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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Patriota sai e Luiz Alberto Figueiredo assume Ministério das Relações Exteriores

Brasil

Heloisa Cristaldo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff aceitou o pedido de demissão do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. O representante do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU), embaixador Luiz Alberto Figueiredo irá assumir o cargo.
Em nota à imprensa, a presidenta Dilma Rousseff anunciou a indicação de Patriota para a Missão do Brasil na ONU e agradeceu a atuação do ex-ministro "nos mais de dois anos que permaneceu no cargo". Nesta tarde, a presidenta se reuniu com Antonio Patriota, no Palácio do Planalto, por cerca de 50 minutos. A previsão é que Figueiredo assuma o cargo até a próxima sexta-feira (30) e acompanhe a presidenta Dilma neste fim de semana para Cúpula da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), em Paramaribo, capital do Suriname, que irá marcar a volta do Paraguai à Unasul.

Patriota deixa o ministério após uma ação que resultou na saída do senador boliviano Roger Pinto Molina da embaixada brasileira na Bolívia, onde ficou abrigado por quase 15 meses, e o ingresso dele no Brasil. Uma das lideranças de oposição ao governo de Evo Morales, Molina pediu asilo político ao Brasil, alegando perseguição política. Ele aguardava o salvo-conduto, para deixar o país, mas que foi negado pelas autoridades bolivianas que alegavam que o parlamentar responde a processos judiciais no país.
Com a saída da embaixada, Molina está em Brasília na casa de seu advogado. O diplomata de carreira e encarregado de negócios na Bolívia Eduardo Saboia é apontado como principal responsável pela saída do senador boliviano. O governo boliviano cobra explicações e argumenta que o senador Molina deixou o país como um "criminoso comum", pois tem ordem de prisão decretada e uma sentença condenatória de um ano por causar prejuízos econômicos ao Estado boliviano.
Fonte - Agência Brasil  26/08/2013

sábado, 18 de maio de 2013

Importância dos países do BRICS segue em alta

Escolha de Roberto Azevêdo para a presidência da OMC foi mais um importante passo para o grupo

Pela primeira vez desde a criação da Organização Mundial do Comércio (OMC), um membro dos países do grupo BRICS estará à frente da entidade, o Embaixador Roberto Azevêdo, do Brasil. A Presidente brasileira, Dilma Rousseff, comemorou a escolha do diplomata para dirigir o organismo, afirmando que, devido à sua experiência e ao seu comprometimento, ele será capaz de conduzir a OMC em direção a uma ordem econômica mundial mais justa e dinâmica.
Roberto Azevêdo representa o Brasil na Organização Mundial do Comércio desde 2008 e, a partir de 1º de setembro deste ano, será o sucessor do atual diretor, o francês Pascal Lamy cujo mandato se encerra em 31 de agosto. O diplomata brasileiro derrotou o candidato rival, o ex-Ministro do Comércio do México, Hermínio Blanco. Sua por parte dos representantes dos 159 países membros do organismo terá um impacto muito forte sobre o enfoque político da OMC.
Com a investidura de Roberto Azevêdo, os países em desenvolvimento, liderados pelos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) terão uma oportunidade de ouro para se pronunciar sobre questões polêmicas relacionadas à agricultura e aos subsídios, problemas estes que continuam sem soluções devido à polarização entre países desenvolvidos e em desenvolvimento. Estes problemas se arrastam desde a chamada Rodada de Doha realizada pela OMC em 2001.
Antes da escolha de Roberto Azevêdo, a União Europeia havia expressado apoio a Hermínio Blanco. Porém, Estados Unidos e Canadá, parceiros do México no Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), não se manifestaram.
Egito continua sonhando em entrar para o Grupo dos BRICS: 
Quando ainda se discutia a sucessão de Pascal Lamy na Organização Mundial do Comércio, um fato agitou a pauta de discussões dos BRICS, o desejo do Presidente do Egito, Mohammed Mursi, em aderir ao grupo. A proposta foi confirmada pelo próprio chefe de Estado egípcio à Dilma Rousseff durante sua visita ao Brasil. Ele disse que fortaleceu esta ideia ao assistir à reunião de cúpula do quinteto em Durban, na África do Sul, em março deste ano. A partir daquele encontro, começou a trabalhar com esta possibilidade e chegou a sugerir que, com a admissão do Egito, o grupo alteraria a sua denominação para E-BRICS.
Formalmente, os países do grupo consolidaram a sua atuação em bloco em 2009, durante a reunião de cúpula realizada em Ekaterinburgo na Rússia. Dois anos depois, em 2011, a convite do então Presidente e hoje Primeiro-Ministro da Rússia, Dmitri Medvedev, a África do Sul foi admitida no Grupo.
Para muitos teóricos, a entrada do Egito no grupo deve ser considerada pelo BRICS. Mesmo ainda se recuperando da crise política que emergiu em 2011 e provocou a renúncia do então Presidente e hoje prisioneiro Hosni Mubarak, o Egito tem um considerável peso político não só na África como também no Oriente Médio, especialmente no que diz respeito ao relacionamento dos países árabes com Israel.
Estes teóricos também entendem que apesar de continuar às voltas com uma crise econômica, o Egito poderá se transformar numa potência econômica da África. Por isso, os analistas entendem que os cinco países do BRICS devem analisar minuciosamente a proposta do Egito de aderir ao grupo. As chances da relação custo-benefício se tornarem positivas são concretas e isto tem de ser levado em conta pelos governantes das nações do quinteto.
Banco de Desenvolvimento dos BRICS ganha estrutura: 
Também está ganhando relevância a ideia da criação do Banco de Desenvolvimento dos BRICS. A iniciativa foi proposta pelo Ministro das Finanças da Índia, P. Chidambaram, na reunião de cúpula de Nova Déli, em março de 2012, debatida em março deste ano em Durban e voltará a ser analisada na próxima reunião do grupo em março de 2014, no Brasil. Os planos são de que, até o encontro seguinte, em 2015, na Rússia, tudo esteja definido.
O Presidente da África do Sul, Jacob Zuma, disse em Durban que é preciso apressar três definições: a cidade sede do Banco de Desenvolvimento dos BRICS, o valor do capital social e de quanto será a competência financeira de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul na composição nova instituição.
Ao participar do Fórum Econômico Mundial sobre a África, há algumas semanas, Jacob Zuma citou como foi importante para a África do Sul ter passado a fazer parte do BRICS. Segundo o presidente, este fato aumentou a importância política e econômica do país e o que passou a representar para Brasil, Rússia, Índia e China a porta de entrada para o continente africano, que conta com mais de um bilhão de habitantes.
Os cinco países do BRICS reúnem hoje 40% da população mundial e representam 25% do PIB de toda a Terra. Por isso, a ascensão de um dos seus representantes na OMC fortalecerá a voz dos países em desenvolvimento e ajudará a dar uma nova forma à ordem econômica mundial que se encontra em constante evolução.
Fonte - Diário da Russia 17/05/2013

