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segunda-feira, 26 de maio de 2025

O Agente Secreto ganha melhor direção e melhor ator em Cannes

Arte & Cultura  📹

“Dois gigantes brasileiros fazendo história em Cannes! Parabéns a Wagner Moura, Melhor Ator, e a Kleber Mendonça Filho, Melhor Diretor, pelo reconhecimento no maior festival de cinema do mundo! O Brasil celebra vocês! Nosso cinema vive um novo tempo”, escreveu a ministra na rede social X.

Luciano Nascimento - Agência Brasil
Ag.Brasil
O filme brasileiro O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, ganhou o prêmio de melhor direção na 78ª edição do Festival de Cannes, na França. O ator Wagner Moura, protagonista da película, também foi premiado como melhor ator. O filme de Kleber Mendonça Filho também era um dos favoritos para ganhar a Palma de Ouro, a maior premiação de Cannes, mas, quem levou foi longa Um simples Acidente, do cineasta dissidente iraniano Jafar Panahi. O Agente Secreto teve sua estreia mundial no festival, no dia 18 de maio, quando foi ovacionado com mais de 10 minutos de aplausos. Em uma rede social, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, parabenizou Kléber Mendonça e Wgner Moura, pela premiação. “Dois gigantes brasileiros fazendo história em Cannes! Parabéns a Wagner Moura, Melhor Ator, e a Kleber Mendonça Filho, Melhor Diretor, pelo reconhecimento no maior festival de cinema do mundo! O Brasil celebra vocês! Nosso cinema vive um novo tempo”, escreveu a ministra na rede social X.

Filme brasileiro vence prêmio da crítica em Cannes
Kleber Mendonça Filho também foi diretor de filmes aclamados como Aquarius (2016), que teve sua primeira exibição mundial em 2016 em Cannes, e Bacurau (2019). Ambos concorreram à Palma de Ouro. Durante a apresentação de Aquarius, a equipe do filme protestou contra o afastamento do cargo da então presidenta da República, Dilma Rousseff. Na ocasião, ao subir o tapete vermelho, Kleber Mendonça Filho, acompanhado das atrizes brasileiras Maeve Jinkings e Sônia Braga, além da atriz Barbara Colen, da produtora Emilie Lesclaux e convidados, segurava cartazes com frases como: “Um golpe de estado ocorreu no Brasil”, “Brasil vive um golpe de Estado”, “O mundo não pode aceitar um governo ilegítimo" e "54.501.118 de votos queimados!". Poucos dias antes, o Senado havia aprovado a admissibilidade do processo de impeachment de Dilma, afastando-a do cargo por até 180 dias, até que o mérito do impeachment fosse votado. Já Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, ganhou o Prêmio do Júri no Festival de Cannes de 2019. A película ficou em primeiro lugar, empatando com a produção francesa Les Misérables, de Ladj Ly. O filme de ficção se passa em um povoado no sertão, chamado Bacurau, e tem como marco a morte de uma moradora conhecida, Dona Carmelita. A partir deste episódio, a trama se desenvolve despertando eventos inesperados.

Lula parabeniza
O presidente Lula comemorou os prêmios de melhor direção e melhor ator para O Agente Secreto. O presidente da República parabenizou Kléber Mendonça Filho e Wagner Moura pelas conquistas. “Hoje é dia de sentir ainda mais orgulho de ser brasileiro. De comemorar o reconhecimento que nossa arte tem no mundo. E de curtir a felicidade de viver em um país que tem gigantes do porte de @kmendoncafilho e Wagner Moura”, escreveu o presidente, que disse ainda que as duas premiações mostram que o cinema brasileiro “não deve nada a ninguém”. “Os dois prêmios que O Agente Secreto conquistou há pouco no festival de Cannes – melhor diretor e melhor ator – mostram que o cinema de nosso país não deve nada para ninguém. E que seguiremos encantando os públicos e os críticos ao redor do planeta com filmes que mostram nosso talento, nossa cultura e capítulos importantes de nossa própria história”, concluiu Lula em seu perfil na rede social. Relacionadas
Fonte - Agência Brasil  24/05/2025

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Documentário sobre o impeachment de Dilma Rousseff é premiado no Festival de Berlim

Documentário  🎦

Dirigido pela cineasta Maria Augusta Ramos, o documentário brasileiro 'O Processo' foi um dos premiados neste sábado no 68o Festival de Cinema de Berlim. O trabalho trata do impeachment de Dilma Rousseff (PT), em 2016.

Sputnik
foto - ilustração
O filme brasileiro ficou em terceiro lugar na preferência do público entre os documentários na Panorama, a principal mostra paralela do festival alemão. O vencedor foi 'The silence of others' ('O silêncio dos outros', em tradução livre), coprodução entre americanos e espanhóis dirigida por Almudena Carracedo e Robert Bahar.
O documentário, que remonta os bastidores do afastamento de Dilma da Presidência da República, em agosto de 2016, com entrevistas e cenas das mobilizações a favor e contra o impeachment da petista. O filme defende que houve motivação política para a retirada de Dilma do poder.
'O Processo' fez a sua estreia mundial no último dia 21, justamente no Festival de Berlim, e acabou ovacionado. Antes e após o filme, muito gritos de 'Fora Temer' foram ecoados por parte do público presente. O documentário deve estrear no Brasil em junho.
Além deste documentário, o Brasil estava representado por outro dois na mostra paralela: 'Ex-pajé', de Luiz Bolognesi, e 'Bixa travesti', de Kiko Goifman e Claudia Priscila. Este último conquistou o troféu Teddy, concedido por um júri independente ao melhor filme de temática LGBT.
Já a produção gaúcha 'Tinta bruta', de Marcio Reolon e Filipe Matzenbacher, levou uma estatueta da categoria ficção.
Outro brasileiro premiado em Berlim foi o diretor cearense Karim Aïnouz, pelo documentário 'Aeroporto Central', que trata de um abrigo de refugiados instalado dentro do antigo aeroporto alemão de Tempelholf, construído na era nazista. O filme levou o prêmio na Anistia Internacional, voltado a trabalhos sobre direitos humanos.
Fonte - Sputnik  24/02/2018

