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terça-feira, 31 de janeiro de 2023

Comando da Aeronáutica controlará espaço aéreo Yanomami

Direitos humanos - Política  👪

Entre as ações previstas, a serem adotadas por órgãos da administração federal, está a criação de uma Zona de Identificação de Defesa Aérea (Zida) sobre o espaço aéreo do território – medida que valerá enquanto vigorar a situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional. Em discursos recentes, Lula já havia antecipado a decisão de adotar medidas severas de proteção ao território indígena e de combate ao garimpo ilegal em território Yanomami.

Por Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração/arqivo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou, no Diário Oficial da União de hoje (31), decreto que prevê medidas de enfrentamento da emergência em saúde pública e de combate ao garimpo ilegal no território Yanomami. Entre as ações previstas, a serem adotadas por órgãos da administração federal, está a criação de uma Zona de Identificação de Defesa Aérea (Zida) sobre o espaço aéreo do território – medida que valerá enquanto vigorar a situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional. Em discursos recentes, Lula já havia antecipado a decisão de adotar medidas severas de proteção ao território indígena e de combate ao garimpo ilegal em território Yanomami. “Resolvemos tomar a decisão de parar com essa brincadeira. Não terá mais garimpo e não terá mais sobrevoo, nem abastecimento de combustíveis”, disse, ontem, o presidente durante evento no Palácio do Planalto. Espaço aéreo A zona de defesa aérea ficará a cargo do Comando da Aeronáutica, a quem caberá adotar ações necessárias para regulamentar e controlar o espaço aéreo “contra todos os tipos de tráfego aéreo suspeito de ilícito” praticado no território. Medidas de polícia administrativa como interdição de aeronaves e de equipamentos de apoio a atividades ilícitas ficarão a cargo de agentes da Polícia Federal, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e de outros “órgãos e entidades da administração pública federal”, diz o texto do decreto. O acesso de pessoas ao território Yanomami só poderá ocorrer se previsto em ato conjunto editado pelos ministros da Saúde e dos Povos Indígenas, “com vistas à prevenção e à redução do risco de transmissão de doenças e de outros agravos”. Ainda segundo o decreto, o Ministério da Defesa fornecerá dados de inteligência e transporte aéreo logístico para as equipes que participarão diretamente da neutralização de aeronaves e equipamentos relacionados com a mineração ilegal no território Yanomami. O decreto prevê que as autoridades federais ficarão encarregadas de efetuar as requisições de bens, servidores e serviços necessários para transporte de equipes; abastecimento de água potável; fornecimento de alimentos e vestimentas; e para a abertura ou a reabertura de postos de apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e de unidades básicas de saúde do Ministério da Saúde.
Fonte - Agência Brasil 31/01/2023

sábado, 22 de agosto de 2020

Caça MiG-31 ascende à estratosfera durante manobras exibindo vista incrível da Terra

Defesa / Tecnologia  ✈

Um caça MiG-31 é visto durante exercícios militares na estratosfera inferior, ou seja, cerca de 20 quilômetros acima da superfície da Terra.Um recente vídeo da Força Aeroespacial russa mostra que estas aeronaves podem também, sem quaisquer problemas, alcançar altitudes muito elevadas chegando à estratosfera. 
Por Sputinik


quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Congresso deve barrar tragédia de Alcântara

Ponto de Vista  🔍 🚀

A tragédia de Alcântara, como ficou conhecido o acidente que ocorreu em 22 de agosto de 2013, no Centro de Lançamento e matou 11 cientistas espaciais, não permite o tolhimento de um patrimônio nacional estratégico tão necessário para o nosso futuro.Discutir esse projeto é prioritário. O espaço é importante para o Brasil, tanto estrategicamente quanto como uma oportunidade colossal para o nosso desenvolvimento tecnológico. 

Portogente
Agência Brasil/Min.da Defesa
A soberania brasileira não tem nenhuma vantagem e ficará vulnerável com o “Acordo de Salvaguardas Tecnológicas” para o uso comercial da base militar do Centro Espacial de Alcântara, no Maranhão, firmado entre o Brasíl e os Estados Unidos. A tragédia de Alcântara, como ficou conhecido o acidente que ocorreu em 22 de agosto de 2013, no Centro de Lançamento e matou 11 cientistas espaciais, não permite o tolhimento de um patrimônio nacional estratégico tão necessário para o nosso futuro.
Como é fácil verificar, além dos dois tradicionais (Estados Unidos e Rússia) China, Índia e Europa obtiveram ganhos muito relevantes nesse negócio, nos últimos anos. E muitos outros países vêm investindo nesses programas. Para entrar nessa corrida, o Brasil precisa dominar o lançamento de foguetes. E, para isso, ainda conta com uma excelente vantagem competitiva, por ter o seu centro de lançamento próximo ao Equador, uma das condições mais favoráveis do mundo.
Essa posição geográfica estratégica do Centro de Lançamento de Alcântara faz dele uma das melhores bases de foguetes do Planeta. Como nessa área a velocidade da Terra é maior, economiza-se até 30% de combustível. Daí o interesse da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa), dos Estados Unidos, em lançar seus foguetes da base brasileira. Entretanto, tratando-se de projetos que envolvem a segurança nacional americana, ocorrendo essa parceria, o Brasil perde definitivamente o controle da base. Alguém duvida?
Discutir esse projeto é prioritário. O espaço é importante para o Brasil, tanto estrategicamente quanto como uma oportunidade colossal para o nosso desenvolvimento tecnológico. Tecnologia espacial e sua infraestrutura, serviços e dados são fatores necessários para enfrentar as grandes preocupações globais, como mudanças climáticas, mobilidade, segurança energética e tantas outras. Cada vez mais a vida na Terra irá depender de informações fornecidas pelo espaço.
O País vive um momento de acomodação política desfavorável a uma decisão dessa ordem coloca em jogo a soberania nacional. E para dar estrutura operacional segura a projeto tão arrojado, convém ser priorizada a instalação de uma base naval para mais uma esquadra da Marinha do Brasil em São Luís do Maranhão.
Fonte - Portogente   17/10/2019

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Embraer entrega primeiro avião multimissão KC-390 à Força Aérea Brasileira

Defesa/Tecnologia 

Projeto conjunto da FAB com a Embraer, o KC-390 foi desenvolvido para estabelecer novos padrões de eficiência e produtividade na sua categoria, apresentando ao mesmo tempo o menor custo do ciclo de vida do mercado. O programa representa um avanço significativo em termos de tecnologia e inovação para a indústria aeronáutica brasileira e um salto operacional para a aviação de transporte da FAB. Em 2014, a FAB assinou pedido firme para 28 aeronaves KC-390 e suporte logístico inicial. A Embraer tem realizado treinamentos teóricos e práticos junto às equipes da FAB para o início das operações da aeronave.

