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segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Campanha defende construção de túnel subterrâneo entre Santos e Guarujá (SP)

Infraestrutura/Mobilidade  🚗 🚚 🚄

Foi lançada, nessa quinta-feira (24), a campanha “Vou de Túnel”. Criada por um pool de empresas e com apoio da AEAS (Associação de Engenheiros e Arquitetos de Santos), ela defende que se construa um túnel subterrâneo que ligue as duas cidades como solução para a ligação seca entre os municípios, preservando a operação portuária. 

Por Carlos Teixeira - Agência CNT
Para atender a um desejo antigo da população de Santos e do Guarujá, no estado de São Paulo, desafogar o trânsito e impulsionar os negócios da região, principalmente no Porto de Santos, foi lançada, nessa quinta-feira (24), a campanha “Vou de Túnel”. Criada por um pool de empresas e com apoio da AEAS (Associação de Engenheiros e Arquitetos de Santos), ela defende que se construa um túnel subterrâneo que ligue as duas cidades como solução para a ligação seca entre os municípios, preservando a operação portuária. O ex-presidente da Autoridade Portuária de Santos e defensor do projeto, Casemiro Tércio Carvalho, cita que várias discussões técnicas já foram feitas e que o túnel trará melhoria para as pessoas que precisam fazer o deslocamento diariamente. "O túnel respeita o cidadão e o urbanismo, além do canal de navegação do porto. São 30 mil passageiros por dia utilizando as barcas. O transporte sobre trilhos melhorará a qualidade do transporte. Fizemos uma revisão do custo do projeto, e ele ficou em R$ 2,5 bilhões. O custo do VLT está incluso no investimento." Com 1,7 km e três pistas, o túnel faria o trajeto entre as duas cidades ser de apenas cinco minutos. Atualmente, de carro, a viagem gira em torno de 50 minutos e de até duas horas de balsa. Ainda está prevista uma via exclusiva para o VLT. Caso saia do papel, a iniciativa atenderá mais de 40 mil pessoas por dia. Calcula-se, ainda, a redução de 72 toneladas de emissão de monóxido de carbono por ano. O professor do Departamento de Geotecnia da Escola de Engenharia da USP (Universidade de São Paulo), Tarcísio Barreto Celestino, cita que o túnel seria a melhor solução e que o prazo para sua construção ficaria em torno de dois anos. "A solução subterrânea é a melhor. Faz uma década que estamos estudando o projeto. Será uma estrutura muito segura e funcional em uma construção que não passaria de dois anos, podendo o prazo ser até encurtado." De acordo com o projeto, o túnel imerso não traria diferença para a circulação dos navios que diariamente abastecem o porto de Santos, e a ligação seria feita em um ponto estratégico para que os moradores não tenham que sair da cidade para fazer a travessia. Casemiro Tércio Carvalho explica, também, que é preciso escolher um modelo ideal para o projeto. "Já existe uma licença ambiental. O próximo passo é ver qual o modelo de implementação. Para colocar em prática, seria necessária uma concessão pura ou uma PPP (Parceria Público-Privada), com contrapartidas, ou colocar esse ativo dentro da desestatização do porto de Santos. Hoje, dois terços da economia da cidade vêm do porto." O especialista em túneis do Brasil e diretor da AEAS (Associação de Engenheiros e Arquitetos de Santos), Eduardo Lustoza, fala que é necessário atuar junto aos poderes legislativos para alcançar a execução da iniciativa. "É preciso ter a melhor opção de custo-benefício. O maior porto da América Latina precisa da melhor solução. Chegamos ao ponto de fazer essa campanha para mostrar para a sociedade e para os políticos como melhorar a situação diária. A região tem potencial de contribuir com o país com a integração Santos/Guarujá. Temos uma petição e pretendemos que ela chegue ao governo federal para que possamos sensibilizar os governantes", relata.
Fonte - CNT  25/09/2020

terça-feira, 23 de julho de 2019

Os argumentos de quem defende a ponte e de quem defende o túnel

Infraestrutura  🌉  🚗  🚚

O projeto da ponte da Ecovias que liga as duas margens do Porto de Santos (SP) vem recebendo críticas sobre os possíveis impactos ocasionados. Entre eles estão os danos à natureza, limitações ao futuro do porto e do aeroporto civil, além da real contribuição à sociedade.

Márcia Costa* - Portogente
foto - Marcia Costa/Portogente
Especialistas, Ecovias e Codesp falam prós e contras das duas propostas que impactariam Porto de Santos e sociedade.
O projeto da ponte da Ecovias que liga as duas margens do Porto de Santos (SP) vem recebendo críticas sobre os possíveis impactos ocasionados. Entre eles estão os danos à natureza, limitações ao futuro do porto e do aeroporto civil, além da real contribuição à sociedade.
A concessionária afirmou que o projeto não tem vocação para a mobilidade urbana, mas atenderia ao fluxo de veículos do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) e do Porto de Santos, unindo a Anchieta à rodovia Cônego Domênico Rangoni e serviria também de alternativa à Baixada Santista. “Não elimina a balsa, apenas reduz o seu volume. A ponte contribui para a mobilidade urbana, mas foca e agrega à mobilidade logística, que é, na verdade, a vocação dela", argumentou Rui Klein, presidente da Ecovias.
Do outro lado, o setor portuário aponta os prejuízos que o projeto pode trazer ao desenvolvimento econômico, já que há planos de expansão do porto em andamento. Por isso, defende a construção de um túnel.
O engenheiro Tarcísio Barreto Celestino, professor doutor da Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo e presidente da International Tunnelling and Underground Space Association (ITA), afirma que a proposta da ponte não atende à demanda urbana de quase um século por uma travessia para pedestres, ciclistas, automóveis, caminhões. “Cerca de 20 mil veículos atravessavam pela balsa antes da crise econômica. No mundo todo ferry boats já foram solucionados com travessia seca, evitando atrasos, acidentes, mortes, colisões entre balsa e navio, que é motivo de tristeza.”
Para o especialista, existem outras demandas de ligação pelo mar no estuário, e outras soluções são necessárias. “Além da demanda urbana há a demanda rodoviária e portuária de caminhões de contêiner que precisam ir da margem de Santos à margem de Guarujá, e como não são autorizados a trafegar na balsa, dão uma grande volta na Rodovia Cônego Domênico Rangoni, que resulta em uma viagem de 40km, enquanto uma ligação por uma ponte ou túnel representaria uma travessia de 500 m, 1.000 m, que evitaria a atual elevação do custo de operação nos portos.” Por isso, o engenheiro defende a necessidade tanto de uma ponte quanto de um túnel para a região:
“O túnel que foi projetado entre Outeirinhos e Vicente de Carvalho e o projeto da ponte [da Ecovias] próxima à ilha de Barnabé são duas soluções não excludentes, mas complementares. Participei de várias audiências entre 2008, 2009, em que já se falava da travessia necessária no estuário entre Santos e Guarujá. Há três demandas e não há uma obra única que atenda a todas as três.”
O engenheiro Eduardo Lustoza, da Associação dos Engenheiros de Santos, reforça que a quantidade de pistas dos dois projetos é algo importante a se considerar. A localização também é uma questão crucial, segundo ele: “A ponte sai na região da Ilha do Barnabé, longe do urbanismo, sem atrativo para bicicletas e pedestres, longe das zonas residenciais.” Já a construção do túnel seria muito positiva para o porto, afirma. “A ponte vai ligar a rodovia Anchieta à Rodovia Piaçaguera [Cônego Domênico], conectando o cais do Saboó à Ilha do Barnabé. Já o túnel iria da região do Armazém 30, no Macuco, até Vicente de Carvalho, estabelecendo uma ligação entre as perimetrais, da margem esquerda e direita do porto.”
O túnel ligaria as duas cidades, enquanto a ponte ligaria as rodovias. A ponte estabeleceria conexões entre rodovias. É por isso que a Autoridade Portuária tem preferência pelo túnel, explica Lustoza. “Para a Ecovias, o foco está no “amor” ao pedágio. O porto tem foco nas cargas e desoneração dos pedágios. Já o projeto do túnel não acarretaria em pedágio para a população. “Não há muita facilidade da Engenharia viária para se colocar praça de pedágio no túnel nem em Santos nem em Guarujá. São interesses e necessidades diferentes. A população quer royalties portuários e a Ecovias quer pedágios”, alega Lustoza.
Sob o aspecto ambiental, o túnel também seria a melhor opção, observa. “O túnel não promove supressão do mangue e, quanto ao impacto visual, o túnel é muito mais discreto, pois mantém a paisagem sem grandes obstáculos.”
Do ponto de vista da segurança, os dois engenheiros citam o perigo de um navio desgovernado colidir com a ponte. “Além disso, a proposta da ponte tangencia a Ilha do Barnabé, que tem o maior parque de tancagem de combustíveis do porto, o que implica em risco de incêndio e explosão que poderiam afetar a ponte”, alerta Lustoza.

