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domingo, 26 de janeiro de 2020

Satélite da Operadora DirecTV corre risco de explodir

Tecnologia  🚀

Visto pela primeira vez pelo SpaceNews.com, o satélite Spaceway-1 de 15 anos, construído pela Boeing, sofreu um mau funcionamento da bateria que poderia causar a explosão do satélite.“Em dezembro, o Spaceway-1 sofreu uma grande anomalia que resultou em danos térmicos significativos e irreversíveis às baterias”, escreveu a DirecTV no documento.

Revista Amazônia
Revista Amazônia
A DirecTV fez um aleta para a Federal Communications Commission que um de seus satélites corre o risco de explodir e que está correndo agora para desativá-lo antes que isso aconteça.
Visto pela primeira vez pelo SpaceNews.com, o satélite Spaceway-1 de 15 anos, construído pela Boeing, sofreu um mau funcionamento da bateria que poderia causar a explosão do satélite.
“Em dezembro, o Spaceway-1 sofreu uma grande anomalia que resultou em danos térmicos significativos e irreversíveis às baterias”, escreveu a DirecTV no documento. “A Boeing, fabricante de naves espaciais, concluiu com base em todos os dados disponíveis que não é possível garantir que as células das baterias suportem as pressões necessárias para uma operação segura da espaçonave; pelo contrário, existe um risco significativo de que essas células da bateria possam estourar.”
A DirecTV disse que, embora as operações de carga útil tenham sido encerradas e a sonda tenha margem de energia suficiente para evitar o uso das baterias durante as operações com luz solar, o uso de baterias durante um eclipse não é evitável nem existe uma maneira de isolar as células danificadas da bateria.
“O risco de uma falha catastrófica da bateria torna urgente que o Spaceway-1 seja totalmente orbitado e desativado antes do início da temporada de eclipse de 25 de fevereiro”, continuou a DirecTV.

Esperava-se que o Spaceway-1 estivesse em órbita por mais cinco anos
Segundo o SpaceNews.com, os operadores de satélite são obrigados a ventilar o propulsor a bordo para reduzir o risco de explosão do satélite. Satélites semelhantes levaram dois a três meses para liberar o combustível restante, observou o relatório. “A isenção é apropriada neste caso, porque a concessão não prejudicaria o objetivo da regra, que é reduzir o risco de explosão acidental. Sob procedimentos de órbita normal, o Spaceway-1 completaria suas manobras de fim de vida e depois descarregaria todas as bipropelente remanescente antes de descomissionar a sonda”, escreveu a DirecTV.
Fonte - Revista Amazônia  25/01/2020

quarta-feira, 23 de março de 2016

Satélite vai permitir universalização da banda larga em todo o país

Ciência e Tecnologia

Ele vai ser lançado em parceria com a França e é um patamar tecnológico que temos de alcançar. Lançar o satélite, mas, em um segundo momento, sermos capazes de produzir esse satélite no Brasil”, disse Dilma. O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas está sendo fabricado na França desde janeiro de 2014 e o lançamento deve ocorrer entre dezembro de 2016 e fevereiro de 2017.

Andreia Verdélio
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração/Portal Gov.Br
A presidenta Dilma Rousseff visitou hoje (23) as obras de construção do centro de controle do satélite que vai levar internet de alta velocidade a regiões longínquas do país, onde ainda não é possível chegar com cabos de fibra ótica. O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas está sendo fabricado na França desde janeiro de 2014 e o lançamento deve ocorrer entre dezembro de 2016 e fevereiro de 2017.
“Ele vai ser lançado em parceria com a França e é um patamar tecnológico que temos de alcançar. Lançar o satélite, mas, em um segundo momento, sermos capazes de produzir esse satélite no Brasil”, disse Dilma. A construção do equipamento está sendo acompanhada pela Visiona, uma empresa brasileira de cooperação entra a Telebras e a Embraer.
Durante a visita às obras da antena de monitoramento do satélite, no 6º Comando Aéreo Regional em Brasília, o ministro das Comunicações, André Figueiredo, explicou que o equipamento é um grande instrumento para alcançar a universalização do acesso à internet, por meio da banda KA, dentro do novo Programa Nacional de Banda Larga.
“Queremos chegar, até o fim de 2018, com fibra ótica a 70% dos municípios brasileiros que representam 95% da população, propiciando não apenas a integração da população brasileira mas o acesso ao conhecimento”, disse Figueiredo. “No restante onde não conseguirmos chegar com fibra ótica, vamos com satélite, que vai servir como redundância para que possamos chegar em locais mais longínquos, mesmo já cobertos com fibra ótica. Por exemplo, na Região Nordeste, vamos chegar em Fernando de Noronha”, explicou.
O equipamento deve entrar em operação no primeiro trimestre de 2017. Um segundo ponto de monitoramento será montado em outro centro de operações no Rio de Janeiro.

