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quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

BRT de Salvador,a cidade pagará a conta no futuro

Mobilidade/Sustentabilidade  🚌 

Além da implantação de um sistema obsoleto,é a degradação ambiental,a conturbação da imagem urbana,as feridas no tecido urbano,a excessiva impermeabilização do solo,o encapsulamento do braço remanescente do Rio Camarajipe,o excesso de viadutos e elevados de concreto que interferirão negativamente no microclima local,juntamente com a eliminação de árvores,em uma agressão e total desrespeito ao meio ambiente.A excessiva impermeabilização do solo tem sido uma das principais causas dos alagamentos e enxurradas que causam transtornos e prejuízos a cidade e a sua população, durante o período de chuvas

Luis Prego Brasileiro
Salvador Sobre Trilhos

imagem - ilustração/arquivo
Os prejuízos para a cidade vão muito além da implantação de um sistema obsoleto,é a degradação ambiental,a conturbação da imagem urbana,as feridas no tecido urbano,a excessiva impermeabilização do solo,o encapsulamento do braço remanescente do Rio Camarajipe,o excesso de viadutos e elevados de concreto que interferirão negativamente no microclima local,juntamente com a eliminação de árvores,em uma agressão e total desrespeito ao meio ambiente.A excessiva impermeabilização do solo tem sido uma das principais causas dos alagamentos e enxurradas que causam transtornos e prejuízos a cidade e a sua população, durante o período de chuvas.Aliada a falta de um sistema de drenagem pluviométrica inteligente com retenção de fluxo das águas quebrando a sua velocidade com sistemas de armazenamentos transitórios das águas das chuvas que liberem o fluxo gradativamente evitando assim os grandes alagamentos e as correntezas nas vias urbanas.O tamponamento ou encapsulamento dos rios urbanos,transformando eles(indevidamente) em sistemas de escoamento pluviométrico,limitando ao mesmo tempo a sua capacidade hídrica de transporte,faz com que toda água excedente vá a procura de outros caminhos para correr e escoar, correndo assim pela a superfície das vias urbanas, provocando as já conhecidas enchentes e os alagamentos.

foto/Pregopontocom
O sistema BRT poderia ser substituído pelo sistema BHLS(assim como em varias cidades no mundo e também já no Brasil) que não depende de grandes obras de infraestrutura,pois usa as faixas exclusivas já existentes nas vias para os ônibus,com adequações e a implantação de sistemas de fiscalização eletrônica,para evitar invasões,e sistemas semafóricos inteligentes que privilegiam a passagem dos articulados ou alongados(ônibus) nos cruzamentos.Além disso o custo de implantação do sistema é de aproximadamente 20% do custo da implantação de um sistema de BRT,com a vantagem que a sua estrutura operacional não causara obstáculos nem custos maiores(com demolições),em um futura implantação de um novo modal de alta capacidade.O resultado e o custo desse erro grotesco serão creditados na conta do futuro da cidade.
Luis Prego Brasileiro
Salvador Sobre Trilhos - Mobilidade com Sustentabilidade

Pregopontocom 30/01/2020

terça-feira, 23 de abril de 2019

Tecnologia pode resolver problemas de enchente e gerar economia

Sustentabilidade/Tecnologia  🌊

Antes era fácil verificar qual era o nível máximo e o nível mínimo, mas isto mudou conforme fomos impermeabilizando as áreas adjacentes aos córregos, e ocupando tanto as áreas mais altas quanto as regiões alagáveis, o que tem acelerado e intensificado os problemas e impactos das enchentes.

