UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quinta-feira, 18 de abril de 2019

Obra de requalificação na Rua Chile altera o trânsito da região

Infraestrutura viária  🚧

Os serviços integram o projeto ‘Pelas Ruas do Centro Antigo de Salvador’, do Governo do Estado, de requalificação de calçadas com acessibilidade e pavimentação de vias. As intervenções estão sendo realizadas pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder).Não será permitido o fluxo de veículos no trecho de 1.200 m2 da Rua Chile, entre a entrada da Rua Pau da Bandeira e o Hotel Fera Palace.

Da Redação
Divulgação/Secom BA
A obra de requalificação urbana da Rua Chile entra em nova fase a partir desta segunda-feira (22), quando tem início a mobilização para a execução da pavimentação em paralelepípedo entre o Hotel Palace e a Rua das Vassouras. Com isso, o tráfego neste trecho ficará interditado. Os serviços integram o projeto ‘Pelas Ruas do Centro Antigo de Salvador’, do Governo do Estado, de requalificação de calçadas com acessibilidade e pavimentação de vias. As intervenções estão sendo realizadas pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder).
Não será permitido o fluxo de veículos no trecho de 1.200 m2 da Rua Chile, entre a entrada da Rua Pau da Bandeira e o Hotel Fera Palace. O motorista que estiver na Praça Castro Alves e precisar seguir em direção à Praça da Sé, deve acessar a Rua do Tesouro, seguindo pela Rua da Ajuda.
O tráfego também ficará interditado na Rua das Vassouras. O retorno será possível pela Rua do Tira Chapéu, ao lado da Câmera dos Vereadores. Quem estiver na Praça da Sé poderá seguir em direção à Rua Carlos Gomes pelo acesso à Rua do Pau da Bandeira, subindo, na sequência, a Ladeira da Montanha, sendo permitido apenas o tráfego de veículos de pequeno porte.
Para os usuários do transporte coletivo, o terminal de ônibus será transferido, temporariamente, da Rua das Vassouras para as proximidades do Clube de Engenharia, na Rua Carlos Gomes. Os coletivos não terão acesso à Rua Chile e vão fazer o retorno, na Praça Castro Alves, na altura do Edifício da Sulacap.
Além da retirada da fiação aérea de rede elétrica e de telecomunicações, eliminando o emaranhado de fios que prejudicam a paisagem dos prédios e monumentos históricos, a pavimentação da Rua Chile voltará a ser em paralelepípedo. Os trilhos, por onde passou a primeira linha de bonde no país, está sendo recuperado para permanecer à mostra e compor a nova paisagem da via. Os 330 metros da rua, que estão sendo requalificados, foram divididos em seis trechos, todos já iniciados.

Obra
O primeiro passo é a requalificação das calçadas, que já estão sendo formadas por placas de granito antiderrapante e também por uma faixa de pedra portuguesa. Nas mudanças de nível e nas rampas estão sendo colocados também piso tátil de alerta. A fiação aérea (rede elétrica e de telecomunicações) será rebaixada para uma vala subterrânea, valorizando as fachadas dos prédios históricos. Em sequência, são iniciadas as intervenções na pista, com a recuperação da via, que volta a ser em paralelepípedo.
Nos trechos 1, em frente ao Hotel Palace, e no 2, entre o Palace e a Rua das Vassouras já foram finalizadas as calçadas, a vala técnica, o assentamento do meio-fio de granito flameado, além de três pontos de travessia da rede de gás. Agora, terá início a pavimentação em paralelepípedo. No trecho 3, na altura da Rua das Vassouras já foi finalizada a vala técnica do lado esquerdo da pista, sentido Praça Castro Alves/Praça da Sé.
Os serviços do trecho 4, na lateral do Palácio Rio Branco, também foram finalizados. Em frente à Câmara dos Vereadores, que corresponde ao trecho 5, já foram concluídos os serviços de assentamento do pavimento em paralelepípedo, assim como da calçada em granito flameado. No trecho 6, entre os hotéis Fasano e Palace, os operário trabalham na execução da vala subterrânea, por onde passarão a fiação da rede elétrica e de telecomunicações.

Pelas Ruas
O projeto ‘Pelas Ruas do Centro Antigo de Salvador' está beneficiando mais de 300 ruas, em 11 bairros da região antiga da capital baiana, incluindo 18 vias no Centro Histórico de Salvador, totalizando investimento de R$ 124 milhões.
As obras estão sendo executadas por etapas, simultaneamente, em diferentes pontos da região. Assim, os bairros próximos foram interligados por cinco lotes, sendo quatro com obras já iniciadas. Os serviços estão sendo realizados em 23 ruas de diferentes pontos do Centro Antigo de Salvador. Um total de 210 vias já tiveram as obras concluídas. Os serviços ainda serão iniciados em 82 vias.
A intervenção na Rua Chile faz parte do lote 2 do projeto, que inclui além de 18 ruas do Centro Histórico, os bairros do Dois de Julho, Nazaré e Politeama. Nesta etapa serão investidos R$ 42,9 milhões na recuperação de 91 vias.
Com informações da Secom BA  18/04/2019

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Trecho da Rua Chile é interditado para realização de obra de requalificação urbana

Infraestrutura urbana  🚧

A Rua Chile,uma das mais tradicionais de Salvador e com valor histórico inestimável,terá o tráfego interditado nas imediações da Câmara Municipal de Salvador para a realização de obras de requalificação de calçada e pavimentação da via, que voltará a ser em paralelepípedo.O projeto do Gov.do Estado visa criar uma nova estrutura na Rua Chile, com a volta do pavimento em paralelepípedo e rebaixamento da fiação aérea, proporcionando, assim, a melhoria da acessibilidade e valorização do patrimônio histórico. 

