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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Economia estrangulada

Ponto de Vista  🔍

Considerando a projeção do Boletim Focus (média do "mercado"), a inflação (IPCA) para o ano 2017 é de 4,84%. Considerando ainda que a inflação fechou em 6,3%, em 2016, a média esperada de 2017 é de 5,5%. Portanto, o juro real projetado (Selic - IPCA) está agora em quase 7,5% ao ano. 

Portogente
foto - ilustração
A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, do dia 11 último, de reduzir a taxa Selic para 13% ao ano não tem razão para ser comemorada, segundo o professor doutor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Antonio Corrêa de Lacerda, e sócio diretor da MacroSector Consultores.” Tem gente eufórica com a queda de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic). Isso não muda nada”, advertiu.
Ele explica: “Considerando a projeção do Boletim Focus (média do "mercado"), a inflação (IPCA) para o ano 2017 é de 4,84%. Considerando ainda que a inflação fechou em 6,3%, em 2016, a média esperada de 2017 é de 5,5%. Portanto, o juro real projetado (Selic - IPCA) está agora em quase 7,5% ao ano. De longe, a mais alta do mundo e muito acima da rentabilidade média das atividades produtivas. Ou seja, continuamos muito fora da curva.”
Segundo o professor, a taxa de juros ideal é aquela compatível à média internacional, ou seja, próximo de 1% ao ano. “Estamos acima de 7%”, lamentou. Lacerda salienta, ainda, que a taxa de juros também “precisa estimular a produção e investimentos produtivos e infraestrutura, ou seja, precisa ser compatível com a rentabilidade média dessas atividades”. Ele foi taxativo: “Hoje ganha mais quem especula no mercado financeiro do que quem produz. Isso não dá certo.”
Fonte - Portogente  16/01/2017

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Inflação volta a fechar abaixo de dois dígitos com queda na conta de energia

Economia

De acordo com dados divulgados hoje (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA fechou os doze meses encerrados em março em 9,39%, depois de ter encerrado fevereiro em 10,36% (na taxa anualizada). O índice não ficava abaixo de dois dígitos desde novembro do ano passado, quando estava em 10,48%. Em dezembro, a taxa era 10,67%; em janeiro deste ano, 10,71%; e em fevereiro, 10,36%.

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil
imagem/Ag.Brasil
Depois de quatro meses com taxa de dois dígitos, a inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), voltou a fechar o acumulado do ano em um dígito. De acordo com dados divulgados hoje (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA fechou os doze meses encerrados em março em 9,39%, depois de ter encerrado fevereiro em 10,36% (na taxa anualizada). O índice não ficava abaixo de dois dígitos desde novembro do ano passado, quando estava em 10,48%. Em dezembro, a taxa era 10,67%; em janeiro deste ano, 10,71%; e em fevereiro, 10,36%.
“É importante deixar claro que ficou para trás nos cálculos dos doze meses o reajuste decorrente da bandeira tarifária, no caso da energia elétrica, e em consequência também a pressão forte de reajustes anuais extras por conta da energia. Este resultado deixa pra trás, portanto, uma parcela importante que pressionou a inflação em 2015, que foi a energia elétrica”, disse a coordenadora de Índice de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos.
Porém, a coordenadora ressaltou que embora o IPCA tenha voltado a ficar abaixo dos dois dígitos, o consumidor ainda vai sentir o peso de reajustes da energia. "Apesar das contas [de energia] terem ficado em março mais barato, em média, de janeiro de 2015 até agora em março, se observa uma alta de 45,01%. Ou seja, as pessoas continuam pagando alto pela energia apesar da trégua deste último mês”.
Eulina Nunes disse também que os preços monitorados - de táxi, ônibu e metrô - já impactaram a inflação, mas podem aparecer outros reajustes no decorrer do ano. “Os preços monitorados praticamente já foram absorvidos e não vão voltar a pressionar a inflação, com algumas poucas exceções. Do ponto de vista dos monitorados e da educação, os preços estão mais ou menos definidos, agora podem ocorrer fatos novos durante o ano com outros preços livres e que podem provocar algum reajuste no meio do caminho. Entressafra, preços livres, dólar, o clima”, disse. "Não se pode ignorar a questão da oferta e da demanda [desemprego, queda da renda]. É o caso, por exemplo, das passagens aéreas: os preços estão sendo alvos de descontos, queda de preços, ofertas e promoções por conta do recuo no preenchimento da capacidade das aeronaves”, acrescentou.

Março
A inflação fechou março em 0,43%, a menor taxa para o mês desde 2012 (0,21%). De acordo com o IBGE, a queda no preço da energia também foi responsável pelo taxa menor em março. De fevereiro para março, a energia elétrica teve queda de 3,41%.
A retração no preço da energia está relacionada à redução na cobrança extra da bandeira tarifária que, a partir de primeiro de março, passou dos R$ 3, da bandeira vermelha, para R$ 1,50, da bandeira amarela, por cada 100 kilowatts-hora (KW-h) consumidos. “As contas ficaram mais baratas em todas as regiões pesquisadas em razão, também, da redução no valor das alíquotas do PIS/COFINS ocorrida na maioria delas”, conforme o IBGE.
Também influenciaram a queda do IPCA o gás de cozinha, com deflação de 0,42%; taxa de água e esgoto (-0,43%); telefone celular (-2,71%); telefone fixo (-2,89%); e passagem aérea (-10,85%).
A queda no IPCA não foi maior por causa das despesas com alimentação e bebidas, que mais pesam no orçamento das famílias, subiram 1,24% em março na comparação com mês anterior. As frutas, por exemplo, registraram alta de 8,91% nos preços. Também ficaram mais caras a cenoura (14,52%), o açaí (13,64%), o alho (5,7%), o leite (4,57%) e o feijão-carioca (4,1%).
Os preços do cigarro pressionaram a inflação, com aumento de 1,48%.

