UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA
UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM,EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA
Mostrando postagens com marcador história. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador história. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Proclamação da República foi movimento distante do povo

História  👀

Nesta sexta-feira, 15 de novembro, completam-se 130 anos da Proclamação da República no Brasil. O movimento foi liderado pelo marechal Deodoro da Fonseca. Para o professor de história Antônio Barbosa, o movimento não esteve voltado para conjunto da população. Mais informações com Lívia Torres, da Rádio Senado.



Para escutar a Rádio  clicando aqui

Fonte - Portogente / Da Agência Senado

terça-feira, 27 de junho de 2017

Dois de Julho é tema de exposição na Estação Pirajá do Metrô

Cultura   💂

A exposição é composta por 20 painéis que contam a história da data magna da Bahia, por meio de fotos e postais do acervo do Museu Tempostal do Ipac; e referências do livro ‘História da Bahia’, do historiador baiano Luís Henrique Dias Tavares. O público vai conhecer mais sobre os acontecimentos e roteiro que reúne localidades como o bairro de Pirajá, antiga estrada das Boiadas, atual Avenida Lima e Silva, e da Lapinha.

Da Redação
foto - Acervo Tempostal / Secom
O 2 de Julho, data da entrada triunfal das tropas libertadoras brasileiras na tomada da capital baiana dos portugueses, em 1823, é o tema da nova exposição que a Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Dimus/PAC), unidade da Secretaria de Cultura do Estado (Secult), em parceria com a CCR Metrô Bahia, apresenta ao público na Estação Pirajá do Metrô. A mostra ‘Salve o Dois de Julho: Memórias da Independência da Bahia’ fica em cartaz de 1º a 9 de julho.
A exposição é composta por 20 painéis que contam a história da data magna da Bahia, por meio de fotos e postais do acervo do Museu Tempostal do Ipac; e referências do livro ‘História da Bahia’, do historiador baiano Luís Henrique Dias Tavares. O público vai conhecer mais sobre os acontecimentos e roteiro que reúne localidades como o bairro de Pirajá, antiga estrada das Boiadas,atual Avenida Lima e Silva,e da Lapinha.
Um dos destaques é o bairro de Pirajá, um dos mais antigos de Salvador. Surgido a partir de engenhos de açúcar e das missões jesuíticas instaladas na Bahia no período da colonização, o bairro foi palco da principal batalha travada entre os soldados brasileiros e o exército português. A batalha aconteceu em 8 de novembro de 1822, durou oito horas e envolveu cerca de quatro mil homens na área de Cabrito – Campinas – Pirajá, sendo considerada a mais alta demonstração da resistência brasileira ao longo da campanha militar pela independência.
A parceria com a CCR Metrô Bahia buscou estimular a política pública para os museus. "É fundamental mostrar os ricos acervos dos museus do Ipac em outros locais e convidar a população a conhecê-los", explica o diretor do instituto, João Carlos. Segundo ele, o Cortejo 2 de Julho é Patrimônio da Bahia por Decreto 10.179/06 e via dossiê do Ipac. “Os bens culturais imateriais, como o ‘2 de Julho’ asseguram a memória de um povo, sua história e cultura”.
“A concessionária apoia parcerias como a do Ipac para mostrar de perto a diversidade cultural nas estações do Metrô. São projetos educativos e culturais, que contribuem para o desenvolvimento sociocultural, econômico e sustentável das regiões onde atuamos, incentivando ainda o exercício da cidadania”, afirma o gestor de Atendimento da CCR Metrô Bahia, Hamilton Trindade. Leia mais no site da Dimus/Ipac.
Com informações da Secom Ba.  27/06/2017

quarta-feira, 29 de março de 2017

Fortaleza de Morro de São Paulo entra em fase final de recuperação

Turismo  🏰

Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1938, o monumento datado do século 17 requer um cuidadoso plano de uso, que inclui a instalação de uma exposição permanente com objetos encontrados durante o restauro - balas de canhões, artefatos arqueológicos e cinco canhões, que ajudam a contar a história do local.

Da Redação
foto - Tatiana Azeviche
Localizado na zona turística Costa do Dendê, no baixo sul baiano, o município de Cairu vai oferecer aos moradores e visitantes, em breve, um atrativo histórico-cultural totalmente revitalizado, além do reconhecido turismo de sol e praia. Isto porque as obras de restauração da Fortaleza do Morro de São Paulo estão em fase final de execução.
Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1938, o monumento datado do século 17 requer um cuidadoso plano de uso, que inclui a instalação de uma exposição permanente com objetos encontrados durante o restauro - balas de canhões, artefatos arqueológicos e cinco canhões, que ajudam a contar a história do local.
Também está prevista a instalação de um museu, anfiteatro, área para eventos e uma cafeteria. Serão feitas visitas guiadas por jovens da comunidade, selecionados e preparados para trabalhar no receptivo aos turistas. “Estamos alinhados com nossos parceiros neste trabalho de valorização de um equipamento de relevante interesse turístico, histórico, arqueológico e arquitetônico”, afirma o secretário estadual do Turismo, José Alves.

foto - Tatiana Azeviche
O restauro tem apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), que investe R $ 8,5 milhões na recuperação da edificação. As obras foram divididas em duas etapas. A primeira, emergencial e já pronta, foi a recuperação estrutural da muralha. A segunda, em fase de conclusão, contempla a restauração do Portaló, do Corpo da Guarda, do Forte da Ponta e do caminho ao longo da muralha.
Atualmente, a Setur detém a cessão de uso do equipamento militar e histórico, concedida pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU) ao Governo da Bahia. O projeto museológico é preparado pelos institutos do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac) e de Desenvolvimento Sustentável do Baixo Sul da Bahia (Ides).
O Ides é parceiro da Setur para a realização das obras e gestão do equipamento, a exemplo da Prefeitura de Cairu. As obras de requalificação são autorizadas e acompanhadas pela SPU e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O projeto de restauração e readequação está baseado nas premissas do valor e significado histórico e cultural do monumento, integrando o conjunto arquitetônico à dinâmica turístico e cultural da região.
Com informações da Secom Ba.  29/03/2017

terça-feira, 28 de março de 2017

Mestre urbanista - Paulo Ormindo

Urbanismo  🏠

A trajetória de Paulo Ormindo David de Azevedo, ao longo dos seus 80 anos, completados no último dia 14, foi sempre povoada por figuras históricas – é um dos oito filhos do médico e antropólogo baiano Thales de Azevedo (1904-1995), intelectual reconhecido nacionalmente.

