UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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terça-feira, 20 de novembro de 2018

Marcha da consciência negra pede democracia, direitos e fim do racismo

Direitos Humanos  👐

Outras bandeiras levantadas na manifestação diziam respeito à intolerância religiosa, à violência contra a população negra e à questão quilombola. "Atacar os orixás é atacar o povo preto"; "Se você for preto, o próximo pode ser você", e "A destruição dos quilombos é projeto de um Brasil racista" eram alguns dos dizeres estampados.

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil

Ravena Rosa - Ag.Brasil
A 15ª Marcha da Consciência Negra foi realizada hoje (20) na capital paulista reivindicando o fim do racismo, mais direitos e democracia. Na faixa carregada pelos manifestantes à frente do ato, estava estampada os rostos de lideranças negras assassinadas, entre elas a vereadora Marielle Franco (PSOL), morta em um ataque a tiros junto com seu motorista, Anderson Gomes, em março, no Rio de Janeiro.
Outras bandeiras levantadas na manifestação diziam respeito à intolerância religiosa, à violência contra a população negra e à questão quilombola. "Atacar os orixás é atacar o povo preto"; "Se você for preto, o próximo pode ser você", e "A destruição dos quilombos é projeto de um Brasil racista" eram alguns dos dizeres estampados.
"A mensagem que nós estamos colocando é principalmente o não ao racismo. Esse país tem um projeto de genocídio da população negra, e que não é de hoje. Vem desde a abolição da escravatura. Mas nós estamos firmes e, da nossa parte, vai ter muita luta", disse Milton Barbosa, coordenador do Movimento Negro Unificado (MNU), uma das entidades que organizou o ato.
A marcha partiu do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e se deslocou no sentido do centro pela Rua da Consolação. Entre os manifestantes, estavam membros de entidades como o Congresso Nacional Afro Brasileiro, o Círculo Palmarino, o coletivo Emancipa, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, e o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp).
Fonte - Agência Brasil  20/11/2018

domingo, 29 de abril de 2018

A Saga do BRT - Ato de Cidadania 2

Cidadania  👪 👫

A sociedade civil esteve presente mais uma vez no canteiro Central da Av. Juraci Magalhães Jr. para realizar um ato em defesa do meio ambiente,da preservação do canteiro central da Avenida e do córrego local, contra a construção do sistema de BRT Lapa/Lip em Salvador que irá degradar o ambiente urbano na referida avenida com a construção de elevados e viadutos,inclusive com faixas  dedicadas para carros,além de estações elevadas para os ônibus e o tamponamento do braço remanescente do Rio Camarajipe.




foto - Pregopontocom


foto - Pregopontocom
foto - Pregopontocom


sexta-feira, 20 de abril de 2018

Manifestantes dizem não ao projeto do BRT de Salvador

Mobilidade/Sustentabilidade  🚌🌴

O ato nesse domingo protesta contra os impactos ambientais e urbanísticos do projeto de BRT mais caro do Brasil.A mobilização, surgida nas redes sociais, vai reunir pessoas e entidades preocupadas com o impacto ambiental, urbanístico e financeiro do BRT proposto pela Prefeitura de Salvador, com previsão de custo de R$820 milhões.

Ascom Gambá*

O projeto do BRT de Salvador tem encontrado fortes reações negativas na sociedade e vai ser alvo de protesto esse domingo (22). Manifestantes prometem se concentrar a partir das 9h no canteiro central da Avenida Antônio Carlos Magalhães, na altura do Hospital Aliança, onde estão algumas das árvores centenárias que a obra vai destruir. A mobilização, surgida nas redes sociais, vai reunir pessoas e entidades preocupadas com o impacto ambiental, urbanístico e financeiro do BRT proposto pela Prefeitura de Salvador, com previsão de custo de R$820 milhões. 
Um abaixo assinado do Movimento Salvador Sobre Trilhos contra a o corte de 579 árvores previsto na implantação do projeto já recebeu mais de 42 mil assinaturas e a mobilização vem crescendo conforme os tapumes para a obra se instalaram. "Moro na Cidade Jardim, cheguei de viagem, vi essa placa e tudo cercado, tomei um susto. Nesse dia nem consegui dormir e fiquei pensando em como conseguiríamos barrar esse absurdo. Já tinha ouvido falar sobre o BRT, mas não imaginava que já estava tão avançada a implantação. Postei sobre isso em minhas redes, vi que já haviam pessoas mobilizadas e procurei contato. O que me moveu primeiramente foi a questão das árvores, mas depois fui vendo que é muito mais grave, com o tamponamento dos rios. É uma atrocidade que estou vendo da minha janela", relata a estudante de cinema da UFRB, Claudia Ferrari.

Projeto controverso
A prefeitura está iniciando a obra pelo trecho entre o Parque da Cidade e o Iguatemi, na segunda fase será feita a ligação entre o parque da cidade e a Lapa, completando a ligação Lapa-Iguatemi. A intervenção tem sido criticada duramente por urbanistas e técnicos da área de mobilidade. Paulo Ormindo declarou ao Portal Metro 1 que a concepção da obra é atrasada: "Hoje, no primeiro mundo, na Europa, nos Estados Unidos, você tem linhas de ônibus expressas que correm numa faixa exclusiva, mas que não precisa fazer viadutos.Essa solução, tal como está concebida [em Salvador], na verdade está ultrapassada", explicou o professor da UFBA. 
Para Luis Prego Brasileiro, do Movimento Salvador Sobre Trilhos, o projeto do BRT está voltado, na verdade, ao transporte individual. Ele explica que os viadutos e elevados do projeto, que representam quase 50% do custo da obra, serão compartilhados com carros, criando uma via expressa entre a Lapa e o Iguatemi. O problema que tem sido apontado por urbanistas é que elevados e viadutos dificultam a vida de pedestres e criam espaços degradados na cidade, desvalorizando imóveis, gerando ruído e poluição e criando áreas sombreadas que viram focos de violência. Os casos dos elevados da Avenida Perimetral, no Rio de Janeiro, e do Minhocão, em São Paulo, são emblemáticos e causaram notória degradação no seu entorno. A primeira foi demolida e, no Minhocão, estuda-se a implantação de um parque urbano.
Carl Von Houenschild, do Instituto dos Arquitetos e Urbanistas do Brasil, também aponta que o projeto não foi suficientemente discutido com a sociedade, que entidades têm solicitado o projeto final sem sucesso e não se sabe como será feita a passagem do BRT pelo Dique do Tororó, patrimônio cultural e paisagístico de Salvador. Segundo ele, o Iphan ainda não foi consultado sobre a obra.

