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quarta-feira, 22 de março de 2023

SIMEFRE critica governo e silêncio de autoridades públicas de MT - (VLT de Cuiabá)

Transportes sobre trilhos  🚄

Assim o SIMEFRE, entidade nacional que representa indústrias de equipamentos ferroviários e rodoviários, descreve a destruição de estruturas do VLT em Várzea Grande, feita pelo Governo de Mato Grosso. Seis quilômetros de via já foram desmontadas, num prejuízo em recursos públicos da ordem de R$ 89 milhões. O retrocesso na mobilidade urbana da Grande Cuiabá chama ainda mais a atenção: 70% do projeto do veículo leve sobre trilhos já está executado

ABIFER
foto ilustração - arquivo
É forçoso reconhecer que as instituições locais não foram capazes de oferecer sequer uma resposta, optando-se pela inércia’, alerta entidade nacional. Uma escolha temerária, que prejudica população usuária do transporte coletivo, pagadores de impostos e turistas que vêm ao Pantanal. Assim o SIMEFRE, entidade nacional que representa indústrias de equipamentos ferroviários e rodoviários, descreve a destruição de estruturas do VLT em Várzea Grande, feita pelo Governo de Mato Grosso. Seis quilômetros de via já foram desmontadas, num prejuízo em recursos públicos da ordem de R$ 89 milhões. O retrocesso na mobilidade urbana da Grande Cuiabá chama ainda mais a atenção: 70% do projeto do veículo leve sobre trilhos já está executado, com todos os trens e materiais necessários entregues e sob manutenção. “O projeto do VLT poderia e deveria ser finalizado, independentemente de ter havido algum ato de corrupção durante a execução do contrato – os quais certamente não diminuem a relevância e necessidade da obra – sendo certo que a modificação pretendida pelo Estado de Mato Grosso traz grande insegurança jurídica, tanto para esse projeto específico quanto para futuros projetos de mobilidade no país”, alerta o SIMEFRE, que encampou diversas denúncias ao longo do lançamento de edital e realização de licitação para instalação de um corredor de ônibus BRT, modal escolhido pela atual gestão estadual para substituir o VLT. Os apontamentos técnicos de distorções no edital e falta de projeto executivo, entre outros alertas amplamente ventilados com o apoio da imprensa, foram ignorados pelo governo estadual e autoridades locais. Atos do certame chegaram a ser suspensos, temporariamente, por ordem do Tribunal de Contas da União (TCU), numa provocação feita pela Prefeitura de Cuiabá, mas retomados por força de uma liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Diante da flagrante depredação de patrimônio público, o SIMEFRE critica o silêncio de instituições públicas de Mato Grosso. “É forçoso reconhecer que as instituições locais não foram capazes de oferecer sequer uma resposta aos diversos apelos promovidos pelo SIMEFRE, seja no âmbito administrativo ou judicial, optando-se pela inércia cuja consequência será a consumação dos prejuízos denunciados”.
Cidadão Consumidor 17/03/2023
Fonte  - ABIFER 22/03/2023

domingo, 12 de março de 2023

Estrutura do VLT de Cuiabá começa a ser desmontada após abandono

Transportes sobre trilhos  🚄

O VLT de Cuiabá não resistiu as pressões impostas por disputas políticas e o lobby em favor dos pneus, embora quase 80% do projeto inicial do VLT  tenha sido executado a um custo de cerca de R$1 bilhão,  o governo estadual afirma que gastará menos dinheiro público desmontando parte da infraestrutura já instalada e erguendo em seu lugar as obras do BRT. Perdem as duas cidades a população e a Mobilidade Urbana.