Portogente
foto - ilustração/arquivo
A Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) entregou, nesta quarta-feira (4/09), à Força Aérea Brasileira (FAB) o primeiro avião de transporte multimissão KC-390 em cerimônia realizada na Base Aérea de Anápolis, em Goiás, dando início aos preparativos para a entrada da aeronave em serviço na FAB, onde será operada pelo Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1° GTT).
Projeto conjunto da FAB com a Embraer, o KC-390 foi desenvolvido para estabelecer novos padrões de eficiência e produtividade na sua categoria, apresentando ao mesmo tempo o menor custo do ciclo de vida do mercado. O programa representa um avanço significativo em termos de tecnologia e inovação para a indústria aeronáutica brasileira e um salto operacional para a aviação de transporte da FAB. Em 2014, a FAB assinou pedido firme para 28 aeronaves KC-390 e suporte logístico inicial. Os aviões são produzidos na fábrica de Gavião Peixoto, em São Paulo.
O KC-390 recebeu o Certificado de Tipo da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em 2018, quando atingiu a Capacidade Inicial de Operação (Initial Operational Capability – IOC), assegurando, assim, as condições necessárias para o início da operação da aeronave. “A incorporação do KC-390 na Força Aérea Brasileira é um marco na aviação militar. Sua modernidade trará uma implementação e aperfeiçoamento na doutrina de emprego desse vetor multimissão, contribuindo sobremaneira para o cumprimento da missão de controlar, defender e integrar os 22 milhões de quilômetros quadrados sob nossa responsabilidade”, afirmou o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez.
“A entrada em serviço do KC-390 na FAB representa um marco importante para o programa e certamente aumentará o crescente interesse internacional por essa aeronave, consolidando o caminho para novas vendas”, disse Jackson Schneider, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. “Temos certeza de que o KC-390, além de cumprir com excelência as missões requeridas pela nossa Força Aérea, terá um impacto econômico positivo na criação de empregos e novos investimentos no Brasil, assim como nas exportações de alto valor agregado.”
Com o objetivo de maximizar a disponibilidade operacional da frota de aeronaves KC-390 no cumprimento das respectivas missões, a FAB e a unidade de Serviços & Suporte da Embraer assinaram um abrangente contrato de suporte e serviços, com vigência de cinco anos. Pelo acordo, a TechCare, portfólio de soluções da Embraer, ficará responsável pelo suporte logístico e de engenharia, controle de manutenção, reparo de componentes, equipe de apoio para entrada em serviço, fornecimento de materiais e um módulo adicional que inclui análises estruturais, desenvolvimento de boletins de manutenção e pintura de aeronaves, entre outros serviços.
O KC-390, que também foi adquirido recentemente pelo Governo de Portugal, é capaz de realizar diversas missões, incluindo apoio humanitário, evacuação médica, busca e salvamento, combate a incêndios florestais e capacidades superiores de transporte e lançamento de carga e tropas, além de reabastecimento em voo.
Equipado com dois motores turbofan International Aero Engines V2500, aviônicos de última geração, uma rampa traseira e um avançado sistema de movimentação de carga, o KC-390 pode transportar até 26 toneladas a uma velocidade máxima de 470 nós (870 km/h), com capacidade de operar em ambientes austeros, incluindo pistas não pavimentadas ou danificadas. A aeronave pode transportar tropas, paletes, veículos blindados e helicópteros.
O desempenho do KC-390 se beneficia de um moderno sistema de controle fly-by-wire com tecnologia integrada que diminui a carga de trabalho da tripulação e aumenta a segurança de sua operação. Além disso, o KC-390 pode reabastecer outras aeronaves em voo, com a instalação de tanques internos de combustível removíveis. A aeronave também pode ser reabastecida em voo, proporcionando maior flexibilidade para missões mais longas. Um sistema avançado de autodefesa aumenta a capacidade de sobrevivência da aeronave em ambientes hostis.
Fonte - Portogente  05/09/2019

domingo, 21 de julho de 2019

KC-390 - A maior aeronave militar feita no Brasil entra em fase final de testes

Defesa 

Desenvolvido pela Embraer Defesa e Segurança, o KC-390 poderá atuar em diversos cenários e em pistas não preparadas. Após o término da fase de testes, ele poderá cumprir missões de transporte de cargas e tropa, lançamento de paraquedistas, reabastecimento em voo, apoio a missões humanitárias, combate a incêndios florestais, busca e salvamento e evacuação aeromédica. Sua velocidade máxima é de 870 km/h.

Agência Brasil
foto - ilustração/arquivo
A Força Aérea Brasileira (FAB) está em fase final de testes do KC-390, a maior aeronave militar já desenvolvida e produzida no Brasil. Robusta, a aeronave lembra o clássico C-130 Hércules, avião militar de transporte de tropas e cargas. Mas o KC-390 foi desenvolvido para atender demandas acima das já cumpridas pelo Hércules.
Desenvolvido pela Embraer Defesa e Segurança, o KC-390 poderá atuar em diversos cenários e em pistas não preparadas. Após o término da fase de testes, ele poderá cumprir missões de transporte de cargas e tropa, lançamento de paraquedistas, reabastecimento em voo, apoio a missões humanitárias, combate a incêndios florestais, busca e salvamento e evacuação aeromédica. Sua velocidade máxima é de 870 km/h.
Sua capacidade de transporte é um capítulo à parte. São 18,5 metros de comprimento, 3,45 metros de largura e 2,95 metros de altura reservados ao transporte de até 23 toneladas de cargas. O KC-390 pode receber blindados, peças de artilharia, equipamentos de grandes dimensões, armamentos e até outras aeronaves.
O KC-390 tem autonomia de voo de 2.730 quilômetros de distância com a carga máxima. A elevada autonomia de voo será um trunfo em missões de busca. Sem carga, o avião pode percorrer 5.958 km de distância.
De acordo com a FAB, 28 unidades estão encomendadas para compor a frota. As duas primeiras serão entregues ainda este ano e ficarão em uma base em Anápolis. Antes, porém, as unidades passam por uma inspeção, para garantir que seus equipamentos estão aptos ao pleno funcionamento. No espírito da multifuncionalidade da aeronave, foram escolhidos pilotos de diferentes especialidades, como transporte, caça e patrulha.
“A proposta é que possamos agregar os conhecimentos das aviações e consolidá-los à doutrina da aeronave para que ela esteja preparada para executar as ações que a Força Aérea Brasileira precisar”, disse o Major Aviador Carlos Vagner Veiga, um dos selecionados para atuar na operação do KC-390, em entrevista à FAB.
Fonte - Agência Brasil  20/07/2019

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Portugal negocia e planeja comprar 5 aviões KC-390 de 'dupla função' da Embraer

Internacional  

Hoje (27), as autoridades portuguesas aprovaram o início das conversações com a empresa brasileira Embraer com o fim de comprar 5 aviões militares para serem utilizadas, além da atividade militar, no combate a incêndios, sendo que o país tem sido alvo de fortes calamidades nesse respeito nos últimos anos.

Sputnik
foto - ilustração/arquivo
Particularmente, a resolução do Conselho de Ministros, divulgada na publicação oficial Diário da República, fala de "até cinco aeronaves KC-390, com opção de mais uma", além das instalações de logística necessárias e um simulador de voo para ser usado durante treinamentos.
"Assim, reforçam-se as atuais capacidades de transporte aéreo, de busca e salvamento, evacuações sanitárias e apoio a cidadãos nacionais, nomeadamente entre o Continente e os Arquipélagos", ressalta o respectivo documento.
A resolução frisa também que, com esta aquisição, o país satisfaz duas necessidades ao mesmo tempo, ou seja, as ligadas ao campo militar e as relacionadas ao combate aos incêndios florestais que costumam devorar várias regiões lusitanas.
Além disso, a entidade frisa que tal compra corresponde aos "interesses essenciais de segurança" portugueses, sendo que os respectivos aviões garantirão a transportação aérea "estratégica e tática" das Forças Armadas do país, inclusive no âmbito de missões.
De acordo com o documento oficial, quem dirige as negociações pela parte portuguesa é o ministro da Defesa. Entretanto, se comunica que o titular da pasta está atualmente considerando a oportunidade de suspender a modernização dos aviões americanos C-130H que estão em serviço da Força Aérea Portuguesa hoje em dia.
Fonte - Sputnik  27/07/2017

terça-feira, 4 de abril de 2017

Contingenciamento coloca em risco investimento de Transportes e Defesa

Política  🚌📡

Com o contingenciamento, o governo definiu os limites de empenho de cada ministério para este ano, que é a autorização inicial para o gasto. O corte do decreto chegou, no entanto, a R$ 43,555 bilhões, pois o governo criou uma reserva de R$ 2 bilhões, que será distribuída no futuro de acordo com determinações dos ministros do Planejamento, Dyogo de Oliveira, e da Fazenda, Henrique Meirelles.