Da Redação
Ascom/Conder
O tráfego na Rua Chile em frente à Câmara Municipal está interditado para a realização de obras de requalificação de calçada e pavimentação da via, que voltará a ser em paralelepípedo. As intervenções integram o projeto do Governo do Estado ‘Pelas Ruas do Centro Antigo de Salvador, em execução pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), órgão veiculado à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano (Sedur).
O fluxo de veículos nas ruas Chile e da Ajuda foi invertido para proporcionar mais fluidez na região, durante 30 dias, prazo previsto para a conclusão dos serviços. O motorista que estiver na Praça Castro Alves e precisar seguir em direção à Praça da Sé, deve acessar a Rua da Ajuda e em seguida utilizar a Rua José Gonçalves. O retorno será permitido pela Rua da Misericórdia e Ladeira da Praça.
No sentido oposto, entre a Praça da Sé e a Castro Alves, o condutor tem como opção acessar a Rua do Saldanha, subir pela Rua do Tira Chapéu até a Rua Chile, seguindo em direção à Praça Castro Alves. Quem for para a Rua Carlos Gomes, tem como opção acessar a Rua da Bandeira e subir a Ladeira da Montanha.

Nova Rua Chile
A proposta do Governo do Estado com o projeto é a criação de uma nova estrutura na Rua Chile, com a volta do pavimento em paralelepípedo e rebaixamento da fiação aérea, proporcionando, assim, a melhoria da acessibilidade e valorização do patrimônio histórico além de, ao mesmo tempo, atrair novos negócios e alavancar a economia da região.
Os 330 metros da primeira rua do Brasil foi dividido em seis trechos. Em cada um será feita a escavação da vala técnica. No trecho 1, do Palace Hotel à Rua do Tesouro, já foi finalizado o assentamento do meio-fio de granito flameado, além de três pontos de travessia da rede de gás. A equipe agora trabalha na colocação do passeio também em granito flameado.
No trecho 2, entre a Rua das Vassouras à Rua do Tira Chapéu, está em andamento o assentamento do meio-fio e a finalização da vala técnica para rebaixamento da fiação aérea. Os operários trabalham em frente à Câmara dos Vereadores, que corresponde ao trecho 6 do projeto da Rua Chile, onde a calçada irá receber placas de granito.

Pelas Ruas
As obras estão sendo executadas por etapas, simultaneamente, em diferentes pontos da região do Centro Antigo de Salvador. Assim, os bairros próximos foram interligados por cinco lotes, sendo quatro com obras já iniciadas.
Mais de 300 vias serão contempladas em 11 bairros da região com investimento total de R$ 124 milhões. Os serviços estão sendo realizados em 56 ruas de diferentes pontos da região antiga da cidade. Um total de 167 vias já tiveram as obras concluídas.
A intervenção na Rua Chile faz parte do lote 2 do projeto, que inclui além de 18 ruas do Centro Histórico, os bairros do Dois de Julho, Nazaré e Politeama. Nesta etapa estão sendo investidos R$ 42,9 milhões na recuperação de 91 vias.
Com informações da Secom BA  26/11/2018

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Rua Chile em Salvador voltará a ser de paralelepípedo e trilhos de antigos bondes voltarão a ser visíveis

Urbanismo  🚃

O projeto de revitalização, desenvolvido pelo Governo do Estado, por meio da Conder, inclui reformas de infraestrutura urbana com melhorias na acessibilidade, nova pavimentação em paralelepípedo e rebaixamento da fiação aérea.Para realizar as intervenções no local, que é considerado Patrimônio da Humanidade e tombado pelo Iphan, uma equipe de arqueólogos acompanha as escavações e treina os operários para que identifiquem fragmentos arqueológicos do período de fundação da via, ocorrida em 1549.

iBahia

As obras de revitalização da Rua Chile, na capital baiana, já foram iniciadas, como parte do projeto ‘Pelas Ruas do Centro Antigo de Salvador’. Entre as mudanças, a substituição do asfalto por paralelepípedo e a exposição dos trilhos dos antigos bondes que percorriam a Rua Chile.
O projeto de revitalização, desenvolvido pelo Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento Urbano (Conder), inclui reformas de infraestrutura urbana com melhorias na acessibilidade, nova pavimentação em paralelepípedo e rebaixamento da fiação aérea.
Para realizar as intervenções no local, que é considerado Patrimônio da Humanidade e tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), uma equipe de arqueólogos acompanha as escavações e treina os operários para que identifiquem fragmentos arqueológicos do período de fundação da via, ocorrida em 1549.
Segundo o arqueólogo Cláudio Silva, na Rua Chile ficou localizado o portão de entrada da então ‘Fortaleza de Salvador’. “Iniciamos o trabalho de escavação e as camadas do solo vão contando a história da cidade desde a sua fundação. A gente está buscando essa história a partir dos extratos das camadas que foram se sobrepondo ao longo do tempo. Essa área tem uma importância grande pela historiografia porque é considerada a entrada da cidade. A nossa expectativa é encontrar vestígios que confirmem o fato de que nesta área ficou o portão de entrada de Salvador”, explica.
Ainda de acordo com Milton Melo, a iluminação pública também será modificada com a instalação de luminárias de lâmpadas de LED. A realização do serviço está dividida em lotes para diminuir o impacto das obras na rotina de quem passa pelo local.
As obras na Rua Chile fazem parte do lote 2 do projeto ‘Pelas Ruas’, que compreende, além de 18 ruas do Centro Histórico, os bairros do Dois de Julho, Nazaré e Politeama. Ao todo, o projeto conta com investimento de R$ 124 milhões e deve requalificar mais de 280 ruas do Centro Antigo de Salvador.
Fonte - Abifer  04/09/2018

