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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Em SP, Linha 6 do Metrô já provoca valorização em imóveis

Metrô SP

"Já estamos sentindo as pressões de valorização", afirma o vice-presidente de Assuntos Legislativos e Urbanismo Metropolitano do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Ricardo Yazbek. Segundo ele, a valorização pode se estender em um raio de até 600 metros da estação do metrô.

O Estado de S. Paulo
foto - ilustração
As obras da Linha 6-laranja do Metrô, em São Paulo mal começaram, mas já começaram a mexer com os preços dos imóveis das regiões ao longo do trajeto. Corretores de imobiliárias ouvidos pelo Estado confirmam a valorização dos imóveis especialmente na Freguesia do Ó, Morro Grande e Brasilândia, com alta de até 30%.
"Já estamos sentindo as pressões de valorização", afirma o vice-presidente de Assuntos Legislativos e Urbanismo Metropolitano do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Ricardo Yazbek. Segundo ele, a valorização pode se estender em um raio de até 600 metros da estação do metrô.
Segundo especialistas do mercado imobiliário, a chegada metrô costuma provocar valorização dos imóveis por até dez anos após a inauguração das estações.
O canteiro de obras da nova linha já foi instalado na avenida Santa Marina próximo à Marginal do Tietê, na zona Norte. As obras já deveriam ter sido iniciadas, mas enfrentam questionamentos na justiça.
"São Paulo tem 7 milhões de veículos licenciados e 11 milhões de habitantes, e cada vez mais as pessoas se preocupam em buscar imóveis que estejam próximos a linhas de transporte", afirma Yazbek.
A linha 6-Laranja irá da estação São Joaquim, no bairro da Liberdade, até a Brasilândia, na Zona Norte. Passará pela Bela Vista, região central da capital, Higienópolis, Perdizes e Pompéia.
Segundo o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), José Augusto Viana Neto, a tendência é que não haja valorização dos imóveis em Higienópolis. "O preço já é muito alto e parte dos moradores não estavam querendo o metrô."
Em 2011, quando o trajeto da linha foi anunciado, reclamações de moradores que não queriam uma estação no bairro motivaram protestos de grupos favoráveis ao metrô.
A corretora Joana Boaventura afirma que o aumento do preço dos imóveis na Freguesia do Ó, desde o anúncio da chegada do metrô este ano, foi de 20% e o metro quadrado, hoje, custa cerca de R$ 2.500. Para o corretor Vicente Navarro, a valorização trouxe problemas. "Para nós, está até mais difícil negociar. Avaliamos com um preço, mas o proprietário quer mais, por causa da nova linha do metrô."
Na capital, os preços do mercado imobiliário estão subindo de forma 'mais comportada', segundo Yazbek. Entre 2007 e 2011, a aceleração foi grande e teve seu pico. "De 2011 para 2014, o aumento está próximo da inflação. Mas não houve queda de preço."
O metro quadrado paulista é o segundo mais caro do Brasil. Ele fica atrás de imóveis nas Avenidas Delfim Moreira e Vieira Souto, no Leblon e em Ipanema, respectivamente, no Rio de Janeiro, onde o metro quadrado mais caro pode custar cerca de R$ 55 mil.
No bairro da Vila Nova Conceição e em algumas ruas dos Jardins e de Higienópolis, o metro quadrado chega a ser avaliado em cerca de R$ 30 mil. Alguns bairros da zona norte, Parelheiros e Guianases têm a área mais barata da cidade: entre R$ 2.500 e R$ 3 mil por metro quadrado. A média da capital fica em R$ 7.500.
"Há um desejo natural das pessoas de procurar locais que tenham infra-estrutura, que possa fazer vida na cidade mais fácil. Um bairro que tenha padaria, comércio, serviço, educação e saúde no entorno é mais valorizado, pela comodidade", explica Yazbek.
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Fonte - Revista Ferroviária  24/09/2014

sábado, 3 de maio de 2014

Quilombolas reivindicam reconhecimento de territórios

Direitos humanos

“O Brasil tem o projeto do agronegócio, que é o de ser um dos maiores produtores dos grãos do mundo, para isso vai precisar de muita terra. Para colocar em prática esse projeto, ele vai atingir territórios indígenas e comunidades quilombolas”, diz Negrão.- Como forma de enfrentar a situação, povos indígenas e quilombolas cobraram o reconhecimento dos territórios para garantir a existência das comunidades e a perpetuação das próprias culturas. Eles lembram, contudo, que a luta pela terra tem se tornado ainda mais difícil. 

