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quinta-feira, 2 de novembro de 2023

Mais 576 estrangeiros são autorizados a deixar Gaza - Não há brasileiros na lista

 Política - Internacional  ✈ 👪

De acordo com o Itamaraty, não há nenhum cidadão brasileiro entre os 576 estrangeiros que buscam escapar à guerra entre Israel e o Hamas, grupo que controla a Faixa de Gaza. Segundo o embaixador Alessandro Candeas, constam da lista divulgada esta madrugada cidadãos do Azerbaijão, Barhein, Bélgica, Coréia do Sul, Croácia, Estados Unidos, Grécia, Holanda, Hungria, Itália, Macedônia, México, Suíça, Sri Lanka e Tchade.

Por Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil 
 Foto - Ag.Brasil/Reuters
Autoridades egípcias e israelenses autorizaram, nesta quinta-feira (2), que um segundo grupo de pessoas deixe a Faixa de Gaza e ingresse no Egito. De acordo com o Itamaraty, não há nenhum cidadão brasileiro entre os 576 estrangeiros que buscam escapar à guerra entre Israel e o Hamas, grupo que controla a Faixa de Gaza. Segundo o embaixador Alessandro Candeas, constam da lista divulgada esta madrugada cidadãos do Azerbaijão, Barhein, Bélgica, Coréia do Sul, Croácia, Estados Unidos, Grécia, Holanda, Hungria, Itália, Macedônia, México, Suíça, Sri Lanka e Tchade. Só o grupo norte-americano inclui 400 dos 576 contemplados nesta segunda lista. A lista anterior foi divulgada no início da madrugada desta quarta-feira (1º), dia em que o primeiro grupo autorizado a deixar Gaza cruzou a fronteira para o Egito. Além de 500 pessoas portadoras de passaportes estrangeiros, integravam este primeiro grupo 81 moradores de Gaza feridos que foram transportados em ambulâncias através da passagem de Rafah. A assessoria do Itamaraty informou à Agência Brasil que, neste momento, não há como prever em quanto tempo os 34 brasileiros que pediram auxílio ao governo brasileiro serão autorizados a deixar Gaza, já que os critérios de seleção são aplicados pelas autoridades locais. O governo brasileiro, contudo, segue contatando lideranças regionais a fim de tentar agilizar a repatriação dos brasileiros e de seus parentes de outras nacionalidades. Os 34 brasileiros estão abrigados nas cidades de Khan Younes e Rafah, próximas à fronteira com o Egito. Segundo o Itamaraty, o esquema de resgate prevê auxílio desde a saída da Faixa de Gaza – com equipes e ônibus de prontidão, medicamentos e alimentação – até o embarque no Aeroporto do Cairo, onde um aeroporto da Força Aérea Brasileira (FAB) os aguarda. No início da manhã desta quinta-feira (2), um grupo de 30 brasileiros, além de uma jordaniana e um palestino casados com brasileiros, desembarcaram em território brasileiro vindos da Cisjordânia.
Fonte - Agência Brasil 02/11/2023

ENTENDA O QUE FOI A NAKBA, A CATÁSTROFE DO POVO PALESTINO 
Link para a matéria da Agência Brasil - https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2023-11/entenda-o-que-foi-nakba-catastrofe-do-povo-palestino - 04/11/2023

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Servidores do Itamaraty fazem protesto em frente ao Planalto

Notícias

De acordo com a oficial de chancelaria e integrante da comissão de negociação Cristina Guelfi, desde 2008 grande parte das carreiras típicas de Estado passaram a ter remunerações por meio de subsídios, obtendo inclusive reajustes de 40% em alguns casos.

