UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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terça-feira, 23 de julho de 2019

Os argumentos de quem defende a ponte e de quem defende o túnel

Infraestrutura  🌉  🚗  🚚

O projeto da ponte da Ecovias que liga as duas margens do Porto de Santos (SP) vem recebendo críticas sobre os possíveis impactos ocasionados. Entre eles estão os danos à natureza, limitações ao futuro do porto e do aeroporto civil, além da real contribuição à sociedade.

Márcia Costa* - Portogente
foto - Marcia Costa/Portogente
Especialistas, Ecovias e Codesp falam prós e contras das duas propostas que impactariam Porto de Santos e sociedade.
O projeto da ponte da Ecovias que liga as duas margens do Porto de Santos (SP) vem recebendo críticas sobre os possíveis impactos ocasionados. Entre eles estão os danos à natureza, limitações ao futuro do porto e do aeroporto civil, além da real contribuição à sociedade.
A concessionária afirmou que o projeto não tem vocação para a mobilidade urbana, mas atenderia ao fluxo de veículos do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) e do Porto de Santos, unindo a Anchieta à rodovia Cônego Domênico Rangoni e serviria também de alternativa à Baixada Santista. “Não elimina a balsa, apenas reduz o seu volume. A ponte contribui para a mobilidade urbana, mas foca e agrega à mobilidade logística, que é, na verdade, a vocação dela", argumentou Rui Klein, presidente da Ecovias.
Do outro lado, o setor portuário aponta os prejuízos que o projeto pode trazer ao desenvolvimento econômico, já que há planos de expansão do porto em andamento. Por isso, defende a construção de um túnel.
O engenheiro Tarcísio Barreto Celestino, professor doutor da Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo e presidente da International Tunnelling and Underground Space Association (ITA), afirma que a proposta da ponte não atende à demanda urbana de quase um século por uma travessia para pedestres, ciclistas, automóveis, caminhões. “Cerca de 20 mil veículos atravessavam pela balsa antes da crise econômica. No mundo todo ferry boats já foram solucionados com travessia seca, evitando atrasos, acidentes, mortes, colisões entre balsa e navio, que é motivo de tristeza.”
Para o especialista, existem outras demandas de ligação pelo mar no estuário, e outras soluções são necessárias. “Além da demanda urbana há a demanda rodoviária e portuária de caminhões de contêiner que precisam ir da margem de Santos à margem de Guarujá, e como não são autorizados a trafegar na balsa, dão uma grande volta na Rodovia Cônego Domênico Rangoni, que resulta em uma viagem de 40km, enquanto uma ligação por uma ponte ou túnel representaria uma travessia de 500 m, 1.000 m, que evitaria a atual elevação do custo de operação nos portos.” Por isso, o engenheiro defende a necessidade tanto de uma ponte quanto de um túnel para a região:
“O túnel que foi projetado entre Outeirinhos e Vicente de Carvalho e o projeto da ponte [da Ecovias] próxima à ilha de Barnabé são duas soluções não excludentes, mas complementares. Participei de várias audiências entre 2008, 2009, em que já se falava da travessia necessária no estuário entre Santos e Guarujá. Há três demandas e não há uma obra única que atenda a todas as três.”
O engenheiro Eduardo Lustoza, da Associação dos Engenheiros de Santos, reforça que a quantidade de pistas dos dois projetos é algo importante a se considerar. A localização também é uma questão crucial, segundo ele: “A ponte sai na região da Ilha do Barnabé, longe do urbanismo, sem atrativo para bicicletas e pedestres, longe das zonas residenciais.” Já a construção do túnel seria muito positiva para o porto, afirma. “A ponte vai ligar a rodovia Anchieta à Rodovia Piaçaguera [Cônego Domênico], conectando o cais do Saboó à Ilha do Barnabé. Já o túnel iria da região do Armazém 30, no Macuco, até Vicente de Carvalho, estabelecendo uma ligação entre as perimetrais, da margem esquerda e direita do porto.”
O túnel ligaria as duas cidades, enquanto a ponte ligaria as rodovias. A ponte estabeleceria conexões entre rodovias. É por isso que a Autoridade Portuária tem preferência pelo túnel, explica Lustoza. “Para a Ecovias, o foco está no “amor” ao pedágio. O porto tem foco nas cargas e desoneração dos pedágios. Já o projeto do túnel não acarretaria em pedágio para a população. “Não há muita facilidade da Engenharia viária para se colocar praça de pedágio no túnel nem em Santos nem em Guarujá. São interesses e necessidades diferentes. A população quer royalties portuários e a Ecovias quer pedágios”, alega Lustoza.
Sob o aspecto ambiental, o túnel também seria a melhor opção, observa. “O túnel não promove supressão do mangue e, quanto ao impacto visual, o túnel é muito mais discreto, pois mantém a paisagem sem grandes obstáculos.”
Do ponto de vista da segurança, os dois engenheiros citam o perigo de um navio desgovernado colidir com a ponte. “Além disso, a proposta da ponte tangencia a Ilha do Barnabé, que tem o maior parque de tancagem de combustíveis do porto, o que implica em risco de incêndio e explosão que poderiam afetar a ponte”, alerta Lustoza.

