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quarta-feira, 16 de maio de 2018

BRT,com viadutos e elevados para automóveis,para que servem?

Mobilidade 🚌 🚗🚗🚗🚗

Como acreditar em novas promessas de ônibus articulados com piso baixo, motorização traseira,climatizados com suspensão pneumática, para um BRT que gera sérias dúvidas quanto a demanda que comprove a sua real necessidade e nem sabemos se ele será realmente concluído?.... Não se resolve  problemas de "engarrafamentos" no trânsito ampliando o numero de viadutos  elevados e de faixas nas vias existentes de superfície, pois quanto mais novos  espaços forem criados, certamente muito mais carros virão e consequentemente mais engarrafamentos e mais problemas gerados no já caótico trânsito da cidade de Salvador.

Salvador Sobre Trilhos
ilustração
Elevados e viadutos com apenas 2 faixas para os ônibus e 4 faixas para o transporte individual,para quem servem realmente?.... para beneficiar a população que precisa e depende do transporte público? (40% da população de Salvador anda a pé,por incapacidade financeira de suportar o custo das tarifas do transporte ou até pela deficiência do mesmo,apenas 18% usam o transporte individual),ou para beneficiar indiretamente sobre a capa do BRT o transporte individual e a industria do concreto????....É preciso que a população da cidade fique mais atenta a esse debate,principalmente aqueles que,por engano ou falta de informação defendem esse "projeto" esdruxulo  e absurdamente caro,além dos prejuízos ambientais irreparáveis que ele causará.Enquanto isso a prefeitura da cidade ainda não conseguiu sequer cumprir os compromissos assumidos perante a população colocadas na controvertida licitação do transporte por ônibus de Salvador.Onde estão os prometidos e vociferados ônibus climatizados com suspensão pneumática,que foram veementemente prometidos pela Secretaria de Transportes durante a licitação?....Será que se perderam no caminho entre a fábrica e Salvador?.Como acreditar em novas promessas de ônibus articulados com piso baixo,motorização traseira,climatizados com suspensão pneumática para um BRT que gera serias dúvidas quanto a demanda que comprove a sua real necessidade e nem sabemos se ele será realmente concluído?.... Não se resolve  problemas de "engarrafamentos" no trânsito ampliando o numero de viadutos,elevados e de faixas nas vias de superfície,pois quanto mais novos  espaços forem criados,certamente muito mais carros virão e consequentemente mais engarrafamentos e mais problemas gerados no já caótico trânsito da cidade.A solução passa pela restrição inteligente ao uso do transporte individual e a oferta de um sistema de transporte público de qualidade,com frequência estável e definida,um sistema de transportes racional,confortável,com acessibilidade universal,e horários definidos e bem regulados.Uma alternativa para o BRT seria o sistema operacional BHLS já bastante utilizado em países da Europa,América,Ásia e também em algumas cidades brasileiras que já optaram por esse sistema em substituição ao BRT.

sistema BHLS/ilustração
O BHLS nada mais é do que um sistema de ônibus regular operado dentro do conceito troncal do BRT, mais usando a infraestrutura já existente(dispensando grandes obras de infraestrutura pesadas e caras),como faixas exclusivas ao lado direito da via,com fiscalização eletrônica "rígida",sistema semafórico inteligente para priorizar a passagem dos ônibus nos cruzamentos,adequação das baias nas paradas para ônibus articulados,uso de ônibus com "piso baixo" (melhora a acessibilidade,diminui o tempo de permanência nas paradas,diminuindo assim o tempo de viagem,o custo operacional e a poluição ambiental),suspensão pneumática,câmbio automático e motorização traseira ou central,ou ônibus elétricos a bateria que dispensa o uso de rede aérea e catenárias..Retirar dos carros uma das faixas da pista para dedica-la exclusivamente ao transporte público é uma maneira inteligente e mais adequada, já bastante usada, para restringir o uso do transporte individual nos grandes centros urbanos,diminuindo o espaço reservado para os carros,ou seja,á lógica é realmente criar dificuldades para o transporte individual e facilidades para  beneficiar o transporte público.O sistema BHLS (sigla em inglês para ônibus de serviço de alto nível),não deve inclusive ficar restrito apenas como uma alternativa de solução para este caso do BRT Lapa/Lip em Salvador,é também uma alternativa que pode ser utilizada como solução genérica para toda a cidade complementado como o sistema BRS (Bus Rapid Service) compondo uma rede integrada de transportes em conjunto com o Metrô,o VLT(subúrbio),ônibus metropolitanos,sistemas de transportes aquaviários,sub-sistemas alimentadores e complementares.A utilização da integração física e tarifária é a principal ferramenta e extremamente importante para a racionalização e o sucesso de toda a operação do sistema de transportes,ela deverá ter como principal fundamento um sistema de bilhete único, "por tempo de permanência no sistema", sem limite de viagens dentro do período de vigência,com bilhetes flexíveis com faixas de tempos e valores variados.Ser contra o BRT,na forma grosseira como esta sendo proposto,não significa uma rejeição ou discriminação a esse modelo de transportes,mais sim pelas trágicas e negativas consequências que ele trará e deixará como herança desastrosa para o futuro da cidade na forma como está sendo apresentado e proposto para a cidade,inclusive impedindo a  implantação de um novo sistema de transporte no local em função das necessidades que se apresentem no futuro,tornando inviável ou extremamente caro a sua implantação,em função da falta de um planejamento estratégico com visão para médio e longo prazo.
A melhoria do sistema de transporte público passa também por um novo modelo de composição tarifária,com subsídios que ajudariam a sua redução,tornando possível a inclusão de boa parte da população que ainda anda a pé,como instrumento de inclusão social,melhorando também a viabilidade econômica e financeira do sistema.Uma das soluções que poderia ser utilizada como fonte de financiamento da tarifa do transporte público,seria por exemplo a cobrança de uma taxa sobre as tarifas dos estacionamentos públicos e privados,destinando uma parte do pagamento dessas tarifas pagas pelos usuários do transporte individual para compor o custo da tarifa do transporte público beneficiando assim uma maior parcela da população da cidade,o transporte público sendo financiado pelo transporte individual,nada mais do que justo.
Salvador Sobre Trilhos