Custo social e econômico
O túnel tem custo social com a questão da desapropriação em Santos e em Guarujá, previne Lustoza. “Em Santos o traçado escolhido não é o melhor possível, pois, ao invés de sair exclusivamente de dentro do porto, sai de dentro de bairro, atraindo caminhões. A alça do projeto antigo não foi bem planejada.”
Para o presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Casemiro Tércio Carvalho, há dois tipos de ponderações sobre a ligação entre as duas margens do porto: uma é sobre os aspectos de solução de Engenharia, já que hoje, segundo ele, há boas soluções técnicas para o túnel submerso, com base em exemplos internacionais. “O segundo eixo é a solução túnel e ponte como está sendo posto hoje. Não tem projeto básico, só executivo, só conceitual, não tem projeto ambiental e o governador [João] Doria busca com urgência aprovar algo que avalia como mais rápido.”
Casemiro aposta no projeto do túnel por considerá-lo mais amplo, trazendo soluções para o porto e o trânsito das duas cidades, Guarujá e Santos, com a proposta da pista para ciclistas, pedestres e a ligação com o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). Ele ressalta que a ponte afetaria uma área que faz parte de um projeto de ampliação portuária importante, ainda mais necessário após a saída da Libra Terminais. “A obra afetaria o grande terminal de contêiner da margem direita. Temos projeto de ampliar a BTP [Brasil Terminal Portuário], e além disso a ponte vai ficar em cima de uma bacia de evolução para manobra de embarcações.” E acrescenta: “A Engenharia dá solução para o calado aéreo com uma ponte levadiça, que se adequa à passagem dos navios grandes, mas não dá solução pra projeto de ampliação portuária.”
Além disso, argumenta que a ponte pode absorver de 30% a 40% do tráfego de veículos que atravessam as margens, mas exige que o morador de Santos vá até a Anchieta para só então acessá-la. “A ponte só está resolvida porque tem a verba da Ecovias, tem pedágio da Imigrantes.”
O túnel, afirma o presidente da Codesp, já tem licenciamento ambiental e para a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) foi um dos melhores projetos de Relatório de Impacto Ambiental (Rima), tem licença prévia e projeto executivo, e ainda consegue capturar de 70% a 100% do tráfego da balsa, reforça. “A ponte não melhora o problema centenário da travessia Santos-Guarujá”, critica. O valor utilizado em dragagem ao longo de dois anos pelo Porto daria para arcar com a diferença para construir o túnel, acredita. “Estamos propondo abrir a discussão sobre o túnel, e estamos discutindo agora com o governo federal.”

Direito de fala
A Codesp está trabalhando para trazer as perimetrais para o âmbito da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). A ideia é que as pistas do lado de Guarujá e de Santos possam passar para a concessão da Ecovias, e o túnel também faria parte dela. Para tal, Casemiro está buscando a aprovação de processos jurídicos necessários. “Em três meses consigo aprovar convênios com a Prefeitura, Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Artesp”, acredita.
Enquanto o projeto do túnel não é colocado em discussão, Casemiro propõe que a discussão sobre a ponte traga discussões mais técnicas. Sugeriu, no governo federal, a realização de audiências técnicas, mas não ocorreram. Cita que a única que ocorreu foi obrigatória pelo estudo da Cetesb, de âmbito estadual. Há, portanto, uma demanda visível de diálogo entre as instâncias de poder decisivo.
Há, principalmente, necessidade da participação da sociedade civil nas decisões. A oportunidade parece ser o 1º Fórum de Debates Porto & Negócios - "O Porto e a Ligação Seca entre Santos e Guarujá", em 12 de agosto próximo, promovido pela Santa Cecília TV. Enquanto audiências públicas não ocorrem no âmbito executivo, legislativo e municipal, este é o próximo espaço de debate que a população terá para usufruir do seu direito de fala.

O debate volta essa semana com novo texto nesta quarta-feira (24/07). Mas nossa conversa continua.

*Marcia Costa -  Jornalista, fotógrafa, pesquisadora, docente, pós-doutora em Comunicação e Cultura e diretora da Cais das Letras Comunicação. Contatos: marciacosta@portogente.com.br
Fonte - Portogente  23/07/2018


Quadro comparativo Codesp

sábado, 27 de maio de 2017

Túnel paralelo a ponte da Crimeia atrai investidores chineses

Internacional   🚧

Investidores chineses mantêm interesse na construção de um túnel submarino na Crimeia. Uma das propostas que foi apresentada foi a construção do túnel paralelamente à ponte, vamos discutir o projeto.