Helena Martins 
Enviada Especial da Agência Brasil
No Encontro dos Atingidos – Quem Perde 
com os Megaeventos e Megaempreendimentos
 o avanço de grupos econômicos sobre territórios 
tradicionais foi denunciado por moradores 
dessas comunidades - Antonio Cruz/Agência Brasil
O avanço de grupos econômicos sobre territórios tradicionais foi denunciado por moradores dessas comunidades, durante o Encontro dos Atingidos – Quem Perde com os Megaeventos e Megaempreendimentos, que ocorre em Belo Horizonte. Integrante da Frente Nacional em Defesa dos Territórios Quilombolas, Juarez Negrão considera as empresas do agronegócio como principais opositoras e produtoras de conflitos no campo.
“O Brasil tem o projeto do agronegócio, que é o de ser um dos maiores produtores dos grãos do mundo, para isso vai precisar de muita terra. Para colocar em prática esse projeto, ele vai atingir territórios indígenas e comunidades quilombolas”, diz Negrão.
Como forma de enfrentar a situação, povos indígenas e quilombolas cobraram o reconhecimento dos territórios para garantir a existência das comunidades e a perpetuação das próprias culturas. Eles lembram, contudo, que a luta pela terra tem se tornado ainda mais difícil. “A questão da titulação de terra no Brasil, para a especulação imobiliária e o agronegócio, é uma praga, justamente porque quando as terras são tituladas elas saem do mercado, não podem ser negociadas, compradas, dadas”, acrescenta Negrão, que vive no Rio Grande do Sul, estado onde existem 176 quilombos, mas apenas cinco reconhecidos e titulados.
Os participantes do encontro criticaram a PEC 215, que propõe transferir a responsabilidade pela demarcação de terras do Executivo para o Congresso Nacional. Para eles, essa é hoje a maior ameaça a esses povos. “É uma proposta inconstitucional que vai dar fim aos territórios”, disse o integrante da Frente Nacional em Defesa dos Territórios Quilombolas, que também destacou o aumento do racismo e da violência contra os negros no Brasil.
Mesmo sem ser atingida diretamente pela realização de grandes eventos ou projetos, Marilene de Jesus, do Quilombo dos Macacos, na região metropolitana de Salvador, participa do encontro para relatar e buscar apoio à luta dos afrodescendentes. O território que reivindica fica na Base Naval de Aratu, o que faz com que a comunidade vivencie intensos conflitos com a Marinha. “Eles construíram uma estrada no meio da comunidade, já nos impediram de cruzar o território, de plantar, já fomos agredidos”.
O pai de Marilene foi um dos moradores retirados do local, nos anos 1970, quando a base foi construída. O conflito se estendeu ao longo de décadas. Em 2009, os quilombolas acionaram o Ministério Público Federal para que atuasse na Justiça pelo reconhecimento dos moradores como descendentes de escravos. Em 2010, uma decisão liminar foi favorável à Marinha e determinou o despejo das famílias, que resistiram. Logo depois, estudo do Instituto de Colonização e Reforma Agrária considerou o território como quilombola. Diante do impasse, o direito de posse das terras continua em disputa. “No próximo dia 6, vamos ter mais uma audiência. A gente espera que definam logo essa situação para que possamos viver com tranquilidade”, diz.
Fonte - Agência Brasil  03/05/2014

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Desmatamento e destruição de área de preservação ambiental no bairro do STIEP provoca revolta dos moradores do local