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Obra de requalificação da Rua Chile prevê rebaixamento da rede elétrica

Infraestrutura  💡

Para o início das obras, a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado (Conder) aguardava a aprovação do projeto de arqueologia para o rebaixamento da fiação encaminhado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), já que a área é tombada pelo órgão.O trecho de 500 metros da rua Chile passará por serviços que incluem vala única, que consiste no rebaixamento da rede elétrica, de iluminação e de telecomunicações; com isso toda a fiação além da rede de gás passará a ser subterrânea.A pavimentação da Rua Chile voltará a ser em paralelepípedo. 

Da Redação
Divulgação/Secom BA
A primeira rua do Brasil, localizada no Centro Histórico de Salvador, a Rua Chile passará por intervenções que irão deixar o local totalmente repaginado. Nesta sexta-feira (11), o gestor da Diretoria do Centro Antigo de Salvador (Dircas/Conder), Maurício Mathias, se reuniu com o diretor do Hotel Fera Palace, Paulo Marques, para discutir o impacto e o cronograma da obra.
Segundo o gestor da Dircas, a expectativa é de que a obra seja iniciada em breve e deve durar quatro meses. “Hoje viemos alinhar o cronograma executivo da obra e articular ações que minimizem o impacto para os comerciantes e o principal empreendimento instalado na Rua Chile, que é o Hotel Fera Palace. A partir dessa obra, viabilizamos a implantação de uma infraestrutura que até então não existia e retiramos a poluição visual dos imóveis tombados dessa região”, esclarece.
O trecho de 500 metros da rua Chile passará por serviços que incluem vala única, que consiste no rebaixamento da rede elétrica, de iluminação e de telecomunicações; com isso toda a fiação passará a ser subterrânea. Haverá também a implantação da rede de gás. Além disso, a pavimentação da Rua Chile voltará a ser em paralelepípedo.
Para o início das obras, a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado (Conder) aguardava a aprovação do projeto de arqueologia para o rebaixamento da fiação encaminhado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), já que a área é tombada pelo órgão. A Conder foi notificada da autorização no último dia 4 de maio.
As obras no local fazem parte das ações do Governo do Estado por meio do projeto 'Pelas Ruas do Centro Antigo de Salvador', que entre as ações prevê a pavimentação de vias e requalificação de calçadas com melhorias na acessibilidade. A intervenção na Rua Chile faz parte do lote 2 do projeto, que inclui além da área do Centro Histórico, os bairros do Dois de Julho, Nazaré e Politeama. Nesta etapa serão investidos R$ 42,9 milhões na recuperação de 89 vias. O investimento total na recuperação das ruas do Centro Antigo da capital baiana é de R$ 124 milhões, contemplando mais de 270 vias.
Para o diretor do Fera Palace, Paulo Marques, a obra representa um novo momento para a região do Centro Histórico. “Realizamos um investimento de R$ 60 milhões na Rua Chile, a partir da abertura do hotel, para reavivar um prédio icônico de 1934. Essas intervenções representam uma contrapartida do Governo do Estado para completar a revitalização que defendemos. É uma obra fundamental para que possamos oferecer mais conforto e comodidade para nossos hóspedes, além de que toda a cidade ganha com esse investimento”, ressalta.
As obras de requalificação já foram iniciadas nas ruas Visconde de Itaparica, Ruy Barbosa, Vassouras, Tesouro e Curriachito. Mais dez ruas que ficam no entorno da Rua Chile receberão o serviço. Ao todo, 18 ruas que estão em área tombada devido ao alto valor histórico e cultural e reconhecidas pela Unesco como Patrimônio da Humanidade serão beneficiadas.
Com informações da Secom BA  11/05/2018

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Obras na Rua Chile em Salvador revelam pequenos achados arqueológicos

Arqueologia

Esses são alguns dos três mil objetos arqueológicos descobertos embaixo da Rua Chile, no Centro Histórico de Salvador, e que estão vindo à tona com o Projeto Pelas Ruas do Centro Antigo de Salvador, do Governo do Estado, na primeira semana do programa de diagnóstico e prospecção arqueológica da área.

Da Redação
foto - Ascom Conder
Peças de metal, pinos em cobre, conchas e corais, além de restos de tijolos, telhas e fragmentos de louças dos séculos 18 e 19. Esses são alguns dos três mil objetos arqueológicos descobertos embaixo da Rua Chile, no Centro Histórico de Salvador, e que estão vindo à tona com o Projeto Pelas Ruas do Centro Antigo de Salvador, do Governo do Estado, na primeira semana do programa de diagnóstico e prospecção arqueológica da área.
Segundo informações de Luiz Fernando Erig Lima, integrante da equipe de arqueólogos contratada pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), o material encontrado será encaminhado ao laboratório da A Lasca Arqueologia, empresa paulista especializada na avaliação e proteção de bens culturais tombados, responsável pelo projeto da Rua Chile, onde será higienizado, classificado, catalogado e depois seguirá para o Museu Arqueológico da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), no bairro da Caixa D’ Água, em Salvador.
Os estudos preventivos são necessários para a implantação da vala única, que abrigará a fiação elétrica, os cabos de fibra ótica, a rede de gás, a distribuição de água e a coleta de esgoto. A proposta é a criação dessa nova estrutura na Rua Chile, proporcionando a valorização do patrimônio histórico e, ao mesmo tempo, a melhoria da acessibilidade.