Por Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração/arquivo
Contratado pelo governo de Mato Grosso para construir a infraestrutura necessária ao funcionamento do futuro sistema de transporte rápido por ônibus (BRT) que ligará a capital Cuiabá à cidade vizinha, Várzea Grande, o Consórcio PN Príncipe começou, nesta semana, a retirar os trilhos que darão lugar a um novo corredor viário. Os trilhos são fruto de um malsucedido projeto que previa interligar Cuiabá e Várzea Grande por meio de um outro sistema, o de Veículos Leves Sobre Trilhos (VLT). A obra foi iniciada e deveria ter sido concluída antes da abertura da Copa do Mundo de 2014, mas embora tenha consumido cerca de R$ 1 bilhão dos cofres públicos, nunca foi concluída. Devido ao atraso e, principalmente, às denúncias de irregularidades no projeto, o governo mato-grossense decidiu rescindir o contrato para construção do VLT ainda em 2017. Três anos depois, com as obras abandonadas, o governador Mauro Mendes decidiu desmontar parte da estrutura recém-construída e substituir o projeto original por outro, que prevê a implementação do BRT. Ainda que quase 80% do projeto inicial, do VLT, tenha sido executado, o governo estadual afirma que gastará menos dinheiro público desmontando parte da infraestrutura já instalada e erguendo em seu lugar as obras que o BRT exigem do que se optasse por reparar os estragos causados pelo tempo e concluísse o que falta para o VLT poder operar. O governo mato-grossense também defende que a operação do BRT é menos custosa que a do VLT, o que permitirá ao operador cobrar dos usuários uma “tarifa mais acessível”. Ainda segundo o governo estadual, o sistema de ônibus pode ser mais facilmente expandido para atender outras regiões. Além disso, argumenta, o corredor viário que será aberto poderá ser usado pelos outros ônibus, garantindo a melhoria da mobilidade urbana. A decisão do governo estadual não foi bem recebida pela prefeitura de Cuiabá, que acionou o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Tribunal de Contas estadual (TCE-MT) para tentar impedir a construção do BRT e garantir a conclusão do VLT. O TCE-MT rejeitou o pedido da prefeitura, mas o TCU o acolheu, determinando a suspensão das obras que estavam sendo executadas para trocar os sistemas de transporte público. No entanto, em 20 de dezembro do ano passado, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu não haver motivos para o TCU atuar no processo, já que o empreendimento não conta com verbas públicas federais desde 2017, quando o contrato com o Consórcio VLT foi rescindido e o governo estadual, na sequência, quitou as dívidas de financiamento contraídas com a Caixa Econômica. Apesar disso, a prefeitura de Cuiabá segue criticando a substituição do modal de transporte. Membros do Executivo municipal afirmam que o projeto “não possui nenhuma consistência técnica” e apresentaram ao Ministério Público estadual uma denúncia sobre supostas irregularidades na licitação – vale lembrar que, em 2017, ou seja, três anos após iniciar as obras, o ex-governador Silval Barbosa foi investigado e admitiu ao Ministério Público Federal (MPF) ter recebido cerca de R$ 18 milhões do consórcio anteriormente selecionado para instalar o VLT. “Não há o menor bom-senso em dizer que o BRT, que está começando do zero, é mais barato que o VLT, que já tinha [mais de] 70% das obras executadas e boa parte dos seus recursos pagos”, afirma o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, defendendo a conclusão do VLT. Em nota divulgada neste sábado (11), o Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (Simefre) também questionou a opção do governo estadual. “O Estado do Mato Grosso já tinha desembolsado vultosos valores com o projeto de VLT (da ordem de R$ 1 bilhão), fruto de uma escolha pública e oficial, adquirindo grande parte da estrutura do modal que atualmente já se encontra projetada e instalada”, aponta a entidade. O Simefre lembra ainda que mal haviam iniciado as obras do VLT, o consórcio responsável comprou os trens que seriam usados no sistema. Posteriormente, com o rompimento do contrato, a Justiça decidiu que os vagões, pagos com o dinheiro público destinado à obra, pertenciam ao governo estadual. Desde então, os trens, assim como outros equipamentos adquiridos com recursos públicos, estão parados, demandando manutenção periódica. Para o sindicato, o projeto inicial, de instalação do VLT, “poderia e deveria ser finalizado, independentemente de ter havido algum ato de corrupção durante a execução do contrato – os quais certamente não diminuem a relevância e necessidade da obra”. Segundo a entidade, a opção pelo BRT, conforme proposta pelo governo estadual, “traz grande insegurança jurídica, tanto para esse projeto específico quanto para futuros projetos de mobilidade no país, que não podem ser modificados ou cancelados aos sabores de decisões políticas sem fundamentos técnicos.” A Agência Brasil procurou os representantes da secretaria estadual de Infraestrutura e Logística (Sinfra), mas não conseguiu contato até o fechamento da reportagem. 
Fonte - Agência Brasil   11/03/2023  


