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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Governo espanhol reúne ministros para consultar sobre independência da Catalunha

Internacional

O anúncio é uma resposta já prevista do Governo de Madrid à decisão do presidente da Catalunha, Artur Mas, que assina amanhã (27) um decreto convocando à consulta soberana no dia 9 de novembro.

Da Agência Lusa 
foto - ilustração
O presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, anunciou hoje que vai convocar o Conselho de Ministros para uma reunião extraordinária na segunda-feira para aprovar recursos à consulta de independência da Catalunha. Rajoy anunciou a decisão hoje (26), na China, onde se encontra em visita oficial.
O anúncio é uma resposta já prevista do Governo de Madrid à decisão do presidente da Catalunha, Artur Mas, que assina amanhã (27) um decreto convocando à consulta soberana no dia 9 de novembro.
Fontes do executivo regional indicaram que a assinatura deverá ser feita num ato institucional no Palau de la Generalitat, sede do Governo catalão, na presença de várias autoridades regionais, incluindo a presidente do parlamento catalão, Nuria de Gispert.
Para que Artur Mas possa assinar o decreto terá de ser publicado no Diário Oficial da Catalunha da Lei das Consultas, aprovada pelo parlamento regional na sexta-feira passada (19).
A consulta de 9 de novembro terá duas perguntas: “quer que a Catalunha se converta em um Estado?” e, em caso afirmativo, “quer que este Estado seja independente?”.
Depois de assinar o decreto, o Governo avança com a resposta, amplamente preparada, levando dois recursos ao Tribunal Constitucional. Esses recursos têm de ser aprovados pelo Conselho de Ministros, que se reunirá na segunda-feira, cabendo depois ao ministro da Fazenda e da Administração Pública, Cristóbal Montoro, solicitar um parecer ao Conselho de Estado.
O presidente do Governo então, Mariano Rajoy, assinará posteriormente o pedido, a ser entregue à Advocacia do Estado, para que o apresente ao Tribunal Constitucional.
Fonte - Agência Brasil  26/09/2014

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Escócia rejeita independência em referendo histórico

Internacional

O resultado em favor da união de 307 anos com a Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte é um alívio para milhões de britânicos, incluindo o primeiro-ministro David Cameron, cujo cargo estava em jogo....

Por Redação - com Reuters 
Casal do lado de fora do Parlamento da Escócia,
em Edimburgo, após referendo sobre a independência
A Escócia rejeitou a independência em um referendo histórico que ameaçava cindir o Reino Unido, semear turbulência nos mercados financeiros e diminuir a influência mundial que o país ainda tem.
O resultado em favor da união de 307 anos com a Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte é um alívio para milhões de britânicos, incluindo o primeiro-ministro David Cameron, cujo cargo estava em jogo, bem como países aliados em todo o mundo que temiam a perspectiva de separação do Reino Unido.
Os opositores da independência venceram com 55 % dos votos, enquanto os separatistas obtiveram 45 %, num total de 3,6 milhões de votos com 85 % de comparecimento, um recorde de participação eleitoral.
Mas líderes de todo o Reino Unido disseram que o país terá de mudar para permanecer unido.
Defensores da união festejaram se beijando, abraçando e bebendo vinho e cerveja em Glasgow, maior cidade da Escócia, onde os separatistas obtiveram maioria de votos, enquanto o líder nacionalista Alex Salmond admitiu a derrota em Edimburgo, que apoiou o Reino Unido.
Cameron disse que a questão da independência da Escócia ficou resolvida por uma geração.
A campanha pela independência agitou este país de 5,3 milhões de habitantes, mas também dividiu amigos e famílias.
Após o resultado, a libra subiu fortemente em relação ao dólar e o euro. Os títulos e ações britânicas tiveram alta, e as grandes empresas britânicas com presença na Escócia saudaram a decisão das urnas.
O Royal Bank of Scotland disse que descartou os planos de mudar a sua sede para a Inglaterra.
Em declarações diante de uma bandeira escocesa gigante, Salmond admitiu a derrota ao mesmo tempo em que alertou os políticos britânicos, em Londres, de que têm de respeitar as promessas feitas de conceder mais poderes à Escócia.
- A Escócia decidiu por maioria, neste momento, não se tornar um país independente. Eu aceito o veredicto do povo e apelo a toda a Escócia para que siga o exemplo e aceite o veredicto democrático do povo da Escócia – disse Salmond.
- A Escócia espera que os compromissos feitos sejam honrados rapidamente – acrescentou.
As pesquisas de opinião que mostravam um aumento ao apoio à separação nas duas semanas que antecederam o referendo levaram os políticos britânicos a prometerem conceder mais poderes à Escócia, um passo que provocou a ira de alguns parlamentares da Inglaterra.
Em um esforço para esvaziar esse mal-estar, Cameron prometeu um novo acordo constitucional que concederia à Escócia os poderes prometidos, mas também daria maior controle para a Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte.
- Escolhemos a unidade em vez da divisão, e a mudança política no lugar da separação desnecessária – disse o ex-ministro britânico das Finanças Alistair Darling, responsável pela campanha “Melhor Juntos”.
- Não pode haver contestações, nem nova votação. Ouvimos a vontade firme do povo escocês – disse o premiê diante de sua residência oficial, em Downing Street, em Londres.
Está previsto que a rainha Elizabeth 2ª, que está em seu castelo escocês de Balmoral, faça um comentário ainda nesta sexta-feira.