Impactos ambientais
A implantação do projeto do BRT será feita nos canteiros centrais das Avenidas Vasco da Gama, Juracy Magalhães Jr e Antônio Carlos Magalhães. Nas duas últimas existem hoje áreas verdes, com árvores centenárias, e correm os remanescentes do rio Camarajipe e o rio Lucaia. Ambos teriam trechos revestidos e tamponados. Além da destruição dos rios que já é grave por si só, há o risco de agravar os alagamentos que já ocorrem na área. "Havendo cobertura, os rios são enclausurados, fecha superiormente o espaço para o escoamento das águas, ao que se somam os esgotos que eles recebem. Essa estrutura de tamponamento também permite menos acesso. O lixo e o assoreamento, que certamente vão continuar existindo enquanto isso não for tratado a sério, ao se acumularem nos trechos canalizados, terão que ser criados acessos para fazer a limpeza, o que fica bem mais difícil e oneroso. Ainda mais oneroso do que a dragagem que é feita para desobstruir os rios e canais quando ainda abertos, o que já é um absurdo", explica Lafayette Luz, professor especialista em águas da UFBA.
Também é intensamente criticado o corte de 579 árvores dos canteiros centrais, algumas centenárias, em uma das poucas áreas verdes restantes em Salvador. A prefeitura de Salvador tem divulgado que o número de árvores erradicadas será menor e que realizará compensação plantando 2.000 mudas, mas os dados que indicam apenas 154 supressões referem-se somente ao trecho iniciado agora. O número total de supressões para o projeto todo, apontado pela própria prefeitura no Estudo de Impacto Ambiental, é de 579. Para Renato Cunha, coordenador executivo do Grupo Ambientalista da Bahia, o plantio de mudas que tem sido anunciado pela prefeitura como compensação não resolve o problema: "Precisa arborizar a cidade, mas nada compensa a retirada dessas árvores, gerando uma paisagem toda acimentada na região da Avenida Juracy Magalhães".
*Colaboraram Juliana Ferreira/Salvador Sobre Trilhos
Ascom Gambá  20/04/2018

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Nem chuva atrapalha manifestação no Rio contra venda da Eletrobras

Política  👀

Organizada pelo Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, e com o apoio de diversas entidades, o dia foi de manifestações também em todo o país.No Rio, a manifestação ocorreu em frente à sede da Eletrobras, na Avenida Presidente Vargas, esquina da Avenida Rio Branco, de onde os manifestantes saíram em caminhada até a Cinelândia.

Sputnik
foto - Mario Russo/Sputnik
Mais de 3 mil pessoas participam nesta terça-feira, no Centro do Rio, de manifestação contra a privatização do sistema Eletrobras. Organizada pelo Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, e com o apoio de diversas entidades, o dia foi de manifestações também em todo o país.
No Rio, a manifestação ocorreu em frente à sede da Eletrobras, na Avenida Presidente Vargas, esquina da Avenida Rio Branco, de onde os manifestantes saíram em caminhada até a Cinelândia. Durante o percurso, sindicalistas explicavam à população que a venda do sistema vai acarretar grande prejuízo para os consumidores, que sofrerão grandes reajustes em suas contas de luz. Sindicalistas afirmam também que a privatização do sistema terá impacto social, na medida em que será comprometido o serviço, principalmente nas localidades mais remotas do interior do país.
O sistema Eletrobras é formado por 16 subsidiárias, incluindo usinas elétricas e empresas de transmissão. O processo desenhado pelo governo prevê a venda de todo o sistema, menos as usinas atômicas de Angra 1 e Angra 2 e a Hidrelétrica Binacional de Itaipu com o Paraguai. Mesmo do ponto de vista financeiro, os funcionários da Eletrobras garantem que a venda não se justifica. A empresa fechou 2016 com lucro líquido de R$ 3,4 bilhões e tem plano de investimento de R$ 35,8 bilhões até 2021.
A Sputnik Brasil ouviu com exclusividade Emanoel Mendes, diretor do Sindicato dos Eletricitários do Estado do Rio de Janeiro, que se mostra visivelmente contrário a venda do sistema, apesar do aceno, feito pela equipe econômica, de que o governo pode manter uma participação de até 30% nas empresas privatizadas.
"A sociedade só tem a perder. Privatizar a Eletrobras significa que a sociedade perderá duas vezes, porque terá reajustes abusivos na conta de energia. As usinas que vendem energia para as empresas revenderem cobram R$ 40 por megawatt/hora, enquanto as empresas privadas repassam para o consumidor a R$ 200", dispara o sindicalista, lembrando que todo o sistema Eletrobras tem hoje entre 21 mil e 22 mil trabalhadores em todo o território e que, dentro do processo de reestruturação que atravessa, está enxuta no momento.
Mendes diz que só as distribuidoras do Norte do país, como a Cepisa, Ceron, têm cerca de seis mil funcionários, e prestam um importante serviço social para a região, que não interessa ao capital privado. Elas não dão lucro, por isso nenhum empresário quer comprar.
"O que o governo diz que vai reajustar a conta de luz daquelas distribuidoras em mais ou menos 64% para que ela seja atrativa ao capital privado. Se acontecer isso, aquelas regiões mais do interior do Norte, Nordeste certamente não terão energia elétrica em suas casas. O governo quer vender a Eletrobras por R$ 20 bilhões, quando o patrimônio do sistema como um todo vale R$ 400 bilhões", desabafa Mendes.
Fonte - Sputnik  03/10/2017

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

PM usa armas de fogo contra manifestantes em protestos no Rio

Política  👀

A manifestação contra a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) na tarde testa quinta-feira (9) foi marcada por forte truculência da Polícia Militar, que disparou bombas de gás durante horas a fio, chegando a usar armas de fogo para dispersar o protesto dos servidores.

Sputnik
Sputnik
Aos gritos de "fora Pezão, fica Cedae", manifestantes, lideranças sindicais e servidores protestaram contra a proposta de privatização da empresa, que é responsável pelo fornecimento de água e tratamento de esgoto no Rio de Janeiro. 
Por volta das 15h30 da tarde, segundo agentes da polícia, manifestantes teriam jogado um coquetel de molotov contra a PM, que levou à dispersão da manifestação. 
O que se seguiu daí foi a instauração do caos no centro da cidade, com lançamento de bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha durante a tarde inteira, gerando correria. Vidraças de bancos foram quebradas por manifestantes, que revidou os ataques da polícia lançando pedras. 
Durante a repressão policial, foi registrado o uso de armas de fogo por parte dos agentes da Polícia Militar. O 'caveirão' também circulou pelas ruas do centro para dispersar a manifestação.
​No final da tarde, depois intensos confrontos, os servidores conseguiram se reagrupar em frente à Alerj e continuar com a manifestação.
Muitos manifestantes ficaram feridos por estilhaços de bombas jogadas pela Polícia. A PM informou que 6 agentes sofreram ferimentos durante os confrontos.
Fonte - Sputnik  09/02/2016

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Manifestantes protestam contra aumento da passagem em Brasília

Protestos 🚌

Manifestantes fecham uma das principais vias do DF contra aumento da passagem.A manifestação durou cerca de meia hora, no horário de pico. A via foi reaberta às 8h30. "Estamos mostrando ao GDF [Governo do Distrito Federal] que essa briga tem mais participação popular e que essas pessoas estão se mostrando indignadas.

