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quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

BRT de Salvador,a cidade pagará a conta no futuro

Mobilidade/Sustentabilidade  🚌 

Além da implantação de um sistema obsoleto,é a degradação ambiental,a conturbação da imagem urbana,as feridas no tecido urbano,a excessiva impermeabilização do solo,o encapsulamento do braço remanescente do Rio Camarajipe,o excesso de viadutos e elevados de concreto que interferirão negativamente no microclima local,juntamente com a eliminação de árvores,em uma agressão e total desrespeito ao meio ambiente.A excessiva impermeabilização do solo tem sido uma das principais causas dos alagamentos e enxurradas que causam transtornos e prejuízos a cidade e a sua população, durante o período de chuvas

Luis Prego Brasileiro
Salvador Sobre Trilhos

imagem - ilustração/arquivo
Os prejuízos para a cidade vão muito além da implantação de um sistema obsoleto,é a degradação ambiental,a conturbação da imagem urbana,as feridas no tecido urbano,a excessiva impermeabilização do solo,o encapsulamento do braço remanescente do Rio Camarajipe,o excesso de viadutos e elevados de concreto que interferirão negativamente no microclima local,juntamente com a eliminação de árvores,em uma agressão e total desrespeito ao meio ambiente.A excessiva impermeabilização do solo tem sido uma das principais causas dos alagamentos e enxurradas que causam transtornos e prejuízos a cidade e a sua população, durante o período de chuvas.Aliada a falta de um sistema de drenagem pluviométrica inteligente com retenção de fluxo das águas quebrando a sua velocidade com sistemas de armazenamentos transitórios das águas das chuvas que liberem o fluxo gradativamente evitando assim os grandes alagamentos e as correntezas nas vias urbanas.O tamponamento ou encapsulamento dos rios urbanos,transformando eles(indevidamente) em sistemas de escoamento pluviométrico,limitando ao mesmo tempo a sua capacidade hídrica de transporte,faz com que toda água excedente vá a procura de outros caminhos para correr e escoar, correndo assim pela a superfície das vias urbanas, provocando as já conhecidas enchentes e os alagamentos.

foto/Pregopontocom
O sistema BRT poderia ser substituído pelo sistema BHLS(assim como em varias cidades no mundo e também já no Brasil) que não depende de grandes obras de infraestrutura,pois usa as faixas exclusivas já existentes nas vias para os ônibus,com adequações e a implantação de sistemas de fiscalização eletrônica,para evitar invasões,e sistemas semafóricos inteligentes que privilegiam a passagem dos articulados ou alongados(ônibus) nos cruzamentos.Além disso o custo de implantação do sistema é de aproximadamente 20% do custo da implantação de um sistema de BRT,com a vantagem que a sua estrutura operacional não causara obstáculos nem custos maiores(com demolições),em um futura implantação de um novo modal de alta capacidade.O resultado e o custo desse erro grotesco serão creditados na conta do futuro da cidade.
Luis Prego Brasileiro
Salvador Sobre Trilhos - Mobilidade com Sustentabilidade

Pregopontocom 30/01/2020

terça-feira, 27 de novembro de 2018

INEMA VETA FECHAMENTO DE RIO EM OBRAS DO BRT DE SALVADOR

Mobilidade/Sustentabilidade  🚌

A teimosia e a falta de bom senso aliada a vaidade,superou todos os limites possíveis e toleráveis que se possa imaginar.Para eles não interessa o bem estar da população,o respeito ao meio ambiente e a sustentabilidade,visam apenas alimentar as suas vaidades pessoais e políticas e a auto promoção,não obstante tudo isso traga prejuízos irreparáveis para o futuro da cidade e as suas futuras gerações. - Pregopontocom

Por Walter Takemoto
foto - ilustração/arquivo
Após meses de luta e manifestações do Movimento Não ao BRT Salvador, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) anunciou que indeferiu o pedido da prefeitura para tamponar o Rio Camarajipe, o que significa negar licença para qualquer tipo de execução de canais ou retificação de curso de água. Além disso, a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), depois de inúmeras tentativas de acesso ao projeto executivo da obra sem obter resposta satisfatória, concluiu, em parecer técnico emitido no último dia 6, que as estruturas dos viadutos do BRT colocam em risco a conservação e manutenção dos sistemas de água e esgoto da cidade, o que vai provocar prejuízos à população de Salvador.
Ainda segundo a Embasa, os pilares já em construção não respeitam a distância mínima de 15 metros das tubulações do sistema de saneamento que passa pelo local. De acordo com os técnicos da empresa, com o tráfego de veículos, essa proximidade pode provocar o rompimento das tubulações, colocando em risco até mesmo a estrutura dos viadutos e elevados do BRT.
Por conta disso, a Embasa também determinou a paralisação de todas as obras do BRT até que se corrijam esses problemas, garantindo a distância mínima e as condições necessárias para que, no futuro, as estruturas do BRT não impeçam o acesso para conservação e manutenção dos sistemas de água e esgoto da cidade.
O Movimento Não ao BRT Salvador tem realizado atos e ocupações simbólicas do canteiro das obras em frente ao Hospital Aliança e já participou de inúmeras audiências públicas e manifestações, mobilizando amplos setores da sociedade, com repercussão nacional. Essa mobilização converteu-se em apoio fundamental para que a Secretaria do Meio Ambiente do estado (Sema) e o Inema não se curvassem às pressões do prefeito ACM Neto e da construtora, que impetraram mandado de segurança na Justiça para que o Inema se manifestasse sobre os pedidos de licenciamento para tamponamento do Rio Camarajipe.
Mas a luta não terminou. Agora, vamos exigir que toda a obra do BRT seja suspensa imediatamente, diante da decisão do Inema e da Embasa, e que a Justiça federal não só determine o fim das obras como também o ressarcimento do prejuízo causado ao meio ambiente, e que os recursos desperdiçados sejam devolvidos aos cofres públicos pelos responsáveis pela obra.
Nos últimos dias, o prefeito ACM Neto gastou milhões da prefeitura em propaganda em rádio, TV e jornais, para tentar manipular a opinião pública afirmando que o BRT vai beneficiar a população. Esses recursos devem retornar aos cofres públicos para investimento em educação, saúde, saneamento básico, moradia e transporte de qualidade, que é o que realmente falta para a maioria da população soteropolitana.
Texto de Walter Takemoto publicado no Facebook  27/11/2018

domingo, 15 de julho de 2018

Domingo no Parque Verde - Em defesa da Natureza

Sustentabilidade/Mobilidade  🌱🌴 👪👫

Todos os domingos a partir das 9h,vários movimentos sociais seus representantes e membros,entidades ambientais e a sociedade civil,se reúnem no Parque Verde do canteiro central da Av. Juraci Magalhães Jr. em Salvador para desenvolverem varias atividades,artísticas,musicais,rodas de conversa,debates sobre Mobilidade e Sustentabilidade,informes,piqueniques,plantio de mudas, além de brincadeiras para crianças.As atividades interativas fazem parte  do movimento contra a implantação de um sistema de BRT que degradará o meio ambiente e causará graves feridas no tecido urbano da cidade, com a derrubada de 579 árvores, tamponamento de dois Rios Urbanos, a impermeabilização do solo, e a construção de inúmeros viadutos e elevados com 4 faixas para o transporte individual(carros) e apenas duas para o transporte público,além de estações também em nível elevado. Existem outras opções mais baratas eficientes e menos impactante,utilizando-se a infraestrutura já existente,com a implantação do sistema BHLS com faixas exclusivas nas vias existentes em vários corredores de transporte da cidade. O movimento visa defender uma opção sustentável que preserve a imagem urbana da cidade a sustentabilidade e a sua área verde ainda existente. 








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quarta-feira, 11 de julho de 2018

Justiça Federal negou a liminar para suspender a obra do BRT de Salvador

Ponto de Vista  🔍🚌

Alegou a juíza que interromper as obras poderia causar danos ao erário público, que os recursos federais do FGTS que financiam as obras já estão nos cofres da prefeitura e poderiam ser perdidos, e que causariam também danos à população no que diz respeito a mobilidade.

