UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quinta-feira, 23 de abril de 2015

Setor de serviços impulsiona criação de empregos, indica Caged

Economia

Os dados do Caged revelam que, no mês de março, o setor de serviços criou 53.778 postos formais. Já o setor de administração pública foi responsável pela criação de 3.012 postos com carteira assinada, enquanto comércio criou 2.684 vagas.

Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
A retomada do crescimento da criação de empregos formais no mês de março foi impulsionada pelo bom resultado do setores de serviços (0,31%), administração pública (0,33%) e comércio (0,03%) conforme os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados hoje (23). Já o setor da construção civil teve o pior resultado entre as atividades econômicas, com retração de 18.205 postos de trabalho no mês de março, na comparação com o mês anterior.
São Paulo registrou o melhor resultado entre as unidades da federação no terceiro mês do ano, com 12.907 novos postos de trabalho. Rio Grande do Sul (12.240) e Paraná (10.154) ficaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Por outro lado, Pernambuco (-11.862), Paraíba (-5.691) e Minas Gerais (-3.469) foram as unidades da federação com os piores resultados na criação de empregos, segundo o Caged.
De acordo com o ministro do Trabalho, Manoel Dias, o resultado negativo desses estados pode ser atribuído à sazonalidade da agricultura. Segundo ele, o setor começará a contratar a partir do mês maio.
Os dados do Caged revelam que, no mês de março, o setor de serviços criou 53.778 postos formais. Já o setor de administração pública foi responsável pela criação de 3.012 postos com carteira assinada, enquanto comércio criou 2.684 vagas.
Assim como a construção civil, a indústria da transformação teve resultado negativo em março, com o fechamento de 14.683 vagas, seguido pelos setores agropecuário (-6.281) e extrativo mineral (-1.675).
Fonte - Agência Brasil   23/04/2015

domingo, 16 de novembro de 2014

G20 vê possibilidade de crescer 2,1% mais até 2018

Economia

Segundo o G20, a elevação no crescimento adicionaria US$ 2 trilhões à economia global e criaria empregos. Os países destacaram que o crescimento maior pode ser atingido com medidas para aumentar o investimento, elevar o comércio e a competição e impulsionar o emprego

Mariana Branco
Repórter da Agência Brasil
Presidenta Dilma Rousseff durante Fotografia Oficial
da Cúpula do G20 - Roberto Stuckert Filho/PR
O G20, grupo das maiores economias do mundo, divulgou documento sinalizando a possibilidade de conseguir, até 2018, crescimento adicional de 2,1% dos produtos internos brutos (PIB, soma dos bens e riquezas produzidos em um país) do bloco, constituído pelas 19 maiores economias mais a Comunidade Europeia. O comunicado foi publicado após dois dias de reuniões, na cidade de Brisbane, Austrália.
Segundo o G20, a elevação no crescimento adicionaria US$ 2 trilhões à economia global e criaria empregos. Os países destacaram que o crescimento maior pode ser atingido com medidas para aumentar o investimento, elevar o comércio e a competição e impulsionar o emprego. Os membros do G20 defenderam ainda a adoção de políticas macroeconômicas para apoiar o desenvolvimento e crescimento inclusivo, reduzindo a desigualdade e pobreza. O grupo enfatizou a necessidade de investir em infraestrutura, e destacou o papel dos bancos multilaterais e bancos públicos de desenvolvimento.
“Combater as deficiências de investimento e infraestrutura é crucial para elevar o crescimento, a criação de empregos e a produtividade (…). Nossas estratégias de crescimento contêm grandes iniciativas de investimento, incluindo fortalecer o investimento público e melhorar nosso clima de investimento doméstico e financiamento, o que é essencial para atrair novos recursos do setor privado”, diz a carta. Segundo o comunicado, os membros do G20 continuarão trabalhando com bancos multilaterais, e encorajando a atuação de bancos de desenvolvimento nacionais.
Os países assumiram o compromisso de reduzir a diferença entre as taxas de participação no mercado de trabalho de homens e mulheres, trazendo mais de 100 milhões de mulheres à força de trabalho até 2025. O G20 também se compromete “fortemente” a reduzir o desemprego entre os jovens, considerado “inaceitavelmente alto”.
O comunicado defende, ainda, a estabilidade do sistema financeiro e ações para um sistema internacional de taxas “justo”. Diz também que os países buscarão aumento da eficiência energética para atender à necessidade de crescimento sustentável e desenvolvimento. Apoia, por fim, ações para enfrentar as mudanças climáticas que estejam de acordo com a última conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o assunto.
Fonte - Agência Brasil  16/11/2014

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Dilma destaca criação de empregos e defende debate

Política

De acordo com Dilma, o Brasil é um dos países com menor taxa de desemprego do mundo, com acumulado nos últimos quatro anos de 5,78 milhões de postos de trabalho criados e aumento de 1,5% no rendimento médio real do trabalho, conforme dados da Pesquisa Metropolitana do Emprego.