Mariana Tokarnia
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração/EBC
Manifestantes que protestavam contra o aumento das passagens de ônibus no Distrito Federal fecharam hoje (10) a Estrada Parque Taguatinga (EPTG), uma das principais vias do DF. Os manifestantes queimaram pneus e estenderam faixas nas quais pediam a gratuidade do transporte.
A manifestação durou cerca de meia hora, no horário de pico. A via foi reaberta às 8h30. "Estamos mostrando ao GDF [Governo do Distrito Federal] que essa briga tem mais participação popular e que essas pessoas estão se mostrando indignadas. Com a participação popular, acredita que consegue derrubar o aumento da tarifa e manter a gratuidade, que é um direito nosso", disse Maria Paiva Lins, uma das representantes do Movimento Passe Livre (MPL).
Segundo a Polícia Militar do DF, não houve conflito e o ato contou com quatro participantes. O movimento não divulgou uma estimativa de participação e divulgou um vídeo que mostra número maior de participantes.
De acordo com a PM, os manifestantes colocaram fogo nos pneus e deixaram o local. Quando os policiais chegaram, não havia ninguém. Foram fechadas as pistas que ligam Taguatinga ao centro de Brasília, as mais movimentadas no horário. A PM disse que, com a ajuda do Corpo de Bombeiros, apagou o fogo e liberou a via.
O governo do Distrito Federal anunciou o aumento da passagem no dia 30 de dezembro. Os preços das passagens passaram de R$ 2,25 para R$ 2,50, de R$ 3 para R$ 3,50 e de R$ 4 para R$ 5, de acordo com o trecho e o modal utilizado, a partir da última segunda-feira (2).
Segundo o governo, o ajuste é necessário para manter benefícios à população. Em 2014, o governo bancava 16,7% das passagens de transporte público no DF com gratuidade. Esse número subiu para 22%, em 2015, e para 27,8%, em 2016. A estimativa é reduzir, em 2017, cerca de R$ 180 milhões em gastos.
O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputado Joe Valle (PDT), anunciou a convocação extraordinária dos deputados distritais para sessão, no próximo dia 12, para debater o decreto que reajustou as passagens.
"Essa é uma semana definitiva. A gente entende que a reunião pode vir com uma série de imposições e perda de benefícios dos idosos e pessoas com deficiência", disse Maria Lins, integrante do MPL.
Segundo integrantes do movimento, a situação só se resolve com uma mudança total do sistema de transporte público, como ele funciona e com a revogação do aumento. O movimento defende que o transporte deve ser ofertado gratuitamente a toda a população.
Fonte - Agência Brasil  10/01/2017

domingo, 18 de dezembro de 2016

Comissão da OAB faz ato contra reforma da Previdência na orla de Copacabana

Política  👀

O ato foi organizado pelo Movimento Nacional dos Especialistas em Direito Previdenciário ocorreu em outras 18 cidades do país, com apoio da OAB nacional, informou a presidente da Comissão de Previdência Social da OAB-RJ, Suzani Ferraro.Durante o ato, os advogados fluminenses pediram uma reforma da Previdência que seja feita de forma consensual, discutida e transparente.

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Tânia Rêgo/Agência Brasil
A Comissão de Previdência Social da Ordem dos Advogados do Brasil Secção do Estado do Rio de Janeiro (OAB-RJ) promoveu hoje (18), na orla de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, manifestação contra a reforma da Previdência.
O ato foi organizado pelo Movimento Nacional dos Especialistas em Direito Previdenciário ocorreu em outras 18 cidades do país, com apoio da OAB nacional, informou a presidente da Comissão de Previdência Social da OAB-RJ, Suzani Ferraro.
Durante o ato, os advogados fluminenses pediram uma reforma da Previdência que seja feita de forma consensual, discutida e transparente.
“O que a gente quer é uma discussão mais transparente, é audiência pública, que a sociedade participe, que o governo aponte o parecer técnico explicativo dizendo o porquê da reforma”, disse Suzani. Segundo ela, a PEC 287 é um retrocesso e causará o empobrecimento da população.
A advogada afirmou que, “na verdade, a manifestação é contra esse texto da reforma. Nós somos contra porque não houve estudos técnicos que apontem a origem do déficit. A gente acredita que não existe déficit hoje; pode existir no futuro e, aí, sim, a gente tem que reformar para que, no futuro, as pessoas tenham uma aposentadoria decente”, disse a presidente da Comissão.
Suzani avaliou que as regras definidas na proposta de reforma do governo federal são "arbitrárias e inconstitucionais e diminuem os benefícios do salário-mínimo". Na sua opinião, "colocar as pessoas para trabalhar 49 anos, com uma regra de transição super cruel, vai afetar todos os trabalhadores que se encontram na ativa hoje e terão que cumprir um prazo para se aposentarem".
A advogada afirmou que, com as novas regras, as pessoas correm o risco de morrer sem se aposentarem, uma vez que a idade mínima será expandida de forma automática, de cinco em cinco anos, com o aumento da expectativa de sobrevida.
“Como vamos controlar esse aumento de expectativa de vida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)? O governo faz isso hoje com o fator previdenciário que já é penoso. Imagine aumentando (a idade mínima). Ninguém vai se aposentar mais. Todo mundo vai trabalhar, trabalhar. Algumas pessoas vão se aposentar, enquanto outras vão morrer sem se aposentar”. No Norte e Nordeste, por exemplo, onde é baixa a expectativa de vida, Suzani Ferraro estimou que ninguém vai conseguir se aposentar.

Renda
A presidente da Comissão de Previdência Social da OAB-RJ afirmou que a retirada do direito das pessoas de acumularem pensão e aposentadoria “é complicado” no Brasil, porque "o casal trabalha para compor a renda familiar". Ela disse considerar que "diminuir o valor do benefício da pensão abaixo do salário-mínimo, desvinculá-lo do salário-mínimo, é uma crueldade. Pensão é renda e renda não pode ser menos que o salário-mínimo.”.
Na avaliação do presidente da Comissão de Direito Previdenciário da OAB-Barra da Tijuca, Herbert Alencar, a PEC 287 traz uma imagem negativa da Previdência Social. Deixou claro que a categoria não é contra que a Previdência seja reformada, mas não nesses termos apresentados pelo governo central. A PEC 287, disse, retira direitos fundamentais sem que os trabalhadores, que são os principais interessados, sejam ouvidos.

Déficit
Na última sexta-feira (16), em entrevista coletiva, o ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, rebateu informações que circulam nas redes sociais alegando que a Previdência não é deficitária.
O ministro argumentou que o crescimento do gasto previdenciário é um dos principais motivos do aumento do déficit da seguridade social que, entre 2002 e 2016, passou de 1,5% a 3,9% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e riquezas produzidos em um país) e divulgou um balanço da seguridade social (Previdência, saúde e assistência social), mostrando que o sistema acumula déficit de R$ 243 bilhões em 12 meses até outubro.
Fonte - Agência Brasil  18/12/2016

domingo, 23 de outubro de 2016

Protesto pede fim da violência contra as mulheres na Avenida Paulista

Direitos Humanos

Com faixas e palavras de ordem, as manifestantes chamaram atenção dos frequentadores da avenida, fechada para carros aos domingos, para o alto número de feminicídios no país.A manifestação foi organizada em solidariedade a mobilização feita na Argentina após o assassinato de Lucia Perez, de 16 anos, em Mar del Plata.