Valor Econômico - RF
foto - ilustração
O decreto de contingenciamento, editado na semana passada pelo presidente Michel Temer, afetará duramente os investimentos programados para este ano pelos ministérios dos Transportes e da Defesa. O primeiro perdeu R$ 6 bilhões, ou 35,9% das dotações destinadas aos investimentos e a gastos com custeio. O segundo também perdeu R$ 6 bilhões ou 38,5% do total sujeito ao contingenciamento.
Pela primeira vez, o decreto de programação orçamentária e financeira passou a detalhar o montante, por ministério, das despesas que, embora sejam classificadas como discricionárias, são efetivamente obrigatórias. Com isso, ficou mais evidente a pequena margem que o governo possui para fazer cortes em sua programação orçamentária.
As chamadas despesas discricionárias programadas para este ano totalizavam R$ 276,2 bilhões. Mas uma parte considerável deste gasto não pode ser cortada como, por exemplo, o programa Bolsa Família. Por isso, de acordo com o relatório de avaliação de receitas e despesas do segundo bimestre, a chamada base contingenciável (sujeita a cortes) neste ano é de apenas R$ 149,756 bilhões.
Foi sobre esse total que o governo realizou corte de R$ 41,555 bilhões. Com o contingenciamento, o governo definiu os limites de empenho de cada ministério para este ano, que é a autorização inicial para o gasto. O corte do decreto chegou, no entanto, a R$ 43,555 bilhões, pois o governo criou uma reserva de R$ 2 bilhões, que será distribuída no futuro de acordo com determinações dos ministros do Planejamento, Dyogo de Oliveira, e da Fazenda, Henrique Meirelles. O governo deixou também uma reserva de R$ 3 bilhões para elevar os limites de pagamento dos ministérios.
O decreto do presidente Temer apenas define os limites para empenho e para pagamento de cada ministério neste ano. Caberá a cada ministro definir onde serão realizados os cortes. Por isso, ainda não é possível saber quais serão as ações e os programas de investimento mais afetados pelo contingenciamento. Essa programação final por ministério, que consiste na distribuição do limite fixado, não é divulgada pelo governo. Assim, o contribuinte acaba não sabendo onde os cortes foram realizados.
Os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foram reduzidos do total de R$ 37,192 bilhões, que constava da lei orçamentária, para R$ 26,655 bilhões - corte de R$ 10,537 bilhões ou 28,3% do total. A tesoura atingiu também as emendas individuais dos parlamentares ao Orçamento, que foram reduzidas de R$ 9,048 bilhões para R$ 6,369 bilhões. As emendas de bancada caíram de R$ 6,067 bilhões para R$ 3,2 bilhões.
O Ministério da Agricultura, que atualmente está sob fogo da Operação Carne Fraca da Polícia Federal, perdeu R$ 1,8 bilhão ou 66,7% das dotações sujeitas ao contingenciamento. O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações também foi duramente afetado: teve dotações reduzidas em R$ 2,6 bilhões ou 44,1% do total que poderia ser cortado.
A tesoura não poupou nem mesmo os ministérios da Educação e da Saúde. O primeiro perdeu R$ 5 bilhões ou 18,3% das dotações sujeitas ao corte e o segundo, R$ 6,4 bilhões ou 21,7% do total contingenciável. Uma parte considerável da redução das despesas desses dois ministérios resultou do corte das emendas dos parlamentares ao Orçamento.
Fonte - Revista - Ferroviária  04/04/2017

quarta-feira, 29 de março de 2017

Greenpeace faz ato na Praia de Copacabana em defesa de corais da Amazônia

Meio Ambiente  🐟

Parte da campanha Defenda os Corais da Amazônia, a ação tem como objetivo celebrar a descoberta dos corais próximos à foz do Rio Amazonas e alertar para a importância de sua preservação.Duas empresas estrangeiras planejam perfurar a região em busca de petróleo a partir deste ano.Cerca de 80 comunidades poderiam ser prejudicadas. Esse tipo de trabalho de perfuração causa costumeiramente graves problemas, pois ocorrem vazamentos de petróleo que acabam comprometendo a vida dos corais.

Felippe Flehr - Agência Brasil
Divulgação/Greenpeace
A organização não governamental ambientalista Greenpeace realizou hoje (29) na Praia de Copacabana, na zona sul do Rio, uma intervenção especial com o artista norte-americano John Quigley. Parte da campanha Defenda os Corais da Amazônia, a ação tem como objetivo celebrar a descoberta dos corais próximos à foz do Rio Amazonas e alertar para a importância de sua preservação.
Duas empresas estrangeiras planejam perfurar a região em busca de petróleo a partir deste ano. O Greenpeace reuniu cerca de mil pessoas para compor um desenho de um peixe borboleta, espécie encontrada na região, e uma mensagem (Defenda os Corais da Amazônia), formada por tecido e pelo público.
O especialista em energia e porta voz da ONG, Thiago Almeida, comemorou o forte engajamento na manifestação e disse que campanhas como essa servem para conscientizar toda a população sobre a importância de respeitar o ecossistema. Almeida disse ainda que a perfuração daquela região pode prejudicar grande número de comunidades da área.
"Cerca de 80 comunidades poderiam ser prejudicadas. Esse tipo de trabalho de perfuração causa costumeiramente graves problemas, pois ocorrem vazamentos de petróleo que acabam comprometendo a vida dos corais. São cerca de 28 quilômetros de corais localizados a aproximadamente 100 quilômetros do Amapá. Em caso de algum acidente, até mesmo moradores desse estado podem ser afetados", explicou.
Thiago informou que as duas empresas, uma francesa e outra inglesa, já foram alertadas sobre os riscos que a atividade pode trazer. "Mandamos uma carta e apenas uma delas nos respondeu, alegando que somente pequena parte da área será perfurada. Não creio nisso. É preciso muito cuidado com esse tipo de trabalho. O melhor é que não fosse feito. Por exemplo, em 95 perfurações para busca de petróleo na bacia da Foz do Amazonas, ocorreram vazamentos em 27. Não podemos arriscar".

Aquecimento Global
Ontem (28), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou seis resoluções que enfraquecem a política de seu antecessor, Barack Obama, para combater o aquecimento global. O especialista do Greenpeace em mudanças climáticas, Pedro Telles, comentou que essa não será uma luta tão fácil. "Ele [Trump] não é dono do mundo. É claro que essas assinaturas preocupam, mas países como a China e a Alemanha, só para ficar em dois exemplos, são contra isso e vão lutar para combater o aquecimento global. Que esse triste fenômeno existe é um fato, embora ele insista em negar. Enfim, temos muito pela frente. Essa decisão dele não muda nada de imediato", comentou.
Fonte - Agência Brasil  29/03/2017

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

O Escândalo A-DARTER

Ponto de Vista  🔍

Ou de como a tentativa de assassinato da Odebrecht pode ferir de morte a construção do mais avançado míssil da Força Aérea Brasileira.- Coloca-se sob risco direto,a produção dos mísseis A-Darter,destinados aos caças Gripen NG BR, que se encontram em desenvolvimento pela MECTRON, empresa controlada pela Odebrecht, em cooperação com a DENEL sul-africana,além da construção do futuro submarino nuclear nacional (e de outros, convencionais)