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Filme de ficção científica russa ‘Atração’ será lançado no Brasil

Cinema  🎦

O filme conta a história de um OVNI (objeto voador não identificado) que cai sobre o bairro densamente povoado de Tchertanovo, em Moscou, após ser derrubado pela Força Aeroespacial da Rússia.

Ígor Rôzin - Gazeta Russa
foto - kinopoisk.ru
O blockbuster de ficção científica russo “Atração”, do diretor Fiódor Bondartchuk, será lançado em 74 países, incluindo o Brasil. A informação foi divulgada pela assessoria de imprensa da Walt Disney Studios Motion Pictures International.
O filme conta a história de um OVNI (objeto voador não identificado) que cai sobre o bairro densamente povoado de Tchertanovo, em Moscou, após ser derrubado pela Força Aeroespacial da Rússia.
A queda do objeto do espaço não só causa destruição, como muda a visão de vida além da Terra e força a humanidade a questionar a civilização existente.
“O filme já foi lançado e bem recebido na Letônia, na Estônia e no Vietnã”, disseram os assessores. Com venda dos direitos de distribuição com as empresas Conquest Filmes (América Latina) e R.D. FILMS (Índia), o longa será exibido em 200 cinemas no México e no Brasil, além das salas em outros países da região.
“O diretor Fiódor Bondartchuk fez um filme que mostra problemas sociais básicos e com apelo para o público contemporâneo”, diz Rubens Aranha, diretor da Conquest Filmes. “Estamos ansiosos para o lançamento do filme na América Latina e estamos discutindo uma parceria maior com a Art Pictures Studio.”
Assim como na Rússia e na CEI, “Atração” foi lançado na China em 26 de janeiro, e sua distribuição para países de língua inglesa está sendo negociada.
A data de lançamento em salas brasileiras ainda não foi confirmada. :
Fonte - Gazeta Russa  12/02/2017


Longa traz reflexão da humanidade após queda de OVNI em Moscou. Veja abaixo o trailer (em russo)

             

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Programação cultural no Palacete das Artes em Salvador valoriza manifestações artísticas pré-tropicalistas

Arte&Cultura  🎦

A programação, chamada de 'Sopa de Maria', integra as ações do projeto 'Tropicália: Régua e Compasso', que promove diferentes eventos culturais acerca do que foi o momento efervescência cultural que precedeu o surgimento do movimento que comemora 50 anos neste ano.

Da Redação
foto -  Amanda Oliveira/GOVBA
No agradável ambiente da área externa do Palacete das Artes, no bairro da Graça, em Salvador, amantes da sétima arte debateram, no final da tarde desta terça-feira (24), temas como o cinema baiano e o contexto cinematográfico da Bahia na década de 60. A programação, chamada de 'Sopa de Maria', integra as ações do projeto 'Tropicália: Régua e Compasso', que promove diferentes eventos culturais acerca do que foi o momento efervescência cultural que precedeu o surgimento do movimento que comemora 50 anos neste ano. As atividades acontecem gratuitamente ao longo da semana, sempre às 17h, e ainda conta com uma exposição temporária na Sala Contemporânea Mario Cravo Jr, com acesso livre.
O projeto é resultado de uma parceria entre a Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac) e a Fundação Pedro Calmon (FPC), entidades vinculadas à Secretaria de Cultura do Estado (Secult). Até o final de março, diversas atividades serão realizadas quase que diariamente no palacete. Segundo a diretora da Funceb, Fernanda Tourinho, esta é uma forma de utilizar os acervos para promover a discussão entre jovens e pessoas que viveram este período. “A programação foi pensada também no intuito dos jovens conhecerem aquilo que passou e relacionarem com a arte de hoje. Se temos uma arte engajada, se tem elementos de outros momentos históricos, se conversa com o território. É um espaço para bater um papo com essa juventude”.

Sopa de Maria
Às terças-feiras, além do debate sobre o cinema baiano da década de 60, o público que vai ao Palacete das Artes ainda contribui cortando os vegetais que são utilizados para a sopa, servida ao final do evento, e que é feita no pátio mesmo. Uma referência aos encontros artísticos realizados na casa da atriz Maria Moniz, que também esteve no evento nessa terça. “O que começou com uma reunião depois de ensaios de uma peça que íamos apresentar, se transformou num encontro marcado, freqüentado por vários artistas como Caetano [Veloso], [ilberto] Gil, Maria Bethânia, Gal Costa e tantos outros. Como ficávamos até tarde bebendo, cantando, recitando poesias, eu servia uma sopa, já de madrugada, quando já estávamos com fome”, afrimou Maria Moniz.
Além da sopa, todas as terças-feiras, figuras importantes da cinematografia e críticos da sétima arte são convidados para contar as próprias experiências. No evento deste dia 24, com a mediação de Bertrand Duarte, diretor da Diretoria de Audiovisual (Dimas) da Funceb, o cineasta, crítico de cinema e dramaturgo José Umberto Dias, o diretor de cinema e membro da Academia de Letras e Artes de Salvador, Oscar Santana, além do também cineasta baiano, músico e jornalista Jorge Alfredo colocaram suas experiências e considerações sobre o tema.