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

Rovena Rosa/Agência Brasil
A violência contras mulheres foi alvo de um protesto na tarde de hoje (23) na capital paulista. As militantes se reuniram no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, região central da capital, e seguiram em passeata pela Rua Augusta até a Praça Roosevelt. Com faixas e palavras de ordem, as manifestantes chamaram atenção dos frequentadores da avenida, fechada para carros aos domingos, para o alto número de feminicídios no país.
“Não são crimes passionais. Não são homicídios apenas. São assassinatos que as vítimas sofrem por serem mulheres”, disse a coordenadora de juventude da União Brasileira de Mulheres, Maria das Neves, para explicar a diferença entre um feminicídio e um homicídio comum.
Para combater os assassinatos de mulheres, Maria das Neves defende a divulgação da lei que qualifica o feminicídio como crime hediondo e delegacias da mulher que funcionem 24h. A ativista disse que o Brasil é um dos países com maior número de homicídios praticados especificamente contra mulheres.
Lúcia Perez
A manifestação foi organizada em solidariedade a mobilização feita na Argentina após o assassinato de Lucia Perez, de 16 anos, em Mar del Plata. No dia 8 de outubro, ela foi estuprada, torturada e morta. Os criminosos lavaram o corpo da vítima, a vestiram e tentaram simular uma overdose ao levá-la a um hospital.
Na última quarta-feira (19), na Argentina, milhares de mulheres pararam suas atividades durante uma hora (das 13h às 14h) em uma greve simbólica contra o feminicidio e a violência de gênero e a discriminação contra a mulher no trabalho. No final da tarde, uma multidão, a grande maioria vestida de preto, reuniu-se em frente ao Obelisco – cartão-postal de Buenos Aires - e seguiram em passeata, sob chuva intensa, até a Praça de Maio, em frente ao palácio presidencial.
Apesar do caso ter acontecido no país vizinho, a estudante Manuela Pires, de 14 anos, diz que esse tipo de violência é também recorrente no Brasil. “Eu acho que o perigo e todas essas coisas que a gente está vendo na Argentina, são coisas que acontecem todos os dias na nossa rua, do lado de casa”, disse a jovem, que foi ao ato com as companheiras de um coletivo feminista formado na escola onde estuda.
“A gente está aqui com uma geração de mulheres que está lutando muito para mudar isso, para fazer com que a gente consiga andar por aí de cabeça erguida. Consiga não se intimidar e ter uma irmandade entre todas as mulheres para que todo mundo tenha voz”, disse.

Ranking do feminicídio
Segundo levantamento feito pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), a pedido da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil ocupa a 5ª posição no ranking global de homicídios de mulheres entre os 83 países elencados. Fica atrás de El Salvador, Colômbia, Guatemala e Rússia.
A estimativa feita pelo mapa, com base em dados de 2013 do Ministério da Saúde, alerta para o fato de que a violência doméstica e familiar é a principal forma de violência letal praticada contra as mulheres no Brasil. A cada sete homicídios de mulheres, quatro foram praticados por pessoas que tinham relações íntimas de afeto com a vítima.
Conflito
Antes da passeata, as mulheres que participavam do ato trocaram provocações com manifestantes que protestavam em frente ao Masp pedindo a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante alguns minutos, os grupos gritaram palavras de ordem um contra o outro. Policiais militares chegaram a se posicionar entre os dois protestos, mas não houve confusão.
Os manifestantes inflaram dois bonecos gigantes retratando Lula e o presidente do Senado, Renan Calheiros, em roupas de presidiários. Com bandeiras do Brasil e cartazes, os participantes do ato faziam ainda menções de apoio à Operação Lava Jato e ao juiz federal Sérgio Moro, que conduz as investigações em primeira instância. O protesto permaneceu em frente ao Masp.
Fonte - Agência Brasil  23/10/2016

domingo, 11 de setembro de 2016

Manifestantes ocupam Avenida Paulista em protesto contra governo Temer

Política

Organizado pela Frente Povo Sem Medo e pela Frente Brasil Popular, a manifestação pretende sair em passeata até o Parque do Ibirapuera, na zona sul da cidade.Os manifestantes carregam bandeiras e cartazes pedindo "Fora Temer" e "Diretas Já". O clima na Avenida Paulista é tranquilo, com música no carro de som da organização e com pessoas de diversas faixas etárias participando do ato.

Camila Boehm
Repórter da Agência Brasil
Camila Boehm
Repórter da Agência Brasil
Manifestantes se reúnem desde as 14h de hoje (11) na Avenida Paulista, região central de São Paulo, em ato contra o governo do presidente Michel Temer. Organizado pela Frente Povo Sem Medo e pela Frente Brasil Popular, a manifestação pretende sair em passeata até o Parque do Ibirapuera, na zona sul da cidade.
Guilherme Boulos, representante do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), grupo que integra a Povo sem Medo, disse que, além dessa, novas mobilizações continuarão sendo convocadas no país. "Tem tido manifestações nos últimos dez dias. Talvez tenha sido o período mais intenso de mobilização nos últimos anos no Brasil. Teve mobilização quase todo dia", afirmou.
"Estamos na rua porque temos no Brasil hoje um governo ilegítimo, sem voto, que fraudou a soberania do voto popular e que, ao mesmo tempo, quer aplicar um programa que também não foi eleito pelo povo brasileiro, de ataque brutal aos direitos trabalhistas, previdenciários e sociais", explicou Boulos.

Clima
Segundo ele, isso vai gerar uma grave sequela na sociedade, "nas próximas gerações inclusive, se agora não formos para rua resistir e barrar esse projeto. Isso é o que está em jogo hoje".
Os manifestantes carregam bandeiras e cartazes pedindo "Fora Temer" e "Diretas Já". O clima na Avenida Paulista é tranquilo, com música no carro de som da organização e com pessoas de diversas faixas etárias participando do ato.
Presente ao ato, o presidente do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão, falou da importância das manifestações dos últimos dias.
"Todas essas manifestações estão voltadas para combater o golpe e agora combater o golpe significa eleições gerais, significa aumentar a pressão das ruas, mas também dar uma resposta na eleição. Aqui em São Paulo, por exemplo, os três candidatos que lideram as pesquisas apoiaram o golpe", concluiu Falcão.
Fonte - Agência Brasil  11/09/2016

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Servidores do Itamaraty fazem protesto em frente ao Planalto

Notícias

De acordo com a oficial de chancelaria e integrante da comissão de negociação Cristina Guelfi, desde 2008 grande parte das carreiras típicas de Estado passaram a ter remunerações por meio de subsídios, obtendo inclusive reajustes de 40% em alguns casos.

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
 
Cerca de cem servidores do Ministério das Relações Exteriores participaram de uma manifestação em frente ao Palácio do Planalto para pedir reajuste de 52,96% até 2019 para todas as carreiras do órgão. O percentual considera a defasagem salarial acumulada desde 2008.
De acordo com a oficial de chancelaria e integrante da comissão de negociação Cristina Guelfi, desde 2008 grande parte das carreiras típicas de Estado passaram a ter remunerações por meio de subsídios, obtendo inclusive reajustes de 40% em alguns casos.
“Estamos todos nos sentindo desprestigiados porque outras carreiras de Estado, como as da Polícia Federal (PF), Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e de ministérios como o do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e o do Planejamento tiveram aumento bem maior que os nossos”, disse a representante dos servidores do Itamaraty. “Além disso, enquanto os diplomatas ganham [salário inicial] entre R$ 15 mil e R$ 21 mil, os demais servidores de nível superior da área administrativa recebem salários iniciais entre R$ 7 mil a R$ 10 mil”, acrescentou.
Segundo ela, as expectativas de apoio do ministro das Relações Exteriores, José Serra, têm sido frustradas. “Ele é um ministro forte e poderoso, mas não apoia nosso pleito de equiparação salarial às demais carreiras correlatas. A pergunta que queremos fazer é: por que só o Itamaraty ficou de fora e não teve esses aumentos?”.
A servidora explica que a preocupação em não conseguir as reivindicações fica maior em função do ajuste fiscal que está sendo implantado pelo governo. “Esse contexto de ajuste fiscal coloca em risco nossas demandas. Ainda mais porque o governo tem colocado a culpa [das dificuldades financeiras pela qual passa] nos servidores”.
Contatado pela Agência Brasil, o Palácio do Planalto informou que, por enquanto, não se pronunciará sobre as demandas apresentadas pela categoria. O Ministério das Relações Exteriores também não comentou a manifestação dos servidores.
Fonte - Agência Brasil  09/09/2016

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Metroviários do Rio aproveitam chegada de turistas para protestar no Galeão

Transportes sobre trilhos

Os trabalhadores estão em estado de greve desde a última quarta-feira (27).
Segundo o diretor do Sindicato dos Metroviários do Estado do Rio de Janeiro (Simerj), Laerte da Silva, o ato foi voltado para trazer visibilidade à luta dos funcionários. Silva disse que a empresa – MetrôRio – vem se mostrando intransigente durante as negociações das pautas.


