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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Brasileiro é convidado para liderar rede global de sustentabilidade da ONU pela América Latina

Sustentabilidade

Superintendente-geral da Fundação Amazonas Sustentável está em Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU.A participação da FAS se dá pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável (SDSN, na sigla em inglês) da ONU.

Revista Amazônia

Como entidade voltada para a promoção do desenvolvimento sustentável a Fundação Amazonas Sustentável (FAS) está com sua delegação em Nova York, acompanhando a Assembleia Geral da ONU. Liderada por Virgílio Viana, seu superintendente-geral, a participação da FAS se dá pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável (SDSN, na sigla em inglês) da ONU, que reúne cientistas, organizações da sociedade civil e representantes da academia para o processo de construção e apoio na implementação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), que serão lançados nesta semana. Além disso, pretende promover iniciativas locais que podem servir como soluções para o desenvolvimento sustentável no mundo.
A FAS é a secretaria-executiva da SDSN-Amazônia, braço da rede global no Brasil. Virgílio Viana, que preside a rede na Amazônia, acaba de ser convidado para se tornar co-presidente da SDSN Global na América Latina. Desta forma, terá papel fundamental na busca por soluções para o desenvolvimento sustentável nesta região em contato direto com a direção da rede. Além disso, poderá representar a SDSN em reuniões de alto nível na América Latina.
A delegação da FAS ainda participará de diversos eventos, como a reunião do Conselho da SDSN e acompanhará a Assembleia Geral sobre o anúncio dos ODS.
Os interessados em obter informação sobre o tema devem falar com Luiz Soares (luiz@lead.com.br) ou pelo telefone (11) 3168-1412

A Assembleia Geral da ONU
Nesta semana, líderes mundiais estão em Nova York para a Assembleia Geral da ONU. Entre os dias 25 e 27 será realizada a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável 2015 onde será adotada a Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) – um conjunto de 17 metas para promover a ação da comunidade internacional e dos governos nacionais com o objetivo de alcançar a prosperidade e o bem-estar de todos até 2030.
Fonte - Revista Amazônia  23/09/2015

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

A expectativa de vida do brasileiro sobe 12,4 anos entre 1980 e 2013, segundo IBGE

Saúde

Se a perspectiva de vida era 62,5 anos em 1980, no ano passado passou a ser 74,9 anos, de acordo com a Tábua Completa de Mortalidade para o Brasil – 2013.Nesse período, a expectativa de vida das mulheres subiu mais do que a dos homens, passando de 65,7 anos em 1980 para 78,6 anos em 2013 (12,9 anos). 

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil 
Arquivo/Agência Brasil
A expectativa de vida do brasileiro ao nascer aumentou 12,4 anos entre 1980 e 2013, segundo dados divulgados hoje (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Se a perspectiva de vida era 62,5 anos em 1980, no ano passado passou a ser 74,9 anos, de acordo com a Tábua Completa de Mortalidade para o Brasil – 2013.
Nesse período, a expectativa de vida das mulheres subiu mais do que a dos homens, passando de 65,7 anos em 1980 para 78,6 anos em 2013 (12,9 anos). A expectativa dos homens subiu 11,7 anos, de 59,6 para 71,3 anos.
Segundo o pesquisador do IBGE Fernando Albuquerque, o aumento da longevidade do brasileiro pode ser explicada principalmente pelas reduções da mortalidade infantil e das mortes dos idosos com mais de 70 anos. Essas duas faixas etárias foram as que apresentaram mais ganhos nesses 33 anos.
A probabilidade de um bebê morrer antes de completar um ano de vida caiu de 69,1 por mil em 1980 para 15 por mil em 2013. A melhoria do indicador pode ser explicada por avanços no saneamento básico, aumento da cobertura vacinal, programas de atenção pré-natal e de aleitamento materno e iniciativas governamentais como o Programa Bolsa Família (de transferência de renda), segundo o IBGE.
A probabilidade de uma pessoa com 70 anos morrer nessa idade caiu de 47,5 por mil para 25,2 por mil. A explicação está nos avanços médicos e tecnológicos e em ações voltadas para os idosos, como a aposentadoria rural.
“A população está vivendo mais e envelhecendo de forma mais saudável. Agora, em relação à previdência social, o impacto não é muito bom porque a expectativa de vida aumentando influencia no cálculo do fator previdenciário”, afirma Albuquerque.
Por outro lado, a faixa etária dos 15 aos 19 anos foi a que teve menos redução da mortalidade nesses 33 anos. Nos homens de 17 e 18 anos, a taxa é exatamente a mesma de 1980. “Nesse grupo, a mortalidade não se alterou exclusivamente em função dos óbitos por causas violentas, principalmente os acidentes de trânsito e os homicídios”, disse.
Fonte - Agência Brasil  01/12/2014

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Estados Unidos reforçam interesse no setor ferroviário brasileiro

Infraestrutura

A Georgetown Rail Equipment Company desenvolve diversas soluções de tecnologia e equipamentos que auxiliam os processos de diagnósticos e manutenção de vias de composições ferroviárias e suas estruturas.