Meio Ambiente

Segundo moradores as maquinas chegaram e rapidamente destruíram toda a vegetação existente e escavaram uma grande parte da área de preservação ambiental ao lado da encosta das dunas no referido local

Da Redação
foto - Pregopontocom
Uma grande área de preservação ambiental (em proporções comparadas a um campo de futebol),nas dunas situadas na rua Dr.Augusto Lopes Pontes no bairro do STIEP foi totalmente desmatada e escavada em apenas poucos dias.Segundo moradores as maquinas chegaram e rapidamente destruíram toda a vegetação existente e escavaram uma grande parte da área de preservação ambiental ao lado da encosta das dunas no referido local.Segundo informações dos manifestantes a área foi doada pelo Gov. do Estado a um seguimento religioso para construção de uma igreja e uma creche, os alvarás para o desmatamento e construção foram concedidos pela prefeitura através da Sucom.
Os moradores se disseram assustados com a rapidez como tudo aconteceu,e não aceitam o fato por considera-lo uma agressão ao meio ambiente .Os manifestantes fecharam a rua e com faixas cartazes e um carro de som,e realizaram um protesto pacífico e organizado,que contou com a participação de movimentos sociais,movimentos de bairros e moradores locais além das presenças e o apoio da vereadora Aladilce Souza e do vereador  Everaldo Augusto ambos do PCdoB.Após o encerramento dos protestos os manifestantes limparam a rua e uma comissão formada com os vereadores dirigiu-se até a sede do MP Ba no bairro de Nazaré para que fossem tomadas as medidas cabíveis.
Pregopontocom 13/09/2013


foto - Pregopontocom

foto - Pregopontocom
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foto - Pregopontocom

foto - Pregopontocom
foto - Pregopontocom






sábado, 29 de junho de 2013

Melhorar uso do solo é fundamental para aprimorar transportes, defende especialista


Vinícius Lisboa
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - A melhoria do sistema de transportes no Rio e no Brasil requer investimentos, mas, além deles, pede também uma intervenção em outros fatores que influenciam a circulação nas grandes cidades, avaliou Raul de Bonis, professor de Engenharia de Transporte do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
"O setor de transportes influencia e é influenciado pelo meio. Se realizar investimento sem controlar o que existe além do transporte, o uso do solo, as condições para que as pessoas dependam menos do automóvel, a especulação imobiliária, a gente pode fazer investimentos que produzam efeitos contrários ao que se pretende", adverte Bonis sobre a iniciativa da presidenta Dilma Rousseff de criar um pacto nacional com governadores e prefeitos para aumentar os investimentos na mobilidade urbana.
Esse melhor aproveitamento do solo a que o especialista se refere poderia vir, por exemplo, de uma política de habitação que recupere bairros degradados, reduzindo a necessidade de se deslocar para as áreas centrais. "O que existe hoje é uma cidade que explodiu, uma região metropolitana que se espalhou, mas que tem quase 20 municípios se deslocando para o centro e não dá para imaginar que meia dúzia de corredores de ônibus vão resolver isso. Se mexer nos transportes sem mexer no resto, tende a se agravar [a situação]."
Os corredores expressos mencionados por Bonis são os BRTs, faixas exclusivas de ônibus articulados que já começaram a funcionar na capital e serão ampliadas até os Jogos Olímpicos de 2016. Ao abordar a especulação imobiliária, o professor questiona o adensamento de bairros que têm passado por um processo de verticalização, que leva mais pessoas a locais que não aumentam sua oferta de serviços como o transporte.

