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domingo, 29 de janeiro de 2023

As 15 cidades com o maior tempo de espera para o embarque no transporte público

Mobilidade 🚍

Brasília está entre cidades com maior tempo de espera para pegar transporte público - Brasília e Salvador, ambas com 23 minutos, estão entre as 15 cidades com o maior tempo de espera para embarque no transporte público. Aguascalientes(México)com 37 minutos e Querétaro(México) com 32 minutos estão em 1º e 2º lugares respectivamente. Bogotá esta em10º lugar.

Correio Braziliense / RF
foto - ilustração/arquivo
Um relatório divulgado pelo aplicativo Moovit, nesta terça-feira (24/1), mostra que Brasília está entre as 15 cidades com maior tempo de espera para pegar transporte público. De acordo com o documento, os brasilienses demoram cerca de 23 minutos esperando pelo transporte. Os dados representam quanto tempo, em média, as pessoas esperam durante uma viagem em dias úteis. Também é levado em consideração se o trajeto inclui baldeações e o tempo de espera em diferentes paradas/estações. No ranking também aparece as cidades de Recife, Belo Horizonte, Salvador, Campinas e Rio de Janeiro.

Confira a lista:
1) Aguascalientes (México): 37 minutos - 2) Querétaro (México): 32 minutos - 3) Palermo e Trapani (Itália): 29 minutos - 4) Recife: 27 minutos - 5) Monterrey (México): 27 minutos - 6) Cali (Colômbia): 27 minutos - 7) Belo Horizonte: 24 minutos - 8) Brasília: 23 minutos - 9) Salvador: 23 minutos - 10) Bogotá (Colômbia): 22 minutos - 11) Campinas: 22 minutos - 12) Miami (Estados Unidos): 21 minutos - 13) Rio de Janeiro: 21 minutos - 14) Córdoba: 20 minutos -15) Napoli e Campania (Itália): 20 minutos

A pesquisa também revela a porcentagem de pessoas que esperam 20 minutos ou mais durante uma viagem em dia útil. Recife lidera a lista com 55,86% de pessoas. Brasília aparece em 10º lugar, com a porcentagem de 45,41%. Para realizar a pesquisa, o Moovit analisou milhões de viagens feitas em 2022 pelos usuários do aplicativo. O relatório mostra um panorama sobre tendências globais de transporte público.
Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/cidades-df/2023/01/5068769-brasilia-esta-entre-cidades-com-maior-tempo-de-espera-para-pegar-transporte-publico.html
Fonte - Revista Ferroviária  26/01/2023

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Edital do VLT do DF prevê linha da W3 Norte até o aeroporto

Transportes sobre trilhos  🚄

Pela previsão do Executivo, o custo total do empreendimento será de R$ 2,1 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão de aporte público. A contraprestação mensal sugerida em edital é de R$ 19,8 milhões para operação e manutenção. A empresa que assumir a concessão patrocinada ficará responsável pela implantação e prestação de serviço público de transporte urbano coletivo por meio do VLT.

Metrópoles
foto - ilustração/arquivo
A Secretaria de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal (SEMOB) trabalhou durante a pandemia do novo coronavírus para concluir editais de parcerias público-privadas anunciadas no início deste ano pelo governador Ibaneis Rocha (MDB). Uma das PPPs com texto pronto e parâmetros definidos é a do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT). O documento com especificações técnicas iniciais está no Tribunal de Contas do DF para apreciação. O TCDF vai avaliar se os pontos estão em conformidade com a legislação e se podem avançar para o recebimento de propostas das empresas. Pela previsão do Executivo, o custo total do empreendimento será de R$ 2,1 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão de aporte público. A contraprestação mensal sugerida em edital é de R$ 19,8 milhões para operação e manutenção. A empresa que assumir a concessão patrocinada ficará responsável pela implantação e prestação de serviço público de transporte urbano coletivo por meio do VLT. O transporte, similar ao que existe hoje na Praça Mauá do Rio de Janeiro, próximo ao Museu do Amanhã, circulará em estações ao longo de toda a W3 Sul e Norte e, posteriormente, se estenderá até o Aeroporto de Brasília. A extensão total será de 22 quilômetros -16 Km cortando a W3. A previsão em edital é que a frota do VLT seja de 39 trens. Os veículos terão 45 metros, com sete módulos e capacidade para 560 passageiros. Na descrição do projeto, o valor sugerido da passagem é R$ 3,50. Calçadas e ciclovias A empresa que vencer o certame, quando ele for aprovado pelo TCDF e virar licitação, deverá fornecer operação do material rodante e todos os sistemas, além de implantação, adequação e manutenção de sistema de calçadas, ciclovias e passagens de pedestres entres as quadras 600 e 900. O critério de seleção previsto e sugerido ao TCDF é pelo menor valor de contraprestação. Análise pelo Conplan Em 23 de abril de 2020, a proposta de implementação do VLT na via W3 foi apresentada aos integrantes do Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal (Conplan). Na ocasião, a incorporação do VLT foi apresentada aos conselheiros. A Secretaria de Habitação e Urbanismo, que também participou da construção do projeto, levou duas premissas a serem analisadas pelo conselho: a de fortalecimento da mobilidade urbana e a de revitalização da via. Isso porque a implementação do modal prevê a integração com terminais rodoviários na ponta das duas asas e a requalificação urbana de becos, passagens e quadras nas imediações do VLT. A intenção foi aprimorar a proposta, que também passou por audiência pública. "A proposta agora está com o TCDF. Eles vão analisar se está em conformidade. Podem pedir correções e nós faremos, caso precise. Depois disso, é feita a liberação para licitação da PPP", afirmou o secretário de Mobilidade do DF, Valter Casimiro.
Fonte - Revista Ferroviária  19/01/2021

quarta-feira, 15 de abril de 2020

GDF(Brasília) calcula que construção do VLT na W3 custará R$ 2 bilhões

Transportes sobre trilhos  🚄

Estima-se que o valor de R$2 bilhões serviria para construir a linha, pavimentar e instalar os trilhos e deve ser pago com dinheiro de iniciativa privada.Nesta terça-feira (14/04), a Semob-DF realizou audiência pública para ouvir a opinião dos brasilienses sobre a construção do novo sistema de transporte

Metrópoles
foto - ilustração/arquivo
A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) estima que a construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ligando as W3 Norte e Sul custe R$ 2 bilhões aos cofres públicos.
O montante serviria para construir a linha, pavimentar e instalar os trilhos e deve ser pago com dinheiro de iniciativa privada.
Nesta terça-feira (14/04), a Semob realizou audiência pública para ouvir a opinião dos brasilienses sobre a construção do novo sistema de transporte.
Segundo a pasta, mais de 500 pessoas acessaram o canal de transmissão da secretaria entre 10h e 12h15. Do total, 35 participantes opinaram sobre o projeto.
Faixa exclusivaO Governo do Distrito Federal (GDF) calcula que, para o projeto sair do papel, seja preciso instalar uma faixa exclusiva com 22 km de extensão.
O VLT viria para substituir todas as linhas de ônibus do trecho. Os trens ligariam o final da Asa Norte ao Aeroporto Internacional de Brasília, trafegando pelas faixas mais próximas ao canteiro central das vias da W3. Seriam mantidas duas faixas para os demais veículos.
Cada trem tem 45 metros com sete vagões e seis articulações. A capacidade total é de até 560 passageiros.
O projeto também prevê a instalação de 24 pontos de embarque e desembarque para o VLT, sem contar com um terminal rodoviário no Aeroporto. Não haverá qualquer tipo de parada semafórica ao longo do trajeto.
Fonte - Revista Ferroviária 15/04/2020

terça-feira, 14 de abril de 2020

Em formato on-line, audiência pública debate projeto de VLT de Brasília

Transportes sobre trilhos  🚄

Em formato on-line, o evento terá transmissão ao vivo, entre as 10h e as 12h, por meio do canal do YouTube da Secretaria de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal (Semob).Na audiência, aberta ao público, haverá apresentação dos estudos e das minutas de edital e contrato que subsidiarão a futura licitação da parceria público-privada (PPP).