Regiões
Sete das 13 áreas pesquisadas pelo IBGE fecharam o mês de março com inflação superior ou igual a taxa nacional do mês (0,43%). A maior alta foi na região metropolitana de Fortaleza, que fechou em 0,72%. Em seguida, vem Porto Alegre (0,67%), São Paulo e Curitiba (ambas com 0,57%), Goiânia (0,56%), Belém (0,53%) e Belo Horizonte (0,49%).
As menores taxas foram registradas no Recife e em Salvador, com deflação de 0,14%. Recife teve a menor taxa do país, taxa negativa de 0,04%.
Fecharam ainda abaixo da taxa nacional: Rio de Janeiro (0,29%), Vitória (0,16%) e Brasília (0,12%).
O IPCA é calculado pelo IBGE com as famílias com renda entre um e 40 salários mínimos e abrange as dez principais regiões metropolitanas do país, além das capitais de Goiânia, Campo Grande e Brasília.

INPC
A inflação para as famílias de menor renda, que ganham entre um e cinco salários mínimos, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) chegou a 0,44% em março, menor que a taxa de 0,95% em fevereiro. O resultado é o menor para o mês desde março de 2012 (0,18%).
O INPC, calculado pelo IBGE desde 1979, tem a mesma metodologia do IPCA, abrangendo as dez principais regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília.
Fonte - Agência Brasil  08/04/2016

segunda-feira, 21 de março de 2016

Analistas reduzem pela segunda semana estimativa de inflação para este ano

Economia

Pela segunda semana consecutiva a estimativa de inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi reduzida por analistas do mercado financeiro. A nova perspectiva agora é de 7,43% ante os 7,46% previstos anteriormente.

Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
Analistas e investidores do mercado financeiro reduziram hoje (21) pela segunda semana seguida a estimativa de inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A nova perspectiva agora é de 7,43% ante os 7,46% previstos anteriormente.
Para 2017, a estimativa segue em 6%, de acordo com o boletim Focus, publicação divulgada semanalmente às segundas-feiras pelo Banco Central (BC), com base em projeções de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. O cálculo inflacionário permanece distante do centro da meta de 4,5% e, neste ano, supera o teto de 6,5%. Em 2017, o limite superior da meta em 2017 é 6%.
A projeção para a taxa básica de juros, a Selic, permanece em 14,25% ao ano, em 2016, e, para 2017, em 12,50% ao ano. Os preços administrados, regulados pelo governo, como a gasolina e o gás de cozinha, tiveram suas estimativas reduzidas de 7,40 % para 7,20%. A taxa de câmbio esperada em dezembro chega a R$ 4,20.

Crescimento
A projeção de instituições financeiras para a queda da economia este ano piorou mais uma vez e passou de 3,54% para 3,60%. Para 2017, a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas pelo país, foi reduzida de 0,50% para 0,44%. Para a produção industrial, a estimativa é de uma queda de 4,50% em 2016.

Setor Externo
As perspectivas para o déficit em conta corrente, um dos principais indicadores das transações do Brasil com outros países, melhoraram e passaram de US$ 24,10 bilhões para US$ 21,21 bilhões, com o saldo da balança comercial em US$ 42,40 bilhões. Não houve alteração na projeção para os investimentos estrangeiros diretos, mantidos em US$ 55 bilhões.
Fonte - Agência  Brasil  21/03/2016

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Inflação oficial fechou 2014 em 6,41%, abaixo da meta oficial

Economia

Em 2013, a inflação oficial havia ficado em 5,91%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas no mês de dezembro, os produtos e serviços tiveram uma alta de preços média de 0,78%.

Vitor Abdala 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, fechou o ano de 2014 com uma taxa de 6,41%. O índice está abaixo do teto da meta de inflação do governo federal, que é 6,5%.
Em 2013, a inflação oficial havia ficado em 5,91%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas no mês de dezembro, os produtos e serviços tiveram uma alta de preços média de 0,78%.
O IPCA mede a variação do custo de vida das famílias com chefes assalariados e com rendimento mensal compreendido entre um e 40 salários mínimos mensais.
As pesquisas são feitas nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, de Porto Alegre, de Belo Horizonte, do Recife, de São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia.
Fonte - Agência Brasil  09/01/2015

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Vendas em supermercados crescem 7,18% em outubro

Economia

No acumulado de janeiro a outubro, foi registrada alta de 2,08%, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Em valores nominais, as vendas do setor tiveram alta de 7,63% em relação ao mês anterior e, quando comparadas a outubro de 2013, variação de 11,71%. No acumulado do ano, o crescimento nominal foi 8,52%.