Redação Portogente

Duas importantes entidades do setor ferroviário norte-americano, a REMSA (Railway Engineering-Maintenance Suppliers Association), representante de empresas e profissionais de manutenção de vias, e o RSI (Railway Supply Institute Inc), que reúne a cadeia de fornecedores da indústria ferroviária, estarão juntas de outras sete companhias especializadas em soluções, tecnologia e equipamentos no pavilhão Estados Unidos durante a NT Expo - 17ª Negócios nos Trilhos, que acontece de 11 a 13 de novembro, no Expo Center Norte, em São Paulo. Este ano, a REMSA e o RSI foram os responsáveis por trazer ao parque de exposições as novidades e oportunidades americanas.
Segundo o gerente do evento, Renan Joel, a participação de empresas norte-americanas no evento é de extrema importância uma vez que o país é referência em eficiência ferroviária de carga, com a rede mais extensa do mundo, com mais de 225 mil quilômetros e participação de 43% na matriz de transporte local. “A expertise da indústria norte-americana é notória e as empresas percebem no mercado brasileiro uma oportunidade concreta de realizar negócios e contribuir com o desenvolvimento da ferrovia brasileira”, diz.
Empresas - Em 2014, o setor ferroviário norte-americano será representado pelas empresas AIC Rail, Georgetown Rail Equipment Company, Koppers Inc., Motive Equipment Inc., Nordco, TTCI (Transportation Technology Center, Inc), e Whitmore Rail. A seguir, um breve apanhado da especialidade de cada uma:
A AIC Rail é especialista em fornece soluções em coleta de dados, softwares e estações de medição para oficinas de rodas e de reparação. Uma das soluções que a empresa apresentará na feira é a Railcar Integrated Maintenance Suite, que otimiza o recebimento de carros a serem reparados, a seleção de peças e todo o processo de manutenção, facilitando a operação para as empresas que prestam esse tipo de serviços.
A Georgetown Rail Equipment Company desenvolve diversas soluções de tecnologia e equipamentos que auxiliam os processos de diagnósticos e manutenção de vias de composições ferroviárias e suas estruturas.
Já a divisão de produtos e serviços para ferrovias da Koppers é uma das mais importantes fornecedoras de madeira tratada e concreto para o setor e a empresa trará seu portfólio de produtos e serviços para a feira.
No segmento de locomotivas, destaque para a Motive Equipment Inc., que comercializa equipamentos e serviços para controle climático de locomotivas.
A Whitmore Rail leva sua experiência de mais de 121 anos oferecendo soluções em respiradores, óleos e lubrificantes para chaves de via e trechos em curvas, especificamente desenvolvidos para o aumento da eficiência da composição ferroviária.
A NT Expo contará também com a presença da Nordco, uma das mais antigas fornecedoras do setor, com expertise em máquinas para manutenção de trilhos.
Fonte - STEFZS  27/10/2014

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Pesquisa mostra que pelo 8º ano brasileiro é o mais otimista do mundo

Brasil

Com nota 8,8, numa escala de 0 a 10, o Brasil voltou a liderar o ranking, pelo oitavo ano consecutivo. - A mesma pesquisa, realizada em 138 países, constata que na hora de avaliar sua vida atual e as condições oferecidas pelo Pais, o brasileiro se dá nota 7,1. Esse é o mais alto resultado da pesquisa para o País e põe o Brasil na 14ª posição, à frente de países como Itália, Espanha, Irlanda, Portugal, Rússia, Índia, China, Chile, Peru e Colômbia.

TB
foto - ilustração
O brasileiro continua a ser o povo com mais confiança no futuro. É o que aponta a pesquisa do Instituto Gallup World Poll. Com nota 8,8, numa escala de 0 a 10, o Brasil voltou a liderar o ranking, pelo oitavo ano consecutivo. “Ninguém vê o futuro com tanto otimismo quanto o brasileiro”, afirma o ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Marcelo Neri.
A mesma pesquisa, realizada em 138 países, constata que na hora de avaliar sua vida atual e as condições oferecidas pelo Pais, o brasileiro se dá nota 7,1. Esse é o mais alto resultado da pesquisa para o País e põe o Brasil na 14ª posição, à frente de países como Itália, Espanha, Irlanda, Portugal, Rússia, Índia, China, Chile, Peru e Colômbia.
Em sua palestra no Centro Aberto de Mídia João Saldanha, no Rio de Janeiro, Neri atribuiu este bom desempenho do Brasil na pesquisa à redução da desigualdade e da extrema pobreza; ao contínuo crescimento da renda do brasileiro e à aquisição de bens como casa própria e automóveis. “A vida dos brasileiros está melhorando”, disse o ministro. “Aqui no Brasil estamos vivendo uma transformação profunda. Não é só de renda. É de educação e outros fatores. No Nordeste, a mortalidade infantil caiu 58%. O que é mais importante do que isso?”
Para o ministro, a grande transformação brasileira dos últimos 10 anos é a redução da extrema pobreza, com resultados que superam a Meta do Milênio estabelecida pelas Nações Unidas. No ano 2000, a ONU estipulou que os países deveriam reduzir a extrema pobreza em 50% até 2015. “Já em 2012, reduzimos esse índice em 70%”, afirmou o ministro. O maior motivo para isso, segundo ele, é a renda do trabalho.
Outro fator importante foi o programa do governo de transferência de renda Bolsa Família, que chamou de “coadjuvante sensacional” no processo.
foto - ilustração
Neri citou também que a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mostra redução da desigualdade e crescimento médio real da renda do brasileiro de 4,35%, acima do Produto Interno Bruto (PIB), nos últimos 12 meses até abril de 2014, edição mais atualizada para a pesquisa completa.
Abrindo dados da PME, há indicadores ainda melhores. “Um brasileiro mediano, João, está com crescimento de renda chinês, 6,8%, mais que o PIB”, disse o ministro. “A renda de mulheres, negros e com baixa escolaridade, grupos tradicionalmente excluídos, cresceram ainda mais.”
Os dados da PME mostram que a redução da desigualdade no Brasil é sustentável, segundo o ministro. “A redução da desigualdade de renda no Brasil é sem paralelo, com exceção talvez do período pós-guerra para os países ricos”, disse, lembrando que aquele processo não foi sustentável.
Neri citou que no período 2002-2003, apenas 16 em cada 100 pessoas cruzaram para cima o ponto médio de renda da PME. Dez anos depois, já são 27 em cada 100 pessoas que percorreram o mesmo trajeto, o melhor número da série. “A probabilidade de um brasileiro subir na vida nunca foi tão alta”, disse ele.
O ministro citou que no acumulado entre 2003 e 2012, enquanto o PIB cresceu 27,8%, a renda média do brasileiro cresceu 51,7%, cerca de 2 vezes mais, em termos reais por habitante (descontando a inflação e o crescimento da população).
Outros indicadores mostram desempenho ainda melhor. “A renda do brasileiro médio cresceu 3 vezes o desempenho do PIB. E se pegarmos o brasileiro mais pobre, veremos que para ele a renda cresceu ainda mais: 106%. Isso significa uma alta quatro vezes maior do que a registrada pelo PIB”, disse o ministro.
Ao final, Neri adiantou dados de uma pesquisa ainda inédita do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) sobre as manifestações de rua realizadas em 2013. Os primeiros dados mostram que em junho do ano passado, 75% dos entrevistados apoiam as manifestações. Já a nova pesquisa constatou que esse apoio caiu para 54%.
A pesquisa deve ser divulgada nos próximos dias.
Fonte - Tribuna da Bahia  27/06/2014