Exposição
Até o final de março e integrando as atividades do projeto, a exposição 'Tropicália: Régua e Compasso (A Bahia Cultural Pré-Tropicalista)', na Sala Contemporânea Mario Cravo Jr, reúne peças de acervos museológicos baianos, como obras de Lina Bo Bardi, Smetak, Rudzka, Carybé, Juarez Paraíso, Lênio Braga, Jenner Augusto, Verger e acervo de Lia e Silvio Robatto. Além delas, estão incluídos vídeos e documentos dos anos que precederam a Tropicália.
Com informações da Secom Ba.  25/01/2017

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Até quando eles irão resistir???????????

Centro Histórico/Salvador

A cidade que não cuida,não resgata e não protege a sua história,perde a sua referência,sua identidade,enfraquece os seus laços culturais,e torna-se apenas um vulto ao longo do tempo

A.Luis
foto - Pregopontocom
Por quanto tempo será que eles conseguirão resistir?...E por quanto tempo conseguirão vencer o próprio tempo....tempo,tempo,tempo,tempo......Porque abandonados e relegados ao esquecimento teimam tanto em resistir?....da onde vem essa força que luta contra o tempo apesar do desgaste e da ação destruidora do próprio tempo?.....A um bom tempo,de espaço e glorias,reinaram soberanos,um subia e descia,transportando o povo entre a Baixa dos Sapateiros e a Cidade Baixa,o outro ali pertinho,dava asas a cultura,a dramaturgia,a musica e a Sétima Arte.

foto - ilustração/ Mov.Salve o Cine Jandaia
Por eles tantos passaram,pessoas,artistas e histórias....nas balanças,nos palcos,nas telas e no majestoso salão.Como e porque continuam abandonados a própria sorte,se ambos foram protagonistas e fazem parte da história da nossa cidade,monumentos abandonados e esquecidos que lentamente vão sendo apagados pelo tempo,tempo que em algum tempo já foi tão generoso com eles.A história não se abandona,não se pode simplesmente fazer de conta que ela nunca existiu,ainda que em ruínas,ela está ai  presente,clamando por ajuda,resistindo o quanto e com pode,para que possa continuar ao lado do tempo,contando o tempo,narrando o tempo e a história,história do nosso povo,da nossa cultura,da nossa cidade.Porque esquecer e desprezar tanto dois marcos significativos da história de nossa Salvador?...Salvem o Cine Jandaia....salvem o Elevador do Taboão.
Pregopontocom  29/09/2016

foto - ilustração/ Mov.Salve o Cine Jandaia

VEJA TAMBÉM  
O Centro Histórico de Salvador não é um apêndice da cidade,é o coração dela

vamos salvar salvador

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Programação especial comemora 32 anos do Cine Teatro Solar Boa Vista em Salvador

Arte&Cultura

O Cine Teatro Solar Boa Vista, no bairro do Engenho Velho de Brotas, em Salvador terá uma programação especial gratuita para celebrar os 32 anos do espaço administrado pela Secretaria de Cultura do Estado (Secult).Iniciativa será realizada por meio do projeto ‘Julho #SouMaisSolar’, que começa no próximo domingo (3),a partir das 13h.

Da Redação
Foto - Alex Oliveira/Secom
Uma programação especial gratuita, com diversas atividades culturais para agradar o público de todas as idades, ocupa o Cine Teatro Solar Boa Vista, no bairro do Engenho Velho de Brotas, em Salvador, para celebrar os 32 anos do espaço administrado pela Secretaria de Cultura do Estado (Secult). Iniciativa será realizada por meio do projeto ‘Julho #SouMaisSolar’, que começa no próximo domingo (3), quando, a partir das 13h, acontecem as Audições Ne Kpop Dance Contest 2016 – A Team.
O encontro promove ações culturais e workshop sobre dança e música pop asiática. O projeto também leva para ao Solar o Bando Teatro Olodum e o espetáculo da Cia de Teatro Solidários de Brotas ‘Denzichi’, com a proposta de conscientizar o público no combate ao mosquito Aedes aegypti. “A ideia da comemoração deste ano é aproximar ainda mais o espaço da comunidade que o cerca, movimentando o Solar e trazendo serviços de qualidade para os moradores do Engenho Velho de Brotas”, ressalta o coordenador do Cine Teatro, Vinicius Lima. A programação completa está disponível no blog do Solar Boa Vista. Outras informações também podem ser obtidas pelo telefone (71) 3116-2000.

Espaços Culturais
A Secult mantém 17 espaços culturais, administrados pela Diretoria de Espaços Culturais (DEC) e localizados em diversos territórios de identidade. Destes, cinco funcionam em Salvador – Cine Teatro Solar Boa Vista, Espaço Xisto Bahia, Casa da Música de Itapuã, Centro de Cultura de Plataforma e Espaço Cultural Alagados – e 12 nos municípios de Alagoinhas, Feira de Santana, Guanambi, Itabuna, Jequié, Juazeiro, Lauro de Freitas, Mutuípe, Porto Seguro, Santo Amaro,Valença e Vitória da Conquista. Mais informações estão disponíveis na internet ou podem ser obtidas pelo telefone 71 3116-2000.
Com informações da Secom Ba.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Praça das Artes no Pelourinho pode ganhar espaço de cinema e vídeo

Arte&Cultura

“Para começar algumas atividades necessitamos apenas da pintura e do condicionamento do ar”, adianta o coordenador-geral da TV Pelourinho, Alex Maia. Segundo o diretor-geral do Ipac, João Carlos de Oliveira, o instituto estava com um antigo cinema de pequeno porte subutilizado, que poderá abrigar atividades da emissora.