Fernanda Cruz 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
As vendas do setor supermercadista cresceram 7,18% em outubro, na comparação com setembro, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Em relação ao mesmo mês no ano passado, houve alta de 4,81%. Esses dados foram deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
No acumulado de janeiro a outubro, foi registrada alta de 2,08%, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Em valores nominais, as vendas do setor tiveram alta de 7,63% em relação ao mês anterior e, quando comparadas a outubro de 2013, variação de 11,71%. No acumulado do ano, o crescimento nominal foi 8,52%.
No período de janeiro a outubro, a cesta Abrasmercado acumula alta de 2,75%. Nos últimos 12 meses, o indicador soma alta de 3,25%. No resultado acumulado de 12 meses, os produtos que mais pressionaram foram o tomate, com 29,9%, a cebola, com 23,6%, e a carne traseira, com 15,9%. Os produtos com maior queda de preços no acumulado de 12 meses foram a batata (-37,4%), o feijão (-28,0%) e a farinha de mandioca (-22,7%).
De acordo com o indicador, a cesta da Região Nordeste foi a que apresentou maior queda no mês (-1,81%), passando de R$ 329,15 para R$ 323,19. A Região Sul, por sua vez, foi a que mais subiu (0,53%), com valor de R$ 408,56.
Fonte - Agência Brasil 27/11/2014

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Inflação oficial cai e fica em 0,42% em outubro

Economia

IPCA de outubro é inferior aos de setembro deste ano e de outubro do ano passado, que haviam sido 0,57% nos dois períodos

Vitor Abdala 
Repórter da Agência Brasil 
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, ficou em 0,42% em outubro deste ano. A taxa é inferior às de setembro deste ano e de outubro do ano passado, que haviam sido 0,57% em ambos os períodos.
O IPCA acumula taxa de 5,05% no ano. No acumulado de 12 meses, a inflação é 6,59%, acima do teto da meta de inflação do governo federal, que é 6,5%. Os dados foram divulgados hoje (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Fonte - Agência Brasil  07/11/2014

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Alimentos têm terceira queda de preços consecutiva, mostra IPCA

Economia

A baixa atingiu grande parte dos principais produtos alimentícios. “A safra agrícola neste ano é grande, estimada em 193 milhões de toneladas [no país]. E não é só no Brasil, o mundo todo está colhendo bons frutos.

Vitor Abdala 
Repórter da Agência Brasil 
Antonio Cruz/Agência Brasil
Com queda de 0,15%, os alimentos foram os principais responsáveis pela alta acentuada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esta é a terceira queda mensal consecutiva nos preços dos alimentos.
A baixa atingiu grande parte dos principais produtos alimentícios. “A safra agrícola neste ano é grande, estimada em 193 milhões de toneladas [no país]. E não é só no Brasil, o mundo todo está colhendo bons frutos. O clima tem propiciado e a colheita tem sido muito boa”, disse a coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos.
Apresentaram quedas nos preços em agosto, os produtos como feijão-preto (-3,16%), óleo de soja (-4,94%), tomate (-5,8%), farinha de mandioca (-1,42%), frutas (-1,96%), farinha de trigo (-2,31%), arroz (-1,07%) e pescados (-0,61%).
Apesar das baixas consecutivas, os alimentos que representam quase um quarto do gasto dos orçamentos das famílias, ainda acumulam inflações de 4,76% no ano e 7,53% no período de 12 meses. Em ambos casos, está acima da média da inflação oficial 4,02% no ano e 6,51% em 12 meses.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Inflação desmoraliza os “urubólogos”

Política

A informação oficial, que desmoraliza novamente os “urubólogos” da mídia rentista, não virou manchete nos jornalões e nem foi destaque nos telejornais. Segundo o IBGE, o IPCA subiu apenas 0,01% em julho, diante de 0,4% em junho.

Por Altamiro Borges
foto  ilustração - Web
Miriam Leitão e Carlos Aberto Sardenberg não devem estar chateados somente com as alterações nos seus perfis no Wikipédia. Há muito tempo eles garantem na Rede Globo – uma propriedade cruzada que inclui jornal, revista, telejornais e outros veículos – que a inflação no país vai explodir. Juraram que esta hecatombe ocorreria em 2011, em 2012, em 2013 e, com certeza absoluta, em 2014. Nesta sexta-feira (8), porém, o IBGE divulgou a inflação do mês de julho, que atingiu o menor patamar dos últimos quatro anos e não estourou o absurdo teto da meta fixado pelo Banco Central (6,5% ao ano). Depois os dois famosos “analistas do mercado” ainda reclamam de algumas verdades descritas no Wikipédia.
A informação oficial, que desmoraliza novamente os “urubólogos” da mídia rentista, não virou manchete nos jornalões e nem foi destaque nos telejornais. Segundo o IBGE, o IPCA subiu apenas 0,01% em julho, diante de 0,4% em junho. Esta queda não ocorria desde julho de 2010. Entre as causas da redução, estão os preços dos hotéis e das passagens aéreas que despencaram após o término da Copa. Como já era previsto, também houve queda, pelo segundo mês consecutivo, dos preços dos alimentos. Esta notícia positiva, porém, não inibe os “analistas de mercado” – nome fictício dos porta-vozes dos agiotas. Eles seguem exigindo medidas duras contra a inflação, mesmo que isto signifique recessão e desemprego.
Na prática, a oligarquia rentista, com a ajuda da mídia, faz terrorismo para forçar o governo a elevar os juros, cortar os gastos sociais e ampliar a libertinagem financeira. Num primeiro momento, a presidenta Dilma Rousseff até enfrentou esta gritaria dos banqueiros, adotando medidas de ampliação do crédito ao consumo e de restrição à especulação. Durante vários meses, o Banco Central também reduziu a taxa básica de juros, a Selic, que baixou para 7,25% ao ano. Diante do agravamento da crise internacional e da pressão da ditadura financeira, porém, o governo recuou e voltou a elevar os juros – agora em 11%. O resultado foi a redução do consumo, a queda da produção e a diminuição na geração de emprego.
Em junho último, por exemplo, o emprego industrial caiu 3,1% na comparação com junho do ano passado – a 33ª queda consecutiva e a retração mais intensa desde novembro de 2009. Segundo o IBGE, também foram verificadas perdas no número de horas pagas e no valor real da folha de pagamento na passagem do primeiro para o segundo trimestre. “No ano, o indicador relativo ao número de horas pagas pela indústria acumula queda de 2,9%. Em 12 meses, a retração é de 2,3%. Comparando o resultado de junho com igual mês de 2013, o IBGE revelou que as taxas foram negativas em todos os 14 locais pesquisados e em 16 dos 18 ramos pesquisados”, descreve o jornal Estadão.
Estes dados preocupantes decorrem, principalmente, do recrudescimento da política monetária ortodoxa de elevação da taxa de juros. Mesmo assim, os agiotas financeiros, a mídia rentista e os neoliberais de plantão – como Aécio Neves, o cambaleante presidenciável tucano – exigem a adoção imediata de “medidas impopulares”. Os mesmos “calunistas” da velha imprensa, que juraram que a inflação iria explodir, voltam à carga para criticar a “estagflação” e para exigir a volta do famoso “tripé neoliberal” – juros altos, superávit primário e libertinagem cambial. Diante deste cenário, parece puro factoide político, com objetivos eleitoreiros, todo o escarcéu sobre as alterações em alguns perfis do Wikipédia.
Fonte - Blog do Miro  10/08/2014

