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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Até quando eles irão resistir???????????

Centro Histórico/Salvador

A cidade que não cuida,não resgata e não protege a sua história,perde a sua referência,sua identidade,enfraquece os seus laços culturais,e torna-se apenas um vulto ao longo do tempo

A.Luis
foto - Pregopontocom
Por quanto tempo será que eles conseguirão resistir?...E por quanto tempo conseguirão vencer o próprio tempo....tempo,tempo,tempo,tempo......Porque abandonados e relegados ao esquecimento teimam tanto em resistir?....da onde vem essa força que luta contra o tempo apesar do desgaste e da ação destruidora do próprio tempo?.....A um bom tempo,de espaço e glorias,reinaram soberanos,um subia e descia,transportando o povo entre a Baixa dos Sapateiros e a Cidade Baixa,o outro ali pertinho,dava asas a cultura,a dramaturgia,a musica e a Sétima Arte.

foto - ilustração/ Mov.Salve o Cine Jandaia
Por eles tantos passaram,pessoas,artistas e histórias....nas balanças,nos palcos,nas telas e no majestoso salão.Como e porque continuam abandonados a própria sorte,se ambos foram protagonistas e fazem parte da história da nossa cidade,monumentos abandonados e esquecidos que lentamente vão sendo apagados pelo tempo,tempo que em algum tempo já foi tão generoso com eles.A história não se abandona,não se pode simplesmente fazer de conta que ela nunca existiu,ainda que em ruínas,ela está ai  presente,clamando por ajuda,resistindo o quanto e com pode,para que possa continuar ao lado do tempo,contando o tempo,narrando o tempo e a história,história do nosso povo,da nossa cultura,da nossa cidade.Porque esquecer e desprezar tanto dois marcos significativos da história de nossa Salvador?...Salvem o Cine Jandaia....salvem o Elevador do Taboão.
Pregopontocom  29/09/2016

foto - ilustração/ Mov.Salve o Cine Jandaia

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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Vitral Art nouveau do Cine Jandaia será restaurado pelo Ipac

Arte&Cultura

O imóvel foi inaugurado em 1931 e detém relevante importância arquitetônico-histórica por suas influências Art nouveau e Art déco, além da extensa lista de artistas locais, nacionais e internacionais que se apresentaram no local.Desde 2010 o cine teatro é tombado como ‘Patrimônio da Bahia’. Em 2013, o Ipac retirou o vitral por risco de desmoronamento, em decorrência de o proprietário ter deixado a edificação se arruinar. 

Da Redação

Salvador - O tradicional vitral da fachada do Cine Teatro Jandaia, em Salvador, de cinco metros de altura e 3,5 metros de largura, vai ser restaurado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ípac), vinculado à Secretaria de Cultura do Estado (Secult). O imóvel foi inaugurado em 1931 e detém relevante importância arquitetônico-histórica por suas influências Art nouveau e Art déco, além da extensa lista de artistas locais, nacionais e internacionais que se apresentaram no local.
Desde 2010 o cine teatro é tombado como ‘Patrimônio da Bahia’. Em 2013, o Ipac retirou o vitral por risco de desmoronamento, em decorrência de o proprietário ter deixado a edificação se arruinar. Diante do abandono do imóvel, o governador Rui Costa, anunciou no último dia 6 que o Ipac fará obras emergenciais de conservação, com escoramento, para em seguida o Jandaia ser desapropriado pelo Estado.
“A contenção da estrutura do imóvel deverá ser a primeira ação, pois o prédio se encontra com ameaça de desmoronar, aliado às primeiras ações de restauração do vitral, que já está de posse do Ipac”, explica o diretor-geral do órgão, João Carlos de Oliveira. O cine teatro pertence, atualmente, a Carlos Valensi, um descendente de franceses que mora no Rio de Janeiro e é herdeiro de uma rede de cinemas em várias cidades brasileiras.

