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terça-feira, 3 de novembro de 2015

Vendas de consórcios de imóveis crescem 47% no ano

Economia

Segundo balanço divulgado hoje (3) pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), houve 179,6 mil ingressos em consórcios para aquisição de imóveis nos primeiros nove meses de 2015, em comparação a 122,2 mil nos mesmos meses do ano passado.

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil
Ag.Brasil
As vendas de novas cotas de consórcios de imóveis cresceram 47% no acumulado de janeiro a setembro em comparação com o mesmo período de 2014. Segundo balanço divulgado hoje (3) pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), houve 179,6 mil ingressos em consórcios para aquisição de imóveis nos primeiros nove meses de 2015, em comparação a 122,2 mil nos mesmos meses do ano passado.
Levando-se em conta outras modalidades de consórcios (motocicletas, veículos novos, veículos usados, além de imóveis), o crescimento no período foi 4,4%, com a venda de 1,74 milhão de cotas de janeiro a setembro. No período equivalente de 2014, houve 1,67 milhão de novos ingressos. No total, o número de participantes de consórcios chegou a 7,15 milhões em setembro de 2015. No mesmo mês do ano passado, 6,98 milhões pessoas participavam de alguma modalidade de consórcio.
A associação atribui a expansão do setor ao cenário econômico atual, que incluí alta da inflação e taxas de juros, além de mudanças nas regras para financiamento de imóveis. “O consumidor brasileiro tem procurado reavaliar seus gastos mensais estabelecendo mudanças nas condutas pessoais ou familiares dentro do orçamento do mês, visando à manutenção do seu poder de compra”, ressalta a nota da Abac.
Os consórcios de veículos leves tiveram aumento de 14,5% nas vendas no acumulado dos nove primeiros meses de 2015. De janeiro a setembro houve 709,5 mil novos ingressos no sistema, enquanto no mesmo período do ano passado foram 619,5 mil. Ao todo, havia 3,12 milhões de participantes de consórcios para aquisição de veículos de passeio e caminhonetes em setembro deste ano, crescimento de 8,3% em comparação a setembro do ano passado No mesmo mês de 2014, havia 2,88 milhões de participantes.
O resultado foi negativo levando-se em conta apenas o ramo de motocicletas. A venda de novas cotas para aquisição de motos teve queda de 8,6% entre janeiro e setembro deste ano em comparação com o mesmo período de 2014. No acumulado dos nove primeiros meses de 2015 foram registrados 802,8 mil novos ingressos em consórcios para compra de motos. No mesmo período do ano passado as vendas desse tipo somaram 878,5 mil. Ao todo, os consórcios para veículos de duas rodas englobavam 2,89 milhões de participantes em setembro, contra 3,01 milhões no mesmo mês de 2014.
Fonte - Agência Brasil  03/11/2015

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Em SP, Linha 6 do Metrô já provoca valorização em imóveis

Metrô SP

"Já estamos sentindo as pressões de valorização", afirma o vice-presidente de Assuntos Legislativos e Urbanismo Metropolitano do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Ricardo Yazbek. Segundo ele, a valorização pode se estender em um raio de até 600 metros da estação do metrô.