Por Walter Takemoto
imagem ilustração/arquivo
A justiça Federal negou a liminar para suspender a obra do BRT do ACM Neto.Qual é a novidade?
As manchetes dos jornais e blogs baianos anunciam que na noite de ontem a juíza da 14a vara da justiça federal negou liminar para as ações impetradas pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil, Ministério Público Estadual e Ministério Público Federal que pediam o embargo imediato das obras do BRT que o ACM Neto realiza em Salvador.
Alegou a juíza que interromper as obras poderia causar danos ao erário público, que os recursos federais do FGTS que financiam as obras já estão nos cofres da prefeitura e poderiam ser perdidos, e que causariam também danos à população no que diz respeito a mobilidade.

Para a juíza os argumentos da prefeitura foram consistentes para a sua decisão.
Não foi o que vimos na audiência de conciliação promovida pela juíza, quando o público presente pode comprovar a incapacidade dos advogados da prefeitura e da empreiteira em responder qualquer um dos nove pontos apresentados pelos defensores do embargo das obras, que demonstraram as ilegalidades da licitação, como a falta de licenciamento, de projeto executivo da obra, o desvio de finalidade no uso dos recursos, entre outros problemas graves.

E sobre os argumentos da juíza é preciso dizer:
- O prazo para a conclusão da fase 1 da obra, que vai do Parque da Cidade ao Iguatemi, com 2,9 km, é de no mínimo dois anos e meio, ou seja, após a saída do ACM Neto da prefeitura, portanto mesmo que acreditemos que é uma obra importante, só entrará em operação daqui a quase três anos na melhor das hipóteses, portanto suspender a obra agora em nada afetará a caótica mobilidade urbana da cidade e que o prefeito não tem nenhuma política para melhorar a qualidade dos serviços prestados pelas empresas de ônibus;
- Daqui a dois anos teremos um novo prefeito para a cidade, que necessariamente terá que apresentar um programa para a gestão de Salvador, que envolva o desenvolvimento urbano, econômico e social para a população, envolvendo a mobilidade e a integração entre os modais, inclusive com a região metropolitana, considerando ainda que teremos o VLT (veículo leve sobre trilhos) do Subúrbio em implantação. E se o projeto do novo prefeito que toma posse em 2021 for incompatível com a fase 1 do BRT do Neto? Vai fazer o que com o elefante branco do Neto, um elevado de concreto? Derrubar a construção de mais de R$ 300 milhões gastos nos 2,9 km? É preciso lembrar a juíza que no Rio de Janeiro se derrubou um elevado e em São Paulo se discute o mesmo destino para o famigerado Minhocão;
- Para realizar esse projeto de BRT o prefeito ACM Neto pretende derrubar ou transplantar 579 árvores, já tendo cortado mais de 50 árvores, e tampar dois rios. A juíza considerou o dano irreversível para a cidade e sua população se esse crime ambiental ocorrer? E levou em consideração que até agora a prefeitura não tem a permissão para tampar os rios? Caso o INEMA não autorize o tamponamento dos rios as obras não poderão prosseguir, portanto ao permitir que as obras continuem com o risco de terem que parar daqui alguns meses por não poder tampar os rios, o prejuízo não será maior ainda?

- Alega a juíza que a suspensão das obras trará prejuízos a prefeitura diante dos contratos firmados com a empreiteira.
 Nos últimos anos temos assistido o poder judiciário interromper obras gigantescas a partir de investigações de desvios de recursos, formação de cartéis, ilegalidades em licitações, entre outros. E são inúmeras obras interrompidas no país por ausência de recursos para que possam ter continuidade, que vão de creches a hospitais. Como a própria juíza cita em seu despacho, o BRT do ACM Neto ainda não iniciou as obras de engenharia, portanto a interrupção das mesmas nesse momento seria o mal menor para a população.
A questão que me parece essencial nesse momento é até que ponto o poder judiciário deixará de considerar os interesses sociais, o bem comum para a população de uma cidade, como secundários diante dos interesses administrativos e o formalismo legal, que ao fim e ao cabo são aqueles que interessam ao prefeito de plantão e seus aliados?
A cidade de Salvador nesse momento enfrenta uma greve de professores da rede municipal que estão sem reajuste ao longo dos últimos anos e seus direitos legais são negados pelo prefeito. As escolas enfrentam problemas de manutenção, falta de recursos materiais e pedagógicos. A situação não é diferente na saúde, saneamento básico, limpeza e conservação das ruas e calçadas. Mas a prioridade do prefeito é construir uma obra de R$ 820 milhões que irá beneficiar principalmente a construtora e os carros particulares!
Se a juíza estivesse de fato preocupada com a mobilidade urbana da população, como cita em seu despacho, deveria saber que em Salvador por volta de 40% da população anda a pé por não ter como pagar a tarifa de ônibus e que 25% desses sofrem acidentes ortopédicos pela péssima condição das calçadas. E deveria saber que o contrato firmado entre a prefeitura e as empresas em 2014 só uma cláusula é efetivamente cumprida: o aumento anual da tarifa.
Os ônibus continuam velhos, sujos, as linhas foram reduzidas, o tempo de espera nos pontos aumentou. Nada do que está no contrato foi cumprido pelo prefeito ou pelas empresas.
A população só resta continuar lutando, esse sempre foi o recurso que ao longo da história nos restou para defender nossos direitos.
Por Walter Takemoto no Facebook  11/07/2018

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Todas as crenças em favor da Natureza - Não ao BRT

Manifestações  👪👫

Ato inter-religioso realizado no sábado(07) em Salvador no canteiro central da Av. Juraci Magalhães Jr. em defesa d da Natureza pelo Movimento Não ao BRT em conjunto com outros movimentos sociais e entidades participantes,contra o arbítrio do BRT que a prefeitura da cidade quer implantar no local,que provocará o corte de 579 árvores e o tamponamento (encapsulamento) de dois rios urbanos, para construção de "viadutos e elevados" com 4 faixas para o transporte individual e apenas duas para o transporte público.




Foto - Pregopontocom

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Movimento Não ao BRT Salvador reúne todas as crenças a favor da natureza

Ativismo/Mobilização    👪👫

A cerimônia vem para reforçar a luta do movimento em defesa da área verde ameaçada pelo projeto de BRT da prefeitura de Salvador. A idealizadora do ato, Ferna Almeida, defende que independente da religião e concepção de mundo, as expressões da natureza são obras do criador e, portanto, merecedoras de serem protegidas e reverenciadas

Ascom Gambá
Fotos - Pregopontocom
O Movimento Não ao BRT vai realizar neste sábado, dia 7, um ato inter-religioso para celebrar a natureza e reunir vozes de lideranças espirituais de diversos segmentos pedindo uma cidade mais democrática, sustentável e participativa. A celebração acontece às 14h, na área verde da avenida Juracy Magalhães Jr, em frente ao Hospital Aliança. Todas e todos, de qualquer religião, ou sem religião, são bem vindos.
A cerimônia vem para reforçar a luta do movimento em defesa da área verde ameaçada pelo projeto de BRT da prefeitura de Salvador. A idealizadora do ato, Ferna Almeida, defende que independente da religião e concepção de mundo, as expressões da natureza são obras do criador e, portanto, merecedoras de serem protegidas e reverenciadas: "O objetivo é fortalecer os motivos que temos para celebrar a vida, o bem, o belo, os encontros e o respeito. Juntar cores e crenças para que as diferenças se dissolvam e nos reconheçamos todos humanos, parte de uma natureza abundante, mágica e vibrante. Queremos ser ouvidos com respeito e reconquistar o direito à cidade, a viver bem, integrados com o meio - que também é extensão da nossas casas, emoções e saúde. O intuito é celebrar a vida existente nessa área verde e dentro de nós, alimentar a Terra de amor, assim como ela faz conosco", explica.
Estarão presentes lideranças espirituais de diversas religiões - diferentes vertentes do cristianismo, judaísmo, umbanda, candomblé, budismo, xamanismo e movimento hare krishna - entoando mantras, orações, preces, danças e pregações à favor da vida. Como acontece normalmente nas atividades do movimento, tudo será costurado por música e performances artísticas. É uma atividade para todas as idades e recomenda-se vir de branco, trazer flores e velas para o altar, além de frutas para partilhar.
A reunião de diferentes credos emanando energia contra o BRT vem em boa hora. A luta contra o projeto quase bilionário da prefeitura de Salvador, que já destruiu parte da área verde no canteiro central da Avenida Juracy Magalhães Jr, está em momento decisivo: o movimento espera que em breve saia resposta ao pedido de liminar para suspender as obras. O pedido foi realizado em ações judiciais dos Ministérios Públicos Federal e Estadual e também pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil. A juíza da 14ª vara federal ouviu as partes do processo em audiência de conciliação e avalia-se que já tenha elementos necessários para decidir.