Custo social e econômico
O túnel tem custo social com a questão da desapropriação em Santos e em Guarujá, previne Lustoza. “Em Santos o traçado escolhido não é o melhor possível, pois, ao invés de sair exclusivamente de dentro do porto, sai de dentro de bairro, atraindo caminhões. A alça do projeto antigo não foi bem planejada.”
Para o presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Casemiro Tércio Carvalho, há dois tipos de ponderações sobre a ligação entre as duas margens do porto: uma é sobre os aspectos de solução de Engenharia, já que hoje, segundo ele, há boas soluções técnicas para o túnel submerso, com base em exemplos internacionais. “O segundo eixo é a solução túnel e ponte como está sendo posto hoje. Não tem projeto básico, só executivo, só conceitual, não tem projeto ambiental e o governador [João] Doria busca com urgência aprovar algo que avalia como mais rápido.”
Casemiro aposta no projeto do túnel por considerá-lo mais amplo, trazendo soluções para o porto e o trânsito das duas cidades, Guarujá e Santos, com a proposta da pista para ciclistas, pedestres e a ligação com o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). Ele ressalta que a ponte afetaria uma área que faz parte de um projeto de ampliação portuária importante, ainda mais necessário após a saída da Libra Terminais. “A obra afetaria o grande terminal de contêiner da margem direita. Temos projeto de ampliar a BTP [Brasil Terminal Portuário], e além disso a ponte vai ficar em cima de uma bacia de evolução para manobra de embarcações.” E acrescenta: “A Engenharia dá solução para o calado aéreo com uma ponte levadiça, que se adequa à passagem dos navios grandes, mas não dá solução pra projeto de ampliação portuária.”
Além disso, argumenta que a ponte pode absorver de 30% a 40% do tráfego de veículos que atravessam as margens, mas exige que o morador de Santos vá até a Anchieta para só então acessá-la. “A ponte só está resolvida porque tem a verba da Ecovias, tem pedágio da Imigrantes.”
O túnel, afirma o presidente da Codesp, já tem licenciamento ambiental e para a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) foi um dos melhores projetos de Relatório de Impacto Ambiental (Rima), tem licença prévia e projeto executivo, e ainda consegue capturar de 70% a 100% do tráfego da balsa, reforça. “A ponte não melhora o problema centenário da travessia Santos-Guarujá”, critica. O valor utilizado em dragagem ao longo de dois anos pelo Porto daria para arcar com a diferença para construir o túnel, acredita. “Estamos propondo abrir a discussão sobre o túnel, e estamos discutindo agora com o governo federal.”

Direito de fala
A Codesp está trabalhando para trazer as perimetrais para o âmbito da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). A ideia é que as pistas do lado de Guarujá e de Santos possam passar para a concessão da Ecovias, e o túnel também faria parte dela. Para tal, Casemiro está buscando a aprovação de processos jurídicos necessários. “Em três meses consigo aprovar convênios com a Prefeitura, Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Artesp”, acredita.
Enquanto o projeto do túnel não é colocado em discussão, Casemiro propõe que a discussão sobre a ponte traga discussões mais técnicas. Sugeriu, no governo federal, a realização de audiências técnicas, mas não ocorreram. Cita que a única que ocorreu foi obrigatória pelo estudo da Cetesb, de âmbito estadual. Há, portanto, uma demanda visível de diálogo entre as instâncias de poder decisivo.
Há, principalmente, necessidade da participação da sociedade civil nas decisões. A oportunidade parece ser o 1º Fórum de Debates Porto & Negócios - "O Porto e a Ligação Seca entre Santos e Guarujá", em 12 de agosto próximo, promovido pela Santa Cecília TV. Enquanto audiências públicas não ocorrem no âmbito executivo, legislativo e municipal, este é o próximo espaço de debate que a população terá para usufruir do seu direito de fala.