Mauro Santayana
Mauro Santayana
Está dando certo o implacável, mesquinho, totalmente desvinculado da estratégia e dos interesses nacionais, cerco, montado pela Procuradoria Geral da República, para arrebentar com a Odebrecht, não apenas dentro do Brasil, mas, em conluio com os EUA, também na América do Norte e, com base em "forças tarefas" conjuntas, nos mais diferentes países da América Latina.
Pressionada pela perseguição além fronteiras da Jurisprudência da Destruição da Lava-Jato e pela estúpida, desproporcional, multa, de 7 bilhões de reais estabelecida a título de punição, pelo Ministério Público brasileiro, em parceria com o Departamento de Justiça norte-americano, a Odebrecht não está conseguindo vender boa parte dos ativos estratégicos que tenta colocar no mercado, para evitar sua bancarrota e total desaparecimento, com a paralisação de dezenas de bilhões em projetos, muitos deles estratégicos, dentro e fora do país, e a demissão de milhares de colaboradores que trabalham no grupo, que já foi obrigado a se desfazer de mais de 150.000 pessoas nos últimos dois anos.
Com o cerco à empresa, que bem poderíamos classificar de mera tentativa de assassinato, considerando-se o ódio com que vem sendo tratada a Odebrecht pelos nossos jovens juízes e procuradores - já que poderiam ter sido presos eventuais culpados sem praticamente destruir a maior multinacional brasileira de engenharia - coloca-se sob risco direto, não apenas a construção do futuro submarino nuclear nacional (e de outros, convencionais), mas também a produção dos mísseis A-Darter, destinados aos caças Gripen NG BR, que se encontram em desenvolvimento pela MECTRON, empresa controlada pela Odebrecht, em cooperação com a DENEL sul-africana.
Não tendo conseguido negociar a MECTRON, incluída em sua lista oferecida ao mercado, a Odebrecht pretende, agora, esquartejar a companhia e vender seus projetos um a um - entre eles o desse avançado mísil ar-ar - para quem estiver interessado em ficar, entre outras coisas, com parte do know-how desenvolvido pelo Brasil nessa área, desde a época do míssil "Piranha".

Enquanto isso, a Presidência e o Congresso fazem cara de paisagem.
Quando, diante desse absurdo, o mínimo que a Comissão de Defesa Nacional - por meio de CPI para investigar o caso - o Ministério da Defesa e o Ministério da Aeronaútica deveriam fazer seria pressionar e negociar no governo o financiamento da compra da MECTRON por uma empresa da área, como a AVIBRAS, por exemplo, com recursos do BNDES, ou injetar dinheiro do Banco - agora emagrecido em 100 bilhões de reais "pagos" antecipadamente ao Tesouro - para que comprasse provisoriamente a MECTRON, assegurando que seu controle ficasse com o Estado, ao menos até o fim do programa A-Darter, ou que se estabelecesse uma estratégia voltada para impedir sua desnacionalização.
O problema é que o BNDES, como faz questão de afirmar a nova diretoria, pretende mudar de foco para dar atenção - o que quer que isso signifique - a projetos que beneficiem "a toda a sociedade".
Será que seria possível que a finalização do desenvolvimento de um míssil avançado para os novos caças de nossa Força Aérea, destinado a derrubar aviões inimigos em situação de combate, em que já foram investidos milhões de dólares, viesse a ser enquadrado nessa categoria e na nova doutrina de funcionamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - que já bloqueou 1.5 bilhões que a Odebrecht teria a receber por obras no exterior - ou estaríamos pedindo demais e exagerando na importância do caso?
Fonte - Do Blog Mauro Santayana  19/02/2017

domingo, 17 de abril de 2016

Ato em defesa de Dilma reúne funkeiros e militantes na orla de Copacabana

Política

Jovens de comunidades localizadas no entorno de Copacabana, entre as quais as comunidades do Pavão-Pavãozinho, Cantagalo, Morro dos Cabritos, Ladeira dos Tabajaras, Chapéu Mangueira e Rocinha, Vidigal e moradores da Baixada Fluminense e da zona norte da capital também participaram do evento.“A ideia é defender a democracia. Eleição, só em 2018. Nós temos que lutar para preservar o mandato da presidenta Dilma. 

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Tânia Rêgo
Mais de 20 funkeiros se revezaram hoje (17) com representantes de movimentos sociais, artistas e magistrados no palco montado na Avenida Atlântica, em Copacabana, zona sul da cidade, em manifestação contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
“É o funk contra o golpe”, disse Rômulo Costa, fundador da produtora de funk Furacão 2000 e idealizador do ato, acatado pela Frente Brasil Popular e pela Central Única dos Trabalhadores, regional Rio de Janeiro (CUT-RJ). O presidente da CUT-RJ, Marcelo Rodrigues, começou a convocar a militância no último dia 14.
Jovens de comunidades localizadas no entorno de Copacabana, entre as quais as comunidades do Pavão-Pavãozinho, Cantagalo, Morro dos Cabritos, Ladeira dos Tabajaras, Chapéu Mangueira e Rocinha, Vidigal e moradores da Baixada Fluminense e da zona norte da capital também participaram do evento.
“A ideia é defender a democracia. Eleição, só em 2018. Nós temos que lutar para preservar o mandato da presidenta Dilma. O Temer [vice-presidente Michel Temer] não nos representa, nem o Eduardo Cunha [presidente da Câmara Federal]”, disse Rômulo.
A concentração começou às 9h, na altura do Posto 3, na Rua Hilário de Gouvea, e seguiu até o Leme, onde ocorreu a dispersão. Essa foi a primeira vez que a Furacão 2000 se apresentou na Praia de Copacabana para mobilizar a população contra o impedimento da presidenta da República.

Policiamento
Cerca de 800 policiais militares de vários batalhões vão garantir, durante todo o dia, na orla de Copacabana, a segurança de frequentadores da praia e manifestantes pró e contra oimpeachment.. À tarde, com concentração no Posto 6, haverá manifestação a favor do impedimento, convocada pelo Movimento Brasil Livre Vem Pra Rua. A dispersão está prevista para as 19h, no Posto 3.
A “defesa da democracia”, segundo o professor do ensino técnico José Antonio Ribas, foi a tônica do ato em defesa de Dilma. O desempregado do setor naval Paulo Cardoso, que vive atualmente como ambulante, manifestou apoio à presidenta e ao PT. “Sou eleitor de Lula desde 1989, porque ele é a favor das minorias”.
De acordo com o coronel Cândido Silva, comandante do 1º Comando de Policiamento de Área, não foi necessário montar nenhuma barreira policial desde a areia até a calçada. “O isolamento será feito pelos próprios policiais mobilizados”, disse.
O chefe do Estado-Maior da PM, coronel Lima Freire, informou que, depois das 19h, a grande massa de policiamento será desfeita, permanecendo na Praia de Copacabana somente os militares que fazem a segurança normal das ruas. Lima disse que será garantido o ir e vir das pessoas que participam dos atos, inclusive para assistir à votação, na Câmara dos Deputados, nos telões montados pelo Movimento Vem Pra Rua, da oposição, desde que permaneçam na areia. “O que não pode haver é a interdição da via”, afirmou o chefe da PM.

Rio de Janeiro - Manifestação contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff na Praia de Copacabana (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Tânia Rêgo
Democracia
A professora universitária Andréia Ayres fez questão de demonstrar seu apoio ao estado democrático de direito. O analista de sistemas Luiz Felipe Lacerda reforçou o coro contra o golpe, afirmando que o importante é garantir a vontade popular. “Não podem passar por cima da vontade do povo. Este é o governo que o povo escolheu”.
O jornalista Bernardo Lessa disse que o processo contra Dilma Rousseff é ilegal. Segundo ele, os argumentos usados pela oposição são “frágeis e inconsistentes”. O turismólogo Elzário Júnior, cuja profissão foi reconhecida recentemente, destacou que o governo Dilma é "corajoso" e que defende os interesses populares, o petróleo e o pré-sal, o que o capital internacional não admite”.
Para o estudante Nikolas Zanette, mestrando em geografia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o ambiente em Copacabana foi ideal para fazer pesquisas para sua tese sobre a Praia de Copacabana, cujas variadas ocupações ele considera emblemáticas no Rio de Janeiro. “A gente precisa fazer leituras mais refinadas sobre quem são esses públicos que fazem o exercício da democracia”. Isso é importante para se efetuar uma leitura fiel do atual momento político brasileiro, completou.
O relações internacionais Erick Memória também mostrou seu apoio ao governo “que foi democraticamente eleito”. Memória afiançou que a presidenta Dilma “não cometeu nenhum crime, enquanto o Cunha (Eduardo Cunha, presidente da Câmara Federal) é réu até na Suíça”.