Tombamento
Segundo leis municipais, estaduais e federais vigentes, a primeira responsabilidade de um imóvel é do proprietário. Por isso, caso ocorra desabamento, pessoas fiquem feridas ou morram, o proprietário pode ser responsabilizado criminalmente. Em segunda instância é a prefeitura local, pois responde pelo uso, ocupação e licenciamento do solo urbano da cidade que ela administra. Ações de isolar e retirar pessoas ameaçadas por imóveis em ruínas também é obrigação legal da prefeitura. Em última instância, é o órgão, por meio do qual foi feito o tombamento do imóvel.
“O tombamento não retira a propriedade de um imóvel. Pelo contrário, o proprietário passa a ter mais responsabilidade por se tratar de um bem cultural importante para o estado ou o País”, diz a diretora de Preservação Cultural do Ipac, Etelvina Rebouças. Em contrapartida, o proprietário de imóvel tombado tem prioridade nas linhas de financiamento para projetos arquitetônicos ou obras de restauro do seu prédio.
“Parte dos vitrais chegaram intactos, outra parte recuperamos”, ressalta a coordenadora de Restauro de Elementos Artísticos do Ipac, Kathia Berbert. A remoção foi orientada pelo professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), José Dirson Argolo. Os vitrais foram forrados com isopor e acondicionados em caixas de madeira.
A peça artística foi idealizada pelo fundador do Jandaia, João Oliveira, tendo uma ave - a jandaia - em uma das mãos de uma figura feminina Art nouveau. Mais informações podem ser obtidas na Diretoria de Projetos e Obras do Ipac pelo telefone (71) 3316-6731 ou 3116-6721, pelo email cores.ipac@ipac.ba.gov.br e no site do Ipac.
Com informações da Secom Ba. 16/11/2015

sábado, 7 de novembro de 2015

Rui determina ação do Ipac para preservação do Cine Jandaia

Aete&Cultura

Os técnicos do Ipac - órgão vinculado à Secretaria de Cultura (Secult) – vão retirar os escombros que estão na área interna do prédio e garantir a salvaguarda de elementos que fazem parte da composição arquitetônica do local.O instituto também vai realizar o escoramento do edifício histórico.Paralelamente às ações realizadas pelo Ipac,o governador Rui Costa prepara decreto que será publicado no Diário Oficial do Estado desapropriando o imóvel,que foi abandonado pelo proprietário. 

Da Redação
foto -  Carol Garcia/GOVBA
O Governo do Estado vai desapropriar o prédio onde funcionou, por décadas, o Cineteatro Jandaia, localizado na avenida J.J. Seabra (Baixa dos Sapateiros), no Centro Antigo de Salvador. A decisão foi tomada pelo governador Rui Costa, que determinou ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), na sexta-feira (6), a realização de ações emergenciais destinadas a impedir o desmoronamento do imóvel, tombado pelo órgão estadual em 2011.
Os técnicos do Ipac - órgão vinculado à Secretaria de Cultura (Secult) – vão retirar os escombros que estão na área interna do prédio e garantir a salvaguarda de elementos que fazem parte da composição arquitetônica do local. O instituto também vai realizar o escoramento do edifício histórico.
Paralelamente às ações realizadas pelo Ipac, o governador Rui Costa prepara decreto que será publicado no Diário Oficial do Estado desapropriando o imóvel, que foi abandonado pelo proprietário. “A Bahia precisa de equipamentos culturais que aproximem a população da arte, por isso não podemos deixar um ícone para a nossa cultura, como foi o Cine Jandaia, ser destruído. Nosso objetivo é que o novo centro seja voltado para a promoção de artistas locais”, disse o governador.