domingo, 27 de abril de 2014

A Classe B voltará a ter mais de 50% do consumo

Economia

Os números se confirmados vão mostrar uma recuperação da classe B. Em 2013, esse extrato da população tinha diminuído em relação a 2012 - uma queda de 50,02% para 48,52%.

Luiz Guilherme Gerbelli 
Agência Estado 
Segundo a pesquisa, a mudança na estrutura de consumo
continua mesmo com uma economia desaquecida
Joá Souza / Arquivo - Ag. A TARDE
O mercado consumidor será marcado pela retomada da classe B neste ano. O estudo desenvolvido pela consultoria IPC Marketing mostra que essa parcela da população - equivalente a 35,4% do total de domicílios urbanos do País - vai responder por 50,84% (aproximadamente R$ 1,55 trilhão) do potencial de consumo no Brasil.
Os números se confirmados vão mostrar uma recuperação da classe B. Em 2013, esse extrato da população tinha diminuído em relação a 2012 - uma queda de 50,02% para 48,52%.
A classe A também deve aumentar a fatia no consumo: a participação subirá de 19,26% no ano passado para 19,52%. "A força do novo consumo está nas classes A e B. A classe emergente - que já foi tão destacada - ainda tem a maior quantidade de domicílios, mas ela perde força", diz Marcos Pazzini, diretor do IPC Marketing. Pelo levantamento, a classe C deve responder por 26% do potencial de consumo, nível mais baixo desde 2005.
A mudança na estrutura do consumo continua mesmo com uma economia mais desaquecida. A população continua comprando e, consequentemente, mudando de classe social. Isso ocorre porque o Critério Brasil, da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa (Abep) e adotado pelos institutos de pesquisas, leva em conta a posse de bens e o nível de escolaridade do chefe da família para classificar os domicílios. "Essa migração social positiva está numa segunda e até terceira onda. A primeira onda foi a migração das classes D e E para a classe C. A segunda onda da classe C para a B, e a terceira onda da classe B para a classe A", afirma Pazzini.
A expectativa da consultoria é que o consumo das famílias continue a crescer de 1,8% a 2% neste ano, acima do Produto Interno Bruto (PIB).
Um dos principais fatores que impulsiona a mobilidade social é a criação de emprego formal, segundo o presidente do Instituto Data Popular, Renato Meirelles. No mês passado, a desocupação medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou em 5% nas seis regiões metropolitanas pesquisas (Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre). O resultado foi o mais baixo para meses de março desde 2002, quando tem início a série histórica. "A economia pode não estar tão boa, o consumo das famílias está crescendo menos, mas o emprego e a geração de renda proveniente dele continuam forte."

Gasto
O estudo da IPC Marketing também identificou como o brasileiro vai gastar o dinheiro este ano. A maior parte - R$ 770,57 bilhões - vai para a manutenção do lar. Nesse item, estão incluídas despesas como aluguel, conta de luz, água e telefone. "É uma realidade do brasileiro esse elevado custo da moradia", diz Pazzini.
O segundo maior gasto do ano será com outras despesas (R$ 659,56 bilhões). Nesse item, o peso maior é com dívidas. "Boa parte da melhoria dessa ascensão é por causa da aquisição de bens de consumo. Normalmente, eles não são comprados à vista, mas no crédito. O crescimento desse item tem a ver com o aumento dessas compras feitas a prazo", afirma o diretor do IPC Marketing.
Na sequência, aparecem alimentação no domicílio (R$ 314,01 bilhões) e alimentação fora do domicílio (R$ 156,57 bilhões). "Quanto maior o peso dessas despesas básicas, pior. Acaba sobrando menos dinheiro para itens que não são de primeira necessidade,", afirma Pazzini. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte - A Tarde  27/04/2014

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Mais de 100 parlamentares comunicam troca de partido ao Congresso

Política


Até o meio-dia desta sexta-feira (4), mais de 100 deputados e dois senadores haviam comunicado a troca de partido à Secretaria-Geral da Mesa da Câmara e do Senado. A prática foi condenada por vários parlamentares e reacendeu as discussões sobre a necessidade de uma reforma política, embora muitos reconheçam que a possibilidade é remota


