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sábado, 15 de junho de 2013

Concessionárias que reduzirem acidentes nas rodovias terão bônus


O governo vai implantar um mecanismo para reduzir os acidentes nos nove trechos rodoviários que serão concedidos à iniciativa privada. Será uma espécie de disputa entre as concessionárias que vencerem os próximos leilões de duplicação das rodovias: quem tiver menos acidentes a cada ano poderá aumentar o preço do pedágio em 3%


Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O governo vai implantar um mecanismo para reduzir os índices de acidentes nos nove trechos rodoviários que serão concedidos à iniciativa privada. Será uma espécie de disputa entre as concessionárias que vencerem os próximos leilões de duplicação das rodovias: quem tiver menos acidentes a cada ano, poderá aumentar o preço do pedágio em 3%.
Segundo o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, o impacto no preço do pedágio não será significativo.“Não é algo que vai ter grande impacto no preço do pedágio, e o que queremos é incentivar a redução dos níveis de acidentes”.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou hoje (14) a minuta do edital do leilão das rodovias BR-050, entre Goiás e Minas Gerais, e BR-262, entre o Espírito Santo e Minas Gerais. Este será o primeiro leilão para duplicação de rodovias do Programa de Investimentos em Logística, que está programado para ocorrer em setembro.
A previsão é que o edital para o leilão de duplicação das duas rodovias seja publicado em agosto e o leilão seja marcado para o mês seguinte. Mas isso ainda depende da data em que o Tribunal de Contas da União (TCU) concluir a análise do edital, que foi entregue hoje aos ministros. “Vai depender do grau de revisão que o TCU pedir. Se pedir revisões mais profundas nos estudos, isso pode tomar mais tempo”, explicou Figueiredo.
As regras do leilão preveem que os vencedores serão as empresas ou consórcios que oferecerem as menores tarifas de pedágio, a partir do preço teto estabelecido pela ANTT. As empresas terão cinco anos para concluir a duplicação das duas rodovias, e só poderão começar a cobrar pedágio depois que 10% da obra estiverem concluídos.
Segundo Figueiredo, a EPL vai entregar para as empresas o processo de licenciamento, já em uma fase mais adiantada, para tentar antecipar o início das obras. “Estamos discutindo com a área de licenciamento do governo formas de acelerar o licenciamento dessas obras, já que são rodovias que existem”, disse.
O governo espera uma boa competitividade no leilão, com grande participação de investidores internacionais. “A sinalização que temos do mercado é que vamos ter uma competitividade grande. Com certeza, vamos ter uma participação maior de investidores de fora porque o programa foi mais promovido. O ambiente internacional hoje é mais favorável, existe uma procura por oportunidade de investimentos no mundo inteiro”, explicou.
A BR-050 será duplicada em 436,6 quilômetros entre Goiás e Minas Gerais, terá seis praças de pedágio, passando por nove municípios. O trecho de 375,6 quilômetros da BR-262, entre o Espírito Santo e Minas Gerais, vai contar com cinco praças de pedágio e abrange 22 municípios nos dois estados.
Nos próximos dias, a ANTT deve divulgar também as regras para os editais de mais sete trechos rodoviários previstos no Programa de Investimentos em Logística do governo.
Fonte - Agência Brasil  14/06/2013
COMENTÁRIO Pregopontocom - Não deveria ser o usuário o maior beneficiado?...em vez disso pagara mais caro por ser cuidadoso e cumprir as leis de trânsito nas estradas?.....

sábado, 27 de abril de 2013

Projeto ERA-GLONASS promete poupar 4 mil vidas por ano na Rússia Sistema equipará todos os veículos do país

O governo russo anunciou que ainda esse ano será dado início à realização do projeto ERA-GLONASS, que prevê aparelhar todos os tipos de veículos da Rússia com um novo equipamento de assistência, baseado no sistema de navegação russo GLONASS. Junto a isso, será dado início em mais de 30 regiões do país a um programa de segurança rodoviário intitulado Corredores de Transporte.

Em caso de emergência ou acidente, o terminal ERA-GLONASS irá transmitir as coordenadas exatas do veículo e outros dados ao serviço 911 da Rússia. Os especialistas acreditam que o novo sistema irá reduzir o número de acidentes de trânsito e salvar quatro mil vidas por ano.

Segundo o vice-diretor da agência espacial russa Roskosmos, Vitali Davydov, o sistema de posicionamento global via satélite, GLONASS, está em seu pleno funcionamento, e todos os problemas técnicos relativos sua à implantação massiva no país e no mundo já foram resolvidos. Vale lembrar que o sistema GLONASS é análogo ao sistema norte-americano GPS, permitindo determinar a localização e a velocidade de deslocamento de objetos terrestres, marinhos e aéreos com uma precisão de até um metro.
Fonte - Diário da Russia  26/04/2013

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Moscou impõe restrições a trânsito de caminhões

Anel rodoviário da capital russa ficará fechado para estes veículos por 16h do dia