Comentário Pregopontocom: 
As cidades de Cuiabá e Várzea Grande perderam uma grande oportunidade de dar um salto de qualidade na Mobilidade Urbana e no sistema de transportes público que interligariam essas duas cidades. Não foram os "trilhos fruto de um malsucedido projeto que previa interligar Cuiabá e Várzea Grande por meio de um moderno sistema de VLT (Veículos Leves Sobre Trilhos)" mais sim vitima do lobby a favor dos "pneus"  e de uma acirrada disputa política de interesses contrários que derrotaram o VLT. Não foram levados em conta o interesse público ou aquilo que realmente seria a melhor opção, toda a infraestrutura já construída será destruida,(embora quase 80% do projeto inicial, do VLT, tenha sido executado) ira ao chão, todos os recursos gastos serão perdidos, dinheiro público pago pelo contribuinte que virara pó, e quem irá pagar essa conta?, tudo isso por causa da falta de uma visão clara para o futuro através de planejamentos com projetos para médio e longo prazo que trariam benefícios para as duas cidades com uma melhoria substancial na qualidade da Mobilidade Urbana da região.

terça-feira, 22 de junho de 2021

Defensores do VLT Cuiabá-Várzea Grande apontam 35 inconsistências na mudança para BRT

Transportes sobre trilhos  🚄

O documento é assinado por Massimo Andrea Giavina-Bianchi, vice-presidente do Simefre, e Jean Carlos Pejo, chefe da divisão metroferroviária do IE e secretário-geral da Associação Latino-Americana de Ferrovias (Alaf), mas também contou com a participação de Vicente Abate, presidente da Abifer, e Silvia Cristina Silva, presidente da Aeamesp. As imprecisões da decisão de mudança do modal – ou até mesmo falhas, como afirmam as entidades – abrangem desde questões operacionais, relacionadas à demanda prevista, manutenções etc

Revista Ferroviária
Foto/Divulgação
O Simefre e o Instituto de Engenharia de São Paulo (IE) entregaram à secretaria de estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) um relatório com 35 pontos que contrariam a decisão do governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, de substituir o VLT de Cuiabá-Várzea Grande por Bus Rapid Transit (BRT). O documento é assinado por Massimo Andrea Giavina-Bianchi, vice-presidente do Simefre, e Jean Carlos Pejo, chefe da divisão metroferroviária do IE e secretário-geral da Associação Latino-Americana de Ferrovias (Alaf), mas também contou com a participação de Vicente Abate, presidente da Abifer, e Silvia Cristina Silva, presidente da Aeamesp. As imprecisões da decisão de mudança do modal – ou até mesmo falhas, como afirmam as entidades – abrangem desde questões operacionais, relacionadas à demanda prevista, manutenções etc, até financeiras, envolvendo os financiamentos públicos já efetuados e novos aportes que seriam necessários nos dois cenários, em diferentes proporções. As principais delas estão na reportagem especial “A novela de Cuiabá”, na nova edição da RF. Com uma lista extensa de pontos polêmicos e, ainda, processos na Justiça, o imbróglio do VLT Cuiabá-Várzea Grande parece estar longe de ter um fim. Após a realização de audiência pública no dia 7 de maio, o governador Mauro Mendes reafirmou que não vai abrir mão da substituição do VLT pelo BRT. Em seguida, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), que é contra a medida, reagiu, defendendo a realização de um plebiscito, para que a população escolha o modal. No final de maio, a consulta pública foi aprovada, em regime de urgência, pela Câmara Municipal da capital, mas não há qualquer previsão para que ela aconteça e tampouco dos impactos que causaria sobre a decisão de Mendes, uma vez que a obra é estadual e o plebiscito se restringiria ao âmbito municipal.