Os impactos do BRT ao meio ambiente
O projeto do BRT da prefeitura de Salvador vem sendo criticado por especialistas de diversas áreas, mobilidade, arquitetura e meio ambiente. As ações judiciais também apontam ilegalidades nos processos licitatórios, no contrato e processo participativo insuficiente. Mas o que tem comovido a população de Salvador são os impactos ao meio ambiente e a perda de uma das poucas áreas verdes que restam na cidade.
A prefeitura pretende implantar os elevados do BRT nos canteiros centrais das Avenidas Vasco da Gama, Juracy Magalhães Jr e Antônio Carlos Magalhães. Nas duas últimas existem hoje áreas verdes, com árvores enormes e muito antigas, e correm os remanescentes do rio Camarajipe e o rio Lucaia. Ambos teriam trechos revestidos e tamponados caso o projeto se concretize. O canteiro que, apesar da devastação já promovida pela prefeitura, ainda conta com árvores exóticas de grande porte, acolhe um corredor de fauna que liga outras áreas arborizadas da cidade e tem impacto direto no conforto térmico, na absorção da água da chuva e no microclima da região. Tudo isso seria perdido com a implantação do BRT, mesmo com especialistas apontando que existem soluções mais baratas e sustentáveis.

Serviço
Ato Inter-religioso Não ao BRT Salvador
Quando: 07/07/2018, 14h
Onde: Área verde da Av. Juracy Magalhães Jr, em frente ao Hospital Aliança (sentido Lucaia-Iguatemi).

Recomenda-se vir de branco e trazer velas, flores e frutas para partilhar.

Sobre o Movimento Não ao BRT:
O Movimento Não ao BRT Salvador nasceu espontaneamente em abril de 2018, ao mesmo tempo que se erguiam os tapumes para esconder o massacre das árvores no canteiro central da Avenida Juracy Magalhães Jr. Ele se configura como um movimento plural, suprapartidário, com organizações ambientalistas, populares, associações profissionais, militantes de partidos, pessoas que não militam em nenhum partido ou movimento, pessoas com diferentes formações políticas, profissionais e sociais.
Desde o final de abril o grupo tem promovido manifestações todos os domingos no canteiro central da Avenida Juracy Magalhães Jr, realizando panfletagens, discussões sobre as questões ambientais, urbanísticas e de mobilidade envolvidas na obra, mobilizando pessoas para a discussão nas redes sociais e realizando o registro da destruição ocorrida dentro dos tapumes que cercam o canteiro de obras.
Assessoria de Comunicação do Gambá  05/07/2018

quarta-feira, 13 de junho de 2018

MPF AJUIZA AÇÃO CIVIL PÚBLICA CONTRA OBRAS DO BRT DE SALVADOR

BRT de Salvador   🚌

MPF ajuiza Ação Civil Pública com pedido de Tutela de urgência em face da ,União,CFC (Caixa Econômica Federal),Município de Salvador e Consorcio BRT Salvador para suspender obras do BRT de Salvador e repasses do Gov. Federal.

foto - ilustração
Imagem - Facebook/W Takemoto

terça-feira, 12 de junho de 2018

Inema notifica Consorcio e Prefeitura de Salvador em obras do BRT

Meio ambiente  🚌

O pedido aconteceu em função de uma inspeção realizada pelo órgão nas obras do BRT no dia 08/06. Em caso de descumprimento da medida, o Inema  deverá aplicar um auto de infração de multa de acordo com o procedimento realizado. 

Da Redação 
ilustração/arquivo
O Inema (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos) notificou o Consórcio BRT e a Prefeitura Municipal de Salvador onde pede a paralisação da atividade de supressão da vegetação e qualquer outra que cause impacto na fauna local ou nos rios urbanos,nos locais onde estão sendo realizadas as obras. O pedido aconteceu em função de uma inspeção realizada pelo órgão nas obras do BRT no dia 08/06 .Em caso de descumprimento da medida, o Inema  deverá aplicar um auto de infração de multa de acordo com o procedimento realizado. Qualquer obra em local que envolva a fauna do ambiente, só poderá continuar após a manifestação do Inema sobre a Autorização de Manejo de Fauna e a Outorga de intervenção no corpo hídrico.
O resultado da fiscalização feito pelo Inema foi comunicado e debatida em uma audiência realizada hoje na sede do órgão no CAB com a presença de movimentos sociais e da sociedade civil e Secretário do meio Ambiente do Estado presentes ao evento.
Pregopontocom 12/06/2018

domingo, 10 de junho de 2018

Não ao BRT de Salvador - Lapa/Lip

Sustentabilidade  🌱🌴🚌

O BRT de Salvador,Lapa/Lip,além de ser o projeto mais caro do país por km/construído,R$820 milhões por 9,5 km de extensão e 9 estações com elevados e viadutos que incluem 4 faixas para o transporte individual e apenas duas destinadas aos ônibus,terá consequências desastrosas para o meio ambiente com a supressão de 579 árvores, o tamponamento (encapsulamento) de dois rios urbanos o Camarajipe e o Lukaia, e a consequente impermeabilização do solo com agravamento de grandes alagamentos e enxurradas durante os períodos chuvosos. Além de não existir uma demanda que justifique o projeto conceitual,a 1ª faze que compreenderá apenas 2,9Km custará em torno de R$377 milhões.






Dados fornecidos pelo Ministério das Cidades

quarta-feira, 16 de maio de 2018

BRT,com viadutos e elevados para automóveis,para que servem?

Mobilidade 🚌 🚗🚗🚗🚗

Como acreditar em novas promessas de ônibus articulados com piso baixo, motorização traseira,climatizados com suspensão pneumática, para um BRT que gera sérias dúvidas quanto a demanda que comprove a sua real necessidade e nem sabemos se ele será realmente concluído?.... Não se resolve  problemas de "engarrafamentos" no trânsito ampliando o numero de viadutos  elevados e de faixas nas vias existentes de superfície, pois quanto mais novos  espaços forem criados, certamente muito mais carros virão e consequentemente mais engarrafamentos e mais problemas gerados no já caótico trânsito da cidade de Salvador.