Revista Ferroviária
foto - ilustração/arquivo
Está marcada para esta terça-feira (14) a audiência pública referente à concessão patrocinada do Sistema Integrado de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na Via W3. Em formato on-line, o evento terá transmissão ao vivo, entre as 10h e as 12h, por meio do canal do YouTube da Secretaria de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal (Semob).
A Semob mantém disponível, para contato, o número de WhatsApp (61) 99228-0824, por meio do qual qualquer pessoa pode enviar dúvidas ou pedidos de informações em texto, áudio ou vídeo. As manifestações devem conter a identificação do interessado, sendo automaticamente desconsideradas contribuições impertinentes ou impróprias.
Na audiência, aberta ao público, haverá apresentação dos estudos e das minutas de edital e contrato que subsidiarão a futura licitação da parceria público-privada (PPP).

Novo formatoA realização da audiência pública em formato on-line está de acordo com o Plano de Contingência Distrital do GDF, que determinou a suspensão de todos os eventos no Distrito Federal como forma de prevenção e combate à pandemia da Covid-19.
A Semob estendeu o prazo para apresentação de contribuições escritas até o dia 30 deste mês. Com exceção dos prazos e da forma de participação, ficam valendo todos os demais critérios previstos no Aviso de Consulta e Audiência Públicas publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) em 12 de março deste ano.s informações sobre consultas e audiências públicas.
Fonte - Revista Ferroviária  14/04/2020

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Movimento Pró VLT de Cuiabá terá uma audiência com o secretário Nacional de Mobilidade

Transportes sobre trilhos  🚄

Para o coordenador do movimento, Vicente Vuolo, “a expectativa para o encontro é grande. Existe uma pressão da sociedade pela conclusão imediata das obras do VLT. São várias entidades que estão apoiando o Movimento VLT

Direto de Brasília
foto - ilustração/arquivo
Na próxima segunda-feira, dia 21, às 15h, o Movimento Pró VLT terá uma audiência com o secretário Nacional de Mobilidade, José Lindoso de Albuquerque, para entregar o “Memorial do Movimento Pró VLT”. O documento, contendo 50 páginas, possui os registros de todas ações do movimento, bem como publicações acompanhadas pela imprensa sobre o tema.
Para o coordenador do movimento, Vicente Vuolo, “a expectativa para o encontro é grande. Existe uma pressão da sociedade pela conclusão imediata das obras do VLT. São várias entidades que estão apoiando o Movimento VLT, como Rotary Club de Cuiabá, CDL Cuiabá, CDL Várzea Grande, Federação Matogrossense de Associação de Moradores de bairros, Fecomércio, Senac, Sesc, Maçonaria, Rádios Comunitárias, Câmaras Municipais de Várzea Grande e Cuiabá, Prefeituras de Várzea Grande e Cuiabá, Deputados Estaduais, Federais, Senadores”, afirma Vuolo.
A ABIFER e o SIMEFRE apoiam o movimento e serão representados na audiência por Vicente Abate, presidente da ABIFER e Paschoal De Mario, diretor do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários (SIMEFRE).
Fonte - Abifer  15/10/2019

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Perto de sair do papel: grupo que fará projeto do VLT de Brasília é escolhido

Transportes sobre trilhos  🚄

O projeto prevê a construção de 22 km de linha. As empresas selecionadas ainda contarão com alimentação elétrica. O modelo também exigirá que o GDF reavalie a circulação dos ônibus que hoje trafegam na via W3.Dentro do plano está prevista a implementação, entre as quadras 600 e 900, de sistema para que ciclistas e pedestres circulem em segurança. O objetivo do governo é firmar uma parceria público-privada (PPP) a fim de viabilizar o empreendimento.

Metrópoles
foto - ilustração/arquivo
O Governo do Distrito Federal divulgou nesta segunda-feira (23/09/2019) o resultado do pregão eletrônico para a escolha das empresas que vão tocar o projeto de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na W3. Segundo a publicação, o grupo autorizado é formado pelas empresas BF Capital Assessoria em Operações Financeiras, Serving, Civilsan, Empresas Associadas de Engenharia, Trans Sistemas de Transportes e Viação Piracicabana.
A partir de agora, elas trabalharão em um documento para que o sistema de transporte dentro do Plano Piloto saia do papel. Com tentativas frustradas desde a gestão do então governador José Roberto Arruda (PL), o VLT terá de obedecer diversas etapas e parâmetros para que, de fato, atenda a população.
Segundo o Chamamento de Manifestação de Interesse n.º 01/2019, o modal deve ligar o terminal da Asa Sul ao da Asa Norte, passando pela via W3, utilizando tecnologia VLT e sua extensão até o aeroporto. O escopo dos projetos, estudos, levantamentos ou investigações devem obedecer aos parâmetros exigidos por lei, além de passar pelo crivo da Secretaria de Mobilidade.

O projeto prevê a construção de 22 km de linha. As empresas selecionadas ainda contarão com alimentação elétrica. O modelo também exigirá que o GDF reavalie a circulação dos ônibus que hoje trafegam na via W3.
Dentro do plano está prevista a implementação, entre as quadras 600 e 900, de sistema para que ciclistas e pedestres circulem em segurança. O objetivo do governo é firmar uma parceria público-privada (PPP) a fim de viabilizar o empreendimento.
O estudo selecionado terá seus direitos associados transferidos à administração pública e só poderá ser divulgado após a publicação do Aviso de Audiência Pública sobre o tema.

VLT para 2020
No fim de julho, o governador Ibaneis Rocha (MDB) já havia reforçado sua intenção de retomar o projeto do VLT dentro de uma parceria público-privada (PPP). De acordo com o chefe do Executivo local, a iniciativa foi completamente remodelada. Em 30 de julho, o GDF assinou o distrato do projeto anterior com a Caixa Econômica Federal (CEF) a fim de iniciar o novo modelo. A decisão foi tomada após a União negar pedido de reconsideração do Palácio do Buriti para devolver R$ 26 milhões, antes destinados ao VLT.
A linha do novo VLT sairá do Aeroporto JK em direção ao Terminal da Asa Sul, próximo a 1ª Delegacia de Polícia. O transporte seguirá pela W3 Sul e W3 Norte. Nesta fase inicial, os trilhos acabam no Noroeste. "É um projeto que precisa acontecer, mas não aquele do passado", pontuou Ibaneis. Por enquanto, o governo não tem os valores consolidados. Pelo planejamento de Ibaneis, as obras do VLT começarão no início de 2020.

O que diz a Semob
Em nota, a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) informou que o próximo passo do projeto será "discutir com o grupo selecionado a necessidade de fazer alguns ajustes e esclarecer algumas dúvidas, visando a sua apresentação em audiência pública".
Segundo a pasta, após a realização de audiência pública - ainda sem data marcada -, o estudo será "submetido ao Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) e, em seguida, divulgado o edital de licitação".
Fonte - Revista Ferroviária  24/09/2019

terça-feira, 4 de junho de 2019

Governo do DF faz testes com trem que liga Brasília a Valparaíso-GO

Transportes sobre trilhos  🚄

Por enquanto, o trem só vai fazer o trajeto de ida. O carro que irá rodar hoje é experimental, e só tem capacidade para 10 pessoas, sendo apenas sete passageiros. O objetivo é fazer testes e verificar uma manutenção feita recentemente na malha ferroviária. O tempo também será cronometrado.