Projeto
Os vitrais franceses, em estilo Art Nouveau, instalados na fachada do prédio, que garantiam a luminosidade colorida no interior do Jandaia foram retirados do prédio por técnicos do IPAC em 2011. Os vitrais encontram-se, atualmente, sob a tutela do órgão, armazenados em local seguro. Em 2014, para garantir que o imóvel não fosse comercializado com outra finalidade que não de interesse coletivo, o Governo do Estado decretou o prédio como bem de utilidade pública. A desapropriação, próxima etapa a ser realizada, visa reverter a situação de abandono e ruína do Cineteatro Jandaia.
Enquanto o imóvel passa pelas intervenções do Ipac, o órgão vai elaborar, também por determinação do governador, um projeto de uso para o espaço. De acordo com João Carlos Cruz de Oliveira, diretor-geral do IPAC, "a proposta se adequará ao perfil do edifício e vai garantir a preservação do patrimônio histórico" localizado na Baixa dos Sapateiros.

Centro Antigo de Salvador
Também na região da Baixa dos Sapateiros e em todo o Centro Antigo de Salvador, área que engloba o Centro Histórico da cidade, tombado em 1985 pela Unesco como patrimônio mundial, o governo baiano realiza uma grande ação de revitalização de um dos mais importantes sítios históricos do País pela relevância da sua riqueza arquitetônica, histórica e cultural para a vida nacional.
Estão sendo investidos R$ 123 milhões na melhoria da infraestrutura urbana em mais de 250 ruas da região no projeto Pelas Ruas, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), do governo federal. As requalificações de passeios e ruas foram divididas em cinco lotes, dos quais três já estão passando por requalificação, cujas obras foram iniciadas em julho passado.

O cineteatro
O Jandaia representou um ícone da cultura nacional a partir da década de 1930, quando abrigou em seus 1.200 metros quadrados espetáculos com os mais renomados artistas brasileiros ao longo das décadas de 1930 a 1960. Considerado um dos espaços artísticos e culturais mais importantes do País, o espaço cultural exibiu, em sua fase áurea, espetáculos de música lírica, peças de companhias nacionais e internacionais além de lançamentos de filmes clássicos. Reuniu artistas do porte de Carmem Miranda, Pablo Neruda, Raul Roulien, do pianista Guimar Novaes, Procópio Ferreira, Zoraide Aranha e Bidu Saião, Vicente Celestino e Lamartine Babo, dentre muitos outros.
Com informações da Secom Ba. 07/11/2015

Abraço simbólico no Cine Jandaia tem Bidu Sayão

Arte&Cultura

Protesto virtual marca abraço simbólico neste sábado.Objetivo do ato é chamar a atenção das autoridades para a situação do Jandaia

A Tarde
foto - ilustração
Aconteceu na manhã deste sábado, 7, o abraço simbólico ao Cine Jandaia, na Baixa dos Sapateiros, em Salvador. Durante o ato Eneida Lima dos Santos representou e interpretou Bidu Sayão, a soprano brasileira já se apresentou no local.
De acordo com o organizador da ação, o marchand Dimitri Ganzelevitch, o intuito é chamar a atenção das autoridades para a situação do Jandaia. "É para as autoridades tomarem vergonha para desapropriar o imóvel e restaurar. Há 20 anos, está em decadência total e o proprietário não faz nada", reclamou.
Na sexta-feira, 6, o governo do estado anunciou que um novo equipamento cultural pode ser construído no local, onde já se apresentaram nomes como Carmem Miranda, Bidu Sião e Dalva de Oliveira.
Como primeira etapa, o governador Rui Costa determinou que o Instituto do Patrimônio Artístico Cultural da Bahia (Ipac) realize obras emergenciais de conservação do cineteatro - como o escoramento de toda a estrutura do imóvel, tombado como patrimônio cultural desde 2010.
Fonte - A Tarde  07/11/2015

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Cine Jandaia o cenário do abandono

Centro Histórico/Salvador

Cine Teatro Jandaia, localizado à Rua José Joaquim Seabra, 357, foi uma das mais importantes salas de espetáculos de Salvador e do Brasil durante décadas,abandonado há mais de 20 anos,encontra-se em ruínas e ameaçado de desabar.