Da Agência Brasil
foto - ilustração/arquivo
Os metroviários do Rio de Janeiro fizeram uma manifestação, na manhã de hoje (1º), no Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão. Eles aproveitaram a chegada de turistas para os Jogos Olímpicos para protestar por reajuste salarial de 10% e manutenção do plano de saúde, entre outras reivindicações. Os trabalhadores estão em estado de greve desde a última quarta-feira (27).
Segundo o diretor do Sindicato dos Metroviários do Estado do Rio de Janeiro (Simerj), Laerte da Silva, o ato foi voltado para trazer visibilidade à luta dos funcionários. Silva disse que a empresa – MetrôRio – vem se mostrando intransigente durante as negociações das pautas.
“Nós somos trabalhadores que, às vezes, ninguém vê, que operam as linhas, fazendo reparos durante a madrugada, entre outros serviços. Então, precisávamos trazer à tona esses nossos problemas. Panfletamos no aeroporto para aproveitar as chegadas das delegações para a Olimpíada, trazendo maior visibilidade para nossa luta”, afirmou.
Segundo o diretor, os metroviários estão negociando com a concessionária MetrôRio desde maio, mas ainda não chegaram a nenhum acordo. “Chegaram a cogitar um reajuste de 5%, mas isso beira a surrealidade É muito aquém das nossas necessidades básicas. Existe ainda o desejo da empresa de trocar o plano de saúde por um de qualidade muito inferior. Não aceitaremos essas medidas deles”, disse.
Silva afirmou que, na tarde de hoje, haverá uma nova rodada de negociações entre trabalhadores e empresa. Caso não haja acordo, a greve será decretada em assembleia a ser realizada na próxima quarta (3).
“A gente espera algo que seja minimamente viável neste encontro de hoje. Caso contrário, instalaremos a greve por tempo indeterminado”. Um pequeno grupo de trabalhadores do sistema aeroviário também aproveitou a ocasião para reclamar das empresas aéreas. Eles alegam demissão em massa de mecânicos.
Em nota, o MetrôRio informou que apresentou em reunião com representantes do sindicato, realizada na tarde da última quinta-feira (28), proposta de reposição do índice anual de 9,83% do INPC. Essa proposta deverá ser levada para a apreciação de todos os empregados na reunião de hoje. A concessionária afirmou estar empenhada para que a negociação salarial em curso seja concluída de forma satisfatória para os trabalhadores, conforme ocorreu nos anos anteriores.
O metrô do Rio de Janeiro é parte importante do sistema de transportes dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. O metrô permite que os torcedores cheguem diretamente ao pólo olímpico de Copacabana, na zona sul, ao Sambódromo e ao Estádio do Maracanã. Além disso, conecta-se com os sistemas de trem e BRT que levam ao Estádio Olímpico do Engenhão e aos pólos de Deodoro e da Barra.
Fonte - Agência Brasil  01/08/2016

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Política Movimentos sociais fazem ato em defesa da Petrobras em São Paulo

Política

Movimentos sociais fazem manifestação em frente à sede da Petrobras, na Avenida Paulista,região central da cidade.Os petroleiros querem chamar a atenção da população para o que consideram "desmonte da empresa" e abertura da exploração do pré-sal para empresas privadas e internacionais.

Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil
Rovena Rosa/Agência Brasil
A Frente Brasil Popular, centrais sindicais e o Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo fizeram hoje (24) um ato em frente ao prédio da Petrobras na Avenida Paulista, região central da cidade, em defesa da Petrobras e do pré-sal. Os petroleiros querem chamar a atenção da população para o que consideram "desmonte da empresa" e abertura da exploração do pré-sal para empresas privadas e internacionais.
“Está havendo um desmonte da Petrobras. A nomeação de Pedro Parente para a presidência [da empresa] e a contratação de Nelson Luiz Costa Silva para pensar a estratégia são sinais claros de entrega. Precisamos fazer isso chegar à população”, disse a coordenadora geral do sindicato, Cibele Vieira.
A coordenadora afirmou que a maioria da sociedade "subestima" o pré-sal, achando que é apenas uma "riqueza pequena" no fundo do mar. “O pré-sal nos coloca entre os quatro maiores produtores de petróleo do mundo e poderemos chegar ao lugar de maior produtor. É muita coisa. O mundo todo está estatizando as reservas de petróleo, porque esse é um bem estratégico. Então, as empresas privadas não têm mais para onde ir, por isso estão vindo com tudo na maior descoberta mundial, que é o pré-sal”, afirmou.
A coordenadora destaca que a lei atual determina que uma parte dos recursos oriundos do pré-sal seja reservado para o financiamento de programas sociais, saúde e educação. “Aí, eles vêm e colocam um teto para o gasto público, inclusive exigindo isso dos estados. Ou seja, já cortaram novos investimentos, benefícios, salários de servidores e proteção social, nesse momento de crise. E alegam que é porque não há dinheiro. Então, como querem entregar pré-sal para as multinacionais? Não faz sentido”.
Segundo o presidente da Central dos Trabalhadores do Brasil de São Paulo (CTB São Paulo) e um dos coordenadores da Frente Brasil Popular, Onofre Gonçalves, a Petrobras e o pré-sal estão ameaçados pelo projeto de lei aprovado no Senado em fevereiro, que desobriga a Petrobras de ser operadora única e ter participação de 30% na exploração. O texto, de autoria do então senador José Serra, agora ministro de Relações Exteriores, já foi encaminhado à Câmara dos Deputados.
“Parece que o governo está priorizando uma votação na Câmara para aprovar esse projeto. Estamos muito preocupados com isso, porque pensamos que a Petrobras é o maior patrimônio brasileiro, maior empresa, que emprega milhares de trabalhadores, e que defende, de fato, o investimento no nosso país. Não podemos aceitar uma proposta dessas, que vai tirar recursos dos programas sociais”, disse.
Fonte - Agência Brasil 24/06/2016

domingo, 22 de maio de 2016

Manifestantes protestam contra Temer em Salvador

Política

Manifestantes fazem ato contra Temer em Salvador.- O grupo se reuniu no Campo Grande, onde foram realizadas manifestações culturais e depois eles seguem para o Farol da Barra, típico reduto de manifestações em favor do impeachment na capital baiana.