Luana Ribeiro - A Tarde
Entre outros projetos, Paulo Ormindo é
responsável pelo restauro do Mercado Modelo
A Tarde
Um dos grandes nomes da arquitetura e do urbanismo no Brasil, o baiano Paulo Ormindo de Azevedo comemora a chegada dos 80 anos estreando como ficcionista com o livro de crônicas e contos A memória das pedras
A trajetória de Paulo Ormindo David de Azevedo, ao longo dos seus 80 anos, completados no último dia 14, foi sempre povoada por figuras históricas – é um dos oito filhos do médico e antropólogo baiano Thales de Azevedo (1904-1995), intelectual reconhecido nacionalmente. Amigo e conviva desde o ginásio, no Colégio Antônio Vieira, Edivaldo Boaventura resume: “Ele teve uma universidade em casa. Seu pai estava sempre recebendo professores estrangeiros”, lembra o professor e escritor, um dos organizadores e orador da homenagem feita ao arquiteto promovida no último dia 16, na Academia de Letras da Bahia.
Os dois voltaram a ser colegas na ALB – Edivaldo ocupa a cadeira 39 e Paulo Ormindo, a de número 2, cujo patrono é o poeta barroco Gregório de Mattos. No Palacete Góes Calmon, que sedia a academia, o carrossel gira e Ormindo vai sucedendo aos personagens célebres, ele mesmo tendo sido consagrado “imortal” em 1981. Uma de suas principais contribuições é o Inventário de Proteção do Acervo Cultural da Bahia, elaborado entre 1975 e 2002 e editado em sete volumes. O trabalho é pioneiro e cataloga exemplares do patrimônio edificado do estado, entre prédios e monumentos civis, militares e religiosos.
“Trata-se de obra seminal de referência, coordenando uma competente equipe que não apenas cadastrou os imóveis, mas também realizou uma necessária pesquisa documental”, aponta o arquiteto e professor Pasqualino Magnavita, professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba) – quando começou a lecionar na instituição, Ormindo encerrava a graduação. Magnavita ressalta que o tema, tão caro à Bahia, requer sensibilidade. “A primeira exigência de um arquiteto na área de conservação e restauro, que lida com o Patrimônio Histórico e Cultural, relaciona-se com a adoção do novo paradigma ético-estético, e isso, no sentido de assumir uma atitude política e crítica (não partidária), visando à emancipação do controle social existente, pois vivemos numa sociedade de extremo controle”.
Edivaldo Boaventura também destaca o Inventário em meio à extensa carreira do amigo. “Quase todos os monumentos conhecidos da Bahia estão lá; de Salvador, do Recôncavo, do litoral, do litoral sul, do Vale do São Franciscano. De todos esses lugares, ele levantou a arquitetura erudita e popular”, afirma, atribuindo a solidez do trabalho realizado por Ormindo à base acadêmica do arquiteto, na qual constam, além da sólida formação realizada no Brasil, especialização e doutorado em Milão e Roma.

Modernidade
Entre outros diversos trabalhos na área, é dele o projeto de restauração do Mercado Modelo, após o terceiro incêndio pelo qual o prédio passou, em 1984. “Ali, ele cria as condições da modernidade e de contemporaneidade. Porque restauração não significa simplesmente refazer. E há, além do mais, a própria modificação da função, pois aquele era um edifício público, uma alfândega. Considero o Mercado Modelo um dos grandes projetos do Paulo”, avalia o arquiteto Itamar Batista, que também foi professor da Faculdade de Arquitetura da Ufba.
Ormindo ainda responde pelo projeto de ampliação do tradicional Centro Cultural Dannemann, localizado na cidade de São Félix, no Recôncavo baiano, e foi consultor da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Educação e de Ciência e Cultura, pela Unesco, na área de restauração e preservação do patrimônio, com trabalhos na América do Sul, Caribe e países da África lusófona, como Cabo Verde.
Dois dias após o aniversário de 80 anos, ele lançou um livro de contos, A memória das pedras, primeira incursão oficial ao universo literário. “Para melhor merecer essa academia, tive a petulância de debutar com um livro de contos”, afirmou. Não que já não fosse experimentado nas letras. Além das publicações científicas, assinou diversos artigos como articulista em A TARDE , assim como seu pai, que escreveu para o periódico por mais de 60 anos.
“Sonhar é um traço vigoroso da personalidade do meu pai”, diz o filho, Luciano. Em seu discurso na ALB, ele lembrou histórias de infância, e uma delas chama a atenção para a obstinação do arquiteto. Brincando com as netas, Ormindo resolveu exercitar a persona de aviador – fez inúmeras tentativas de pipa-caixa, nenhuma funcionou. O almoço de domingo acabou e todos foram embora. Passavam das 23 horas, quando ele apareceu na casa de Luciano, com o que mais parecia, em suas palavras, “um 14-Bis”. E como tal, na frente das netas recém-despertadas, levantou voo e pousou perfeitamente, após um rodopio.
Fonte - A Tarde  28/03/2017

sexta-feira, 24 de março de 2017

Exposição nas estações do metrô celebra aniversário de Salvador

Cultura  🏠

A mostra itinerária, com 10 totens e 20 lâminas, ficará aberta à visitação do próximo dia 27 a 7 de abril na Estação Lapa (27 a 29), Estação Acesso Norte (30 de março a 1° de abril), Estação Pirajá (2 a 4 de abril) e Estação Rodoviária (5 a 7 de abril). O objetivo da mostra é levar o público a fazer uma caminhada no tempo, visualizando panoramas do urbanismo e a arquitetura no passado, para uma compreensão das paisagens urbanas no presente.

Da Redação
foto - Lázaro Menezes
Graça, década de 20 - Acervo Museu Tempostal
Como parte das comemorações do aniversário da capital baiana (29 de março), o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), por meio da Diretoria de Museus, e a CCR Metrô da Bahia apresentam ao público, em quatro estações do metrô, a exposição ‘Salvador 468 anos: Uma Viagem no Tempo’, composta por fotos e postais do acervo do Museu Tempostal (Pelourinho), com imagens desde fins do século 19 a meados do século 20. A iniciativa prevê a realização de uma série de atividades educativas e culturais nas estações do sistema metroviário durante o ano de 2017.
A mostra itinerária, com 10 totens e 20 lâminas, ficará aberta à visitação do próximo dia 27 a 7 de abril na Estação Lapa (27 a 29), Estação Acesso Norte (30 de março a 1° de abril), Estação Pirajá (2 a 4 de abril) e Estação Rodoviária (5 a 7 de abril).

foto - Lázaro Menezes
Largo do Pelourinho, década de 70 - Acervo Museu Tempostal

Comentário Pregopontocom-As duas Kombis,"vermelha e branca",
faziam parte do sistema complementar de transportes da cidade,
reunidas em uma Associação chamada Atanks  ( Associação  de
Transportes Kombis de Salvador).O sistema que era clandestino
foi legalizado devido a grande carência de transporte público na
época na cidade.Esse sistema alguns anos depois foi desativado,
 e entre os motivos,um foi a falta de segurança e o outro grande 
numero de acidentes graves ocorridos com esses veículos. 

O objetivo da mostra é levar o público a fazer uma caminhada no tempo, visualizando panoramas do urbanismo e a arquitetura no passado, para uma compreensão das paisagens urbanas no presente.
A exposição retrata as transformações que a cidade viveu, por meio das mudanças políticas e econômicas desde a Colônia aos períodos contemporâneos. É possível visualizar mudanças e a expansão de ‘Norte a Sul’; do Centro Antigo (do Comércio, Pelourinho à Barra) e bairros do entorno, Nazaré e o Antigo Dique. “Um crescimento que se refletiu na evolução dos meios de comunicação e na vida cotidiana da cidade. Todos esses aspectos estão registrados nessas imagens o acervo que integram a mostra, para contemplação e homenagem à nossa cidade”, afirma a coordenadora do Museu Tempostal, Luzia Ventura.

foto - Lázaro Menezes
Cais do Mercado Modelo,
década de 70 - Acervo
 Museu Tempostal
“Esta mostra comemorativa sugere uma viagem no tempo, um mergulho na nossa história a fim de que possamos acompanhar, via imagens, as transformações que ocorreram principalmente na paisagem urbana e cultural da cidade de Salvador ao longo desses 468 anos”, diz a responsável pelo Núcleo de Articulação da Dimus, Fátima Soledade.
“Resgatar a história da primeira capital do Brasil e suas inúmeras transformações ao longo do tempo tem tudo a ver com o Metrô, que certamente integrará retrospectivas históricas das próximas décadas e séculos, como projeto que mudou a mobilidade e a qualidade de vida em Salvador, o que gradualmente já vem acontecendo”, ressalta o gestor de Atendimento e Operação da CCR Metrô Bahia, Hamilton Trindade.
Com informações da Secom Ba.  24/03/2017


foto - Lázaro Menezes
Alfândega e Cais - Acervo Museu Tempostal

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

São Luis - Ruas e Becos

Turismo

Centro histórico de São Luis (MA),a história da cidade escrita nas ruas estreitas,na arquitetura secular,nas faixadas coloridas ou cobertas com  azulejos  centenários.








































































































Pregopontocom  07/11/2016

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Até quando eles irão resistir???????????