O Estado de S. Paulo
foto - ilustração
As obras da Linha 6-laranja do Metrô, em São Paulo mal começaram, mas já começaram a mexer com os preços dos imóveis das regiões ao longo do trajeto. Corretores de imobiliárias ouvidos pelo Estado confirmam a valorização dos imóveis especialmente na Freguesia do Ó, Morro Grande e Brasilândia, com alta de até 30%.
"Já estamos sentindo as pressões de valorização", afirma o vice-presidente de Assuntos Legislativos e Urbanismo Metropolitano do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Ricardo Yazbek. Segundo ele, a valorização pode se estender em um raio de até 600 metros da estação do metrô.
Segundo especialistas do mercado imobiliário, a chegada metrô costuma provocar valorização dos imóveis por até dez anos após a inauguração das estações.
O canteiro de obras da nova linha já foi instalado na avenida Santa Marina próximo à Marginal do Tietê, na zona Norte. As obras já deveriam ter sido iniciadas, mas enfrentam questionamentos na justiça.
"São Paulo tem 7 milhões de veículos licenciados e 11 milhões de habitantes, e cada vez mais as pessoas se preocupam em buscar imóveis que estejam próximos a linhas de transporte", afirma Yazbek.
A linha 6-Laranja irá da estação São Joaquim, no bairro da Liberdade, até a Brasilândia, na Zona Norte. Passará pela Bela Vista, região central da capital, Higienópolis, Perdizes e Pompéia.
Segundo o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), José Augusto Viana Neto, a tendência é que não haja valorização dos imóveis em Higienópolis. "O preço já é muito alto e parte dos moradores não estavam querendo o metrô."
Em 2011, quando o trajeto da linha foi anunciado, reclamações de moradores que não queriam uma estação no bairro motivaram protestos de grupos favoráveis ao metrô.
A corretora Joana Boaventura afirma que o aumento do preço dos imóveis na Freguesia do Ó, desde o anúncio da chegada do metrô este ano, foi de 20% e o metro quadrado, hoje, custa cerca de R$ 2.500. Para o corretor Vicente Navarro, a valorização trouxe problemas. "Para nós, está até mais difícil negociar. Avaliamos com um preço, mas o proprietário quer mais, por causa da nova linha do metrô."
Na capital, os preços do mercado imobiliário estão subindo de forma 'mais comportada', segundo Yazbek. Entre 2007 e 2011, a aceleração foi grande e teve seu pico. "De 2011 para 2014, o aumento está próximo da inflação. Mas não houve queda de preço."
O metro quadrado paulista é o segundo mais caro do Brasil. Ele fica atrás de imóveis nas Avenidas Delfim Moreira e Vieira Souto, no Leblon e em Ipanema, respectivamente, no Rio de Janeiro, onde o metro quadrado mais caro pode custar cerca de R$ 55 mil.
No bairro da Vila Nova Conceição e em algumas ruas dos Jardins e de Higienópolis, o metro quadrado chega a ser avaliado em cerca de R$ 30 mil. Alguns bairros da zona norte, Parelheiros e Guianases têm a área mais barata da cidade: entre R$ 2.500 e R$ 3 mil por metro quadrado. A média da capital fica em R$ 7.500.
"Há um desejo natural das pessoas de procurar locais que tenham infra-estrutura, que possa fazer vida na cidade mais fácil. Um bairro que tenha padaria, comércio, serviço, educação e saúde no entorno é mais valorizado, pela comodidade", explica Yazbek.
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Fonte - Revista Ferroviária  24/09/2014

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Índice que reajusta aluguéis tem em julho terceira queda seguida

Economia

O resultado mensal foi puxado principalmente pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) – um dos três componentes do IGP-M –, que apresentou variação de -1,11%. A queda foi puxada pelo subgrupo alimentos in natura (-7,71%).

Bruno Bocchini 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado como referência para os reajustes de aluguel e tarifas de energia elétrica, apresentou deflação de 0,61% em julho, segundo pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgada hoje (30). Em junho, o índice já havia caído 0,74%, e, em maio, de 0,13%. Com o resultado, a inflação acumulada em 2014, até julho, atinge 1,83%. Em 12 meses, a alta chega a 5,32%.
O resultado mensal foi puxado principalmente pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) – um dos três componentes do IGP-M –, que apresentou variação de -1,11%. A queda foi puxada pelo subgrupo alimentos in natura (-7,71%).
Já o segundo componente, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), registrou variação de 0,15%, em julho, sob a influência do subgrupo educação, leitura e recreação (-0,04%) e do item passagem aérea, que registou queda de 13,11%.
Terceiro componente do IGP-M, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou, em julho, variação de 0,80%, resultado influenciado pela variação de materiais, equipamentos e serviços (0,45%). No caso da mão de obra, o índice ficou em 1,11%.
O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.
Fonte - Agência Brasil 30;07/2014

sábado, 3 de maio de 2014

Feirão da Casa Própria terá imóveis a partir de R$ 90 mil

Habitação

Feirão deve aquecer mercado da construção civil

Kleyzer Seixas
Mila Cordeiro | Ag. A TARDE
A 10ª edição do Feirão da Casa Própria, da Caixa Econômica Federal (CEF), terá um acréscimo na oferta de imóveis este ano de, no mínimo, duas mil unidades a mais em relação a 2013, quando foram disponibilizadas 20 mil. O evento será realizado em Salvador de 16 a 18 de maio, no Centro de Convenções da Bahia, e a expectativa é receber em torno de 40 mil visitantes, número 30% maior do que o registrado na edição passada.
Quem for ao feirão encontrará imóveis com valores que variam de R$ 90 mil a mais de R$ 1 milhão. São apartamentos ainda na planta e recém-construídos, com o habite-se de, no máximo, seis meses. "As empresas que estarão ofertando os imóveis são empresas pré-analisadas pela Caixa; então, são empreendimentos que têm uma garantia", afirma o gerente de habitação da Caixa Econômica, Dimas Neto.
Uma das vantagens do Feirão da Caixa é o tempo para o pagamento da primeira parcela. Quem contratar o financiamento imobiliário poderá optar por pagar a primeira parcela somente em janeiro de 2015. O prazo para o financiamento imobiliário é de até 35 anos e as taxas de juros são a partir de 4,5% ao ano, variando de acordo com a renda do tomador e o valor financiado.
O financiamento cobre, normalmente, 80% do valor do imóvel, mas em se tratando das unidades do programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida, o financiamento pode chegar a 100% do valor, o que vai depender de cada caso, segundo o gerente de habitação da Caixa.
Mas é importante ficar atento ao custo que a compra da casa própria terá nas despesas familiares. Para não comprometer o orçamento, é indicado que o valor não ultrapasse 30% da renda do comprador, aconselha a coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolci. "Acima desse percentual, o consumidor começa a ter problemas de endividamento".
O complicador, segundo Maria Inês, é o fato de o financiamento se tratar de uma dívida de longo prazo, já que outros compromissos podem ser assumidos pelo consumidor. Assim, ele pode acabar acumulando dívidas. "O consumidor deve ficar atento ao quanto pode pagar pelo imóvel", alerta a coordenadora da Proteste.