Jornal de Brasília
foto - ilustração/arquivo
O Governo do Distrito Federal (GDF) começa a fazer testes reais com a via ferroviária que liga Brasília a Valparaíso-GO nesta terça-feira (4). Um trem não-oficial fará a primeira viagem nesta manhã, a partir das 8h30. Ele sairá da Estação Rodoferroviária e segue para o Entorno.
O trem irá transportar o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB); o secretário de Desenvolvimento da Região Metropolitana, Paulo Roriz; o secretário de Transporte e Mobilidade, Valter Casimiro; o secretário nacional de Mobilidade e Serviços Urbanos do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), Jean Pejo; e um representante da VLi, concessionária responsável pela linha.
Por enquanto, o trem só vai fazer o trajeto de ida. O carro que irá rodar hoje é experimental, e só tem capacidade para 10 pessoas, sendo apenas sete passageiros. O objetivo é fazer testes e verificar uma manutenção feita recentemente na malha ferroviária. O tempo também será cronometrado.
A ideia, segundo o Governo do Distrito Federal (GDF), é verificar a recente manutenção realizada na malha ferroviária, além de contabilizar o tempo estimado de deslocamento, quando a operação estiver regularizada. A viagem experimental deveria ter acontecido em janeiro, mas a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) pediu tempo para novos estudos, o que atrasou o cronograma.
Fonte - Revista Ferroviária  04/06/2019

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Teste do VLT Brasília-Valparaíso começa em 30 dias

Transportes sobre trilhos  🚄

A fase de testes vai durar dois meses, período em que serão avaliadas estabilidade, velocidade e segurança do meio de transporte. A ideia original era que a linha fosse até Luziânia (GO), mas a atual malha ferroviária não chega até lá. Não há previsão para estender a linha até o outro município goiano.

Metrópoles
foto - ilustração/arquivo
O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que ligará Brasília a Valparaíso (GO), no Entorno do Distrito Federal, começa a entrar nos trilhos nos próximos 30 dias. No fim de janeiro, os dois vagões iniciam as viagens experimentais, sem passageiros. A fase de testes vai durar dois meses, período em que serão avaliadas estabilidade, velocidade e segurança do meio de transporte. A ideia original era que a linha fosse até Luziânia (GO), mas a atual malha ferroviária não chega até lá. Não há previsão para estender a linha até o outro município goiano.
“Estou depositando muitas fichas nesse projeto do Ministério das Cidades porque são necessários apenas pequenos reparos nos trilhos e nas ferrovias, além de construir algumas estações de apoio. Dando certo, como esperamos, será uma alternativa barata, rápida e eficaz para quem mora no Entorno e trabalha no DF”, disse o governador eleito Ibaneis Rocha (MDB) ao Metrópoles.
O projeto será tocado pela Secretaria da Região Metropolitana, que deve ser criada a partir de 1º de janeiro. O nome anunciado pelo emedebista para a pasta é de Paulo Roriz, que já comandou órgão similar em 2005, durante o governo de Joaquim Roriz.

Apoio do governo federal
Há 15 dias, uma reunião com representantes do governo de transição e o secretário-executivo do Ministério das Cidades, Silvani Alves Pereira, selou o acordo. É a pasta federal que abriga a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), órgão responsável pela nova linha. O projeto é paralelo ao chamado “expresso pequi”, trem de alta velocidade que ligará Brasília a Goiânia. A proposta ainda está em estudo pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
O VLT foi escolhido para reaproveitar linhas férreas já existentes. O modal é mais silencioso do que o metrô, por exemplo, e muito menos poluente, considerado um meio de transporte ideal na ligação entre centros urbanos e regiões com potencialidade rural. A velocidade pode chegar a 76 km/h e combustível usado é o diesel.
O governo ainda analisa o valor da passagem, mas pretende utilizar a nova linha para desafogar as vias do DF que fazem ligação com a região mais densa do Entorno. Até Valparaíso, de carro, o trajeto de 37 km pode levar 45 minutos. De trem, o percurso deve ser feito em até 30 minutos: os dois vagões farão duas viagens diárias.

Convênio
Segundo o futuro secretário do Entorno, Paulo Roriz, o convênio com o governo federal prevê a operacionalização da linha até 30 de janeiro, caso tudo ocorra no prazo trabalhado pelo Ministério das Cidades.
“Os dois vagões já estão prontos e a caminho do DF. O ministro colocou outros veículos à disposição, sem contrapartida. Estamos trabalhando para que essa fase experimental ocorra e o transporte de passageiros comece ainda no primeiro semestre de 2019”, ressaltou.
A ideia original será reativar a Rodoferroviária, localizada no fim do Eixo Monumental, hoje sede da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF (Adasa). Com a arquitetura horizontal assinada por Oscar Niemeyer e suas fileira de janelas – as quais sugerem um longo trem de passageiros –, a estação tem estrutura de ligação para cinco plataformas e permite o embarque e desembarque de uma dezena de trens ao mesmo tempo.

Brasília – Luziânia
Para a ampliação até Luziânia, o governo local terá parceria com o Governo Federal e o Governo de Goiás. A obra consiste na reestruturação de um trecho concedido à Ferrovia Centro Atlântica (FCA), interligando a Rodoferroviária de Brasília e a Rodovia GO-010, em Luziânia. A linha tem potencial de encurtar o tempo gasto pelos moradores da cidade goiana no trajeto até o centro da capital federal, que, no horário de pico, pode chegar a duas horas.
O corredor será uma das obras incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que também vai financiar a modernização e a ampliação do Metrô do Distrito Federal – incluindo compra de novos trens e a extensão até a Asa Norte.
De acordo com a ANTT, o valor da linha ferroviária Brasília-Luziânia ainda não pode ser calculado ou sequer garantido. A ampliação ainda está em fase de discussão. “As tecnologias ferroviárias deverão ser apresentadas com suas especificações, vantagens e desvantagens, limitações, custos e prazos relativos ao fornecimento, instalação e manutenção, dentre outros aspectos considerados relevantes”, observa o chamamento da agência.
Fonte - Abifer  01/01/2019

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

VLT de Natal não irá mais para Brasilia,e sistema receberá novos investimentos

Transportes sobre trilhos  🚄

Além da permanência do VLT, o ministério das cidades fará a liberação de R$ 15 milhões, que serão utilizados na ampliação de 3.4 km de via e construção de duas novas estações: Cajupiranga e Boa Esperança, no município de Parnamirim,e também receberá novos VLTs.

CBTU
foto - ilustração/arquivo
A Superintendência de Trens Urbanos de Natal vem prestar novos esclarecimentos a respeito das notícias que têm sido veiculadas sobre a transferência de uma das composições de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Natal para o Distrito Federal.
Deputado Federal Fábio Faria, que detém a indicação da superintendência, apoiado pela bancada federal do RN, promoveu intensos diálogos durante toda a semana junto ao Diretor-Presidente da CBTU, José Marques, e ao Ministro das Cidades, Alexandre Baldy, que resultaram em um novo estudo e parecer técnico sobre o caso, o qual resultou na desistência da retirada da composição de VLT do sistema de Natal, uma vez que tal ação iria prejudicar consideravelmente a operação ferroviária e o atendimento à população no RN.
Além da permanência do VLT, conseguiu-se junto ao ministério das cidades a liberação de R$ 15 milhões, que serão utilizados na ampliação de 3.4 km de via e construção de duas novas estações: Cajupiranga e Boa Esperança, no município de Parnamirim, assim como a confirmação de que a Superintendência de Natal receberá novos VLTs.
Com informações da CBTU  19/11/2018

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Superlotado e com falhas, metrô do DF está longe de entrar nos trilhos

Transportes sobre trilhos  🚇

Em média, 162,5 mil pessoas usam o transporte de trilhos na capital do país diariamente, de acordo com dados da Companhia do Metropolitano (Metrô-DF). No dia de maior movimento do ano, que aconteceu em setembro, o número atingiu 175,5 mil usuários. Em 2015, 144 mil utilizavam esse meio para se locomover. Vários fatores contribuíram para aumento de 12,9% no número de passageiros, desde 2015.  Apesar disso, não houve, no período, melhorias capazes de acompanhar a curva de crescimento da demanda.