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Preços dos alimentos caem pela quarta vez e seguram IPCA de julho

Economia

Para Eulina Nunes, coordenadora de pesquisas de preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a principal razão para o resultado foi uma oferta alta de alimentos."A safra do Brasil está estimada em cerca de 192 milhões de toneladas de grãos, isso significa mais de 2% acima da safra anterior.

Vinícius Lisboa 
Repórter da Agência Brasil 
Preços dos alimentos teve quarto recuo seguido
 e segurou o resultado do IPCA de julho
Antonio Cruz/Agência Brasil
O preço dos alimentos ajudou a segurar a taxa de inflação registrada em julho, que ficou em 0,01% e puxou o acumulado em 12 meses de volta para o teto da meta do governo, que havia sido superado no mês passado. Para Eulina Nunes, coordenadora de pesquisas de preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a principal razão para o resultado foi uma oferta alta de alimentos.
"A safra do Brasil está estimada em cerca de 192 milhões de toneladas de grãos, isso significa mais de 2% acima da safra anterior. Além disso, a safra de outros países importantes do mundo também tem sido anunciada como muito boa, e com isso os índices de inflação de alimentos do mundo vêm recuando", avaliou.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de Alimentos e Bebidas, que estava negativo em junho, caiu de 0,11% para 0,15% em julho. Foi o quarto recuo seguido, puxado com mais força pelos alimentos consumidos em casa, com baixa de 0,51%. Os alimentos consumidos fora de casa mantiveram variação positiva em julho, de 0,52%, mas, ainda assim, menor que a registrada em junho, de 0,82%.
As principais quedas em julho foram da batata-inglesa (-18,84%), do tomate (-17,33%), e do feijão fradinho (-7,54%). A farinha de mandioca, componente de peso na mesa dos nordestinos, caiu 3,46%. Entre os alimentos que encareceram, estão os laticínios, como o leite (2,16%), o queijo (1,82%) e o leite em pó (0,87%).
"Os alimentos, destacando os consumidos no domicílio, vêm caindo sucessivamente nos últimos tempos. Em julho, mostraram uma queda de 0,15%, que, embora o consumidor não sinta no seu próprio bolso, porque os preços estão relativamente altos, foi muito importante para conter a taxa do IPCA no mês".
A única região metropolitana que registrou inflação nos alimentos consumidos em casa foi São Paulo, onde foi constatada alta de 0,25%. Em Campo Grande, os preços chegaram a cair 2,26%. Quando analisados os alimentos consumidos fora da residência, Fortaleza (0,09%) e Rio de Janeiro (0,10%) têm as menores taxas; e Brasília, com 1,5%, a maior.
Apesar das quedas nos últimos meses, a inflação dos alimentos continua acumulada acima do índice geral, com 7,69% em 12 meses, contra 6,5% da composição de todos os grupos. Nos sete meses de 2014, a taxa acumula 4,91%, também superior ao IPCA de 3,76%.
Fonte - Agência Brasil  08/08/2014

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Projeção de instituições financeiras para a inflação em 2014 cai para 6,39%

Economia

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados na última sexta-feira (9), em abril o IPCA apresentou variação de 0,67%, 0,25 ponto percentual inferior à alta do mês de março (0,92%).