Segurança Nacional
Além de internet, o satélite tem o objetivo de trazer mais segurança às comunicações estratégicas e militares do governo brasileiro, utilizando a banda X, faixa destinada exclusivamente ao uso militar. Segundo o comandante do Centro de Operações Espaciais, coronel Hélcio Vieira Júnior, o satélite vai cobrir todo o território brasileiro, o Atlântico Sul e grande parte da área de interesse do país, do Haiti até a Antártica.
“Militarmente falando, ele vai possibilitar que façamos comando e controle de todos os tipos de ações em que as Forças Armadas estão envolvidas, desde combate a ilícitos nas fronteiras e ajuda humanitária até, se for o caso, ações realmente militares”, disse.
O projeto do satélite geoestacionário é uma parceria entre os ministérios das Comunicações e da Defesa e tem investimento de R$ 1,7 bilhão. Hoje, segundo as pastas, as comunicações militares brasileiras são feitas por meio de aluguel da banda X em dois satélites privados, ao custo anual de R$ 13 milhões. Quando o satélite geoestacionário do Brasil entrar em operação, apenas um dos contratos será mantido, como garantia em caso de falha do novo satélite.
O satélite geoestacionário, segundo o coronel Vieira, é o primeiro do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais, do Ministério da Defesa, que inclui vários grupos de satélites.
O primeiro visa a levar muitas informações a pontos distantes. Além do satélite geoestacionário, o grupo terá satélites de sensoriamento remoto que vão possibilitar o monitoramento de toda a fronteira seca e molhada e o controle do tráfego marítimo. “Além disso, estão previstos satélites de geoposicionamento, a exemplo do GPS americano, que vão permitir que o governo brasileiro tenha um referencial de tempo nacional. Vão melhorar muito nossos sistemas bancário, de transmissão de energia e de bolsa de valores, entre outros”, afirmou.
*Texto alterado às 16h32 para corrigir o valor investido no projeto do satélite geoestacionário. O correto é R$ 1,7 bilhão, e não R$ 1,7 trilhão, como estava no texto.
Fonte - Agência Brasil  23/03/2016

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Nanossatélite brasileiro parte para o espaço em um mês

Ciência e Tecnologia

Nanossatélite será lançado nesta quinta-feira (16) ao espaço.O pequeno satélite será colocado em órbita em volta da Terra em outubro. O lançamento será feito pela Jaxa, agência espacial japonesa, pois o Brasil não possui veículo lançador.