Sputnik
Sputnik
Investidores chineses se interessaram pelo projeto de construção de um túnel submarino através do Estreito de Kerch, comunicou o ministro do Desenvolvimento Económico da República, Andrei Melnikov.
Anteriormente o Conselho de Negócios chinês propôs às autoridades da Crimeia construir o túnel paralelamente à ponte através de Kerch, que está atualmente sendo erigida.
"Uma das propostas que foi apresentada foi a construção do túnel paralelamente à ponte, vamos discutir o projeto. As tecnologias que os empresários chineses podem oferecer, de acordo com eles, vão permitir realizar isso com custos reduzidos", acrescentou Melnikov no ar da rádio Sputnik na Crimeia. 
A ponte através de Kerch, que ligará a península da Crimeia à parte continental da Rússia (zona de Krasnodar), vai ser a mais extensa da Rússia, o seu cumprimento planejado é de 19 quilômetros. A inauguração da ponte está planejada para dezembro de 2018.
Fonte - Sputnik  27/05/2017

terça-feira, 21 de março de 2017

Túnel rodoferroviário ligará Alemanha a Dinamarca em 2028

Internacional  🚗 🚅

O túnel rodoferroviário de 18 km previsto para ligar Rødbyhavn na Dinamarca a Puttgarden na Alemanha será o túnel imerso mais longo do mundo. Espera-se que as autoridades de planejamento alemãs apresentem um cronograma atualizado para aprovar o projeto nas próximas semanas.A ligação pelo túnel entre os dois países, deverá ser inaugurada em 2028.





foto - ilustração

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Começa na Suíça a operação do túnel ferroviário mais longo do mundo

Transportes sobre trilhos  🚅

Suíça inicia operação do mais longo túnel ferroviário do mundo.O túnel de via dupla aproximará o norte e o sul da Suíça e diminuirá o tempo de viagem entre os países vizinhos.Ele também permitirá que os passageiros de perto e de longe passem mais tempo nos seus destinos,descobrindo as maravilhas da Suíça ao norte e ao sul dos Alpes.

Por PR Newswire

Ele é mais longo – e mais profundo – do que qualquer outro túnel ferroviário do mundo. No domingo 11 de dezembro terá início a operação do Túnel Base de São Gotardo. Esse projeto pioneiro permitirá que os passageiros atravessem velozmente por baixo dos Alpes em cerca de 17 minutos. O túnel de via dupla aproximará o norte e o sul da Suíça e diminuirá o tempo de viagem entre os países vizinhos. O túnel permitirá que os passageiros de perto e de longe passem mais tempo nos seus destinos, descobrindo as maravilhas da Suíça ao norte e ao sul dos Alpes.
A Suíça já possui a rede de transportes públicos mais densa do planeta e, ao longo dos anos, aumentou sua impressionante liderança em relação aos outros países. Em junho de 2016 aconteceu a festiva inauguração do Túnel Base de São Gotardo – um projeto pioneiro de 17 anos, o qual se estende por 57 quilômetros, a uma profundidade máxima de 2.300 metros, por baixo do Maciço de São Gotardo. A SBB, companhia Ferroviária Federal da Suíça, terminou agora de fazer no túnel exaustivos testes técnicos e de segurança. No domingo, 11 de dezembro – o dia no qual a rede pública de transportes da Suíça muda seu calendário anual em todo o país – o Túnel Base de São Gotardo iniciará seu serviço regular.

Mais fácil, mais rápido e mais confortável.
Esse túnel com superlativos espetaculares é mais do que uma obra-prima da engenharia ferroviária – ele é também um compromisso com o transporte ferroviário eficiente, seguro e sustentável através dos Alpes. O Túnel Base de São Gotardo permitirá que os passageiros viagem por baixo do maciço de São Gotardo em cerca de 17 minutos. O túnel reduzirá 30 a 40 minutos no tempo de viagem da Suíça de língua alemã para a Suíça de língua italiana. A nova via de tráfego significará conexões mais rápidas e frequentes, utilizando materiais rodantes modernizados e novos. O Túnel Base de São Gotardo é uma convincente razão para explorar o norte e o sul da Suíça através do transporte público.
Fonte - Portogente  09/12/2016

VEJA AQUI - Gotardo na Suíça,o túnel mais longo do mundo

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Conder conclui escavação de túnel na Avenida Suburbana

Mobilidade

De acordo com o superintendente de Mobilidade Urbana da Conder,Jorge Lima,equipamentos de última geração e aproximadamente 370 operários,incluindo 30 engenheiros e geólogos especialistas,participam das obras de escavação no local, que envolveu a detonação de explosivos. “Com aproximadamente 380 metros,estes túneis irão se destacar entre os existentes na capital,superando em quase 80 metros a extensão do túnel Américo Simas”, destaca.

Da Redação
foto - Lucas Pondé/Conder
Na tarde de quarta-feira (20), operários e máquinas envolvidos na implantação da Linha Azul finalizaram os serviços de escavação de um dos dois túneis que integram a Ligação Lobato/Pirajá, um passo importante para melhoria da mobilidade urbana na região do Subúrbio Ferroviário, que também envolve a construção de viadutos e vias para integrar o Subúrbio à BR-324.
Com duas faixas de trânsito por sentido, o primeiro túnel com obras de escavação concluídas funcionará no sentido Suburbana X BR-324. Esta é uma das etapas do projeto de implantação da Linha Azul, de iniciativa do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), com execução realizada pela Conder, por meio da diretoria de Obras Estruturantes. A expectativa é que os dois túneis sejam concluídos até o fim do ano. Já a ligação entre a Avenida Suburbana e a BR-324 deve ser finalizada no segundo semestre de 2017.
De acordo com o superintendente de Mobilidade Urbana da Conder, Jorge Lima, equipamentos de última geração e aproximadamente 370 operários, incluindo 30 engenheiros e geólogos especialistas, participam das obras de escavação no local, que envolveu a detonação de explosivos. “Com aproximadamente 380 metros, estes túneis irão se destacar entre os existentes na capital, superando em quase 80 metros a extensão do túnel Américo Simas”, destaca.

Linha Azul
Corredor transversal à Avenida Paralela, a Linha Azul começa na Avenida Pinto de Aguiar, já duplicada, prosseguindo pela interligação em túneis com a Avenida Gal Costa, também em processo de duplicação, até o bairro da Capelinha, na zona de São Caetano.
O trecho final, na extremidade oposta, representa a Ligação Pirajá/Lobato (Avenida Suburbana), alcançando uma extensão total aproximada de 13 quilômetros. A expectativa é que as obras de finalização dos túneis, que incluem pavimentação e urbanização, sejam concluídas até o fim do ano.
Com informações da Secom Ba.  21/07/2016

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Obras do Programa Mobilidade Salvador seguem em ritmo acelerado

Mobilidade

Assim como a nova Avenida Pinto de Aguiar, o trajeto é parte do Corredor Transversal I (Linha Azul), que ligará Patamares ao Subúrbio Ferroviário e terá, no total, 13 quilômetros de extensão.A obra consistiu na perfuração de uma parte da rocha, feita por uma perfuratriz hidráulica de origem finlandesa. Em seguida, os buracos feitos pela máquina foram carregados com explosivos e detonados.