Confira abaixo os detalhes dos 35 temas apontados no relatório, as respostas do governo do Mato Grosso e as réplicas das entidades:

1. Demanda do VLT abaixo do BRT, em função da velocidade dos modais
Segundo as entidades, a demanda do BRT é elevada artificialmente pelo governo, que considera a velocidade média do VLT 21,3 km/h contra 25,02 km/h do BRT, sem que haja estudos que comprovem isso. O governo do MT respondeu, em síntese, que há dados que confirmam essas projeções para a velocidade e que o BRT, assim como o VLT, é beneficiado pelo controle semafórico que dá prioridade à sua passagem. As entidades, por sua vez, responderam que não é possível avaliar o que o governo alega, uma vez que não há projeto executivo e, com isso, nem memória de cálculo nas velocidades projetadas.

2. Demanda do VLT abaixo do BRT, em função da diferença de linhas:
3. Demanda do Sistema – Linha 5 do BRT:
4. Demanda do Sistema – Número de Passageiros
5. Custos operacionais com pessoal:
6. Custos operacionais com manutenção:
7. Custos operacionais – energia elétrica:
8. Custos Operacionais – Pátios de Manobras e Retornos do BRT:
9. Manutenção do VLT:
10. Estudo de demanda:
11. Parametrização de novas linhas:
12. Metodologia de Dimensionamento de Redes Integradas:
13. Confiabilidade e Segurança:
14. Comparação da Frota VLT e BRT:
15. Vida Útil dos Bens:
16. Custos Operacionais – Custos de Manutenção em relação à vida útil:
17. Taxa de Desconto:
18. Prazos de vida útil equivalentes:
19. Valorização Imobiliária:
20. Estudo de segurança: 
21. Qualidade no Serviço:
22. Maturidade da tecnologia
23. Tarifa Técnica:
24. Financiabilidade – autorização para a troca:
25. Financiabilidade – impacto se não houver autorização: 26. Risco do Negócio:
27. Quadro de Usos e Fontes:
28. Conflito Regulatório e subsídios:
29. Investimento – BRT:
30. Investimento e Tarifa Técnica – BRT:
31 e 32. Unificação das Estruturas de Custos VLT e BRT:
33. Licenças Ambientais:
34. Investimento BRT – detalhamento da troca:
35. Prazos estimados para o novo modal:
Fonte - Revista Ferroviária  18/06/2021

sexta-feira, 28 de maio de 2021

A novela do VLT de Cuiabá

Transportes sobre trilhos  🚄

A novela de Cuiabá - Governo de MT quer substituir VLT por BRT; entidades do setor se unem para manter o modal ferroviário.O empreendimento, idealizado na esteira de projetos de mobilidade para as cidades-sede da Copa de 2014, já demandou mais de R$ 1 bilhão de verba pública em serviços e materiais

Revista Ferroviária 
Divulgação/Cuiaba/RF
Iniciadas em 2012 e paralisadas desde 2015, as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) Cuiabá-Várzea Grande ainda se encontram em um emaranhado de processos judiciais e administrativos sem previsão de solução. O empreendimento, idealizado na esteira de projetos de mobilidade para as cidades-sede da Copa de 2014, já demandou mais de R$ 1 bilhão de verba pública em serviços e materiais, entre eles 40 trens e 22 km de trilhos, que até hoje não possuem qualquer serventia para a população das duas cidades. O capítulo mais recente dessa história é a decisão do governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), anunciada em dezembro passado, de substituir o VLT por um Bus Rapid Transit (BRT). O objetivo é lançar a licitação do projeto, que incluirá a compra de 54 ônibus articulados elétricos, até julho deste ano. “A previsão para concluir a obra, após ser dada a ordem de serviço, é de 24 meses”, disse o governador.
Fonte - Revista Ferroviária  28/05/2021