Kelly Oliveira 
Repórter da Agência Brasil 
foto - Ag.Br
Após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) abaixo das expectativas na última semana, as instituições financeiras reduziram a projeção para a inflação oficial este ano. A estimativa ficou em 6,39% e continua, portanto, próxima do teto da meta (6,50%) estabelecida pelo governo. Nas últimas duas semanas, a projeção ficou no teto da meta e na pesquisa às instituições financeiras divulgada no dia 22, a projeção para o IPCA chegou a ultrapassar o limite superior da meta, ao atingir 6,51%. Para 2015, a estimativa segue em 6%, há quatro semanas. As projeções são da pesquisa semanal que o Banco Central (BC) faz a instituições financeiras.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados na última sexta-feira (9), em abril o IPCA apresentou variação de 0,67%, 0,25 ponto percentual inferior à alta do mês de março (0,92%). Com este resultado, o IPCA, que é utilizado pelo governo para balizar as metas de inflação fixadas pelo BC, acumula nos primeiros quatro meses do ano alta de 2,86%, acima da taxa de 2,5% em igual período de 2013. Em 12 meses encerrados em abril, o IPCA ficou em 6,28%.
É função do BC fazer com que a inflação fique dentro da meta. Um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação, é a taxa básica de juros, a Selic.
Essa taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a inflação.
O BC tem que encontrar equilíbrio ao tomar decisões sobre a taxa básica de juros, de modo a fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.
A mediana das expectativas (que desconsidera os extremos nas projeções) das instituições financeiras para a Selic, ao final deste ano, segue em 11,25% ao ano. Para o final de 2015, a projeção também não foi alterada (12,25% ao ano). Atualmente, a Selic está em 11% ao ano, após passar por nove altas seguidas. Apesar de esperar uma Selic maior ao final do ano, as instituições não esperam que o aumento venha na reunião do Copom deste mês. Para maio, a previsão é manutenção da Selic no atual patamar.
A pesquisa semanal do BC também traz a mediana das expectativas para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que foi alterada de 7,39% para 7,25%, em 2014. Para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), a estimativa passou de 7,32% para 7,21%, este ano. Em 2015, a projeção para os dois índices segue em 5,5%.
A estimativa da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) passou de 6,06% para 6,10%, este ano, e permanece em 5%, em 2015.
Fonte - Agência Brasil  12/05/2014  

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Variação do IPCA reflete retração de preço em seis das dez regiões pesquisadas

Economia

As menores altas foram registradas no Rio de Janeiro e em São Paulo, justamente as regiões metropolitanas que têm maior peso na composição final do IPCA: 12,06% e 30,67%, respectivamente. No Rio de Janeiro, o IPCA caiu de 1,28% para 0,42% - retração de 0,86 ponto percentual; e em São Paulo de 0,93% para 0,47% - retração de 0,46 ponto percentual.

Nielmar de Oliveira 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
A retração de 0,25 ponto percentual na inflação oficial, registrada entre março e abril (de 0,92% para 0,67%) reflete desaceleração de preços em sete das dez regiões metropolitanas pesquisadas, além de Brasília, Goiânia e Campo Grande. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo foi divulgado hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os maiores índices regionais em abril foram constatados nas regiões metropolitanas de Porto Alegre e Fortaleza, ambas 1,08% - resultado 0,41 ponto percentual superior à média nacional de 0,67%.
Segundo o IBGE, em Porto Alegre a alta foi decorrente do reajuste de 5,36% nas tarifas de ônibus urbano, em vigor a partir do dia 7 de abril, além da energia elétrica que teve tarifa reajustada em 28,86%, desde de 19 de abril.
Em Fortaleza, a variação dos alimentos consumidos em casa (2,68%) ficou acima da média nacional (1,52%). A região metropolitana que registrou menor variação do índice (0,42%) foi o Rio de Janeiro, onde o item empregado doméstico apresentou queda de 0,54%. Os serviços de cabeleireiro (-2,22%) e de manicure (-0,75%) também pesaram no resultado do índice.
As menores altas foram registradas no Rio de Janeiro e em São Paulo, justamente as regiões metropolitanas que têm maior peso na composição final do IPCA: 12,06% e 30,67%, respectivamente. No Rio de Janeiro, o IPCA caiu de 1,28% para 0,42% - retração de 0,86 ponto percentual; e em São Paulo de 0,93% para 0,47% - retração de 0,46 ponto percentual.
O índice variou também em Belo Horizonte (0,75%), Brasília (0,62%), Belém (0,52%), Curitiba (0,88%), Campo Grande e Goiânia (0,84%), Salvador e no Recife (0,81%); e em Belém, que teve a menor inflação do país (0,52%).
O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e se refere às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte e abrange dez regiões metropolitanas do país, além de Brasília e dos municípios de Goiânia e Campo Grande. Para o cálculo do índice mensal foram comparados os preços coletados no período de 29 de março a 28 de abril de 2014 (referência) com os preços vigentes no período de 27 de fevereiro a 28 de março de 2014
Fonte - Agencia Brasil  09/05/2014

terça-feira, 15 de abril de 2014

Governo estima salário mínimo de R$ 779 para 2015

Economia

O governo estima que o superávit primário para o setor público consolidado será de R$ 143,3 bilhões, valor que corresponde a 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) - soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Com o abatimento dos R$ 28,7 bilhões destinados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a meta do superávit primário fica em R$ 114,7 bilhões (ou 2% do PIB).