Da Redação
foto - Alberto Coutinho/Gov.Ba
Foi finalizada nesta quarta-feira (20), na Avenida Suburbana, em Salvador, a escavação em rocha de um dos túneis que farão ligação com a Avenida Gal Costa, seguindo até o bairro do Lobato. Assim como a nova Avenida Pinto de Aguiar, o trajeto é parte do Corredor Transversal I (Linha Azul), que ligará Patamares ao Subúrbio Ferroviário e terá, no total, 13 quilômetros de extensão.
A obra consistiu na perfuração de uma parte da rocha, feita por uma perfuratriz hidráulica de origem finlandesa. Em seguida, os buracos feitos pela máquina foram carregados com explosivos e detonados. 

foto - Alberto Coutinho/Gov.Ba
O processo de detonações produz até 300 toneladas de pedras, retiradas do túnel por caminhões. Segundo o engenheiro responsável pela operação, Fabrício Vieira, a entrega dos túneis finalizados está prevista para o mês de outubro. “Esse tipo de rocha só nos permite avançar com segurança cerca de 2 metros a cada dez horas. Hoje finalizamos o primeiro túnel e vamos iniciar as obras do segundo, que devem ser finalizadas em cerca de 20 dias”.

Mais mobilidade
Outras obras do programa Mobilidade Salvador incluem a requalificação do trecho entre Pirajá e a Avenida Suburbana, além da construção de nove viadutos. A construção de ciclovias e a macrodrenagem dos rios Camarajipe e Pituaçu também integram o projeto.
Já com o Corredor Transversal II (Linha Vermelha), o objetivo é ligar a orla atlântica e a BR-324, por meio das avenidas Orlando Gomes, já entregue, e 29 de Março, em execução, passando pelo Parque Tecnológico, na Paralela, e a Via Regional, chegando até Águas Claras e totalizando 12 quilômetros de extensão. O projeto também inclui a construção de seis viadutos, cinco pontes e onze quilômetros de ciclovia.
Com informações da Secom Ba.  20/07/2016

domingo, 29 de maio de 2016

Gotardo na Suíça,o túnel mais longo do mundo

Transportes sobre trilhos  🚅

A prioridade é para o transporte dos caminhões ou contentores, mas haverá também trens de passageiros que atravessarão o túnel em 20 minutos a 200 km por hora.O novo túnel levará o tráfego dos países do norte da Europa (Holanda, Bélgica, Alemanha, Polônia) ao sul, desembocando perto da Itália para seguir para a região do Mediterrâneo.

Por Rui Martins
Correio do Brasil
Correio do Brasil
Quarta-feira, primeiro de junho, a Suíça inaugurará o mais longo túnel do mundo de 57 quilômetros, o Túnel Ferroviário de Base de São Gotardo, 17 anos depois de terem começado os primeiros trabalhos de perfuração. A prioridade é para o transporte dos caminhões ou contentores, mas haverá também trens de passageiros que atravessarão o túnel em 20 minutos a 200 km por hora. O destino principal é o porto de Gênova, em plena expansão, dependendo de um prolongamento das linhas férreas do lado italiano, em construção.O maciço de São Gotardo faz parte dos Alpes suíços e pode ser considerado como a espinha dorsal europeia.
O novo túnel levará o tráfego dos países do norte da Europa (Holanda, Bélgica, Alemanha, Polônia) ao sul, desembocando perto da Itália para seguir para a região do Mediterrâneo.
Em termos de inovações e tecnologia, a Suíça, única financiadora do túnel, utilizou a engenharia mais moderna, permitindo aos trens de passageiros rodarem a 200 km por hora e os de carga entre 100 e 120 km por hora.
Em termos ambientalistas, o túnel foi a opção dos suíços contra a passagem por suas estradas de rodagem das jamantas europeias de 28 a 40 toneladas, que, em princípio deverão atravessar a Suíça embarcadas por trens até o Ticino, perto da fronteira com a Itália. Esse desafogamento das estradas, livres dos caminhões holandeses, belgas, alemães, poloneses e ucranianos terá uma enorme importância ecológica e revolucionará os transportes europeus. O risco será a pressão do lobbyeuropeu dos transportes rodoviários, mas a Suíça poderá aumentar o pedágio e facilitar o frete ferroviário.
Para se ter uma ideia da importância da obra, o túnel rodoviário do Gotardo, inaugurado em 1980, com apenas 17 km de comprimento, tem um movimento anual de mais de oito milhões de veículos. Com a transposição dos caminhões para os trens do novo túnel ferroviário, esse túnel rodoviário deverá deixar de ter os habituais engarrafamentos.
A comissária dos Transportes da União Europeia, a eslovena Violeta Bulc, elogiou a Suíça pela construção do túnel dentro do prazo previsto e com poucos reajustes no custo final de 20,5 bilhões de euros, tornando o tráfego norte-sul europeu mais fluido e menos poluente.
Ao contrário do Brasil, onde as ligações ferroviárias continuam sendo precárias e onde teria sido sabotado o projeto do trem-bala Rio-São Paulo, o transporte ferroviário é incentivado e ampliado na Europa. Certas linhas de trens-bala chegam a concorrer com os aviões, dada sua velocidade e o fato de levarem os passageiros diretamente ao centro da cidade.
Fonte - Correio do Brasil  29/05/2016

VEJA AQUI Começa na Suíça a operação do túnel ferroviário mais longo do mundo

sexta-feira, 11 de março de 2016

Construção do túnel ferroviário entre Lyon e Torino é prioridade para França e Itália

Transportes sobre trilhos

Durante a cúpula,o ministro italiano das Infra-estruturas e Transportes Graziano Delrio e o Ministro francês Alain Vidalies assinaram um protocolo complementar de partilha do projeto e de custos,referente ao acordo para a construção da nova linha que foi assinado em 24 de fevereiro de 2015.

Da Redação
foto - Railway Gazette
A construção da nova ligação ferroviaria entre as cidades de Lyon e Turim,por um túnel através do Mont Cenis é "uma prioridade" para a França e Itália,e foi confirmado pelos dois governos em 8 de março durante encontro de cúpula em Venezia.
Durante a cúpula,o ministro italiano da Infra-estrutura e Transportes Graziano Delrio e o Ministro francês Alain Vidalies assinaram um protocolo complementar de partilha do projeto e de custos,referente ao acordo para a construção da nova linha que foi assinado em 24 de fevereiro de 2015.
De acordo com os ministros, os dois governos estão agora trabalhando firmemente para que os acordos dos projetos sejam ratificados pelos parlamentos nacionais e entre em vigor até o final de 2016. Isso permitiria que a escala de tempo do projeto acordado com a Comissão Europeia seja mantida.
Com informações da Railway Gazette   11/03/2016

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

VLT sera integrado ao Metrô de Salvador por túnel ligando o Comercio a estação da Lapa

Transportes sobre trilhos

Em resumo: um túnel subterrâneo seguirá em linha reta ascendente, com inclinação de 2%, passará pelo prédio do Sulacap, onde terá um acesso para a estação da Barroquinha. De lá, o túnel continua seguindo até chegar ao nível abaixo do subsolo da Estação da Lapa. 

