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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

PM usa armas de fogo contra manifestantes em protestos no Rio

Política  👀

A manifestação contra a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) na tarde testa quinta-feira (9) foi marcada por forte truculência da Polícia Militar, que disparou bombas de gás durante horas a fio, chegando a usar armas de fogo para dispersar o protesto dos servidores.

Sputnik
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Aos gritos de "fora Pezão, fica Cedae", manifestantes, lideranças sindicais e servidores protestaram contra a proposta de privatização da empresa, que é responsável pelo fornecimento de água e tratamento de esgoto no Rio de Janeiro. 
Por volta das 15h30 da tarde, segundo agentes da polícia, manifestantes teriam jogado um coquetel de molotov contra a PM, que levou à dispersão da manifestação. 
O que se seguiu daí foi a instauração do caos no centro da cidade, com lançamento de bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha durante a tarde inteira, gerando correria. Vidraças de bancos foram quebradas por manifestantes, que revidou os ataques da polícia lançando pedras. 
Durante a repressão policial, foi registrado o uso de armas de fogo por parte dos agentes da Polícia Militar. O 'caveirão' também circulou pelas ruas do centro para dispersar a manifestação.
​No final da tarde, depois intensos confrontos, os servidores conseguiram se reagrupar em frente à Alerj e continuar com a manifestação.
Muitos manifestantes ficaram feridos por estilhaços de bombas jogadas pela Polícia. A PM informou que 6 agentes sofreram ferimentos durante os confrontos.
Fonte - Sputnik  09/02/2016

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Venda de armas de fogo caiu 40,6% após Estatuto do Desarmamento

Vinícius Lisboa
Repórter da Agência Brasil

Foto - ilustração
Rio de Janeiro - A venda de armas caiu 40,6%, por pessoa, desde que entrou em vigor o Estatuto do Desarmamento, em 2003. O número foi apresentado nesta segunda-feira (1º) pelo presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcelo Neri. Ele também ocupa interinamente a função de ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.
Fundamentados na Pesquisa de Orçamento Familiar do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, os cálculos de Marcelo Neri mostram que, de 2003 para 2009, o número de armas compradas caiu de 57 mil para 37 mil, uma queda de 35%. A queda foi maior do que 30% no Sudeste, e superior a 50% no Norte e no Nordeste. Na Região Sul houve aumento nas vendas (21%).
Ao traçar o perfil do comprador de armas no Brasil, o presidente do Ipea apontou que os homens têm oito vezes mais chances de comprar uma arma de fogo do que as mulheres. Outra característica é a idade: homens e mulheres de 20 a 29 anos têm a proporção 172% maior de compra do que a população 20 anos mais velha.
Os analfabetos e os consumidores com até três anos de estudo compram duas vezes mais do que os passaram mais de 12 anos na escola. Pertencer à classe C é outro traço do perfil apontado pelo levantamento. A proporção de compra de armas supera em 7,5% a dos enquadrados nas classe AB e em 103% os da classe E.
Fonte - Agência Brasil  01/04/2013