Da Redação
foto - Lazaro Menezes/Secom
A Praça das Artes, localizada no Pelourinho, entre a Rua Gregório de Mattos e a Baixa dos Sapateiros (Avenida JJ Seabra), no Centro Histórico de Salvador (CHS), pode ganhar um espaço para ações sociais de cinema e vídeo voltada para jovens. A TV Pelourinho e o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), vinculado à Secretaria de Cultura do Estado (Secult), estão construindo parceria para dinamizar uma antiga sala de cinema existente na praça.
“Para começar algumas atividades necessitamos apenas da pintura e do condicionamento do ar”, adianta o coordenador-geral da TV Pelourinho, Alex Maia. Segundo o diretor-geral do Ipac, João Carlos de Oliveira, o instituto estava com um antigo cinema de pequeno porte subutilizado, que poderá abrigar atividades da emissora.
A expectativa é que a ocupação do espaço já comece neste primeiro semestre para atividades educativas de vídeo e cinema. Em contrapartida, a TV Pelourinho oferecerá vagas gratuitas para jovens sem condições socioeconômicas de arcar com cursos semelhantes. Uma das ideias para dinamizar a parceria é inscrever a reforma do local e o projeto de ação em editais do governo federal.

Acessibilidade
Há cerca de 15 anos funcionou no espaço um cinema 180°. O local dispõe de hall com portas e janelas, sanitários em boas condições, estacionamento ao lado, com 200 vagas para carro e 40 para moto, além de segurança patrimonial do Ipac e rampas de acessibilidade, como explica Oliveira.
Equipes da TV Pelourinho e Ipac já vistoriaram o local. Do Instituto participaram o diretor e a coordenadora de Editais, Ana Coelho. Da TV, o coordenador Alex Maia, o diretor-administrativo Elismar Lima, o cinegrafista Ramon Silva e a produtora Kinda Rodrigues. A TV Pelourinho foi idealizada pela ONG Ação Pela Cidadania para trabalhar ações artísticas e sociais. Aulas de audiovisual, computação gráfica, web design, TV e cinema são algumas das atividades.

Imóveis
foto - Jefferson Vieira/Secom

O Ipac coordena a política estadual de proteção ao patrimônio cultural. Agora, segundo o diretor, elabora um plano de ocupação de imóveis no CHS. “Precisamos ocupar os imóveis com planejamento adequado, dando uso aos espaços ociosos degradados, para que sejam restaurados, ocupados e com novas atividades em benefício ao bairro e da população”.
O órgão mantém sob a sua responsabilidade 226 imóveis na zona tombada do Centro Histórico, que corresponde apenas a cerca de 2% do total existente nessa região. O restante de 98% são propriedade de órgãos e secretarias da Prefeitura de Salvador, do governo estadual, de privados e de irmandades e ordens religiosas da Igreja Católica. Mais informações estão disponíveis no site do Ipac. - http://www.ipac.ba.gov.br/ -
Com informações da Secom Ba.  18/02/2016

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Cine Jandaia o cenário do abandono

Centro Histórico/Salvador

Cine Teatro Jandaia, localizado à Rua José Joaquim Seabra, 357, foi uma das mais importantes salas de espetáculos de Salvador e do Brasil durante décadas,abandonado há mais de 20 anos,encontra-se em ruínas e ameaçado de desabar.