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
 
Cerca de cem servidores do Ministério das Relações Exteriores participaram de uma manifestação em frente ao Palácio do Planalto para pedir reajuste de 52,96% até 2019 para todas as carreiras do órgão. O percentual considera a defasagem salarial acumulada desde 2008.
De acordo com a oficial de chancelaria e integrante da comissão de negociação Cristina Guelfi, desde 2008 grande parte das carreiras típicas de Estado passaram a ter remunerações por meio de subsídios, obtendo inclusive reajustes de 40% em alguns casos.
“Estamos todos nos sentindo desprestigiados porque outras carreiras de Estado, como as da Polícia Federal (PF), Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e de ministérios como o do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e o do Planejamento tiveram aumento bem maior que os nossos”, disse a representante dos servidores do Itamaraty. “Além disso, enquanto os diplomatas ganham [salário inicial] entre R$ 15 mil e R$ 21 mil, os demais servidores de nível superior da área administrativa recebem salários iniciais entre R$ 7 mil a R$ 10 mil”, acrescentou.
Segundo ela, as expectativas de apoio do ministro das Relações Exteriores, José Serra, têm sido frustradas. “Ele é um ministro forte e poderoso, mas não apoia nosso pleito de equiparação salarial às demais carreiras correlatas. A pergunta que queremos fazer é: por que só o Itamaraty ficou de fora e não teve esses aumentos?”.
A servidora explica que a preocupação em não conseguir as reivindicações fica maior em função do ajuste fiscal que está sendo implantado pelo governo. “Esse contexto de ajuste fiscal coloca em risco nossas demandas. Ainda mais porque o governo tem colocado a culpa [das dificuldades financeiras pela qual passa] nos servidores”.
Contatado pela Agência Brasil, o Palácio do Planalto informou que, por enquanto, não se pronunciará sobre as demandas apresentadas pela categoria. O Ministério das Relações Exteriores também não comentou a manifestação dos servidores.
Fonte - Agência Brasil  09/09/2016

sábado, 6 de setembro de 2014

Com Aécio fora do jogo, ‘EUA se inclinam para Marina’, afirma Pinheiro Guimarães

Política

Em entrevista à agência brasileira de notícias Carta Maior, o diplomata questiona a ex-colega de governo. Junto do ex-chanceler Celso Amorim e do assessor Marco Aurélio Garcia, Pinheiro Guimarães integrou a troika responsável por planejar de diplomacia com sotaque nas relações Sul-Sul aplicada entre 2003 e 2010.

Por Darío Pignotti/Carta Maior
Samuel Pinheiro Guimarães integrou os círculos 
mais altos da diplomacia brasileira durante o governo
 do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
“Os estrategistas dos Estados Unidos seguramente estão de acordo com as diretrizes da política externa defendida pela candidata Marina Silva. Se ela for eleita, será a vitória de um modelo diplomático similar ao que tivemos nos anos 90”. A declaração é do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, ex-secretário-geral do Itamaraty no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista à agência brasileira de notícias Carta Maior, o diplomata questiona a ex-colega de governo. Junto do ex-chanceler Celso Amorim e do assessor Marco Aurélio Garcia, Pinheiro Guimarães integrou a troika responsável por planejar de diplomacia com sotaque nas relações Sul-Sul aplicada entre 2003 e 2010.
Premissas que “tiveram continuidade a partir de 2011 durante o mandato da presidenta Dilma Rousseff, que adotou medidas muito corretas sobre o Mercosul e contra a Inteligência norte-americana no escândalo da NSA, e resistiu às pressões para a compra de aviões de guerra norte-americanos”, afirmou Pinheiro Guimarães. No programa de governo apresentado uma semana atrás por Marina, foram formuladas propostas em alguns casos antagônicas às dos governos de Dilma e Lula, além de formular críticas enredadas ao que define como uma diplomacia “ideologizada” e “partidarizada” durante as três gestões petistas.

– Embaixador, estamos diante do risco de serem restaurados princípios diplomáticos que dominaram a segunda metade dos anos 90?
– Considero que a candidata Marina Silva encarne a anulação do progresso conquistado nestes 12 anos. Ela e os setores que representa buscam outro modelo de inserção internacional. Um pensamento que se traduz no propósito de enfraquecer o Mercosul com o pretexto de torná- lo aberto ao mundo.

– Será o fim de qualquer aspiração de uma diplomacia independente?
– Até agora, a única vez que escutei Marina falar de independência foi para mencionar a independência do Banco Central (risos).