terça-feira, 7 de maio de 2013

Carlos Antonio da Rocha Paranhos deixará a Embaixada do Brasil na Rússia

Política

O Embaixador Carlos Antonio da Rocha Paranhos confirmou que deixará a chefia da missão diplomática do Brasil na Rússia, o Diplomata assumirá em Brasília importante Subsecretaria no Itamaraty.

Diário da Russia
foto - ilustração
Em entrevista ao Programa Voz da Rússia, o Embaixador Carlos Antonio da Rocha Paranhos confirmou que deixará a chefia da missão diplomática do Brasil na Rússia nos primeiros dias de junho. O diplomata também informou que, a convite do Ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, retornará ao Brasil para assumir, em Brasília, a Subsecretaria Geral de Política Um.
Segundo o embaixador, a competência desta subsecretaria é a de zelar pelo relacionamento multilateral do Brasil com o mundo e, em especial, com a ONU e o seu Conselho de Segurança das Nações Unidas. Além disso, Rocha Paranhos será um importante Conselheiro do Ministério para os assuntos relacionados à Rússia.Carlos Antonio da Rocha Paranhos foi embaixador na Rússia por cinco anos
Rocha Paranhos está à frente da Embaixada brasileira na Rússia desde 2008. Ao chegar a Moscou, acumulou a representação do governo brasileiro junto à Geórgia e à Bielorrússia. Hoje, estes países contam com diplomatas brasileiros especialmente designados para esta função. Atualmente, o diplomata representa o Brasil junto à Federação Russa e também ao governo do Uzbequistão.
Como embaixador do Brasil na Rússia, o diplomata Rocha Paranhos promoveu a aproximação entre os governantes dos dois países, contribuindo decisivamente para as visitas dos Presidentes brasileiros Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff a Moscou e de Dmitri Medvedev ao Brasil, da primeira vez como presidente da Federação Russa e, mais recentemente, em fevereiro deste ano, na qualidade de primeiro-ministro.
Para Rocha Paranhos, nos cinco anos em que esteve à frente da embaixada, intensificaram-se os acordos políticos e econômicos entre Brasil e Rússia, assim como a cooperação cultural. Neste particular, acentuou o papel da literatura, do cinema, da televisão e da música popular brasileira, cada vez mais difundidos e reconhecidos pela sociedade russa.
Outro destaque foi o da visita à Rússia, em abril, do Governador do Piauí, Wilson Nunes Martins, que convidou a montadora de caminhões russa Kamaz a instalar uma unidade fabril no estado que administra. Para os próximos dias, é aguardada a visita de outro governador, Beto Richa, do Paraná, que irá ao país acompanhado de uma missão empresarial.
Até a oficialização do nome de quem irá suceder Carlos Antonio da Rocha Paranhos em Moscou, o Ministro Miguel Franco responderá pela Embaixada brasileira na Rússia, como encarregado de negócios.
A nomeação de quem irá suceder Rocha Paranhos obedece a um processo cumprido em muitas etapas, como a indicação do nome ao Senado e a concessão do agreement (concordância) pelo governo da Rússia. A conclusão acontece com a publicação no Diário Oficial da União. Em seguida, a pessoa nomeada apresentará em Moscou as suas credenciais como representante do governo brasileiro junto à Federação Russa.
Fonte - Diário da Russia  07/05/2013