Por Nelson Rocha Publicada - TB
foto - ilustração
Na memória dos que na década de 60 frequentavam o Cine Teatro Jandaia, localizado à Rua José Joaquim Seabra, 357, uma das mais importantes salas de espetáculos de Salvador e do Brasil durante décadas, ainda passa um filme.”Eu assisti aí Roberto Carlos em Ritmo de Aventura. Foi casa cheia. A rapaziada lotou o cinema”, diz Roque Viana, 63, nascido na Rua Alfredo Brito, no Pelourinho, à época cambista que vendia ingressos na tradicional Baixa dos Sapateiros para uma plateia cativa das sessões da tarde do Cine Jandaia, há mais de duas décadas abandonado, em ruínas, ameaçando de desabar.
“De 68 até 74 isso aí era cheio. Foi a fase áurea do Jandaia, que era uma das melhores opções de lazer da cidade, antes do Teatro Castro Alves. Eu era garoto quando assisti também A Galinha dos Ovos de Ouro, um filme educativo. Os professores do colégio que eu estudava foi que nos trouxe”, recorda Roque, que durante algum tempo trocou revistas em quadrinhos e figurinhas dos álbuns da Copa do Mundo de 1970 na porta do então templo da sétima arte e não só.
“Era uma prática comum na época entre os frequentadores dos cinemas da cidade. Eu guardava os carros dos brancos no Tupi”, diz referindo-se ao outro cinema, localizado na mesma rua, que também tinha o Cine Pax. “O Jandaia passou a exibir filmes de karatê e no início da década de 80, com os filmes de sexo explícito, entrou em decadência”, relatou enquanto lançava um olhar de lamento sobre o que resta do imóvel, um exemplar de arquitetura décor que emoldurou apresentações de estrelas da música como Carmen Miranda, Cauby Peixoto, Vicente Celestino, Lamartine Babo, e do Teatro, como Procópio Ferreira, da literatura- há registros da passagem do poeta chileno Pablo Neruda -, entre outros.
Maria Madalena de Jesus, 67, chegou de Rio Real há 32 anos para instalar um pequeno comércio informal do outro lado da rua, diante do cinema. “Isso aí ainda funcionava direitinho. Depois foi caindo, caindo e está assim hoje, abandonado”, também lamenta dona Maria, que só entrou no cinema uma única vez, mas não se lembra do filme que assistiu. “Gostaria de ver o Jandaia reformado pra ver se a Baixa dos Sapateiros melhorava.Tem muito prédio velho por aqui caindo aos pedaços”, alerta, afirmando não saber que o cinema foi inaugurado em 9 de março de 1911, exibindo filmes mudos, e que por trás das paredes que ainda sustentam um telhado que desaba um pouco toda vez que chove forte na cidade, aconteceram momentos inesquecíveis para muitas plateias que aplaudiram espetáculos líricos, companhias nacionais, internacionais e inúmeros filmes clássicos.
Uma foto do ensaio do fotógrafo Timóteo Lopes com a modelo Elvira Bono ganhou as redes sociais e chama a atenção por ter sido feita entre os escombros do antigo cinema. Na internet também circula um movimento em defesa da recuperação do prédio que deve ser abraçado neste dia 5 de novembro,numa atitude símbolo de grupos interessados em ver o espaço reaproveitado. “Nós gostaríamos que o Jandaia voltasse a ser um cinema popular, de baixo custo. O tempo de glamour do cine teatro está no passado. Hoje o local é de difícil acesso, sem estacionamento, inseguro. A nossa proposta foi encaminhada ao governo do estado em 2011, que disse sim, mas não avançou”, comentou Solange Lima, assistente de direção do documentário Cine Jandaia, dirigido por Alex Maia, um dos que expõe o drama real do espaço abandonado, na rede internacional de computadores.
Apesar de não estar localizado em área tombada pela Unesco em 1985 como Patrimônio da Humanidade, o cine Jandaia foi apontado pelo Plano de Reabilitação Participativo do Centro Antigo de Salvador como necessário de revitalização para fomentar a atividade econômico no seu entorno.
Hoje o Jandaia é apenas ocupado pelo metalúrgico Valdemir Nascimento Costa, natural de Ipirá, conhecido por Chorão, 39, que quando menino “assistia os filmes olhando pelos buracos, porque era proibido criança entrar”, recorda. Chorão toma conta do espaço para “os procuradores do Rio e ninguém invadir. Eles de vez em quando me ligam, mas não tenho o contato de nenhum deles. Só sei que tem proposta pra reformar, pra vender...seria bom porque está muito feio isso aí”, afirma o único ocupante dos três andares do imóvel.
Pesquisa revela que em 1931 o Jandaia passou por reforma e em 3 de julho foi reinaugurado pelo proprietário João Milton Oliveira, com capacidade para 2.200 pessoas. Maior e bem iluminado, o renovado espaço cultural passou a ser chamado de Palácio dos Artistas, o único no Nordeste do País com aparelhos que permitiam a exibição sonora dos filmes. Ivone Oliveira, filha do dono, certa vez declarou emocionada que a existência do cine Jandaia se confundia com a própria história do cinema na Bahia. Ela recordou que o pai exibiu os primeiros filmes de Glauber Rocha, quando o cineasta se iniciava como diretor, todos polêmicos e censurados pelos conservadores da época.
A postura progressista de João Oliveira lhe rendeu desafetos, mas também muitas homenagens por parte de produtores e exibidores nacionais. O Jandaia se tornou o point da sociedade baiana e inovou ao permitir que as mulheres frequentassem o cinema sem pagar, mas sempre acompanhadas, atraindo os olhares masculinos enquanto desfilavam no interior da sala em seus vestidos de última moda. Quem não tinha pretendente arranjava um na porta do cine teatro para poder entrar.
Jorge Campos, comerciante dono de uma loja há 33 anos localizada em frente ao Jandaia, ainda alcançou a época de longas filas para as sessões das 13, 16 e 18 horas, do mesmo filme. “Eram imensas, ocupavam os passeios do entorno do cinema e se perdiam de vista. Era uma coisa muito boa aqui na Baixa dos Sapateiros. Mas infelizmente o tempo foi passando e as coisas boas se acabaram aqui. A gente sabe que o prédio é uma propriedade particular, nada mais sobre como ficará. Duas lojas que estavam na parte baixa do prédio, uma de confecções e outra de utilidades, fecharam devido à destruição do imóvel, que hoje representa um perigo. Pode ser que uma hora dessas aconteça uma tragédia provocada por uma chuva forte e a gente fica receoso com este problema. Esperamos que as autoridades venham olhar para este patrimônio que tem uma fachada muito bonita e pode ser recuperado”, comentou.
Com a compra dos principais cinemas de Salvador ocorrida no final da década de 70, o surgimento de salas em shoppings, e o desaparecimento do fundador e proprietário João Oliveira, o Jandaia passou para Ivone Oliveira. Ela exerceu a última administração do espaço, que apagou as luzes e saiu de cena em 1993, ao exibir a última sessão de um filme pornográfico.
O Instituto do Patrimônio Artístico Cultural da Bahia (Ipac), certa vez, em nota, levou ao conhecimento do público o motivo pelo qual o prédio não pode receber verbas para sua preservação: “São recursos que possibilitam, de fato, que o imóvel possa ser totalmente restaurado. Mas, desde que o proprietário do imóvel autorize, se interesse e tome as devidas iniciativas”, informou o órgão na oportunidade. Porém, o atual dono do Jandaia, o carioca Cláudio Valensi, declarou em 2013 que tem interesse em revitalizar o local, “mas não com o dinheiro do Estado.
Deles, eu só espero algum projeto que inclua o cinema. Até porque está muito deteriorado e, se acontece alguma coisa, o responsável sou eu”, afirmou. No mesmo ano Valensi publicou declaração na internet dizendo que “todos os contatos com o Ipac foram deflagrados por mim e não por vontade do órgão. Insisto que haja a revitalização do entorno e que a ação exclusiva do cinema não trará benefício para ninguém. Nunca pensamos em transformar o belo teatro em McDonald’s ou Igreja”, deixou bem claro.
Fonte - Tribuna da Bahia  03/11/2015