Ato pacífico
A manifestação contra o impeachment terminou sem incidentes. Os restaurantes, quiosques e bares na praia e em ruas adjacentes ficaram repletos, assim como a praia, sob forte calor e céu azul. Grupos de policiais militares ficaram a postos em cada esquina das ruas que cortam a Avenida Atlântica, durante o ato.
De acordo com operadores da CET-Rio, o ato transcorreu sem conflitos, em um clima pacífico e familiar. Os organizadores da manifestação estimaram em 50 mil os participantes contra oimpeachment. Por norma adotada desde janeiro deste ano, a Polícia Militar não divulga estimativas sobre número de pessoas em manifestações populares, informou o chefe do Estado-Maior da PM, coronel Lima Freire.
Fonte - Agência Brasil  17/04/2016

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Marinha brasileira batiza novo navio (NDM) de 'Bahia'

Defesa

A presidente Dilma Rousseff e o governador Rui Costa participaram de cerimônia e também visitaram o terminal de passageiros do Porto de Salvador, localizado no bairro do Comércio. Projetada para transportar tropas, veículos, helicópteros e equipamentos, a nova embarcação foi transferida à Marinha depois de acordo firmado entre os governos brasileiro e francês e representa mais investimentos e reforço nas Forças Armadas nacionais.

Da Redação
foto - CarolGarcia/Gov.Ba.
Batizado de 'Bahia', o novo Navio Doca Multipropósito (NDM) da Marinha do Brasil foi entregue oficialmente à corporação na manhã desta quarta-feira (6), em Salvador, na sede do Comando do 2º Distrito Naval. A presidente Dilma Rousseff e o governador Rui Costa participaram de cerimônia e também visitaram o terminal de passageiros do Porto de Salvador, localizado no bairro do Comércio. Projetada para transportar tropas, veículos, helicópteros e equipamentos, a nova embarcação foi transferida à Marinha depois de acordo firmado entre os governos brasileiro e francês e representa mais investimentos e reforço nas Forças Armadas nacionais.
O novo navio homenageia a Bahia pela posição estratégica que o estado ocupa, no meio do litoral brasileiro, facilitando o deslocamento e atuação de Forças Navais para o Norte\Nordeste ou para o Sul. A embarcação está preparada para atender, além de missões operacionais e ofensivas, a auxílios a desastres, apoiar a Defesa Civil e ações internacionais. O objetivo é que o navio entre em operação no segundo semestre desse ano, em uma missão de paz no Haiti.
Para o governador Rui Costa, o novo investimento fortalece o Brasil e as riquezas nacionais. "Por estarmos no estado de maior costa do País, fica o desejo de que a Marinha venha aumentar as suas instalações em nosso território, utilizando o potencial baiano para treinamento e manutenção. O mar que fez parte da história do Brasil e da Bahia abraça a nossa terra e por isso desejamos fortalecer ainda mais essa parceria. Agradeço essa belíssima homenagem. Nosso estado estará muito bem representado por essa embarcação de excelência”, comemorou. Ele ainda convidou a presidente para voltar à Salvador para inaugurar obras construídas em parceria com o governo federal, como a Via Expressa e o Terminal Náutico.
Durante a cerimônia, Dilma Rousseff falou sobre o quanto a União tem investido nas Forças Armadas. "Estamos empenhados em ampliar a capacidade operacional dessa força, que atua com imenso profissionalismo, investindo em equipamentos e na formação de pessoal, mesmo em fase de ajustes como a que estamos enfrentando. Nos esforçamos para dar continuidade aos planos e projetos estratégicos dessas forças. São programas que avançaram muito nos últimos tempos, que são estratégicos para a sociedade brasileira, 

foto - CarolGarcia/Gov.Ba.
Queremos garantir que vamos continuar avançando nesse sentido. Nesse país de dimensões continentais, precisamos fortalecer a Defesa brasileira, por isso esse investimento compatível com o tamanho do Brasil, como é esse merecido e esperado reforço, o navio Bahia", falou.
Na ocasião, a presidente recebeu uma réplica do navio doca e Rui ganhou uma bandeira da Bahia. Também participaram do evento o chefe de gabinete da Presidência da República, o ex-governador da Bahia Jaques Wagner, o ministro de Defesa, Aldo Rebelo, entre outras autoridades.

Navio Doca 'Bahia'
Adquirido da marinha francesa pelo valor de 80 milhões de euros, que serão pagos ao longo de quatro anos, o NDM Bahia tem 168 metros de comprimentos e 22 metros de largura, com capacidade para 12 mil toneladas. Com a tripulação de 32 oficiais e 256 praças, o navio tem autonomia de até 46 dias e tem mais de 20 mil quilômetros de raio de ação. 

foto - ilustração
Com pistas de pouso, esse é um dos quatro navios brasileiros que possuem uma doca alagável, uma espécie de plataforma que desce ao nível do mar para que as embarcações desembarquem na água.
O 'Bahia' ainda possui um complexo hospitalar com 49 leitos e 500 m², capaz de prestar atendimento médico-odontológico e com acesso direto ao convés de voo principal, permitindo que helicópteros realizem evacuações
Com informações da Secom Ba.  06/04/2016

KC-390 é um marco na indústria brasileira, diz comandante da Embraer

Defesa

O comandante Jordão garante que a aeronave vai causar grande impacto nas operações da FAB.Vai aumentar muito a eficiência e a pronta resposta da Força Aérea. Ela é fácil de pilotar por usar sistema fly by wire. Seus equipamentos modernos vão reduzir o custo de manutenção”, explicou.

Blog do Planauto
 foto - Blog do Planalto
Está tudo pronto para a visita de daqui a pouco da presidenta Dilma Rousseff, na Base Aérea de Brasília, ao cargueiro militar KC-390, a maior e mais moderna aeronave projetada e fabricada no Brasil. O comandante Jordão, piloto de ensaios da Embraer, disse que o KC-390 é um marco para a indústria brasileira.
“É uma aeronave estratégica e polivalente. Vai aumentar muito a eficiência e a pronta resposta da Força Aérea. Ela é fácil de pilotar por usar sistema fly by wire. Seus equipamentos modernos vão reduzir o custo de manutenção”, explicou.
Segundo o comandante, o KC-390 vai causar grande impacto nas operações da Força Aérea Brasileira (FAB) e já existem muitos países interessados, inclusive parceiros, visualizando a substituição de outras aeronaves por esta.
“Um país que não tem uma aeronave dessa categoria não tem capacidade de reação. No aspecto de defesa e segurança ela é uma arma vital. Não adianta só ter caças se não tiver uma aviação de transporte que dê o suporte para se manter em voo”.
A aeronave é resultado de um projeto conjunto da Embraer com a FAB para desenvolver e produzir um avião de transporte militar tático e reabastecimento em voo que representa um avanço significativo em termos de tecnologia e inovação para a indústria aeronáutica brasileira.
Fonte - Blog do Planauto  05/04/2016

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Presidenta Dilma vem a Salvador para cerimônia de incorporação de navio NDM Bahia

Defesa

O ato será realizado no Comando do 2º Distrito Naval na quarta feira (6), no bairro do Comércio, às 11h e o governador Rui Costa também estará presente.