foto - Ascom Conder
A atividade arqueológica vem sendo desenvolvida por etapas. Em agosto foi realizada a pesquisa histórica para a coleta de dados existentes sobre a rua. A conclusão do trabalho está prevista para o final de outubro, quando os resultados serão apresentados ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
A iniciativa integra o projeto Pelas Ruas do Centro Antigo de Salvador, do Governo do Estado, com investimento de R$ 124 milhões para a melhoria da infraestrutura urbana em mais de 200 ruas da região, formada por 11 bairros. A obra na Rua Chile integra o lote 2 do projeto, que compreende ainda os bairros do Centro, Dois de Julho, Nazaré e Politeama, onde estão sendo investidos R$42,9 milhões.

Patrimônio da Humanidade
A Chile, primeira rua do Brasil, está localizada em uma área de alto valor histórico e cultural em Salvador, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), desde 1984, e reconhecida pela Unesco, um ano depois, como Patrimônio da Humanidade.
Com informações da Secom Bahia  22/09/2016

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

O Centro Histórico de Salvador não é um apêndice da cidade,é o coração dela

Salvador/Centro histórico

O Centro histórico de Salvador é o berço da cidade,onde ela começou,onde ela nasceu,é a raiz da sua história da sua cultura da sua identidade e toda sua magia.Salvador sem o seu Centro Histórico jamais seria Salvador.

A.Luis
foto - ilustração/Pregopontocom
Nas esquinas das ruas cansadas de Salvador, Das paisagens pintadas no exterior, É o retrato da beleza em harmonia, Com o mistério e a riqueza da Bahia(*)......Porque cantada em verso em prosa e alegria,a beleza e a festança da cidade fala da sua essência,mais não reproduz a sua realidade.A história de uma cidade e de seu povo não é apenas contada nos livros,em crônicas ou documentos,ela está gravada nas pedras das ruas,nas faixadas dos casarios,na sua arquitetura antiga,na beleza singela dos seus traços,nas quebradas das esquinas,nas conversas dos antigos,na alegria das suas cores,que não falam mais contam para todos nós,tudo sobre os anos que já viveram e vivenciaram.Andar por ruas antigas da cidade,apreciar velhas construções,suas faixadas e os belos traços de sua arquitetura,não é um simples sentimento nostálgico,mais a magia e o prazer de caminhar por dentro da história,tomar conhecimento e conviver com ela,passear em um livro a céu aberto,mergulhar no passado,e desvendar os mistérios que as suas páginas desnudam e afloram para os nossos encantos,sobre tudo que sabem e tem a nos contar.É a história viva que precisa ser preservada,restaurada quando necessário,e mantida originalmente sem maquiagens,ou sem as deformidades de "reformas" sem nenhum sentido,que quase sempre rasgam,aniquilam,subtraem paginas da sua trajetória ao longo dos anos,retalhando a história criando espaços vazios,e descontinuando a sua narrativa.
(*) Trecho da Musica Esquinas do Pelô de Luis Som


E o que ainda pode ser feito? Assim pesamos.....

Centro da Cidade

Rua Chile e Av. Sete de Setembro
Os bondes aqui já reinaram altivos e soberanos,mas...foram engolidos pela famigerada orgia dos pneus.A revitalização e a humanização do centro Histórico de Salvador terá que dar uma quinada na direção da mobilidade com sustentabilidade e uma convivência pacífica e harmônica com a sua história e a sua população.A implantação de um sistema de VLT no centro da cidade,ligando a Pça. da Sé ao C.Grande/Canela, usando todo o percurso em via dupla na Rua Chile e na Av. Sete no corredor compreendido entre a Praça Castro Alves até próximo ao Campo Grande (Casa D'Itália) proibindo o estacionamento e restringindo-se a circulação de veículos no local no período compreendido entre as 7:00hs e as 21:00hs,sendo permitido nesse horário apenas a circulação de táxis bicicletas,veículos de serviços (excluído operações de carga e descarga),e moradores cadastrados e autorizados,melhorando-se as condições para a circulação de pedestres com o alargamento e modernização das calçadas,revitalizando-se o degradado centro da cidade com intervenções urbanas voltadas para a sua restauração (digo,restauração e não reformas,demolições e descaracterizações)de maneira abrangente,comercio,moradias e sua conseguente recuperação e reocupação,devolvendo a sua real importância no contexto urbano da cidade,garantindo e preservando também dessa forma a sua identidade histórica. Poderia se criar também a expl. do que já foi feito na década de 80, estacionamentos periféricos em áreas fora do centro com alimentadores entre os estacionamentos e o terminal do VLT no C.Grande.A operação desse tipo de veículo movido a energia elétrica atualmente,devido ao seu alto grau de evolução tecnológica,não implica mais na necessidade da implantação de uma rede aérea de alimentação elétrica contínua,sem prejuízos para o aspecto visual e sem impactar o ambiente urbano no local,No Campo Grande se faria a integração com um sistema de ônibus destinados aos bairros da região,(Como já foi feito na década de 80 com a implantação da linha de ônibus circular Pça,da Sé/Campo Grande e os estacionamentos periféricos),com as linhas transferidas do centro (Rua Chile) para o C.Grande e as linhas que já usam o local como ponto final.
A região central da cidade,Ruas Chile e Av. Sete que no passado já fervilharam com comércio altivo e grandioso,de grandes lojas e magazines tradicionais,do glamour do Palace Hotel,das casas de chá e restaurantes com musica ao vivo,onde a população desfrutava do prazer de por elas passar,bater pernas,subir e descer,e participar de rodas de conversas,foi solapada com a mudança de mala e cuia,do comercio e do centro financeiro,para a região do Iguatemi com a criação do 1º grande Shopping da cidade.Desprezadas e esquecidas pela fúria da modernidade,mergulharam em um "banzo"profundo,em uma fase de decadência e degradação.Mais a história ainda permanece ali,ignorada pelo descaso,coberta pelo manto da displicência e pela poeira da falta de cuidado com o seu conteúdo.O que é preciso fazer agora?...puxar a coberta,sacudir a poeira,encarar a realidade e trata-la com o devido respeito,deixar que a história continue o seu registro e assuma a sua verdadeira narrativa.