Metrópoles
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A população do Distrito Federal tem utilizado cada vez mais o metrô. O turbulento cenário econômico do Brasil, as sucessivas altas nos preços dos combustíveis e recorrentes paralisações de funcionários do combalido sistema rodoviário, entre outros fatores, segundo especialistas, explicam o aumento de 12,9% no número de passageiros, desde 2015. Apesar disso, não houve, no período, melhorias capazes de acompanhar a curva de crescimento da demanda.
Em média, 162,5 mil pessoas usam o transporte de trilhos na capital do país diariamente, de acordo com dados da Companhia do Metropolitano (Metrô-DF). No dia de maior movimento do ano, que aconteceu em setembro, o número atingiu 175,5 mil usuários. Em 2015, 144 mil utilizavam esse meio para se locomover. Os investimentos em manutenção também apresentaram incremento: cinco vezes em 2017 comparado às aplicações de 2013 a 2016. O aporte saltou de R$ 4,5 milhões anuais para R$ 22,2 milhões. Entretanto, problemas como superlotação e falhas estruturais ainda dão o tom das reclamações dos usuários.
Nesta reportagem da série DF na Real — na qual os candidatos ao Governo do DF expõem propostas (confira no fim do texto) de solução para os problemas apontados pelos brasilienses —, o Metrópoles aborda as adversidades enfrentadas por passageiros do metrô.
“Quando a escada rolante e o elevador não funcionam, tenho de descer com minha filha de 1 ano e o carrinho dela pelos degraus comuns. É um risco. Às vezes, aparece alguém do metrô para me ajudar. Às vezes, não”, reclama a monitora Franciele Camelo, 28 anos. Moradora da Ceilândia, ela usa o transporte de segunda a sexta para ir e voltar da creche onde trabalha, em Águas Claras, cujo terminal só não é mais movimentado que o Central, na Rodoviária do Plano Piloto. Percorre esse trajeto sempre acompanhada da filha Isabella Carneiro, de apenas 1 ano.
Após superar os desafios enfrentados logo na chegada da Estação Ceilândia, Franciele e o bebê adentram na multidão de passageiros dentro do vagão. A superlotação faz parte da rotina das duas. O incômodo ocorre principalmente quando não há alguém que, caridosamente, cede assento à mulher. “Nunca nos machucamos por causa disso. Mas já vi muita gente passando mal quando está muito cheio. Fica abafado, quase insuportável”, lamentou.
Joseir Rodrigues Bezerra, 49, engrossa o coro. “Há quem embarque na Estação Ceilândia, vá até a próxima [Ceilândia Norte] e volte a essa para viajar sentado. Mas, para isso, é preciso chegar muito mais cedo”, relatou. Ele trabalha em um shopping ao lado da estação.
Além da superlotação e do mau funcionamento de escadas rolantes e dos elevadores, os passageiros se queixam de falhas no sistema de bilhetagem. Joseir é usuário do Bilhete Único, cartão pelo qual pessoas podem utilizar ônibus e metrô, integradamente. Ele conta que passou por constrangimentos devido a erros ocorridos nas catracas de acesso. Além das situações embaraçosas, esses imprevistos geram longas filas e, consequentemente, atrasos nos embarques.
“A gente passa vergonha, tenta cinco, seis vezes, e o cartão não passa. Somos forçados a comprar um bilhete ou outro cartão. Mas nem sempre temos dinheiro para isso", Joseir Bezerra, passageiro.

Aumento da demanda
Especialista em mobilidade urbana, Luis Roberto Paganini projeta um cenário ainda mais desafiador para a população do DF que depende de metrô. Principalmente, se o cenário socioeconômico não melhorar nos próximos anos.
“A população tem crescido em ritmo acelerado. O aumento de 12,9% no número de passageiros do metrô em três anos é elevado. E há um conjunto de fatores que não contribuem para as pessoas utilizarem outros meios de locomoção, como bicicletas e ônibus, por exemplo. O alto desemprego e o preço elevado do combustível atrapalha quem quer ter carro. Isso preocupa”, explicou.
Sob promessa de facilitar o transporte de Samambaia, terceira cidade mais populosa do DF, o governo local lançou em setembro edital de licitação para expansão e modernização do metrô na região administrativa. A medida deve possibilitar acesso de 9,8 mil novos passageiros por dia na cidade onde vivem 252 mil pessoas, de acordo com a última Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios, de 2015/2016, da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan). Apesar disso, o pesquisador avalia a ação como insuficiente.
“Há centenas de milhares de pessoas na parte norte do DF que nem sequer têm acesso ao metrô. Sobradinho, Planaltina e Asa Norte são exemplos. Essa população merece atenção prioritária”, criticou. A diarista Janilda Oliveira, 46, vive no Paranoá e reclama da falta de estação de metrô na cidade. “A maior parte dos meus clientes vive na Asa Sul. Todos os dias, preciso sair de casa às 6h, no máximo, para conseguir chegar lá por volta das 7h20. Se houvesse metrô, eu gastaria muito menos tempo no trajeto”, lamentou.

Investimento
Para ter sistema de transporte metroviário eficiente, moderno e livre de problemas, o DF precisaria investir R$ 26 bilhões em melhorias e construções de ferrovias e terminais. É o que mostra pesquisa da Confederação Nacional de Transporte (CNT) divulgada em agosto. O investimento traria ampliação de 300km no sistema.

O outro lado
O Metrô-DF informou que o sistema de bilhetagem envolve, além da companhia, a Secretaria de Mobilidade (Semob-DF) e o DFTrans. “Como se trata de um novo sistema, alguns ajustes vêm sendo realizados. A contratação de empresa para dar manutenção dos validadores do sistema gerido pelo DFTrans tem previsão de conclusão para a próxima semana”, acrescentou.
A companhia disse também que a decisão do governo federal em liberar os recursos para melhorias do Metrô-DF em Samambaia ocorreu em função da cidade possuir grande expansão populacional em relação às demais regiões do DF.
O Metrô-DF não comentou o problema de superlotação.
Fonte - Revista Ferroviária  14/10/2018  

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Parte da Rodoviária de Brasília é interditada

Mobilidade  🚌

Segundo nota da empresa de Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans), "quatro linhas de ônibus tiveram o embarque e desembarque alterado. As mudanças vigoram enquanto durarem os reparos técnicos no local". Não foi informado data ou horário de retorno à normalidade.

Agência Brasil
Marcello Casal jr/Agência Brasil
Parte da Rodoviária do Plano Piloto de Brasília, onde se cruzam os eixos que formam o desenho urbanístico da cidade e onde há um grande número de terminais de ônibus urbanos, está interditada. Segundo nota da empresa de Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans), "quatro linhas de ônibus tiveram o embarque e desembarque alterado. As mudanças vigoram enquanto durarem os reparos técnicos no local". Não foi informado data ou horário de retorno à normalidade.
A interdição começou na tarde de hoje (10) em parte do térreo da rodoviária, onde há embarque e desembarque de quatro linhas de ônibus. "Os passageiros das linhas 620.1 e 0.620, que vão para Planaltina, passam a embarcar no Eixinho L, ao lado da plataforma superior. Já os usuários que utilizam as linhas 2302 (Gama) e 2202 (Santa Maria), que são paradoras do BRT, podem embarcar no Eixinho W, entre o Conjunto Nacional e o Conic. Os passageiros que utilizam a Plataforma B, onde operam as demais linhas do BRT, continuam embarcando na mesma plataforma".
O DFTrans não informou o motivo da interdição. A Agência Brasil solicitou informações à Defesa Civil, que repassou a demanda à Secretaria de Segurança Pública que, por fim, repassou à Subsecretaria de Relações com a Imprensa do Governo do Distrito Federal. Até a publicação deste texto, não houve retorno.
Fonte - Agência Brasil 10/10/2018

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Mobilidade urbana melhora qualidade de vida

Mobilidade  🚌 🚄  🚅  🚇  🚲

Especialistas que participaram do evento afirmaram que os moradores de regiões metropolitanas gastam até quatro horas no trajeto entre a casa e o trabalho. Como uma das soluções: eles defendem maior integração entre municípios e participação popular na busca por soluções.