VEJA TAMBÉM - Porque ser contra o BRT de Salvador

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Tarifas de transporte público no Estado do Rio poderão ser alvo de auditoria do TCE

Transportes  🚌 🚇

O TCE oficiou as 91 prefeituras (menos a da capital, que responde ao Tribunal de Contas do Município), os órgãos reguladores e o estado para informarem se a desoneração beneficiou os usuários do serviço, como deveria ter ocorrido. Os que não fizeram a redução tarifária terão de fazer, segundo o tribunal, para “eventual reparação face a manutenção de tarifas superiores à devida.”

EXTRA - RF
foto - ilustração
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) vai fazer uma auditoria nos serviços de transporte público caso as prefeituras e os órgãos estaduais responsáveis não informem se a desoneração fiscal que zerou a cobrança do PIS e Cofins para as empresas, em vigor desde 2013, foi repassada para os passageiros na forma de desconto nas passagens. Como a coluna “Extra, Extra”, da jornalista Berenice Seara, noticiou ontem, o alívio nos impostos beneficiou, além das empresas de ônibus de todos os municípios do Rio, também as concessionárias de metrô e trem.
O TCE oficiou as 91 prefeituras (menos a da capital, que responde ao Tribunal de Contas do Município), os órgãos reguladores e o estado para informarem se a desoneração beneficiou os usuários do serviço, como deveria ter ocorrido. Os que não fizeram a redução tarifária terão de fazer, segundo o tribunal, para “eventual reparação face a manutenção de tarifas superiores à devida.”
O órgão não definiu prazo. Porém, o voto do conselheiro substituto Marcelo Verdini Maia, que norteou a decisão do TCE, propõe incluir a matéria no Plano Anual de Atividades de Auditoria Governamental, divulgado no fim do ano, para o exercício seguinte.
A decisão do TCE é resultado de consulta feita pelo Ministério Público estadual sobre possíveis irregularidades no cálculo das tarifas do transporte público coletivo rodoviário, metroviário e ferroviário.

O que dizem as prefeituras:

A Prefeitura de Nova Iguaçu afirma que o reajuste dos ônibus foi baseado só nos itens de contrato. Assim, PIS/Cofins não incidiram no cálculo. “Será feita uma revisão de contrato em janeiro de 2018”, diz em nota. A Prefeitura de Caxias também admite que não aplicou a desoneração no cálculo da passagem, ainda em estudo.
São Gonçalo aguarda a publicação do acórdão e a intimação do TCE para tomar as providências cabíveis. Já a Prefeitura de Niterói informou que pratica a desoneração desde a unificação das tarifas municipais, em 2013, e que o valor cobrado (R$ 3,90) é menor que o previsto em contrato.
A Agetransp diz que a desoneração de 3,65% foi considerada no reajuste de trem e metrô em 2014. O Detro limitou-se a afirmar que o reajuste anual das ônibus intermunicipais, é feito com base na inflação.
Fonte - Revista Ferroviária  28/06/2017