A Baixa do Sapateiros
Assim disse Caymmi......Na Baixa do Sapateiro, Encontrei um dia, A morena mais frajola da Bahia.... Esse tradicional e histórico centro comercial de Salvador por onde os bondes também já desfilaram com a sua cantoria nos trilhos a subir e descer transportando o povo entre a Barroquinha e vários bairros da cidade entre eles o boemio Rio Vermelho,poderá contar com um sistema de Bondes Modernos (VLT) trafegando nos dois sentidos, (em via dupla) Barroquinha,Arquidabã,Sete Portas, chegando até a antiga Estação Rodoviária que seria transformada num "terminal de integração" passando a atender as linhas que hoje se destinam ao terminal da Barroquinha,e do Arquidabã,além de um sistema alimentador para os bairros do entorno e mais próximos.Uma boa parte do comercio hoje ali existente (Na antiga rodoviária) seria transferido para uma área atualmente ocupada e sub utilizada pela Limpurb próxima ao Mercado da Sete Portas previamente reformada e preparada com infraestrutura própria e adequada para o funcionamento do novo centro comercial. O estacionamento e a circulação de veículos ao longo de toda via na Baixa dos Sapateiros assim como na cidade alta(No trecho Barroquinha/Arquidabã), sofreria restrição total no período das 7:00hs até as 21:00hs.Nesse horário apenas circulariam além do VLT, veículos de serviços (excluídos operações de cargas e descargas),táxis,bicicletas e moradores cadastrados e autorizados.O alargamento das calçadas em toda extensão da via,com dispositivos para melhorar a acessibilidade e circulação de pedestres irá possibilitar uma melhoria no fluxo das pessoas com mais conforto e segurança além de trazer também consequentemente,benefícios para o comercio local.A estação do Arquidabã subutilizada atualmente como terminal de ônibus acarretando custos de manutenção para o município seria transformada em um "centro de comercio popular"com infraestrutura adequada,e gerando receita, para onde seriam transferidos os trabalhadores que atuam no comercio informal em toda a extensão da via, arredores e outros locais do centro da cidade,além da instalação de postos de atendimento de serviços públicos e outros serviços "ancoras".A essas ações também se somariam a restauração e a revitalização arquitetônica do local inclusive com a recuperação e reativação do elevador do Taboão e de uma das mais belas obras arquitetônicas e históricas de Salvador o Cine e Teatro Jandaia, um acervo histórico cultural do qual a nossa cidade jamais deverá abrir mão de possui-lo (uma história em ruínas da cultura da nossa cidade),além de outros prédios (Cine Pax) também importantes que fazem parte da história do local e da nossa cidade. - Um estudo poderia ser feito para um possível projeto de um túnel equipado com esteiras rolantes apenas para a circulação de pedestres numa ligação entre o terminal da Barroquinha e a Estação da Lapa,ou o próprio sistema de VLT chegando até lá,possibilitando a integração com o sistema metroviário e o terminal de ônibus
Quem sabe assim tantos outros mais Caymmis e tantas outras mais morenas e bondes e histórias e o alegre caminhar do povo no local continuem a escrever e a fazer parte desse rico cenário e dessa magnifica história.
Pregopontocom  14/09/2016

A Cidade Baixa e outra alternativas veja aqui
MOBILIDADE URBANA Soluções Viáveis em Salvador

A história

A história de uma civilização não pode e não deve ser somente contada pelos livros,ela também deve ser vista,apreciada,admirada e sentida através da preservação dos seus monumentos da sua arquitetura dos seus ambientes naturais,dos hábitos e costumes culturais do seu povo.

Demolir ou simplesmente destruir e apagar o passado,a favor ou em nome da modernidade é como arrancar páginas de um livro de história ou destruir a base sólida de um grande edifício que está sempre a  ser construído.

O passado é uma referência,não se reforma,se restaura,se reconstrói,se preserva,assim como o presente se vive e o futuro se planeja e se constrói,pois haverá sempre espaço para o convívio harmônico entre o passado,o presente,e o futuro,mesmo porque o presente se tornará o passado,assim como o futuro um dia será o presente.
A.Luis

vamos salvar salvador

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Governo do estado recupera em Salvador a memória da primeira rua do Brasil

Urbanismo

Uma nova estrutura subterrânea vai abrigar as redes de gás, telefonia e internet. Realizadas pelo Governo do Estado, as obras são acompanhadas por uma equipe de arqueólogos, como forma de preservar o patrimônio histórico da região.