Portogente
foto - ilustração/Metrô de Salvador
O problema de mobilidade urbana nas grandes cidades é um dos principais desafios para melhorar a qualidade de vida da população. O apontamento foi feito em audiência pública, no dia 20 último, nem comissão do Senado (CSF). Especialistas que participaram do evento afirmaram que os moradores de regiões metropolitanas gastam até quatro horas no trajeto entre a casa e o trabalho. Como uma das soluções: eles defendem maior integração entre municípios e participação popular na busca por soluções.
Segundo o professor emérito da Universidade de Brasília (UnB) Aldo Paviani, parte significativa da população vive nas periferias de capitais como Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro e precisa se deslocar para os centros urbanos em busca de trabalho: "A pessoa fica às vezes três ou quatro horas no ônibus. Isso leva a uma fadiga física e mental." Já a professora Gabriela Tenório, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UnB, ressaltou que o desafio é adequar as cidades ao crescimento populacional. E disse: "A cidade vai crescendo e se espalhando no território, o que dificulta seu funcionamento. Uma cidade mais densa, mais compacta, é o mais desejado."
Além do problema de deslocamento, equipamentos públicos como praças e serviços são mais escassos nas áreas periféricas, o que impacta a qualidade de vida dessas pessoas, destacou o professor do Instituto de Ciência Política da UnB Lúcio Rennó. Na avaliação dele, o caminho para melhorar a vida nas metrópoles é desconcentrar as oportunidades de emprego e ao mesmo tempo estimular parcerias entre municípios para solução de problemas comuns. "Há pouca colaboração e cooperação entre governos estaduais e municipais, entre municípios e a União para solução desses problemas. É preciso pensar como podemos estimular essa cooperação, mas tendo claras as dificuldades", indicou Rennó.
A professora Gabriela Tenório fala
 em audiência presidida por Hélio José
(4º à esq.). foto - Agência Senado
Da mesma instituição de ensino, o professor Frederico Flósculo, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, acredita que os governos precisam ouvir mais a população. Ele afirmou que o Estatuto da Cidade (Lei 10.257, de 2001), que estabeleceu parâmetros para o planejamento dos municípios, prevê a participação da sociedade civil nas decisões sobre a urbanização, mas que na prática isso pouco avançou: "Temos um Estatuto da Cidade que é falacioso. Ele fala de participação popular, mas só fala. Não tem como operacionalizar essa participação popular. Temos que ter lei dizendo como isso deve ser feito."
Em 2016, o Observatório das Metrópoles do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia divulgou estudo, baseado em dados do Censo Demográfico de 2010 do IBGE, que analisa as 15 principais regiões metropolitanas brasileiras. O Índice de Bem-Estar Urbano (Ibeu) revela quais regiões oferecem maior bem-estar à população em fatores como tempo de deslocamento casa–trabalho, arborização no entorno dos domicílios, iluminação pública, saneamento e coleta adequada de lixo.
O índice varia entre zero e 1: quanto mais próximo de 1 for o resultado, melhor. A média do conjunto das 15 regiões metropolitanas analisadas foi de 0,605. As melhores colocadas foram Campinas, Florianópolis, Curitiba, Goiânia e Porto Alegre. Entretanto, Campinas foi a única a atingir uma avaliação considerada “boa” ou “excelente” de bem-estar, acima de 0,8. Já o Rio de Janeiro foi o único estado da Região Sudeste a ficar abaixo da média geral, com pontuação de 0,507. (Com informações da Agência Senado)
Fonte - Portogente  22/08/2018

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Trem do metrô descarrila no Distrito Federal

Transportes sobre trilhos  🚇

Alguns trechos do metrô foram interrompidos por conta do acidente. Em sua conta no Twitter, o Metrô-DF informou que as operações já estão normalizadas no trecho entre os terminais Samambaia e Ceilândia para Águas Claras (ida e volta) e da Estação Guará para a Central e de Central para Guará.

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Um trem do metrô do Distrito Federal (DF) descarrilou na manhã desta quarta-feira (28) entre as estações de Águas Claras e Arniqueiras. De acordo com o Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô/DF), o acidente ocorreu por volta das 9h. Apenas o motorista estava na composição e não sofreu ferimentos.
Alguns trechos do metrô foram interrompidos por conta do acidente. Em sua conta no Twitter, o Metrô-DF informou que as operações já estão normalizadas no trecho entre os terminais Samambaia e Ceilândia para Águas Claras (ida e volta) e da Estação Guará para a Central e de Central para Guará.
O governador do DF, Rodrigo Rollemberg, postou alguns comentários no Twitter do Metrô-DF. Em uma das postagens, Rollemberg disse: “devido a descarrilamento de um trem na Estação Arniqueiras, o trecho Arniqueiras – Concessionárias está com suas atividades interrompidas, mas equipes já foram mobilizadas para devolver o trem aos trilhos e corrigir o problema”.
"A partir do meio-dia haverá transbordo de ônibus para os usuários do @metrobrasilia entre as estações Arniqueiras e Águas Claras”, acrescentou o governador.
Fonte - Agência Brasil  28/02/2018

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Mesmo com decisão do TRT/10, metrô amanhece fechado no 13º dia de greve

Transportes sobre trilhos  🚇

Assim como na segunda-feira (20/11), nenhuma das 24 estações do Metrô/DF abriu. As portas fechadas contrariam a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT/10), que determinou o funcionamento de, ao menos, 90% do serviço.

Correio Braziliense - RF
foto - ilustração/arquivo
O embate entre sindicato e governo continua a causar transtornos ao brasiliense. A greve dos metroviários chegou, nesta terça-feira (21/11), ao 13º dia. Assim como na segunda-feira (20/11), nenhuma das 24 estações do Metrô/DF abriu. As portas fechadas contrariam a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT/10), que determinou o funcionamento de, ao menos, 90% do serviço.
Na noite de segunda-feira, o Sindicato dos Metroviários (Sindmetrô) pediu ao TRT/10 para enviar ao trabalho menos servidores do que o estipulado pelo tribunal. No entanto, o desembargador Pedro Luís Vincentin Foltran manteve o mínimo de 90% no funcionamento.
Mesmo com a população obrigada a desembolsar mais dinheiro para não ter de cancelar compromissos, o jogo de empurra entre o Sindmetrô e a estatal parece longe do fim. O Metrô/DF alega que apenas 19 dos 110 funcionários escalados para hoje apareceram para trabalhar, o que é insuficiente para colocar os trens em circulação.
A categoria, no entanto, acusa "falta de diálogo" por parte da empresa, que teria "se recusado a negociar escala de trabalho e operação de greve".
Dos 13 dias de greve, este é o quinto em que nenhuma estação funciona, o quarto consecutivo. Somente em 12 de novembro, data da aplicação da segunda prova do Exame Nacional do Ensino Médio, o metrô abriu normalmente.