Atarde
Edilson Lima / Ag. A TARDE
A presidente Dilma Rousseff estará em Salvador nesta quarta-feira, 6, para a cerimônia de incorporação do Navio Doca Multipropósito "Bahia" à frota da Marinha do Brasil. A informação foi confirmada pelo governo do estado. O ato será realizado no Comando do 2º Distrito Naval, no bairro do Comércio, às 11h e o governador Rui Costa também estará presente.
Adquirido por meio de um acordo entre os governos brasileiro e francês, o navio está em Salvador desde domingo, 3. Ele vai substituir o ex-Navio de Desembarque-Doca (NDD) "Rio de Janeiro", permitindo a passagem para a reserva do NDD "Ceará".
Fonte - A Tarde  04/04/2016

sábado, 2 de abril de 2016

Navio "NDM Bahia" da Marinha do Brasil procedente da França chega a Salvador

Defesa

O navio NDM Bahia procedente da França, ancora em Salvador e uma série de eventos oficiais com a presença de autoridades está programada para o local. Segundo informações do Comando do 2º Distrito Naval, o NDM ‘Bahia’ foi transferido para a Marinha do Brasil após acordo firmado entre os governos brasileiro e francês.

Da redação
foto - Divulgação
A tripulação do tripulação do Navio Doca Multipropósito (NDM), denominado ‘Bahia’, chegará neste domingo (3) ao Porto de Salvador, onde terá receptivo especial da Superintendência de Fomento ao Turismo da Bahia (Bahiatursa). Das 14 às 16h, seis baianas distribuem para os tripulantes da embarcação folhetos turísticos e fitas do Senhor do Bonfim.
No Brasil, a capital baiana é o primeiro ponto onde o navio procedente da França ancora e uma série de eventos oficiais com a presença de autoridades está programada para o local. Segundo informações do Comando do 2º Distrito Naval, o NDM ‘Bahia’ foi transferido para a Marinha do Brasil após acordo firmado entre os governos brasileiro e francês.
foto - Divulgação
Para o superintendente da Bahiatursa, Diogo Medrado, a homenagem com o nome da Bahia é um importante reconhecimento à representatividade do estado. “Por isso estaremos lá, com um dos ícones baianos distribuindo as fitinhas do Senhor do Bonfim, dando total apoio à iniciativa e divulgando as tradições e belezas de nossas 13 zonas turísticas”.
A embarcação foi projetada para transportar tropas, veículos, helicópteros e munição diretamente a uma área de operações, o que irá agregar à Força Naval brasileira importante capacidade de apoio logístico, como informa o Comando do 2º Distrito Naval.
Com informações da Secom Ba.  02/04/2016

quinta-feira, 31 de março de 2016

Tributarista depõe na comissão e diz que governo não violou lei orçamentária

Política

O professor de direito tributário da Universidade do Estado do Rio de Janeiro Ricardo Lodi apresenta a defesa da presidenta Dilma Rousseff à Comissão Especial do Impeachment.Dividindo os assuntos por tópicos de acusação, Lodi Ribeiro disse que, enquanto os juristas afirmam que as pedaladas fiscais foram constituídas por operações de crédito, o que houve foi um "direito de crédito"

Carolina Gonçalves e
Daniel Lima-Repórteres da Agência Brasil

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ao prestar depoimento hoje (31) na Comissão do Impeachment, o professor adjunto da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (RJ), Ricardo Lodi Ribeiro, especialista em direito tributário e financeiro, segundo nome indicado para fazer a defesa da presidenta Dilma Rousseff, afirmou que há "incongruências" no pedido apresentado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal.
Dividindo os assuntos por tópicos de acusação, Lodi Ribeiro disse que, enquanto os juristas afirmam que as pedaladas fiscais foram constituídas por operações de crédito, o que houve foi um "direito de crédito". Para explicar a tese, o professor citou o exemplo de um contrato de reforma residencial em que o arquiteto entrega a obra no prazo, mas o contratante não paga no dia acertado.
“Se não pagou o projeto entregue no prazo, o arquiteto tem direito de crédito, mas isto não constitui uma operação de crédito", afirmou, fazendo uma analogia com os contratos da União com agentes financeiros públicos. Lodi alertou que a Lei do Impeachment não tipifica como crime de responsabilidade a violação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “O que se pune é o atentado à Lei do Orçamento, que prevê receitas e despesas. A LRF estabele normas gerais sobre gestão do orçamento. Além de não termos uma operação de crédito e uma violação à LRF, não houve violação à Lei do Orçamento”, ressaltou.
O especialista em direito afirmou que, das acusações elencadas no pedido, em relação ao ano de 2015, “só restou um caso apontado na denúncia, que é o do Plano Safra que não tem qualquer participação da presidente da República. É inteiramente regulado pelo Conselho Monetário Nacional. A presidente não tem competência para contrair operação de crédito nestes casos”, disse.

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Créditos Suplementares
Brasília - Reunião da Comissão do Impeachment em que os parlamentares ouvem o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, e o professor de direito tributário da Uerj Ricardo Lodi. Eles apresentaram a defesa de Dilma Rousseff. Ontem, foram ouvidos os autores do pedido de afastamento de Dilma

Ricardo Lodi Ribeiro disse que criminalizar a gestão da política econômica “não é algo que possa se compatibilizar com a Constituição Federal”. Ele lembrou que os gestores precisam fazer escolhas difíceis em momentos de crise e, reiterando o discurso do ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, que falou minutos antes do especialista, lembrou que a abertura de crédito suplementar não significa necessariamente aumento de despesas.
“A aprovação da lei do orçamento inseriu, no Artigo 4, a autorização para abertura de crédito suplementar condicionada ao superávit primário. Como orçamento anual, só podemos verificar a ocorrência dessa condição [cumprimento ou não da meta] ao final do exercício anual.”.
O professor Lodi reconheceu que a LRF estabelece a entrega de relatórios bimestrais sobre as contas do governo, mas reforçou que o cumprimento da meta, ainda assim, só pode se confirmar no balanço final. Ele lembrou que foi o Congresso Nacional que aprovou a proposta de lei encaminhada pelo governo Dilma, em 2015, alterando a meta e admitindo déficit.
“O Congresso aprovou o PLN, que reduziu a meta, admitindo déficit de até R$ 100 bilhões. No momento que o Congresso aprova lei alterando meta, aquela condição prevista na Lei do Orçamento não será realizada. Não se pode afirmar que a meta de 2015 não foi cumprida”, completou.
Deputados governistas defendem que não há razões jurídicas para o processo de impeachment, seguindo o mesmo tom adotado pela própria representada, que diária ou semanalmente, desde que o pedido foi acatado na Câmara, tem repetido que não renunciará e afirmado que não cometeu crime de responsabilidade. Ontem (30), Dilma Rousseff participou de um evento no Palácio do Planalto e reafirmou que a tentativa é golpe. “Estamos discutindo um impeachment muito concreto e sem crime de responsabilidade”, afirmou a presidenta.
As oitivas na Comissão do Impeachment foram resultado de um acordo entre líderes partidários, que concordaram em convidar duas pessoas de cada um dos dois lados, contra e em defesa do governo, para esclarecer posições. Na primeira sessão de depoimentos, ontem, nomes indicados pela oposição falaram em meio a uma sessão marcada por tumulto. Autores do pedido que resultou no início do andamento do processo, os juristas Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal afirmaram que as pedaladas fiscais são elementos suficientes para que a presidenta seja processada por crime de responsabilidade.
Miguel Reale Jr afirmou que Dilma feriu a Lei de Responsabilidade Fiscal ao retardar o repasse de recursos para bancos públicos. A advogada rechaçou a classificação de golpe, assegurando que a denúncia está bem caracterizada. Os depoimentos terminaram em confusão, quando o presidente da comissão, Rogério Rosso, decidiu encerrar a sessão sem dar a palavra a parlamentares governistas, que esperavam para fazer perguntas.
Rosso, que argumentou que a Ordem do Dia tinha sido iniciada no plenário, foi acusado de manobra a pedido do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) já que havia informado, no final da manhã, que não haveria necessidade de encerrar a reunião, por não havia previsão de votações.
Relator do processo, Jovair Arantes (PTB-GO) voltou na sessão de hoje para tentar tranquilizar o colegiado. “Convidamos dois que fizeram a denúncia e dois que falam contra a denúncia. Não para produzir provas. Evidente que a fala é livre, mas nada de novo será acrescentado no relatório”, afirmou, tentando apaziguar os ânimos já acirrados no início da sessão.
Fonte - Agência Brasil  31/03/2016