Após resultado
À medida que regiões da Escócia divulgavam seus resultados de um grande referendo pela independência para a central de apuração, em Edimburgo, na manhã desta sexta-feira o ânimo dos apoiadores do “Sim” perdia força.
Os votos indicavam um favorecimento à permanência do país no Reino Unido. E quando se tornou claro que o sonho da campanha pela independência não foi realizado, o que se via eram caras fechadas e lágrimas de um lado, e alegria do outro.
- Hoje eu não vou dançar – disse o apoiador da independência Doug Bathgate, de 58 anos, que usava um kilt (indumentária típica escocesa) para a ocasião.
Mas o ativista liberal democrata Phil Wheeler, que pregava pela união do Reino Unido, estava satisfeito com o resultado.
- Gosto de pensar que Alex Salmond (líder nacionalista) está se escondendo em seu porão. Esperançosamente, podemos prosseguir agora com um projeto para um Reino Unido federal, com a Escócia como líder – disse ele.
Enquanto políticos falavam sobre a necessidade de uma reconciliação nacional, apoiadores derrotados da independência disseram que a luta continuaria.
Ambos os lados relataram que fariam seu melhorar para garantir que os partidos políticos da Grã-Bretanha, em Westminster, em Londres, (sede do Parlamento do governo do Reino Unido), cumpriram suas promessas para dar mais autonomia à Escócia.
- Estou incomodada – disse a estudante colegial Alexandra McKintosh, de 16 anos, com lágrimas nos olhos. “Westminster não se importa com a Escócia o mesmo tanto que se importa com a Inglaterra. Eu não confio neles.”
Mike Crockart, um liberal democrata de Edimburgo, membro do Parlamento em Westminster, disse: “Devemos entregar o que as pessoas pediram – uma Escócia mais forte dentro do Reino Unido – e devemos começar hoje.”
Questionado se pensava que demandas semelhantes por mais poderes para regiões inglesas iriam prejudicar esses esforços, ele disse: “Isso não deve impedir o povo escocês de conseguir o que pediu.”
O voto pelo “Não”, contrário à independência, liderou desde o começo, após o pequeno distrito de Clackmannanshire ter relatado os resultados às 2h (horário local).
Uma grande tela oficial foi estabelecida no centro de contagem nos arredores da capital, mas as decisões foram divulgadas ao vivo diretamente das regiões pela televisão nacional.
Um momento de esperança pela independência veio quando a cidade de Dundee votou a favor, colocando os dois lados frente a frente, mas isso durou pouco.
Embora a maior cidade da Escócia, Glasgow, tenha votado pelo “Sim”, um comparecimento às urnas relativamente baixo, de 75 %, minou as expectativas de um grande impulso para a contagem do lado da independência.
- Tive noites melhores, mas essa é a democracia em ação. Não era para ser (a independência) – disse Bathgate, um piloto de submarinos da indústria petrolífera. “Ainda temos nosso Parlamento, e ainda temos que pegar as migalhas que podemos do Parlamento no sul (Inglaterra). A demanda pela independência não irá embora. Vamos nos reagrupar.”
Fonte - Correio do Brasil  19/09/2014 

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Regiões de Lugansk e Donetsk aprovam a independência da Ucrânia