– Washington aposta em Marina ou Aécio?
–Não estou em Washington para dizer o que pensam. Agora, há interesses dos Estados Unidos que foram prejudicados durante os governos de Lula e Dilma, e é claro que o candidato de que mais gostavam era o Aécio.
A Embaixada norte-americana adotou um perfil muito discreto nas eleições, mas isso não deve se confundir com o fato de estarem alheios ao que acontece. Quando o Aécio fica fora do jogo, os Estados Unidos se inclinam para a Marina, por pragmatismo e porque ela representa o oposto ao PT. Além disso, é alguém sem quadros próprios e, segundo dizem, tem bons contatos nos Estados Unidos, e que demonstrou estar aberta para desmontar o Estado, reduzir sua capacidade e autonomia internacional. Interessa aos Estados Unidos que o Mercosul sejam desmontado e que projetos da era tucana sejam retomados, não nos enganemos: nestas eleições, está em jogo a retomada do processo privatizador, parcial ou total, da Petrobras, do Banco do Brasil e do BNDES.

– Como a Marina implementaria esse desmantelamento do Mercosul?
– Avalio que possa começar com a eliminação da cláusula que obriga os países do Mercosul a negociar conjuntamente acordos de livre comércio com outros blocos. Este ponto, que até agora não conseguiram derrubar, é uma cláusula que vem desde o Tratado de Assunção (assinado em 1991, na formação do Mercosul).

– E depois de terminada esta limitação, o que aconteceria?
– Uma vez eliminada essa cláusula, o caminho estará aberto para a assinatura de acordos do Brasil com a União Europeia, sem a participação dos outros quatro integrantes do Mercosul. Mas se a cláusula continuar em pé, seria igualmente perigoso um pacto entre todo o Mercosul e a União Europeia. E essa negociação, que já se iniciou mas avança lentamente, provavelmente será acelerada durante o governo de Marina.

– Quais consequências um acordo com a UE traria?
– Muitas, uma delas é a redução considerável das tarifas (de importações) industriais europeias afetando nossas fábricas. Defendo faz tempo que esta aproximação, que agrada os economistas da Marina, é o passo inicial rumo ao fim do Mercosul.
Vou resumir assim: a assinatura de um acordo entre os dois blocos significará uma extraordinária vantagem para empresas europeias que poderão exportar para cá sem que cobremos taxas, enquanto não haverá grandes benefícios para os exportadores sul- americanos.
E acrescento que se este acordo acontecer, afetará outra instituição fundamental do Mercosul, que é a Tarifa Externa Comum, fixada para terceiros países. Se isto acontece, a união aduaneira é pulverizada, qualidade central do Mercosul. E uma vez que chegarmos à hipotética assinatura do pacto de livre comércio com os europeus, os Estados Unidos reaparecerão.

– De que maneira?
– Os meios e os grupos de interesses brasileiros que se sentirem representados pela Marina só falam de um acordo com a União Europeia por oportunismo, pela boa imagem dos europeus, que seriam maravilhosos, educados, que nos abririam as portas do primeiro mundo. Uma retórica para ocultar que o acordo será prejudicial para nós. Quem quiser saber o que nos espera com esse acordo que pergunte aos gregos e aos espanhóis como a velha Europa é tratada.
Agora tudo isso nos leva ao começo desta conversa, que são os Estados Unidos. Por quê? Porque uma vez assinado o pacto UE-Mercosul, no outro dia, Washington vai querer igualdade de condições comerciais que europeus conquistaram, exigindo de nós um acordo de livre comércio. Os Estados Unidos nunca se esqueceram do espírito da ALCA (Área de Livre Comércio das Américas).
No começo da década passada, FHC sancionou Pinheiro Guimarães por ter se oposto publicamente à assinatura da ALCA, que seria enterrada durante a Cúpula das Américas, celebrada em novembro de 2005 no balneário argentino de Mar del Plata, graças a uma frente formada pelos presidentes Lula, Néstor Kirchner, Hugo Chávez e Evo Morales, apoiados por outros líderes sul-americanos diante de um atônito George Walker Bush e de seu aliado, o mexicano Vicente Fox, ex-gerente da Coca Cola com um grande bigode.

– A tese da ALCA pode ser recriada com outro nome. É possível que a Marina, FHC e a inteligência neoliberal reciclem o projeto?
– Tudo me leva a pensar que o projeto norte-americano de integração hemisférica comercial, de eliminação de barreiras, de sanção de um sistema de leis que privilegiam suas multinacionais etc continua em vigor. É preciso prestar atenção na Aliança do Pacífico (México, Colômbia, Peru e Chile).
Entendo que os Estados Unidos se preparem para retomar essa proposta em caso de a Marina ganhar. Porque suas posições sobre política externa refletem as aspirações se setores empresariais, de banqueiros e grandes meios de comunicação que demonstraram certa saudade da dependência colonial.