Bahia Notícias
foto - ilustração
A prometida integração entre o veículo leve sobre trilhos (VLT) e o metrô de Salvador será feita por um túnel subterrâneo que liga a cidade baixa à estação da Lapa. Em entrevista ao Bahia Notícias, o chefe da Casa Civil do Governo do Estado, Bruno Dauster, explicou como a operação será realizada.
“Imagine um ponto qualquer na encosta entre a Igreja da Conceição da Praia e o Convento do Museu de Arte Sacra. Pegue um ponto qualquer e siga em linha reta. Você vai passar pelo final da Av. J. J. Seabra, onde tem a Barroquinha, e vai chegar à estação da Lapa”, detalhou Dauster. Em resumo: um túnel subterrâneo seguirá em linha reta ascendente, com inclinação de 2%, passará pelo prédio do Sulacap, onde terá um acesso para a estação da Barroquinha. De lá, o túnel continua seguindo até chegar ao nível abaixo do subsolo da Estação da Lapa.
O túnel será ligado às estações por escadas rolantes. Ainda em entrevista, Dauster acrescentou que os corredores flutuantes que ligam a orla atlântica até a orla da baía vão se articular com o VLT do Lobato, com o metrô em Pirajá e em Pituaçu. O VLT em Paripe será articulado à estação do metrô de Águas Claras e do Bairro da Paz. O edital do VLT será lançado em até 120 dias
Fonte - ABIFER  20/01/2016

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Assinado em Paris acordo para construção de túnel ferroviário que ligara Lyon a Turim

Internacional

Ministério dos Transportes da França e a AFITF  assinam acordo de financiamento do projeto das empresas Lyon Turim Ferroviaire e RFF para a construção de um túnel ferroviário na base Alpina,por onde passará a nova linha que ligará a cidade de Lyon a Turim na Itália.

Railway Gazette

FRANÇA: A construção de um túnel de 9 km na base Alpina,que fara parte da nova linha entre Lyon na França e Turim na Itália,deverá começar em janeiro de 2015 logo após a assinatura de um acordo de financiamento no valor de € 105∙78m.
O acordo para o projeto das empresas Lyon Turim Ferroviaire e RFF,foi assinado em Paris, em 01 de outubro pelo Ministério dos Transportes e a AFITF agência de financiamento de Infraestrutura e transportes.
LTF presidente Hubert du Mesnil, disse que o acordo de financiamento permitiria receber propostas para o tunelamento em Saint-Martin-La-Porte e o objetivo de dar inicio aos trabalhos no início do próximo ano. "Estamos seguindo rigorosamente o programa do projeto e calendário decidido pela França e pela Itália durante a reunião intergovernamental realizada em novembro de 2013", acrescentou.
O furo de teste deve ser cavado para a Itália no mesmo alinhamento como um dos furos individuais planejados do túnel de base de 57 km, e será construído com o mesmo diâmetro. Poços de acesso, totalizando nove quilômetros de extensão já foram concluídos na França
Fonte - Railway Gazette  22/10/2014

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Banco alemão vai indenizar prefeitura de São Paulo por desvios na era Maluf

Política

Gestão Haddad informa que os R$ 44 milhões serão utilizados na construção de creches. O Deutsche Bank aceitou acordo que evita ação por ser acusado de participar de movimentações ilegais entre 1993 e 1996 - Inquérito foi instaurado em 2001 por desvios de verbas ocorridos durante a construção do Túnel Ayrton Senna

Por Redação RBA 
REPRODUÇÃO
São Paulo – O Deutsche Bank, da Alemanha, vai pagar US$ 18 milhões (R$ 44 milhões) à prefeitura de São Paulo, com base em acordo firmado com o Ministério Público Estadual em fevereiro e homologado pela Justiça paulista na última sexta-feira (17) para fins de indenização por danos materiais e morais coletivos sofridos pelo município. O acerto, cujo valor totaliza US$ 20 milhões (US$ 48,9 milhões), visa a evitar uma ação judicial contra o banco por envolvimento nas movimentações financeiras realizadas entre 1993 e 1996 pelo então prefeito, Paulo Maluf, e seus familiares. A administração Fernando Haddad (PT) informou que o valor será usado na construção de creches.
A decisão judicial partiu de inquérito civil (PJPP-CAP 344/2001) instaurado em 2001 pela Promotoria de Justiça da Cidadania da Capital com base nos desvios de verbas ocorridos durante a construção do Túnel Ayrton Senna e da Avenida Água Espraiada, atual Roberto Marinho, e da remessa de valores para o exterior na gestão de Paulo Maluf na prefeitura. Os promotores afirmam que US$ 200 milhões teriam transitado pelo banco no esquema de desvio de recursos.
Além do valor pago à prefeitura, outro US$ 1,5 milhão (R$ 3,6 milhões) vai para os cofres do estado para cobrir gastos do Ministério Público com a investigação. Outros US$ 300 mil (R$ 734 mil) vão para o Fundo Estadual de Interesses Difusos de São Paulo (FID), pelos danos causados ao estado. Os US$ 200 mil (R$ 489 mil) restantes serão destinados ao pagamento de gastos com perícias e inspeções judiciais.
O inquérito mostra que, apesar de não estar diretamente envolvido com o desvio de dinheiro público, o banco se propôs a "resolver de forma amigável a questão de utilização de suas agências no exterior para a prática de lavagem de dinheiro realizada pela família Maluf". Para isso, ganhou US$ 1 milhão (R$ 2,4 milhões) na movimentação de valores das empresas da família Maluf. O acordo definiu o valor de 20 vezes o ganho para que o banco ficasse isento da ação.
Fonte - Rede Brasil Atual  20/10/2014

terça-feira, 1 de julho de 2014

Construção de túnel entre Santos e São Vicente divide opiniões

Infraestrutura

A liberação da verba de R$ 456,3 milhões para a viabilização do equipamento viário foi anunciada nesta quinta-feira pela presidente Dilma Rousseff

A Tribuna On-line

A construção de um corredor metropolitano com faixa exclusiva de ônibus e o túnel ligando as zonas Leste e Noroeste de Santos, chegando próximo a São Vicente, divide a opinião de moradores da Baixada Santista. Muitos conhecem o projeto, mas duvidam que saia do papel. Outros temem assaltos. Há ainda aqueles que defendem o foco na ligação entre Santos e Guarujá e no Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) para depois pensar em novas estruturas.
A liberação da verba de R$ 456,3 milhões para a viabilização do equipamento viário foi anunciada nesta quinta-feira pela presidente Dilma Rousseff, no Teatro Coliseu, em Santos. A previsão é de que a obra seja concluída em 2018.
Ricardo Dias acredita que o túnel vai, realmente, facilitar a vida das pessoas. "O projeto é novela antiga. Todo mundo sabe que o túnel encurtaria a distância de um trajeto que hoje é feito pela rota mais comprida, circundando as duas cidades - e portanto, o menos inteligente e eficiente. Assim como o VLT vai facilitar e muito a vida das pessoas''.
Para Jeffeson Lira, a implantação do túnel vai desafogar Santos nos horários críticos. "Isso vai nos ajudar na hora de sair e chegar ao trabalho".
Roberto Maransaldi gostou da notícia. "A ligação entre a Zona Noroeste e o centro da cidade é a mais importante obra que o povo santista e o vicentino podem esperar de um governo. É uma obra para a mobilidade do povo do litoral, ao contrário de outras obras que apenas interessam aos paulistanos e turistas".