Pedro Soethe* - Portogente
foto - ilustração/Pregopontocom
Os rios que cortam as cidades brasileiras já estavam ali muito antes da ocupação humana. Foram necessários milhares de anos para se formarem e se conformarem com o regime de chuvas e relevos, obtendo assim um nível de altura da água quase que constante. Antes era fácil verificar qual era o nível máximo e o nível mínimo, mas isto mudou conforme fomos impermeabilizando as áreas adjacentes aos córregos, e ocupando tanto as áreas mais altas quanto as regiões alagáveis, o que tem acelerado e intensificado os problemas e impactos das enchentes.
Existem várias maneiras para resolver estes problemas, dividimos aqui em duas formas, com as obras estruturais, que envolvem projetos que modificam o sistema fluvial (dos rios), como por exemplo os diques, sistemas de armazenamento e retardo de vazão, e as não estruturais, que visam minimizar os impactos das chuvas, como a regulamentação das áreas alagáveis, medidas de proteção nas edificações existentes e seguro enchente, por exemplo.
Um dado relevante levantado pela Faculdade de Economia da USP é que somente em São Paulo o prejuízo anual causado pelas enchentes chega em R$ 762 milhões de reais, um custo impactante para a cidade de São Paulo. Além do prejuízo, temos um alto valor também para obras de prevenção de enchentes, só em 2018 foram R$ 222 milhões de reais. Somados temos um custo anual de quase 1 bilhão reais de custos relacionados a enchentes. Ainda segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) em 2017/2018, São Paulo teve 433 pontos de alagamentos, mas, em 2009/2010, este número chegou perto de 1.500 pontos. Esta falsa impressão que está diminuindo é errada, pois na verdade, só mostra o quão cíclico e variável é o regime de chuvas.
Juntando os pontos que incluem a previsão do regime de chuvas, o manejo das áreas ocupadas, o custo elevado das obras e os prejuízos causados, sabemos que as soluções podem ser mais complexas. A boa notícia é que temos a tecnologia a nosso favor. Em situações onde utilizamos múltiplas variáveis, com dados interpretativos, como: relevo de influência do rio, área permeável, tipo de ocupação, nível de permeabilidade de cada área... Além de outras: qual é o regime de escoamento? Existem obras que impedem a vazão contínua? Como prever o impacto de uma determinada chuva em determinada época? Como agregar estes dados e fazer a interação entre eles? Estas são só algumas das perguntas que são feitas antes de passarmos às soluções.
Mas, e depois disso? Como testar estas soluções e saber se serão efetivas? E como é possível fazer a interação entre o primeiro item dos dados com essas informações? Hoje existem soluções tecnológicas, altamente acessíveis e amigáveis, que conseguem criar um ambiente 3D simulado da cidade e que interage com as diversas informações e situações. As soluções conseguem, em pouco tempo, levantar todas as informações de ocupação de solo, relevo, zoneamento, estruturas existentes, rios, córregos, etc. e alinhar isto tudo com os dados instalados no banco da prefeitura da região em questão. Em poucos minutos, é possível começar a estudar os prováveis pontos de alagamento, regiões de encosta com perigo, simular diversos regimes de chuvas, de uma forma visual e direta. Na próxima fase, já podemos testar opções de análise da rede de drenagem e verificar se ela irá mesmo funcionar. Isso vale tanto ações para as medidas estruturais como não-estruturais.
Agora imaginemos usar esta tecnologia para analisar os pontos de alagamento da cidade já devidamente sabidos pelo CGE? Com as simulações em cada um destes pontos mapeados conseguimos saber qual é a melhor ação a ser tomada em curto, médio e longo prazo. Isso maximiza o investimento e ainda diminui os prejuízos gerados.
Podemos afirmar que com o uso desse tipo de tecnologia seria possível diminuir em cerca de 20% a 30% o valor tanto de construção como o de prejuízos e impactos. Não precisa ser nenhum gênio para ver que este tipo de solução é extremamente necessário e útil para qualquer cidade do Brasil que sofre com problemas de enchentes. Ainda dá tempo de corrigir os problemas do nosso País.
*Pedro Soethe é gerente do time técnico da Autodesk no Brasil
Fonte - Portogente  23/04/2019

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Pisos drenantes atendem questões ambientais

Tecnologia/Sustentabilidade 

Pavimentação excessiva das ruas e calçadas,gerando a impermeabilização do solo urbano, é o principal causador das enchentes e de estragos importantes, como alagamentos, danos ao calçamento e asfalto, e até assoreamento dos leitos de água