Trânsito amanhece complicado

Com o transporte público em pane, vias importantes que cortam o Distrito Federal registram engarrafamento nas primeiras horas desta manhã. O trânsito ficou quase parado na DF-079 (Park Way) e na BR-070 (Taguatinga, altura do Cemitério).
Houve lentidão na BR-040, na DF-001 e na EPTG e na Via Estrutural. No Setor Policial Sul, um acidente sem gravidade também complicou o trânsito na pista que une o final da Asa Sul às rodovias de ligação à parte Oeste do DF.
Para aliviar o prejuízo causado pela greve, tanto o Departamento de Estradas de Rodagem (DER/DF) quanto o Departamento de Trânsito do DF (Detran/DF) liberaram as faixas exclusivas para os ônibus nas cidades. A medida vale até as 23h59 desta terça-feira. A única exceção é a faixa do BRT, que, sob hipótese alguma, pode ter tráfego de carros.
Fonte - Revista Ferroviária  21/11/2017

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Metroviários de Brasília entram em greve nesta quinta-feira

Transportes sobre trilhos  🚇

Eles reivindicam um reajuste salarial de 8,41%, tendo como referência o Índice Nacional de Preços ao Consumidor, que mede a variação dos preços da cesta de compras de famílias com renda de até cinco salários mínimos.

Letycia Bond
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração/arquivo
Os funcionários do metrô do Distrito Federal, que transporta, diariamente, uma média de 150 mil passageiros, iniciaram, na manhã de hoje (9), uma greve por período indeterminado. Eles reivindicam um reajuste salarial de 8,41%, tendo como referência o Índice Nacional de Preços ao Consumidor, que mede a variação dos preços da cesta de compras de famílias com renda de até cinco salários mínimos.
Os metroviários também pedem que 621 candidatos aprovados no último concurso sejam convocados. O processo seletivo ocorreu em 2016 e teve sua validade estendida até o final de 2018.
Em nota, além de destacar perdas salariais acumuladas por três anos, o sindicato da categoria declarou que tem arcado com "um alto preço pela corrupção e desgoverno, sem contar com as recentes mudanças nas leis trabalhistas".
Uma decisão judicial estabeleceu que o metrô deve funcionar hoje com 90% de sua capacidade nos horários de pico (das 6h às 10h e de 16h30 as 20h30), podendo reduzir para 60% nos demais horários.
A Justiça também determinou que o metrô deve circular normalmente, com 100% de sua capacidade, no período de 8h30 as 19h do próximo domingo (12), dia de aplicação de provas do Exame Nacional do Ensino Médio. A multa fixada para o caso de descumprimento é R$ 100 mil por dia.
O metrô conecta Brasília às regiões administrativas de Ceilândia e Samambaia, passando pela Asa Sul, Setor Policial Sul, Estrada Parque Indústria e Abastecimento, Guará, Park Way, Águas Claras e Taguatinga.
Fonte - Agência Brasil  09/11/2017

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Funcionários do Metrô-DF decidem entrar em greve na quinta-feira (9)

Transportes sobre trilhos  🚇

A categoria informou que o movimento será por tempo indeterminado ou até o GDF responder às demandas acertadas no acordo assinado em 2015.De acordo com o Sindicado Sindmetrô-DF, as principais demandas são: reajuste salarial de 8,4%, com retroativo, e a contratação de 631 metroviários que passaram no último concurso – 331 para entrada imediata e 300 para o cadastro de reserva.

Jornal de Brasília - RF
foto - ilustração/arquivo
Os funcionários do Metrô-DF entrarão em greve a partir da 0h desta quinta-feira (9). A decisão foi tomada na noite deste domingo (5) em uma assembleia realizada na Estação Praça do Relógio, em Taguatinga. A categoria informou que o movimento será por tempo indeterminado ou até o GDF responder às demandas acertadas no acordo assinado em 2015.
De acordo com o Sindicado dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do Distrito Federal (Sindmetrô-DF), as principais demandas são: reajuste salarial de 8,4%, com retroativo, e a contratação de 631 metroviários que passaram no último concurso – 331 para entrada imediata e 300 para o cadastro de reserva.
A diretora de comunicação do Sindmetrô-DF, Renata Campos, afirma que a promessa do GDF para conceder as demandas estava vinculada à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Assim, como o DF deixou o limite prudencial da Lei em outubro, a alegação era que os acertos deveriam ser cumpridos, mas até o momento não houve nenhuma resposta do Executivo.
Por nota, a direção do Metrô-DF informou que vai analisar a decisão da assembleia e tomar as providências necessárias.
Fonte - Revista Ferroviária  05/11/2017

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Pesquisa encontra agrotóxico em 60% dos alimentos em São Paulo e Brasília

Saúde/Alimentos   🍒 🍌

Os alimentos foram comprados principalmente de empresas na Central de Abastecimento (Ceasa) do Distrito Federal; na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), em São Paulo; e na zona cerealista da capital paulista. No total, 113 quilos de alimentos foram analisados, divididos em 50 amostras. Os alimentos testados foram mamão formosa, tomate, couve, pimentão verde, laranja-pera, banana-prata, banana-nanica, café, arroz integral, arroz branco, feijão-preto e feijão-carioca.

Camila Boehm
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
Testes toxicológicos realizados pelo Laboratório de Resíduos de Pesticidas (LRP) do Instituto Biológico de São Paulo, a pedido da organização não governamental Greenpeace, mostraram que 60% dos alimentos que a população de São Paulo e Brasília come diariamente contém resíduos de agrotóxicos. Em 36% das amostras, havia ainda alguma irregularidade, como presença de agrotóxicos banidos do país e de quantidade acima do limite máximo de resíduos permitido no Brasil.
Os alimentos foram comprados principalmente de empresas na Central de Abastecimento (Ceasa) do Distrito Federal; na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), em São Paulo; e na zona cerealista da capital paulista. No total, 113 quilos de alimentos foram analisados, divididos em 50 amostras. Os alimentos testados foram mamão formosa, tomate, couve, pimentão verde, laranja-pera, banana-prata, banana-nanica, café, arroz integral, arroz branco, feijão-preto e feijão-carioca.
“Os agrotóxicos podem causar sérios problemas de saúde. Vários estudos associam estes pesticidas com problemas como desregulação hormonal, malformação, distúrbios nos sistemas nervoso, reprodutivo e imunológico, e até o câncer. Estamos expostos a essas substâncias diariamente pelos alimentos”, disse Marina Lacôrte, especialista do Greenpeace em agricultura e alimentação.
Em diversos alimentos testados, encontrou-se mais de um resíduo de agrotóxico. A mistura de substâncias químicas no mesmo alimento pode causar o que é conhecido como efeito coquetel, cujos efeitos no corpo não são conhecidos e podem ser diferentes dos efeitos causados pelas substâncias isoladas, alertou o Greenpeace.
“Comer todos os dias, mais de uma vez por dia, algum desses alimentos que apresentaram mais de um tipo de resíduo de agrotóxicos, isso é realmente muito preocupando. Alimentar-se no Brasil hoje é uma verdadeira loteria, só que ninguém quer ganhar porque os prêmios são esses: problemas de saúde e diversos impactos ambientais”, disse.
Segundo Marina, os resultados refletem um cenário ruim de fiscalização no campo. “Essas irregularidades que apresentamos mostram que o cenário é muito ruim em termos de controle e fiscalização. Significa que boa parte das práticas que eram para ser cumpridas no campo não estão sendo cumpridas”. Em sua avaliação, este cenário pode piorar caso um conjunto de projetos de lei que tramitam na Câmara dos Deputados seja aprovado, e que inclui o PL 6.299/2002, de autoria do atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi, além de outros projetos de parlamentares da chamada bancada ruralista.
“Se esse pacote for aprovado, vão transformar o país em um mar de veneno. O pacote do veneno é, que já está tramitando na Câmara, vai causar um verdadeiro desmonte da lei atual de agrotóxicos. Ele muda uma série de regras, causa uma série de retrocessos nessa lei. Um deles é que ele pretende mudar o nome de agrotóxicos para defensivos fitossanitários, o que é bastante grave, porque isso mascara a nocividade dessas substâncias”, avaliou. Além disso, o pacote de projetos prevê retirar o Ministério do Meio Ambiente e a Anvisa do processo final de aprovação dos agrotóxicos.
“Ele [o pacote] pode permitir que substâncias cancerígenas venham a ser aprovadas. Hoje em dia, a lei traz uma série de aspectos proibitivos. Um deles é se a substância se apresentar potencialmente cancerígena. Se ela tiver essa característica, ela nem passa para frente para continuar sendo avaliada, aprovada e registrada. Esse projeto de lei pode mudar isso”, disse. Marina explicou que o chamado “pacote do veneno” dará abertura para que tais substâncias sejam aprovadas.
A proposta do Greenpeace é que a população pressione para que a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos, que também é um projeto de lei e já está na Câmara, seja aprovada. É preciso que seja instalada uma comissão especial para analisar a matéria, mas, de acordo com Marina, existe uma pressão de deputados para que a comissão não se instale. “O que mostra que estamos muito na contramão, porque não só a gente não está começando a pensar no caminho de reduzir essas substâncias, ter uma agricultura menos impactante, mais regenerativa, que produza comida saudável para todo mundo, como estamos indo pelo caminho totalmente oposto, que é o de liberar substâncias mais perigosas”, disse a especialista.
O Ministério da Agricultura, sob o comando de Blairo Maggi, foi procurado, mas não retornou até a publicação da reportagem.
Fonte - Agência Brasil  31/10/2017

