UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Repúdio ao desemprego nas grandes obras paradas

Ponto de Vista  🔍

O facão, ao cortar os empregos, faz desaparecer também os grandes canteiros e os grandes empreendimentos. É bomba arrasa-quarteirão.O desemprego campeia, as grandes empresas baqueiam e os canteiros são fechados.

João Guilherme Vargas Netto-Portogente
foto - ilustração
No quadro enlouquecedor das demissões o que sobra, depois da liquidação de milhares de empregos, são as grandes empresas, onde o facão cortou, mas não as destruiu como faz com as outras, as pequenas e médias.
Assim acontece na indústria, no comércio e nos serviços, mas não acontece na construção civil e nas grandes obras públicas.
Nestes setores o facão, ao cortar os empregos, faz desaparecer também os grandes canteiros e os grandes empreendimentos. É bomba arrasa-quarteirão.
Exatamente por conta disso os índices de desemprego saltam por degraus bem altos na construção civil, afetando poderosamente os indicadores gerais.
Se a construção civil e a construção pesada são, nas vacas gordas, umas das maiores portas de entrada para o mundo do trabalho formalizado, com investimentos públicos e privados e crédito direcionado, o inverso acontece nas vacas magras, sem obras públicas, sem investimentos privados e com escassez de crédito e de recursos estatais. O desemprego campeia, as grandes empresas baqueiam e os canteiros são fechados.
Portanto, as direções sindicais da construção civil e da construção pesada têm uma responsabilidade acrescida na luta contra o desemprego e contra as demissões nos quatros eixos da ação sindical: de resistência, produtivista, das campanhas salariais e do atendimento às dificuldades dos trabalhadores.
O movimento sindical na construção pode e deve, como contribuição maior à luta geral, organizar com enorme repercussão positiva a ocupação simbólica, um abraço ou um rolê nas grandes obras paradas, demonstrando para a sociedade a irracionalidade da situação e a necessidade urgente da retomada dessas obras, estancando o desperdício que a sua paralisação acarreta. Um mapa das grandes obras paradas, nas cidades ou no interior, pode ser um guia para organizar essas lutas de imensa visibilidade.
Estas foram uma ideia forte e uma tática de luta propostas pelas direções sindicais dos trabalhadores da construção – municipais, estaduais, nacionais e internacionais – no recente seminário de planejamento de lutas em 2017, organizado pela Feticom-SP (federação estadual dos trabalhadores em construção e mobiliário), em Mongaguá.
*João Guilherme Vargas Netto é analista político e consultor sindical
Fonte - Portogente 30/01/2017

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Construção civil registra 22ª queda no numero de empregos,demissões somam 468 mil em um ano

Economia

Os dados foram divulgados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) que faz o levantamento em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), sobre a base de informações do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE).

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil
Arquivo/Agência Brasil
A construção civil no país cortou 31,1 mil postos de trabalho em julho, o que significa queda de 1,13% no nível de emprego em relação a junho. As maiores quedas ocorreram no Nordeste (-1,55%), seguido pela Região Sudeste (-1,42%). Apenas o Centro-Oeste apresentou alta (0,13%).
Essa foi a 22ª baixa consecutiva no saldo entre contratações e demissões no setor que tem atualmente 2,73 milhões de trabalhadores. No acumulado de janeiro a julho, foram fechadas 170,3 mil vagas. Em 12 meses, o número de empregos suprimidos soma 468,8 mil.
Os dados foram divulgados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) que faz o levantamento em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), sobre a base de informações do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE).
Em nota, o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto, atribuiu o crescimento do desemprego à recessão econômica. “Embora os empresários do setor estejam menos pessimistas com o futuro desempenho das construtoras, a persistência dos juros altos, o desemprego, o declínio da renda das famílias e as restrições à concessão de financiamentos determinam a atual escassez de novos investimentos no setor”, diz o texto.
Ferraz Netto defendeu a necessidade de adoção de medidas para estimular as atividades no setor, tais como o Programa Minha Casa, Minha Vida, privatizações e retomada de obras de infraestrutura.
Fonte - Agência Brasil  23/09/2016

