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terça-feira, 18 de outubro de 2016

Governador da Bahia apresenta oportunidades de investimentos a embaixador e cônsul espanhóis

Infraestrutura

Durante o encontro, Rui reiterou o compromisso do governo da Bahia em não poupar esforços para ampliar as relações diplomáticas e comerciais com a Espanha.A construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e do novo Centro de Convenções da Bahia foram alguns dos assuntos presentes na   pauta de reunião

Da redação
foto - Camila Souza/Gov.Ba.
A construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), da Ponte Salvador-Itaparica, do novo Centro de Convenções da Bahia e a reativação do Hospital Espanhol, na capital, estiveram entre os assuntos tratados durante audiência, na manhã desta terça-feira (18), entre o governador Rui Costa, secretários de Estado e o embaixador da Espanha no Brasil, Manuel de La Cámara Hermoso, e o cônsul geral da Espanha, Gonzalo Fournier.
Durante o encontro, Rui reiterou o compromisso do governo da Bahia em não poupar esforços para ampliar as relações diplomáticas e comerciais com a Espanha. Na oportunidade, o governador falou das possibilidades de investimentos no estado, além de expor demandas na área da saúde. “É do nosso maior interesse buscar uma solução para o Hospital Espanhol”. O governador explicou que a Real Sociedade Espanhola de Beneficência, entidade que geria o Hospital Espanhol quando do fechamento, possui processos trabalhistas que têm inviabilizado a aquisição por investidores.
De acordo com o secretário da Saúde, Fábio Vilas-Boas é necessário que a justiça trabalhista consolide e apresente um valor real da dívida trabalhista do hospital. “É preciso que se reduza este número para um valor efetivo, que possa ser pago. Enquanto isso não acontecer, dificilmente, qualquer operação que vise a reabertura do hospital se sustentará”.
Vilas-Boas garantiu ainda que, mesmo se tratando de uma instituição privada, o Governo do Estado acompanha atento todas as questões que envolvem o fechamento e a reabertura da unidade hospitalar. “Temos o interesse médico de voltar a oferecer os 250 leitos da instituição para a população, além da preocupação com os funcionários que ficaram desempregados e, grande parte, poderá retornar ao trabalho”.
Na opinião do embaixador Manuel de La Cámara Hermoso, a reunião com o governador Rui Costa foi produtiva, pois eles puderam saber das intenções do governo baiano em estimular investimentos estrangeiros no estado. “Estou muito satisfeito. Acho que temos possibilidades muito profícuas na área da saúde, do turismo e na infraestrutura. O estado da Bahia é um dos maiores do país. Temos aqui a presença da colônia espanhola muito expressiva”.
Como estreitamento da relação entre Bahia e Espanha, o embaixador disse que “temos um voo direto entre Salvador e Madrid e investimentos hoteleiros em Praia do Forte. A Bahia é um dos grandes parceiros da Espanha”.

Outras agendas
Além de um almoço com empresários na Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), estão previstos até quarta-feira (19), diversos eventos oficiais com o tema “Obrigado Bahia”, pela hospitalidade dos baianos aos espanhóis, desde o século XIX. Também estará em Salvador até o dia 22, o Navio-Escola da Armada Espanhola “Juan Sebastián Elcano”. Será realizada ainda uma homenagem ao marinheiro Fradique de Toledo, que juntamente com portugueses, recuperou a Bahia do domínio holandês.
Participaram da reunião também os secretários estaduais do Turismo José Alves, da Casa Civil, Bruno Dauster e de Desenvolvimento Econômico Jorge Hereda.
Com informações da Secom Ba. 18/10/2016

sábado, 6 de setembro de 2014

Com Aécio fora do jogo, ‘EUA se inclinam para Marina’, afirma Pinheiro Guimarães

Política

Em entrevista à agência brasileira de notícias Carta Maior, o diplomata questiona a ex-colega de governo. Junto do ex-chanceler Celso Amorim e do assessor Marco Aurélio Garcia, Pinheiro Guimarães integrou a troika responsável por planejar de diplomacia com sotaque nas relações Sul-Sul aplicada entre 2003 e 2010.