Centro Histórico/Salvador

A cidade que não cuida,não resgata e não protege a sua história,perde a sua referência,sua identidade,enfraquece os seus laços culturais,e torna-se apenas um vulto ao longo do tempo

A.Luis
foto - Pregopontocom
Por quanto tempo será que eles conseguirão resistir?...E por quanto tempo conseguirão vencer o próprio tempo....tempo,tempo,tempo,tempo......Porque abandonados e relegados ao esquecimento teimam tanto em resistir?....da onde vem essa força que luta contra o tempo apesar do desgaste e da ação destruidora do próprio tempo?.....A um bom tempo,de espaço e glorias,reinaram soberanos,um subia e descia,transportando o povo entre a Baixa dos Sapateiros e a Cidade Baixa,o outro ali pertinho,dava asas a cultura,a dramaturgia,a musica e a Sétima Arte.

foto - ilustração/ Mov.Salve o Cine Jandaia
Por eles tantos passaram,pessoas,artistas e histórias....nas balanças,nos palcos,nas telas e no majestoso salão.Como e porque continuam abandonados a própria sorte,se ambos foram protagonistas e fazem parte da história da nossa cidade,monumentos abandonados e esquecidos que lentamente vão sendo apagados pelo tempo,tempo que em algum tempo já foi tão generoso com eles.A história não se abandona,não se pode simplesmente fazer de conta que ela nunca existiu,ainda que em ruínas,ela está ai  presente,clamando por ajuda,resistindo o quanto e com pode,para que possa continuar ao lado do tempo,contando o tempo,narrando o tempo e a história,história do nosso povo,da nossa cultura,da nossa cidade.Porque esquecer e desprezar tanto dois marcos significativos da história de nossa Salvador?...Salvem o Cine Jandaia....salvem o Elevador do Taboão.
Pregopontocom  29/09/2016

foto - ilustração/ Mov.Salve o Cine Jandaia

VEJA TAMBÉM  
O Centro Histórico de Salvador não é um apêndice da cidade,é o coração dela

vamos salvar salvador

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

O Centro Histórico de Salvador não é um apêndice da cidade,é o coração dela

Salvador/Centro histórico

O Centro histórico de Salvador é o berço da cidade,onde ela começou,onde ela nasceu,é a raiz da sua história da sua cultura da sua identidade e toda sua magia.Salvador sem o seu Centro Histórico jamais seria Salvador.

A.Luis
foto - ilustração/Pregopontocom
Nas esquinas das ruas cansadas de Salvador, Das paisagens pintadas no exterior, É o retrato da beleza em harmonia, Com o mistério e a riqueza da Bahia(*)......Porque cantada em verso em prosa e alegria,a beleza e a festança da cidade fala da sua essência,mais não reproduz a sua realidade.A história de uma cidade e de seu povo não é apenas contada nos livros,em crônicas ou documentos,ela está gravada nas pedras das ruas,nas faixadas dos casarios,na sua arquitetura antiga,na beleza singela dos seus traços,nas quebradas das esquinas,nas conversas dos antigos,na alegria das suas cores,que não falam mais contam para todos nós,tudo sobre os anos que já viveram e vivenciaram.Andar por ruas antigas da cidade,apreciar velhas construções,suas faixadas e os belos traços de sua arquitetura,não é um simples sentimento nostálgico,mais a magia e o prazer de caminhar por dentro da história,tomar conhecimento e conviver com ela,passear em um livro a céu aberto,mergulhar no passado,e desvendar os mistérios que as suas páginas desnudam e afloram para os nossos encantos,sobre tudo que sabem e tem a nos contar.É a história viva que precisa ser preservada,restaurada quando necessário,e mantida originalmente sem maquiagens,ou sem as deformidades de "reformas" sem nenhum sentido,que quase sempre rasgam,aniquilam,subtraem paginas da sua trajetória ao longo dos anos,retalhando a história criando espaços vazios,e descontinuando a sua narrativa.
(*) Trecho da Musica Esquinas do Pelô de Luis Som


E o que ainda pode ser feito? Assim pesamos.....

Centro da Cidade

Rua Chile e Av. Sete de Setembro
Os bondes aqui já reinaram altivos e soberanos,mas...foram engolidos pela famigerada orgia dos pneus.A revitalização e a humanização do centro Histórico de Salvador terá que dar uma quinada na direção da mobilidade com sustentabilidade e uma convivência pacífica e harmônica com a sua história e a sua população.A implantação de um sistema de VLT no centro da cidade,ligando a Pça. da Sé ao C.Grande/Canela, usando todo o percurso em via dupla na Rua Chile e na Av. Sete no corredor compreendido entre a Praça Castro Alves até próximo ao Campo Grande (Casa D'Itália) proibindo o estacionamento e restringindo-se a circulação de veículos no local no período compreendido entre as 7:00hs e as 21:00hs,sendo permitido nesse horário apenas a circulação de táxis bicicletas,veículos de serviços (excluído operações de carga e descarga),e moradores cadastrados e autorizados,melhorando-se as condições para a circulação de pedestres com o alargamento e modernização das calçadas,revitalizando-se o degradado centro da cidade com intervenções urbanas voltadas para a sua restauração (digo,restauração e não reformas,demolições e descaracterizações)de maneira abrangente,comercio,moradias e sua conseguente recuperação e reocupação,devolvendo a sua real importância no contexto urbano da cidade,garantindo e preservando também dessa forma a sua identidade histórica. Poderia se criar também a expl. do que já foi feito na década de 80, estacionamentos periféricos em áreas fora do centro com alimentadores entre os estacionamentos e o terminal do VLT no C.Grande.A operação desse tipo de veículo movido a energia elétrica atualmente,devido ao seu alto grau de evolução tecnológica,não implica mais na necessidade da implantação de uma rede aérea de alimentação elétrica contínua,sem prejuízos para o aspecto visual e sem impactar o ambiente urbano no local,No Campo Grande se faria a integração com um sistema de ônibus destinados aos bairros da região,(Como já foi feito na década de 80 com a implantação da linha de ônibus circular Pça,da Sé/Campo Grande e os estacionamentos periféricos),com as linhas transferidas do centro (Rua Chile) para o C.Grande e as linhas que já usam o local como ponto final.
A região central da cidade,Ruas Chile e Av. Sete que no passado já fervilharam com comércio altivo e grandioso,de grandes lojas e magazines tradicionais,do glamour do Palace Hotel,das casas de chá e restaurantes com musica ao vivo,onde a população desfrutava do prazer de por elas passar,bater pernas,subir e descer,e participar de rodas de conversas,foi solapada com a mudança de mala e cuia,do comercio e do centro financeiro,para a região do Iguatemi com a criação do 1º grande Shopping da cidade.Desprezadas e esquecidas pela fúria da modernidade,mergulharam em um "banzo"profundo,em uma fase de decadência e degradação.Mais a história ainda permanece ali,ignorada pelo descaso,coberta pelo manto da displicência e pela poeira da falta de cuidado com o seu conteúdo.O que é preciso fazer agora?...puxar a coberta,sacudir a poeira,encarar a realidade e trata-la com o devido respeito,deixar que a história continue o seu registro e assuma a sua verdadeira narrativa.