terça-feira, 5 de julho de 2016

Biomimética se inspira na natureza para criar projetos de construção sustentável

Sustentabilidade

A biomimética já vem sendo aplicada em vários segmentos, inclusive no de construção civil, que oferece alto impacto ambiental. Suas soluções visam compreender as funções desempenhadas na natureza e sua tradução para ser incorporada na composição de um projeto.Aplicação dessa ciência será assunto de palestra entre biólogos e arquitetos durante a Greenbuilding Brasil Conferência Internacional e Expo em São Paulo.

Revista Amazônia
imagem - Revista Amazônia
A biomimética é uma ciência que busca inspiração e soluções na natureza para projetar ambientes mais inteligentes, funcionais e sustentáveis e que ofereçam melhor desempenho energético. Para ampliar o conhecimento sobre o assunto, a biomimética será abordada em uma das sessões educacionais da Greenbuilding Conferência e Expo, maior evento da construção sustentável, que acontece em São Paulo de 9 a 11 de agosto, com arquitetos, engenheiros e especialistas da área.
A biomimética já vem sendo aplicada em vários segmentos, inclusive no de construção civil, que oferece alto impacto ambiental. Suas soluções visam compreender as funções desempenhadas na natureza e sua tradução para ser incorporada na composição de um projeto.
“Para isso, já temos uma lista de sistemas, produtos e materiais inovadores criados através da biomimética, principalmente fora do Brasil, que incluem pisos, cimento e até tijolos”, conta Alessandra Araujo, bióloga e responsável por biomimética e sustentabilidade em escritório de arquitetura, que irá falar sobre o tema na Greenbuilding Expo. No evento, Alessandra vai apresentar um projeto arquitetônico brasileiro, da GCP Arquitetura & Urbanismo, que utilizou essa ciência para resolver questões de conforto térmico, ventilação passiva e técnicas para autossombreamento de paredes externas.
Outro exemplo prático da aplicação da biomimética na construção é o do Eastgate Building, um shopping no Zimbábue que foi concebido em 1992 e inaugurado quatro anos depois num projeto audacioso para a época. Com 32.000m², o complexo foi construído com 10% a menos de valor de investimento em sistemas de climatização e gera economia de 40% no custo operacional de energia.
“O desenvolvimento foi inspirado em cupinzeiros que apresentam um sistema complexo de controle de temperatura interno através de canais de ventilação, para sobrevivência dos fungos que servem de alimento para os cupins e necessitam de temperatura constante de 30 0C. O detalhe é que os cupinzeiros observados habitavam o deserto, que entre vários desafios apresenta uma grande flutuação de temperatura, que vai de zero a 40 0C”, explica Alessandra. A técnica dos cupinzeiros é proteger-se através de uma massa térmica de terra e constituir à sua volta uma série de canais de ventilação.
O objetivo dessa ciência, no entanto, não é a reprodução da natureza, mas sim a sua compreensão. “A biomimética deve ser entendida como uma ferramenta de inovação para qualquer área do conhecimento, entre as quais a da construção. Como ciência, apresenta um arsenal gigantesco de possibilidades para a melhora do desempenho das construções, levando-se em conta a experiência acumulada em 3,8 bilhões de anos de evolução, que certamente apontará novos rumos para toda a cadeia produtiva da construção”, avalia o arquiteto, e também palestrante da sessão, Sérgio Coelho arquiteto fundador da GCP Arquitetura & Urbanismo.
Considerada relativamente nova, a prática da biomimética é ancestral, e em breve poderá ser uma disciplina curricular em cursos de design e arquitetura. “Durante muitas gerações essa foi a técnica mais óbvia de construção e organização. Comunidades indígenas, ribeirinhas, tradicionais fazem isso até hoje: observam a natureza e a copiam na medida do possível. Leonardo Da Vinci fez isso com maestria no século 15. Todos os nossos antepassados fizeram isso”, comenta o também biólogo Ricardo Mastroti, que completa o time de debatedores do assunto na Greenbuilding Conferência e Expo, com a experiência de consultor, professor de MBA nas áreas de gestão e inovação para a sustentabilidade e representante do Ethical Biomimicry Finance (EBF) no Brasil.