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Manifestantes marcham por eleições diretas em Brasília

Política  👀

Organizada por centrais sindicais. A marcha “Ocupa Brasília” teve concentração no estacionamento do estádio Mané Garrincha, onde também estiveram os cerca de 3,5 mil ônibus que trouxeram os manifestantes para a capital.Durante a manhã, usuários se manifestaram pela saída do presidente de facto, contra as reformas da Previdência e trabalhista e pela realização de eleições diretas

Correio do Brasil
Correio do Brasil
Vindas de diversas partes do país, cerca de 25 mil pessoas, segundo a Secretaria de Segurança Pública, marcharam na manhã desta quarta-feira pelo Centro de Brasília pedindo a saída do presidente de facto Michel Temer e eleições diretas. A estimativa da União Geral dos Trabalhadores (UGT) e da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) é de que 100 mil pessoas participem do ato.
Organizada por centrais sindicais. A marcha “Ocupa Brasília” teve concentração no estacionamento do estádio Mané Garrincha, onde também estiveram os cerca de 3,5 mil ônibus que trouxeram os manifestantes para a capital.
Carros de som e manifestantes com faixas contrárias às reformas do governo do presidente de facto Michel Temer se deslocaram pelo eixo Rodoviário em direção ao Congresso Nacional.
Cerca de 1,5 mil profissionais da Polícia Civil, Militar e do Corpo de Bombeiros integraram o esquema de segurança.

Protesto
A mobilização convocada pelas principais centrais sindicais do país. Apoiadas pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que ocuparam Brasília nesta quarta-feira, pela saída de Temer (PMDB-SP). Contra as reformas da Previdência e trabalhista, e pela realização de eleições diretas como saída para a crise política. Já repercutiu nas redes sociais. No Twitter, a hashtag #DiretasPorDireitos ficou entre os assuntos mais comentados durante a manhã.
Outras hashtags usadas para promover a adesão à mobilização são #OcupaBrasília e #ReformasNãoDiretasJá
A estimativa dos organizadores foi que a capital federal recebeu até 100 mil manifestantes. A concentração foi nos arredores do Estádio Mané Garrincha, de onde seguiram em marcha até o Congresso Nacional.
– É diretas já com a imediata retirada (das reformas) da pauta. Ou construiremos uma nova greve geral, as centrais e os movimentos organizarão uma greve maior que a do dia 28 (de abril) – afirmou na terça-feira, o presidente da CUT, Vagner Freitas, em Brasília.
Fonte - Correio do Brasil  24/05/2017

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Brasília vive aos 57 anos,transformação de projeto urbanístico original

Urbanismo  🏠

A mudança da capital do Rio de Janeiro para Brasília era uma questão estratégica e foi um plano nacional, civilizatório, uma expectativa dos primeiros brasileiros ainda no século 16, de que a capital do Brasil tinha que ser no centro do país.Brasília responde, do ponto de vista de planejamento nacional, como a primeira cidade do mundo que fez o estudo de impacto do meio ambiente mais severo e mais amplo.

Heloisa Cristaldo
Repórter da Agência Brasil

Foto aérea do pôr-do-sol no Lago Paranoá
Wilson Dias/Agência Brasil
Cenário das principais disputas políticas do país, a capital dos brasileiros completa 57 anos nesta sexta-feira (21). Planejada pelo urbanista, arquiteto e professor Lúcio Costa em 1957, por meio de dois traços que representavam Sul e Norte, concebeu os eixos do projeto e apresentou o Plano Piloto da nova capital do Brasil, inaugurada em 21 de abril de 1960.
A Agência Brasil ouviu o professor de projetos de arquitetura e urbanismo da Universidade de Brasília (UnB) Cláudio Villar de Queiroz, sobre os principais elementos arquitetônicos - atuais e passados - da capital federal. O professor trabalhou com Oscar Niemeyer por dez anos e é conhecedor do projeto original de Lúcio Costa.
Morador de Brasília há 56 anos, Queiroz defende a manutenção da essência da capital como “Cidade Parque”. Para o professor, a filosofia do Plano Piloto, onde há uma integração entre os edifícios e a natureza, corre risco com a portaria 166/2016, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A medida substitiu outra normativa, escrita sob a supervisão do próprio Lúcio Costa. Se por um lado o documento reafirma princípios da proposta original da cidade, como as escalas e a estrutura urbana do Plano Piloto, por outro, permite o uso residencial em lotes à beira do Lago Paranoá, libera a criação de lotes no Eixo Monumental e admite a instalação de pequenos comércios entre prédios da Esplanada dos Ministérios. Para o professor, a legislação pode tranformar Brasília em uma “cidade qualquer”. Na entrevista, ele analisa qual é o futuro urbanístico da cidade e lembra os princípios do projeto de Lúcio Costa .

Confira:

O Catetinho foi a primeira residência oficial do presidente
Juscelino Kubitschek na capital - Wilson Dias/Agência Brasil
Planejamento de transferência da capital federal
A mudança da capital do Rio de Janeiro para Brasília era uma questão estratégica e foi um plano nacional, civilizatório, uma expectativa dos primeiros brasileiros ainda no século 16, de que a capital do Brasil tinha que ser no centro do país.
Brasília responde, do ponto de vista de planejamento nacional, como a primeira cidade do mundo que fez o estudo de impacto do meio ambiente mais severo e mais amplo. Isso é muito interessante para Brasília e a resposta é o tombamento como Patrimônio Cultura da Humanidade, a primeira capital moderna do mundo em que acontece isso. É uma condição muito interessante para nós, arquitetos, olharmos Brasília por esse viés. É mais forte do que nós, é a nossa certidão de nascimento da civilização brasileira.