Karine Melo e Carolina Gonçalves
Repórteres da Agência Brasil

Brasília - Até o meio-dia desta sexta-feira (4) mais de 100 deputados e dois senadores haviam comunicado a troca de partido à Secretaria-Geral da Mesa da Câmara e do Senado. O prazo para os que querem concorrer nas próximas eleições termina amanhã (5).
Durante a semana, a prática foi condenada em discursos de vários parlamentares e reacendeu as discussões sobre a necessidade de uma reforma política, embora muitos reconheçam que atualmente a possibilidade é remota.
“O troca-troca de partidos mostra a fragilidade do sistema político brasileiro. Mostra que há um conjunto grande de partidos sem densidade programática”, disse o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). Apesar de não ver perspectivas nessa legislatura, Rollemberg defendeu que, a partir de 2015, com Congresso renovado, a reforma política possa finalmente ser votada. “Do jeito que está não dá para continuar.”
“A culpa e a responsabilidade desse fato lamentável são do Congresso”, disse o senador Paulo Paim (PT-RS). Segundo o parlamentar, apesar de ter reconhecido a fidelidade partidária, o Legislativo não manteve uma posição firme em relação a novos partidos, e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entendeu que as regras de perda de mandato para candidatos que mudam de legenda não se aplicam nos casos em que a migração é feita para um partido novo.
“Essa situação delicada, com esse troca-troca, foi um erro do próprio Congresso. Se as regras fossem mais duras, as mudanças não ocorreriam em 90% dos casos”, avaliou Paim.
Na Câmara, até o meio-dia, o Partido Social Democrático (PSD) foi a legenda com mais pedidos de adesão (52), enquanto, no Senado, a sigla já perdeu um representante: a senadora Kátia Abreu (TO) que, desde ontem, integra o PMDB.
“Passo a fazer parte do maior partido de oposição no estado [o Tocantins], para compor uma frente ampliada. O objetivo é somar forças com outros importantes partidos, recuperar o Tocantins e preparar o seu futuro”, destacou a senadora.
Outra mudança no Senado foi comunicada por Vicente Alves que migrou do Partido da República (PR) para o Solidariedade. O parlamentar ocupa, há dois dias, a liderança da nova legenda no Senado. O Solidariedade foi um dos partidos recentemente criados e aprovados pelo TSE, liderado por Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SP).
Fonte - Agência Brasil  04/10/2013

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Rendimento real do trabalhador cresce 5,8% em 2012, segundo a Pnad

Brasil

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração

Rio de Janeiro – O rendimento médio mensal do trabalhador brasileiro chegou a R$ 1.507 em 2012, um ganho real de 5,8% em relação aos R$ 1.425 de 2011 reajustados pela inflação. Os números constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2012, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada hoje (27).
Entre as regiões brasileiras, o Centro-Oeste apresentou aumento de 4,8% em relação a 2011 e registrou a maior média de rendimentos de trabalho (R$ 1.803). O Nordeste manteve-se com os piores rendimentos (R$ 1.044), apesar de ter sido a região com maior aumento no período (8,1%).
A Região Norte teve o menor aumento (2,1%) e anotou média de rendimentos de R$ 1.192. O Sul registrou a mesma taxa de crescimento nacional (5,8%) e o rendimento médio chegou a R$ 1.639, enquanto os rendimentos do Sudeste subiram 6% e alcançaram R$ 1.707.
O Índice de Gini do rendimento, que mede a disparidade entre os diferentes estratos de rendimentos de trabalho, apresentou uma redução de 0,003 ponto, ao passar de 0,501 para 0,498. Isso mostra que as pessoas com rendimento mais baixo tiveram ganhos relativamente superiores aos de renda mais alta.
“Diferentemente do que aconteceu em anos anteriores (2006 a 2011), em que o Gini caía porque aumentava muito o rendimento nas classes de rendimento mais baixo, dessa vez a gente registrou aumento também no topo, das pessoas que têm rendimento mais alto. O [aumento no] rendimento superior fez com que o Gini não variasse tanto”, disse a coordenadora da pesquisa, Maria Lúcia Vieira.
Entre as categorias de emprego, importantes ganhos foram observados no trabalho doméstico com carteira assinada (10,8%) e sem carteira (8,4%). Apesar disso, ambos continuam recebendo os piores rendimentos: R$ 811 (para os com carteira) e R$ 491 (para os sem carteira). Os militares e estatutários tiveram os menores ganhos (0,9%), mas continuam recebendo os maiores rendimentos médios (R$ 2.439).
Fonte - Agência Brasil  27/09/2013

domingo, 8 de setembro de 2013

Brasileiro monta uma equipe multinacional para dirigir OMC

Internacional


 
O chefe de gabinete de Azevêdo será o ex-embaixador da Austrália na OMC Tim Yeend (Marcello Casal Jr/Abr)


Renata Giraldi 
Brasília – Ao assumir a direção-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Cavalho de Azevêdo, escolheu uma equipe de distintas nacionalidades: portuguesa, australiana, francesa, sul-coreana e brasileira, entre outras. Os principais desafios da equipe são relançar a liberalização do comércio mundial e reavivar os pactos multilaterais de comércio.
O chefe de gabinete de Azevêdo será o ex-embaixador da Austrália na OMC Tim Yeend, assim como fazem parte da equipe Graça Andresen Guimarães, representante permanente de Portugal nas Nações Unidas em Genebra, a sul-coreana Jung Ae-gyoung, jurista na OMC, e a brasileira Tatiana Prazeres, ex-secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Na área jurídica, Azevêdo manteve o francês Yves Renouf. O gabinete dele terá ainda o apoio de Jenifer Mutano, da divisão de acesso ao mercado da OMC, Isabel Ribeiro, da área de recursos humanos da entidade, além de Tilde Baptista-Kreyenbuhl, Napoleon Sacramento, Saskia Shuster e Fernando Perenzin, que também trabalham no órgão.
Fonte - EBC  08/09/2013