A Tarde
A Tarde
Manifestantes fazem um ato contra o governo do presidente interino Michel Temer (PMDB) neste domingo, 22, em Salvador. O grupo se reuniu no Campo Grande, onde foram realizadas manifestações culturais e depois eles seguem para o Farol da Barra, típico reduto de manifestações em favor do impeachment na capital baiana.
Com faixas, cartazes e imagens, o grupo critica o governo do peemedebista e ressaltou a decisão de Temer de acabar com os Ministérios da Cultura (Minc), das Comunicações e das Mulheres. Após a polêmica, o peemedebista voltou atrás em relação a pasta da Cultura.
Eles também alegam que é hipocrisia tirar Dilma do governo e manter Temer, que já foi citado por suposto envolvimento em atos de corrupção na Lava Jato. Diante disso, os manifestantes pedem reforma política e eleições gerais.
Além de Temer, o prefeito ACM Neto, a deputado federal Tia Eron e o deputado Eduardo Cunha também foram alvos dos manifestantes, que fizeram enterros simbolicos desses políticos.

Outras manifestações
Esse não foi o único ato político realizado em Salvador neste domingo. Pela manhã, professores realizaram um piquenique em "defesa da democracia" no Dique do Tororo. Vestidos de vermelho, os docentes exibiam faixas com os dizeres "sou professor e estou com: Dilma e contra o retrocesso na educação".
Fonte - A Tarde  22/05/2016

sábado, 14 de maio de 2016

Manifestação contra governo Temer lota a Cinelândia

Política

Manifestantes de movimentos sociais protestam contra o presidente interino Michel Temer, na Cinelândia.Com o nome “Temer, jamais. Resistir nas ruas por direitos”, a manifestação lota a Cinelândia ao som de blocos de carnaval.

Akemi Nitahara
Repórter da Agência Brasil

Fernando Frazão/Agência Brasil
Um ato contrário ao governo do presidente interino Michel Temer ocorreu nesta quinta (13) na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro. Com o nome “Temer, jamais. Resistir nas ruas por direitos”, a manifestação lotou a Cinelândia ao som de blocos de carnaval.
O integrante do coletivo Ocupa Carnaval Tomás Ramos disse que, diante do afastamento da presidenta Dilma Rousseff, a estratégia dos movimentos sociais agora é manter a população nas ruas, unificada em torno de pautas que levem a uma “saída pela esquerda”.
“A Ponte para o Futuro [documento com propostas do PMDB] faz parte de uma concepção de sociedade contrária a tudo que os movimentos sociais conquistaram nos últimos 30 anos. O fato do ministério ser de homens brancos acima dos 40 anos mostra o caráter deles. É uma série de ataques contra as nossas conquistas. A gente aposta muito na arte como método de ação para juntar o povo e levar a galera pra rua pra pedir mais democracia.”
De acordo com a integrante da Frente Brasil Popular Claudia Le Cocq, os movimentos sociais pretendem ir às ruas em todo o país contra o governo Temer.
“Nós da Frente Brasil Popular vamos ocupar todos os espaços. Nos ministérios – como foi feito hoje no Ministério da Cultura – nas escolas, em todas as praças, até a Dilma voltar. Temer golpista não passará”, disse.
Parlamentares de esquerda discursaram denunciando o que chamaram de “golpe contra a democracia” e conclamando a população a “resistir”. Um boneco com um cartaz escrito “Temer Judas” foi queimado durante a manifestação.
Fonte - Agência Brasil   14/05/2016

domingo, 17 de abril de 2016

Militantes contra o impeachment se concentram no Farol da Barra em Salvador

Política

As cores vermelho e branco predominam entre as pessoas, que carregam faixas, cartazes e bandeiras de apoio a Dilma.Estudantes, professores universitários e militantes das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo ensaiam apresentações culturais e lutam capoeira, enquanto outros participantes fazem ornamentação no espaço, com a cor vermelho, e um telão para o acompanhamento da votação do processo de impeachment é montado.

Sayonara Moreno
Correspondente da Agência Brasil

Estudantes, professores universitários e militantes das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo ensaiam apresentações culturais e lutam capoeira
Sayonara Moreno/Agência Brasil
Desde o início da manhã de hoje (17), militantes e representantes de movimentos sociais, centrais sindicais e partidos políticos se concentram no Farol da Barra, ponto turístico de Salvador, contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
Estudantes, professores universitários e militantes das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo ensaiam apresentações culturais e lutam capoeira, enquanto outros participantes fazem ornamentação no espaço, com a cor vermelho, e um telão para o acompanhamento da votação do processo de impeachment é montado.

Sayonara Moreno/Agência Brasil
Militantes das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo ensaiam apresentações culturais e lutam capoeira
A expectativa entre os militantes é positiva em relação ao resultado da votação. A integrante da Frente Brasil Popular Daniele Ferreira disse que a agenda de mobilizações deve continuar, independente do resultado.
"Passamos uma semana muito longa e angustiante. As informações que temos dos companheiros de Brasília é de que vamos sair vitoriosos desse processo, portanto a expectativa é a mais positiva possível. Mas caso não consigamos barrar o impeachment, continuaremos nas ruas mobilizados, assim como se barrarmos. Independente do resultado, continuaremos mobilizados", declara a militante.

Sayonara Moreno/Agência Brasil
Participam do ato das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo ensaiam apresentações culturais e lutam capoeira
Um trio elétrico de grande porte será o palco de artistas baianos ligados à música e à poesia, que farão apresentações culturais durante todo o dia, enquanto jovens farão intervenções artísticas.
"A estrutura montada é uma forma de conscientizar o povo baiano de que o país deve continuar na democracia, as instituições devem ser respeitadas, não existe crime de responsabilidade contra a presidenta Dilma e a gente entende que o melhor caminho é o Brasil e a Bahia continuarem em frente", disse o presidente estadual da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Cedro Silva.
As cores vermelho e branco predominam entre as pessoas, que carregam faixas, cartazes e bandeiras, todas de apoio a Dilma e contra o impeachment, estampando frases como "Não vai ter golpe" e "Golpe nunca mais".
Desde o início da tarde de ontem (16), famílias do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) estão acampadas nas imediações do Farol da Barra, em vigília para a decisão de hoje, em relação ao mandato da presidenta Dilma.
O Farol da Barra, no bairro de classe média da capital baiana, costuma ser o palco de manifestações contrárias à presidenta Dilma e favoráveis ao impeachment. Mas hoje (17), os manifestantes que defendem o impedimento vão se reunir na praia Jardim de Alah, no bairro Costa Azul, às 14h. A Secretaria de Segurança Pública da Bahia determinou a mudança do local, para que sejam evitados possíveis confrontos entre os opositores de ideias.
Fonte - Agência Brasil  17/04/2016

Ato em defesa de Dilma reúne funkeiros e militantes na orla de Copacabana

Política

Jovens de comunidades localizadas no entorno de Copacabana, entre as quais as comunidades do Pavão-Pavãozinho, Cantagalo, Morro dos Cabritos, Ladeira dos Tabajaras, Chapéu Mangueira e Rocinha, Vidigal e moradores da Baixada Fluminense e da zona norte da capital também participaram do evento.“A ideia é defender a democracia. Eleição, só em 2018. Nós temos que lutar para preservar o mandato da presidenta Dilma. 