Daniel Lima e Kelly Oliveira 
Repórteres da Agência Brasil 

Com estimativa de crescimento da economia de 3% e inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 5% para 2015, o governo encaminhou nesta terça-feira (15) ao Congresso Nacional, o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2015 (LDO-2015). Pelo projeto, o salário mínimo será reajustado em 7,71% e vai ficar em R$ 779,79 em 2015.
O governo estima que o superávit primário para o setor público consolidado será de R$ 143,3 bilhões, valor que corresponde a 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) - soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Com o abatimento dos R$ 28,7 bilhões destinados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a meta do superávit primário fica em R$ 114,7 bilhões (ou 2% do PIB).
Superávit primário é a poupança para pagar os juros da dívida que o governo tem com outros países e outros credores. Na medida em que o país consegue alcançar as metas de superávits primários, indica que tem condições de pagar suas dividas.
A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) tem como principal finalidade orientar a elaboração dos orçamentos fiscais e da seguridade social e de investimento dos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, das empresas públicas e das autarquias.
Com a LDO, o governo estabelece as metas e prioridades da administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro do ano seguinte.
A LDO tem de ser enviada pelo Executivo ao Congresso até 15 de abril e aprovada pelo Legislativo até 30 de junho. Se não for aprovada nesse período, o Congresso não pode ter recesso em julho. A aprovação da LDO é a base para elaborar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA), que deve ser apreciada pelo Congresso Nacional até agosto.
Como é lei, após sancionada, nenhum governante deve aumentar despesas, gastar mais do que está previsto na Lei Orçamentária ou criar novos impostos para o pagamento de suas contas sem autorização do Legislativo.
Com a Lei de Responsabilidade Fiscal, a LDO passou a ter um papel importante na condução da política fiscal do governo, devendo estabelecer e indicar as metas fiscais a serem atingidas a cada exercício financeiro a que se refere.
Fonte - Agência Brasil  15/04/2014

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Salários, bens e serviços impulsionaram arrecadação recorde

Economia

Conforme os dados apresentados pela Receita Federal, o desempenho das receitas administradas pelo fisco federal aumentou 0,91%, com acréscimo de R$ 1,06 bilhão em comparação ao mesmo período do ano passado, já com o ajuste do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em valores globais foram arrecadados R$ 117,13 bilhões ante R$ 116,07 bilhões comparando-se os meses de janeiro de 2014 e de 2013.

Daniel Lima 
Repórter da Agência Brasil 

A arrecadação de R$ 123,667 bilhões em janeiro deste ano, a maior da história, anunciada hoje pela Receita Federal, foi impulsionada pelas vendas de bens e serviços, que aumentaram 2,87% em comparação ao mesmo período de 2013.
Houve ainda, indicou a Receita, crescimento da massa salarial de 10,37% e do valor em dólar das exportações de 8,27%. O fator negativo foi a produção industrial, que registrou queda de 2,31%.
Conforme os dados apresentados pela Receita Federal, o desempenho das receitas administradas pelo fisco federal aumentou 0,91%, com acréscimo de R$ 1,06 bilhão em comparação ao mesmo período do ano passado, já com o ajuste do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em valores globais foram arrecadados R$ 117,13 bilhões ante R$ 116,07 bilhões comparando-se os meses de janeiro de 2014 e de 2013.
A Receita Previdenciária, com R$ 28,71 bilhões, teve um acréscimo de 4,26% na arrecadação das receitas administradas. O item representa um variação de 110,52% na participação total da arrecadação. Já o Imposto de Renda do rendimento do trabalho, com R$ 9,58 bilhões, cresceu 5,6%, e o Imposto sobre Importações - somado ao Imposto sobre Produtos Industrializados-Vinculado -, cresceu 8,22%, chegando a R$ 4,76 bilhões.
O Imposto de Renda de rendimentos de residentes do exterior cresceu 12,69%, passando a R$ 2,21 bilhões, e o Imposto de Renda sobre Rendimentos de Capital ficou em R$ 3,37 bilhões, com crescimento de 6,88%. O Imposto sobre Produtos Industrializados, sem o registro vinculado, cresceu 10,89%, chegando a R$ 1,33 bilhão.
Em contrapartida, houve queda nos seguintes tributos: Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), equivalente a -7,5%; Cofins/PIS-Pasep (-4%); Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), ambos com queda correspondente -5,46%. As demais receitas administradas cresceram 36,18%. A Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social) incide sobre as pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do Imposto de Renda, inclusive as empresas públicas.
O coordenador de Previsão e Análise da Receita Federal, Raimundo Elói de Carvalho, disse que a redução da receita da Cofins/PIS-Pasep foi resultado da combinação dos seguintes fatores: redução da Cofins e do PIS incidentes sobre as exportações, em razão de compensações tributárias e da diminição da base de cálculo aprovada pela Lei 12.865/2013. Pela Lei 12.865/2013 a União foi autorizada a conceder subvenção extraordinária aos produtores fornecedores independentes de cana-de-açúcar afetados por condições climáticas adversas durante a safra 2011/2012 na Região Nordeste.
Fonte - Agência Brasil  25/02/2014

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Com tendência de queda, prévia da inflação oficial fica em 0,67%