Por Nelson Rocha Publicada - TB
foto - ilustração
Na memória dos que na década de 60 frequentavam o Cine Teatro Jandaia, localizado à Rua José Joaquim Seabra, 357, uma das mais importantes salas de espetáculos de Salvador e do Brasil durante décadas, ainda passa um filme.”Eu assisti aí Roberto Carlos em Ritmo de Aventura. Foi casa cheia. A rapaziada lotou o cinema”, diz Roque Viana, 63, nascido na Rua Alfredo Brito, no Pelourinho, à época cambista que vendia ingressos na tradicional Baixa dos Sapateiros para uma plateia cativa das sessões da tarde do Cine Jandaia, há mais de duas décadas abandonado, em ruínas, ameaçando de desabar.
“De 68 até 74 isso aí era cheio. Foi a fase áurea do Jandaia, que era uma das melhores opções de lazer da cidade, antes do Teatro Castro Alves. Eu era garoto quando assisti também A Galinha dos Ovos de Ouro, um filme educativo. Os professores do colégio que eu estudava foi que nos trouxe”, recorda Roque, que durante algum tempo trocou revistas em quadrinhos e figurinhas dos álbuns da Copa do Mundo de 1970 na porta do então templo da sétima arte e não só.
“Era uma prática comum na época entre os frequentadores dos cinemas da cidade. Eu guardava os carros dos brancos no Tupi”, diz referindo-se ao outro cinema, localizado na mesma rua, que também tinha o Cine Pax. “O Jandaia passou a exibir filmes de karatê e no início da década de 80, com os filmes de sexo explícito, entrou em decadência”, relatou enquanto lançava um olhar de lamento sobre o que resta do imóvel, um exemplar de arquitetura décor que emoldurou apresentações de estrelas da música como Carmen Miranda, Cauby Peixoto, Vicente Celestino, Lamartine Babo, e do Teatro, como Procópio Ferreira, da literatura- há registros da passagem do poeta chileno Pablo Neruda -, entre outros.
Maria Madalena de Jesus, 67, chegou de Rio Real há 32 anos para instalar um pequeno comércio informal do outro lado da rua, diante do cinema. “Isso aí ainda funcionava direitinho. Depois foi caindo, caindo e está assim hoje, abandonado”, também lamenta dona Maria, que só entrou no cinema uma única vez, mas não se lembra do filme que assistiu. “Gostaria de ver o Jandaia reformado pra ver se a Baixa dos Sapateiros melhorava.Tem muito prédio velho por aqui caindo aos pedaços”, alerta, afirmando não saber que o cinema foi inaugurado em 9 de março de 1911, exibindo filmes mudos, e que por trás das paredes que ainda sustentam um telhado que desaba um pouco toda vez que chove forte na cidade, aconteceram momentos inesquecíveis para muitas plateias que aplaudiram espetáculos líricos, companhias nacionais, internacionais e inúmeros filmes clássicos.
Uma foto do ensaio do fotógrafo Timóteo Lopes com a modelo Elvira Bono ganhou as redes sociais e chama a atenção por ter sido feita entre os escombros do antigo cinema. Na internet também circula um movimento em defesa da recuperação do prédio que deve ser abraçado neste dia 5 de novembro,numa atitude símbolo de grupos interessados em ver o espaço reaproveitado. “Nós gostaríamos que o Jandaia voltasse a ser um cinema popular, de baixo custo. O tempo de glamour do cine teatro está no passado. Hoje o local é de difícil acesso, sem estacionamento, inseguro. A nossa proposta foi encaminhada ao governo do estado em 2011, que disse sim, mas não avançou”, comentou Solange Lima, assistente de direção do documentário Cine Jandaia, dirigido por Alex Maia, um dos que expõe o drama real do espaço abandonado, na rede internacional de computadores.
Apesar de não estar localizado em área tombada pela Unesco em 1985 como Patrimônio da Humanidade, o cine Jandaia foi apontado pelo Plano de Reabilitação Participativo do Centro Antigo de Salvador como necessário de revitalização para fomentar a atividade econômico no seu entorno.