A Baixa do Sapateiros
Assim disse Caymmi......Na Baixa do Sapateiro, Encontrei um dia, A morena mais frajola da Bahia.... Esse tradicional e histórico centro comercial de Salvador por onde os bondes também já desfilaram com a sua cantoria nos trilhos a subir e descer transportando o povo entre a Barroquinha e vários bairros da cidade entre eles o boemio Rio Vermelho,poderá contar com um sistema de Bondes Modernos (VLT) trafegando nos dois sentidos, (em via dupla) Barroquinha,Arquidabã,Sete Portas, chegando até a antiga Estação Rodoviária que seria transformada num "terminal de integração" passando a atender as linhas que hoje se destinam ao terminal da Barroquinha,e do Arquidabã,além de um sistema alimentador para os bairros do entorno e mais próximos.Uma boa parte do comercio hoje ali existente (Na antiga rodoviária) seria transferido para uma área atualmente ocupada e sub utilizada pela Limpurb próxima ao Mercado da Sete Portas previamente reformada e preparada com infraestrutura própria e adequada para o funcionamento do novo centro comercial. O estacionamento e a circulação de veículos ao longo de toda via na Baixa dos Sapateiros assim como na cidade alta(No trecho Barroquinha/Arquidabã), sofreria restrição total no período das 7:00hs até as 21:00hs.Nesse horário apenas circulariam além do VLT, veículos de serviços (excluídos operações de cargas e descargas),táxis,bicicletas e moradores cadastrados e autorizados.O alargamento das calçadas em toda extensão da via,com dispositivos para melhorar a acessibilidade e circulação de pedestres irá possibilitar uma melhoria no fluxo das pessoas com mais conforto e segurança além de trazer também consequentemente,benefícios para o comercio local.A estação do Arquidabã subutilizada atualmente como terminal de ônibus acarretando custos de manutenção para o município seria transformada em um "centro de comercio popular"com infraestrutura adequada,e gerando receita, para onde seriam transferidos os trabalhadores que atuam no comercio informal em toda a extensão da via, arredores e outros locais do centro da cidade,além da instalação de postos de atendimento de serviços públicos e outros serviços "ancoras".A essas ações também se somariam a restauração e a revitalização arquitetônica do local inclusive com a recuperação e reativação do elevador do Taboão e de uma das mais belas obras arquitetônicas e históricas de Salvador o Cine e Teatro Jandaia, um acervo histórico cultural do qual a nossa cidade jamais deverá abrir mão de possui-lo (uma história em ruínas da cultura da nossa cidade),além de outros prédios (Cine Pax) também importantes que fazem parte da história do local e da nossa cidade. - Um estudo poderia ser feito para um possível projeto de um túnel equipado com esteiras rolantes apenas para a circulação de pedestres numa ligação entre o terminal da Barroquinha e a Estação da Lapa,ou o próprio sistema de VLT chegando até lá,possibilitando a integração com o sistema metroviário e o terminal de ônibus
Quem sabe assim tantos outros mais Caymmis e tantas outras mais morenas e bondes e histórias e o alegre caminhar do povo no local continuem a escrever e a fazer parte desse rico cenário e dessa magnifica história.
Pregopontocom  14/09/2016

A Cidade Baixa e outra alternativas veja aqui
MOBILIDADE URBANA Soluções Viáveis em Salvador

A história

A história de uma civilização não pode e não deve ser somente contada pelos livros,ela também deve ser vista,apreciada,admirada e sentida através da preservação dos seus monumentos da sua arquitetura dos seus ambientes naturais,dos hábitos e costumes culturais do seu povo.

Demolir ou simplesmente destruir e apagar o passado,a favor ou em nome da modernidade é como arrancar páginas de um livro de história ou destruir a base sólida de um grande edifício que está sempre a  ser construído.

O passado é uma referência,não se reforma,se restaura,se reconstrói,se preserva,assim como o presente se vive e o futuro se planeja e se constrói,pois haverá sempre espaço para o convívio harmônico entre o passado,o presente,e o futuro,mesmo porque o presente se tornará o passado,assim como o futuro um dia será o presente.
A.Luis

vamos salvar salvador

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Governo do estado recupera em Salvador a memória da primeira rua do Brasil

Urbanismo

Uma nova estrutura subterrânea vai abrigar as redes de gás, telefonia e internet. Realizadas pelo Governo do Estado, as obras são acompanhadas por uma equipe de arqueólogos, como forma de preservar o patrimônio histórico da região.

Da Redação
imagem/Youtube
Considerada a primeira rua do Brasil, a Rua Chile, no Centro Histórico de Salvador (CHS), foi criada em 1549 por Tomé de Souza, então governador-geral da Colônia, com o nome de Rua Direita dos Mercadores. Com 400 metros de comprimento, a via já teve seus momentos de glória e decadência. Atualmente, ela passa por uma requalificação urbana, com pavimentação, recuperação de calçadas e a retirada de fiação aérea.
Uma nova estrutura subterrânea vai abrigar as redes de gás, telefonia e internet. Realizadas pelo Governo do Estado, as obras são acompanhadas por uma equipe de arqueólogos, como forma de preservar o patrimônio histórico da região.
O trabalho de urbanização faz parte do Projeto Pelas Ruas do Centro Antigo de Salvador, executado pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur).
Com informações da Secom Ba.  13/09/2016

Vídeo da série ‘Pelas Ruas’, iniciativa Secom

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Revolta dos Búzios continua inspirando a luta do povo negro

Cultura

Para o cineasta Antônio Olavo, o Brasil e a Bahia precisam conhecer esse assunto porque diz respeito à sua identidade. "Isso quebra um mito do povo pacato e ordeiro, demonstra que muito tempo atrás o povo baiano, particularmente o povo negro do estado, foi capaz de levantar bandeiras consequentes, revolucionárias", afirmou.

Secom Ba
imagem/YouTube
O que já foi tema de livro, filme, revista em quadrinhos, e até música de Carnaval na Bahia é também fonte de inspiração para os milhares de baianos e baianas que têm na Revolta dos Búzios uma referência da luta e da força do negro no estado. O movimento pela independência e fim da escravidão terminou com a prisão de quase 600 pessoas e o enforcamento dos líderes, hoje heróis nacionais: Lucas Dantas, João de Deus, Manoel Faustino e Luiz Gonzaga.
Os bustos dos quatro líderes estão eternizados na Praça da Piedade, em Salvador, e relembram a importância que o povo negro teve na história da Bahia e do país. "Esse episódio extraordinário é o pai e a mãe do 2 de Julho", destaca o presidente do Olodum, João Jorge.
Para o cineasta Antônio Olavo, o Brasil e a Bahia precisam conhecer esse assunto porque diz respeito à sua identidade. "Isso quebra um mito do povo pacato e ordeiro, demonstra que muito tempo atrás o povo baiano, particularmente o povo negro do estado, foi capaz de levantar bandeiras consequentes, revolucionárias", afirmou.
A luta símbolo pelo fim da escravidão é tema do especial Nossa Cultura, uma série de vídeos produzidos pela Secretaria de Comunicação Social do Estado da Bahia (Secom), em parceria com Secretaria da Cultura (Secult) e outras pastas. A ideia da série é mostrar ações afirmativas de Governo que têm resgatado a história e relembrado fatos e pessoas que fazem parte da memória do povo baiano.
Com informações da Secom Ba.  24/08/2016


quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Bahia celebra 218 anos da Revolta dos Búzios

Cultura

No dia 12 de agosto de 1798 a capital baiana havia amanhecido com diversos manuscritos espalhados em prédios públicos, conclamando a população para uma revolta armada que, entre outros temas, defendia a proclamação da República, o fim da escravidão, redução de impostos, dentre outras pautas reivindicatórias. 