Assaltos
"Acredito que não trará muitos benefícios, porque fazer túnel agora "virou moda" por aqui. O que terá de assalto. Tinham que agilizar o do Guarujá. Quanto a Santos e São Vicente, acredito que viadutos poderiam ser mais interessantes", disse Graziela Fortunata.
"O maior problema vai ser não ser assaltado no caminho", reiterou Inglid Souza. Nair Cortina e Ludimila Menezes também observam como prioridade trabalhos que já estão em andamento. "O VLT já vai resolver. Urgente é a via seca Santos e Guarujá", afirmou Nair. "Querem começar uma obra, sem terminar outra? e o VLT?", questionou Ludimila.
Diana Rosa é cética em relação à concretização do projeto. "Qual a previsão deste túnel ficar pronto? Não adianta se arrastar por anos para ir ganhando votos". Já Luciana Correia tem dúvidas sobre o traçado. "O vereador Manoel Constantino sempre argumentou esse túnel em suas campanhas políticas, porém tenho muitas dúvidas quanto ao projeto. A saída no Marapé que hoje já se encontra saturado de carros, depois desses condomínios instalados no bairro, na Vila São Jorge, a saída entre dois conjuntos habitacionais também".

Projeto
O túnel entre Santos e São Vicente terá três faixas de rolamentos, umas delas exclusiva para ônibus, além de passagens para pedestres e ciclistas. Uma das embocaduras deve ser em frente à Rua Dom Suarte Leopoldo e Silva, no Marapé. A outra deverá ficar na Avenida Divisória, na Vila São Jorge, próximo ao limite de São Vicente. Ao todo, serão 1.350 metros de extensão, com uma estrutura dotada de sistemas de ventilação, iluminação e câmeras de segurança.
Fonte - STEFZS  01/07/2014

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Opositores tentam impedir TAV entre Itália e França

Internacional

A construção é o primeiro passo de um túnel de 56 quilômetros numa linha férrea de alta velocidade que ligaria Turim, na Itália, e Lyon, na França. É uma seção do Corredor Mediterrâneo – uma rota trans-europeia de trem indo de Algeciras, na Espanha, a Budapeste, na Hungria – que a Comissão Europeia definiu como prioridade. 

New York Times
Zero Hora
foto - pregopontocom
Para chegar a um túnel atualmente sendo perfurado nos Alpes no noroeste da Itália, os visitantes precisam passar por um posto policial e outro militar. Grandes cercas de arame farpado se espalham pela montanha. Veículos blindados cruzam com jipes em estradas sinuosas cercadas por vinhedos.
Numa região conhecida por vilas pitorescas, esqui na neve e excursões pelos Alpes, o canteiro de obras fortificado é uma justaposição dissonante, traindo a amargura de uma batalha de duas décadas sobre os planos de construir um trem de alta velocidade entre Itália e França.
Ao longo dos anos, a saga da linha de trem foi pontuada por episódios de resistência popular e coloridas manifestações com milhares de pessoas, mas também por embates violentos, atos noturnos de sabotagem e até mesmo acusações de terrorismo.
Os habitantes locais sempre resistiram à ligação ferroviária, temendo danos a aquíferos e uma possível liberação de amianto e materiais radioativos durante a escavação. Questionam também o investimento inicial no projeto, de quase US$12 bilhões.
Mas a localização estratégica do Vale de Susa também deu a seus 90 mil habitantes uma plataforma descomunal no debate cultural e político da Itália sobre equilibrar a identidade do país com a integração europeia, e de forma mais geral, a preservação com o progresso.
Para a Europa, o longo impasse se tornou um grande exemplo do estranho jiu-jitsu na política da União Europeia, onde às vezes pequenos problemas locais ameaçam amarrar as maiores ambições do continente.
— Isso não é por um trem, afirmou Lisa Ariemma, moradora que se opôs ao projeto ferroviário Treno Alta Velocità.
A construção aqui é o primeiro passo de um túnel de 56 quilômetros numa linha férrea de alta velocidade que ligaria Turim, na Itália, e Lyon, na França. É uma seção do Corredor Mediterrâneo – uma rota trans-europeia de trem indo de Algeciras, na Espanha, a Budapeste, na Hungria – que a Comissão Europeia definiu como prioridade.
Mas para alguns moradores, as barricadas — físicas e metafóricas — passaram a refletir suas diferentes visões do desenvolvimento, e até mesmo da democracia, e sua distância dos tomadores de decisão em Roma e Bruxelas.
A questão tem dado força ao Movimento Cinco Estrelas, o partido antielite e antiunião Europeia de Beppe Grillo, que em março foi condenado a quatro meses de prisão por um protesto contra a ligação ferroviária em Chiomonte em 2010.
O partido de Grillo é abertamente contra o projeto, e vários membros foram eleitos para o parlamento aqui e em distritos próximos nas eleições nacionais, no ano passado. Muitos estão aguardando as eleições locais, regionais e europeias, em maio, para medir a popularidade da linha.
Para o governo nacional, conforme afirmou o ministro do transporte e infraestrutura Maurizio Lupi em março, após visitar as obras, o túnel é prova de que o estado existe, e que ele acredita num projeto que vê como fundamental para o desenvolvimento do país e da Europa.
A construção no local começou em 2011, em meio a protestos que culminaram em confrontos violentos. Desde então, grandes trechos da montanha foram fortificados para afastar os manifestantes, atrasando a perfuração até o fim do ano passado.
O longo esforço da resistência não impediu o comprometimento do governo italiano com o plano, apesar das mudanças políticas nos últimos 20 anos – e independente de qual partido estava no poder.
Mas o longo atraso colocou em risco a própria reputação da Itália como uma parceira confiável na Europa. O medo de perder o financiamento europeu, que segundo autoridades italianas deverá cobrir 40 por cento dos custos da linha, finalmente levou o governo a uma ação mais concertada.
Os opositores vêm travando uma resistência em diversas frentes, com desafios judiciais, publicações e sites com o tema "Não ao TAV". Compraram também pequenos trechos de terra ao longo da rota planejada para a linha, esperando dificultar o processo de expropriação. Centenas de manifestantes foram investigados, e alguns, julgados. Quatro jovens estão na cadeia por acusações de terrorismo.
— O movimento 'Não ao TAV' tornou-se radical, atraindo jovens anárquicos e dissidentes, argumentou Stefano Esposito, senador pró-TAV do Partido Democrático que recebeu ameaças de morte e hoje circula com guarda-costas.
Alberto Perino, antigo líder da oposição ao trem que foi condenado ao lado de Grillo, acredita que o sentimento contra o projeto é muito mais amplo.
— Estamos revoltados porque estão realizando o projeto com o nosso dinheiro, contra nós, disse ele. — Muitos locais acham que seus representantes políticos já não representam os interesses dos cidadãos, mas os de bancos e grupos de construção, afirmou ele.
Luca Giunti, um guarda florestal e ativista do 'Não ao TAV', argumenta que o tráfego de passageiros e carga entre Itália e França na velha linha férrea – construída em 1871 – está num declínio constante há anos, e não vê a necessidade de uma nova linha.
— Estamos tendo gastos e danos ambientais em troca de um ganho financeiro incerto. Isso não me parece um bom modelo de negócios, disse ele.
Mesmo reconhecendo que o vale passará por algumas inconveniências, os proponentes do plano dizem que a infraestrutura ferroviária mudou significativamente desde a construção da antiga linha, e que a rota atual é ineficiente – por ter sido construída sobre uma encosta íngreme, e porque o túnel não é largo o suficiente para lidar com o transporte de carga atual.
Gemma Amprino Giorio, prefeita da cidade de Susa, onde será construída uma estação projetada pelo arquiteto japonês Kengo Kuma assim que a linha estiver concluída, vê o trem como um novo sopro de vida na estagnada economia da região.
— Atualmente o vale é um trecho seco. Ter uma estação internacional trará desenvolvimento e um reforço à economia da região, especialmente ao turismo.
Segundo Mario Virano, um especialista contratado pelo governo em 2006 para ajudar a moderar as diversas facções, a questão é muito maior do que o Vale de Susa.
— Não podemos perder a possibilidade do financiamento europeu ou permitir que a França perca o financiamento deles por nossa causa. Se não formos em frente agora que o restante da Europa está trabalhando por uma infraestrutura mais homogênea, será um escândalo não termos feito nada, explicou ele.
Fonte - Revista Ferroviária  03/04/2014