O debate volta essa semana com novo texto nesta quarta-feira (24/07). Mas nossa conversa continua.

*Marcia Costa -  Jornalista, fotógrafa, pesquisadora, docente, pós-doutora em Comunicação e Cultura e diretora da Cais das Letras Comunicação. Contatos: marciacosta@portogente.com.br
Fonte - Portogente  23/07/2018


Quadro comparativo Codesp

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Novos valores de pedágio começam a ser cobrados na BR-101/RJ

Transportes

O reajuste foi autorizado pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). A tarifa básica passou de R$ 3,80 para R$ 4,50. 

Natália Pianegonda Agência CNT*
foto -  Secretaria de Transportes/RJ 
Desde esta terça-feira (2), as tarifas de pedágio na BR-101/RJ, entre a divisa do Rio de Janeiro com o Espírito Santo e o km 320,1, no acesso à Ponte Rio-Niterói, estão mais caras. O reajuste foi autorizado pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). A tarifa básica passou de R$ 3,80 para R$ 4,50.
A alteração, conforme o órgão, foi calculada a partir da combinação de três itens: reajuste, considerando a variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação; revisão, feita a partir de cláusulas contratuais, para recomposição do equilíbrio econômico-financeiro; e arredondamento tarifário, que prevê que os valores sejam múltiplos de R$ 0,10, para facilitar a fluidez do tráfego nas praças de pedágio.
O trecho é administrado pela Autopista Fluminense, desde 2008. O contrato foi assinado em 14 de fevereiro de 2008 e prevê investimentos de R$ 2,3 bilhões ao longo de 25 anos.
*Com informações da ANTT
Fonte - Agência CNT de Notícias  02/02/2016

domingo, 23 de março de 2014

Rodovia será duplicada sem praça de pedágio

Infraestrutura

Rodovia dos Imigrantes será duplicada por Odebrecht sem praça de pedágio
A obra para quem está na região Sul de Cuiabá e precisa se locomover para o Trevo do Lagarto, ou vice-versa.

De Sinop 
Alexandre Alves
Foto: Reprodução Google
Os 28 quilômetros da MT-407, a “Rodovia dos Imigrantes”, popularmente conhecida como “Contorno de Cuiabá”, deverão ser duplicados pela Odebrecht, no pacote da concessão da BR-163, cujo contrato foi assinado este mês pela presidente Dilma Rousseff.
De acordo com o estipulado em edital, no trecho não haverá praça de pedágio, beneficiando assim quem está na região Sul de Cuiabá e precisa se locomover para o Trevo do Lagarto, em Várzea Grande, por exemplo, ou vice-versa.
Atualmente, a pista é repleta de buracos, considerada um verdadeiro “queijo suíço”. Milhares e caminhões e carretas precisam passar pela rodovia diariamente e muitos motoristas estão preferindo trafegar dentro de Cuiabá e Várzea Grande. A rodovia está inclusa na duplicação, pois foi federalizada como BR-070, que nesse trecho coincide com a BR-163.
O edital da concessão prevê que haverá praças de pedágio antes e depois do contorno. Uma delas será no km 300 da rodovia federal, que fica entre os acessos ao Distrito Industrial de Cuiabá e ao Pascoal Ramos. A outra ficará no km 402, já no município de Jangada.
Estima-se que com a concessão da BR-163, a Odebrecht invista, durante os 30 anos de concessão, R$ 4,6 bilhões nos 850,9 quilômetros situados entre a divisa MT/MS e Sinop. O grupo vencedor ofereceu uma tarifa de R$ 0,02638 por quilômetro de rodovia – ou cerca de R$ 2,60 a cada 100 km rodados. Isso representa deságio de 52,03% em relação à tarifa teto do edital, que era de R$ 0,0550.
A concessionária deverá duplicar 453,6 quilômetros nos seguintes trechos: os 130 km da divisa MT/MS até Rondonópolis; os 28 km da Rodovia dos Imigrantes, além do trecho do Posto Gil, em Diamantino, até o entroncamento com a MT-220, em Sinop.
Já o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) vai duplicar 281,1 quilômetros: de Rondonópolis a Cuiabá e, do Trevo do Lagarto até Rosário Oeste. Trechos da Serra de São Vicente, o trecho que vai de Rosário do Oeste a Posto Gil e as travessias urbanas de Rondonópolis, Nova Mutum, Sorriso e Sinop já foram duplicados pelo Dnit.
A concessionária deverá fazer conservação e manutenção da rodovia até o final do contrato.
Fonte - Olhar Direto  23/03/2014

