extra importante. Foi o choque climático que reduziu a oferta de vários alimentos in natura, sendo o tomate tomado como símbolo. Isso tudo convergiu para dar suporte a essa campanha conduzida com competência pelos representantes do mercado financeiro, que têm nos principais meios de comunicação, seus propagadores.
O resultado alcançado levou o governo a ceder em sua política de redução das taxas de juros. O Banco Central (BC) que estava acuado, sendo duramente criticado pelo mercado financeiro, resolveu usar mais uma vez a solução milagrosa de elevar a Selic, mesmo sabendo que nenhum banco central no mundo fazia elevações desde setembro de 2012.
Mas nosso BC é especial e lá foi ele subindo a Selic do seu mínimo histórico de 7,25% para até agora 8,5%, prometendo ir além.
O mercado financeiro que antes criticava o BC passou a elogiá-lo, argumentando que ele agora estava reconquistando sua liberdade e passou a ancorar (bonita palavra) as expectativas dos agentes econômicos. A razão todos sabem: quanto mais alta a Selic maior o lucro do sistema financeiro e, quem paga isso é o Tesouro Nacional.
Fato é que o choque agrícola ia naturalmente se dissipar e isso já podia ser captado pela inflação mensal cadente desde janeiro no IPCA de alimentos e bebidas: janeiro 1,99%, fevereiro 1,45%, março 1,14%, abril 0,96%, maio 0,31% e junho 0,04%.
Isso, no entanto, não pesou nas avaliações do BC. Preferiu considerar a inflação acumulada nos últimos doze meses, que era crescente devido à comparação com a inflação mensal deste ano com a correspondente de 2012.
É importante observar o peso que tem os alimentos na inflação. Na composição do IPCA os alimentos e bebidas pesam 25%. Desde maio do ano passado essa inflação ficou acima do IPCA. Caso fosse excluída sua participação, o IPCA nos últimos doze meses girou no entorno de 3,5% ao ano, ou seja, a inflação no Brasil ficou abaixo do centro da meta de 4,5% se não fosse pela inflação de alimentos e bebidas.
Essa constatação questiona a política de usar a Selic para controlar a inflação. Ninguém advoga que a Selic influencia a inflação de alimentos, muito menos a de alimentos in natura, que dependem especialmente da oferta, sujeita a chuvas e trovoadas.
Mas, novamente foi usada a elevação da Selic, como se a inflação fosse cair por ação do BC. Ela vem caindo, independentemente do BC, e continuará caindo, pois refluíram os preços dos alimentos. Mas, atenção, o mercado financeiro vai tentar mais uma vez torcer os fatos e atribuir a elevação da Selic como a responsável pela queda da inflação.
É isso aí! É pena que a presidenta Dilma, que é quem de fato conduz a economia, também tenha caído mais uma vez no engodo do mercado financeiro.
O estrago feito, e que continuará a crescer com novas elevações da Selic, sai caro ao País. Cada elevação de um ponto na Selic causa uma despesa adicional ao governo federal de R$ 27 bilhões. As elevações neste ano atingiram até agora R$ 34 bilhões.
O mercado financeiro ardilosamente pressiona por seus porta vozes, em geral ex-presidentes do BC, para a redução das despesas do governo, para evitar que o BC, sozinho (coitado) tenha que elevar a Selic. Na realidade querem espaço fiscal maior para dar lugar ao aumento das despesas com juros. Assim, vale observar a ginástica que vem fazendo o governo para cortar R$ 12 bilhões. É o mesmo que enxergar uma pulga e não ver um elefante desfilando à sua frente.
A despesa com a elevação dos juros, até a Selic de 8,5%, de R$ 34 bilhões, equivale a uma vez e meia à prevista para este ano com o Bolsa Família, que deve atingir neste ano R$ 23 bilhões. É por isso que vale a crítica de que o governo dá com uma mão os R$ 23 bilhões e retira com a outra R$ 34 bilhões para dá-lo ao mercado financeiro e ao rentismo que alimenta a elite financeira do País.
Nesse sentido todas as políticas econômicas até agora, passando por todos os governos, mantém como traço marcante o domínio do mercado financeiro. E isso em nome da independência do BC. Vale registrar a Selic média ocorrida nas gestões dos diferentes presidentes do BC. Os três primeiros comandaram o BC na fase FHC: Gustavo Loyola 22,6%, Gustavo Franco 24,6%, Armínio Fraga 19,5%, Henrique Meirelles 14,9% e Alexandre Tombini até agora 9,6%.
Uma nova política econômica se impõe para retomar o crescimento baseado na economia real, e não mais sendo pilotada ao interesse do mercado financeiro. Para isso destaco: a) operar a Selic ao nível da inflação, como fazem os demais países; b) emitir moeda para pagar os juros da dívida federal, como fazem os países desenvolvidos; c) deixar o câmbio flutuar, sem interferência do BC.
Com essas três medidas se poderá: a) economizar os recursos hoje destinados ao pagamento de juros (R$ 16 bilhões em média por mês); b) devolver às empresas o poder competitivo que foi retirado com o câmbio artificialmente valorizado pelo BC; c) equilibrar as contas externas e; d) crescer de forma sustentada, com fundamentos macroeconômicos sólidos.
Caso não haja as mudanças, o governo vai continuar remando contra a maré e agravando o quadro fiscal, as contas externas e amargando a semi paralisia econômica.
Fonte - Carta Maior  21/07/2013

terça-feira, 16 de julho de 2013

Redução na tarifa de ônibus faz IPC-S recuar na segunda semana do mês


O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-S) apresentou variação de 0,07%, queda de 0,16 ponto percentual em relação à taxa registrada na semana passada. O levantamento mostrou que a principal contribuição para o recuo do índice partiu do grupo de transportes (de -0,01% para -0,44%), devido à redução na tarifa de ônibus urbano


Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-S) apresentou variação de 0,07%, queda de 0,16 ponto percentual em relação à taxa registrada na semana passada. O levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) mostrou que a principal contribuição para o recuo do índice partiu do grupo de transportes (de -0,01% para -0,44%), devido à redução na tarifa de ônibus urbano, que passou de 0,51% para -1,59%.
Ao todo, seis das oito classes de despesas que compõem o índice apresentaram decréscimo. Além dos transportes, houve queda nos grupos de alimentação (de -0,08% para -0,23%), de habitação (de 0,56% para 0,49%), de educação, leitura e recreação (de 0,43% para 0,31%), de vestuário (de 0,18% para -0,03%); e de saúde e cuidados pessoais (de 0,44% para 0,38%).
Em cada uma destas classes de despesa, destacaram-se hortaliças e legumes (de -7,06% para -8,89%), condomínio residencial (de 0,87% para 0,60%), passagem aérea (de 8,95% para 3,51%), roupas (de 0,41% para 0,12%) e medicamentos em geral (de 0,11% para -0,02%).
O grupo de despesas diversas registrou acréscimo (de 0,20% para 0,27%), com destaque para o item serviço religioso e funerário, cuja taxa passou de 0,47% para 0,78%. Já o grupo comunicação repetiu a variação da última divulgação, de 0,19%.
Fonte - Agência Brasil  16/07/2013