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

CCR Metrô Bahia oferece sessões gratuitas de cinema

Arte&Cultura

A sala itinerante será montada no Passeio Público,nos dias 10, 11 e 12 de outubro,na área externa do Palácio da Aclamação, na Avenida Sete de Setembro, s/nº, e conta com estrutura similar à de uma sala convencional. São 225 lugares, cadeiras com almofadas, ar condicionado, tela de 26m2, sistema de som e projeção digital 2D e 3D.

ANPTrilhos
foto - ilustração/Pregopontocom
A CCR Metrô Bahia traz para Salvador, a partir de sábado (10),o projeto “Cine em Cena Brasil”. Nos dias 10, 11 e 12 de outubro, serão realizadas sessões gratuitas de filmes nacionais e internacionais para o público de todas as idades, que poderão desfrutar de uma programação especial com títulos em 3D.
A sala itinerante será montada no Passeio Público, na área externa do Palácio da Aclamação, na Avenida Sete de Setembro, s/nº, e conta com estrutura similar à de uma sala convencional. São 225 lugares, cadeiras com almofadas, ar condicionado, tela de 26m2, sistema de som e projeção digital 2D e 3D.
Entre os filmes em cartaz estão: “SOS Mulheres ao Mar”, de Cris D’Amato, “Se Puder…Dirija!”, de Paulo Fontenelle, e as animações em 3D “Rio 2” e “Os Pinguins de Madagascar”, com classificação livre.
É a primeira vez que o “Cine em Cena Brasil” será realizado em Salvador. A iniciativa tem patrocínio da CCR Metrô Bahia, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet, e apoio do Instituto CCR e Prefeitura Municipal de Salvador.
A dupla de produtores José Carlos da Silva e Edson Souza lidera o “Cine em Cena Brasil”, que renova a proposta de cinema itinerante criada pelos cineastas Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi (Bicho de Sete Cabeças, Chega de Saudade, As Melhores Coisas do Mundo e Uma História de Amor e Fúria).
Por meio do projeto Cine Tela Brasil, a trupe percorreu o país de ponta a ponta e levou filmes brasileiros a mais de um milhão de espectadores. Desde 2014, os produtores assumiram a operação do tradicional Cine Tela Brasil, dando nova identidade ao projeto e inovando com a inclusão da tecnologia 3D.
Com informações da ANPTrilhos 08/10/2015

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Festival de Documentários de Cachoeira é opção para feriado

Cultura

A mostra competitiva, que este ano recebeu mais de 300 trabalhos, começou na quarta-feira (2). Vinte e um trabalhos foram escolhidos para participar da premiação. “O grande número de inscritos mostra como o festival vem crescendo e consolidando seu espaço no calendário nacional”, diz Leonardo Costa, um dos sócios da Ritos Produções, que promove o evento em parceria com o curso de Cinema da UFRB.

Secom
foto - Gabriel Teixeira/Secom
Reunindo trabalhos de cineastas nacionais e estrangeiros, o VI Festival de Documentários de Cachoeira (CachoeiraDoc) é uma ótima opção para este fim de semana. O evento, que tem o apoio do Fundo de Cultura do Governo do Estado, conta com uma mostra competitiva e outras quatro temáticas, além de debates e apresentações musicais. As atividades seguem até segunda-feira (7) e acontecem no Cine Theatro Cachoeirano e no Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo (UFRB), uma dos realizadores do evento.
A mostra competitiva, que este ano recebeu mais de 300 trabalhos, começou na quarta-feira (2). Vinte e um trabalhos foram escolhidos para participar da premiação. “O grande número de inscritos mostra como o festival vem crescendo e consolidando seu espaço no calendário nacional”, diz Leonardo Costa, um dos sócios da Ritos Produções, que promove o evento em parceria com o curso de Cinema da UFRB.
Na programação da mostra competitiva estão 13 curtas-metragens e oito médias e longas. Entre os selecionados concorrem os baianos ‘A loucura entre nós’ (Bahia, 2015, 78 min.), de Fernanda Vareille, ‘Ana’ (Bahia, 2015, 20 min.), de Camila Camila, ‘Eu, travesti?’ (Bahia, 2014, 4 min.), de Leandro Rodrigues, e ‘O mar, a mata e a humanidade’ (Bahia, 2015, 6 min.), do Coletivo Cinema e Sal.