Também professor de engenharia de tráfego da Coppe, Paulo Cezar Ribeiro defende que a prioridade é a integração e o planejamento do transporte público. "É preciso reduzir a superposição de linhas de ônibus, colocando mais veículos para fazer as linhas novas. Na zona sul, no centro e na Avenida Brasil, por exemplo, há muitas linhas superpostas. Temos que racionalizar essas linhas".
Para nivelar a qualidade do serviço em toda a cidade, o pesquisador sugere um sistema de compensação em que as linhas mais lucrativas financiem as menos rentáveis, permitindo uma qualidade igual em toda a região metropolitana. "Com o sistema eletrônico de cobrança isso é muito mais fácil agora. Esse investimento interfere na articulação diária. A gestão é fundamental."
Ribeiro defende também a ampliação das barcas, com uma estação em São Gonçalo e maior qualidade na ligação entre o centro e a Ilha do Governador, na zona norte. Sobre os BRTs, o pesquisador pondera: "É uma solução boa para os níveis de demanda a que ele pode atender, mas será que a demanda a que ele está atendendo não seria melhor para um veículo leve sobre trilhos [VLT]? O metrô e o VLT atendem a demandas maiores que o BRT. É preciso considerar tudo isso e investir com planejamento, monitorando as concessionárias depois da obra.
Obs: Os grifos em negritos são de nossa autoria.
Fonte - Agência Brasil 29/06/2013


COMENTÁRIO Pregopontocom
Como é bom ouvir comentários lúcidos e preciosos de alguém que realmente demonstra entender  do assunto,a anos venho batendo exatamente em tudo isso que o ilustre Prof. Raul de Bonis abordou aqui nessa matéria,cujos os pontos que posso destacar são: 01) "o uso do solo, as condições para que as pessoas dependam menos do automóvel, a especulação imobiliária, a gente pode fazer investimentos que produzam efeitos contrários ao que se pretende" - 02) "O que existe hoje é uma cidade que explodiu, uma região metropolitana que se espalhou, mas que tem quase 20 municípios se deslocando para o centro e não dá para imaginar que meia dúzia de corredores de ônibus ( BRTs) vão resolver isso." - 03) "É preciso reduzir a superposição de linhas de ônibus, colocando mais veículos para fazer as linhas novas." - 04) "Sobre os BRTs, o pesquisador pondera: "É uma solução boa para os níveis de demanda a que ele pode atender, mas será que a demanda a que ele está atendendo não seria melhor para um veículo leve sobre trilhos [VLT]? O metrô e o VLT atendem a demandas maiores que o BRT. É preciso considerar tudo isso e investir com planejamento, monitorando as concessionárias depois da obra." .

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Desordem Urbana - Salvador fora de controle

Qualquer dia desses.......

A velocidade com que a especulação imobiliária vem engolindo a cidade de Salvador sobre o olhar  complacente da atual administração publica municipal está realmente fora de controle.Prédios e arranha-céus são construídos em vários locais inclusive em áreas de preservação ambiental onde as tais licenças são concedidas,Deus sabe lá como, e não são poucas as áreas já contabilizadas que foram vitimas de tais agressões.Até o parque do Vale Encantado foi extinto como uma canetada do atual alcaide para satisfazer o impetuosa e  feroz  gula do setor imobiliário.E como se não bastasse tanta devastação, nem as encostas escapam mais,são desmatadas,terraplanadas e viram canteiros de obras, aonde der e tiver um espacinho,logo  sobe um prédio,dois três, vale tudo e seja o que Deus quiser.De nada interessa as consequências e os reflexos negativos que poderão ocorrer com  serias e graves interferências nos aspectos urbanos,nas questões ambientais,na mobilidade urbana, na infraestrutura viária e de serviços,na infraestrutura de educação e saúde e na qualidade de vida dos moradores dos locais afetados que ficaram seriamente comprometidos com o inchaço urbano em virtude de todo esse descontrole,toda essa desordem, por falta de projetos contínuos e de um planejamento urbano sério,coerente e democrático com a participação de toda a sociedade civil organizada.Não bastassem o caos no transito e no caótico sistema de transportes,a cidade vem sendo castigada pela tsunami imobiliária que vai transformando a mesma numa autêntica SELVA DE PEDRAS cinzenta e obscura.A cada dia que passa Salvador vai ficando mais quente e abafada,a cidade litorânea que por vocação deveria ser bem arejada e ventilada já não respira mais com tanta facilidade, agora já começa a ofegar.O emaranhado de prédios que se entrelaçam pela cidade,e já ocupando boa parte da Av. Paralela também vão chegando a nossa orla e dão o tom da autêntica desordem urbana que caracteriza a falência e o fracasso da atual gestão do município.Não temos duvidas que novas edificações sempre serão necessária para atender a demanda sempre crescente da população, mais também temos a certeza de que um controle rigoroso e criterioso devera reger essa expansão principalmente nos critérios que se referem ao controle de ordenação e uso do solo,da sustentabilidade,da infraestrutura  urbana e dos aspectos urbanos e ambientais.Transformar o "progresso" em uma  "maquina exterminadora" não nos trara nenhum benefício no presente e pior, deixara como herança um ônus bastante pesado a ser pago pelas futuras gerações condenadas a pagar por erros que não cometeram e que já mais poderão cobrar dos verdadeiros culpados.Não é essa a cidade que todos nos queremos uma cidade pesada,asfixiada,caótica vitima da incompetência e do oportunismo.Queremos uma cidade leve,alegre,arejada,democrática, regida pelos princípios da sustentabilidade,da ordem e da cidadania.Salvador e o seu povo não merecem esse castigo- VAMOS SALVAR SALVADOR


