UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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terça-feira, 11 de junho de 2019

A violência no deserto

Ponto de Vista  🔍

Imaginar que teremos mais segurança com uma população armada é ignorar a realidade brasileira. Ter armas em casa, sob o argumento de que a família se sentirá mais protegida, é um grande engano. Em dez anos, houve um aumento de aproximadamente 30% no número de homicídios de mulheres por arma de fogo em ambiente doméstico. Nosso povo não é treinado para usar arma de fogo e não temos uma índole tão pacífica como se costuma apregoar. É falso. Pipoco de um lado e outro resultará em mortandade.

Gaudêncio Torquato* - Portogente
foto - ilustração/arquivo
Os dados são irrefutáveis. Somos um dos países mais violentos do mundo. Até mais que o Haiti. O Brasil ocupa a 103ª posição no ranking Global da Paz. Nossa taxa de homicídio é 30 vezes maior que a da Europa. Mais de meio milhão de pessoas foram assassinadas na última década. São cerca de 52 mil assassinatos por ano, quase 25 mortes em cada 100 mil, a 12ª maior taxa de homicídios do mundo.
Imaginar que teremos mais segurança com uma população armada é ignorar a realidade brasileira. Ter armas em casa, sob o argumento de que a família se sentirá mais protegida, é um grande engano. Em dez anos, houve um aumento de aproximadamente 30% no número de homicídios de mulheres por arma de fogo em ambiente doméstico. Nosso povo não é treinado para usar arma de fogo e não temos uma índole tão pacífica como se costuma apregoar. É falso. Pipoco de um lado e outro resultará em mortandade.
Os sinais não são animadores. Educação voltada para a segurança não faz parte de nossa cultura. Apelar para o revide, como sugerem os defensores da liberação do porte e da posse de armas, é marcar encontro com a violência. Vejam o que o ex-presidente Barack Obama disse, semana passada, em São Paulo, sobre o uso de armas nos Estados Unidos: “ as leis sobre armas nos Estados Unidos não fazem muito sentido”. Os atentados nas escolas se sucedem com o assassinato de muitos estudantes.
A maneira de ser do nosso presidente da República, com sua formação militar (que se mostra até na estética belicista), incentiva a agressividade. Muita gente se inclina a ter uma reação contra o ataque de agressores. Bolsonaro exibe um jeito belicoso como estivesse na arena de guerra, combatendo inimigos, gritando palavras de ordem a exércitos de simpatizantes. Seu perfil de guerreiro desperta junto a segmentos radicais os mecanismos da projeção e da identificação, tão estudados pela psicologia. Ou seja, muitos querem imitá-lo. O fato é que exerce forte influência sobre o pensamento e o comportamento social, abrindo a pauta do debate público, como acaba de mostrar pesquisa recente do Projeto de Opinião Pública da América Latina, feito em colaboração com a Fundação Getúlio Vargas.
Em outras palavras, o presidente é um agente de polarização, de enfrentamento, de conflito. Não se espere dele um estilo Gandhi inspirado no pacifismo. Ao contrário, sua figura tende a expandir a tensão entre alas, apoiadores e adversários. Para complicar, os brasileiros, segundo a pesquisa Barômetros das Américas, já não estão muito satisfeitos com sua democracia. Cerca de 35% se dizem favoráveis a um golpe militar ante a expansão da corrupção; 38% (pasmem) concordam com o fechamento do Supremo Tribunal Federal, enquanto 22% acham justificável fechar o Congresso Nacional. São índices assombrosos.
A insegurança se dissemina no bojo social. A violência se espraia, a ponto de já se ouvir com naturalidade a assertiva: “bandido bom é bandido morto”. Sob essa abordagem, o que estamos prenunciando é o aumento de covas nos cemitérios, na esteira do abrandamento dos códigos de trânsito, na duplicação de pontos (de 20 para 40) para perda da CNH, na extinção de multas no caso das cadeirinhas para crianças nos automóveis, no fim dos radares e lombadas nas estradas etc.
Uma legislação permissiva, ao lado da criação de arsenais caseiros, aumentará o índice de acidentes/ incidentes. Não é possível se projetar um cenário de harmonia social ante a escalada individual no campo do porte e da posse de armas ou ante meios de transporte disparados nas estradas.
É triste constatar que parcela ponderável da sociedade aplaude com entusiasmo a barbárie, esquecendo que ela nos trará menos segurança. O dado revela o espírito de parcela da população. 43% afirmam a convicção: “se eu pudesse teria uma arma de fogo para proteção”.
Na desolação da paisagem, não há oásis à vista. Só um gigantesco deserto de areia e borrasca. O oásis só aparecerá quando o país abrigar um povo bem educado. Mas os ventos que batem nos vãos da Educação, pelo menos por hora, não refrescam o ambiente. É triste ver um ministro da Educação que mais se comporta como um “fechador” de salas de aula e não como um educador abrindo braços aos novos tempos. O panorama é desolador.
*Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP, consultor político e de comunicação
Fonte - Portogente  11/06/2019

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

ONU pede ações para evitar novos massacres nos Estados Unidos

Internacional

A mensagem do secretário-geral foi lida pelo porta-voz, Stephane Dujarric. O texto diz que “diante de mais uma tragédia desse tipo, o secretário-geral expressa forte esperança de que os Estados Unidos, através do robusto processo democrático que os caracterizam, serão capazes de tomar as medidas necessárias para conter a perda terrível de vidas humanas, que a violência armada está tirando da sociedade”.