Sobre a Greenbuilding Brasil 2016
Promovida pelo GBC Brasil, a Greenbuilding Brasil Conferência Internacional & Expo é considerada o mais importante evento do setor de construção sustentável da América Latina. Seu objetivo é fornecer conteúdos relevantes sobre o assunto para o mercado através de três iniciativas: Exposição, Conferência e Visitas Técnicas. Destinado a arquitetos, associações e instituições socioambientais, construtores e contratantes, designers, engenheiros, entidades governamentais, incorporadores e instituições financeiras, o evento chega a sua sétima edição no país em 2016 e será realizado nos dias 9, 10 e 11 de agosto, no SP Expo Exhibition & Convention Center, em São Paulo.

Sobre o GBC Brasil
O Green Building Council é uma organização sem fins lucrativos, presente em 100 diferentes países, cuja missão é transformar a indústria da construção civil e a cultura da sociedade em direção à sustentabilidade. O GBC Brasil atua para desenvolver a indústria da construção sustentável no país, utilizando as forças de mercado para conduzir a adoção de práticas de green building, em um processo integrado de concepção, implantação, construção e operação de edificações e espaços construídos, contribuindo para garantir o equilíbrio entre desenvolvimento econômico, impactos socioambientais e uso de recursos naturais, visando a melhoria da qualidade de vida e bem estar da atual e das futuras gerações. Suas atividades são focadas em capacitação profissional, disseminação de informações, relações governamentais e promoção das certificações LEED e Referencial GBC Brasil Casa.
Fonte - Revista Amazônia  05/07/2016


terça-feira, 3 de novembro de 2015

Vendas de consórcios de imóveis crescem 47% no ano

Economia

Segundo balanço divulgado hoje (3) pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), houve 179,6 mil ingressos em consórcios para aquisição de imóveis nos primeiros nove meses de 2015, em comparação a 122,2 mil nos mesmos meses do ano passado.

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil
Ag.Brasil
As vendas de novas cotas de consórcios de imóveis cresceram 47% no acumulado de janeiro a setembro em comparação com o mesmo período de 2014. Segundo balanço divulgado hoje (3) pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), houve 179,6 mil ingressos em consórcios para aquisição de imóveis nos primeiros nove meses de 2015, em comparação a 122,2 mil nos mesmos meses do ano passado.
Levando-se em conta outras modalidades de consórcios (motocicletas, veículos novos, veículos usados, além de imóveis), o crescimento no período foi 4,4%, com a venda de 1,74 milhão de cotas de janeiro a setembro. No período equivalente de 2014, houve 1,67 milhão de novos ingressos. No total, o número de participantes de consórcios chegou a 7,15 milhões em setembro de 2015. No mesmo mês do ano passado, 6,98 milhões pessoas participavam de alguma modalidade de consórcio.
A associação atribui a expansão do setor ao cenário econômico atual, que incluí alta da inflação e taxas de juros, além de mudanças nas regras para financiamento de imóveis. “O consumidor brasileiro tem procurado reavaliar seus gastos mensais estabelecendo mudanças nas condutas pessoais ou familiares dentro do orçamento do mês, visando à manutenção do seu poder de compra”, ressalta a nota da Abac.
Os consórcios de veículos leves tiveram aumento de 14,5% nas vendas no acumulado dos nove primeiros meses de 2015. De janeiro a setembro houve 709,5 mil novos ingressos no sistema, enquanto no mesmo período do ano passado foram 619,5 mil. Ao todo, havia 3,12 milhões de participantes de consórcios para aquisição de veículos de passeio e caminhonetes em setembro deste ano, crescimento de 8,3% em comparação a setembro do ano passado No mesmo mês de 2014, havia 2,88 milhões de participantes.
O resultado foi negativo levando-se em conta apenas o ramo de motocicletas. A venda de novas cotas para aquisição de motos teve queda de 8,6% entre janeiro e setembro deste ano em comparação com o mesmo período de 2014. No acumulado dos nove primeiros meses de 2015 foram registrados 802,8 mil novos ingressos em consórcios para compra de motos. No mesmo período do ano passado as vendas desse tipo somaram 878,5 mil. Ao todo, os consórcios para veículos de duas rodas englobavam 2,89 milhões de participantes em setembro, contra 3,01 milhões no mesmo mês de 2014.
Fonte - Agência Brasil  03/11/2015