Dunas de Bolandeira- Reservatórios (Caixas D'Água) da Embasa









                  
Av.Jorge Amado - Encosta do Cond.Jardim das Acácias



sábado, 31 de março de 2012

Promotores de Justiça pedem suspensão de obras de empreendimento em Pituaçu

Pq.Pituaçu - Foto Conder
Promover a suspensão dos efeitos do ato de licenciamento das obras do Residencial Mário Cravo, empreendimento situado na Travessa Joana Capistrano em Pituaçu/Patamares, até que sejam concluídos os atos investigatórios sobre possíveis irregularidades na confecção de documento público no Cartório do 7º Ofíco de Registro de Imóveis. Essa foi a recomendação feita esta semana pelos promotores de Justiça Adriano Assis, Célia Boaventura e Rita Tourinho, do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Patrimônio Público e da Moralidade Administrativa (Gepam) do Ministério Público estadual, em documento enviado para o superintendente Cláudio Silva, da Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom), com cópia para o prefeito João Henrique Carneiro.
Segundo os promotores de Justiça, entre as evidências de ilegalidades já levantadas estão a inexistência de reconhecimento de firma em assinaturas de confrontantes na planta topográfica que subsidiou o pedido de unificação de três matrículas imobiliárias e retificação da área onde se constrói o empreendimento residencial, que, de 6.751 m², passou para 9.042 m²; a falsificação pericialmente comprovada de umas das assinaturas existentes na citada planta, relativa ao representante do Condomínio Jardim Califórnia, Jorge Valter Menezes Maia, e negativa da autoria de outra das assinaturas por parte do Colégio Maristas; a informação prestada pelo Município de Salvador e pela Conder de que existe área pública abrangida no terreno onde se realiza a construção, bem como o indiciamento policial no bojo do Inquérito Policial nº. 173/2011, que teve curso na Delegacia de Crimes Econômicos e Contra a Administração Pública (Dececap), do ex-proprietário da área e de um servidor do cartório, que deverão ser ouvidos pelos promotores de Justiça.
A recomendação foi direcionada à Sucom porque a superintendência é a responsável pelo licenciamento e pela subsequente concessão de alvará autorizando a construção de empreendimentos imobiliários como o Residencial Mário Cravo, a ela competindo, ainda, no exercício do poder de polícia administrativa, embargar e interditar os que se mostrem irregulares, dentre outras medidas que assegurem a proteção do interesse público e o resguardo do patrimônio público e de terceiros de boa fé, explicaram os promotores de Justiça. Eles afirmaram, ainda, que decidiram encaminhar cópia da recomendação ao prefeito João Henrique porque, sendo ele o primeiro mandatário municipal, é o maior responsável pela defesa do interesse público e dos princípios legais no âmbito da municipalidade de Salvador.
Fonte - wwwcamacarimagazine 30/03/2012