Da Redação
imagem/Youtube
Considerada a primeira rua do Brasil, a Rua Chile, no Centro Histórico de Salvador (CHS), foi criada em 1549 por Tomé de Souza, então governador-geral da Colônia, com o nome de Rua Direita dos Mercadores. Com 400 metros de comprimento, a via já teve seus momentos de glória e decadência. Atualmente, ela passa por uma requalificação urbana, com pavimentação, recuperação de calçadas e a retirada de fiação aérea.
Uma nova estrutura subterrânea vai abrigar as redes de gás, telefonia e internet. Realizadas pelo Governo do Estado, as obras são acompanhadas por uma equipe de arqueólogos, como forma de preservar o patrimônio histórico da região.
O trabalho de urbanização faz parte do Projeto Pelas Ruas do Centro Antigo de Salvador, executado pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur).
Com informações da Secom Ba.  13/09/2016

Vídeo da série ‘Pelas Ruas’, iniciativa Secom

sábado, 1 de dezembro de 2012

SALVADOR... UMA CIDADE QUE ANDA PARA TRAZ

Salvador

Uma cidade que reflete a imagem dos seus governantes,antigos e atuais.......

Da Redação
Isso é apenas uma ilusão de ótica?.....
Como eu gostaria de estar aqui calmo,sereno e alegre falando bem da minha cidade do Salvador,evocando não só as suas belezas naturais e deslumbrantes mais falando também para os nossos leitores soteropolitanos e pelo mundo afora que elas,as belezas,são apenas um dos vários componentes que engrandecem e compõem um mar de virtudes que banham a nossa cidade.Venham aqui Sras e Srs.sim, venham, não para ver o que a Baiana tem,que me desculpe o ilustre poeta e compositor o eterno baiano Dorival Caymmi, mais para ver como nos tornamos uma cidade digna de 1º mundo.Aqui meus caros é possível se andar seguro e tranquilamente,temos calçadas largas e bem cuidadas,boas ciclovias,ruas muito limpas,bem sinalizadas,um transito disciplinado e sem engarrafamentos,não ha como alguém se perder pois temos um moderno sistema de informação tanto em placas (verticais) como eletrônico em várias línguas com rotas e nomes de ruas,de bairros, praças, monumentos históricos,igrejas,museus...háaaaaaa museus,talvez seja preciso algumas semanas para conhecer a todos,o Louvre que se cuide,o nosso centro histórico,o Pelourinho incluído restaurado muito bem  preservado e conservado,um retrato da cidade antiga que  levara todos a uma viagem através da nossa história e da nossa cultura.E se você está pensando em gastar seu dinheiro subindo e descendo de "taxi"...pode parar...colé veiii....economize sua grana para regalar-se em um dos bons restaurantes com os deliciosos quitutes da nossa culinária baiana,para sua surpresa aqui temos várias linhas de Metrô,( que chegam a Cajaseiras,Mussurunga e Lauro de Freitas) de Trens e até VLTs,sim; os nossos modernos VLTs que desfilam garbosamente pelo centro da cidade,saindo da Pça.da Sé passando pela rua Chile totalmente revitalizada,e os mais antigos saudosistas comemoram  com regojizo o renascimento da charmosa velha senhora,passando pela Av. Sete sem automóveis parados ou circulando com calçadas largas,seguras com sinalização horizontal,um exuberante comercio,tudo muito bem organizado e muito bem cuidado e ai você chegara ao Campo Grande onde poderá vislumbrar o nosso Teatro Castro Alves e também um personagem da nossa história,o incone da nossa independência,o Caboclo onde costumamos chorar as nossas magoas, as nossas tristezas e maselas.Mais se você quiser conhecer a Baixa dos Sapateiros,também cantada em prosa e verso onde você  encontrarar não só "a  morena mais bonita da Bahia", mais muitas delas baianas da gema,poderá também faze-lo em um moderno e panorâmico VLT ( ou quem sabe andar tranquilamente pelas calçadas do local ou até de bike) saindo da Barroquinha passando pelo antigo terminal do Arquidabã transformado num grande Shopping popular acolhendo com dignidade os nossos antigos camelôs chegando a Sete Portas,onde  poderá dar uma paradinha para visitar a famosa feira do local,quem sabe até degustar um delicioso mocotó,uma feijoada ou um sarapatel,continuando a  viagem e chegando em fim a velha "estação rodoviária", junto da antiga invasão do Pela Porco totalmente urbanizada proximas ao Dois Leões, hoje transformada num moderno terminal de integração e transbordo.Mais se você pensa que é só isso então lhe convidamos a ir até a Pça Municipal,onde está a sede da administração que promoveu essa revolução em  nossa cidade e esperimentar a sensação de descer no nosso Elevador Lacerda em suas modernas cabines e sentir aquele friosinho na barriga ao chegar no Comercio onde após visitar o mercado Modêlo, para tomar uma com limão e mé, assistir uma roda de capoeira e gastar alguns caraminguas com algumas bojigangas,(lembranças da Bahia,Alagoas,Pernambuco,Ceará,China etc,haja democracia) você embarcará num VLT saindo do terminal da França seguindo até a Calçada