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Satélite próprio poderá aumentar segurança de dados do governo, diz Telebras

Tecnologia

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Brasília - A construção do primeiro satélite geoestacionário brasileiro poderá aumentar a segurança do tráfego de dados importantes no país, que passarão a ser criptografados. Segundo o presidente da Telebras, Caio Bonilha, um dos objetivos do desenvolvimento do satélite é proteger as redes por onde passam informações sensíveis do governo federal.
“Vamos trabalhar com algoritmos e criptografia próprios, desenvolvidos pelo próprio governo, de maneira que os dados sensíveis que vão transitar no nosso satélite vão ser praticamente invioláveis”, disse, em entrevista à TV Brasil.
O projeto de construção do satélite tem custo estimado em R$ 1 bilhão. A expectativa do governo é colocar o satélite em órbita em 2014.
A expansão da internet de banda larga popular em mais de 2 mil municípios que não são atendidos por via terrestre é outro objetivo da construção do novo satélite no Brasil. Outra área importante a ser atendida é a militar, que atualmente usa satélites estrangeiros para trafegar suas operações. “Isso é desconfortável para os militares”, disse o presidente da Telebras.
Para Bonilha, o fato de o país não ter um satélite próprio faz com que o governo não tenha controle do equipamento. ”Isso é um problema de segurança em determinadas situações críticas”, avaliou. Ele considera “recorde” o tempo desde o início da concepção do projeto, em 2011, até hoje.
A responsabilidade do satélite é da Visiona Tecnologia, constituída pela Embraer e pela Telebras, que já está negociando os contratos com a Thales Alenia, escolhida para construção do satélite, e a Arianespace, que cuidará do lançamento. Segundo Bonilha, além do preço, as condições de transferência de tecnologia foram consideradas como critério para a escolha da empresa responsável pela construção.
Fonte - Agência Brasil  04/09/2013

domingo, 18 de agosto de 2013

Itamaraty protesta contra retenção de brasileiro em aeroporto de Londres

Internacional

fotopedia.com
O governo brasileiro considerou a medida "injustificável" 

Thais Leitão 
Agência Brasil
Brasília – O Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, divulgou nota hoje (18) em que classifica como "medida injustificável" a retenção de um brasileiro no Aeroporto de Heathrow, em Londres, por nove horas, período em que ficou incomunicável. Segundo o documento, o governo brasileiro manifesta "grave preocupação" em relação ao episódio, ocorrido neste domingo.
A nota não informa a identidade do brasileiro, mas, de acordo com jornal britânico The Guardian, trata-se de David Miranda, companheiro do jornalista britânico Glenn Greenwald, autor de diversas reportagens sobre o programas de ciberespionagem promovidos pela Agência de Segurança Nacional norte-americana (NSA).
As reportagens, baseadas em documentos fornecidos por Edward Snowden, ex-funcionário de uma empresa terceirizada que prestava serviços à NSA, foram publicadas no mesmo The Guardian. Em artigo publicado hoje no site do jornal, Greenwald avalia o episódio com uma tentativa fracassada de intimidação e diz que produzirá efeito oposto ao esperado.
A ação, de acordo com o Itamaraty, foi baseada na legislação britânica de combate ao terrorismo e envolveu uma pessoa "contra quem não pesam quaisquer acusações que possam legitimar o uso de referida legislação". Ainda segundo a nota, "o governo brasileiro espera que incidentes como o registrado hoje com o cidadão brasileiro não se repitam".
Também por suspeitas de ligação com terrorismo, policiais de Londres mataram, em 2005, o mineiro Jean Charles de Menezes, de 27 anos. Ele foi confundido com um terrorista em um trem do metrô da capital britânica. A morte de Jean Charles ocorreu depois de uma série de atentados ao sistema de transporte público de Londres.
Fonte - EBC 18/08/2013

terça-feira, 23 de julho de 2013

Saiba como é calculado o reajuste do salário mínimo no Brasil

Portal EBC
Saiba como é calculado o reajuste do salário mínimo no Brasil

O salário mínimo do trabalhador brasileiro será reajustado com base na Lei n° 12.382, de 25 de fevereiro  e 2011, até 2015. A legislação trata, entre outros pontos, da política de valorização a longo prazo do valor mensal mínimo recebido. Pela regra, a cada ano, o aumento do salário mínimo corresponderá à variação do Produto Interno Bruto (PIB) do ano retrasado mais a inflação do ano anterior medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Em 2013, o reajuste totalizou 8,83%. Desse total, 2,73 pontos percentuais estavam ligados ao crescimento do PIB em 2011 e, o restante, à variação do INPC em 2012. Como base nessa alíquota, o valor foi reajustado em janeiro desse ano, passando de R$ 622 para R$ 678. O novo valor acresceu R$ 56 à renda de quem recebe um salário mínimo e será responsável, até o início de 2014, por um impacto estimado nas contas da Previdência Social de mais de R$ 12,3 bilhões. Ao todo, cerca de 20 milhões de pessoas tiveram os benefícios reajustados.
Com base na legislação, em 2014, será aplicado ao salário mínimo o percentual equivalente à taxa de crescimento real do PIB, apurada pelo IBGE, para o ano de 2012. Já em 2015, o percentual será o equivalente à taxa de crescimento real do PIB, em 2013. A esses valores serão somadas as inflações dos respectivos anos anteriores. Para reajustes futuros, até 31 de dezembro de 2015, o Poder Executivo encaminhará ao Congresso Nacional projeto de lei dispondo sobre a política para o período de 2016 a 2019.
Fonte - EBC  23/07/2013

domingo, 14 de julho de 2013

Siemens delata cartel em licitações de metrôs, diz jornal

De acordo com apuração do jornal Folha de S. Paulo, investigação de cartel feita pelo Cade envolve empresas que também estão interessadas no trem-bala