Salvador Sobre Trilhos
ilustração
Elevados e viadutos com apenas 2 faixas para os ônibus e 4 faixas para o transporte individual,para quem servem realmente?.... para beneficiar a população que precisa e depende do transporte público? (40% da população de Salvador anda a pé,por incapacidade financeira de suportar o custo das tarifas do transporte ou até pela deficiência do mesmo,apenas 18% usam o transporte individual),ou para beneficiar indiretamente sobre a capa do BRT o transporte individual e a industria do concreto????....É preciso que a população da cidade fique mais atenta a esse debate,principalmente aqueles que,por engano ou falta de informação defendem esse "projeto" esdruxulo  e absurdamente caro,além dos prejuízos ambientais irreparáveis que ele causará.Enquanto isso a prefeitura da cidade ainda não conseguiu sequer cumprir os compromissos assumidos perante a população colocadas na controvertida licitação do transporte por ônibus de Salvador.Onde estão os prometidos e vociferados ônibus climatizados com suspensão pneumática,que foram veementemente prometidos pela Secretaria de Transportes durante a licitação?....Será que se perderam no caminho entre a fábrica e Salvador?.Como acreditar em novas promessas de ônibus articulados com piso baixo,motorização traseira,climatizados com suspensão pneumática para um BRT que gera serias dúvidas quanto a demanda que comprove a sua real necessidade e nem sabemos se ele será realmente concluído?.... Não se resolve  problemas de "engarrafamentos" no trânsito ampliando o numero de viadutos,elevados e de faixas nas vias de superfície,pois quanto mais novos  espaços forem criados,certamente muito mais carros virão e consequentemente mais engarrafamentos e mais problemas gerados no já caótico trânsito da cidade.A solução passa pela restrição inteligente ao uso do transporte individual e a oferta de um sistema de transporte público de qualidade,com frequência estável e definida,um sistema de transportes racional,confortável,com acessibilidade universal,e horários definidos e bem regulados.Uma alternativa para o BRT seria o sistema operacional BHLS já bastante utilizado em países da Europa,América,Ásia e também em algumas cidades brasileiras que já optaram por esse sistema em substituição ao BRT.

sistema BHLS/ilustração
O BHLS nada mais é do que um sistema de ônibus regular operado dentro do conceito troncal do BRT, mais usando a infraestrutura já existente(dispensando grandes obras de infraestrutura pesadas e caras),como faixas exclusivas ao lado direito da via,com fiscalização eletrônica "rígida",sistema semafórico inteligente para priorizar a passagem dos ônibus nos cruzamentos,adequação das baias nas paradas para ônibus articulados,uso de ônibus com "piso baixo" (melhora a acessibilidade,diminui o tempo de permanência nas paradas,diminuindo assim o tempo de viagem,o custo operacional e a poluição ambiental),suspensão pneumática,câmbio automático e motorização traseira ou central,ou ônibus elétricos a bateria que dispensa o uso de rede aérea e catenárias..Retirar dos carros uma das faixas da pista para dedica-la exclusivamente ao transporte público é uma maneira inteligente e mais adequada, já bastante usada, para restringir o uso do transporte individual nos grandes centros urbanos,diminuindo o espaço reservado para os carros,ou seja,á lógica é realmente criar dificuldades para o transporte individual e facilidades para  beneficiar o transporte público.O sistema BHLS (sigla em inglês para ônibus de serviço de alto nível),não deve inclusive ficar restrito apenas como uma alternativa de solução para este caso do BRT Lapa/Lip em Salvador,é também uma alternativa que pode ser utilizada como solução genérica para toda a cidade complementado como o sistema BRS (Bus Rapid Service) compondo uma rede integrada de transportes em conjunto com o Metrô,o VLT(subúrbio),ônibus metropolitanos,sistemas de transportes aquaviários,sub-sistemas alimentadores e complementares.A utilização da integração física e tarifária é a principal ferramenta e extremamente importante para a racionalização e o sucesso de toda a operação do sistema de transportes,ela deverá ter como principal fundamento um sistema de bilhete único, "por tempo de permanência no sistema", sem limite de viagens dentro do período de vigência,com bilhetes flexíveis com faixas de tempos e valores variados.Ser contra o BRT,na forma grosseira como esta sendo proposto,não significa uma rejeição ou discriminação a esse modelo de transportes,mais sim pelas trágicas e negativas consequências que ele trará e deixará como herança desastrosa para o futuro da cidade na forma como está sendo apresentado e proposto para a cidade,inclusive impedindo a  implantação de um novo sistema de transporte no local em função das necessidades que se apresentem no futuro,tornando inviável ou extremamente caro a sua implantação,em função da falta de um planejamento estratégico com visão para médio e longo prazo.
A melhoria do sistema de transporte público passa também por um novo modelo de composição tarifária,com subsídios que ajudariam a sua redução,tornando possível a inclusão de boa parte da população que ainda anda a pé,como instrumento de inclusão social,melhorando também a viabilidade econômica e financeira do sistema.Uma das soluções que poderia ser utilizada como fonte de financiamento da tarifa do transporte público,seria por exemplo a cobrança de uma taxa sobre as tarifas dos estacionamentos públicos e privados,destinando uma parte do pagamento dessas tarifas pagas pelos usuários do transporte individual para compor o custo da tarifa do transporte público beneficiando assim uma maior parcela da população da cidade,o transporte público sendo financiado pelo transporte individual,nada mais do que justo.
Salvador Sobre Trilhos

VEJA TAMBÉM - Porque ser contra o BRT de Salvador

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Porque ser contra o BRT de Salvador

Mobilidade  🚌🚏

Elevados e viadutos com apenas 2 faixas para os ônibus e 4 faixas para o transporte individual,para quem servirá essa obra realmente?.... para beneficiar a população que precisa e depende do transporte público? (40% da população da cidade anda a pé,por incapacidade financeira de suportar o custo das tarifas do transporte ou até pela deficiência do mesmo,apenas 18% usam o transporte individual) ou supostamente para de maneira indireta, sobre o rótolo do BRT beneficiar o transporte individual e a industria do concreto????....

Salvador Sobre Trilhos

É preciso que a população da cidade (Salvador BA) fique mais atenta a esse debate,principalmente aqueles que,por engano ou falta de informação defendem esse projeto extremamente equivocado e e de custo altíssimo.Será ele realmente uma solução para beneficiar os usuários do transporte público,ou apenas uma maneira de favorecer mais uma vez o transporte individual?... Não se combate "engarrafamentos" e "congestionamentos" no trânsito ampliando o numero de viadutos,de  elevados,ou até mesmo o numero de faixas nas vias existentes, pois quanto mais se abre espaços, certamente aparecerão muito mais carros e consequentemente mais engarrafamentos e um trânsito em constante colapso. A solução passa pelo uso racional do transporte individual e a oferta de um sistema de transporte público de qualidade,com frequência estável e regulada,racional,confortável,com acessibilidade universal,e horários definidos e regulados.Para o momento uma alternativa ao BRT,pode ser o sistema BHLS (Bus with High Level of Service) já bastante utilizado em cidades de diversos países no mundo e também em algumas  cidades brasileiras.Um sistema de ônibus operado seguindo o conceito troncal do BRT, mais usando a infraestrutura já existente (dispensando grandes obras caras e pesadas) bem como,faixas exclusivas (existentes ou implantadas) ao lado direito da via,com fiscalização eletrônica "rígida" para evitar invasões,sistema semafórico inteligente para priorizar a passagem dos ônibus nos cruzamentos,adequação das baias nas paradas para ônibus articulados ou alongados,uso de ônibus com "piso baixo" (melhora a acessibilidade,diminui o tempo de permanência nas paradas,diminuindo assim o tempo de viagem,o custo operacional e a poluição ambiental),suspensão pneumática,câmbio automático e motorização traseira ou central (Hibrida ou elétrica).Isolar uma das faixas da pista para dedica-la exclusivamente ao transporte público (aumentando dessa maneira a velocidade média dos ônibus) é uma maneira inteligente já bastante usada para restringir o uso do transporte individual nos grandes centros urbanos,diminuindo o espaço reservado para o mesmo,ou seja,á lógica é realmente criar dificuldades para o transporte individual em benefício do transporte público.O sistema BHLS (sigla em inglês para ônibus de serviço de alto nível),não deve ficar restrito única e exclusivamente apenas como uma alternativa para este caso específico do BRT Lapa/Lip em Salvador,é também uma solução que pode e deve ser utilizada como medida genérica para toda a cidade complementado como o sistema BRS (Bus Rapid Service) compondo uma rede integrada de transportes em conjunto com o Metrô,o VLT(subúrbio),ônibus metropolitanos,sistemas de transportes aquaviários,sub-sistemas alimentadores e complementares.A integração física e tarifária é a principal ferramenta e muito importante para a racionalização,agilidade e sucesso de toda a operação do sistema,e deverá  estar ancorada na implementação do uso do bilhete único "por tempo de permanência no sistema", sem limite de viagens dentro do período de vigência,com bilhetes ou cartões,com tempos e valores variados.A contestação da proposta do BRT Lapa/Lip,não é um movimento pura e simplesmente contra o BRT, mas sim contra a desastrosa maneira como esta sendo proposto e os danos que serão causados,principalmente ao meio ambiente,que serão irreparáveis e danosos para o futuro da cidade e para as próximas gerações,que herdará uma cidade com uma paisagem urbana cinza e poluída,incluindo-se ai o tamponamento de rios urbanos.Um outro fato importante será a criação de dificuldades extremas a necessidade da implantação no futuro próximo de um novo sistema de transporte no local mais adequado a realidade do momento,que poderá tronar-se inviável pois certamente dificultara a sua implantação tornando-a extremamente cara,em função da falta de um planejamento estratégico adequado com visão para médio e longo prazo.
Salvador Sobre Trilhos  11/05/2018

infográfico/Sistema operacional de BRT

infográfico/BHLS

infográfico/BHLS

Canteiro central da
Av. Juraci Magalhães Jr onde passará
o corredor de BRT
Canteiro central da
Av. Juraci Magalhães Jr onde passará
o corredor de BRT