Internacional

Habitantes compareceram em grande número para aprovar a autodeterminação - O referendo constava de uma única pergunta: “Você apoia o ato de autonomia estatal das regiões de Lugansk e Donetsk?”. Segundo os organizadores da consulta popular, o comparecimento dos eleitores às urnas mostrou que os habitantes destas regiões não querem continuar vinculados à Ucrânia

DR

Líderes políticos das regiões de Lugansk e Donetsk, no sudeste da Ucrânia, consideraram um sucesso os resultados do referendo de domingo, 11, que aprovou a autonomia para as duas regiões. O referendo constava de uma única pergunta: “Você apoia o ato de autonomia estatal das regiões deLugansk e Donetsk?”. Segundo os organizadores da consulta popular, o comparecimento dos eleitores às urnas mostrou que os habitantes destas regiões não querem continuar vinculados à Ucrânia. Votaram a favor da autonomia 89,07% dos eleitores.
Nesta segunda-feira, 12, as mesmas fontes informaram à imprensa internacional que, tão logo foram divulgados os resultados do referendo de domingo, forças militares enviadas à Donetsk e Lugansk pelo governo federal da Ucrânia efetuaram diversos disparos nas duas regiões. Mas, para os líderes de oposição, a reação do governo ucraniano não irá deter o movimento de emancipação já que os resultados do referendo são irreversíveis.Os habitantes do sudeste ucraniano mostraram nas urnas o desejo a autodeterminação
A República Popular de Donetsk, inclusive, já se declarou um Estado soberano nesta segunda-feira.
Fonte - Diário da Russia  12/05/2014

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Crédito para acessibilidade ajudará deficientes a terem independência

Acessibilidade

Elas significam independência para pessoas como o jornalista Luciano Oliveira Alves do Nascimento, 27 anos, morador do Rio de Janeiro.
Tetraplégico desde os 15 anos, quando bateu a cabeça em uma pedra, Luciano ainda não conseguiu adaptar o banheiro do apartamento onde mora com a mãe