Por Julia Wiltgen
Exame.com
São Paulo - A multinacional alemã Siemens delatou às autoridades antitruste brasileiras a existência de um cartel em licitações para a compra de equipamento ferroviário, e para construção e manutenção de linhas de trens e metrô em São Paulo e no Distrito Federal, revela a edição deste domingo do jornal Folha de S.
foto - ilustração
Paulo.
A gigante alemã faria parte do cartel, e de acordo com apuração do jornal, o esquema envolve subsidiárias de multinacionais como a francesa Alstom, a canadense Bombardier, a espanhola CAF e a japonesa Mitsui. Todas essas empresas, incluindo a Siemens, já demonstraram interesse no projeto do trem-bala brasileiro.
Além da Siemens, Alstom e Mitsui disseram à Folha que estão colaborando com as investigações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Segundo a apuração do jornal, o esquema inclui ainda outras sete empresas: TTrans, Tejofran, MGE, TCBR Tecnologia, Temoinsa, Iesa e Serveng-Civilsan.
No início de julho, o Cade informou à imprensa que, em operação conjunta, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na sede de 13 empresas localizadas em Brasília, Hortolândia (SP), Diadema (SP) e na cidade de São Paulo, mas não revelou os nomes das investigadas.
A suspeita é de que as empresas combinavam o valor que iriam apresentar na licitação. Com isso, garantiriam contratos de 10% a 20% mais altos do que o previsto.
Os alvos do suposto cartel seriam as licitações da construção da fase 1 da linha 5 e da extensão da linha 2, ambas do metrô de São Paulo, além da manutenção do metrô do Distrito Federal e de concorrências envolvendo a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). O governo do estado de São Paulo disse que também iria investigar o suposto cartel.
Não é a primeira vez que a Siemens se envolve em escândalos. Em 2011, por exemplo, ex-executivos da companhia foram acusados, nos Estados Unidos, de um esquema de propina. No mesmo ano, o presidente executivo da empresa no Brasil foi demitido por suspeita de desvio de dinheiro.
Fonte -  STEFZS / Sinfer  14/07/2013

quarta-feira, 8 de maio de 2013

OMC confirma eleição de brasileiro, primeiro latino-americano no comando da entidade


Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A Organização Mundial do Comércio (OMC) confirmou hoje (8) que o novo diretor-geral da entidade será o embaixador brasileiro Roberto Carvalho de Azevêdo, de 55 anos. O brasileiro venceu o mexicano Herminio Blanco, de 62 anos, na eleição de ontem (7). Azevêdo assume o cargo em 31 de agosto, em substituição ao francês Pascal Lamy, e cumpre mandato de quatro. Ele é o primeiro brasileiro e latino-americano a comandar o órgão.
Em nota, a OMC diz que os resultados das consultas feitas em todo o mundo “são claros e nada ambíguos”. Na linguagem diplomática, significa que o resultado da eleição de Azevêdo é inquestionável.
Disputada até o último minuto, a eleição envolveu uma longa negociação que ocorre desde o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ainda sem confirmação oficial, o cálculo é que Azevêdo obteve 93 dos 159 votos da OMC. O brasileiro contou com o apoio do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), além dos países de língua portuguesa e de várias nações na América Latina, na Ásia e África.
Diplomata de carreira, o embaixador desde 2008 é o representante permanente do Brasil na OMC e está diretamente envolvido em assuntos econômicos e comerciais há mais de 20 anos. Ele foi chefe do Departamento Econômico do Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, de 2005 a 2006, e liderou a delegação brasileira nas negociações da Rodada Doha da OMC, sobre liberalização de mercados.
Para vencer, é preciso ter um mínimo de 80 votos dos 159 países integrantes e obter o consenso entre as nações. A escolha é feita em três etapas. O processo de eleição para a OMC começou no final de março, com nove candidatos. No final de abril, a OMC comunicou que tinham passado à fase final apenas os candidatos do Brasil e do México. A presidenta Dilma Rousseff e o mexiano Enrique Peña Nieto participaram diretamente das negociações, dando telefonemas e conversando com os líderes mundiais.
Fonte - Agência Brasil  08/05/2013