Por Darío Pignotti/Carta Maior
Samuel Pinheiro Guimarães integrou os círculos 
mais altos da diplomacia brasileira durante o governo
 do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
“Os estrategistas dos Estados Unidos seguramente estão de acordo com as diretrizes da política externa defendida pela candidata Marina Silva. Se ela for eleita, será a vitória de um modelo diplomático similar ao que tivemos nos anos 90”. A declaração é do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, ex-secretário-geral do Itamaraty no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista à agência brasileira de notícias Carta Maior, o diplomata questiona a ex-colega de governo. Junto do ex-chanceler Celso Amorim e do assessor Marco Aurélio Garcia, Pinheiro Guimarães integrou a troika responsável por planejar de diplomacia com sotaque nas relações Sul-Sul aplicada entre 2003 e 2010.
Premissas que “tiveram continuidade a partir de 2011 durante o mandato da presidenta Dilma Rousseff, que adotou medidas muito corretas sobre o Mercosul e contra a Inteligência norte-americana no escândalo da NSA, e resistiu às pressões para a compra de aviões de guerra norte-americanos”, afirmou Pinheiro Guimarães. No programa de governo apresentado uma semana atrás por Marina, foram formuladas propostas em alguns casos antagônicas às dos governos de Dilma e Lula, além de formular críticas enredadas ao que define como uma diplomacia “ideologizada” e “partidarizada” durante as três gestões petistas.

– Embaixador, estamos diante do risco de serem restaurados princípios diplomáticos que dominaram a segunda metade dos anos 90?
– Considero que a candidata Marina Silva encarne a anulação do progresso conquistado nestes 12 anos. Ela e os setores que representa buscam outro modelo de inserção internacional. Um pensamento que se traduz no propósito de enfraquecer o Mercosul com o pretexto de torná- lo aberto ao mundo.

– Será o fim de qualquer aspiração de uma diplomacia independente?
– Até agora, a única vez que escutei Marina falar de independência foi para mencionar a independência do Banco Central (risos).

– Washington aposta em Marina ou Aécio?
–Não estou em Washington para dizer o que pensam. Agora, há interesses dos Estados Unidos que foram prejudicados durante os governos de Lula e Dilma, e é claro que o candidato de que mais gostavam era o Aécio.
A Embaixada norte-americana adotou um perfil muito discreto nas eleições, mas isso não deve se confundir com o fato de estarem alheios ao que acontece. Quando o Aécio fica fora do jogo, os Estados Unidos se inclinam para a Marina, por pragmatismo e porque ela representa o oposto ao PT. Além disso, é alguém sem quadros próprios e, segundo dizem, tem bons contatos nos Estados Unidos, e que demonstrou estar aberta para desmontar o Estado, reduzir sua capacidade e autonomia internacional. Interessa aos Estados Unidos que o Mercosul sejam desmontado e que projetos da era tucana sejam retomados, não nos enganemos: nestas eleições, está em jogo a retomada do processo privatizador, parcial ou total, da Petrobras, do Banco do Brasil e do BNDES.

– Como a Marina implementaria esse desmantelamento do Mercosul?
– Avalio que possa começar com a eliminação da cláusula que obriga os países do Mercosul a negociar conjuntamente acordos de livre comércio com outros blocos. Este ponto, que até agora não conseguiram derrubar, é uma cláusula que vem desde o Tratado de Assunção (assinado em 1991, na formação do Mercosul).

– E depois de terminada esta limitação, o que aconteceria?
– Uma vez eliminada essa cláusula, o caminho estará aberto para a assinatura de acordos do Brasil com a União Europeia, sem a participação dos outros quatro integrantes do Mercosul. Mas se a cláusula continuar em pé, seria igualmente perigoso um pacto entre todo o Mercosul e a União Europeia. E essa negociação, que já se iniciou mas avança lentamente, provavelmente será acelerada durante o governo de Marina.