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Tânia Rêgo
Mais de 20 funkeiros se revezaram hoje (17) com representantes de movimentos sociais, artistas e magistrados no palco montado na Avenida Atlântica, em Copacabana, zona sul da cidade, em manifestação contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
“É o funk contra o golpe”, disse Rômulo Costa, fundador da produtora de funk Furacão 2000 e idealizador do ato, acatado pela Frente Brasil Popular e pela Central Única dos Trabalhadores, regional Rio de Janeiro (CUT-RJ). O presidente da CUT-RJ, Marcelo Rodrigues, começou a convocar a militância no último dia 14.
Jovens de comunidades localizadas no entorno de Copacabana, entre as quais as comunidades do Pavão-Pavãozinho, Cantagalo, Morro dos Cabritos, Ladeira dos Tabajaras, Chapéu Mangueira e Rocinha, Vidigal e moradores da Baixada Fluminense e da zona norte da capital também participaram do evento.
“A ideia é defender a democracia. Eleição, só em 2018. Nós temos que lutar para preservar o mandato da presidenta Dilma. O Temer [vice-presidente Michel Temer] não nos representa, nem o Eduardo Cunha [presidente da Câmara Federal]”, disse Rômulo.
A concentração começou às 9h, na altura do Posto 3, na Rua Hilário de Gouvea, e seguiu até o Leme, onde ocorreu a dispersão. Essa foi a primeira vez que a Furacão 2000 se apresentou na Praia de Copacabana para mobilizar a população contra o impedimento da presidenta da República.

Policiamento
Cerca de 800 policiais militares de vários batalhões vão garantir, durante todo o dia, na orla de Copacabana, a segurança de frequentadores da praia e manifestantes pró e contra oimpeachment.. À tarde, com concentração no Posto 6, haverá manifestação a favor do impedimento, convocada pelo Movimento Brasil Livre Vem Pra Rua. A dispersão está prevista para as 19h, no Posto 3.
A “defesa da democracia”, segundo o professor do ensino técnico José Antonio Ribas, foi a tônica do ato em defesa de Dilma. O desempregado do setor naval Paulo Cardoso, que vive atualmente como ambulante, manifestou apoio à presidenta e ao PT. “Sou eleitor de Lula desde 1989, porque ele é a favor das minorias”.
De acordo com o coronel Cândido Silva, comandante do 1º Comando de Policiamento de Área, não foi necessário montar nenhuma barreira policial desde a areia até a calçada. “O isolamento será feito pelos próprios policiais mobilizados”, disse.
O chefe do Estado-Maior da PM, coronel Lima Freire, informou que, depois das 19h, a grande massa de policiamento será desfeita, permanecendo na Praia de Copacabana somente os militares que fazem a segurança normal das ruas. Lima disse que será garantido o ir e vir das pessoas que participam dos atos, inclusive para assistir à votação, na Câmara dos Deputados, nos telões montados pelo Movimento Vem Pra Rua, da oposição, desde que permaneçam na areia. “O que não pode haver é a interdição da via”, afirmou o chefe da PM.

Rio de Janeiro - Manifestação contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff na Praia de Copacabana (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Tânia Rêgo
Democracia
A professora universitária Andréia Ayres fez questão de demonstrar seu apoio ao estado democrático de direito. O analista de sistemas Luiz Felipe Lacerda reforçou o coro contra o golpe, afirmando que o importante é garantir a vontade popular. “Não podem passar por cima da vontade do povo. Este é o governo que o povo escolheu”.
O jornalista Bernardo Lessa disse que o processo contra Dilma Rousseff é ilegal. Segundo ele, os argumentos usados pela oposição são “frágeis e inconsistentes”. O turismólogo Elzário Júnior, cuja profissão foi reconhecida recentemente, destacou que o governo Dilma é "corajoso" e que defende os interesses populares, o petróleo e o pré-sal, o que o capital internacional não admite”.
Para o estudante Nikolas Zanette, mestrando em geografia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o ambiente em Copacabana foi ideal para fazer pesquisas para sua tese sobre a Praia de Copacabana, cujas variadas ocupações ele considera emblemáticas no Rio de Janeiro. “A gente precisa fazer leituras mais refinadas sobre quem são esses públicos que fazem o exercício da democracia”. Isso é importante para se efetuar uma leitura fiel do atual momento político brasileiro, completou.
O relações internacionais Erick Memória também mostrou seu apoio ao governo “que foi democraticamente eleito”. Memória afiançou que a presidenta Dilma “não cometeu nenhum crime, enquanto o Cunha (Eduardo Cunha, presidente da Câmara Federal) é réu até na Suíça”.

Ato pacífico
A manifestação contra o impeachment terminou sem incidentes. Os restaurantes, quiosques e bares na praia e em ruas adjacentes ficaram repletos, assim como a praia, sob forte calor e céu azul. Grupos de policiais militares ficaram a postos em cada esquina das ruas que cortam a Avenida Atlântica, durante o ato.
De acordo com operadores da CET-Rio, o ato transcorreu sem conflitos, em um clima pacífico e familiar. Os organizadores da manifestação estimaram em 50 mil os participantes contra oimpeachment. Por norma adotada desde janeiro deste ano, a Polícia Militar não divulga estimativas sobre número de pessoas em manifestações populares, informou o chefe do Estado-Maior da PM, coronel Lima Freire.
Fonte - Agência Brasil  17/04/2016

Manifestantes contrários ao impeachment se reúnem no Vale do Anhangabaú

Política

Em meio à multidão, circulam grupos tocando percussão e berimbau. São ouvidos gritos com palavras de ordem e estouros de fogos de artifício. Com bandeiras de sindicatos e movimentos sociais, vários participantes estão vestidos de vermelho e levam faixas e adesivos que classificam o processo contra Dilma de golpe. 

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

São Paulo - Jornada Nacional de Mobilização contra o impeachment no Vale do Anhangabaú, participam da manifestação a Frente Brasil Popular, composta pela CUT, CTB e outras entidades do movimento social, MST, CMP,
Rovena Rosa/Agência Brasil
Manifestantes contrários ao afastamento da presidenta Dilma Rousseff estão reunidos na tarde de hoje (17) no Vale do Anhangabaú, centro da capital paulista. Foi instalado no local um telão para que possa ser acompanhada a votação sobre a abertura do processo de impeachment, na Câmara dos Deputados. Além disso, foi montado um palco onde são feitos debates e apresentações musicais.
Em meio à multidão, circulam grupos tocando percussão e berimbau. São ouvidos gritos com palavras de ordem e estouros de fogos de artifício. Com bandeiras de sindicatos e movimentos sociais, vários participantes estão vestidos de vermelho e levam faixas e adesivos que classificam o processo contra Dilma de golpe. “Estão tirando ela do poder para eleger quem eles querem sem ter uma nova eleição”, reclamou Guilherme Nadoni, de 22 anos.
Para o jovem, não existem razões para que a presidenta deixe o Palácio do Planalto. “Estou aqui pela democracia que está em risco com esse golpe que está sendo feito. A Dilma é ficha limpa, não fez nenhuma ilegalidade”, destacou o jovem, que veio de Interlagos, zona sul paulistana, mesmo não sendo um apoiador do governo. “Na verdade, eu não gosto do governo atual, mas não acho que o golpe é certo.”
As suspeitas contra os deputados que conduzem o impeachment são, na opinião da cientista política Daliane Saroba, de 38 anos, um dos principais problemas do processo. “Eu não reconheço nas pessoas que estão fazendo o julgamento nenhuma credibilidade”, disse. “O mesmo crime que está sendo imputado a ela o TCU não imputou aos governos Lula [Luiz Inácio Lula da Silva] e FHC [Fernando Henrique Cardoso]. Não está havendo imparcialidade”, acrescentou a cientista política.
Daliane afirmou que não está confiante em relação ao desfecho da votação desta tarde. “Eu acredito que ela não vai escapar”, opinou. No entanto, a cientista política defende a importância de marcar posição. “A cidadania se traduz em participação política. Você só tem como interferir na ordem social quando se manifesta.”
Entre os apoiadores do ato no Anhangabau estão a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e a Central de Movimentos Populares (CMP).
Fonte - Agência Brasil  17/04/2016