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Após falha, passageiros descem na via e param metrô em São Paulo

Metrô de SP 

Folha de São Paulo 
Passageiros caminham, pelo túnel
A circulação de trens na linha 3-vermelha do metrô de São Paulo foi paralisada na noite desta terça-feira em decorrência de uma falha em uma composição na estação República (centro). As estações ficaram lotadas e pessoas passaram mal. A operação no sentido Itaquera estava suspensa, e ao menos duas estações foram fechadas.
O problema começou com a falha em uma porta na estação República, o que fez as composições trafegar com velocidade reduzida. Com isso, os passageiros de um trem acionaram o botão de emergência e desceram na via por volta das 18h50, entre as estações Marechal Deodoro e Santa Cecília.
"O metrô ficou parado um tempão antes de sair e depois ficou travado e com as portas fechadas na Marechal Deodoro. Pessoas acionaram a emergência e seguiram a pé até a próxima estação. Quem não desceu chegou aqui na Santa Cecília às 19h20", disse a estudante Thais Almeida, 20, que seguia para a universidade, localizada no Carrão, na zona leste.
Segundo o Metrô, a circulação teve que ser interrompida por conta das pessoas na via, até as 19h24, quando elas foram retiradas e a circulação retomada.
Às 20h, porém, a assessoria da empresa afirmou que o tráfego voltou a ser suspenso por conta de uma ocorrência na estação Sé, mas não tinha detalhes do que era.
A reportagem da Folha presenciou passageiros quebrando os vidros de menos uma composição na Sé. Já na estação Santa Cecília, em menos de dez minutos, a reportagem viu cinco pessoas passando mal, entre elas, duas desmaiadas, no interior da estação Santa Cecília.
As pessoas são resgatadas pelos próprios passageiros, que disseram que os levariam até a Santa Casa. O acesso à estação está liberado, por uma passagem ao lado das catracas. Havia, por volta das 20h30, duas composições paradas na estação Santa Cecília, ambas com todas as portas abertas.
Centenas de pessoas chegavam a pé pelos túneis, vindas das estações República e Marechal Deodoro. Ariane Henrique caminhou pelos túneis do metrô entre as estações Marechal Deodoro e Santa Cecília e saiu direto na rua por uma saída de emergência.
Com o tumulto, ônibus que partem do Terminal Santa Cecília, ao lado da estação, estão saindo lotados.
Fonte - São Paulo Trem Jeito  04/02/2014

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Linha 4 do Metrô do Rio conclui escavação de primeiro trecho de túnel sob maciço rochoso

Transportes sobre trilhos

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Rio de Janeiro – O Consórcio Construtor Rio Barra concluiu hoje (9) as escavações do bitúnel da Linha 4 do Metrô no trecho entre a Barra da Tijuca, na zona oeste, e São Conrado, na zona sul da cidade. As escavações começaram em setembro de 2010, com o objetivo de ligar as estações de Jardim Oceânico, na Barra, e São Conrado, sob um maciço rochoso.
Segundo a assessoria de imprensa do consórcio, o túnel, de 5 quilômetros de extensão, é o maior bitúnel entre estações metroviárias do mundo. Outro trecho do túnel, que vai ligar São Conrado à Gávea, ainda está sendo escavado.
A Linha 4 do Metrô ligará a Barra a General Osório (em Ipanema, na zona sul), que é a última estação da Linha 1 (Saens Peña-General Osório). A nova linha terá seis estações (Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz) e terá três direções de trilhos diferentes.
Um dos trilhos passará pelas estações Jardim Oceânico, São Conrado, Antero de Quental, Jardim de Alah, Nossa Senhora da Paz e General Osório. Outro trilho ligará a Barra da Tijuca à estação da Gávea, passando por São Conrado. O terceiro trilho ligará General Osório à Gávea, passando por Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz.
A Linha 4, que deve começar a operar no primeiro semestre de 2016, portanto, antes do início dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro., terá 16 quilômetros de extensão. A previsão é receber 300 mil passageiros por dia.
Fonte - Agência Brasil  08/01/2014

domingo, 22 de setembro de 2013

Virgin quer chegar a Paris‏

TGV

RF
Richard Branson, fundador da Virgin
 em trem de sua empresa
Depois da autorização, que não deixa de ser surpreendente, pela Comissão Europeia, para a Deutsche Bahn chegar a Londres pelo túnel da Mancha, é agora a Virgin Trains, do empresário-estrela Richard Branson, que está pleiteando uma licença para chegar, não a Bruxelas, de onde parte o trem de DB, mas de Paris, de onde parte o fluxo mais rentável trans-mancha.
A Virgin é uma das 24 operadoras privadas que realizam o transporte de passageiros no Reino Unido, e que por sinal tem tido um sucesso acima de qualquer expectativa. Desde sua criação, em 1993, em substituição à estatal British Rail, as operadoras dobraram o número de passageiros transportado por trem no país, revertendo a tendência a longo prazo de perda de participação modal. As operadoras competem entre si e uma com quem a Virgin vai ter que lidar é a própria Eurostar, que hoje realiza o serviço Londres-Paris pelo túnel, e que é uma das concessionárias britânicas.
Fonte - Revista Ferroviária  20/09/2013

sábado, 14 de setembro de 2013

Relíquias arqueológicas intactas são encontradas no centro do Rio

Arqueologia

Centenas de milhares de relíquias intactas são encontradas no centro do Rio

Objetos de diferentes períodos foram recolhidos durante escavação para novas estações do metrô. Um dos objetos, com a inscrição em francês “Sua Majestade o imperador do Brasil”, pode ter pertencido a dom Pedro II