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Pinheiro defende plebiscito para escolha entre VLT e BRT,em Cuiabá,: “Vamos ouvir o povo, que é o maior interessado”

Transportes sobre trilhos  🚇

Segundo o gestor, o cidadão é quem vai utilizar o sistema escolhido diariamente e, por isso, deve ter voz ativa na escolha entre Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e Bus Rapid Transit (BRT). “Não vou aceitar que seja feito nada de goela abaixo sem que a população seja ouvida. Queremos assegurar o que for melhor. Qualquer mudança, qualquer discussão contrária, vale a proposta do deputado federal Emanuelzinho que é a realização do plebiscito. 

O Documento (MT)
O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, defendeu mais uma vez que a população seja ouvida na definição sobre qual o modal do transporte coletivo deve ser implantado na Capital. Segundo o gestor, o cidadão é quem vai utilizar o sistema escolhido diariamente e, por isso, deve ter voz ativa na escolha entre Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e Bus Rapid Transit (BRT). “Não vou aceitar que seja feito nada de goela abaixo sem que a população seja ouvida. Queremos assegurar o que for melhor. Qualquer mudança, qualquer discussão contrária, vale a proposta do deputado federal Emanuelzinho que é a realização do plebiscito. Vamos ver se Várzea Grande concorda e também pede plebiscito lá”, enfatizou. Nesse sentido, o chefe do Executivo municipal também destacou que a realização de um plebiscito é a melhor alternativa para contemplar toda a população. Emanuel argumentou que essa medida está, inclusive, prevista na Constituição Estadual de Mato Grosso e causa estranheza o fato de não ser utilizada. A proposta de convocar a população às urnas para decidir sobre o melhor modal de transporte para a capital e a cidade vizinha Várzea Grande, foi apresentada pelo deputado Federal Emanuel Pinheiro Neto (Emanuelzinho) e lida pelo prefeito Emanuel Pinheiro em audiência pública no último dia 08 de fevereiro, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Quando indagado sobre a afirmação por parte do Governo do Estado em relação aos custos, o prefeito sugeriu que a votação fosse feita no mesmo ato do pleito eleitoral em 2022. “Um ano a mais para definir um futuro de uma nação. Existe alternativa para quem quer dialogar, para quem trabalha com respeito à população que utiliza do transporte coletivo. Enquanto eu for prefeito da capital, vou defender o povo cuiabano. Mexeu com Cuiabá, mexeu comigo”, observou. Pinheiro lembrou ainda que quando foi realizada a nova licitação do transporte coletivo em 2016, já constava no planejamento de execução das empresas vencedoras, que o sistema a ser instalado fosse híbrido, pronto tanto para o VLT como o BRT. “Vamos ser democráticos, vamos ser responsáveis, corretos com a população. Quer mudar? Vamos mudar, mas não sem ouvir a população de Cuiabá e Várzea Grande, ninguém tem essa autoridade e legitimidade. Nem o Estado sozinho, nem Cuiabá sozinha e nem Várzea Grande sozinha. Então vamos ouvir o povo, que é o maior interessado, ele deve dizer se quer VLT ou BRT, e a decisão popular tirada de um plebiscito eu acato”, finalizou.
*https://odocumento.com.br/pinheiro-defende-plebiscito-para-escolha-entre-vlt-e-brt-vamos-ouvir-o-povo-que-e-o-maior-interessado/
Fonte - Revista Ferroviária 24/05/2021

quarta-feira, 19 de maio de 2021

Destino incerto para os 40 trens do VLT de Cuiabá

Transportes sobre trilhos  🚇

Destino incerto para os 40 trens de Cuiabá - Os 40 trens do VLT de Cuiabá-Várzea Grande ainda não têm uma destinação definida. Em meio a uma disputa judicial que já soma 14 processos e à decisão unilateral do governo do Mato Grosso de mudar o projeto para um Bus Rapid Transit (BRT)