– Com Marina voltaremos ao passado anterior ao encontro de Mar del Plata?
– A candidata parece estar muito aberta a essas ideias. Mas o interessante é que ela não está sozinha.
No seu entorno, se expressa esse espírito anterior à reunião de Mar del Plata. Eu me refiro ao professor André Lara Rasende, ao professor Eduardo Giannetti da Fonseca, à senhora Maria Alice Setúbal (Banco Itaú). Além disso, me parece natural que depois do primeiro turno (5 de outubro) se somem outras pessoas com pensamento similar e que hoje estão junto do candidato Aécio. Estou falando o professor Armínio Fraga, do professor Pedro Malán

– O senhor acredita que, apesar da subida de Dilma, a Marina será a futura presidenta?
– Não, pelo contrário, acredito que, apesar de toda esta comoção, a presidenta Dilma será reeleita. Acredito que, ao longo destes dois meses, as ideias da ex-senadora vão ficar em evidência.

– Neste caso, quais seriam os objetivos de sua política externa em um segundo mandato?
– Em primeiro lugar, deve-se mencionar que sua política externa não teve diferenças coma de Lula, apesar de Dilma não ter o mesmo estilo de fazer política externa. Trabalho para
reforçar os BRICS, impulsionou o banco dos BRICS, foi firme a favor da entrada da Venezuela no Mercosul, apesar de os Estados Unidos terem manifestado abertamente seu interesse em substituir o governo venezuelano, postura que encontra eco na grande imprensa brasileira,no FHC e nos dirigentes tucanos.
No segundo mandato, a presidenta deveria ter como objetivo reduzir a vulnerabilidade externa do país, a dependência de capitais especulativos para o pagamento da dívida e tudo isto cria um círculo vicioso que aumenta as taxas de juros. É falso, é um mito que as taxas sobem para combater a inflação.

– Ou seja, as alianças diplomáticas devem continuar, mas são necessárias mudanças na estratégia econômica internacional?
– Sim, e está completo o comentário dizendo que em um segundo governo a presidenta Dilma terá que trabalhar para diversificar nosso comércio exterior, para reduzir nossa vulnerabilidade comercial devido ao crescimento das exportações de produtos primários cujos preços não somos nós quem decidimos. Quando digo diversificar penso em base para reforçar exportações industriais porque o Brasil corre o risco de seguir rumo a uma especialização regressiva na produção agropecuária e mineral, acompanhada de uma contração do setor industrial, aliada a uma atrofia de sua capacidade tecnológica.

Darío Pignotti é jornalista da Agência Brasileira de Notícias, Carta Maior e correspondente do diário progressista Página 12, de Buenos Aires.
Fonte - Correio do Brasil   06/09/2014

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Patriota sai e Luiz Alberto Figueiredo assume Ministério das Relações Exteriores

Brasil

Heloisa Cristaldo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff aceitou o pedido de demissão do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. O representante do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU), embaixador Luiz Alberto Figueiredo irá assumir o cargo.
Em nota à imprensa, a presidenta Dilma Rousseff anunciou a indicação de Patriota para a Missão do Brasil na ONU e agradeceu a atuação do ex-ministro "nos mais de dois anos que permaneceu no cargo". Nesta tarde, a presidenta se reuniu com Antonio Patriota, no Palácio do Planalto, por cerca de 50 minutos. A previsão é que Figueiredo assuma o cargo até a próxima sexta-feira (30) e acompanhe a presidenta Dilma neste fim de semana para Cúpula da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), em Paramaribo, capital do Suriname, que irá marcar a volta do Paraguai à Unasul.