VEJA TAMBÉM - BRT de Salvador- "um telhado sem casa"

domingo, 6 de maio de 2018

BRT DE SALVADOR - A Mobilização ATO 3

Mobilidade/Sustentabilidade  👪🌱

Nesse domingo (06) novamente a sociedade civil se reuniu no canteiro central da Av.Juraci Magalhães Jr,em Salvador, para protestar contra a construção do sistema de BRT Lapa/Lip que irá impactar desastrosamente o ambiente e a paisagem urbana no local, contra o tamponamento de rios e a supressão de 579 árvores ao longo das vias por onde passará o sistema, uma obra totalmente desnecessária e com um custo de construção absurdamente alto.






























sexta-feira, 20 de abril de 2018

Manifestantes dizem não ao projeto do BRT de Salvador

Mobilidade/Sustentabilidade  🚌🌴

O ato nesse domingo protesta contra os impactos ambientais e urbanísticos do projeto de BRT mais caro do Brasil.A mobilização, surgida nas redes sociais, vai reunir pessoas e entidades preocupadas com o impacto ambiental, urbanístico e financeiro do BRT proposto pela Prefeitura de Salvador, com previsão de custo de R$820 milhões.

Ascom Gambá*

O projeto do BRT de Salvador tem encontrado fortes reações negativas na sociedade e vai ser alvo de protesto esse domingo (22). Manifestantes prometem se concentrar a partir das 9h no canteiro central da Avenida Antônio Carlos Magalhães, na altura do Hospital Aliança, onde estão algumas das árvores centenárias que a obra vai destruir. A mobilização, surgida nas redes sociais, vai reunir pessoas e entidades preocupadas com o impacto ambiental, urbanístico e financeiro do BRT proposto pela Prefeitura de Salvador, com previsão de custo de R$820 milhões. 
Um abaixo assinado do Movimento Salvador Sobre Trilhos contra a o corte de 579 árvores previsto na implantação do projeto já recebeu mais de 42 mil assinaturas e a mobilização vem crescendo conforme os tapumes para a obra se instalaram. "Moro na Cidade Jardim, cheguei de viagem, vi essa placa e tudo cercado, tomei um susto. Nesse dia nem consegui dormir e fiquei pensando em como conseguiríamos barrar esse absurdo. Já tinha ouvido falar sobre o BRT, mas não imaginava que já estava tão avançada a implantação. Postei sobre isso em minhas redes, vi que já haviam pessoas mobilizadas e procurei contato. O que me moveu primeiramente foi a questão das árvores, mas depois fui vendo que é muito mais grave, com o tamponamento dos rios. É uma atrocidade que estou vendo da minha janela", relata a estudante de cinema da UFRB, Claudia Ferrari.

Projeto controverso
A prefeitura está iniciando a obra pelo trecho entre o Parque da Cidade e o Iguatemi, na segunda fase será feita a ligação entre o parque da cidade e a Lapa, completando a ligação Lapa-Iguatemi. A intervenção tem sido criticada duramente por urbanistas e técnicos da área de mobilidade. Paulo Ormindo declarou ao Portal Metro 1 que a concepção da obra é atrasada: "Hoje, no primeiro mundo, na Europa, nos Estados Unidos, você tem linhas de ônibus expressas que correm numa faixa exclusiva, mas que não precisa fazer viadutos.Essa solução, tal como está concebida [em Salvador], na verdade está ultrapassada", explicou o professor da UFBA. 
Para Luis Prego Brasileiro, do Movimento Salvador Sobre Trilhos, o projeto do BRT está voltado, na verdade, ao transporte individual. Ele explica que os viadutos e elevados do projeto, que representam quase 50% do custo da obra, serão compartilhados com carros, criando uma via expressa entre a Lapa e o Iguatemi. O problema que tem sido apontado por urbanistas é que elevados e viadutos dificultam a vida de pedestres e criam espaços degradados na cidade, desvalorizando imóveis, gerando ruído e poluição e criando áreas sombreadas que viram focos de violência. Os casos dos elevados da Avenida Perimetral, no Rio de Janeiro, e do Minhocão, em São Paulo, são emblemáticos e causaram notória degradação no seu entorno. A primeira foi demolida e, no Minhocão, estuda-se a implantação de um parque urbano.
Carl Von Houenschild, do Instituto dos Arquitetos e Urbanistas do Brasil, também aponta que o projeto não foi suficientemente discutido com a sociedade, que entidades têm solicitado o projeto final sem sucesso e não se sabe como será feita a passagem do BRT pelo Dique do Tororó, patrimônio cultural e paisagístico de Salvador. Segundo ele, o Iphan ainda não foi consultado sobre a obra.

Impactos ambientais
A implantação do projeto do BRT será feita nos canteiros centrais das Avenidas Vasco da Gama, Juracy Magalhães Jr e Antônio Carlos Magalhães. Nas duas últimas existem hoje áreas verdes, com árvores centenárias, e correm os remanescentes do rio Camarajipe e o rio Lucaia. Ambos teriam trechos revestidos e tamponados. Além da destruição dos rios que já é grave por si só, há o risco de agravar os alagamentos que já ocorrem na área. "Havendo cobertura, os rios são enclausurados, fecha superiormente o espaço para o escoamento das águas, ao que se somam os esgotos que eles recebem. Essa estrutura de tamponamento também permite menos acesso. O lixo e o assoreamento, que certamente vão continuar existindo enquanto isso não for tratado a sério, ao se acumularem nos trechos canalizados, terão que ser criados acessos para fazer a limpeza, o que fica bem mais difícil e oneroso. Ainda mais oneroso do que a dragagem que é feita para desobstruir os rios e canais quando ainda abertos, o que já é um absurdo", explica Lafayette Luz, professor especialista em águas da UFBA.
Também é intensamente criticado o corte de 579 árvores dos canteiros centrais, algumas centenárias, em uma das poucas áreas verdes restantes em Salvador. A prefeitura de Salvador tem divulgado que o número de árvores erradicadas será menor e que realizará compensação plantando 2.000 mudas, mas os dados que indicam apenas 154 supressões referem-se somente ao trecho iniciado agora. O número total de supressões para o projeto todo, apontado pela própria prefeitura no Estudo de Impacto Ambiental, é de 579. Para Renato Cunha, coordenador executivo do Grupo Ambientalista da Bahia, o plantio de mudas que tem sido anunciado pela prefeitura como compensação não resolve o problema: "Precisa arborizar a cidade, mas nada compensa a retirada dessas árvores, gerando uma paisagem toda acimentada na região da Avenida Juracy Magalhães".
*Colaboraram Juliana Ferreira/Salvador Sobre Trilhos
Ascom Gambá  20/04/2018

Obra do BRT Salvador tem o valor mais alto entre várias capitais do País

Mobilidade  🚌

De acordo com dados do Ministério das Cidades fornecidos para o movimento Salvador Sobre Trilhos, em comparação com Rio de Janeiro (RJ), Belém (PA), Recife (PE), Brasília (DF), Fortaleza (CE), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), entre outras, o valor por cada quilômetro implantado na capital da Bahia chega a custar o triplo das demais. conta destas diferenças, a vereadora petista Marta Rodrigues cobrou explicações da prefeitura e pediu mais transparência na implantação do BRT.