quarta-feira, 23 de março de 2016

Satélite vai permitir universalização da banda larga em todo o país

Ciência e Tecnologia

Ele vai ser lançado em parceria com a França e é um patamar tecnológico que temos de alcançar. Lançar o satélite, mas, em um segundo momento, sermos capazes de produzir esse satélite no Brasil”, disse Dilma. O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas está sendo fabricado na França desde janeiro de 2014 e o lançamento deve ocorrer entre dezembro de 2016 e fevereiro de 2017.

Andreia Verdélio
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração/Portal Gov.Br
A presidenta Dilma Rousseff visitou hoje (23) as obras de construção do centro de controle do satélite que vai levar internet de alta velocidade a regiões longínquas do país, onde ainda não é possível chegar com cabos de fibra ótica. O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas está sendo fabricado na França desde janeiro de 2014 e o lançamento deve ocorrer entre dezembro de 2016 e fevereiro de 2017.
“Ele vai ser lançado em parceria com a França e é um patamar tecnológico que temos de alcançar. Lançar o satélite, mas, em um segundo momento, sermos capazes de produzir esse satélite no Brasil”, disse Dilma. A construção do equipamento está sendo acompanhada pela Visiona, uma empresa brasileira de cooperação entra a Telebras e a Embraer.
Durante a visita às obras da antena de monitoramento do satélite, no 6º Comando Aéreo Regional em Brasília, o ministro das Comunicações, André Figueiredo, explicou que o equipamento é um grande instrumento para alcançar a universalização do acesso à internet, por meio da banda KA, dentro do novo Programa Nacional de Banda Larga.
“Queremos chegar, até o fim de 2018, com fibra ótica a 70% dos municípios brasileiros que representam 95% da população, propiciando não apenas a integração da população brasileira mas o acesso ao conhecimento”, disse Figueiredo. “No restante onde não conseguirmos chegar com fibra ótica, vamos com satélite, que vai servir como redundância para que possamos chegar em locais mais longínquos, mesmo já cobertos com fibra ótica. Por exemplo, na Região Nordeste, vamos chegar em Fernando de Noronha”, explicou.
O equipamento deve entrar em operação no primeiro trimestre de 2017. Um segundo ponto de monitoramento será montado em outro centro de operações no Rio de Janeiro.

Segurança Nacional
Além de internet, o satélite tem o objetivo de trazer mais segurança às comunicações estratégicas e militares do governo brasileiro, utilizando a banda X, faixa destinada exclusivamente ao uso militar. Segundo o comandante do Centro de Operações Espaciais, coronel Hélcio Vieira Júnior, o satélite vai cobrir todo o território brasileiro, o Atlântico Sul e grande parte da área de interesse do país, do Haiti até a Antártica.
“Militarmente falando, ele vai possibilitar que façamos comando e controle de todos os tipos de ações em que as Forças Armadas estão envolvidas, desde combate a ilícitos nas fronteiras e ajuda humanitária até, se for o caso, ações realmente militares”, disse.
O projeto do satélite geoestacionário é uma parceria entre os ministérios das Comunicações e da Defesa e tem investimento de R$ 1,7 bilhão. Hoje, segundo as pastas, as comunicações militares brasileiras são feitas por meio de aluguel da banda X em dois satélites privados, ao custo anual de R$ 13 milhões. Quando o satélite geoestacionário do Brasil entrar em operação, apenas um dos contratos será mantido, como garantia em caso de falha do novo satélite.
O satélite geoestacionário, segundo o coronel Vieira, é o primeiro do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais, do Ministério da Defesa, que inclui vários grupos de satélites.
O primeiro visa a levar muitas informações a pontos distantes. Além do satélite geoestacionário, o grupo terá satélites de sensoriamento remoto que vão possibilitar o monitoramento de toda a fronteira seca e molhada e o controle do tráfego marítimo. “Além disso, estão previstos satélites de geoposicionamento, a exemplo do GPS americano, que vão permitir que o governo brasileiro tenha um referencial de tempo nacional. Vão melhorar muito nossos sistemas bancário, de transmissão de energia e de bolsa de valores, entre outros”, afirmou.
*Texto alterado às 16h32 para corrigir o valor investido no projeto do satélite geoestacionário. O correto é R$ 1,7 bilhão, e não R$ 1,7 trilhão, como estava no texto.
Fonte - Agência Brasil  23/03/2016

sábado, 12 de março de 2016

Mais de 70% do vazio cartográfico da Amazônia é mapeado

Amazônia

O projeto alcançou, em 2015, execução de 71,14% da meta. O investimento com recursos da União é de mais de R$ 333 milhões, dos quais R$ 237 milhões já foram executados. A iniciativa compreende a elaboração de cartas náuticas, mapeando os principais rios navegáveis da região, e também cartas geológicas, mostrando os potenciais geológicos da área. A previsão é que os trabalhos estejam finalizados até 2018.

C/informações do Ministério da Defesa
foto - ilustração/Portal Amazônia
MANAUS - Um projeto coordenado pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), do Ministério da Defesa, já mapeou mais de 70% do chamado “vazio cartográfico da Amazônia” uma área de 1,8 milhão de quilômetros quadrados. É uma área que até então não contava com informações cartográficas terrestres.
O vazio corresponde a 35% do total do território amazônico e concentra-se em áreas de floresta e de fronteira, nos Estados do Amapá e do Amazonas, além de parte do Acre, Maranhão, Mato Grosso, Pará e Roraima.
O projeto alcançou, em 2015, execução de 71,14% da meta. O investimento com recursos da União é de mais de R$ 333 milhões, dos quais R$ 237 milhões já foram executados. A iniciativa compreende a elaboração de cartas náuticas, mapeando os principais rios navegáveis da região, e também cartas geológicas, mostrando os potenciais geológicos da área. A previsão é que os trabalhos estejam finalizados até 2018.
Da área total do vazio cartográfico, cerca de 1,6 milhão de quilômetros quadrados é de vegetação densa, sendo necessário utilizar ferramentas tecnológicas capazes de atravessar as copas das árvores, para registrar a correta altimetria do solo. “Esse mapeamento é inédito e servirá para diversas aplicações na Amazônia”, ressalta o diretor-geral do Censipam, Rogério Guedes Soares.
Parte da Amazônia foi imageada na década de 1970, por meio do Projeto RadamBrasil, no entanto, em escala menor e sem a adequada altimetria do solo. “Na época, não havia tecnologia capaz de atravessar as copas das árvores para coletar o movimento altimétrico do solo. Hoje, já temos. Além disso, conseguimos fazer as cartas numa escala muito maior”, explica o diretor do Censipam, acrescentando que apenas 155,4 mil quilômetros quadrados da área total mapeada não é coberta por floresta.