onde poderá conhecer a nossa eclética e movimentada estação que leva o mesmo nome, inaugurada em 1860, de trens do subúrbio, metropolitanos e cidades do interior,embarcando e  em um moderno trem com ar condicionado, com destino a Paripe e apreciar  a linda paisagem da orla percorrida pelo mesmo conhecendo também os nossos bairros suburbanos.De volta e seguindo a sua viagem no VLT,você chegará a não menos famosa Igreja do Bonfim na Colina Sagrada,ai uma parada para comprar fitinhas,fazer suas orações,os seus pedidos e agradecimentos, depois seguir viagem até o bairro da Ribeira, um lindo e bucólico lugar onde a cidade ainda teima em preservar a sua identidade.Depois de tomar um bom sorvete e perambular pelo local você retornará para o Comercio onde chegará a Pça. da Sé pelo nosso moderno Funiculaire,aquele que antigamente já foi chamado de Chariot  o não menos famoso Plano Inclinado Gonçalves,( temos outros também )e a grande surpresa é a vista panorâmica que se descortinará com uma boa visão da nossa bela Baia de Todos os Santos como um brinde pela breve e curta viagem que você fara.Mais agora para não ficar bancando um chato guia de turismo,vou deixa-lo a vontade para ir até a Liberdade,Curuzu,Pero Vaz,IAPI,Pau Miudo(Cruz credo)Curva Grande,Lapinha,Sto.Antônio,Barra,Rio Vemelho,Amaralina,Nordeste,Pituba,Boca do Rio dando uma passadinha pelo nosso lindo e bem cuidado parque Metropolitano de Pituaçu,com o rio que lhe empresta o nome do qual a cidade já bebeu da sua água,com a sua preservada reserva de Mata Atlântica, e nos etc,etc,etc.etc...(Etc são os outros bairros que não citei aqui só para abreviar e não por falta de merecimento),em Itapuã com a sua Sereia e o Farol onde lá encontrarão um poeta sentado na Pça,que não se contentando só em cantar as belesas do lugar ali fixou residência, o velho e bom Vinicius de Morais e não esqueça de provar o delicioso acarajé para depois ir  até o parque do Abaeté onde tem uma "logoa escura" arrodeada de areia branca.Ufaaaa...agora vc está liberado para aquelas extravagâncias costumeiras,conhecer as nossas noitadas,teatros,bares,tomar um banho de mar em uma das nossas belas praias, limpas,organizadas e livres de barracas,mesas,cadeiras e sombreiros,visitar os nossos Shoppings,...aliais por falar nisso tai um grande programa  que não pode faltar no seu roteiro!!!. Mais não esqueça,que a nossa bem cuidada,organizada e preservada cidade  além do moderníssimo eficiente sistema de transportes de massa (Metrô, VLT, Trem ) com total integração física e tarifária ,dispõe também de um moderno sistema alimentador e complementar com uma bela frota de ônibus todos com piso baixo,suspensão a ar,muitos deles com ar condicionado...É, mais ai talvez de repente você fique entediado por encontrar aqui exatamente tudo aquilo que você está acostumado a ver lá fora, tá eu sei, você ficou meio decepcionado???? peço desculpas, eu sei que você gostaria de chegar aqui  quebrar a rotina e viver uma aventura diferente,encontrar uma autêntica esculhambação,andar em ônibus velhos sucateados e superlotados,aqueles que aqui chamava-mos antigamente de caminhônibus baú, METRÔ?????!!!pra que?????  só um sonho de baiano bobo que acredita não só em promessas de Santo, mais por oficio em qualquer um (digamos político) que lhe faça a cabeça,VLT??? pra que???!!,ahhhhhh "isso é coisa de Eurpeu rico"(citação do gande filosofo HB) encontrar o Elevador Lacerda somente com uma cabine funcionando e mal, o Plano inclinado fechado,digamos assim a mais de um ano e ter que fazer o trajeto a pé ou naqueles ônibus que antigamente quebravam o galho da população.(Vejam bem,estamos falando de um passado remoto heeeemm....) E que tal seria encontrar a cidade suja fedida maltratada cheia de lixo,calçadas destruídas,obstruídas e intransitável e você ter que disputar um espaço com os carros e outros veículos no meio das ruas,o centro histórico abandonado,com trafico de drogas organizado,e boa parte dos prédios antigos e históricos no Comercio prestes a desabar amparados por bengalas metálicas(escoras)entregues ao abandono e a própria sorte.Quem sabe você não se aventuraria a andar de carro e gostaria de viver a experiencia única de ser um motomalabarista a desviar dos buracos e crateras existentes aos montes nas nossas ruas e avenidas alem de ficar totalmente perdido por falta de sinalização???? Ahhhhh mais quanta decepção, infelizmente tudo isso já ficou  para traz a muito tempo,é coisa do passado,sinto muito amigo(a), agora vivemos um sonho,sim um sonho....um sonho?????!!!!! epa!!!!! eu falei um sonho??????...HUUUUUMMM.....MAIS COMO E DURO TER QUE ACORDAR E ENCARAR A TRISTE REALIDADE QUE VIVEMOS...PENSAR NO FUTURO????? QUANDO????/DAQUI A QUANTOS CENTOS ANOS???????...MAIS INFELIZMENTE ESSA É A NOSSA REALIDADE,DURA,TRISTE, REAL E CONTUMAZ - SALVADOR, É UMA CIDADE QUE SÓ ANDA PARA TRAZ