Patriota deixa o ministério após uma ação que resultou na saída do senador boliviano Roger Pinto Molina da embaixada brasileira na Bolívia, onde ficou abrigado por quase 15 meses, e o ingresso dele no Brasil. Uma das lideranças de oposição ao governo de Evo Morales, Molina pediu asilo político ao Brasil, alegando perseguição política. Ele aguardava o salvo-conduto, para deixar o país, mas que foi negado pelas autoridades bolivianas que alegavam que o parlamentar responde a processos judiciais no país.
Com a saída da embaixada, Molina está em Brasília na casa de seu advogado. O diplomata de carreira e encarregado de negócios na Bolívia Eduardo Saboia é apontado como principal responsável pela saída do senador boliviano. O governo boliviano cobra explicações e argumenta que o senador Molina deixou o país como um "criminoso comum", pois tem ordem de prisão decretada e uma sentença condenatória de um ano por causar prejuízos econômicos ao Estado boliviano.
Fonte - Agência Brasil  26/08/2013

domingo, 18 de agosto de 2013

Itamaraty protesta contra retenção de brasileiro em aeroporto de Londres

Internacional

fotopedia.com
O governo brasileiro considerou a medida "injustificável" 

Thais Leitão 
Agência Brasil
Brasília – O Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, divulgou nota hoje (18) em que classifica como "medida injustificável" a retenção de um brasileiro no Aeroporto de Heathrow, em Londres, por nove horas, período em que ficou incomunicável. Segundo o documento, o governo brasileiro manifesta "grave preocupação" em relação ao episódio, ocorrido neste domingo.
A nota não informa a identidade do brasileiro, mas, de acordo com jornal britânico The Guardian, trata-se de David Miranda, companheiro do jornalista britânico Glenn Greenwald, autor de diversas reportagens sobre o programas de ciberespionagem promovidos pela Agência de Segurança Nacional norte-americana (NSA).
As reportagens, baseadas em documentos fornecidos por Edward Snowden, ex-funcionário de uma empresa terceirizada que prestava serviços à NSA, foram publicadas no mesmo The Guardian. Em artigo publicado hoje no site do jornal, Greenwald avalia o episódio com uma tentativa fracassada de intimidação e diz que produzirá efeito oposto ao esperado.
A ação, de acordo com o Itamaraty, foi baseada na legislação britânica de combate ao terrorismo e envolveu uma pessoa "contra quem não pesam quaisquer acusações que possam legitimar o uso de referida legislação". Ainda segundo a nota, "o governo brasileiro espera que incidentes como o registrado hoje com o cidadão brasileiro não se repitam".
Também por suspeitas de ligação com terrorismo, policiais de Londres mataram, em 2005, o mineiro Jean Charles de Menezes, de 27 anos. Ele foi confundido com um terrorista em um trem do metrô da capital britânica. A morte de Jean Charles ocorreu depois de uma série de atentados ao sistema de transporte público de Londres.
Fonte - EBC 18/08/2013

domingo, 7 de julho de 2013

Brasil pede explicações aos Estados Unidos sobre espionagem eletrônica


Segundo o chanceler Antonio Patriota, o Itamaraty recebeu com “grave preocupação” a notícia de que contatos eletrônicos e telefônicos de cidadãos brasileiros estariam sendo monitorados pela Agência Nacional de Segurança americana. Os esclarecimentos foram solicitados por meio da Embaixada do Brasil em Washington e ao embaixador dos EUA no Brasil, informou Patriota, em Paraty, no Rio de Janeiro


Mariana Branco
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O governo do Brasil pediu explicações aos Estados Unidos (EUA) sobre a espionagem das comunicações de cidadãos brasileiros pela Agência Nacional de Segurança daquele país (NSA, na sigla em inglês). De acordo com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, os esclarecimentos foram solicitados por meio da Embaixada do Brasil em Washington e, ainda, ao embaixador dos EUA no Brasil.
O ministro disse que o Itamaraty recebeu com “grave preocupação” a notícia de que contatos eletrônicos e telefônicos de seus cidadãos estariam sendo monitorados. Patriota deu as declarações em Paraty, no Rio de Janeiro, onde está sendo realizada a 11ª Festa Literária Internacional (Flip).
Segundo Antônio Patriota, o governo brasileiro lançará iniciativas na Organização das Nações Unidas (ONU) pelo estabelecimento de normas claras de comportamento para os países quanto à privacidade das comunicações dos cidadãos e a preservação da soberania dos demais Estados. O Itamaraty pretende ainda pedir à União Internacional de Telecomunicações (UIT), em Genebra, na Suíça, o aperfeiçoamento de regras multilaterais sobre segurança das telecomunicações.
O escândalo sobre o monitoramento das comunicações privadas de cidadãos e empresas de dentro e de fora do país pelo governo dos EUA veio à tona após o ex-técnico em segurança digital da CIA (agência de inteligência norte-americana), Edward Snowden, revelar a prática. Os dados eram vigiados por meio do Prism, programa de vigilância eletrônica altamente secreto mantido pela NSA. Uma reportagem do jornal O Globodeste domingo revelou que as comunicações do Brasil estavam entre os focos prioritários de monitoramento.
Depois das revelações, Snowden teve o passaporte cancelado pelo governo norte-americano. Ele pediu asilo político a 21 países. Até o momento, Bolívia, Venezuela e Nicarágua se ofereceram para receber o ex-agente.
Na última semana, países europeus proibiram a entrada do avião do presidente boliviano, Evo Morales, em seu espaço aéreo, por suspeitaram que Edward Snowden estava a bordo. Países latino-americanos, entre eles o Brasil, manifestaram-se a favor do chefe de Estado. O incidente será discutido terça-feira (9) na Organização dos Estados Americanos (OEA).
Fonte - Agência Brasil  07/07/2013