Akemi Nitahara 
Repórter da Agência Brasil 
Ag.Brasil
A candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff destacou o crescimento do nível de empregos nos últimos 12 anos no país e disse que esta é uma prioridade de seu governo, como foi no governo Lula.
"Saiu hoje a Pesquisa Metropolitana do Emprego, do IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], que aponta aumento o emprego. O desemprego foi reduzido para 4,9% – é o menor da série histórica para setembro", disse a candidata. Ela acrescentou que o Brasil é o pais com a menor taxa de desemprego, "o que é muito importante, porque não é isso que ocorre no mundo".
De acordo com Dilma, o Brasil é um dos países com menor taxa de desemprego do mundo, com acumulado nos últimos quatro anos de 5,78 milhões de postos de trabalho criados e aumento de 1,5% no rendimento médio real do trabalho, conforme dados da Pesquisa Metropolitana do Emprego.
"O aumento do salário e a redução do desemprego são as duas principais conquistas do meu governo e do [governo do] presidente Lula. Nesse período [2003-2014], enquanto o mundo desempregou 60 milhões de trabalhadores, criamos 20 milhões de postos de trabalho. Na crise, fala-se da perda de 100 milhões de postos de trabalho; nesse período, criamos 12 milhões de postos", disse a candidata.
Segundo Dilma, os direitos trabalhistas também foram ampliados no período, com iniciativas como a PEC (proposta de emenda à Constituição) das Domésticas, a que garantiu a herança para famílias de taxistas e a que garante o pagamento do adicional de periculosidade para mototaxistas e motofrentistas e o aumento do aviso prévio de 30 para 90 dias.
Sobre os ânimos acirrados entre os militantes do PT e do PSDB na reta final da campanha eleitoral, Dilma pediu tranqüilidade e que o debate seja feito apenas no campo das ideias. "É uma eleição bastante disputada. Gostaria que isso [confronto] não ocorresse. No final, o clima fica mais quente, mas, desde que fique no campo das idéias, isso é democracia", enfatizou a candidata, que disse não ter visto, nas manifestações de que participou atitudes de agressão. "Eu vi muito mais uma atitude de festa, de comemoração."
Sobre denúncias de que beneficiários do Bolsa Família receberam mensagens de celular informando que, caso seu adversário Aécio Neves, do PSDB, vença as eleições, o benefício seria cortado, Dilma disse que não sabia. Ela afirmou, porém, que se isso tiver sido feito por alguém de dentro do governo, o responsável será identificado.
"Estamos em um momento pré-eleitoral, em uma situação extremamente conflituada", acrescentou Dilma, dizendo que tem escutado coisas "estarrecedoras" sobre ela e pessoas de sua família. "Então, vamos ver direitinho de onde vem [o boato], quem fez e como é que fez, porque boato é o que não está faltando por aí", concluiu.
Nesta quinta-feira, a candidata também publicou uma carta aberta aos povos indígenas, em que reafirma compromissos com a melhoria de qualidade da educação e saúde indígena e com o fortalecimento da Fundação Nacional do Índio.
O documento foi divulgado no site de campanha de Dilma, que diz não ter dúvidas sobre a inconstitucionalidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215, que transfere para o Legislativo a prerrogativa de homologação de terras indígenas.
“Nada em nossa Constituição será alterado com relação aos direitos dos povos indígenas”, escreveu a presidenta, mencionando o fato de ter recebido lideranças indígenas em 2013, após as manifestações que levaram milhares de pessoas às ruas de todo país. A candidata ainda pede o apoio da população para enfrentar desafios e garantir o “bem viver para todos os povos indígenas no Brasil”.
Fonte - Agência Brasil  23/10/2014

domingo, 27 de abril de 2014

A Classe B voltará a ter mais de 50% do consumo

Economia

Os números se confirmados vão mostrar uma recuperação da classe B. Em 2013, esse extrato da população tinha diminuído em relação a 2012 - uma queda de 50,02% para 48,52%.