Compra segura
Além de ficar de olho na questão financeira, os compradores também não podem deixar de levar em consideração a localização do imóvel, verificar o padrão de acabamento da unidade e pesquisar o histórico da construtora, afirma o corretor Luiz Alberto Sobrinho. "É importante ficar atento à localização, porque, no momento pode ser oferecida uma coisa e pode ser outra. Por isso, antes de fechar o negócio, é indicado ir ao terreno, no caso de imóvel na planta, ou ver como é o apartamento, para ter certeza de que se encaixa com o que se quer comprar".
Dilton Fraga foi um dos clientes que tomaram o empréstimo para depois fazer a compra. "Aproveitei a oportunidade para garantir o empréstimo e optei por comprar depois, com mais cuidado", afirma Fraga, que comprou um apartamento de dois quartos em Brotas. A gerente comercial da Excelência Imobiliária, Ana Figueredo, diz que o ideal é fazer a análise de crédito para conseguir a aprovação e, então, sair em busca do imóvel.
Como o feirão dá a possibilidade de o cliente fazer uma análise do metro quadrado, é indicado comparar as opções. "É importante saber quanto está sendo pedido naquela região e verificar as condições do negócio, para não comprar por impulso", diz a coordenadora da Proteste, Maria Inês Dolci.
Fonte - A Tarde 03/05/2014

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Crédito para acessibilidade ajudará deficientes a terem independência

Acessibilidade

Elas significam independência para pessoas como o jornalista Luciano Oliveira Alves do Nascimento, 27 anos, morador do Rio de Janeiro.
Tetraplégico desde os 15 anos, quando bateu a cabeça em uma pedra, Luciano ainda não conseguiu adaptar o banheiro do apartamento onde mora com a mãe