– Quais consequências um acordo com a UE traria?
– Muitas, uma delas é a redução considerável das tarifas (de importações) industriais europeias afetando nossas fábricas. Defendo faz tempo que esta aproximação, que agrada os economistas da Marina, é o passo inicial rumo ao fim do Mercosul.
Vou resumir assim: a assinatura de um acordo entre os dois blocos significará uma extraordinária vantagem para empresas europeias que poderão exportar para cá sem que cobremos taxas, enquanto não haverá grandes benefícios para os exportadores sul- americanos.
E acrescento que se este acordo acontecer, afetará outra instituição fundamental do Mercosul, que é a Tarifa Externa Comum, fixada para terceiros países. Se isto acontece, a união aduaneira é pulverizada, qualidade central do Mercosul. E uma vez que chegarmos à hipotética assinatura do pacto de livre comércio com os europeus, os Estados Unidos reaparecerão.

– De que maneira?
– Os meios e os grupos de interesses brasileiros que se sentirem representados pela Marina só falam de um acordo com a União Europeia por oportunismo, pela boa imagem dos europeus, que seriam maravilhosos, educados, que nos abririam as portas do primeiro mundo. Uma retórica para ocultar que o acordo será prejudicial para nós. Quem quiser saber o que nos espera com esse acordo que pergunte aos gregos e aos espanhóis como a velha Europa é tratada.
Agora tudo isso nos leva ao começo desta conversa, que são os Estados Unidos. Por quê? Porque uma vez assinado o pacto UE-Mercosul, no outro dia, Washington vai querer igualdade de condições comerciais que europeus conquistaram, exigindo de nós um acordo de livre comércio. Os Estados Unidos nunca se esqueceram do espírito da ALCA (Área de Livre Comércio das Américas).
No começo da década passada, FHC sancionou Pinheiro Guimarães por ter se oposto publicamente à assinatura da ALCA, que seria enterrada durante a Cúpula das Américas, celebrada em novembro de 2005 no balneário argentino de Mar del Plata, graças a uma frente formada pelos presidentes Lula, Néstor Kirchner, Hugo Chávez e Evo Morales, apoiados por outros líderes sul-americanos diante de um atônito George Walker Bush e de seu aliado, o mexicano Vicente Fox, ex-gerente da Coca Cola com um grande bigode.

– A tese da ALCA pode ser recriada com outro nome. É possível que a Marina, FHC e a inteligência neoliberal reciclem o projeto?
– Tudo me leva a pensar que o projeto norte-americano de integração hemisférica comercial, de eliminação de barreiras, de sanção de um sistema de leis que privilegiam suas multinacionais etc continua em vigor. É preciso prestar atenção na Aliança do Pacífico (México, Colômbia, Peru e Chile).
Entendo que os Estados Unidos se preparem para retomar essa proposta em caso de a Marina ganhar. Porque suas posições sobre política externa refletem as aspirações se setores empresariais, de banqueiros e grandes meios de comunicação que demonstraram certa saudade da dependência colonial.

– Com Marina voltaremos ao passado anterior ao encontro de Mar del Plata?
– A candidata parece estar muito aberta a essas ideias. Mas o interessante é que ela não está sozinha.
No seu entorno, se expressa esse espírito anterior à reunião de Mar del Plata. Eu me refiro ao professor André Lara Rasende, ao professor Eduardo Giannetti da Fonseca, à senhora Maria Alice Setúbal (Banco Itaú). Além disso, me parece natural que depois do primeiro turno (5 de outubro) se somem outras pessoas com pensamento similar e que hoje estão junto do candidato Aécio. Estou falando o professor Armínio Fraga, do professor Pedro Malán

– O senhor acredita que, apesar da subida de Dilma, a Marina será a futura presidenta?
– Não, pelo contrário, acredito que, apesar de toda esta comoção, a presidenta Dilma será reeleita. Acredito que, ao longo destes dois meses, as ideias da ex-senadora vão ficar em evidência.