Economia

Vitor Abdala 
Repórter da Agência Brasil 
Preços das passagens aéreas
 influenciam queda da inflação
 Valter Campanato
Rio de Janeiro – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), que é a prévia da inflação oficial, registrou taxa de 0,67% em janeiro deste ano. O índice é inferior ao observado nas prévias de dezembro (0,75%) e janeiro de 2013 (0,88%), segundo dados divulgados hoje (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em 12 meses, o IPCA-15 acumula taxa de 5,63%. A queda da taxa em janeiro foi influenciada principalmente pelas despesas com transporte, cuja inflação caiu de 1,17% em dezembro para 0,43% neste mês. Neste grupo de despesas, o principal destaque foi a queda de preços (deflação) de 16,32% nas passagens aéreas.
Também tiveram queda da taxa os grupos de despesa comunicação (que passou de 0,92% na prévia de dezembro para -0,02% na prévia de janeiro), vestuário (que passou de 0,78% para 0,59%), artigos de residência (de 0,57% para 0,49%), saúde e cuidados pessoais (de 0,46% para 0,41%) e habitação (de 0,59% para 0,58%).
Por outro lado, a alta da inflação dos alimentos impediu uma queda maior do IPCA-15 em janeiro. A inflação dos alimentos e bebidas subiu de 0,59% na prévia de dezembro para 0,96% em janeiro. Entre os itens que mais contribuíram para a inflação dos alimentos estão a cenoura (com taxa de 16,3%), cebola (14,33%), frutas (4,34%), hortaliças(4,57%), arroz (1,49%) e o pão francês (1,04%).
Fonte - Agência Brasil  23/01/2014

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Inflação medida pelo IPCA alcançou 0,54% em novembro

Economia

Vinícius Lisboa
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Rio de Janeiro - A inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), recuou para 0,54% em novembro, divulgou hoje (6) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, a inflação se afasta do teto da meta do governo (6,5%), com uma taxa acumulada em 5,77 % nos últimos doze meses.
O índice de novembro caiu 0,03 ponto percentual em relação ao de outubro, que foi de 0,57%. No ano, a inflação acumula 4,95%. O IPCA é considerado o índice oficial de inflação do país.
O período de coleta do IPCA vai do dia 1º ao dia 30 ou 31, dependendo do mês. A pesquisa é realizada em estabelecimentos comerciais, prestadores de serviços, domicílios (para verificar valores de aluguel) e concessionárias de serviços públicos. Os preços obtidos são os efetivamente cobrados ao consumidor, para pagamento à vista.
A inflação acumulada em 12 meses foi a menor desde novembro de 2012 (5,53%). Em uma trajetória de alta que começou em junho do ano passado (4,92%), o IPCA iniciou o ano com 6,15% e subiu até 6,70% em junho. Desde então, a taxa vem caindo.
Os grupos que contribuíram para a queda da inflação em novembro são liderados pelos alimentos (de 1,03% para 0,56%), que correspondem a cerca de 23% do índice. Artigos de residência (de 0,81% para 0,35%) e
vestuário (de 1,13% para 0,85%) também caíram. Com a exceção de educação, que variou de 0,09% para 0,08%, a inflação aumentou em todos os outros grupos, com destaque para despesas pessoais, de 0,43% para
0,87%, transportes (de 0,17% para 0,36%) e habitação (de 0,56% para 0,69%).
Os itens que exerceram maior impacto na taxa foram empregado doméstico (0,97%), energia elétrica (1,63%) e passagens aéreas (6,52%). O aumento de 13% dos cigarros que vigora desde 2 de novembro fez o item
também ganhar importância, com alta de 3,19%.
Entre as capitais brasileiras pesquisadas, a taxa subiu de 0,44% para 0,99% em Fortaleza; de 0,55% para 0,61%, em Porto Alegre; de 0,46% para 0,55%, em Brasília; de 0,42% para 0,53%, em Belo Horizonte; e de 0,14% para 0,39%, em Salvador. As demais registraram queda, incluindo São Paulo (de 0,69% para 0,45%), que correspondeu a 31,68% da taxa em novembro.
Fonte - Agência Brasil  06/12/2013

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Inflação acumulada fica em menos de 6% pela primeira vez em 2013

Economia

Vinícius Lisboa
Repórter da Agência Brasil
foto ilustração - pregopontocom
Rio de Janeiro - A queda de itens monitorados, como a energia elétrica, e a variação menos acelerada de produtos alimentícios no segundo trimestre de 2013 contribuíram para que a inflação acumulada em 12 meses chegasse, em setembro, a um patamar inferior a 6% pela primeira vez neste ano, avaliou a coordenadora de Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eulina Nunes.
"Isso ocorreu porque as taxas do IPCA [Índice de Preços ao Consumidor Amplo] estão menos fortes de julho para cá do que em igual período do ano passado, considerando os preços dos produtos alimentícios, que não estão exercendo uma função tão forte quanto a que exerceram naqueles meses. Estamos trocando taxas mais altas por taxas mais baixas no acumulado de 12 meses".
O índice acumulado no período de outubro de 2012 a setembro de 2013 foi 5,86%, contra 6,09% entre setembro de 2012 e agosto de 2013. A taxa do mês de setembro deste ano foi 0,35%, enquanto a do mesmo mês em 2012 ficou em 0,57%.
Entre os índices monitorados, cujas variações não se dão livremente de acordo com o mercado, Eulina destaca a energia elétrica e a passagem de ônibus como os que mais ajudam no controle da taxa.
"Para que a inflação atingisse um nível bem mais baixo nesses últimos três meses, certamente contribuíram muito os produtos monitorados, em particular a energia elétrica, que foi um alivio para o bolso do consumidor. Os ônibus urbanos também, porque se considerarmos de janeiro a setembro estavam com uma variação muito mais alta no ano passado do que estavam neste ano, em que a média está perto de zero".
Enquanto no ano passado os monitorados acumulavam 2,51% de inflação até setembro, neste ano a variação está próxima de zero. Segundo Eulina, mesmo os reajustes que costumavam ser feitos pelas companhias de abastecimento de água e esgoto no segundo trimestre ficaram abaixo do esperado desde as manifestações iniciadas em junho.
Na taxa de setembro, apesar disso, o IPCA cresceu em relação a agosto, puxado pelas passagens aéreas, que tiveram impacto de 0,08 ponto percentual no resultado final, de 0,35%. Para o aumento desse item, o dólar exerceu pressão nos custos das companhias, que também elevaram os preços com a maior demanda criada por eventos como o Rock in Rio e o Círio de Nazaré.
O impacto do dólar também foi sentido em outros itens do IPCA, como higiene pessoal, e puxou a alta do pão francês, que acumula 14,79% de inflação em 12 meses e subiu mais 3,37% em setembro. Como importador de trigo, o país teve impacto no preço pela alta da moeda americana no mês passado, assim como por problemas de safra na Argentina.
"O impacto do dólar também é bastante evidenciado nos preços dos eletrodomésticos, que subiram aliados a uma demanda forte dado o crédito do governo para a compra desses itens", acrescentou Eulina, referindo-se ao Programa Minha Casa Melhor, do governo federal.
Fonte -  Agência Brasil  09/10/2013 