Giancarlo Tomazim - Portogente
foto - ilustração/Pregopontocom
A impermeabilização do solo urbano, promovida pelo desenvolvimento imobiliário e pavimentação excessiva das ruas e calçadas, é o principal causador das enchentes e de estragos importantes, como alagamentos, danos ao calçamento e asfalto, e até assoreamento dos leitos de água. Na cidade de São Paulo, o Código de Obras e Edificações (Lei Nº 11228) procurou minimizar esses problemas, exigindo a reserva de, no mínimo, 15% da área do terreno livre de pavimentação ou construção para garantir as condições naturais de absorção das águas pluviais.
Nesse sentido, os pisos drenantes, que permitem a vazão da água, têm sido uma solução usada pelos construtores para minimizar os impactos negativos das chuvas e reduzir a possibilidade de enchentes. Além de drenar a água, garantindo o seu escoamento, eles atendem à questão ambiental, facilitando a absorção pelo solo e permitindo o retorno da água ao lençol freático. Já existem no mercado soluções que possuem até 90% de permeabilidade.
A utilização desse tipo de revestimento é recomendada para áreas externas, como em calçadas, condomínios e, principalmente, espaços públicos, como praças, parques e áreas livres. Nas indústrias, eles podem atender à exigência técnica de uma área permeável.
Uma solução inovadora nesse mercado é o piso drenante formado por um composto de poliuretano, o Elastopave, que funciona como uma supercola para unir agregados, que podem ser pedras e cascalhos, por exemplo. Eles formam superfícies uniformes, resistentes, duráveis e altamente permeáveis. Esse tipo de material suporta fluxo intenso de pedestres e previne que as raízes das plantas quebrem o pavimento ou o trinquem, garantindo uma excelente durabilidade em ambientes naturais como parques, praças, calçadas, jardins. A superfície monolítica e estável também favorece a acessibilidade de cadeiras de rodas.
Em áreas que exigem maior resistência mecânica, como estacionamentos, a alternativa é o Concreto Permeável. Preparado com aditivos especiais, é um concreto com alto índice de vazios e com baixo consumo de água e de areia em sua produção.
Essas soluções inovadoras e importantes para a construção civil já vêm sendo implementadas e estão se tornando também um recurso para a captação e reaproveitamento da água. Podem ser instalados por cima de um sistema de drenagem e captação para que a água da chuva seja recolhida e armazenada, como é feito na CasaE, da BASF, onde há reservatórios com capacidade de 10 mil litros para serem reutilizados na limpeza da área externa e rega dos jardins.
Segundo a Sabesp, usar mangueira para limpeza de quintal e calçada ou lavagem do carro por meia hora consome 560 litros de água. O uso da mangueira por 15 minutos para a rega de plantas chega a gastar 279 litros de água. Com os pisos drenantes, a água reaproveitada pode assumir essas funções, oferecendo sua contribuição para a sustentabilidade.
*Giancarlo Tomazim, gerente de estratégia do Time de Indústria de Construção Civil para a América do Sul da Basf
Fonte - Porotgente  13/12/2018

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Concreto encobre coqueiral de Piatã

Meio ambiente

Para o escritor Luiz Afonso Costa, o projeto desrespeita a vegetação local. Frequentador da região, ele aponta que o coqueiral, que considera o santuário da praia, está sendo invadido pelo concreto. "Será intenção dos projetistas do município conferirem padrão Miami aos nossos ecossistemas naturais?", questiona.

Priscila Machado - A Tarde
Fernando Vivas l Ag. A TARDE
Salvador - Aos poucos a vegetação da praia de Piatã está sendo substituída por cimento. Alguns coqueiros não resistiram à pressão das máquinas e caíram. No espaço, que tem de 10 a 12 mil metros quadrados, será construída uma área de convivência com restaurante, quiosques, praça, ciclovia e estacionamento.
A intervenção faz parte da requalificação da Orla de Salvador, feita pela prefeitura, com investimento total de R$ 111,6 milhões.
Para o escritor Luiz Afonso Costa, o projeto desrespeita a vegetação local. Frequentador da região, ele aponta que o coqueiral, que considera o santuário da praia, está sendo invadido pelo concreto. "Será intenção dos projetistas do município conferirem padrão Miami aos nossos ecossistemas naturais?", questiona.
Uma das organizadoras da Lavagem de Itapuã, Leonice Gomes, 56, defende a opinião do escritor. "Itapuã e Piatã são bairros históricos, conhecidos pelas belezas naturais. na medida em que os coqueirais são cobertos com cimento, o paisagismo nativo é destruído" disse.
Segundo engenheiros da construtora BSM, responsável pela intervenção em Piatã, a praça, que ocupa uma área de 6 a 8 mil metros quadrados, suprimiu apenas parte da areia e gramado da praia, mas não ultrapassou o limite estabelecido pela prefeitura.
Diante da reclamação dos moradores, a promotora e coordenadora do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente e Urbanismo (Ceama), Cristina Graça, disse que vai solicitar informações à prefeitura.
"As restingas são protegidas pelo código florestal e pela legislação estadual como áreas de preservação permanente e devem permanecer protegidas", completou.

Prazo
O secretário municipal de Infraestrutura e Defesa Civil, Paulo Fontana, reconhece que a obra toma parte da área verde, mas diz que a intervenção é necessária para a construção do espaço de lazer. "Qualquer obra feita em área verde toma parte da vegetação. A praia de Piatã não poderia continuar mal organizada como estava. Infelizmente não podemos agradar a todos", disse.
Ainda conforme o secretário, a vegetação de restinga entre as praias de Piatã e Placafor será preservada. As obras de Piatã iniciaram em agosto e devem ser finalizadas em junho. Estão sendo investidos R$ 12 milhões.
*Colaborou Yuri Silva
Fonte - A Tarde  30/01/2015