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Lava Jato teve custo alto para a sociedade, diz diretor do Ipea

Economia

Segundo Calixte, as investigações "travaram" a cadeia produtiva de petróleo e gás no início deste ano e tiveram impacto na construção civil, que foi um dos setores com maior queda no nível de ocupação no primeiro semestre de 2015.

Vinicius Lisboa 
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
A Operação Lava Jato teve um custo não intencional para a sociedade brasileira, além dos benefícios do combate à corrupção, disse hoje (27) o diretor de Estudos e Políticas Sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), André Calixte.
Segundo Calixte, as investigações "travaram" a cadeia produtiva de petróleo e gás no início deste ano e tiveram impacto na construção civil, que foi um dos setores com maior queda no nível de ocupação no primeiro semestre de 2015.
"Não era possível desorganizar uma das cadeias mais importantes do país sem ter impacto na vida das pessoas, mesmo que isso seja necessário para colocar na cadeia os corruptos", disse Calixte, que acrescentou: "a verdade é que essa operação teve um custo muito alto para a sociedade brasileira. Não é só o benefício do combate à corrupção".
O diretor do Ipea destacou que essa consequência não foi a intenção do judiciário, mas não pode ser ignorada. Calixte disse que ainda não é possível dizer exatamente quantos empregos foram afetados pelo impacto nos setores de petróleo e construção.
O Ipea apresentou hoje uma pesquisa sobre o mercado de trabalho com base em dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios (Pnad) e no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). A construção civil teve uma das maiores quedas, de 6,7% em relação ao primeiro semestre de 2014, atrás apenas da administração pública, que teve retração de 10,3% no nível de ocupação. A redução do nível de ocupação no país, segundo o Ipea, está mais relacionada à queda no número de novas admissões e não a um aumento nas demissões.
Fonte - Agência Brasil  27/10/2015

terça-feira, 18 de março de 2014

Brasil surpreende e abre 260,8 mil vagas formais de trabalho em fevereiro

Economia

Em janeiro deste ano foram criados 30 mil postos com carteira assinada, de acordo com dados ajustados.
Pesquisa da Reuters feita com analistas de mercado mostrou que a expectativa, pela mediana das previsões, era de abertura de 110 mil novas vagas, com as projeções variando entre 91 mil e 130 mil novos postos.

