UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quarta-feira, 22 de junho de 2016

Falha elétrica causa tumulto no metrô de Brasília

Transportes sobre trilhos

O trecho fica a cerca de 14 quilômetros da região central de Brasília, tendo como referência a Rodoviária do Plano Piloto.Em nota, o metrô informou que,com a falha,alguns passageiros acionaram o botão de emergência ocasionando pânico. Muitos deles quebraram vidros e desceram dos carros do metrô. 

Da Agência Brasil
foto - ilustração/Arquivo
Um trem da Companhia Metropolitana do Distrito Federal (Metrô-DF) apresentou hoje (22), no início da manhã, uma falha elétrica entre as estações de Arniqueiras,que fica na região administrativa de Águas Claras,e Guará,que fica na região administrativa Guará.A falha provocou o desligamento da energia, não oferecendo riscos aos usuários.
O trecho fica a cerca de 14 quilômetros da região central de Brasília, tendo como referência a Rodoviária do Plano Piloto.
Em nota, o metrô informou que, com a falha, alguns passageiros acionaram o botão de emergência ocasionando pânico.Muitos deles quebraram vidros e desceram dos carros do metrô.A companhia precisou desligar a energia de todas as vias como medida de segurança para evitar acidentes.O metrô informou que não houve incêndio – apenas fumaça – e que não há registro de feridos.
Os passageiros foram retirados das vias pela segurança do metrô,e os trens voltaram a circular às 9h30.
Fonte - Agência Brasil  22/06/2016

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

PANE NO METRÔ PAULISTA E NA MÍDIA

Metrô de SP

Jornais não vinculam a pane a problemas de manutenção do Metrô, cujos técnicos estão sendo obrigados a fazer “gambiarras”, porque os contratos foram suspensos em função do escândalo das licitações fraudulentas

Luciano Martins Costa
Observatório da Imprensa
A Folha de S. Paulo agasalhou uma história que 
poderia muito bem ser escrita pela assessoria do Metrô
(http://www.flickr.com/photos/leomsantos/)
O metrô de São Paulo é tema do noticiário novamente, nas edições de quarta-feira (5/2), por conta de uma pane que quase desandou em tragédia. As reportagens dos dois principais jornais paulistas se desencontram ao informar as causas do problema, que afetou a linha 3-Vermelha, que cruza a cidade no sentido Leste-Oeste, e a linha 4-Amarela, que liga o Butantã, na zona oeste, à região da Luz, no centro velho.
A Folha de S. Paulo relata que a causa de tudo foi uma pane no sistema de fechamento das portas, que teria ocorrido num trem parado na estação Sé, marco zero da cidade, às 18h19 da terça-feira (4/2). Na sequência descrita pelo jornal, nos dez minutos seguintes pelo menos sete composições do trajeto foram obrigadas a parar, e alguns passageiros, agoniados pelo calor, apertaram os botões de emergência para deixar os vagões. Por volta das 20h, um novo defeito fez com que o tráfego fosse novamente suspenso, com a situação se normalizando somente perto da meia-noite.
A história contada pela Folha dá quase todo crédito à versão da Companhia do Metrô, segundo a qual houve precipitação dos passageiros, vandalismo e agressões a funcionários. O texto do jornal reforça a posição da empresa, em trechos que dizem, por exemplo, que “vagões foram depredados e seguranças, agredidos”, ou no relato segundo o qual “a Folha presenciou passageiros quebrando vidros de ao menos uma composição na Sé”. No entanto, a fotografia na primeira página mostra a multidão tentando escapar pelo túnel e um grupo de seguranças barrando a passagem, um deles ameaçando os passageiros com um cassetete.
No Estado de S. Paulo, a descrição dos acontecimentos é mais detalhada desde o título, no qual se diz que “pane somada a atrasos, lotação e calor causa tumulto e fecha linha-3 do metrô”. No texto, o jornal explica que, diante da paralisação do sistema, passageiros abriram as portas e saíram para os trilhos, porque muitas pessoas estavam passando mal com o calor. A diferença com o outro diário começa na descrição do tumulto que se seguiu: “Na confusão, seguranças do Metrô agrediram passageiros na Estação da Sé. Houve tumulto e depredação na plataforma”.