domingo, 13 de março de 2016

Caras e caros amigas e amigos,por Walter Takemoto

Política

W.Takemoto fala sobre a sua prisão na porta da sua casa,após a participar de uma manifestação em favor do governo em Salvador -  Na hora pensei que era um assalto.Logo em seguida parou uma viatura e o tenente que estava comandando a PM na TV Bahia desceu com uma metralhadora e gritou que eu estava preso.O rapaz a paisana mandou o tenente me jogar na viatura e não deixar eu retirar o carro do meio da rua.

Walter Takemoto
foto - ilustração/Facebook
Fui liberado agora da Central de Flagrantes do Iguatemi.
Para esclarecer os fatos, fui preso quando ia entrar no prédio em que moro, fechado por um carro particular do qual saiu um rapaz sem farda e se colocou diante do meu carro com uma pistola apontada para minha cabeça e mandando que eu descesse.
Na hora pensei que era um assalto.
Logo em seguida parou uma viatura e o tenente que estava comandando a PM na TV Bahia desceu com uma metralhadora e gritou que eu estava preso.
O rapaz a paisana mandou o tenente me jogar na viatura e não deixar eu retirar o carro do meio da rua.
Dentro da viatura ouvi o tenente falando pelo celular que o Serviço de Inteligência do Prefeito já tinha se retirado. Ou seja, quem comandou a ação foi o Prefeito!
Dentro da viatura o tenente dizia que eu sabia porque estava sendo preso e repetia: você me desrespeitou!
O que ele queria dizer é que na manifestação ele tentou prender uma companheira, segurou e torceu o seu braço, e na hora eu peguei a mão dele e arranquei e a companheira saiu de perto.
No depoimento o tenente omitiu a presença do Serviço de Inteligência e afirmou que eu fui preso em frente à TV Bahia e que no meu carro foram apreendidas latas de tinta e outros objetos.
Outra questão é que estavam me esperando na rua em que moro, pois andei parte do caminho a pé e dei carona para um companheiro.
Ao fim e ao cabo, esse episódio é exemplar de como age a PM, que ganha proporções trágicas quando age na periferia da cidade e tem como alvo a juventude negra e pobre de Salvador.
Quero aqui agradecer minhas amigas e amigos, a solidariedade do PT, da CUT que enviaram os advogados, do vereador Hilton do PSOL e as mensagens de apoio.
Isso que aconteceu é nada diante do que estamos enfrentando, mas tem uma grande importância por sentirmos a solidariedade e amizade de todos e todas vocês
Juntos e misturados sempre.
Por Walter Takemoto no FaceBook  13/03/2016

terça-feira, 8 de março de 2016

Mulheres do MST bloqueiam ferrovia da Vale (EFC) no Maranhão

Ferrovias

A manifestação, segundo a Zaira Sabry, do MST do Maranhão, também foi usada para criticar a forma como está sendo conduzido o processo de duplicação da ferrovia. Segundo agricultora, a obra terá impacto em 21 cidades e “inúmeros” assentamentos e comunidades quilombolas, extrativistas e ribeirinhas serão afetadas.

Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração/Pregopontocom
Um grupo de aproximadamente 150 mulheres ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Maranhão, bloqueou, durante toda a manhã de hoje (7), um trecho da Ferrovia Carajás, no quilômetro 184, próximo ao município de Igarapé do Meio (MA). De acordo com MST, o ato faz parte das manifestações da Jornada das Mulheres, realizada sempre no mês de março.
A manifestação, segundo a Zaira Sabry, do MST do Maranhão, também foi usada para criticar a forma como está sendo conduzido o processo de duplicação da ferrovia. Segundo agricultora, a obra terá impacto em 21 cidades e “inúmeros” assentamentos e comunidades quilombolas, extrativistas e ribeirinhas serão afetadas.
“Hoje, o Maranhão está desenhado em grandes projetos econômico de bambu, soja, eucalipto, extração de ouro, gás. Todos esses são projetos desrespeitam o modo de vida das comunidades. Todos demandam grandes extensões de terra e, pouca mão de obra. Várias famílias que vivem do campo e da agricultura estão sendo prejudicadas”, disse Zaira Sabry, à Agência Brasil.
Sabry ressaltou que a jornada tem como pautas a reforma agrária, aumento do volume de crédito para os pequenos agricultores e o repúdio ao modelo econômico baseado no agronegócio.
Em nota, a Vale disse repudiar qualquer ato de invasão da ferrovia e informa que já adotou as medidas judiciais cabíveis. Informou ainda que as operações na estrada de ferro foram normalizadas após o desbloqueio. A manifestação, no entanto, segundo a mineradora, impediu a saída do trem de passageiros da Estação de São Luís, com destino à Parauapebas (PA), prejudicando cerca de três mil pessoas que utilizam o serviço.
A empresa informou que os passageiros que já haviam comprado bilhetes podem ir às estações e pontos de vendas para realizar remarcação à partir de quarta-feira (9), ou solicitar reembolso a partir de sexta-feira (11).
Fonte - Agência Brasil  07/03/2016

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Estudantes fazem manifestação na Avenida Paulista

Educação

O grupo, que se reuniu no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), às 18h seguiu em passeata pela Avenida Paulista no sentido Rua da Consolação.Os estudantes pedem salas menos lotadas, maior salário para os professores, melhor infraestrutura nas escolas e participação democrática da comunidade nas decisões escolares.

Camila Boehm
Repórter da Agência Brasil

Uma manifestação de estudantes interditou a Avenida Paulista em São Paulo na tarde de hoje (9) reivindicando melhorias na educação pública. O grupo, que se reuniu no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), às 18h seguiu em passeata pela Avenida Paulista no sentido Rua da Consolação.
O Comando das Escolas Ocupadas, que convocou o ato, disse os problemas na educação pública paulista são muito maiores Rovena Rosa/Agência Brasil
O Comando das Escolas Ocupadas, que convocou o ato, disse que o projeto de reorganização proposto pelo governador Geraldo Alckmin foi só o estopim para as mobilizações e que os problemas na educação pública são muito maiores. Os estudantes pedem salas menos lotadas, maior salário para os professores, melhor infraestrutura nas escolas e participação democrática da comunidade nas decisões escolares.
O ato foi organizado pelas redes sociais pelos estudantes que estão ocupando as escolas em protesto contra a reorganização do sistema de ensino pelo governo de estado de São Paulo. Segundo a página do Facebook, a manifestação, batizada de "Grande ato de apoio aos estudantes de São Paulo", quer "agregar forca ao movimento dos estudantes por uma educacao de qualidade, contra os cortes do governo e contra o autoritarismo do Estado."
Fonte - Agência Brasil  09/12/2015