Da Redação
foto - ilustração/correionago
O movimento revolucionário baiano de 1798, mais conhecido como Revolta dos Búzios, completa 218 anos nesta sexta-feira (12), sendo destacado pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e diversos órgãos da administração. A centenária é considerada uma das mais amplas das ocorridas no Brasil Colônia, do ponto de vista político, econômico e social.
A titular da Sepromi, Fabya Reis, informou que o governo estadual tem absorvido a data em sua agenda institucional, reforçando o trabalho protagonista do movimento negro pela preservação da memória e do legado da Revolta dos Búzios. “Nosso esforço, no diálogo com a sociedade civil, é consolidar cada vez mais um calendário neste sentido, reforçando o nosso ‘Agosto da Igualdade’. Temos potencializado atividades, debates e discussões sobre as políticas públicas para a população negra, considerando estes marcos históricos na luta racial. Assim, vamos difundindo os ideais de liberdade disseminados pelos líderes deste movimento reivindicatório”, destacou.
A gestora ressalta o edital Agosto da Igualdade como uma das principais iniciativas do Governo do Estado, neste contexto, cujas inscrições seguem abertas até a próxima segunda-feira (15). Este ano a Sepromi destinou R$ 280 milhões para a seleção de dez projetos com foco na preservação da história do movimento revolucionário, associados à Década Internacional Afrodescendente (2015-2024). Os detalhes do edital estão disponíveis no site da sepromi.ba.
O grande marco da Revolta dos Búzios foi a articulação de grupos mais pobres da população baiana para defender propostas que realmente os representassem. Foi uma das maiores manifestações populares comandadas por negros, mulatos e mestiços que lutavam pela democracia, exigindo direitos de igualdade de raça e de gênero para todos os brasileiros.

Perseguidos e condenados
Depois de perseguidos e condenados, um ano depois do início da Revolta dos Búzios, seus líderes foram executados publicamente, no local onde hoje está instalada da Praça da Piedade, na capital baiana. O título do movimento deve-se ao fato de que muitos ativistas usavam búzios presos a uma pulseira para facilitar a identificação entre si. A Revolta dos Búzios também é conhecida como Revolta dos Alfaiates, uma vez que seus representantes exerciam este ofício, Conjuração Baiana, dentre outros nomes.

Heróis do Brasil
Os nomes dos líderes (João de Deus do Nascimento – 38 anos, Lucas Dantas de Amorim Torres – 24 anos, Manuel Faustino Santos Lira – 18 anos e Luis Gonzaga das Virgens e Veiga – 36 anos) da manifestação foram inscritos no Livro de Aço dos Heróis Nacionais em 4 de março de 2011, mais de 200 anos após suas mortes, depois da sanção da Lei 12.391 pela então presidenta Dilma Rousseff.

Um dia emblemático
No dia 12 de agosto de 1798 a capital baiana havia amanhecido com diversos manuscritos espalhados em prédios públicos, conclamando a população para uma revolta armada que, entre outros temas, defendia a proclamação da República, o fim da escravidão, redução de impostos, dentre outras pautas reivindicatórias.
As publicações propagavam mensagens diversas, dentre elas, a mais emblemática: “Animai-vos, povo bahiense, que está para chegar o tempo feliz da liberdade. O tempo em que todos seremos irmãos. O tempo em que todos seremos iguais”.

Bandeira histórica
Uma réplica da bandeira da Revolta dos Búzios foi instalada na Praça da Piedade em dezembro do ano passado, sendo hasteada pelo governador Rui Costa, outras autoridades e lideranças representativas do movimento negro, atendendo a uma demanda histórica dos setores organizados da sociedade civil.
A instalação da bandeira é resultado de uma articulação das secretarias estaduais de Promoção da Igualdade Racial, de Comunicação (Secom) e da Cultura (Secult), além do bloco afro Olodum, visando contribuir para resgate da história da luta dos negros na Bahia e no Brasil. A Praça da Piedade já abriga os bustos dos mártires do movimento: Manuel Faustino, Lucas Dantas, João de Deus e Luís Gonzaga. Com duas faixas nas cores branca e azul, bem como uma estrela vermelha, a bandeira também tem a inscrição em latim “Surge, nec mergitur” (Apareça e não se esconda).

Prêmio Manuel Faustino
Em 2015 o Governo do Estado, através da Sepromi, também entregou o Prêmio Manuel Faustino, com o objetivo de estimular e divulgar experiências voltadas ao empoderamento político e social da juventude negra, inspiradas na trajetória de luta de um dos líderes da Revolta dos Búzios. A iniciativa contemplou organizações da sociedade civil e seus projetos desenvolvidos junto ao segmento juvenil.
A Sepromi destinou, por meio do prêmio, um total de R$ 70 mil. Além disso, foram lançados catálogo impresso e um documentário, contendo narrativas e depoimentos das pessoas envolvidas no projeto. O concurso integrou as ações do Plano Juventude Viva na Bahia, direcionado ao enfrentamento à violência contra o segmento.
Com informações da Secom Ba.  11/08/2016

domingo, 27 de setembro de 2015

Exposição retrata cotidiano de favelas cariocas nos anos 60

Cultura

Exposição mostra fotos do antropólogo Anthony Leeds, que morou em favelas cariocas na década de 60.O Rio que se queria negar: as favelas do Rio de Janeiro no acervo de Anthony Leeds, que ficará aberta até 10 de janeiro de 2016, no Museu da República, no Catete, zona sul do Rio de Janeiro.

Cristina Índio do Brasil
Repórter da Agência Brasil
Anthony e Elizabeth Leeds
O cotidiano e como era a estrutura das favelas cariocas nos anos 60 podem ser conhecidos na exposição fotográfica O Rio que se queria negar: as favelas do Rio de Janeiro no acervo de Anthony Leeds, que ficará aberta até 10 de janeiro de 2016, no Museu da República, no Catete, zona sul do Rio de Janeiro.
As fotos são resultado do trabalho do antropólogo norte-americano Anthony Leeds, que viveu com a esposa, a cientista política Elizabeth Leeds, nas comunidades do Tuiuti e do Jacarezinho, na zona norte do Rio, na década de 60.
As imagens, algumas inéditas, mostram quando as favelas foram removidas de áreas consideradas nobres pelo setor imobiliário na época para conjuntos habitacionais, entre elas, a Macedo Sobrinho, no Humaitá, zona sul da cidade, em que os moradores foram transferidos para conjuntos habitacionais em áreas mais distantes, como Vila Kennedy e Cidade de Deus, na zona oeste.
Também estão expostos manuscritos de Anthony Leeds. “Espero que vejam as fotos com a sensibilidade com a qual elas foram tiradas”, disse Elizabeth Leeds, mulher do antropólogo.
A mostra ocupa dois espaços, um nos jardins e outro no casarão do Museu da República, e foi inaugurada na terça-feira (22) com a presença de Elizabeth Leeds, que cedeu o acervo do casal para a Casa de Oswaldo Cruz da Fundação Oswaldo Cruz.
O casal permaneceu no Brasil até 1969 e deixou o país por causa da ditadura militar, retornando em meados dos anos 80. Anthony Leeds morreu em 1989. Elizabeth continuou as pesquisas com apoio da Fundação Ford. Entre 1997 e 2003, passou a ajudar projetos de segurança pública e de reforma da polícia. e participou da fundação do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com sede em São Paulo. Atualmente, ela é presidente de honra do fórum.
Antes da inauguração da mostra, a cientista política participou do primeiro dia de debates do seminário sobre o trabalho do casal, evento promovido pela Fundação Oswaldo Cruz, pelo Ministério da Cultura e Museu da República.