Plano Piloto
Lúcio Costa dizia que o que interessava no momento era mudar a capital, ter as necessárias edificações para que essa nova capital funcionasse e para que o povo se abrigasse e viesse para cá. Essa atribuição era o que delimitava a construção da nova capital. Ele completa, inclusive, que todo aquele planejamento para a cidade se desenvolver seria feito a seguir. Então, a parte do Plano Piloto foi feita no concurso e posteriormente construída no que se tornou Brasília. E depois que foi crescendo, deveria ter sido objeto de um planejamento, pelo menos, análogo ao inicial. Mas isso se deu de outra maneira, acho que dentro da forma que pôde ser, dentro da realidade.
Brasília foi criada para abrigar uma determinada polução. Quando a gente fala em população se adota o entorno imediato e chega-se atualmente a quase 4 mihões de habitantes, Mas quando se fala a respeito dessa grande população, é importante esclarecer um equívoco. O Plano Piloto foi planejado para ter 500 mil habitantes, o que ainda não existe nessa região. Há muitas áreas para serem complementadas.

Renovação e conservação
No meu entendimento, a portaria escrita sob a supervisão de Lúcio Costa, referente ao tombamento local e nacional, apresentava como se deve respeitar o Plano Piloto. A nova determinação do Iphan jogou de lado o que havia sido produzido e criou uma coisa gigantesca para todo o Distrito Federal. Do ponto de vista da preservação da cidade, permite que Brasília seja levada como uma cidade qualquer. De fato existe na preservação de Brasília essa dialética entre "uns e outros". Tem uns que acham que Brasília tem que ser preservada, mas tem outros pensam que ela tem que evoluir como uma cidade qualquer e ser determinada pelo mercado imobiliário e todas essas leis que fazem esses espaços urbanos se tornarem o que são. Em Brasília, há uma expectativa de que o mercado disponha de mais recursos e essa nova lei facilita, de certa maneira, que se torne uma cidade mais comum nessa ordenação.
Essa invenção da Superquadra, que é fantástica e se tem tudo ao seu alcance em 200 metros a pé, são expectativas que correm risco e isso é realmente um aspecto a lamentar. Mas não podemos viver lamentando Brasília, do que tinha que ser e não vai mais ser. A gente precisa apresentar o que ela tem de compensador, que é essa condição de “Cidade Parque”. O que é péssimo nessa nova legislação é que ela vai comendo pelas beiradas, permitindo demais, e não existe uma defesa ativa.

Cidade em construção
Brasília está se constituindo ainda. Atualmente, a cidade com quase 60 anos nos mostra que temos que ter noção dessa contínua construção, renovação. E em Brasília tudo é possível, ao contrário do argumento de engessamento. Esse temo parece que a cidade está doente, mas ela é extremamente saudável ao lado de diversas cidade do mundo. Você pode derrubar qualquer prédio de Brasília e construir outro, basta se respeitar a proporção da escala em que ele está inserido. O saudável para Brasília é justamente esse equilíbrio entre a renovação e a preservação.
A cidade é interessante porque a arquitetura é fundamentada nesse tripé: racionalidade, funcionalidade e estética. O arquiteto trabalha com essa formação. Hoje em dia eu vejo que essas três coisas podem ser alteradas. Brasília é admirada pelo erudito e pelo temporal. Ela é extremamente brasileira, mas é cosmopolita.
A cidade pode ser preservada e as pessoas que voltarem aqui reconhecerão a cidade pelo seu horizonte, pelo céu. Enquanto a cidade estiver preservada dentro de sua escala e proporção, a cidade vai estar muito bem. Se for preservada como quem quer colocar um cubo de gelo na geladeira, ela vai ficar artificial, inodora, deserotizada. Se ela for respeitada nessa condição fundamental, sendo preservada nos seus aspectos essenciais. Se não, ela pode se transformar em qualquer centro histórico.

Entorno

Não acredito que o entorno possa se tornar uma catástrofe do tipo Águas Claras [região administrativa do entorno], que vem como uma serpente invadir o Plano Piloto. Não acho que tudo que possa acontecer de ruim esteja das portas do Plano Piloto para fora. Gostaria que as cidades do entorno mirassem um pouco na condição digna de Brasília, onde você tem o edifícios quase embriagados em uma tormenta de verdor, com a natureza ao redor, como um navio no meio do mar e a água em volta.
Lúcio Costa criou, o que não estava previsto no planejamento original, as quadras residenciais chamadas de 400 [sem os famosos pilotis] que também previa receber aquela população de servidores mais simples que vinham do Rio de Janeiro para trabalhar e que o padrão Plano Piloto não permitia. Então, ele criou essas quadras 400, que são verdadeiros padrões de dignidades porque, apesar de simples, o espaço urbano é muito favorável à convivência humana, à criação de um filho. Não sei porque as pessoas começam a liberar geral como aconteceu com o Guará, Taguatinga. Há teses que dizem que não se queria que fizesse nada parecido com as superquadras, fora do Plano Piloto porque iam desfigurar a imagem da cidade. Isso não faz sentido, Brasília foi feita para ser vista não como um objeto dentro de uma redoma, mas como algo que orienta, determina uma condição humana e nisso ela foi muito bem sucedida, porque a qualidade de vida não deixa de ser boa.
Morar em Brasília é uma experiência humana fundamental, tenho amigos que vieram de várias cidades do Brasil e se encantam com a cidade. Filhos de militares resistem a sair do Rio de Janeiro para passar três anos aqui, mas o tempo passa e eles não querem mais sair porque a cidade é aprazível. Acho que as cidades do entorno deviam tentar captar um pouco da qualidade, desse índice de desenvolvimento urbano que Brasília tem, do que tentar imitar as cidades tradicionais, que não é uma coisa correta. A tradição vem com o tempo, e ela não é uma coisa a ser evitada.
Fonte - Agência Brasil  21/04/2017

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Distrito Federal terá bilhete único no transporte público

Mobilidade  🚌 🚇

A previsão é que o modelo de bilhete único começar a funcionar em 180 dias. Para implantação do sistema, o governo vai transferir para empresas serviços como a venda de bilhetes.A integração com o pagamento de apenas uma passagem deve ser feita em até duas horas.O bilhete único poderá ser utilizado em ônibus, metrô e até nos serviços de bicicletas compartilhadas.

Júlia Buonafina - Agência Brasil
Antonio Cruz/Agência Brasil
O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rolemberg, assinou hoje (16) decreto que cria o Sistema de Bilhetagem Automática no transporte público. A previsão é que o modelo de bilhete único começar a funcionar em 180 dias. Para implantação do sistema, o governo vai transferir para empresas serviços como a venda de bilhetes.
Além do bilhete único, o novo sistema prevê o rastreamento da frota por GPS, com a informação dos horários dos ônibus em tempo real; a criação de uma Central de Supervisão Operacional e o controle de gratuidades e benefícios nas catracas por biometria facial.
Com o novo modelo, o governo de Brasília pretende combater fraudes, melhorar a qualidade dos serviços e oferecer segurança para os usuários e rodoviários.
O bilhete único poderá ser utilizado em ônibus, metrô e até nos serviços de bicicletas compartilhadas. A integração com o pagamento de apenas uma passagem deve ser feita em até duas horas.
De acordo com o secretário de Mobilidade, Fábio Damasceno, 40% da população do Distrito Federal não conhece o atual sistema de integração ou ainda paga em dinheiro, o que, segundo ele, acaba gerando prejuízo para o próprio cidadão.
“Isso traz muito prejuízo principalmente para a população, porque muitas vezes ela tem que pagar dois ou três ônibus. Se ela tiver o Cartão Cidadão ou o Cartão de Integração ela vai pagar no máximo R$ 5 para fazer esse trajeto”.
A venda dos cartões será feita por empresas privadas. A fiscalização e a gestão será de responsabilidade do DF Trans, órgão local que administra o transporte público.
Quem já tem o Cartão Cidadão ou o Cartão de Integração deverá fazer o cadastro da biometria facial. De acordo com o governo, não se trata de um recadastramento de dados, apenas de uma captação de imagem.
Fonte - Agência Brasil  17/02/2017