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Dilma: não é correto “pedagiar” estradas em áreas urbanas

Rodovias


A presidenta disse, durante a inauguração da BR-448, no Rio Grande do Sul, que não é correto cobrar pedágio em estradas localizadas em áreas urbanas e metropolitanas, principalmente quando são estratégicas. "Você não pode pedagiar o deslocamento dentro da sua casa, do seu bairro...

Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (20), durante a inauguração da BR-448, no Rio Grande do Sul, que não é correto cobrar pedágio em estradas localizadas em áreas urbanas e metropolitanas, principalmente quando são estratégicas.
"Você não pode pedagiar o deslocamento dentro da sua casa, você não pode pedagiar o deslocamento dentro do seu bairro, o deslocamento entre o seu trabalho e a sua casa, entre sua faculdade e sua casa, entre os locais que você tem acesso até para exercer a condição mais elementar de vida", disse a presidenta durante a inauguração, em Canoas.
Inaugurada hoje, a BR-448, ou Rodovia do Parque, como é conhecida, liga o município de Sapucaia do Sul a Porto Alegre. Ela tem 22,3 quilômetros de extensão, faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e custou R$ 1,3 bilhão. A expectativa do governo federal é que a BR-448 absorva 40% do fluxo de veículos que trafegam pela BR-116, estimado em 160 mil veículos por dia. Atualmente é a única rota para atravessar várias cidades na região metropolitana de Porto Alegre.
“Diminuindo o fluxo na BR-116 poderemos fazer intervenções, recuperar e investir em melhorias de segurança e de tráfego. Em pouco tempo, teremos as duas vias com uma capacidade muito melhor”, disse Dilma. Além disso, a presidenta assumiu o compromisso de dar continuidade à BR-448, com a construção de 32 quilômetros entre Sapucaia e Estância Velha e assinou Ordem de Serviço para dois trechos da BR-290.
A BR-448 deve melhorar a situação de vida de aproximadamente 160 mil estudantes de nove universidades que deverão usar a rodovia para se deslocar de carro para a faculdade. A rodovia tem dez viadutos, três pontes, sendo uma delas estaiada sobre o Rio Gravataí, com 268 metros de extensão e 63 metros de altura, ligando Canoas a Porto Alegre. De acordo com o governo, foram gerados 2,7 mil empregos diretos e indiretos desde o início das obras, em 2009.
Fonte - Agência Brasil  20/12/2013

sábado, 15 de junho de 2013

Concessionárias que reduzirem acidentes nas rodovias terão bônus


O governo vai implantar um mecanismo para reduzir os acidentes nos nove trechos rodoviários que serão concedidos à iniciativa privada. Será uma espécie de disputa entre as concessionárias que vencerem os próximos leilões de duplicação das rodovias: quem tiver menos acidentes a cada ano poderá aumentar o preço do pedágio em 3%


Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O governo vai implantar um mecanismo para reduzir os índices de acidentes nos nove trechos rodoviários que serão concedidos à iniciativa privada. Será uma espécie de disputa entre as concessionárias que vencerem os próximos leilões de duplicação das rodovias: quem tiver menos acidentes a cada ano, poderá aumentar o preço do pedágio em 3%.
Segundo o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, o impacto no preço do pedágio não será significativo.“Não é algo que vai ter grande impacto no preço do pedágio, e o que queremos é incentivar a redução dos níveis de acidentes”.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou hoje (14) a minuta do edital do leilão das rodovias BR-050, entre Goiás e Minas Gerais, e BR-262, entre o Espírito Santo e Minas Gerais. Este será o primeiro leilão para duplicação de rodovias do Programa de Investimentos em Logística, que está programado para ocorrer em setembro.
A previsão é que o edital para o leilão de duplicação das duas rodovias seja publicado em agosto e o leilão seja marcado para o mês seguinte. Mas isso ainda depende da data em que o Tribunal de Contas da União (TCU) concluir a análise do edital, que foi entregue hoje aos ministros. “Vai depender do grau de revisão que o TCU pedir. Se pedir revisões mais profundas nos estudos, isso pode tomar mais tempo”, explicou Figueiredo.
As regras do leilão preveem que os vencedores serão as empresas ou consórcios que oferecerem as menores tarifas de pedágio, a partir do preço teto estabelecido pela ANTT. As empresas terão cinco anos para concluir a duplicação das duas rodovias, e só poderão começar a cobrar pedágio depois que 10% da obra estiverem concluídos.
Segundo Figueiredo, a EPL vai entregar para as empresas o processo de licenciamento, já em uma fase mais adiantada, para tentar antecipar o início das obras. “Estamos discutindo com a área de licenciamento do governo formas de acelerar o licenciamento dessas obras, já que são rodovias que existem”, disse.
O governo espera uma boa competitividade no leilão, com grande participação de investidores internacionais. “A sinalização que temos do mercado é que vamos ter uma competitividade grande. Com certeza, vamos ter uma participação maior de investidores de fora porque o programa foi mais promovido. O ambiente internacional hoje é mais favorável, existe uma procura por oportunidade de investimentos no mundo inteiro”, explicou.
A BR-050 será duplicada em 436,6 quilômetros entre Goiás e Minas Gerais, terá seis praças de pedágio, passando por nove municípios. O trecho de 375,6 quilômetros da BR-262, entre o Espírito Santo e Minas Gerais, vai contar com cinco praças de pedágio e abrange 22 municípios nos dois estados.
Nos próximos dias, a ANTT deve divulgar também as regras para os editais de mais sete trechos rodoviários previstos no Programa de Investimentos em Logística do governo.
Fonte - Agência Brasil  14/06/2013
COMENTÁRIO Pregopontocom - Não deveria ser o usuário o maior beneficiado?...em vez disso pagara mais caro por ser cuidadoso e cumprir as leis de trânsito nas estradas?.....

quarta-feira, 27 de março de 2013

Câmara aprova isenção de pagamento de pedágio em rodovias

Iolando Lourenço
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A Câmara dos Deputados aprovou hoje (26) projeto de lei que concede isenção do pagamento de pedágio a moradores que comprovarem residência ou exercer atividade profissional permanente no município em que esteja instalada a praça de cobrança de tarifa de pedágio. O projeto será agora apreciado pelo Senado Federal.

De autoria do deputado Esperidião Amin (PP-SC), o projeto estabelece que a isenção deverá ser concedida nas rodovias federais, delegadas pela União ao Distrito Federal, aos estados ou aos municípios, que sejam exploradas pela iniciativa privada, mediante concessão. Uma emenda do líder do PMDB, deputado Eduardo Cunha (RJ), aprovada pelo plenário, disciplina a forma de se calcular o reequilíbrio econômico-financeiro devido às isenções.
“Um dos problemas mais comuns diz respeito ao ônus desproporcional que pesa sobre a população dos municípios onde se instalam as praças de cobrança de pedágio. Essa população é penalizada economicamente em seus deslocamentos diários, para trabalhar, estudar ou fazer compras, muitas vezes no âmbito do território do próprio município”, disse Esperidião Amin.
Na justificativa do projeto Amin acrescentou que “a simples decisão de localizar uma praça de cobrança de pedágio em um determinado município pode comprometer seriamente a competitividade das atividades econômicas nele localizadas e, por conseguinte, a competitividade do próprio município”.
Fonte - Agência Brasil  26/03/2013

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Novas concessões de rodovia terão limite de 200 metros de fila no pedágio