Mapeamento terrestre
Todo o trabalho da cartografia terrestre é feito pelo Exército Brasileiro. Segundo o coronel Marcis Mendonça Júnior, gerente do projeto pelo Exército, o mapeamento permitirá um maior conhecimento sobre a Amazônia. “Contribuirá ao Brasil conhecer a parte ainda não mapeada do seu território”, ressaltou.
O Exército já entregou ao Censipam 1.087 cartas terrestres, todas geradas por meio do projeto. Dos 1,8 milhão de quilômetros quadrados do vazio, 1,142 milhão quilômetros quadrados foram sobrevoados, sendo que, deste total, 902,18 mil quilômetros quadrados já foram processados (80% dos dados).
A previsão é de que, até o fim de 2016, o restante dos dados seja captado. Com recursos do projeto, o Exército já construiu um Centro de Processamento de Imagens, para a elaboração das cartas. As imagens também estão servindo para produzir outros produtos, como mapas de previsão de risco, estudos de implantação de infraestrutura e a extratificação da vegetação.

Mapeamento fluvial
Outro foco da iniciativa é a segurança da navegação, tanto para o transporte de cargas como o de pessoas. Para isso, estão sendo mapeado os principais rios navegáveis da Amazônia, trabalho a cargo do Centro de Hidrografia da Marinha (DHM). A produção de novas cartas náuticas ou a sua atualização é de grande importância, tendo em vista que os rios estão em constante movimento. As cartas são construídas com a utilização de barcos especializados para essa finalidade. Para atender ao projeto, foram construídos cinco navios, todos pela indústria nacional, sendo que o último deles foi entregue no ano passado.
A Marinha mapeou, de 2008 a 2015, mais de 35,8 mil quilômetros quadrados de rios e trechos navegáveis da Bacia Amazônica. Esse trabalho resultou na produção de 115 cartas náuticas, entre novas e atualizadas. A previsão é produzir outras 41 cartas até 2018.
É por meio das hidrovias que são escoadas mais de 95% das exportações da região, formadas por produtos como caulim, celulose, bauxita, soja, fertilizantes, petróleo e gás liquefeito de petróleo (GLP); além de produtos eletroeletrônicos, automotivos, óticos, químicos, termoplásticos e metalúrgicos da Zona Franca de Manaus.
O projeto concentra-se, ainda, em mapear os potenciais geológicos da região. Essa parte do trabalho é executada pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM). Foram realizados levantamentos aerogeofísicos de 570 mil quilômetros quadrados e produzidas 29 folhas de mapeamento geológico, que somam 477 mil quilômetros quadrados. Outros cinco aerolevantamentos de uma área de 277 quilômetros quadrados estão sendo concluídos.

Cartografia
O plano de mapeamento foi lançado em 2008 e tem o Censipam, como coordenador, de um lado; e Marinha, Exército e CPRM, como executores, de outro. Os produtos cartográficos auxiliarão no planejamento e execução de outros projetos, como a construção de rodovias, ferrovias, gasodutos e hidrelétricas.
Também vai contribuir para a demarcação de áreas de assentamentos, terras indígenas, áreas de mineração, agronegócio e na elaboração e apoio ao zoneamento ecológico, econômico e ordenamento territorial, à segurança territorial, ao escoamento da produção e ao desenvolvimento regional.
As informações ajudarão, ainda, na ampliação do conhecimento sobre a Amazônia Brasileira e na geração de informações estratégicas para monitoramento de segurança e defesa nacional, em especial, nas fronteiras.
Fonte - Portal da Amazônia  12/03/2016

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Índia completa testes do seu primeiro submarino nuclear

Internacional

Nos últimos seis meses, o submarino nuclear Arihant passou em todos os testes, incluindo a imersão em alto mar e disparo de mísseis.

Sputnik
foto/Sputnik
O primeiro submarino nuclear da Índia, o Arihant, foi testado com sucesso e está pronto para as operações, informou o jornal indiano The Economic Times na terça-feira.
"Ele passou em todos os testes e superou as nossas expectativas em muitos aspetos. Tecnicamente, o submarino pode ser agora preparado para navegação a qualquer momento", disse um alto funcionário, citado pelo jornal.
Os testes foram realizados fora do porto de Vishakhapatnam, na costa leste da Índia. O Arihant foi acompanhado pelo navio de resgate russo Epron.
O submarino Arihant será o primeiro submarino nuclear da Índia produzido no país.
Fonte - Sputnik  23/02/2016

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Rússia planeja construir novo avião militar para transportar tanques

Tecnologia/Defesa

Este avião de transporte pesado, apelidado de PAK TA (Aeronave de Transporte Perspetivo), será capaz de voar a velocidades supersônicas de até 2.000 km/h, transportar até 200 toneladas e têm um alcance de 7.000 km.

Sputnik
imagem/Sputnik
Os projetistas de aeronaves russos estão desenvolvendo um avião supersónico de carga, capaz de transportar tanques para o campo de batalha. O conceito geral deste gigante voador deverá estar pronto antes dos finais deste ano.
Este avião de transporte pesado, apelidado de PAK TA (Aeronave de Transporte Perspetivo), será capaz de voar a velocidades supersônicas de até 2.000 km/h, transportar até 200 toneladas e têm um alcance de 7.000 km.
Até 2024 serão construídos oitenta aviões deste tipo, o que tornará possível transportar 400 tanques pesados ou 900 veículos blindados ligeiros para o campo de batalha muito mais rápido do que nunca.
O projeto está sendo desenvolvido pelo centro aeronáutico Ilyushin.
O projeto do PAK TA, que já está em curso há vários anos, deve substituir a atual frota de cargueiros aéreos pesados russos — Antonov An-22 Antei, com uma capacidade de carga de 60 toneladas, e Antonov An-124 Ruslan, que pode levantar 120 toneladas de carga.
A única aeronave que pode transportar uma quantidade comparável de peso é o Antonov An-225, que foi construído para o programa Buran, o ônibus espacial soviético.
Fonte - Sputnik Brasil  07/02/2016


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Brasil recebe da Rússia sistemas portáteis de defesa antiaérea Igla-S

Defesa

O Brasil recebeu no dia 27 de janeiro deste ano um novo lote de sistemas portáteis russos de mísseis antiaéreos Igla-S, de curto alcance, também conhecidos pela sigla MANPADs (Man Portable Air Defense System).

Sputinik
foto - Sputinik
A notícia foi prestada pelo portal de defesa - infodefensa.com - O material foi recebido no Rio de Janeiro pela Divisão de Importação e Exportação de Material do Exército Brasileiro (DIEMEx), através de contratos previamente assinados com a Rússia. Os armamentos deverão ser entregues para unidades de artilharia antiaérea que empregam esse tipo de armamento em todo o Brasil.

© SPUTNIK/ SERGEI MAMONTOV
Brasil na reta final da aquisição de sistema russo de defesa antiaérea
Segundo o artigo, os sistemas russos Igla-S, de baixa altura, vêm demonstrando bons resultados tanto em espaços urbanos, quanto em terrenos desabitados, como na selva amazônica, principalmente quando usados em conjuntos com radares SABER M-60 da BRADAR, integrados com Artilharia Antiaérea (COAAe).
As conversas entre Brasil e Rússia sobre aquisição dos sistemas de defesa antiaérea ganharam força com a visita da Presidenta Dilma Rousseff a Moscou, em dezembro de 2012, e quando, logo após, em janeiro de 2013, uma delegação brasileira chefiada pelo comandante do Estado-Maior das Forças Armadas, General José Carlos de Nardi, esteve em Moscou e conversou com autoridades militares russas e com os fabricantes desses equipamentos.
A decisão da compra desses equipamentos da Rússia foi tomada em meados de 2015. Previamente, em fevereiro de 2013, havia sido assinada a Declaração de Intenções entre o Ministério da Defesa da República Federativa do Brasil e o Serviço de Cooperação Técnico-Militar da Federação Russa, relativa à cooperação em Defesa Antiaérea, ressaltando o compromisso de transferência tecnológica “sem restrições”.
Fonte - Sputinik  03/02/2016