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Instituições financeiras preveem inflação menor este ano e em 2014

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil  

Brasília – A projeção de instituições financeiras para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços
foto ilustração - BCB
ao  consumidor Amplo (IPCA), caiu tanto para este ano quanto para 2014. Para 2013, a projeção passou de 5,75% para 5,74%. No próximo ano, a expectativa é que a inflação fique em 5,85%, contra 5,87% previstos na semana passada.
Essas estimativas são resultado de pesquisa do Banco Central (BC) com instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos. As estimativas estão distantes do centro da meta de inflação, de 4,5%, e abaixo do limite superior de 6,5%. É função do BC fazer com que a inflação convirja para o centro da meta.
Um dos instrumentos usados pelo BC para influenciar a atividade econômica e, por consequência, a inflação, é a taxa básica de juros, a Selic. Para as instituições financeiras, ao final deste ano, essa taxa estará em 9,25% ao ano. Essa é a mesma expectativa para o fim de 2014. Atualmente, a Selic está em 8,5% ao ano. A próxima reunião do Copom será nos dias 27 e 28 deste mês.
A pesquisa do BC também traz a mediana das expectativas para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que permanece em 4,28%, este ano, e foi ajustada de 5,43% para 5,37%, em 2014.
A projeção para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) foi alterada de 4,81% para 4,57% este ano, e mantida em 5,50% em 2014. Para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), as projeções foram ajustadas de 4,69% para 4,50%, em 2013, e seguem em 5,50% no próximo ano.
Fonte - Agência Brasil  12/08/2013

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Inflação oficial fecha julho em 0,03%

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, registrou taxa de 0,03% em julho deste ano. Em junho, a taxa havia sido de 0,26%. Em julho do ano passado, a inflação foi 0,43%.
O dado foi divulgado hoje (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A inflação de julho deste ano foi a mais baixa desde julho de 2010, que havia sido de 0,01%. Entre os principais responsáveis pela queda da inflação estão os transportes, com queda de preços de 0,66% e alimentação, com deflação de 0,33%.
O grupo de despesas vestuário também teve queda de preços, de 0,39%.
Por outro lado, as despesas pessoais, com inflação de 1,13% foram o
principal responsável por evitar uma queda maior da taxa.
O IPCA acumula taxa de 3,18% no ano. No acumulado de 12 meses, o IPCA
registrou taxa de 6,27% e voltou a ficar abaixo do teto da meta de
inflação do governo, que é de 6,5%.
O grupo de despesas vestuário também teve queda de preços, de 0,39%. Por outro lado, as despesas pessoais (1,13%) foram o principal responsável por evitar uma queda maior da taxa.
O IPCA acumula taxa de 3,18% no ano. No acumulado de 12 meses, o IPCA
Fonte - Agência Brasil  07/08/2013

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Estimativa para inflação cai, pela terceira semana seguida, para 5,75% este ano

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A projeção de analistas de instituições financeiras pesquisadas pelo Banco Central (BC) para a
foto - ilustração
inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caiu pela terceira semana seguida. Desta vez, a estimativa passou de 5,80% para 5,75%. Para 2014, a estimativa foi reduzida de 5,90% para 5,87%. As estimativas estão acima do centro da meta de inflação, 4,5%, e abaixo do limite superior de 6,5%.
A projeção para a taxa básica de juros, a Selic, usada pelo BC como instrumento para controlar a inflação, segue em 9,25% ao ano, ao final de 2013. Para o fim de 2014, a mediana (desconsidera os extremos nas projeções) das expectativas caiu de 9,50% para 9,38% ao ano. Atualmente, a Selic está em 8,50% ao ano.
A pesquisa do BC também traz estimativa para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que foi ajustada 4,68% para 4,57%, este ano, e de 5,04% para 5,35%, em 2014.
A projeção para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) caiu de 4,96% para 4,94%, este ano, e segue em 5,50%, em 2014. Para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), a estimativa permanece em 5%, este ano. Para 2014, houve ajuste de 5,47% para 5,50%.
Fonte - Agência Brasil  22/07/2013