Roy Rogeres - A Tarde
foto - divulgação
Com o custo estimado entre R$ 68,3 milhões e R$ 117 milhões por quilômetro (km) construído e investimento previsto de R$ 820 milhões, a obra do BRT Salvador se configura como a mais cara dentre várias capitais brasileiras. De acordo com dados do Ministério das Cidades fornecidos para o movimento Salvador Sobre Trilhos, em comparação com Rio de Janeiro (RJ), Belém (PA), Recife (PE), Brasília (DF), Fortaleza (CE), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), entre outras, o valor por cada quilômetro implantado na capital da Bahia chega a custar o triplo das demais.
Por conta destas diferenças, a vereadora petista Marta Rodrigues cobrou explicações da prefeitura e pediu mais transparência na implantação do BRT.
O trecho 1 do BRT compreende a área da Avenida ACM entre o Parque da Cidade, na entrada do Itaigara, e o Iguatemi, em frente à rodoviária.
Este trecho faz parte do projeto Corredores de Transporte Coletivo Integrado de Salvador e possui 2,9 km, no qual serão construídos cinco viadutos.
O trecho 2 (segunda etapa) do BRT tem previsão de implantar 5,5 km de corredores exclusivos que partirão da estação da Lapa, no centro da cidade, até a região do Iguatemi (ligará a Estação da Lapa ao Parque da Cidade).
O custo orçado é de R$ 412 milhões, sendo R$ 300 milhões de repasses da União. Outros R$ 112 milhões serão financiados pela Caixa Econômica Federal. Já o terceiro trecho que vai do Parque da Cidade até a Pituba, no Posto dos Namorados, é uma expansão de 1,8 km e contará com duas estações e um terminal.
O trajeto completo do projeto interligará a Estação da Lapa ao Iguatemi e implantará vias exclusivas de fluxo contínuo para o sistema no corredor formado pelas avenidas Juracy Magalhães, Lucaia e ACM.

Justificativa
Para a vereadora líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador, Marta Rodrigues (PT), não havia necessidade da implantação do BRT para este trajeto, uma vez que já existe o sistema viário desenvolvido no trecho Lapa-Iguatemi, inclusive com o metrô, ao contrário das áreas mais carentes do município.
Em abril do ano passado, Marta Rodrigues enviou ofício à prefeitura cobrando o estudo que baseia a implantação do BRT com trecho inicial de 2,9 km por R$ 376 milhões, de acordo com edital, ligando a estação da Lapa ao Iguatemi.
Entretanto, diz não ter obtido respostas. Este mês, ela voltou a solicitar do executivo municipal os estudos de impacto de vizinhança e ambiental com a construção dos quatro elevados previstos no projeto. Mas são os valores da obra, comparados as implantações em outras cidades, o que mais lhe chamam a atenção.
“Além de ser ultrapassado, tem um valor exorbitante que destoado que foi gasto com o mesmo modal nas principais capitais. O custo por quilômetro do BRT em Salvador é duas vezes maior que o do Rio de Janeiro. Qual a explicação para o gasto de dinheiro público com um modal que não vai atender bem a cidade?”, questionou, ao exigir da prefeitura explicações e transparência.
A vereadora levantou outros problemas que considera graves, a exemplo da construção de quatro elevados somente no trecho 1 e dos tamponamentos dos rios Camarajibe e Lucaia, com a derrubada de 579 árvores.
“Somente a construção dos elevados representa R$ 179.350.079,85. Elevados são obsoletos, estão sendo derrubados, a exemplo da perimetral do Rio de Janeiro. Além disso, a prefeitura vai cortar 579 árvores”, lamentou.
Fonte - A Tarde 20/04/2018

terça-feira, 3 de abril de 2018

QUE CORTEM AS ÁRVORES,TAMPEM OS RIOS,MAS SALVEM O BRT

Salvador Sobre Trilhos 🚌🚗🚌🚗 

Na contramão do novo conceito urbanístico hoje disseminado e apregoado nas grandes cidades do mundo desenvolvido,onde viadutos e elevados estão sendo removidos para dar espaço a pratica da  política urbana de "cidades para pessoas" estimulando uma melhor convivência urbana e social,onde rios tamponados e poluídos estão sendo arejados,recuperados,revitalizados e voltando a fazer parte da paisagem urbana,humanizando as cidades amenizando o clima e melhorando a qualidade de vida da população,Salvador "drasticamente" anda no sentido inverso para torna-se uma cidade "cinza" e amorfa.

Salvador Sobre Trilhos*
imagem/ilustração
Se o projeto de BRT Lapa/Lip(Iguatemi)  vir a  ser concretizado na forma como foi concebido originalmente,poderá trazer consequências e sequelas lastimáveis para o futuro da cidade no plano urbano e da mobilidade,e certamente não trará nenhum benefício a cidade,por ser um projeto sem sentido e mal construído.Seria um projeto para construção de elevados e viadutos?,um projeto "cimenteiro" abrigado sobre o guarda-chuva do BRT?!. E quais as alternativas para se contrapor esse esquartejamento urbano????......  - Um projeto de BHLS (Bus with High Level of Service)um sistema mais simples com custo e tempo de implantação extremamente inferiores,além de não impactar de maneira tão severa e critica o tecido urbano o ambiente urbano e a paisagem local,corrigindo-se o trajeto e dividindo o sistema em duas linhas traria inúmeras vantagens não só para a mobilidade nas zonas de influência bem como no sistema de transportes públicos da cidade de maneira mais genérica.O sistema BHLS já adotado em varias partes do mundo e também em algumas cidades brasileiras vem substituindo os sistemas de BRT com inúmeras vantagens. O projeto que seria composto por duas linhas de BHLS, a 1ª e principal faria a ligação da Estação Metro/Rodoviária com os bairros Itaigara/Pituba utilizando a maior parte da infraestrutura já existente (faixas exclusivas de ônibus atualmente subutilizadas),a adaptação das baias e paradas de ônibus para os articulados com piso baixo,implantação de rede de semáforos inteligentes privilegiando a passagem dos ônibus e fiscalização eletrônica para coibir invasões e evasões nas faixas destinadas exclusivamente aos ônibus.Para esta linha bastaria a construção de um único viaduto (Comercial Ramos/Parque da Cidade - sentido
Itaigara).

ilustração demonstrativa
O sistema que atenderia uma demanda semelhante ao BRT e faria uma importante ligação integrando todos os bairros (residenciais e comerciais)nas bordas da Av. ACM em todo esse trajeto,com três (03) vetores importantes da cidade através da ligação com o sistema metroviário (estação Rodoviária) e outras localidades através do sistema de ônibus convencionais via integração.A 1ª ligação seria com o vetor Rodoviária/Acesso Norte/Bonocô/Lapa,a 2ª ligação seria com o vetor  Rodoviária/Acesso Norte/Pirajá/Aguas Claras,BR-324 RMS além dos bairros de Castelo Branco/Cajazeiras.A 3ª ligação seria com o vetor  Rodoviária/Av. Paralela/Mussurunga/Aeroporto/Lauro de Freitas/RMS. Uma importante demanda cruzada (em dois sentidos),seria beneficiada por esse sistema. - A 2ª linha de BHLS nos mesmos moldes da 1ª, seria a ligação Lapa/Av.Garibalde/Av.Juraci Magalhães Jr./Av.ACM sentido Itaigara/Pituba (Apenas um viaduto de cruzamento da Av.Garibalde/Av.Juraci Mag.Jr sobre a Av. Vasco da Gama seria construído).