Mariana Branco 
Repórter da Agência Brasil
Luciano Nascimento participa de atividades
na ABBR-Divulgação/Associação Brasileira
 Beneficente de Reabilitação
Pesadas para o bolso como todas as reformas, obras de acessibilidade como instalação de barras, construção de rampas, alargamento de portas e nivelamento de piso fazem toda a diferença em casas onde há moradores com deficiências físicas. Elas significam independência para pessoas como o jornalista Luciano Oliveira Alves do Nascimento, 27 anos, morador do Rio de Janeiro.
Tetraplégico desde os 15 anos, quando bateu a cabeça em uma pedra, Luciano ainda não conseguiu adaptar o banheiro do apartamento onde mora com a mãe. O resultado é que precisa tomar banho fora do box e depende do auxílio dela. Graças a uma resolução aprovada na última semana pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a vida dele e de outros deficientes deve ficar mais fácil.
Uma decisão do colegiado determinou que pessoas que ganham até dez salários mínimos poderão usar microcrédito a juros baixos para fazer as mudanças necessárias nos imóveis. A linha complementa outra já existente, para adquirir bens de locomoção. “É a mesma linha de crédito, a diferença é que está ampliando o escopo”, explica o coordenador de Políticas Sociais da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Arnaldo de Lima Júnior. Os recursos também vêm da mesma fonte, o limite de 2% dos depósitos à vista que os bancos devem usar para operações de microcrédito. As condições para os empréstimos já podem ser consultadas no Banco do Brasil.
Segundo Arnaldo de Lima Júnior, em tese, qualquer instituição financeira pode ofertar a nova linha, com juros até 2% ao mês. No entanto, como trabalha com subvenção econômica, o BB tem condições de oferecer juros menores, perto de 0,40% ao mês. O valor máximo para tomada de empréstimo é o mesmo do microcrédito para bens de locomoção, R$ 30 mil. O teto vale por pessoa, não por operação. Lima explica que é possível, por exemplo, financiar uma cadeira de rodas e depois fazer novo empréstimo para adaptações na casa. O prazo para pagamento é até 60 meses.
Para ter acesso aos recursos para reformas, é preciso apresentar projeto assinado por arquiteto cadastrado no Conselho de Arquitetura e Urbanismo.Deve ser anexado ainda relatório de responsabilidade técnica firmado pelo arquiteto, detalhando a quantidade de materiais e mão de obra necessária. Além disso, o dinheiro só será liberado para imóveis legalizados, com certidão no Cartório de Registro de Imóveis. Como encomendar o projeto arquitetônico envolve gastos, Arnaldo de Lima Júnior esclarece que é possível solicitar crédito também para financiá-lo. A apresentação do projeto é feita a posteriori e o banco pode suspender os recursos se constatar irregularidades.
Luciano do Nascimento, que orçou a reforma do banheiro de seu apartamento em R$ 10 mil, pretende recorrer ao crédito para custeá-la. “Quero colocar o piso [do banheiro] no mesmo nível do da sala, usar piso antiderrapante, substituir um batente do box por uma mini-rampa, trocar de lugar o vaso sanitário para facilitar a entrada e abaixar o nível da pia”, enumera o jornalista, que diz que planeja as adaptações há algum tempo, mas nunca teve recursos para financiá-las do próprio bolso. “A minha casa é relativamente adaptada, eu e minha mãe alargamos as portas. Mas desde que me mudei, nunca consegui tomar banho dentro do box. É um transtorno, pois molha o banheiro todo”.
Além do banheiro, Luciano tem intenção de fazer uma rampa na entrada do apartamento. Ele já havia entrado em contato com o Banco do Brasil em busca de informações sobre a linha de crédito destinada à compra de bens de locomoção. “Acabei não precisando usá-la, pois ganhei a cadeira de rodas motorizada de que precisava”, explica. Para ele, iniciativas do tipo são importantes porque o acesso a adaptações e facilidades para deficientes ainda é difícil no país. “Tudo aqui no Brasil para uma pessoa com deficiência ainda é muito caro. Temos poucos lugares vendendo produtos adaptados e muitos são importados”, comenta.
Carolina Vasconcelos, coordenadora de Terapia Ocupacional da Associação Brasileira Beneficiente de Reabilitação (ABBR), ajuda pacientes a ganharem independência na vida doméstica, simulando a realização de tarefas em um espaço batizado de Laboratório de Atividades da Vida Diária. O espaço simula uma residência com as adaptações necessárias. Segundo ela, no entanto, frequentemente o ambiente contrasta com aquele que os deficientes têm em suas casas.
“Quando o paciente entra na instituição, a gente vê imagens da casa dele e propõe mudanças. Colocação de barras, banheiro, alargamento de portas, retirar blindex do box. Ele sai com todas as indicações. Mas muitos pacientes que a gente atende são pessoas carentes, que não têm condições financeiras de investir em uma mudança. Acho que esse crédito vai abrir muitas portas. Quando a gente consegue adequar o espaço, acabar com as barreiras arquitetônicas, promove a autonomia dessa pessoa”, opina.

sábado, 7 de setembro de 2013

Desfile é marcado pela tranquilidade em Salvador

Salvador

Lúcio Távora | Ag. A TARDE
Equipes da PM marcaram presença no desfile

Da Redação
com informações de
Rita Conrado e Anderson Sotero
Ao contrário de outras capitais brasileiras, onde houve confusão, o 7 de Setembro em Salvador foi marcado pela tranquilidade. Poucos manifestantes acompanharam o evento cívico e não atrapalharam o desfile das fanfarras estudantes e representantes das Forças Armadas.
Uma manifestação maior está marcada para acontecer na tarde deste sábado, 7, mas membros do Movimento Passe Livre (MPL) pretendiam se concentrar já nesta manhã no Centro da cidade. Com a chuva, menos de 20 pessoas estiveram presentes no encontro. Eles se misturaram a outros manifestantes do "Grito dos Excluídos", que tradicionalmente participa do evento.
Lúcio Távora | Ag. A TARDE
Os policiais federais levaram seus protestos para o desfile. Com blusas e faixas pretas e nariz de palhaço, eles pedem socorro para a Polícia Federal (PF).
O governador Jaques Wagner, que abriu o desfile, ao lado do prefeito ACM Neto, com o hasteamento das bandeiras do Brasil, Bahia e Salvador, disse que as manifestações devem ser mais criativas para não atrapalhar a sociedade.
O desfile, que comemora os 191 anos da Independência do Brasil, terminou às 11h10 em Salvador.
Fonte - A Tarde  07/09/2013