terça-feira, 30 de abril de 2013

Brasil conseguirá eliminar a pobreza extrema

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Jorge Chediek, disse que o Brasil conseguirá cumprir uma das principais promessas da presidenta Dilma Rousseff e tirar toda a população da pobreza extrema. Ele falou depois de conhecer o estudo Vozes da Nova Classe Média, divulgado hoje (29) pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República. Segundo ele, as políticas do governo brasileiro para a nova classe média influenciarão a Organização das Nações Unidas (ONU).
“Vemos que políticas públicas sociais e econômicas farão com que o Brasil atinja o resultado de 100% de redução da pobreza extrema. E a ONU tem um compromisso assumido de combate à pobreza. Pensamos muito nisso, mas [pensamos] pouco no ponto de chegada, que é a classe média. É muito útil o Brasil estar pensando neste ponto de chegada”, disse o representante do Pnud.
Ministro da SAE e presidente do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), Marcelo Neri disse que “o fim da miséria é apenas o começo”. Segundo ele, a desigualdade teve uma “queda espetacular”, após o índice de Gini ter caído de 0,64 para 0,54 nos últimos dez anos. Esse índice, pelo qual zero representa a igualdade total de renda, é um dos mais usados para comparações socioeconômicas entre países.
“Em 2012, mesmo com [baixo crescimento do PIB] o chamado Pibinho, 35% das pessoas subiram [de nível social], enquanto 14% caíram. Isso mostra que o país vive mais prosperidade e oportunidade, e menos desigualdade”, acrescentou o ministro Marcelo Neri, após apontar a Carteira de Trabalho como maior símbolo da classe média.
Para Jorge Chediek, os números apresentados pelo estudo “são impressionantes”. Ele avalia que a formalização do emprego foi fundamental para os bons resultados. “O que mais melhorou a situação do país foi a criação de empregos. [Também] por isso é muito importante conhecer a classe média”, acrescentou. “A presidenta Dilma Rousseff disse que quer fazer do Brasil um país de classe média. Queremos influenciar a política e ampliá-la para fazer, também do mundo, um mundo de classe média”
O estudo Vozes da Nova Classe Média mostra a contribuição do empreendedor para a expansão da nova classe média brasileira. Tem como um dos destaques o aumento na formalização dos empregos. Entre as conclusões que se pode tirar com base no estudo está a de que 40% dos postos de trabalho disponíveis foram gerados a partir de pequenos negócios.
Dos 15 milhões de novas vagas abertas entre 2001 e 2011, 6 milhões foram criadas pelos empreendimentos de pequeno porte. Além disso, 95% delas são empregos formais. Ainda de acordo com o estudo, 39% do total de remunerações do país estão relacionadas a pequenos empreendedores – volume que supera os R$ 500 bilhões por ano.
Fonte - Agência Brasil   29/04/2013

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Criação da Niobrás ganha forças e movimenta nacionalistas

Consciência da necessidade de federalização da exploração do Nióbio, metal estratégico para futuro da humanidade, ganha força além de Minas

Foto ilustração - niobiomineriobrasileiro
Por Geraldo Elísio

A brutal exploração do Nióbio brasileiro, um dos metais mais raros do mundo e essencial ao desenvolvimento da humanidade, começa a incomodar importantes instituições da organização institucional brasileira a partir das denúncias formuladas pelo NovoJornal. Para se ter uma idéia do valor estratégico do nióbio, a secretária de estado do EUA, Hilary Clynton, não se sentiu intimidada em declarar à imprensa internacional que a cidade mineira de Araxá, situada no Vale do Paranaíba, encontra-se na área de interesses estratégicos dos Estados Unidos da América do Norte.
A questão do nióbio, vendido a preço subfaturado com a aquiescência de políticos corruptos que não se coram de vender o Brasil para atender à sua voluptuosidade financeira e de Poder, garantindo salários privilegiados, fóruns especiais para eventuais julgamentos e a quase certeza da impunidade, foi impulsionada com a idéia original do promotor de justiça do Ministério Público de Minas Gerais, Leonardo Barbabela, sugerindo a criação da Niobrás nos moldes da Petrobrás.
Na seqüência de suas preocupações com o assunto, o promotor Leonardo Barbabela já manteve um contato telefônico, informado por ele ao Novojornal, com o procurador da República em Minas Gerais, Tarcísio Humberto Parreiras Henriques Filho, que a exemplo de seu pai, o ex-deputado estadual Tarcísio Henriques, igualmente foi prefeito da cidade mineira de Cataguases, na Zona da Mata mineira.
Na opinião do promotor Leonardo Duque Barbabela, a magnitude da questão exige envolvimentos mais amplos para conferir maior eficiência ao projeto, aglutinando todos os setores possíveis das instituições que compõem o Estado brasileiro.