Anthony e Elizabeth Leeds
Algumas imagens inéditas mostram quando as favelas foram removidas de áreas consideradas nobres

No seminário, Elizabeth Leeds disse que os problemas de segurança pública e de violência estão relacionados à falta de políticas públicas nas comunidades e a forte presença da polícia. Para a cientista, a presença ostensiva de policiais é negativa, citando como exemplo casos de tiroteio entre a polícia e traficantes que acabam atingindo moradores e inocentes.
Na avaliação de Elizabeth Leeds, as unidades de Polícia Pacificadora (UPP) são uma tentativa de mudar esta situação, mas ainda não conseguiram aproximar a população e a polícia.
A exposição trata da Rocinha, considerada a maior favela da América Latina, e que, desde 20 de setembro de 2012, tem uma UPP. De acordo com o censo demográfico de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a comunidade abriga quase 70 mil moradores. Os conflitos entre a polícia e traficantes ainda são frequentes no local.
“Hoje em dia o que chamam de polícia de proximidade não é próxima. Em algumas favelas se deu mais ou menos bem, onde as favelas são menos complicadas, mas a atuação da polícia nos complexos tem sido muito negativa”, disse a cientista política em entrevista à Agência Brasil.
De acordo com Elizabeth Leeds, a implantação das UPPs não foi acompanhada de políticas sociais nas favelas. “Beltrame [José Mariano Beltrame, secretário de Segurança do Rio] sempre fala disso, que a polícia sozinha não faz. Sem o lado social das políticas públicas acho que não vão conseguir”.
Em julho, a Polícia Militar anunciou que as 55 unidades operacionais da corporação serão transformadas em batalhões ou companhias de Polícia de Proximidade até 2018. As 38 UPPs, instaladas até o momento, seguirão a mesma estratégia.
Em relação à questão habitacional, a cientista política afirmou que as atuais políticas falham ao transferir os moradores das favelas para locais sem estrutura e vulneráveis à ação de milícias e do tráfico. “Hoje em dia tem o Minha Casa, Minha Vida cometendo os mesmos erros [do passado], colocando as pessoas para fora [com as remoções para lugares mais distantes] sem apoio e sem infraestrutura, especialmente na área de segurança, [para os lugares] que são invadidos pelas milícias e o tráfico. As pessoas são mais uma vez abandonadas”, disse.
Em julho deste ano, moradores do projeto instalado em Guadalupe, na zona norte do Rio, relataram a presença de milícias e de tráfico de drogas no local. Na ocasião, o governo federal informou que os próximos empreendimentos do programa em todo o país terão de passar por uma análise da Secretaria de Segurança Pública local para serem aprovados e construídos.
As secretarias terão de verificar se os locais destinados aos imóveis têm estruturas de segurança pública, como delegacias.

Estudos sobre as favelas
Para o sociólogo e colaborador do Conselho Técnico Nacional do Comércio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, José Arthur Rios, que trabalhou com o casal e também participou do seminário, os estudos sobre as favelas do Rio de Janeiro precisam ser atualizados. “Está faltando um estudo dos complexos de favelas [que atualmente integram até 16 comunidades diferentes, como a Maré] que são uma realidade nova. É a Rocinha, é a Maré, é o Alemão, não é mais a favela que nós estudamos”, destacou.
O sociólogo, autor de uma pesquisa que completou 50 anos em 2015, disse que as comunidades são conjuntos de favelas, mas não se transformaram em bairros, como defendiam os pesquisadores nos anos 60 e 70. “O bairro era o que desejávamos, era a nossa utopia, era a comunidade bairro, mas o que está se formando é uma outra coisa que exige outros instrumentos e outro tipo de administração, inclusive com o componente da violência e da insegurança”, acrescentou.
De acordo com a antropóloga Yvonne Maggie, que fez dois cursos com Anthony Leeds, um deles durante a ditadura militar, a presença do norte-americano provocou uma mudança na antropologia brasileira, por estimular a pensar sobre a diversidade. “Ele influenciou muito os estudos de favela, não somente do ponto de vista quantitativo e estatístico, mas do ponto de vista daquela pessoa que vive e está ali, você descreve, você reconhece. Ele fez uma antropologia na cidade e não da cidade. Isso é muito importante para a gente ver como esta ideia de cidade partida é complicada", ressaltou.
O seminário e a exposição foram incluídos na programação dos 450 anos do Rio de Janeiro. No encerramento dos debates, foi relançado o livro A Sociologia do Brasil Urbano, considerado um clássico dos estudos urbanos no país, de autoria do casal Leeds.
A vice-diretora de pesquisas de educação e divulgação científica da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, Nísia Trindade Lima, disse que o livro trata de questões atuais. “Principalmente as questões de poder que se configuram na cidade em vários níveis, trabalhando muito os moradores das favelas, como espaço de poder e de disputa, mas, também, como espaço de protagonismo dos moradores”.
Fonte - Agência Brasil  27/09/2015

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Rio 450 anos - século 16 foi praticamente apagado da cidade

Cultura

Segundo o geógrafo João Baptista Ferreira de Mello, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que promove passeios por roteiros históricos do Rio de Janeiro, a maioria das construções dos primórdios da cidade usava métodos e materiais precários. Por isso, tais edificações ou desapareceram ou foram sendo substituídas por construções mais sólidas.

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil 
 Ladeira da Misericórdia, região central da cidade.
 Pouquíssimas estruturas físicas dos primeiros anos
de colonização da cidade sobreviveram aos 450 anos
(Tânia Rêgo/Agência Brasil) Tânia Rêgo
Rio de Janeiro - Há 450 anos, o colonizador português Estácio de Sá desembarcava em uma praia entre os morros Cara de Cão e Pão de Açúcar, onde hoje fica o bairro da Urca. O objetivo principal era expulsar franceses que tinham se estabelecido na Baía de Guanabara sem autorização da coroa portuguesa anos antes e travar uma guerra contra os índios tamoios. Ali, o Rio de Janeiro foi fundado pela primeira vez, em 1º de março de 1565.
Vencida a guerra, em 1567, dois anos depois da fundação da cidade, o governador-geral Mem de Sá, tio de Estácio, resolveu mudar de lugar a precária vila, passando da Urca para o Morro do Castelo, deixando ali apenas um forte e algumas casas. Por motivos estratégicos, o Rio era “fundado” pela segunda vez.
Desse período, no entanto, pouco restou além de relatos. Pouquíssimas estruturas físicas dos primeiros anos de colonização da cidade sobreviveram a esses quatro séculos e meio. Das construções do século 16, quase nada ficou de pé.