Reportagem de Luciana Otoni
foto ilustração - Ag.Brasil
(Reuters) - O Brasil registrou abertura de 260.823 vagas de trabalho no mês passado, melhor resultado para meses de fevereiro desde 2011, influenciada por altas contratações no setor serviço, na indústria e na construção civil.
O número, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apresentado nesta segunda-feira pelo Ministério do Trabalho, é mais que o dobro dos 123,4 mil postos gerados em fevereiro do ano passado.
Em janeiro deste ano foram criados 30 mil postos com carteira assinada, de acordo com dados ajustados.
Pesquisa da Reuters feita com analistas de mercado mostrou que a expectativa, pela mediana das previsões, era de abertura de 110 mil novas vagas, com as projeções variando entre 91 mil e 130 mil novos postos.
Em fevereiro, as contratações foram lideradas pela forte expansão do emprego no setor serviços, que apresentou contratação líquida de 143,3 mil pessoas. Por subsetores destacaram-se as instituições de ensino e os segmentos de alimentação, de transportes, de comunicação e de saúde.
A indústria da transformação mostrou contratação líquida de 51,9 mil trabalhadores, enquanto a construção civil teve admissão líquida de 25 mil operários. O comércio gerou 19,3 mil novas vagas e a agricultura, mais 6 mil postos.
A elevada geração de vagas ocorre em um mês de fevereiro que não contou com o feriado do Carnaval.
A economia brasileira mostra os primeiros sinais de que atividade neste início de 2014 está em ritmo positivo, com produção industrial e varejo em alta. Ainda assim, especialistas avaliam que ainda é cedo para acreditar que a economia não vai desacelerar neste ano.
Mesmo com a volatilidade, o mercado de trabalho continua sendo uma das âncoras do governo da presidente Dilma Rousseff, que tentará a reeleição este ano.
Fonte - R7.com  17/03/2014

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

R$ 1 bilhão: custo das propinas para trens, metrô e construtoras em SP - Bob Fernandes




Construtoras subornavam funcionários da prefeitura de São Paulo para pagar menos impostos sobre imóveis novos. Gatunagem no ISS estimada em R$ 500 milhões. Operações do tempo em que Kassab era o prefeito.
Alstom e a Siemens pagavam propinas a funcionários do governo de São Paulo para ganhar contratos de trens e metrô. O superfaturamento beira R$ 500 milhões.
Com o pedido refeito pela Suíça, o ministério público vai voltar a investigar o caso Alstom; os subornos pagos nas licitações de trens e metrôs em São Paulo. Em governos do PSDB.
Está pronto o cenário para batalhas do ano eleitoral: a oposição atacará com o caso chamado "mensalão do PT". Apontará para os condenados já presos, ou cobrará: "Por que os condenados não estão presos?"
Governo federal, e o municipal de São Paulo, terão dois alvos: a corrupção na licitação de trens e metrô e a roubalheira na prefeitura. Mas, antes, terão que explicar: Kassab e seu PSD são ou não são aliados do governo?
Donato, secretário de governo de Haddad, recebeu ou não R$ 200 mil para campanha? Doação que, segundo escutas, teria sido feita por um dos fiscais presos. Respondidas tais perguntas, virão os tiros na oposição.
Mauro Ricardo foi secretário das Finanças de Serra na prefeitura. Foi secretário da Fazenda no governo Serra. Voltou a ser secretário das Finanças com Kassab e era chefe imediato de Ronilson Bezerra Rodrigues.
Ronilson foi Subsecretário da Receita na gestão Kassab. Ronilson é, por ora, o principal suspeito nesse propinoduto de R$ 500 milhões.
Em dezembro Mauro Ricardo mandou arquivar denúncia contra Ronilson. Mauro Ricardo agora se diz "traído", se verdadeiros os fatos. Alega que a assessoria jurídica concluiu não existirem indícios contra Ronilson.
A prefeitura vai investigar ao menos 15 construtoras suspeitas de envolvimento no esquema.
Tais construtoras são poderosas. Mesmo quando não contribuem legalmente para campanhas políticas ajudam como podem. Cabe então uma dúvida.
Por que, quando as construtoras foram achacadas por fiscais, um executivo ou mesmo o dono não deu um telefonema? Por que não ligou para o prefeito Kassab, ou para o secretário Mauro Ricardo e denunciou:
-Prefeito... secretario... seus fiscais estão pedindo propina para liberar prédios novos...
Talvez tenham tido problemas na linha. Esse silêncio súbito nas linhas telefônicas levou gigantes do setor a uma grande economia. E custou R$ 500 milhões à cidade de São Paulo.
Assim não há IPTU que pague a conta.
Publicado em 04/11/2013