Hoje o Jandaia é apenas ocupado pelo metalúrgico Valdemir Nascimento Costa, natural de Ipirá, conhecido por Chorão, 39, que quando menino “assistia os filmes olhando pelos buracos, porque era proibido criança entrar”, recorda. Chorão toma conta do espaço para “os procuradores do Rio e ninguém invadir. Eles de vez em quando me ligam, mas não tenho o contato de nenhum deles. Só sei que tem proposta pra reformar, pra vender...seria bom porque está muito feio isso aí”, afirma o único ocupante dos três andares do imóvel.
Pesquisa revela que em 1931 o Jandaia passou por reforma e em 3 de julho foi reinaugurado pelo proprietário João Milton Oliveira, com capacidade para 2.200 pessoas. Maior e bem iluminado, o renovado espaço cultural passou a ser chamado de Palácio dos Artistas, o único no Nordeste do País com aparelhos que permitiam a exibição sonora dos filmes. Ivone Oliveira, filha do dono, certa vez declarou emocionada que a existência do cine Jandaia se confundia com a própria história do cinema na Bahia. Ela recordou que o pai exibiu os primeiros filmes de Glauber Rocha, quando o cineasta se iniciava como diretor, todos polêmicos e censurados pelos conservadores da época.
A postura progressista de João Oliveira lhe rendeu desafetos, mas também muitas homenagens por parte de produtores e exibidores nacionais. O Jandaia se tornou o point da sociedade baiana e inovou ao permitir que as mulheres frequentassem o cinema sem pagar, mas sempre acompanhadas, atraindo os olhares masculinos enquanto desfilavam no interior da sala em seus vestidos de última moda. Quem não tinha pretendente arranjava um na porta do cine teatro para poder entrar.
Jorge Campos, comerciante dono de uma loja há 33 anos localizada em frente ao Jandaia, ainda alcançou a época de longas filas para as sessões das 13, 16 e 18 horas, do mesmo filme. “Eram imensas, ocupavam os passeios do entorno do cinema e se perdiam de vista. Era uma coisa muito boa aqui na Baixa dos Sapateiros. Mas infelizmente o tempo foi passando e as coisas boas se acabaram aqui. A gente sabe que o prédio é uma propriedade particular, nada mais sobre como ficará. Duas lojas que estavam na parte baixa do prédio, uma de confecções e outra de utilidades, fecharam devido à destruição do imóvel, que hoje representa um perigo. Pode ser que uma hora dessas aconteça uma tragédia provocada por uma chuva forte e a gente fica receoso com este problema. Esperamos que as autoridades venham olhar para este patrimônio que tem uma fachada muito bonita e pode ser recuperado”, comentou.
Com a compra dos principais cinemas de Salvador ocorrida no final da década de 70, o surgimento de salas em shoppings, e o desaparecimento do fundador e proprietário João Oliveira, o Jandaia passou para Ivone Oliveira. Ela exerceu a última administração do espaço, que apagou as luzes e saiu de cena em 1993, ao exibir a última sessão de um filme pornográfico.
O Instituto do Patrimônio Artístico Cultural da Bahia (Ipac), certa vez, em nota, levou ao conhecimento do público o motivo pelo qual o prédio não pode receber verbas para sua preservação: “São recursos que possibilitam, de fato, que o imóvel possa ser totalmente restaurado. Mas, desde que o proprietário do imóvel autorize, se interesse e tome as devidas iniciativas”, informou o órgão na oportunidade. Porém, o atual dono do Jandaia, o carioca Cláudio Valensi, declarou em 2013 que tem interesse em revitalizar o local, “mas não com o dinheiro do Estado.
Deles, eu só espero algum projeto que inclua o cinema. Até porque está muito deteriorado e, se acontece alguma coisa, o responsável sou eu”, afirmou. No mesmo ano Valensi publicou declaração na internet dizendo que “todos os contatos com o Ipac foram deflagrados por mim e não por vontade do órgão. Insisto que haja a revitalização do entorno e que a ação exclusiva do cinema não trará benefício para ninguém. Nunca pensamos em transformar o belo teatro em McDonald’s ou Igreja”, deixou bem claro.
Fonte - Tribuna da Bahia  03/11/2015