“As igrejas, por exemplo, começaram a ser construídas no século 16, mas eram de taipa e de palha. A antiga catedral, de Nossa Senhora do Carmo [na Praça XV], foi fundada no século 16, mas ela foi sendo ampliada e nada ficou do original. Assim também aconteceu com o Mosteiro de São Bento”, conta.
Outro motivo para essa carência de edificações históricas primordiais foi a destruição do Morro do Castelo, o núcleo original da segunda fundação. Em 1922, o prefeito do Rio de Janeiro na época, Carlos Sampaio, arrasou o morro que tinha construções como o Colégio dos Jesuítas e a Igreja de São Sebastião, com o objetivo de modernizar a cidade para sediar a exposição universal que celebraria os 100 anos da independência.
“O Morro do Castelo tinha não só essas construções, como também muitos casebres. Ele reunia uma massa urbana pobre. Então, houve uma grande discussão sobre a demolição do morro com o intuito de modernizar e abrir mais a circulação de ar na cidade. No Rio, muito se debateu entre preservar os marcos mais antigos e modernizar a cidade. Isso provocou uma discussão enorme na imprensa. No fim, foi vitorioso o grupo que defendeu a derrubada”, afirma a historiadora Marieta de Moraes Ferreira, da Fundação Getulio Vargas, organizadora do livro Rio de Janeiro: uma cidade na história.
Entre os remanescentes desses primeiros anos está a Ladeira da Misericórdia, único remanescente do Morro do Castelo. A ladeira, com calçamento de pé-de-moleque, é considerada uma das primeiras ruas da cidade e teria sido construída logo no início do povoamento na segunda metade do século 16.
Outro possível remanescente do século 16 é o prédio do centro de visitantes do Jardim Botânico, na zona sul. O edifício já foi a sede de um dos primeiros engenhos de cana-de-açúcar da cidade, o Engenho D'El Rey, construído pelo governador Antônio Salema, na década de 1570.
Antes de tornar-se centro de visitantes, a antiga sede do engenho passou por muitas reformas e ampliações. Por isso, é difícil dizer o que há – se é que há – alguma estrutura original de quatro séculos atrás. Mas funcionários do Jardim Botânico acreditam que pelo menos a fachada lateral, onde hoje fica a entrada do centro de visitantes ainda é daquela época.
Fortaleza de São João, no bairro da Urca,
 que começou a ser erguida em 1565.
(Tânia Rêgo/Agência Brasil)Tânia Rêgo
Do núcleo original da primeira fundação da cidade, na Urca, só restou a Fortaleza de São João, um complexo militar que começou a ser erguido em 1565, logo nos primeiros dias de colonização portuguesa. O problema é que, com o tempo, vários acréscimos, modificações e reconstruções foram feitas ali. Dos primeiros tempos, possivelmente nada restou.
Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a estrutura mais antiga da fortaleza ainda de pé é o portão. Segundo o responsável pelo setor cultural da Fortaleza de São João, coronel Thadeu Marques de Macedo, a estrutura, tombada pelo Iphan, é do início do século 17.
Ele explica que, com o tempo, o forte precisou ser aprimorado para manter sua função militar. Por isso, as construções originais foram sendo substituídas por estruturas mais resistentes. “A evolução da arte bélica fez com que as fortificações também evoluíssem”, disse o coronel.
Se o Rio perdeu quase todo seu patrimônio arquitetônico do século 16, pelo menos conseguiu preservar seu marco de fundação: um monumento, em mármore branco, com o escudo de Portugal talhado em uma face e a cruz de Cristo em outra. O marco, que já esteve na Urca e no Morro do Castelo, hoje se encontra exposto em uma lateral da Igreja dos Capuchinhos, na Tijuca, zona norte da cidade, com pouco destaque.
Na mesma igreja encontra-se o túmulo do fundador da cidade, Estácio de Sá, datado de 1583. Estácio morreu em 1567, com uma flechada no rosto. Seus restos mortais foram inicialmente sepultados na Urca e depois transferidos para a extinta Igreja de São Sebastião, que ficava no Morro do Castelo. Data dessa época, a lápide feita a pedido de seu primo, o então governador Salvador de Sá. O túmulo foi finalmente transferido para a Igreja dos Capuchinhos em 1922.
Fonte - Agência Brasil  22/02/2015

sábado, 15 de novembro de 2014

Mairinque oficializa criação do Museu do Ferroviário Municipal

Transportes sobre trilhos

A oficialização do museu faz com que o mesmo possa receber recursos institucionais e governamentais, trazendo um grande potencial para o turismo da cidade. 

JE Online
Redação: Rafael Barbosa
 Foto: Rafael Barbosa
Mairinque celebrou na noite de quarta-feira, dia 12, a oficialização do Museu do Ferroviário. A celebração aconteceu na Estação Ferroviária de Mairinque, onde o museu está instalado, em um coquetel comemorativo. A oficialização deste empreendimento é uma grande conquista, que traz diversos itens que retratam a história não apenas da ferrovia de Mairinque, mas também do próprio município.
“A vida de Mairinque começou com a estrada de ferro. Então existe uma ligação histórica muito grande entre ela e a cidade. Nós, da Associação de Indústrias da Região, damos total apoio, pois sabemos o quanto esta conquista é importante para nossa região”, afirmou o presidente da Associação de indústrias de São Roque, Araçariguama, Alumínio e Mairinque, Vinício C. Pensa.
Membros da Associação Mairinquense de Preservação Ferroviária também estiveram presentes para celebrar o ocorrido. “Considero a estação de Mairinque como o marco zero da cidade, assim como a Praça da Sé é para São Paulo. Tudo que hoje temos na cidade se originou daqui”, afirmou o Presidente da Associação, Sérgio Afonso dos Santos, ao comentar a importância em se manter a história viva.
A oficialização do museu faz com que o mesmo possa receber recursos institucionais e governamentais, trazendo um grande potencial para o turismo da cidade. “Toda criança adora locomotivas, então elas virão para ver estes itens e os antigos também virão, pois cada peça é uma recordação” comenta o engenheiro mecânico, Ciro Gomes.
“Esta oficialização, faz com que efetivamente a cidade tenha o dever de manter viva esta história tão importante para o município e que faz parte do nascimento, da cultura e da própria identidade de Mairinque”, afirma o Prefeito da cidade Binho Merguizo.
Fonte - STEFZS  15/11/2014

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Locomotiva de museu do Recife é levada para Natal

Memória ferroviária

Representantes do Instituto dos Amigos do Patrimônio Histórico e Artístico-Cultural de Natal e do Instituto Federal de Educação, no Rio Grande do Norte, acompanharam a retirada do equipamento, que pesa dez toneladas e estava em Pernambuco desde 1975.

G1
gazetadooeste
A locomotiva a vapor Catita começou a ser removida, nesta sexta (10), do Museu do Trem do Recife para ser devolvida para Natal, no Rio Grande do Norte, após decisão da Justiça. Representantes do Instituto dos Amigos do Patrimônio Histórico e Artístico-Cultural de Natal e do Instituto Federal de Educação, no Rio Grande do Norte, acompanharam a retirada do equipamento, que pesa dez toneladas e estava em Pernambuco desde 1975.
“Ela, a partir desse sábado, estará na Rotunda, prédio histórico localizada em nosso campos. É um prédio com mais de 100 anos que funcionava como oficina pra os vagões, mas que, a partir de março, será o Museu do Trem de Natal”, explicou o diretor do Instituto Federal de Educação no Rio Grande do Norte, Lerson Fernando dos Santos Maia.
Em abril de 1916, a locomotiva inaugurou a ponte de ferro do Igapó, na capital potiguar. A Catita não era usada no transporte de passageiros, mas em manobras de vagões nos pátios. Nos anos 70, a rede ferroviária levou a locomotiva de Natal para o Recife, e desde a década de 90, ela passou a integrar o acervo do Museu do Trem recifense, ao lado do prédio da RFFSA.
Na lateral do trem estão pintadas as iniciais da empresa inglesa Great Western of Brazil Railway, além do número 3 no sino. Há, ainda, uma placa com duas datas (1902-1882) e o nome do fabricante, R & W Hawthorn Engineers, da cidade de Newcastle upon Tyne. Além da Catita, o Governo do Rio Grande do Norte levará um vagão para transporte de cana-de-açúcar, de fabricação inglesa, que também faz parte do acervo do Museu do Trem desde 1975. As duas peças vão compor um futuro museu dedicado ao trem em Natal.
Fonte - Revista Ferroviária  13/10/2014

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Hortolândia abre museu em antiga estação ferroviária

História das Ferrovias

Desenvolvimento começou ali, onde tropeiros paravam para descansar; moradores contribuem - Para implantar o Centro de Memória e deixar o imóvel acessível, foram investidos R$ 880 mil em quase um ano de obras e cinco meses de preparo dos 80 objetos expostos. Parte deles doados pelos próprios moradores.