Mariana Branco 
Repórter da Agência Brasil
Luciano Nascimento participa de atividades
na ABBR-Divulgação/Associação Brasileira
 Beneficente de Reabilitação
Pesadas para o bolso como todas as reformas, obras de acessibilidade como instalação de barras, construção de rampas, alargamento de portas e nivelamento de piso fazem toda a diferença em casas onde há moradores com deficiências físicas. Elas significam independência para pessoas como o jornalista Luciano Oliveira Alves do Nascimento, 27 anos, morador do Rio de Janeiro.
Tetraplégico desde os 15 anos, quando bateu a cabeça em uma pedra, Luciano ainda não conseguiu adaptar o banheiro do apartamento onde mora com a mãe. O resultado é que precisa tomar banho fora do box e depende do auxílio dela. Graças a uma resolução aprovada na última semana pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a vida dele e de outros deficientes deve ficar mais fácil.
Uma decisão do colegiado determinou que pessoas que ganham até dez salários mínimos poderão usar microcrédito a juros baixos para fazer as mudanças necessárias nos imóveis. A linha complementa outra já existente, para adquirir bens de locomoção. “É a mesma linha de crédito, a diferença é que está ampliando o escopo”, explica o coordenador de Políticas Sociais da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Arnaldo de Lima Júnior. Os recursos também vêm da mesma fonte, o limite de 2% dos depósitos à vista que os bancos devem usar para operações de microcrédito. As condições para os empréstimos já podem ser consultadas no Banco do Brasil.
Segundo Arnaldo de Lima Júnior, em tese, qualquer instituição financeira pode ofertar a nova linha, com juros até 2% ao mês. No entanto, como trabalha com subvenção econômica, o BB tem condições de oferecer juros menores, perto de 0,40% ao mês. O valor máximo para tomada de empréstimo é o mesmo do microcrédito para bens de locomoção, R$ 30 mil. O teto vale por pessoa, não por operação. Lima explica que é possível, por exemplo, financiar uma cadeira de rodas e depois fazer novo empréstimo para adaptações na casa. O prazo para pagamento é até 60 meses.
Para ter acesso aos recursos para reformas, é preciso apresentar projeto assinado por arquiteto cadastrado no Conselho de Arquitetura e Urbanismo.Deve ser anexado ainda relatório de responsabilidade técnica firmado pelo arquiteto, detalhando a quantidade de materiais e mão de obra necessária. Além disso, o dinheiro só será liberado para imóveis legalizados, com certidão no Cartório de Registro de Imóveis. Como encomendar o projeto arquitetônico envolve gastos, Arnaldo de Lima Júnior esclarece que é possível solicitar crédito também para financiá-lo. A apresentação do projeto é feita a posteriori e o banco pode suspender os recursos se constatar irregularidades.
Luciano do Nascimento, que orçou a reforma do banheiro de seu apartamento em R$ 10 mil, pretende recorrer ao crédito para custeá-la. “Quero colocar o piso [do banheiro] no mesmo nível do da sala, usar piso antiderrapante, substituir um batente do box por uma mini-rampa, trocar de lugar o vaso sanitário para facilitar a entrada e abaixar o nível da pia”, enumera o jornalista, que diz que planeja as adaptações há algum tempo, mas nunca teve recursos para financiá-las do próprio bolso. “A minha casa é relativamente adaptada, eu e minha mãe alargamos as portas. Mas desde que me mudei, nunca consegui tomar banho dentro do box. É um transtorno, pois molha o banheiro todo”.
Além do banheiro, Luciano tem intenção de fazer uma rampa na entrada do apartamento. Ele já havia entrado em contato com o Banco do Brasil em busca de informações sobre a linha de crédito destinada à compra de bens de locomoção. “Acabei não precisando usá-la, pois ganhei a cadeira de rodas motorizada de que precisava”, explica. Para ele, iniciativas do tipo são importantes porque o acesso a adaptações e facilidades para deficientes ainda é difícil no país. “Tudo aqui no Brasil para uma pessoa com deficiência ainda é muito caro. Temos poucos lugares vendendo produtos adaptados e muitos são importados”, comenta.
Carolina Vasconcelos, coordenadora de Terapia Ocupacional da Associação Brasileira Beneficiente de Reabilitação (ABBR), ajuda pacientes a ganharem independência na vida doméstica, simulando a realização de tarefas em um espaço batizado de Laboratório de Atividades da Vida Diária. O espaço simula uma residência com as adaptações necessárias. Segundo ela, no entanto, frequentemente o ambiente contrasta com aquele que os deficientes têm em suas casas.
“Quando o paciente entra na instituição, a gente vê imagens da casa dele e propõe mudanças. Colocação de barras, banheiro, alargamento de portas, retirar blindex do box. Ele sai com todas as indicações. Mas muitos pacientes que a gente atende são pessoas carentes, que não têm condições financeiras de investir em uma mudança. Acho que esse crédito vai abrir muitas portas. Quando a gente consegue adequar o espaço, acabar com as barreiras arquitetônicas, promove a autonomia dessa pessoa”, opina.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Crédito imobiliário bateu recorde em 2013

Economia

Marli Moreira 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
São Paulo - Mais de meio milhão de imóveis foram financiados, em 2013, com recursos atrelados à movimentação financeira do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo. Foi um recorde do crédito imobiliário com aplicação R$ 109,2 bilhões, valor 32% acima do alcançado em 2012. No ano anterior, o volume cresceu 3,6% e chegou a R$ 82,8 bilhões.
A maioria dos desembolsos, R$ 76,9 bilhões, destinou-se à compra da casa própria cuja demanda aumentou 41%. Um terço do total (R$ 32,2 bilhões) refere-se ao custeio de construção de imóveis, valor 15% maior do que no ano anterior. O número de unidades financiadas no período de janeiro a dezembro de 2013 cresceu 17% somando 529,8 mil ante 453,2 mil, em 2012.
Só em dezembro último, houve expansão dos desembolsos de 7% com a liberação de crédito para 50,9 mil imóveis. A oferta está diretamente ligada à captação líquida das cadernetas de poupança, que também atingiu o maior volume histórico (R$ 54,3 bilhões) ou 46% a mais do que em 2012, elevando em 20% o saldo para R$ 467 bilhões.
Os dados foram divulgados hoje (21) pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança que projeta para 2014 uma alta entre 15% e 20% nos desembolsos.
O presidente da entidade, Octávio de Lazari Júnior, atribuiu o bom desempenho à manutenção do emprego e renda associada à queda na inadimplência, maior confiança do consumidor em sua capacidade de honrar pagamentos, e ainda à oferta de crédito com juros mais baixos em relação às demais modalidades de empréstimos.
Fonte - Agência Brasil  21/01/2014