terça-feira, 7 de maio de 2013

Carlos Antonio da Rocha Paranhos deixará a Embaixada do Brasil na Rússia

Política

O Embaixador Carlos Antonio da Rocha Paranhos confirmou que deixará a chefia da missão diplomática do Brasil na Rússia, o Diplomata assumirá em Brasília importante Subsecretaria no Itamaraty.

Diário da Russia
foto - ilustração
Em entrevista ao Programa Voz da Rússia, o Embaixador Carlos Antonio da Rocha Paranhos confirmou que deixará a chefia da missão diplomática do Brasil na Rússia nos primeiros dias de junho. O diplomata também informou que, a convite do Ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, retornará ao Brasil para assumir, em Brasília, a Subsecretaria Geral de Política Um.
Segundo o embaixador, a competência desta subsecretaria é a de zelar pelo relacionamento multilateral do Brasil com o mundo e, em especial, com a ONU e o seu Conselho de Segurança das Nações Unidas. Além disso, Rocha Paranhos será um importante Conselheiro do Ministério para os assuntos relacionados à Rússia.Carlos Antonio da Rocha Paranhos foi embaixador na Rússia por cinco anos
Rocha Paranhos está à frente da Embaixada brasileira na Rússia desde 2008. Ao chegar a Moscou, acumulou a representação do governo brasileiro junto à Geórgia e à Bielorrússia. Hoje, estes países contam com diplomatas brasileiros especialmente designados para esta função. Atualmente, o diplomata representa o Brasil junto à Federação Russa e também ao governo do Uzbequistão.
Como embaixador do Brasil na Rússia, o diplomata Rocha Paranhos promoveu a aproximação entre os governantes dos dois países, contribuindo decisivamente para as visitas dos Presidentes brasileiros Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff a Moscou e de Dmitri Medvedev ao Brasil, da primeira vez como presidente da Federação Russa e, mais recentemente, em fevereiro deste ano, na qualidade de primeiro-ministro.
Para Rocha Paranhos, nos cinco anos em que esteve à frente da embaixada, intensificaram-se os acordos políticos e econômicos entre Brasil e Rússia, assim como a cooperação cultural. Neste particular, acentuou o papel da literatura, do cinema, da televisão e da música popular brasileira, cada vez mais difundidos e reconhecidos pela sociedade russa.
Outro destaque foi o da visita à Rússia, em abril, do Governador do Piauí, Wilson Nunes Martins, que convidou a montadora de caminhões russa Kamaz a instalar uma unidade fabril no estado que administra. Para os próximos dias, é aguardada a visita de outro governador, Beto Richa, do Paraná, que irá ao país acompanhado de uma missão empresarial.
Até a oficialização do nome de quem irá suceder Carlos Antonio da Rocha Paranhos em Moscou, o Ministro Miguel Franco responderá pela Embaixada brasileira na Rússia, como encarregado de negócios.
A nomeação de quem irá suceder Rocha Paranhos obedece a um processo cumprido em muitas etapas, como a indicação do nome ao Senado e a concessão do agreement (concordância) pelo governo da Rússia. A conclusão acontece com a publicação no Diário Oficial da União. Em seguida, a pessoa nomeada apresentará em Moscou as suas credenciais como representante do governo brasileiro junto à Federação Russa.
Fonte - Diário da Russia  07/05/2013