UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

IAB-Ba debate a ADIn da LOUOS de Salvador nesta segunda (23)

Cidade


Visando promover um debate técnico sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn) ajuizada pelo Ministério Público da Bahia contra a Lei Municipal 8.167/2012 (Nova Lei de Ordenamento do Uso e Ocupação do Solo – LOUOS), bem como sobre o posterior acordo para a modulação dos efeitos da ADIn, proposto pelo MP-BA e pela Prefeitura Municipal de Salvador, o Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento da Bahia (IAB-BA) realiza uma reunião aberta sobre o tema no próximo dia 23 de setembro, segunda-feira, às 18h30, no auditório Mastaba da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia, localizada à Rua Caetano Moura, 121, Federação.
Para participar deste debate, foram convidados o Secretário Municipal de Urbanismo e Transportes de Salvador, Dr. José Carlos Aleluia; o Procurador-Geral de Justiça do Estado da Bahia, Dr. Wellington Lima e Silva, e outros Promotores de Justiça atuantes nas áreas de urbanismo e meio ambiente; e representantes dos amicus curiae (amigos da corte): Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (ADEMI-BA), Conselho de Arquitetura e Urbanismo da Bahia (CAU-BA), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (CREA-BA), Federação das Associações de Bairros de Salvador (FABS) e Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas do Estado da Bahia (Sinarq-BA).
Fonte -   Rogério Horlle via e mail   20/09/2013

sábado, 29 de junho de 2013

Melhorar uso do solo é fundamental para aprimorar transportes, defende especialista


Vinícius Lisboa
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - A melhoria do sistema de transportes no Rio e no Brasil requer investimentos, mas, além deles, pede também uma intervenção em outros fatores que influenciam a circulação nas grandes cidades, avaliou Raul de Bonis, professor de Engenharia de Transporte do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
"O setor de transportes influencia e é influenciado pelo meio. Se realizar investimento sem controlar o que existe além do transporte, o uso do solo, as condições para que as pessoas dependam menos do automóvel, a especulação imobiliária, a gente pode fazer investimentos que produzam efeitos contrários ao que se pretende", adverte Bonis sobre a iniciativa da presidenta Dilma Rousseff de criar um pacto nacional com governadores e prefeitos para aumentar os investimentos na mobilidade urbana.
Esse melhor aproveitamento do solo a que o especialista se refere poderia vir, por exemplo, de uma política de habitação que recupere bairros degradados, reduzindo a necessidade de se deslocar para as áreas centrais. "O que existe hoje é uma cidade que explodiu, uma região metropolitana que se espalhou, mas que tem quase 20 municípios se deslocando para o centro e não dá para imaginar que meia dúzia de corredores de ônibus vão resolver isso. Se mexer nos transportes sem mexer no resto, tende a se agravar [a situação]."
Os corredores expressos mencionados por Bonis são os BRTs, faixas exclusivas de ônibus articulados que já começaram a funcionar na capital e serão ampliadas até os Jogos Olímpicos de 2016. Ao abordar a especulação imobiliária, o professor questiona o adensamento de bairros que têm passado por um processo de verticalização, que leva mais pessoas a locais que não aumentam sua oferta de serviços como o transporte.

Também professor de engenharia de tráfego da Coppe, Paulo Cezar Ribeiro defende que a prioridade é a integração e o planejamento do transporte público. "É preciso reduzir a superposição de linhas de ônibus, colocando mais veículos para fazer as linhas novas. Na zona sul, no centro e na Avenida Brasil, por exemplo, há muitas linhas superpostas. Temos que racionalizar essas linhas".
Para nivelar a qualidade do serviço em toda a cidade, o pesquisador sugere um sistema de compensação em que as linhas mais lucrativas financiem as menos rentáveis, permitindo uma qualidade igual em toda a região metropolitana. "Com o sistema eletrônico de cobrança isso é muito mais fácil agora. Esse investimento interfere na articulação diária. A gestão é fundamental."
Ribeiro defende também a ampliação das barcas, com uma estação em São Gonçalo e maior qualidade na ligação entre o centro e a Ilha do Governador, na zona norte. Sobre os BRTs, o pesquisador pondera: "É uma solução boa para os níveis de demanda a que ele pode atender, mas será que a demanda a que ele está atendendo não seria melhor para um veículo leve sobre trilhos [VLT]? O metrô e o VLT atendem a demandas maiores que o BRT. É preciso considerar tudo isso e investir com planejamento, monitorando as concessionárias depois da obra.
Obs: Os grifos em negritos são de nossa autoria.
Fonte - Agência Brasil 29/06/2013


COMENTÁRIO Pregopontocom
Como é bom ouvir comentários lúcidos e preciosos de alguém que realmente demonstra entender  do assunto,a anos venho batendo exatamente em tudo isso que o ilustre Prof. Raul de Bonis abordou aqui nessa matéria,cujos os pontos que posso destacar são: 01) "o uso do solo, as condições para que as pessoas dependam menos do automóvel, a especulação imobiliária, a gente pode fazer investimentos que produzam efeitos contrários ao que se pretende" - 02) "O que existe hoje é uma cidade que explodiu, uma região metropolitana que se espalhou, mas que tem quase 20 municípios se deslocando para o centro e não dá para imaginar que meia dúzia de corredores de ônibus ( BRTs) vão resolver isso." - 03) "É preciso reduzir a superposição de linhas de ônibus, colocando mais veículos para fazer as linhas novas." - 04) "Sobre os BRTs, o pesquisador pondera: "É uma solução boa para os níveis de demanda a que ele pode atender, mas será que a demanda a que ele está atendendo não seria melhor para um veículo leve sobre trilhos [VLT]? O metrô e o VLT atendem a demandas maiores que o BRT. É preciso considerar tudo isso e investir com planejamento, monitorando as concessionárias depois da obra." .