ilustração demonstrativa
A Av. Vasco da Gama não se enquadra nesse projeto por questionamentos ref. a demandas de passageiros. Essa certamente seria uma opção mais viável,causando o mínimo de danos ao meio ambiente e ao tecido urbano da cidade com prováveis resultados positivos para a mobilidade em nossa cidade.A imposição de um projeto para a cidade,sem a participação da sociedade civil num debate franco e aberto sobre o mesmo,não trará benefícios nenhum para a cidade e para a sua população,alem dos danos que porventura causará,deixando uma herança nociva que custará muito caro para ser removida,repensada e reparada.
*Salvador Sobre Trilhos - Mobilidade e Sustentabilidade.Movimento ativista com 10 anos de atividades e atuação dedicadas aos temas.
Salvador Sobre Trilhos/Pregopontocom  03/04/2018

VEJA TAMBÉM - BRT de Salvador "Um telhado sem casa"

domingo, 24 de dezembro de 2017

Justiça suspende edital do BRT de Salvador

Transportes/BRT  🚌

A empreiteira Queiroz Galvão alegou que, a comissão restringiu a abertura de propostas de preços às que foram classificadas com base apenas na análise de um item específico das propostas técnicas.A decisão liminar foi proferida pelo juiz plantonista João Batista Alcântara Filho

Tribuna da Bahia 20/12/2017
foto - ilustração/arquivo
A empreiteira Queiroz Galvão obteve na Justiça uma liminar que suspendeu todos os atos ligados ao edital referente à construção do Bus Rapid Transit (BRT) em Salvador. Segundo alegou a empresa, a comissão restringiu a abertura de propostas de preços às que foram classificadas com base apenas na análise de um item específico das propostas técnicas.
Para a companhia, o ato representou "perigo de dano", principalmente considerando "a proximidade do recesso forense com o tempo de tramitação de recurso dentro do sistema de distribuição".
O prefeito ACM Neto comentou a suspensão da licitação e destacou que o processo judicial não possuía mais objeto por ter sido protocolado tardiamente."A judicialização do BRT foi tardia. O processo licitatório já foi concluído e a nossa perspectiva é que as obras físicas comecem no final de fevereiro ou início de março. O processo judicial perdeu o objeto", declarou o gestor, durante almoço nesta quarta-feira (20) para apresentar o balanço do ano à imprensa. As informações são do Metro 1.
Fonte  - Tribuna da Bahia  24/12/2017

VEJA TAMBÉM - BRT de Salvador, "um telhado sem casa"

domingo, 25 de junho de 2017

BRT de Salvador, "um telhado sem casa"

Mobilidade  🚌& 🚇

Salvador é uma cidade que possui um dos piores e mais caros sistema de transporte público por ônibus do país. Não só a prestação de serviço é muito ruim, com ônibus de baixa qualidade no geral com um grande percentual da frota envelhecida, além de um sistema operacional obsoleto e ineficiente. Ao invés de dedicar esforços para resolver estas questões mais urgentes, bem como a emperrada integração física e tarifária, a prefeitura se perde na tentativa de emplacar um BRT inviável, contestável, absurdamente caro com consequências lastimáveis para o meio ambiente, para o tecido urbano da cidade  e as prováveis cicatrizes que permanecerão nos mesmos.

A.Luis
Pregopontocom
Salvador Sobre Trilhos

imagem ilustração
*O debate que ora toma conta da cidade sobre o controverso projeto do BRT da Prefeitura de Salvador,denominado Lapa/Iguatemi/Lip,ligando a estação intermodal de transbordo da Lapa,através de um corredor passando pela Av. Vasco da Gama,Av. Juraci Magalhães Jr.,e Av. ACM (no trecho da saída da Av.Juraci Magalhães Jr até o Iguatemi) chegando a estação Rodoviária (intermodal) na região do Iguatemi,vai se fortalecendo,a medida que a sociedade civil aos poucos vai tomando conhecimento dos efeitos e consequências negativas que esse projeto,caso seja concretizado, deixara como legado para a nossa cidade.
Muitos órgãos de imprensa limitam-se a noticiar argumentos dos lados contrários,os que defendem e os que criticam,porém sem entrarem no verdadeiro âmago do debate,e ao menos formularem questionamentos sobre a validade ou inviabilidade do tal "projeto",esse debate limita-se e ferve nas redes e nos Blogs alternativos que se dedicam especialmente ao tema da Mobilidade Urbana.
Questões importantes que impactam a mobilidade em nossa cidade e que precisam com mais urgência serem equacionados pela Prefeitura através da Semob tais como a integração física e tarifária intermodal,ônibus>Metrô>ônibus,a questão da racionalização e remanejamento das linhas existentes,dentro de um planejamento rigorosamente criterioso,adequando o sistema a nova realidade do transporte público da cidade com a chegada do Metrô,evitando assim a continuidade da existência de linhas longas e improdutivas (situação a ser resolvida com o sistema de integração intermodal) e a grande quantidade de ônibus vazios que circulam pela cidade,muitas vezes sendo flagrados andando em comboios,afetando drasticamente dessa maneira o custo operacional do transporte,debitando o ônus do alto custo da sua irracionalidade "na tarifa" paga pelos usuários do sistema.A racionalização do serviço com uma integração bem articulada,não só será benéfica para os usuários como será também para os operadores do sistema,pois,automaticamente terão por consequência uma redução substancial nos seus custos operacionais.
Persistir nessa teimosia descabida de construir um sistema de BRT contestável,sem antes solucionar e equacionar os problemas urgentes e necessários que travam a operacionalidade racional do sistema de transporte público afetando a "mobilidade", como todo,aumentando custos com reflexos econômicos e sociais extremamente negativos para a cidade e para a sua população,é como construir "um telhado sem casa",ou seja tentar colocar um telhado antes mesmo da casa ser construída.

*) Entrando agora no assunto específico do BRT apresentaremos aqui alguns dados do projeto:

Custos
Custos estimados em $820 milhões assim distribuidos - Valor da OGU = R$300 milhões /  Valor do Empréstimo = R$300 milhões / Valor da contrapartida do setor público R$220 milhões / Valor do investimento  R$820 milhões

Dados do Min. das Cidades (Clik para ampliar)
Resumo BRT Lapa – Iguatemi - Pacto pela Mobilidade

Empreendimento composto por dois trechos de acordo com as respectivas fontes de recursos:
* BRT Lapa-Iguatemi - Trecho 1 – Financiamento: trecho entre a Estação ACM (interseção da Av. ACM com a Av. Juracy Magalhães Jr.) e o Iguatemi (Ligação Iguatemi - Paralela);
* BRT Lapa-Iguatemi - Trecho 2 - OGU - trecho entre a Lapa (início da via exclusiva da Vasco da Gama) e a Estação ACM (interseção da Av. ACM com a Av Juracy Magalhães Jr.);
O empreendimento em fase de contratação, tanto OGU quanto FIN:
* OGU – depende de empenho para a contratação, documentação técnica em etapa avançada de análise. Entretanto, para o empenho será necessário que o município aprove o Plano de Mobilidade Urbana conforme a lei nº12.587 de 03 de janeiro de 2012. A previsão de aprovação do mesmo está para novembro/2015.
* FIN – Já habilitada, em análise na STN, entrada em 02/04/2015. Há pendências de engrenharia, documentação técnica não entregue. Previsão de solução para dia 15/06/2015.
Empreendimento Programa Tomador Valor do OGU Valor de Empréstimo Valor de Contrapartida Setor Público Valor de Contrapartida Setor Privado Valor de Investimento Situação
BRT Lapa-
Iguatemi Pacto pela Mobilidade P 300.000.000,00 300.000.000,00 220.000.000,00 0 820.000.000,00 Em contratação


Impactos ambientais
A construção do sistema deve suprimir cerca de 579 árvores existentes no canteiro central da Av. Juraci Magalhães Jr além do tamponamento do córrego no centro do mesmo,braço remanescente (ainda ativo) do rio Camarajipe que teve o seu curso desviado em 1970 pelo DNOS (Depto. Nacional de obras e Saneamento) na região do Iguatemi através de um canal artificial ligando-o ao Rio Pernambués indo os dois desembocar na praia do Jardim de Alah no Costa Azul.Essa intervenção do DNOS deu´se em virtude das enchentes que afetavam grande parte do bairro do Rio Vermelho durante as suas cheias.A supressão de árvores tem influência bastante negativa no clima da cidade reforçada pela substituição das mesmas por obras de arte de concreto.O tamponamento do rio limita a sua capacidade de carga hídrica nas temporadas de chuvas fazendo com que o excesso dás águas pluviais corram pela superfície dando origem a enxoradas e grandes alagamentos,o que já se tornou uma constante em Salvador,pois não se pode simplesmente atribuir ao tamponamento de um rio urbano o título de obras de drenagens.
Enquanto inúmeras cidades no mundo optam agora por recuperarem os seus rios urbanos devolvendo-os "sadios" as cidades e a população das mesmas,consequentemente harmonizando o clima e o ambiente urbano de convivência,esse projeto vai no sentido inverso dessa nova ordem "urbana" mundial,quando decididamente poderíamos muito bem pular essa fase antiga,já passada e retrograda. 