Mostras temáticas
Um das mostras temáticas é 'Soy Cine', cujo foco é a produção recente de cineastas que atuam em Cuba. Outra é 'Perspectivas do Espaço e Imersões Sensoriais', fruto do laboratório experimental da Universidade de Harvard (EUA). As demais são a 'Mostra do Cinema na Real', em parceria com as escolas públicas de Cachoeira, e 'Clássicos do Real', que homenageia o cineasta baiano Guido Araújo.
Desde sua primeira edição, o CachoeiraDoc conta com recursos do Fundo de Cultura, mecanismo da Secretaria de Cultura do Estado (Secult) e da Secretaria da Fazenda (Sefaz). “Nos primeiros anos, participamos de editais avulsos, mas para as três últimos edições conseguimos o edital para eventos culturais calendarizados. Este ano, o recurso proveniente do fundo foi de R$ 180 mil, usados tanto para a realização do festival propriamente dita, como para passagens e estadia dos participantes convidados”, enfatiza Leonardo Costa. Mais informações sobre a programação no site do festival.
Fonte - Secom Ba.  04/09/2015

domingo, 6 de julho de 2014

Mulheres negras estão fora do cinema nacional,revela pesquisa

Cultura

Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) mostra que pretas e pardas não figuraram nos filmes nacionais de maior bilheteria. Apesar de ser a maior parte da população feminina do país (51,7%), as negras apareceram em menos de dois a cada dez longas metragens entre os anos de 2002 e 2012.

Isabela Vieira 
Repórter da Agência Brasil

As mulheres negras* não estão nas telas de cinema, nem atrás das câmeras. Pesquisa da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) mostra que pretas e pardas não figuraram nos filmes nacionais de maior bilheteria. Apesar de ser a maior parte da população feminina do país (51,7%), as negras apareceram em menos de dois a cada dez longas metragens entre os anos de 2002 e 2012. Além disso, atrizes pretas e pardas representaram apenas 4,4% do elenco principal de filmes nacionais. Nesse período, nenhum dos mais de 218 filmes nacionais de maior bilheteria teve uma mulher negra na direção ou como roteirista.
Coordenada pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp) da Uerj, um dos mais renomados centros de estudos de ciência política na América Latina, a pesquisa A Cara do Cinema Nacional sugere que as produções para as telonas não refletem a realidade do país, uma vez que 53% dos brasileiros se autodeclaram pretos ou pardos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O prejuízo, na avaliação das autoras do estudo, é a influência de determinados valores sobre a audiência.
“Pelos dados, a população brasileira é diversa, mas essa diversidade não se transpõe para ambientes de poder e com maior visibilidade”, disse uma das autoras, a mestranda Marcia Rangel Candido. Ela acrescenta que, além da “total exclusão” nos cargos técnicos, a representação no elenco está limitada a estereótipos associadas à pobreza e à criminalidade. “As mulheres brancas exercem vários tipo de emprego, são de várias classes sociais, a diversidade é maior”, destaca.
A doutoranda Verônica Tofte, coautora da pesquisa, diz que a baixa representatividade de mulheres em postos mais altos do cinema - elas ocupam 14% dos cargos de direção e 26% dos postos de roteiristas entre os filmes mais vistos -, além da invisibilidade das negras no elenco, são distorções da sociedade. “A ausência de mulheres, principalmente as negras, nesses papéis gera baixa representação e reproduz uma visão irreal do Brasil.” De acordo com a pesquisa, nenhuma das diretoras ou das roteiristas entre os filmes pesquisados era negra.
Para chegar ao perfil racial, a pesquisa comparou imagens de 939 atores, 412 roteiristas e 226 diretores de filmes, excluindo documentários e filmes infantis. “Usamos um modelo de identificação em que o pesquisador é que define o grupo racial ao qual pertence o sujeito”, esclareceu Marcia. Na classificação, para a comparação, foi utilizada uma escala de fotos de oito indivíduos, do mais branco para o mais preto, estabelecida em trabalhos científicos anteriores.
A lista dos filmes mais vistos no período é da Agência Nacional do Cinema (Ancine), organização que, na avaliação do premiado cineasta negro Joel Zito Araújo, deveria ter um papel ativo na promoção da diversidade no audiovisual. Ao avaliar a pesquisa do Iesp, ele disse que a agência precisa atuar. “Somente quem governa, que tem poder de criar políticas públicas, é que pode criar paradigmas para a nação e resolver essa profunda distorção”, disse.
Apesar de ter a função de fomentar e regular o setor, procurada, a Ancine informou que “não opina sobre conteúdo dos filmes, elenco ou qualquer coisa do tipo”.
* Convencionou-se chamar negros a soma dos grupos populacionais preto e pardo, seguindo classificação do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).
Fonte - Agência Brasil  06/07/2014

sábado, 5 de janeiro de 2013

A PROVA DO CRIME - Como mataram as nossas FERROVIAS

Transportes sobre trilhos

Informação ou Incompetência? Com um título tão sem sentido e coerência quanto o que sustenta o pavilhão nacional, o vídeo foi criado, idealizado, encomendado, forjado e esculpido (ou será cuspido?) a mais de cinco décadas, provavelmente, imagino, pelos pais daqueles que no meio da década de noventa terminaram por destruir por completo a RFFSA.