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

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Foto ilustração - ECONORTE
Brasília – Os sete trechos rodoviários que serão concedidos à iniciativa privada ainda neste ano não poderão acumular filas de mais de 200 metros ou que ultrapassem 15 minutos de espera nas praças de pedágio. A obrigação estará contida no contrato de concessão que será assinado com as empresas após a licitação. Se as filas ocorrerem, as concessionárias terão que liberar a passagem dos veículos sem pagamento, até a normalização do atendimento.
Essa será a primeira vez que o Brasil terá esse tipo de obrigação para os concessionários de rodovias. Segundo a diretora da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) Natália Marcassa de Souza, os próprios usuários das rodovias vão poder ajudar no controle do cumprimento dessa obrigação, já que as praças de pedágio terão uma marcação para indicar o limite da fila.
Além disso, a ANTT realiza operações padrão durante os feriados para verificar se a concessionária está adotando mecanismos para diminuir as filas, como o sistema papa-filas, no qual funcionários vão recolhendo a quantia do pedágio dos automóveis que ainda estão nas filas.
“É uma coisa que é factível de as empresas cumprirem, elas têm mecanismos de dimensionamento das praças de pedágio, para que eles cumpram esse tempo de atendimento, e nos períodos de pico eles podem tomar atitudes alternativas”, explicou a diretora.
Outra novidade que estará presente nos novos contratos de concessão é a possibilidade de um aumento de até 3% nas tarifas de pedágio caso os índices de acidentes nas rodovias diminuam além das metas estimadas. “Para elas ganharem isso, terão que ser melhor do que a média das demais rodovias, para que possamos diminuir os índices de acidentes”.
A concessionária também não poderá reduzir por muito tempo a disponibilidade das pistas para manutenção, sob pena de redução nas tarifas.
Os leilões dos sete lotes que serão concedidos à iniciativa privada estão previstos para acontecer em abril. Eles ainda estão na fase de estudos de viabilidade. São 5,7 mil quilômetros, nos seguintes trechos: BR-101, na Bahia; BR-262, entre Espírito Santo e Minas Gerais; BR-153, entre Tocantins e Goiás; BR-050, entre Goiás e Minas Gerais; BR-163, em Mato Grosso; BRs 163, 262 e 267, em Mato Grosso do Sul; e BRs 060, 153 e 262, que passam pelo Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais.

A concessão dos sete trechos está sendo debatida na tarde de hoje (18), em audiência pública na sede da ANTT, em Brasília.
Edição: Davi Oliveira
Fonte - Agencia Brasil 18/01/2013

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Transporte urbano compromete 15% da renda

 Valor Econômico  20/09/2012 - 
Foto - Ilustração
Os moradores das áreas urbanas brasileiras comprometem cerca de 15% da renda com transporte urbano, informou nesta quinta-feira o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo o estudo, essas pessoas gastam, em média, em torno de cinco vezes mais com transporte privado do que com transporte público nos deslocamentos diários.
Na categoria transporte público foram consideradas pelo Ipea as despesas com ônibus, transporte alternativo, táxi, mototaxi, transporte escolar, ferroviário e hidroviário. Como transporte privado, entraram no cálculo os gastos com automóveis, motocicletas e bicicletas, incluindo aquisição, manutenção, combustível, documentação, seguro, pagamentos de estacionamentos e de pedágios.
O estudo do Ipea toma como base a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) de 2009, que teve como amostra 55.970 domicílios em todo o país. Foram analisadas nove regiões metropolitanas: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Fortaleza, Salvador e Belém. Nas cidades periféricas das regiões metropolitanas, os moradores gastam três vezes mais com transporte privado do que com transporte público, menos do que os que moram nas capitais (quatro vezes mais).
Nas cidades do interior, porém, essa relação é de nove vezes. Um dos motivos para isso são as deficiências do transporte público no interior, explicou Carlos Henrique Carvalho, técnico do Ipea, que ressaltou também que nessas localidades não há muitos problemas com trânsito.
O comprometimento da renda com transporte urbano é maior nas cidades periféricas das regiões metropolitanas (16,43%), em função da renda menor da população. As pessoas que moram em capitais gastam, em média, 13,88% com transporte e aqueles que moram em regiões interioranas, 15,9%. "Mesmo gastando mais, em função da maior renda, o comprometimento orçamentário com transporte é menor nas famílias da capitais, indicando melhores condições de mobilidade e de inserção social das mesmas", diz o estudo.
Carvalho afirmou que um índice de comprometimento ideal com transporte, que foi calculado para se chegar ao valor do vale transporte pago pelas empresas, é de 6%, bem inferior ao que foi registrado na pesquisa. "Reduzir a mobilidade significa menos oportunidade de se conseguir emprego, menos condições adequadas de saúde e educação. Há, portanto, um impacto social embutido", disse Carvalho.
A pesquisa do Ipea também identificou que os gastos por pessoa com transporte coletivo na capital e nas cidades periféricas das regiões metropolitanas correspondem à metade do que é gasto nas cidades do interior. Por outro lado, os gastos per capita com transporte individual nos municípios interioranos estão no mesmo patamar dos observados na capital, com a diferença que o comprometimento da renda das famílias do interior com transporte urbano é muito maior, justamente por causa do maior percentual de gastos com transporte individual.
Fonte - Revista Ferroviária 20/09/2012