– Neste caso, quais seriam os objetivos de sua política externa em um segundo mandato?
– Em primeiro lugar, deve-se mencionar que sua política externa não teve diferenças coma de Lula, apesar de Dilma não ter o mesmo estilo de fazer política externa. Trabalho para
reforçar os BRICS, impulsionou o banco dos BRICS, foi firme a favor da entrada da Venezuela no Mercosul, apesar de os Estados Unidos terem manifestado abertamente seu interesse em substituir o governo venezuelano, postura que encontra eco na grande imprensa brasileira,no FHC e nos dirigentes tucanos.
No segundo mandato, a presidenta deveria ter como objetivo reduzir a vulnerabilidade externa do país, a dependência de capitais especulativos para o pagamento da dívida e tudo isto cria um círculo vicioso que aumenta as taxas de juros. É falso, é um mito que as taxas sobem para combater a inflação.

– Ou seja, as alianças diplomáticas devem continuar, mas são necessárias mudanças na estratégia econômica internacional?
– Sim, e está completo o comentário dizendo que em um segundo governo a presidenta Dilma terá que trabalhar para diversificar nosso comércio exterior, para reduzir nossa vulnerabilidade comercial devido ao crescimento das exportações de produtos primários cujos preços não somos nós quem decidimos. Quando digo diversificar penso em base para reforçar exportações industriais porque o Brasil corre o risco de seguir rumo a uma especialização regressiva na produção agropecuária e mineral, acompanhada de uma contração do setor industrial, aliada a uma atrofia de sua capacidade tecnológica.

Darío Pignotti é jornalista da Agência Brasileira de Notícias, Carta Maior e correspondente do diário progressista Página 12, de Buenos Aires.
Fonte - Correio do Brasil   06/09/2014

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Espanha pede desculpas a Evo Morales

Da Agência Lusa
La Paz - O governo espanhol pediu hoje (15) desculpas à Chancelaria boliviana pelo incidente ocorrido com o avião do presidente Evo Morales na Europa, há duas semanas, e disse esperar que as relações bilaterais se mantenham boas.
A nota da Espanha dirigida à chancelaria da Bolívia foi entregue pelo embaixador espanhol em La Paz, Ángel Vázquez, que lamentou o procedimento do seu homólogo em Viena, Alberto Castro.
Morales acusou Alberto Castro de querer inspecionar o seu avião para verificar se viajava consigo Edward Snowden, que prestava serviços para a Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos, que o governo norte-americano acusa de ter divulgado informação classificada.
"Lamentamos esse fato, apresentamos as nossas desculpas por esse procedimento, que não foi adequado", diz o documento, que refere ainda que Evo Morales "foi colocado em uma posição difícil e imprópria para um chefe de Estado".
Fonte - Agência Brasil  15/07/2013

quarta-feira, 8 de maio de 2013

OMC confirma eleição de brasileiro, primeiro latino-americano no comando da entidade


Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A Organização Mundial do Comércio (OMC) confirmou hoje (8) que o novo diretor-geral da entidade será o embaixador brasileiro Roberto Carvalho de Azevêdo, de 55 anos. O brasileiro venceu o mexicano Herminio Blanco, de 62 anos, na eleição de ontem (7). Azevêdo assume o cargo em 31 de agosto, em substituição ao francês Pascal Lamy, e cumpre mandato de quatro. Ele é o primeiro brasileiro e latino-americano a comandar o órgão.
Em nota, a OMC diz que os resultados das consultas feitas em todo o mundo “são claros e nada ambíguos”. Na linguagem diplomática, significa que o resultado da eleição de Azevêdo é inquestionável.
Disputada até o último minuto, a eleição envolveu uma longa negociação que ocorre desde o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ainda sem confirmação oficial, o cálculo é que Azevêdo obteve 93 dos 159 votos da OMC. O brasileiro contou com o apoio do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), além dos países de língua portuguesa e de várias nações na América Latina, na Ásia e África.
Diplomata de carreira, o embaixador desde 2008 é o representante permanente do Brasil na OMC e está diretamente envolvido em assuntos econômicos e comerciais há mais de 20 anos. Ele foi chefe do Departamento Econômico do Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, de 2005 a 2006, e liderou a delegação brasileira nas negociações da Rodada Doha da OMC, sobre liberalização de mercados.
Para vencer, é preciso ter um mínimo de 80 votos dos 159 países integrantes e obter o consenso entre as nações. A escolha é feita em três etapas. O processo de eleição para a OMC começou no final de março, com nove candidatos. No final de abril, a OMC comunicou que tinham passado à fase final apenas os candidatos do Brasil e do México. A presidenta Dilma Rousseff e o mexiano Enrique Peña Nieto participaram diretamente das negociações, dando telefonemas e conversando com os líderes mundiais.
Fonte - Agência Brasil  08/05/2013