Texto - Anderson Nascimento com trechos de Plínio Corrêa de Oliveira
Assistimos a um vídeo de1962, do Ministério da Educação e Cultura que através do Instituto Nacional de Cinema Educativo nos apresentou esta produção tão “singela” e curiosa cujo título: “Condenados pelo Progresso” nos é bastante peculiar quando o assunto é ferrovia, aliás, o vídeo, apesar de antigo, provavelmente foi bastante utilizado até os anos 90. Com tomadas de uma localidade isolada, tenta convencer seu público alvo do abandono ferroviário consciente e realizado para melhorar a vida da população, realmente curioso. Não menos traumático, é a narrativa que vem “explicar” o tal abandono consciente. Com um título tão sem sentido e coerência quanto o que sustenta o pavilhão nacional, o vídeo foi criado, idealizado, encomendado, forjado e esculpido (ou será cuspido?) a mais de cinco décadas, provavelmente, imagino, pelos pais daqueles que no meio da década de noventa terminaram por destruir por completo a RFFSA. É claro que tudo em favor do PROGRESSO tão “perseguido” por estas terras. Não é difícil imaginar que a baixa qualidade das informações e o modo simplificado da apresentação dos fatos relatados na produção, não levou em conta, que em algum momento, qualquer um que viesse a assistir tal vídeo pudesse ter a capacidade de percepção / entendimento de que tudo foi feito para induzir a opinião. Absolutamente!
Na verdade, tinham a absoluta certeza que os cidadãos desse país, infelizmente, em sua maioria, idiotizados e incapazes de criticar coisa alguma, mesmo sendo algo tão explicitamente medíocre, passariam a acreditar e tomar o relato como verdade. Não é preciso ser perito em transportes, logística ou qualquer outra coisa para perceber que o vídeo em questão está desenhado para induzir a opinião alheia, o que convenhamos não é muito difícil pelo nosso país afora e até mesmo pelo mundo. Atualmente, vivemos a era da informação, tudo em tempo real, no entanto, a quantidade de informação é tão grande que muitos, a maioria, não as interpreta, analisa ou reflete, entretanto, tira conclusões! Erro fatal. A informação é como uma refeição, deve ser “cheirada”, “provada”, “mastigada” (várias vezes), “digerida”, para só depois ser “absorvida”. 
Porém, para a tristeza dessa nação, quase ninguém mais faz isso, deve ser um efeito colateral do tal progresso. Atualmente, alguns de nós, sabemos que abdicar das ferrovias foi um equívoco que trouxe um atraso histórico a este país em desenvolvimento, pelo menos dizem que está se desenvolvendo, e este é um ponto crucial, apenas alguns sabem e apenas alguns lutam por isso. A sensação do caótico nos assalta a cada passo da vida cotidiana. Corriqueiramente vemos pessoas cujo procedimento de hoje está em completa e absoluta contradição com o de ontem, e certamente se tornará contraditório com o de amanhã. Indivíduos, em uma mesma frase, apresentam convicções que a lógica aponta como incompatíveis uma com a outra. É raríssimo encontrarmos pessoas que, ao longo de tudo quanto pensam, dizem e fazem, se manifestam coerentes com alguns tantos princípios fundamentais. Apreciando tal quadro, tais indivíduos podem ser divididos em três grupos principais:
a) Uns – os menos numerosos – compreendem, admiram e aplaudem a coerência. Por isto, estigmatizam o ilogismo ambiente e lhe imputam os piores frutos presentes e futuros;
b) Outros fecham os olhos para o fato e, quando este lhes entra pelos olhos adentro, procuram justificá-lo: a contradição seria, segundo eles, a ruptura necessária do equilíbrio ideológico de outras eras, o efeito típico do tumultuar fecundo das épocas de transição; por isto, ela não produz desastres senão na epiderme da realidade, e tem de ser vista, em última análise, com benigna e sorridente indulgência. O grupo de indivíduos que pensa deste modo já foi maior, mas com os acontecimentos decorrentes de tal comportamento, vão rareando os que conseguem sustentar a despreocupação risonha e benigna de outrora;
c) Nosso terceiro grupo, é também o mais numeroso, são aqueles indivíduos que suspiram diante da contradição caótica de nossos dias, aturdem-se... mas não passam disso. Mudar de posição lhes parece impossível. Pois se a contradição os assusta, por outro lado, implicam, do mais fundo de sua alma, com a coerência. Eles gostariam de prolongar, contra ventos e marés, seu mundo agonizante que resulta do “equilíbrio” de idéias contraditórias, as quais se “moderam” umas às outras em amável coexistência. E como, para esse grupo, as idéias são feitas para pairar no ar, sem relação com a realidade, não há, segundo eles, o menor risco de que esse “equilíbrio” de contradições venha a se romper algum dia com prejuízo para a pacata e boa ordenação dos fatos. Este grupo vive sobre constante terror: de um lado, o caos que lhe entra como um tufão pela casa e pela vida adentro, e de outro lado uma coerência que lhe parece correta no plano da lógica, mas espetada, desalmada, e numa palavra, desumana. Estarrecidos, diante da opção, os indivíduos deste grupo param. E ficam a suspirar, de braços cruzados, na espera obstinada de alguma coisa que faça cessar o caos, sem que se tenha que implantar o reinado da coerência.Para concluir, produções como esta são construídas em escala quase industrial para todas as áreas e situações, basicamente, para os indivíduos do terceiro grupo. Nosso caos ferroviário é um exemplo clássico da inércia de indivíduos incapazes de sair de sua “zona de conforto” para, pelo menos, questionar as atitudes e os atos que foram cometidos contra um patrimônio que era de todos. Hoje carregamos o fardo do abandono às ferrovias que pôs em xeque todos aqueles que levantaram a bandeira da destruição das mesmas, mas ainda convivemos com a mais completa omissão de uma sociedade incapaz de observar os prejuízos que a cerca.
Fonte - CFW SUL DE MINAS  05/01/2013

Comentário  Pregopontocom 

É muito triste a comprovação da ignorância,do corporativismo,e do oportunismo,que impregnaram nossos  antigos e até alguns recentes gestores (extremamente rodoviaristas),que ao longo de muito tempo olharam para as nossas ferrovias de maneira tosca,considerando-as como um enorme trambolho,um estorvo que apenas servia para atrapalhar o dito "progresso" do nosso pais...Mais que progresso????? A que custo????????


VEJA MAIS - Algumas informações técnicas sobre o FILME e o seu momento em que foi produzido (1964).