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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Alimentos têm terceira queda de preços consecutiva, mostra IPCA

Economia

A baixa atingiu grande parte dos principais produtos alimentícios. “A safra agrícola neste ano é grande, estimada em 193 milhões de toneladas [no país]. E não é só no Brasil, o mundo todo está colhendo bons frutos.

Vitor Abdala 
Repórter da Agência Brasil 
Antonio Cruz/Agência Brasil
Com queda de 0,15%, os alimentos foram os principais responsáveis pela alta acentuada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esta é a terceira queda mensal consecutiva nos preços dos alimentos.
A baixa atingiu grande parte dos principais produtos alimentícios. “A safra agrícola neste ano é grande, estimada em 193 milhões de toneladas [no país]. E não é só no Brasil, o mundo todo está colhendo bons frutos. O clima tem propiciado e a colheita tem sido muito boa”, disse a coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos.
Apresentaram quedas nos preços em agosto, os produtos como feijão-preto (-3,16%), óleo de soja (-4,94%), tomate (-5,8%), farinha de mandioca (-1,42%), frutas (-1,96%), farinha de trigo (-2,31%), arroz (-1,07%) e pescados (-0,61%).
Apesar das baixas consecutivas, os alimentos que representam quase um quarto do gasto dos orçamentos das famílias, ainda acumulam inflações de 4,76% no ano e 7,53% no período de 12 meses. Em ambos casos, está acima da média da inflação oficial 4,02% no ano e 6,51% em 12 meses.

Minério de ferro e safra agrícola recorde devem aquecer encomendas no setor ferroviário

Economia

Segundo Noberto Fabris, diretor corporativo das Empresas Randon, o sistema ferroviário está muito fundamentado no setor agrícola. “Tivemos boas modificações no setor de cargas para grãos. A implantação de novas soluções proporcionaram agilidade às operações. Descargas que levavam cerca de 26 minutos, passaram a ser feitas em no máximo três minutos”, acrescenta.

RF
foto - ilustração
O minério de ferro e a soja lideram o número de contêineres transportados pelo modal ferroviário no País. De acordo com dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT), de 2006 a 2012, o transporte de minério de ferro teve um crescimento de 29% na movimentação de cargas por ferrovia, seguido pela soja (grão e farelo) com 7,43%. Este resultado refletiu positivamente nas fornecedoras do modal, que enxergaram uma oportunidade de oferecer ao setor ferroviário inovações em termos de composições, vagões, tanques e plataformas para contêineres.
Segundo Noberto Fabris, diretor corporativo das Empresas Randon, o sistema ferroviário está muito fundamentado no setor agrícola. “Tivemos boas modificações no setor de cargas para grãos. A implantação de novas soluções proporcionaram agilidade às operações. Descargas que levavam cerca de 26 minutos, passaram a ser feitas em no máximo três minutos”, acrescenta.
Planejamento da demanda - O diretor também destaca a necessidade de um maior estabilidade na sistemática da fabricação, já que antigamente as encomendas eram feitas em lote pelas concessionárias, o que interrompia o fluxo de abastecimento. “O desafio é manter a continuidade na produção por meio de um planejamento anual sem tantos altos e baixos”, diz Fabris, que aponta a importância de projetos e investimentos em infraestrutura e produtividade para favorecer a competitividade logística.
O Programa de Investimentos em Logística, do Governo Federal, é um exemplo, e prevê um novo modelo de concessão com 12 novos trechos ferroviários. O programa também pretende realizar intervenções em 10 mil quilômetros de ferrovias com investimento estimado em R$ 91 bilhões no decorrer dos próximos 25 anos. Estes avanços colaboraram no aquecimento da indústria de fornecimento, com a produção de equipamentos e ativos rodantes para o setor ferroviário. Segundo Noberto Fabris, a projeção de crescimento para a matriz do transporte está em torno de 25%. “Estamos em 2014 e já com muitas inovações. O ganho de produtividade foi o mais importante porque trouxe força para dentro da ferrovia e materiais diferenciados que auxiliam no transporte de carga”, comenta o diretor.
As soluções em peças e equipamentos da Randon e de outras empresas do setor para atender o modal ferroviário poderão ser conferidas durante a NT Expo - 17ª Negócios nos Trilhos, que acontece de 11 a 13 de novembro, em São Paulo.
Fonte - Revista Ferroviária  05/09/2014