terça-feira, 7 de maio de 2013

Carlos Antonio da Rocha Paranhos deixará a Embaixada do Brasil na Rússia

Política

O Embaixador Carlos Antonio da Rocha Paranhos confirmou que deixará a chefia da missão diplomática do Brasil na Rússia, o Diplomata assumirá em Brasília importante Subsecretaria no Itamaraty.

Diário da Russia
foto - ilustração
Em entrevista ao Programa Voz da Rússia, o Embaixador Carlos Antonio da Rocha Paranhos confirmou que deixará a chefia da missão diplomática do Brasil na Rússia nos primeiros dias de junho. O diplomata também informou que, a convite do Ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, retornará ao Brasil para assumir, em Brasília, a Subsecretaria Geral de Política Um.
Segundo o embaixador, a competência desta subsecretaria é a de zelar pelo relacionamento multilateral do Brasil com o mundo e, em especial, com a ONU e o seu Conselho de Segurança das Nações Unidas. Além disso, Rocha Paranhos será um importante Conselheiro do Ministério para os assuntos relacionados à Rússia.Carlos Antonio da Rocha Paranhos foi embaixador na Rússia por cinco anos
Rocha Paranhos está à frente da Embaixada brasileira na Rússia desde 2008. Ao chegar a Moscou, acumulou a representação do governo brasileiro junto à Geórgia e à Bielorrússia. Hoje, estes países contam com diplomatas brasileiros especialmente designados para esta função. Atualmente, o diplomata representa o Brasil junto à Federação Russa e também ao governo do Uzbequistão.
Como embaixador do Brasil na Rússia, o diplomata Rocha Paranhos promoveu a aproximação entre os governantes dos dois países, contribuindo decisivamente para as visitas dos Presidentes brasileiros Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff a Moscou e de Dmitri Medvedev ao Brasil, da primeira vez como presidente da Federação Russa e, mais recentemente, em fevereiro deste ano, na qualidade de primeiro-ministro.
Para Rocha Paranhos, nos cinco anos em que esteve à frente da embaixada, intensificaram-se os acordos políticos e econômicos entre Brasil e Rússia, assim como a cooperação cultural. Neste particular, acentuou o papel da literatura, do cinema, da televisão e da música popular brasileira, cada vez mais difundidos e reconhecidos pela sociedade russa.
Outro destaque foi o da visita à Rússia, em abril, do Governador do Piauí, Wilson Nunes Martins, que convidou a montadora de caminhões russa Kamaz a instalar uma unidade fabril no estado que administra. Para os próximos dias, é aguardada a visita de outro governador, Beto Richa, do Paraná, que irá ao país acompanhado de uma missão empresarial.
Até a oficialização do nome de quem irá suceder Carlos Antonio da Rocha Paranhos em Moscou, o Ministro Miguel Franco responderá pela Embaixada brasileira na Rússia, como encarregado de negócios.
A nomeação de quem irá suceder Rocha Paranhos obedece a um processo cumprido em muitas etapas, como a indicação do nome ao Senado e a concessão do agreement (concordância) pelo governo da Rússia. A conclusão acontece com a publicação no Diário Oficial da União. Em seguida, a pessoa nomeada apresentará em Moscou as suas credenciais como representante do governo brasileiro junto à Federação Russa.
Fonte - Diário da Russia  07/05/2013