A versão oficial
As sequências das duas versões apontam para interpretações totalmente opostas dos acontecimentos, e o leitor atento não precisa muito esforço para se dar conta de que a Folha de S. Paulo agasalhou uma história que poderia muito bem ser escrita pela assessoria do Metrô. Nesse roteiro, a empresa sofreu um problema que, afinal, pode acontecer em qualquer lugar, e o resto teria sido consequência da má educação dos passageiros.
Já o Estado abre a possibilidade de outra interpretação, informando, por exemplo, que os passageiros ficaram retidos por mais de vinte minutos nos trens parados, sem informação e sem ajuda da empresa. Conta também que o Metrô não acionou o Plano de Apoio entre Empresas em Situações de Emergência, que providenciaria ônibus e outros meios para desafogar o movimento de passageiros. Além disso, a descrição das agressões indiscriminadas a quem deixava os trens combina melhor com o que se conhece dos seguranças do Metrô, muitas vezes denunciados por abusos e excesso de violência.
Nos dois relatos, é preciso destacar o fato de que, nos momentos de maior risco, foi a atitude solidária dos passageiros que evitou uma tragédia: pessoas idosas, mulheres grávidas e cadeirantes foram protegidos nos vagões ou conduzidos para lugares seguros pelos próprios usuários, enquanto a segurança tentava apenas mantê-los parados, sob o calor infernal que assolava a cidade.
Além das divergências sobre os fatos específicos, com uma reportagem de muito mais qualidade por parte do Estado de S. Paulo, pode-se dizer que os dois jornais erraram juntos em uma questão fundamental: não vincularam a pane a problemas de manutenção do Metrô, cujos técnicos estão sendo obrigados a fazer “gambiarras”, porque os contratos foram suspensos em função do escândalo das licitações fraudulentas.
Bem longe dos tumultos, onde a imprensa publica notícias sobre corrupção, os dois diários paulistas e mais o carioca O Globo informam que o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, dividiu em dois o inquérito sobre as fraudes, mandando um deputado e três secretários do governo paulista para o foro privilegiado. Mas nenhum deles relaciona um fato ao outro.
Nesse assunto, são os jornais que entram em pane.
Fonte - Revista Fórum  05/02/2014

Após falha, passageiros descem na via e param metrô em São Paulo

Metrô de SP 

Folha de São Paulo 
Passageiros caminham, pelo túnel
A circulação de trens na linha 3-vermelha do metrô de São Paulo foi paralisada na noite desta terça-feira em decorrência de uma falha em uma composição na estação República (centro). As estações ficaram lotadas e pessoas passaram mal. A operação no sentido Itaquera estava suspensa, e ao menos duas estações foram fechadas.
O problema começou com a falha em uma porta na estação República, o que fez as composições trafegar com velocidade reduzida. Com isso, os passageiros de um trem acionaram o botão de emergência e desceram na via por volta das 18h50, entre as estações Marechal Deodoro e Santa Cecília.
"O metrô ficou parado um tempão antes de sair e depois ficou travado e com as portas fechadas na Marechal Deodoro. Pessoas acionaram a emergência e seguiram a pé até a próxima estação. Quem não desceu chegou aqui na Santa Cecília às 19h20", disse a estudante Thais Almeida, 20, que seguia para a universidade, localizada no Carrão, na zona leste.
Segundo o Metrô, a circulação teve que ser interrompida por conta das pessoas na via, até as 19h24, quando elas foram retiradas e a circulação retomada.
Às 20h, porém, a assessoria da empresa afirmou que o tráfego voltou a ser suspenso por conta de uma ocorrência na estação Sé, mas não tinha detalhes do que era.
A reportagem da Folha presenciou passageiros quebrando os vidros de menos uma composição na Sé. Já na estação Santa Cecília, em menos de dez minutos, a reportagem viu cinco pessoas passando mal, entre elas, duas desmaiadas, no interior da estação Santa Cecília.
As pessoas são resgatadas pelos próprios passageiros, que disseram que os levariam até a Santa Casa. O acesso à estação está liberado, por uma passagem ao lado das catracas. Havia, por volta das 20h30, duas composições paradas na estação Santa Cecília, ambas com todas as portas abertas.
Centenas de pessoas chegavam a pé pelos túneis, vindas das estações República e Marechal Deodoro. Ariane Henrique caminhou pelos túneis do metrô entre as estações Marechal Deodoro e Santa Cecília e saiu direto na rua por uma saída de emergência.
Com o tumulto, ônibus que partem do Terminal Santa Cecília, ao lado da estação, estão saindo lotados.
Fonte - São Paulo Trem Jeito  04/02/2014