Maiana Diniz
Enviada Especial
Divulgação/AEB
O primeiro nanossatélite do Sistema Espacial para Realização de Pesquisas e Experimentos com Nanossatélites, da Agência Espacial Brasileira (AEB) em parceria com universidades, está em Tsukuba, no Japão, para ser integrado ao veículo lançador que vai transportá-lo no dia 16 de agosto para a Estação Espacial Internacional.
O pequeno satélite será colocado em órbita em volta da Terra em outubro. O lançamento será feito pela Jaxa, agência espacial japonesa, pois o Brasil não possui veículo lançador.
No estande da AEB na Expo T&C, uma das principais atrações da 67ª reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o estudante de engenharia aeroespacial da Universidade de Brasília (UnB) Brenno Popov apresenta o artefato que ajudou a criar e montar.
Ele afirma que o desafio do projeto é provar a capacidade desses pequenos satélites na transmissão dados, recebendo e devolvendo mensagens que podem ser baixadas de qualquer lugar do planeta.
“Após 30 minutos do lançamento no espaço, o sistema será ligado e as antenas, liberadas, deixando o satélite pronto para receber comunicações da Terra”, explica o estudante.
O modelo de engenharia custou R$ 400 mil. O projeto todo teve o orçamento de R$ 3 milhões, incluindo a locação de equipamentos e modelo de voo. “Como é um satélite universitário, que os estudantes ajudam a desenvolver, não há certeza de que vai funcionar. Mas, por ser uma plataforma barata, de fácil manuseio, se der problema, a perda é pequena”, esclarece Brenno.
Além dos estudantes de Engenharia Aeroespacial e de Engenharia Elétrica da UnB, participaram do projeto alunos das universidades federais de Santa Catarina (UFSC), do ABC (Ufabc), de Minas Gerais (UFMG), do Instituto Federal Fluminense (IFF), e de universidades da Espanha (Universidade de Vigo), dos Estados Unidos (Morehead State University e California State Polytechnic) e da Itália (Sapienza Università di Roma).
*Matéria alterada às 13h19 para corrigir informação. Diferentemente do que foi publicado, o nanossatélite brasileiro só será transportado para a Estação Espacial Internacional no dia 16 de agosto, e não amanhã. O título também foi alterado.
Fonte - Agência Brasil  15/07/2015

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

BNDES e INPE assinam contrato para ampliar monitoramento por satélite na Amazônia

Ciência e Tecnologia

Os recursos permitirão ampliar e aprimorar o monitoramento ambiental por satélites do INPE, bem como irão viabilizar o desenvolvimento de estudos sobre usos e cobertura da terra na Amazônia brasileira.

RA

O diretor da Área de Meio Ambiente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Guilherme Lacerda, assinou ontem quarta-feira, 29, contrato de apoio de R$ 67 milhões do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco, para o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e sua fundação, a Funcate.Cerimônia aconteceu ontem quarta, 29, em Brasília. Valor é de R$ 67 milhões, em recursos do Fundo Amazônia, e apoiará combate ao desmatamento
Os recursos permitirão ampliar e aprimorar o monitoramento ambiental por satélites do INPE, bem como irão viabilizar o desenvolvimento de estudos sobre usos e cobertura da terra na Amazônia brasileira.
O contrato também foi assinado pelos diretores do INPE, Leonel Perondi, e da Funcate, Luiz Carlos Miranda, tendo como testemunhas os ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clélio Campolina, e do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, em Brasília.
O INPE é responsável pela condução do programa de monitoramento ambiental da Amazônia, que produz dados sistemáticos sobre o desmatamento e a degradação florestal na região. Tais dados estão entre as principais fontes de informação para a tomada de decisões referentes às políticas de combate ao desmatamento na região.
O projeto apoiado pelo Fundo Amazônia, portanto, contribuirá para os avanços na atuação do Ministério do Meio Ambiente em sua missão de coordenar e empreender ações do Governo Federal no combate ao desmatamento ilegal da Amazônia brasileira.
Tanto os objetivos do projeto quanto os resultados esperados contribuem para a implementação da estratégia de REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação) do País, uma vez que possibilitam aumentar o controle do desmatamento e da degradação florestal. Isso ocorre em função do fortalecimento dos sistemas do INPE e do maior conhecimento sobre sua trajetória e seu comportamento ao longo do tempo.
A atuação do INPE, em coordenação com as políticas do MMA, já levaram a uma redução do desmatamento na Amazônia, que, de acordo com os últimos dados divulgados, alcançou 5.891 km2, a segunda menor taxa registrada nos últimos 25 anos.
Projeto – O projeto “Monitoramento Ambiental por Satélites no Bioma Amazônia”, formalizado hoje, tem prazo de execução de 42 meses e também apoiará o INPE em ações que o permitam compartilhar metodologia, dados, tecnologias e equipamentos para monitoramento ambiental com outras regiões e biomas brasileiros, assim como outros países tropicais.
O projeto compreende ações como: mapeamento do uso e cobertura da terra na Amazônia Legal; aprimoramento de software; melhoria dos serviços de recepção, distribuição e uso das imagens de sensoriamento remoto do INPE; aprimoramento do monitoramento de focos de queimadas e incêndios florestais; estudo das trajetórias de padrões e processos do desmatamento na Amazônia; e melhoria dos métodos de estimativa de biomassa e de emissões por mudança de uso da terra.