Por Diego Almeida
Correio Popular de Campinas
Foto: Diego Almeida/AAN
Não há endereço mais emblemático para abrigar a memória de Hortolândia do que a Estação Ferroviária Jacuba, no Centro da cidade. O desenvolvimento começou ali, onde tropeiros paravam para descansar.
Agora, sem passageiros, mas com muito fôlego de construir novos capítulos para esta história, a Prefeitura inaugurou ontem o Centro de Memória de Hortolândia Professor Leovigildo Duarte Júnior, neste local, prédio mais antigo da cidade, tombado pelo patrimônio histórico e cultural em 2003.
Para implantar o Centro de Memória e deixar o imóvel acessível, foram investidos R$ 880 mil em quase um ano de obras e cinco meses de preparo dos 80 objetos expostos. Parte deles doados pelos próprios moradores.
A outra metade estava abrigada na Sociedade Amigos de Bairro do Parque Santo André, Parque Santa Amélia e Jardim Everest (Samest).
Entre as atrações do museu, estão relíquias de uso da rede ferroviária, como a placa sinalizadora para o maquinista apitar em obstáculos, grampos de linha que prendiam o trilho à placa de apoio no solo e aparelho de distribuição telefônica, todos colocados num espaço abaixo do contrapiso para que pudesse ser mostrado o alicerce do imóvel.
“Este prédio não tem nenhuma barra de ferro, apenas tijolos e massa. Na revitalização não pudemos deixar o piso original por segurança e, com o chão de vidro os visitantes conseguem ver como é a base”, contou o coordenador da Estação Paulo Eduardo Germano.
O espaço abriga também documentos, reportagens, fotos, anotações, mapas e livros antigos sobre a cidade, além de ter televisores e tablets para garantir a interatividade do acervo, desde a criação do prédio em 1896, para utilização do Posto Telegráfico de Jacuba, depois pela Companhia Paulista de Estradas de Ferro e, incorporado na sequência pela Ferrovia Paulista S/A, a Fepasa até 1998, época em que o transporte de passageiros foi gradualmente suspenso.
“A cidade merecia. Sou amante da história e é uma pena não ter vivido esta época”, disse Waldeck Carvalho, de 51 anos.
“É o resgate da história de nossa cidade, que precisa ser preservado para as futuras gerações. Centenas de pessoas até hoje se identificam com a estação”, disse o prefeito Antonio Meira.

Serviço
A Estação Jacuba está localizada na Rua Rosa Maestrello, n° 2, Vila São Francisco de Assis, região central, e fica aberta ao público de terça-feira a domingo, das 9h às 17h. A entrada é gratuita e livres para todas as idades.
Fonte - STEFZS  29/09/2014

sábado, 30 de agosto de 2014

Iphan anuncia licitação para restaurar Forte de São Marcelo que protege o mar de Salvador

Cultura

Com os recursos do PAC Cidades Históricas, o monumento receberá obras na estrutura, no sistema hidrossanitário com instalação de filtro anaeróbico, além da reconstituição da fundação da fortaleza, que correspondente à muralha periférica subdivididas em zona submersa, zona de influência da maré e zona acima da linha da maré, além da recuperação estrutural das abóbadas (de aresta e de berço), que compõem a cobertura das celas que correspondem ao caminho de ronda do pavimento.

TB
Forte de São MarceloFoto: IPHAN
A Superintendência do IPHAN na Bahia realizará, no dia 8 de outubro licitação para contratar empresa especializada em elaboração de projetos básico e executivo, e a execução da obra para a reconstituição das fundações, estabilização da estrutura, recuperação e conservação dos ambientes no Forte de São Marcelo, situado na Baía de Todos os Santos, em Salvador.
A contratação será regida pelo Regime Diferenciado de Contratações Públicas – RDC e o IPHAN adotará a forma de execução presencial.
O edital foi publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira (29/8) seção 3, página 15, e a Comissão Especial de Licitação receberá as propostas às 9h30, na sede da Instituto, localizado na Rua Visconde de Itaparica, 8, Barroquinha, Salvador (BA).
Os licitantes deverão efetuar visita técnica obrigatória à edificação, com o objetivo de tomar conhecimento da área e da complexidade dos serviços.
O agendamento deverá ser efetuado previamente junto à coordenação da equipe técnica do PAC Cidades Históricas do IPHAN-BA, por meio do correio eletrônico: coordenacao.pac2ba@gmail.com ou pelo telefone (71) 3266-0686.
O Forte São Marcelo, exemplar raro da arquitetura militar no país, está fechado para visitação em função das precárias condições da edificação.
Em 2011, a Justiça Federal determinou a desocupação e a reintegração de posse ao IPHAN, que passou a zelar e garantir a segurança do patrimônio tombado. Espera-se com a realização das intervenções garantir a integridade física da edificação tombada, bem como a segurança do imóvel protegido, possibilitando sua posterior reabertura.
Com os recursos do PAC Cidades Históricas, o monumento receberá obras na estrutura, no sistema hidrossanitário com instalação de filtro anaeróbico, além da reconstituição da fundação da fortaleza, que correspondente à muralha periférica subdivididas em zona submersa, zona de influência da maré e zona acima da linha da maré, além da recuperação estrutural das abóbadas (de aresta e de berço), que compõem a cobertura das celas que correspondem ao caminho de ronda do pavimento.
Também serão recuperados os ambientes internos, a pavimentação da praça das armas, o píer de acesso, as passarelas de servidão, o caminho de ronda, restauração das esquadrias, revisão das instalações elétricas e hidro sanitárias e a construção de uma passarela de acesso.
O prazo máximo de execução dos serviços é de 12 meses, a partir da expedição da ordem de serviços e todo o trabalho será acompanhado pela Coordenação Técnica do IPHAN-BA.

Forte do Mar
A justificativa da construção do Forte São Marcelo, na Baía de Todos os Santos, também conhecido, popularmente, como Forte do Mar, foi a possibilidade de uma nova invasão holandesa, em 1650.
A obra do Forte esteve muito longe de ser executada com rapidez. Os trabalhos de enrocamento para dar estabilidade às suas fundações foram morosos. Os engenheiros do século XVIII ainda procuravam melhorar sua condição defensiva e eliminar imperfeições.
A leitura de algumas Cartas Régias, posteriores a 1650, esclarece a procedência do material lítico usado no enrocamento: parte veio do Recôncavo (rochas graníticas), outra parte das vizinhanças (arenitos calcíferos), possivelmente da zona da Preguiça ou de Itapagipe e, ainda, de Portugal (calcário), como lastro de navios.
Sua função era impedir a entrada ao porto, cruzando fogo com os fortes de São Francisco, São Felipe e São Paulo da Gamboa.
Sua planta, aproximadamente circular, é constituída por um torreão central envolvido por um anel de igual altura formado pelo terrapleno perimetral e quartéis.
A construção, iniciada pelo engenheiro francês Felipe Guiton e continuada pelo seu conterrâneo o engenheiro Pedro Garcin, é em cantaria de arenito até a linha de água e o restante em alvenaria de pedra irregular.
Possui teto em abóboda de berço e, no seu interior, podem ser encontrados bancos embrechados de conchas.
Erguido sobre um pequeno banco de arrecifes a cerca de 300 metros da costa, fronteiro ao Centro Histórico de Salvador, destaca-se por se encontrar dentro das águas, como o Forte Tamandaré da Laje, no Rio de Janeiro, e ser o único de planta circular no país, inspirado no Castelo de Santo Ângelo (Itália) e na Torre do Bugio (Portugal).
Foi inscrito nos Livros de Belas Artes e Histórico, em 25-05-1938.
Fonte - Tribuna da Bahia  30/08/2014