Gislene Nogueira
Correspondente-Agência Brasil/EBC
foto - ilustração
Um dia depois de um atirador matar nove pessoas em uma universidade no Oregon, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse ter esperança de que os Estados Unidos serão capazes de tomar medidas para conter as mortes em massa por arma de fogo no país.
A mensagem do secretário-geral foi lida pelo porta-voz, Stephane Dujarric. O texto diz que “diante de mais uma tragédia desse tipo, o secretário-geral expressa forte esperança de que os Estados Unidos, através do robusto processo democrático que os caracterizam, serão capazes de tomar as medidas necessárias para conter a perda terrível de vidas humanas, que a violência armada está tirando da sociedade”.
Ban Ki-moon disse também saber que o presidente Barack Obama tem se empenhado no compromisso de enfrentar este flagelo.
Nessa quinta-feira, um atirador invadiu a Umpqua Community College, na cidade de Roseburg, no Oregon, e matou nove pessoas. Outras nove ficaram feridas, algumas em estado grave. O atirador morreu em uma troca de tiros com a polícia.
A imprensa norte-americana aponta que o autor dos disparos é Chris Harper-Mercer, de 26 anos. Ele chegou a servir no exército, mas foi dispensado um mês depois de entrar. Segundo a polícia, ele tinha treze armas.
O massacre na universidade de Roseburg é o último de vários ataques a tiros que aconteceram em escolas, igrejas, bases militares e salas de cinema, nos últimos anos.
O presidente Barack Obama fez mais um apelo em defesa da adoção de controles para a venda de armas no país. Ele foi derrotado nas tentativas anteriores de mudar a lei norte-americana para dificultar o acesso à compra de armas no país. Segundo Obama, as mortes em tiroteios “se tornaram rotina”.
Fonte - Agência Brasil  02/10/2015

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Rússia investirá € 500 bi em armamentos

Internacional

Dmitri Rogozin afirmou que está na hora de o país se preparar para grandes desafios

Diário da Russia
Até 2020, a Rússia irá investir € 500 bilhões em compras de armas e outros € 100 bilhões na atualização tecnológica nas empresas fabricantes de produtos militares. A informação foi divulgada pelo Vice-Primeiro-Ministro russo, Dmitri Rogozin, ao falar sobre o futuro do poderio bélico do país.

Rogozin, que tem entre as suas atribuições a tarefa de supervisionar as Forças Armadas, disse que os grandes desafios da Rússia no século XXI estão na Ásia e na região do Oceano Pacífico. Ele declarou ainda que a União Europeia também está consciente desta questão e, por isso, está levando estes fatos em consideração.O poderio bélico da Rússia será ampliado
Em relação à Rússia, o vice-primeiro-ministro disse que não há mais tempo a perder e que chegou a hora de o país se preparar para superar os grandes desafios da atualidade e do futuro próximo. Daí, a decisão por macro investimentos no setor de armas e equipamentos militares.
Fonte - Diário da Russia  04/09/2013

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Rússia oferece ao Brasil aviões de caça "Su-35 "

Oferta está fora da concorrência internacional de compra de aeronaves de combate para a Força Aérea 


.Caça Su-35 em voo de exibição

A Rosoboronexport (empresa estatal russa de exportação de armamento) ofereceu ao Brasil, fora do âmbito de concorrência internacional, caças Su-35 e sistemas de defesa antiaérea Pantsyr.Caça Su-35 em voo de exibição
A informação foi dada neste domingo, 19, à agência de notícias RIA Novosti, citando Serguei Ladygin, chefe da delegação da Rosoboronexport à exposição de armas em Lima, no Peru. "Apesar do fato de a Rússia ter se retirado da licitação, fizemos paralelamente uma oferta à parte brasileira, de participarmos, fora do contexto da concorrência, com os sistemas Pantsyr e os jatos Su-35. Nossa oferta está sendo examinada", explicou Ladygin.
Serguei Ladygin observou que a Rússia está disposta a transferir toda a tecnologia de produção do caça. "Estamos prontos para transferir 100% de tecnologia do jato Su-35, com os elementos de tecnologia de aeronaves de quinta geração."
Em 2009, a Rússia saiu com seu avião Su-35 da lista da concorrência brasileira, em que permaneceram apenas a Suécia, com o Gripen, os Estados Unidos, com o F-16, e a França, com o Rafale.
Fonte - Diário da Russia  19/05/2013

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Venda de armas de fogo caiu 40,6% após Estatuto do Desarmamento

Vinícius Lisboa
Repórter da Agência Brasil

Foto - ilustração
Rio de Janeiro - A venda de armas caiu 40,6%, por pessoa, desde que entrou em vigor o Estatuto do Desarmamento, em 2003. O número foi apresentado nesta segunda-feira (1º) pelo presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcelo Neri. Ele também ocupa interinamente a função de ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.
Fundamentados na Pesquisa de Orçamento Familiar do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, os cálculos de Marcelo Neri mostram que, de 2003 para 2009, o número de armas compradas caiu de 57 mil para 37 mil, uma queda de 35%. A queda foi maior do que 30% no Sudeste, e superior a 50% no Norte e no Nordeste. Na Região Sul houve aumento nas vendas (21%).
Ao traçar o perfil do comprador de armas no Brasil, o presidente do Ipea apontou que os homens têm oito vezes mais chances de comprar uma arma de fogo do que as mulheres. Outra característica é a idade: homens e mulheres de 20 a 29 anos têm a proporção 172% maior de compra do que a população 20 anos mais velha.
Os analfabetos e os consumidores com até três anos de estudo compram duas vezes mais do que os passaram mais de 12 anos na escola. Pertencer à classe C é outro traço do perfil apontado pelo levantamento. A proporção de compra de armas supera em 7,5% a dos enquadrados nas classe AB e em 103% os da classe E.
Fonte - Agência Brasil  01/04/2013