Audiência pública
Em Minas Gerais, o deputado estadual Rogério Corrêia, do PT, de acordo com a bancada de oposição na casa, principalmente o deputado estadual Sávio de Souza Cruz, já propôs a realização de uma Audiência Pública para debater a relação envolvendo a CBMM, a Codemig e o nióbio, o movimento, fazendo relembrar a histórica campanha “O Petróleo é Nosso”, com a participação de nacionalistas históricos a exemplo do ex-presidente Arthur Bernardes, criador do Batalhão de Fronteira da Amazônia, o escritor Monteiro Lobato, o professor Osório da Rocha Diniz, fundador da Faculdade de Ciências Econômicas de Minas Gerais, da Escola de Engenharia Kennedy e um dos responsáveis junto ao ex-deputados federais Jorge Ferraz, Gabriel Passos e Bento Gonçalves por trazer para Betim – região central de Belo Horizonte – a Refinaria Gabriel Passos, da Petrobrás, que hoje tem como jóia da coroa o pré-sal, descoberto no atual governo petista. Rogério Corrêa quer debater a renovação, sem licitação, do contrato entre o governo de Minas Gerais e a CBMM que já vendeu parte de sua participação no empreendimento - 15% - ao Japão e à Coréia, arrecadando um lucro fabuloso de dois bilhões de dólares em detrimento do povo de Minas Gerais e gerando um desentendimento entre Oswaldo Borges da Costa, presidente da Codemig e o ex-governador e atual senador por Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB) em torno do butim gerado com esta desnacionalização. O contrato, sem licitação, beneficia a CBMM por mais 30 anos.
A Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em sua primeira reunião deste ano, deverá decidir sobre o pedido de audiência pública formulado pelo deputado Rogério Correia.
A CBMM tem o capital dividido entre o Grupo Moreira Sales e a Molybdenium Corporation - Molycorp, subsidiária da Union Oil, por seu turno, empresa do grupo Occidental Petroleum – Oxxi. Mas é fácil perceber a prevalência de grupos estrangeiros através do banqueiro Walther Moreira Sales, conhecido testa de ferro, bastante ligado Nelson Aldridge Rockefeller.
Na audiência pública, está previsto o comparecimento dos maiores especialistas do setor principalmente os ligados as Forças Armadas que vêem promovendo gestões para federalizar, a exemplo da Petrobras, a exploração de Nióbio, idéia lançada pelo promotor Leonardo Barbabela. Relatórios confidenciais da Abim e da área de inteligência do Exército demonstram como operou o esquema criminoso de subfaturamento montado pela Codemig / CBMM, através da Cia de Pirocloro de Araxá.
Em Brasília, o assunto encontra-se também em mãos do deputado federal delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz (PC do B/SP), conhecido militante nacionalista responsável pelas prisões do deputado federal Paulo Salim Maluf e seu filho Flávio Maluf e do banqueiro-condenado Daniel Dantas, ligado a diversos grupos internacionais e que recebeu do DNPM mais de 1.400 concessões de lavras em todo o território nacional, muitas delas em Minas Gerais.
O movimento pela criação da Niobrás começa a ganhar as mesmas dimensões da campanha nacional que tentou evitar a privatização da Companhia Vale do Rio Doce, desnacionalizada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o fraudador da dívida externa brasileira segundo o deputado federal Protógenes Queiroz, e que reuniu nas diversas manifestações ocorridas em todo o Brasil setores nacionalistas das Forças Armadas Brasileiras, na ocasião sob a liderança do brigadeiro do ar Ivan Frota e os setores de esquerda. Em Belo Horizontes, integrantes do movimento redigiram e assinaram um documento chamado os Novos Inconfidentes, idealizado pelo ex-secretário de Estado, Celso Brant.
Fonte - NovoJornal  08/02/2013

VÍDEO - http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=VNyHT123MnE#!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Brasil supera Grã-Bretanha e se torna 6ª maior economia do Mundo

Economia


O Brasil deve superar a Grã-Bretanha e se tornar a sexta maior economia do mundo ao fim de 2011, segundo projeções do Centro de Pesquisa Econômica e de Negócios (CEBR, na sigla em inglês). - Para 'Daily Mail', Brasil está se tornando rapidamente uma das locomotivas da economia global -

Segundo a consultoria britânica especializada em análises econômicas, a queda da Grã-Bretanha no ranking das maiores economias continuará nos próximos anos, com Rússia e Índia empurrando o país para a oitava posição.
O executivo-chefe da CEBR, Douglas McWilliams, disse, em entrevista à BBC, que esta mudança de posições entre Brasil e Grã-Bretanha faz parte de uma tendência mundial.
"Eu acho que isto é parte da grande mudança econômica, onde não apenas estamos vendo uma mudança do Ocidente para o Oriente, mas também estamos vendo que países que produzem commodities vitais - comida e energia, por exemplo - estão se dando muito bem, e estão gradualmente subindo na 'tabela do campeonato econômico'", afirmou.
A entidade prevê ainda que a economia britânica vai superar a francesa até 2016.
Além disso, o estudo aponta que a economia da zona do euro encolherá 0,6% em 2012, "se o problema do euro for resolvido", ou 2%, caso a crise financeira que assola os países que adotam a moeda não encontre solução.
Repercussão na mídia
O estudo repercutiu na mídia britânica. O jornal The Guardian atribui a perda de posição à crise bancária de 2008 e à crise econômica que persiste em contraste com o boom vivido no Brasil na rabeira das exportações para a China.
O Daily Mail, outro jornal que destaca o assunto nesta segunda-feira, diz que a Grã-Bretanha foi "deposta" pelo Brasil de seu lugar de sexta maior economia do mundo, atrás dos Estados Unidos, da China, do Japão, da Alemanha e da França.
Segundo o tabloide britânico, o Brasil, cuja imagem está mais frequentemente associada ao "futebol e às favelas sujas e pobres, está se tornando rapidamente uma das locomotivas da economia global" com seus vastos estoques de recursos naturais e classe média em ascensão.
Um artigo que acompanha a reportagem do Daily Mail, ilustrado com a foto de uma mulher fantasiada sambando no Carnaval, lembra que o Império Britânico esteve por trás da construção de boa parte da infraestrutura da América Latina e que, em vez de ver o declínio em relação ao Brasil como um baque ao prestígio britânico, a mudança deve ser vista como uma oportunidade de restabelecer laços históricos.
"O Brasil não deve ser considerado um competidor por hegemonia global, mas um vasto mercado para ser explorado", conclui o artigo intitulado "Esqueça a União Europeia... aqui é onde o futuro realmente está".
A perda da posição para o Brasil é relativizada pelo Guardian, que menciona uma outra mudança no sobe-e-desce do ranking que pode servir de consolo aos britânicos.
"A única compensação (...) é que a França vai cair em velocidade maior". De acordo com o jornal, Sarkozy ainda se gaba da quinta posição da economia francesa, mas, até 2020, ela deve cair para a nona posição, atrás da tradicional rival Grã-Bretanha.
O enfoque na rivalidade com a França, por exemplo, foi a escolha da reportagem do site This is Money intitulada: "Economia britânica deve superar francesa em cinco anos".
Fonte - BBC Brasil.  26/11/2011