Carteira
Com este contrato, a carteira do Fundo Amazônia passa a somar 67 projetos apoiados,totalizando R$ 1 bilhão, dos quais R$ 372 milhões desembolsados.Todos os projetos apoiados visam reduzir o desmatamento e apoiar o desenvolvimento sustentável.
Mais informações no site  - www.fundomazonia.gov.br.
Fonte - Revista Amazônia 31/10/2014

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Satélite próprio poderá aumentar segurança de dados do governo, diz Telebras

Tecnologia

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Brasília - A construção do primeiro satélite geoestacionário brasileiro poderá aumentar a segurança do tráfego de dados importantes no país, que passarão a ser criptografados. Segundo o presidente da Telebras, Caio Bonilha, um dos objetivos do desenvolvimento do satélite é proteger as redes por onde passam informações sensíveis do governo federal.
“Vamos trabalhar com algoritmos e criptografia próprios, desenvolvidos pelo próprio governo, de maneira que os dados sensíveis que vão transitar no nosso satélite vão ser praticamente invioláveis”, disse, em entrevista à TV Brasil.
O projeto de construção do satélite tem custo estimado em R$ 1 bilhão. A expectativa do governo é colocar o satélite em órbita em 2014.
A expansão da internet de banda larga popular em mais de 2 mil municípios que não são atendidos por via terrestre é outro objetivo da construção do novo satélite no Brasil. Outra área importante a ser atendida é a militar, que atualmente usa satélites estrangeiros para trafegar suas operações. “Isso é desconfortável para os militares”, disse o presidente da Telebras.
Para Bonilha, o fato de o país não ter um satélite próprio faz com que o governo não tenha controle do equipamento. ”Isso é um problema de segurança em determinadas situações críticas”, avaliou. Ele considera “recorde” o tempo desde o início da concepção do projeto, em 2011, até hoje.
A responsabilidade do satélite é da Visiona Tecnologia, constituída pela Embraer e pela Telebras, que já está negociando os contratos com a Thales Alenia, escolhida para construção do satélite, e a Arianespace, que cuidará do lançamento. Segundo Bonilha, além do preço, as condições de transferência de tecnologia foram consideradas como critério para a escolha da empresa responsável pela construção.
Fonte - Agência Brasil  04/09/2013

sábado, 27 de abril de 2013

Projeto ERA-GLONASS promete poupar 4 mil vidas por ano na Rússia Sistema equipará todos os veículos do país

O governo russo anunciou que ainda esse ano será dado início à realização do projeto ERA-GLONASS, que prevê aparelhar todos os tipos de veículos da Rússia com um novo equipamento de assistência, baseado no sistema de navegação russo GLONASS. Junto a isso, será dado início em mais de 30 regiões do país a um programa de segurança rodoviário intitulado Corredores de Transporte.

Em caso de emergência ou acidente, o terminal ERA-GLONASS irá transmitir as coordenadas exatas do veículo e outros dados ao serviço 911 da Rússia. Os especialistas acreditam que o novo sistema irá reduzir o número de acidentes de trânsito e salvar quatro mil vidas por ano.

Segundo o vice-diretor da agência espacial russa Roskosmos, Vitali Davydov, o sistema de posicionamento global via satélite, GLONASS, está em seu pleno funcionamento, e todos os problemas técnicos relativos sua à implantação massiva no país e no mundo já foram resolvidos. Vale lembrar que o sistema GLONASS é análogo ao sistema norte-americano GPS, permitindo determinar a localização e a velocidade de deslocamento de objetos terrestres, marinhos e aéreos com uma precisão de até um metro.
Fonte - Diário da Russia  26/04/2013