As autoridades de Moscou aumentarão as restrições ao trânsito de caminhões pesados dentro dos limites da capital, elevando também o valor das multas para aqueles que desrespeitarem a nova legislação. A partir do dia 1º de maio, esses veículos estarão proibidos de entrar no anel rodoviário da capital russa, o MKAD, entre as 6h e as 22h.
foto - ilustração
De acordo com as regras anteriores, introduzidas em março, apenas os caminhões pesados que atravessavam a cidade para se dirigir a outras localidades eram impedidos de circular pelo anel viário.
As multas para os que violarem as regras passarão de US$ 16 para US$ 64 inicialmente. Mas sofrerão novos reajustes nos meses de junho e julho. Câmeras instaladas ao longo de todo o rodoanel registram diariamente milhares de infrações cometidas pelos motoristas que passam pelo local. De acordo com o vice-chefe do Departamento de Transportes de Moscou, Dmitri Savchenko, a polícia costuma emitir de 5 a 10 mil multas por dia.
Haverá, entretanto, algumas exceções para a nova lei. Veículos que estiverem levando bens para suprir as necessidades da capital ou aqueles que por algum motivo especial precisarem passar pelo MKAD poderão obter um passe especial.
Fonte - Diário da Russia  26/04/2013

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Ferrovias e cabotagem crescem mais do que o dobro do PIB

DCI -17/01/2013
Foto - ilustração
Apesar da predominância do modelo rodoviário para o transporte de cargas no Brasil e da falta de infraestrutura em outros modais, as empresas de transporte ferroviário e marítimo têm crescido mais do que o dobro do Produto Interno Bruto (PIB). Esta tem sido a média de crescimento de ambos nos últimos anos, segundo representantes dos setores em encontro ocorrido na manhã desta quinta-feira (17) na Câmara Americana de Comércio (Amcham).
Somente a cabotagem espera crescer neste ano 8%, com base em uma perspectiva de crescimento de 4% da economia brasileira. "Isso sendo pessimista", indicou o gerente-geral de Cabotagem e Mercosul da empresa Aliança, Gustavo Costa.
Ag. Petrobrás 
O setor ferroviário deve consolidar os números de 2012 somente em março, mas o presidente-executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), Rodrigo Vilaça, adiantou que a produção do ano passado chegou próximo da meta de R$ 320 bilhões.
No caso do transporte sobre trilhos, o setor que mais contribuiu para o aumento de volume de carga transportada foi o agronegócio, com crescimento de 277,2% em sua participação no modal ferroviário nos últimos 15 anos.
Já os investimentos na malha ferroviária cresceram, mas não no mesmo ritmo de 2011. De acordo com a ANTF, no ano passado as concessionárias e o governo investiram cerca de R$ 5,3 bilhões ma modernização das linhas ferreas, seguindo a projeção realizada no começo de 2012. Em 2011, o investimento ficou em R$ 4,596 bilhões, e, em 2010, em R$ 2,941.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Transporte urbano compromete 15% da renda

 Valor Econômico  20/09/2012 - 
Foto - Ilustração
Os moradores das áreas urbanas brasileiras comprometem cerca de 15% da renda com transporte urbano, informou nesta quinta-feira o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo o estudo, essas pessoas gastam, em média, em torno de cinco vezes mais com transporte privado do que com transporte público nos deslocamentos diários.
Na categoria transporte público foram consideradas pelo Ipea as despesas com ônibus, transporte alternativo, táxi, mototaxi, transporte escolar, ferroviário e hidroviário. Como transporte privado, entraram no cálculo os gastos com automóveis, motocicletas e bicicletas, incluindo aquisição, manutenção, combustível, documentação, seguro, pagamentos de estacionamentos e de pedágios.
O estudo do Ipea toma como base a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) de 2009, que teve como amostra 55.970 domicílios em todo o país. Foram analisadas nove regiões metropolitanas: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Fortaleza, Salvador e Belém. Nas cidades periféricas das regiões metropolitanas, os moradores gastam três vezes mais com transporte privado do que com transporte público, menos do que os que moram nas capitais (quatro vezes mais).
Nas cidades do interior, porém, essa relação é de nove vezes. Um dos motivos para isso são as deficiências do transporte público no interior, explicou Carlos Henrique Carvalho, técnico do Ipea, que ressaltou também que nessas localidades não há muitos problemas com trânsito.
O comprometimento da renda com transporte urbano é maior nas cidades periféricas das regiões metropolitanas (16,43%), em função da renda menor da população. As pessoas que moram em capitais gastam, em média, 13,88% com transporte e aqueles que moram em regiões interioranas, 15,9%. "Mesmo gastando mais, em função da maior renda, o comprometimento orçamentário com transporte é menor nas famílias da capitais, indicando melhores condições de mobilidade e de inserção social das mesmas", diz o estudo.
Carvalho afirmou que um índice de comprometimento ideal com transporte, que foi calculado para se chegar ao valor do vale transporte pago pelas empresas, é de 6%, bem inferior ao que foi registrado na pesquisa. "Reduzir a mobilidade significa menos oportunidade de se conseguir emprego, menos condições adequadas de saúde e educação. Há, portanto, um impacto social embutido", disse Carvalho.
A pesquisa do Ipea também identificou que os gastos por pessoa com transporte coletivo na capital e nas cidades periféricas das regiões metropolitanas correspondem à metade do que é gasto nas cidades do interior. Por outro lado, os gastos per capita com transporte individual nos municípios interioranos estão no mesmo patamar dos observados na capital, com a diferença que o comprometimento da renda das famílias do interior com transporte urbano é muito maior, justamente por causa do maior percentual de gastos com transporte individual.
Fonte - Revista Ferroviária 20/09/2012