Flávia Villela
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A arqueologia brasileira descobriu recentemente um acervo único de artefatos de diferentes períodos históricos, no coração da capital fluminense. A descoberta do sítio arqueológico ocorreu ao longo dos últimos seis meses, durante escavações para novas estações do metrô, ao lado da antiga estação de trens da Leopoldina.
Parte do material foi apresentada nesta semana à imprensa. Dentre as relíquias, frascos de vidro intactos com conteúdo original, artigos domésticos, como desodorante e escova de dente. Uma, inclusive, com a inscrição em francês “Sua Majestade o imperador do Brasil”, que pode ter pertencido a dom Pedro II.
De acordo com o responsável pela pesquisa, Cláudio Prado de Mello, os objetos, que vão desde o século 17 até o fim do período Imperial (século 19), impressionam não apenas pela quantidade, que pode ultrapassar 800 mil peças, como também pela qualidade e a integridade das peças.

“A arqueologia está perplexa, estamos encontrando uma quantidade não só imensa, mas inusitadamente bem preservada. Por ser uma área pantanosa e como o local passou por aterramento também com material orgânico, acabou preservando peças inteiras, intactas, sem nenhuma fratura, uma lasca”, comemorou o arqueólogo.
Historiadores já tinham notícia de que a área servia de descarte de resíduos provenientes do palácio imperial. Para Mello o achado é uma oportunidade única da sociedade estudar seu passado por meio de evidências do cotidiano das pessoas que viveram nesses períodos. “É interessante estudar as coisas simples da vida das pessoas para reconstituir esse cotidiano que a gente não registra. O desodorante, a caixinha de pasta de dente, ninguém guarda para deixar de herança”, comentou ele. “A arqueologia está resgatando pedacinhos dessas vidas e vai ter a oportunidade de estudar, processar essa informação e recontar a história dessa sociedade”, contou ele.
No local, funciona temporariamente uma fábrica de anéis de concreto para a construções dos túneis do metrô. A escavação foi interrompida devido ao cronograma da obra e deve ser retomada em 2016, quando as estações estiverem prontas e o local limpo para a pesquisa arqueológica.

“Cobrimos todas as trincheiras com camadas diferentes para ficar bem discernível no futuro até onde a arqueologia foi e quando a obra acabar e a fábrica [for desativada] no final de 2015, esse material vai ser retirado, essa camada será removida e o empreendimento vai devolver para a arqueologia o sítio da forma que deixamos”.
A equipe conta atualmente com mais de 30 profissionais e vai se dedicar agora a limpar as peças recolhidas e reunir as peças quebradas. Enquanto as obras estiverem em curso, a concessionária do metrô, está custeando o trabalho de laboratório, a análise do material e a pesquisa histórica.
Outras preciosidades encontradas nas escavações são um aqueduto subterrâneo, que provavelmente foi construído sob o comando de dom João VI, no início do século 19, e vestígios do Matadouro Imperial de São Cristóvão, local de abate de animais, chancelado pelo governo imperial (de 1853 e a 1881).
Fonte - Agência Brasil  14/09/2013

segunda-feira, 8 de julho de 2013

SALVADOR TERÁ LIGAÇÃO DIRETA COM O JAPÃO VIA TÚNEL

Foto - Viviane Leite /Facebook

Confira galeria de fotos do carro que caiu em uma cratera no Imbuí na manhã desta sexta
Foto: Daniel Lima/Leitor do Metro1
Cratera abre e "engole" carro no Imbuí
Foto: Anderson Gomes/Leitor do Metro1









Entrada do túnel -  A cratera foi aberta  no bairro do Imbui em Salvador Ba. segundo informações a mesma foi provocada por vazamento em uma adutora de água existente no local.

Fonte - Metrô 1 / Viviane leite FB 08/07/2013

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Maior túnel ferroviário do mundo avança nos Alpes Suíços

Revista Fundações e Obras Geotécnicas 17/09/2012

As obras do maior túnel ferroviário do mundo estão avançando. Com extensão de 57 quilômetros, o Gotthard Base Tunnel está sendo escavado nos Alpes Suíços, com o objetivo de facilitar o transporte de carga e passageiros entre o país, a Alemanha e a Itália. A estrutura é localizada a 2300 metros de profundidade da superfície.
A empresa responsável pela obra é a AlpTransit Gotthard AG, que espera finalizar os trabalhos em dezembro de 2016. Para facilitar o processo, o túnel foi dividido em sete partes, cujas obras acontecem ao mesmo tempo: Altdorf/Rynächt, Erstfeld, Amsteg, Sedrun, Faido , Bodio, Biasca.
O Gotthard consiste em dois túneis paralelos, com 57 quilômetros de extensão, que são ligados por passagens a cada 325 metros. Também existirão estações de emergência ao longo de todo o trajeto e sistemas para controle de temperatura e ventilação. As obras foram iniciadas em 1999, e em outubro de 2010, foram finalizadas as primeiras escavações do tubo leste. No total, foram retirados 28,2 milhões de toneladas de rocha escavada. Vale lembrar que todo o material retirado na escavação vem sendo reaproveitado na própria obra.
O processo de construção é feito praticamente em conjunto com as escavações. Assim que as rochas são perfuradas pelas máquinas, os operários iniciam a colocação de telas metálicas para evitar o desmoronamento das paredes. O túnel também recebe grandes arcos de aço intercalados em todo o trajeto.
Em 2010, foi iniciada a instalação dos sistemas da ferrovia, começando pelo tubo oeste no trecho entre Bodio e Faido.
Após as férias de verão, as obras foram retomadas no último dia 20 de agosto. No trecho de Sedrun, está em andamento a adaptação do Eixo I da ferrovia e a instalação das passagens de ar e portas do túnel. Já no trecho entre Erstfeld e Sedrun, foi finalizada a última parte da pista de lastro do tubo leste.
Fonte - Revista Ferroviária

VÍDEO SOBRE A CONSTRUÇÃO DO TÚNEL