A minha vontade mesmo era espinafrar,colocar a minha revolta  em alto e bom volume,a minha insatisfação incontida,bradar esse aperreio,afinal porque tive que me conter?????!!!!! a minha esperança anda meio combalida...mais porem jamais será vencida.
Pregopontocom  01/12/2012

domingo, 28 de outubro de 2012

Livro de arquiteto resgata a antiga Salvador

Marcos Dias

Foto divulgação
Imagens de Salvador ilustram o livro de Isaias de Carvalho Neto

Para o arquiteto e urbanista Isaias de Carvalho Santos Neto, 70 anos, o futuro prefeito de Salvador vai ter que lidar com três cidades: a cidade real, a cidade legal e a cidade do arbítrio. Mas a impressão de "abandono absoluto" da capital da Bahia, para ele, passa também por questões elementares, como o lixo mal recolhido, calçadas malcuidadas, caminhões de verduras descarregando a qualquer hora ou semáforos sem manutenção.O urbanista não considera, por exemplo, que Salvador seja um aglomerado urbano, já que não tem uma rede de transportes eficiente. "Transporte coletivo em Salvador é condição prioritária para que esta cidade volte a ser civilizada", afirma.
Com um rigor afetivo e uma memória que funde aspectos biográficos e pesquisa histórica, Isaias lança na próxima quarta-feira, às 19 horas, no Teatro Castro Alves, o livro Memória Urbana - Poética para uma Cidade (Edufba), no projeto Conversas Plugadas.
Professor aposentado da Universidade Federal da Bahia, Isaias dedicou-se à vida acadêmica por 35 anos. Mas, ao escrever este livro, a partir de 2008, foi além das limitações do discurso científico. Não deixou que fatos atuais se tornassem do passado para ser tratados, e preferiu uma narrativa usando a primeira pessoa do singular.
Além de estudos clássicos e contemporâneos, ele se vale do que ouviu do pai e do que leu nos diários da mãe. O desafio foi mostrar, numa interpretação potente, as mudanças na cidade entre os anos 1910 a 1970. "Salvador é uma cidade que privilegia o individual, isso não era assim nos anos 1950. A dor que eu tenho é que eu nasci numa época em que o coletivo era predominante", diz ele.
Nos anos 1970, de acordo com o arquiteto, o centro urbano foi descaracterizado, movido por interesses que não consideraram o aspecto da vivência coletiva. "A cidade não foi preparada convenientemente para esta mudança dos anos 1970. É preciso manter nesta cidade alguns elementos que são característicos", defende.
Para ele, a recuperação do centro é mais do que uma questão poética ou administrativa: "É o único lugar em que todas as pessoas podem ir, já que um bairro é, por definição, lugar de iguais e semelhantes. O centro é o único local em que você vai encontrar o diferente". Mas isso só pode acontecer, ele sabe, com a garantia de acessibilidade e a segurança.
Gestão - Entre as questões que o livro trata, e que a futura gestão de Salvador tem que lidar, há três que ele considera fundamentais. Em primeiro lugar, que trata-se de uma cidade de migrantes, de diferentes, começando pela questão étnica. "Enquanto essa diferença não for trabalhada, acho difícil as coisas acontecerem. Não existe uma música, nem teatro ou dinastia preponderantes, a característica é ser autônoma".
Em segundo lugar, ele enfatiza que a modernidade baiana é cultural (e não viária ou arquitetônica), e se deu nos anos 1950. Foi resultante dos pioneiros cursos de Artes da Ufba e projetos como a Escola Parque, Hora da Criança, a construção do TCA, entre outros.
E, por fim, o que considera um "problema gravíssimo", é a convivência de três cidades numa só. A "cidade real" é uma cidade clandestina e alheia ao que acontece: "70% dela não tem planta aprovada na prefeitura e não existe legalmente". Já a "cidade legal", fruto de planejamento organizado (como a avenida Manoel Dias, na Pituba), desenvolvida por técnicos, não consegue resolver as questões porque esbarra no que ele chama de "cidade do arbítrio".
É aquela em que "há uma legislação que privilegia uma decisão de gabinete, que destrói a harmonia que a cidade tem". Como exemplos, ele cita o que aconteceu com a área da Associação Atlética e o Morro Ipiranga, na Barra, "mediante Planos Diretores aprovados sem grande discussão, mas por decisões políticas". E reconhece: "É difícil, mas isso tem que ser resolvido urgentemente".
Rumos - Flutuando entre um saber da cidade e sua memória afetiva, o texto de Isaias Neto recupera uma ideia de convivência pública ao mesmo tempo que questiona os rumos dos soteropolitanos. Às muitas imagens ao longo do livro (além de sua mãe, quatro tios fotografavam), somam-se lembranças com contornos bem nítidos.
Desfilam nas décadas que o livro trata, além de contextos políticos de todas as décadas, reminiscências de quando saiu do "subúrbio" do Acupe, em Salvador, aos sete anos , para ir morar no centro de Ilhéus, no apogeu do cacau.
Também estão lá o aniversário dos 400 anos da cidade; a destruição de bondes pela população em 1930; as comemorações do 2 de Julho; os jogos da Copa de 1950 que Salvador não pôde sediar, pois a Fonte Nova não ficou pronta a tempo; o footing na rua Chile; os abrigos de bondes; o clima na Faculdade de Arquitetura e a impressão dos filmes em cinemas como o Tamoio e o Guarani.
O tempo e energia gastos nesta construção narrativa, o autor justificou no texto: "Há certos momentos em que cabe a nós darmos significado à vida, em lugar da vida datada e definida referenciada ao ontem e ao amanhã, para dar sentido aos nossos atos. A arquitetura é um desses momentos".
Fonte - A Tarde 27/10/2012