Elevados e Viadutos
Entre elevados e viadutos serão 10 construídos ao todo além das estações em nível elevado,numa clara agressão ao tecido urbano da cidade,com a supressão da paisagem natural existente e interferência no clima do local provocado pela grande quantidade de concreto das obras de artes a serem erguidas.

Pesquisas OD
As pesquisas OD (origem e destino) não aparentam ser muito claras,no que se refere principalmente
a OD Lapa/Iguatemi "especificamente",não encontramos nenhuma citação nesse sentido,e deixam duvidas se  o fluxo de passageiros justificaria o sistema tendo o corredor da AV. Vasco da Gama como parte do seu trajeto.

Clik para ampliar
A melhor solução
A rota Lapa/Iguatemi,hoje já é coberta pelo sistema metroviário,realizando esse percusso em 15 minutos com 6 paradas´intermediárias,includa ai a estação Rodoviária,certamente não terá nem um ganho substancial com a inclusão de um sistema sobre pneus de capacidade inferior de atendimento de demanda,(Metrô = 80mil pasgs/h.sentido - BRT19mil passgs./h.sentido) ainda que por uma rota alternativa com demanda questionável principalmente na Av. Vasco da Gama,salve-se o trecho compreendido entre o Parque da Cidade e o Iguatemi incluso no trajeto,assim sendo o futuro desse BRT poderá ser incerto.
A solução alternativa com custos bastante reduzidos,sendo menos agressiva ao tecido urbano da cidade,bem com o aproveitamento da infraestrutura existente, com uma grande perspectiva de demanda,seria a implantação de um sistema BHLS (Bus with High Level of Service) uma opção mais moderna e mais leve de sistema de corredor de ônibus já bastante adotada em várias cidades pelo mundo e também em algumas cidades brasileiras que desistiram do projeto de BRT a favor do BHLS como Palmas e Londrina.A cidade de São Luis (MA) apesar de equivocadamente usar o nome de BRT também já esta pondo em prática o seu projeto.
Teríamos então um sistema BHLS no corredor da Av. ACM,alimentando o Metrô e articulado com o sistema convencional de ônibus,ligando a estação multimodal Rodoviária ao Itaigara/Pituba,bairros com forte e potencial demanda de passageiros de origem residencial e comercial nos dois sentidos,além da abrangência nos bairros lindeiros ao longo da avenida.Este corredor exigiria a construção de um único viaduto,sentido ladeira do Canto da Cruz,logo após a Comercial Ramos a entrada do Parque da Cidade.
Este sistema possibilitaria ligações importantíssimas através da integração do sistema Metroviário e entre toda essa região margeada a Av.ACM com três (03) vetores distintos da cidade, - a 1ª) uma ligação como Bonocô/Lapa/Centro, a 2ª) ligação seria com a AV.Bairros Reis/Br.324/RMS e bairros lindeiros, a 3ª ligação seria a Av. Paralela/São Cristóvão/Lauro de Freitas e RMS.
Com potencial demanda este corredor terá tudo para se tornar operacionalmente e também economicamente viável e produtivo.Para sua implantação seria necessário apenas a construção de um único viaduto,o aproveitamento da faixas exclusivas já existentes,mais nunca usadas de maneira persistente,a adequação das baias e pontos de parada (no trecho entre o Parque da Cidade e o Parque Julio Cesar estas obras estão inclusive já sendo realizadas),a implantação de sistema de fiscalização eletrônica para evitar invasões e evasões e de sistemas de semáforos inteligentes privilegiando a operação do sistema e o monitoramento eletrônico de toda a operação.Além de tudo isso o BHLS,devido a sua estrutura mais simples e mais leve,causaria um impacto muito menor no futuro com a diminuição de custos,caso haja a necessidade da implantação de um sistema de transportes de alta capacidade para atender ao crescimento da demanda na região ao longo dos anos.
Quanto custaria isso?....e qual seria o seu real beneficio?

Ilustração/Salvador Sobre trilhos


viaduto sentido Iguatemi/Pituba - Ilustração/Pregopontocom - Google Maps 

Considerações finais
Ainda sobre o elevado custo do projeto,faz-se necessário esclarecer que o debate sobre o mesmo não pode se restringir única e exclusivamente aos valores a ele destinados.Há um custo que vaga escondido pelas sombras do ref. projeto.O custo ambiental será altíssimo,a supressão do verde que atua como um filtro do ar na região de toda a Av. Juraci Magalhães,o tamponamento do rio que limitará a carga hídrica do mesmo,a impermeabilização do canteiro central,e a grande quantidade de concreto que será despejada na região com a construção dos elevados e viadutos (obras de arte),trarão consequências danosas para o clima local,tando na qualidade do ar como na temperatura.Além de interferir negativamente na convivência urbana local,deixará como herança um legado desastroso a ser reparado em futuro próximo.
Se faz necessário que a prefeitura coloque esse projeto independente de audiências que por ventura já tenham sido realizadas, sobre um amplo,abrangente e conjunto debate com a sociedade civil,e com diversas entidades como,o CREA,o Instituto de Arquitetura o CAU,MPE,Fac. de Arquitetura,Esc. Politécnica e tantas outras,que poderão participar opinar e certamente dar a sua colaboração substanciosa,para elaboração e construção de um projeto de consenso que possa se torna-lo viável e benéfico para a cidade,ao invés de se tornar apenas um grande "monstrengo" com o qual Salvador se verá obrigada a conviver por herança,fruto de uma imposição vaidosa,arbitrária e desnecessária.Tentar dar seguimento a construção de um projeto visivelmente equivocado ao invés de priorizar soluções para problemas mais urgentes,como a integração intermodal,a racionalização e remanejamento das atuais linhas de ônibus,investir na renovação,na melhoria da qualidade,no conforto,e na modernização da atual frota de ônibus,dar agilidade ao sistema proporcionando viagens com tempo de duração mais curto aos seus usuários,repetimos, é tentar colocar um telhado em uma casa que ainda não foi construída,é tentar esconder sobre a "capa do BRT" a construção de vários elevados e viadutos e a consequente impermeabilização do canteiro central de uma Av.que ainda respira verde,isso, não parece ser algo justo para com a nossa cidade,para com o seu patrimônio,para com o seu futuro e muito menos para a sua população.Salvador decididamente não merece isso.
Pregopontocom  25/06/2017

*O conteúdo dessa matéria,referente ao projeto do BRT Lapa/Iguatemi/Lip, é fundamentado em informações existentes no projeto do BRT,fornecidas ao Ministério das Cidades pela Prefeitura de Salvador, e obtidas através de consulta publica nossa,pleiteada com base na Lei de Acesso a Informação (Lei nº 12.527/2011).


Ilustrações
  












viadutos e elevados para ônibus
 e outros veículos





VEJA TAMBÉM - QUE CORTEM AS ÁRVORES,TAMPEM OS RIOS,MAIS SALVEM O BRT