Luiz Guilherme Gerbelli 
Agência Estado 
Segundo a pesquisa, a mudança na estrutura de consumo
continua mesmo com uma economia desaquecida
Joá Souza / Arquivo - Ag. A TARDE
O mercado consumidor será marcado pela retomada da classe B neste ano. O estudo desenvolvido pela consultoria IPC Marketing mostra que essa parcela da população - equivalente a 35,4% do total de domicílios urbanos do País - vai responder por 50,84% (aproximadamente R$ 1,55 trilhão) do potencial de consumo no Brasil.
Os números se confirmados vão mostrar uma recuperação da classe B. Em 2013, esse extrato da população tinha diminuído em relação a 2012 - uma queda de 50,02% para 48,52%.
A classe A também deve aumentar a fatia no consumo: a participação subirá de 19,26% no ano passado para 19,52%. "A força do novo consumo está nas classes A e B. A classe emergente - que já foi tão destacada - ainda tem a maior quantidade de domicílios, mas ela perde força", diz Marcos Pazzini, diretor do IPC Marketing. Pelo levantamento, a classe C deve responder por 26% do potencial de consumo, nível mais baixo desde 2005.
A mudança na estrutura do consumo continua mesmo com uma economia mais desaquecida. A população continua comprando e, consequentemente, mudando de classe social. Isso ocorre porque o Critério Brasil, da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa (Abep) e adotado pelos institutos de pesquisas, leva em conta a posse de bens e o nível de escolaridade do chefe da família para classificar os domicílios. "Essa migração social positiva está numa segunda e até terceira onda. A primeira onda foi a migração das classes D e E para a classe C. A segunda onda da classe C para a B, e a terceira onda da classe B para a classe A", afirma Pazzini.
A expectativa da consultoria é que o consumo das famílias continue a crescer de 1,8% a 2% neste ano, acima do Produto Interno Bruto (PIB).
Um dos principais fatores que impulsiona a mobilidade social é a criação de emprego formal, segundo o presidente do Instituto Data Popular, Renato Meirelles. No mês passado, a desocupação medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou em 5% nas seis regiões metropolitanas pesquisas (Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre). O resultado foi o mais baixo para meses de março desde 2002, quando tem início a série histórica. "A economia pode não estar tão boa, o consumo das famílias está crescendo menos, mas o emprego e a geração de renda proveniente dele continuam forte."

Gasto
O estudo da IPC Marketing também identificou como o brasileiro vai gastar o dinheiro este ano. A maior parte - R$ 770,57 bilhões - vai para a manutenção do lar. Nesse item, estão incluídas despesas como aluguel, conta de luz, água e telefone. "É uma realidade do brasileiro esse elevado custo da moradia", diz Pazzini.
O segundo maior gasto do ano será com outras despesas (R$ 659,56 bilhões). Nesse item, o peso maior é com dívidas. "Boa parte da melhoria dessa ascensão é por causa da aquisição de bens de consumo. Normalmente, eles não são comprados à vista, mas no crédito. O crescimento desse item tem a ver com o aumento dessas compras feitas a prazo", afirma o diretor do IPC Marketing.
Na sequência, aparecem alimentação no domicílio (R$ 314,01 bilhões) e alimentação fora do domicílio (R$ 156,57 bilhões). "Quanto maior o peso dessas despesas básicas, pior. Acaba sobrando menos dinheiro para itens que não são de primeira necessidade,", afirma Pazzini. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte - A Tarde  27/04/2014

terça-feira, 18 de março de 2014

Brasil surpreende e abre 260,8 mil vagas formais de trabalho em fevereiro

Economia

Em janeiro deste ano foram criados 30 mil postos com carteira assinada, de acordo com dados ajustados.
Pesquisa da Reuters feita com analistas de mercado mostrou que a expectativa, pela mediana das previsões, era de abertura de 110 mil novas vagas, com as projeções variando entre 91 mil e 130 mil novos postos.

Reportagem de Luciana Otoni
foto ilustração - Ag.Brasil
(Reuters) - O Brasil registrou abertura de 260.823 vagas de trabalho no mês passado, melhor resultado para meses de fevereiro desde 2011, influenciada por altas contratações no setor serviço, na indústria e na construção civil.
O número, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apresentado nesta segunda-feira pelo Ministério do Trabalho, é mais que o dobro dos 123,4 mil postos gerados em fevereiro do ano passado.
Em janeiro deste ano foram criados 30 mil postos com carteira assinada, de acordo com dados ajustados.
Pesquisa da Reuters feita com analistas de mercado mostrou que a expectativa, pela mediana das previsões, era de abertura de 110 mil novas vagas, com as projeções variando entre 91 mil e 130 mil novos postos.
Em fevereiro, as contratações foram lideradas pela forte expansão do emprego no setor serviços, que apresentou contratação líquida de 143,3 mil pessoas. Por subsetores destacaram-se as instituições de ensino e os segmentos de alimentação, de transportes, de comunicação e de saúde.
A indústria da transformação mostrou contratação líquida de 51,9 mil trabalhadores, enquanto a construção civil teve admissão líquida de 25 mil operários. O comércio gerou 19,3 mil novas vagas e a agricultura, mais 6 mil postos.
A elevada geração de vagas ocorre em um mês de fevereiro que não contou com o feriado do Carnaval.
A economia brasileira mostra os primeiros sinais de que atividade neste início de 2014 está em ritmo positivo, com produção industrial e varejo em alta. Ainda assim, especialistas avaliam que ainda é cedo para acreditar que a economia não vai desacelerar neste ano.
Mesmo com a volatilidade, o mercado de trabalho continua sendo uma das âncoras do governo da presidente Dilma Rousseff, que tentará a reeleição este ano.
Fonte - R7.com  17/03/2014