Revista Ferroviária*
Divulgação RF
Único resultado concreto de um projeto de mobilidade urbana que já demandou mais de R$ 1 bilhão dos cofres públicos, os 40 trens do VLT de Cuiabá-Várzea Grande ainda não têm uma destinação definida. Em meio a uma disputa judicial que já soma 14 processos e à decisão unilateral do governo do Mato Grosso de mudar o projeto para um Bus Rapid Transit (BRT), as composições estão armazenadas há sete anos no Centro de Controle, Manutenção e Operação (CCO), em Várzea Grande, sem qualquer serventia para a população. O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), defensor do projeto de BRT, fez um pedido à Justiça para que todas as composições sejam retiradas do CCO e vendidas pela fabricante, a CAF Brasil, que integra o Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande ao lado das empresas CR Almeida, Santa Bárbara Construções, Magna Engenharia e Astep Engenharia. Procurada, a CAF Brasil não quis comentar o assunto devido às ações judiciais ainda estarem em andamento. Mendes, segundo informou a assessoria do governo à Revista Ferroviária, solicitou que os valores obtidos com a venda dos trens sejam depositados em uma conta judicial. O governador pleiteia o ressarcimento aos cofres públicos em função da decisão de mudar o modal a partir das denúncias de corrupção envolvendo o consórcio – o que deu origem à paralisação de implantação do sistema em 2014. O plano do governador esbarra, porém, em um complicador ainda maior do que o imbróglio das ações judiciais envolvendo o projeto do VLT. A troca do modal depende do aval do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e da Caixa Econômica Federal, gestor e agente financiador do projeto do VLT de Cuiabá, respectivamente. O MDR (ex-Ministério das Cidades) concedeu à época financiamento através do programa Pró-Transporte, que utiliza recursos do FGTS. Projetos com esse tipo de financiamento não podem ter seu escopo modificado, sob pena, inclusive de uma futura fiscalização e eventual punição por parte do Tribunal de Contas da União. Os impactos financeiros são os que mais pesam na balança, tanto na hipótese de manutenção do VLT quanto de mudança para BRT, embora por razões diferentes. O valor total da obra do VLT foi calculado em R$ 1,47 bilhão, do qual R$ 1,06 bilhão (72,2%) já foi executado. A participação do governo do Mato Grosso, sobre o valor total, se deu pela soma de R$ 68,6 milhões de contrapartidas financeiras com R$ 257,3 milhões em desonerações. O restante são verbas federais: R$ 423,7 milhões oriundos do financiamento a partir de recursos do FGTS (Pró-Transporte) e R$ 727,9 milhões do financiamento feito com recursos do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), ambos operados pela Caixa. Segundo o banco, o governo de Mato Grosso já utilizou, na execução da obra, R$ 297,3 milhões do empréstimo do FGTS (70,1%) e R$ 660,8 milhões do PAC (90,8%).

Trens em perfeito estado
Vicente Abate, presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), diz que não é viável a solução de venda dos trens proposta pelo governo do Mato Grosso. “Se o fabricante tivesse alternativa, já teria tirado os trens de lá. O sistema é customizado para aquele projeto, não tem como transferir para ser usado em outro”, ressalta Abate, que vem acompanhando o caso de perto e foi um dos autores de contribuições enviadas ao governo do estado em favor da manutenção do VLT. Segundo Jean Carlos Pejo, engenheiro e secretário-geral da Associação Latino-Americana de Ferrovias (Alaf) – que foi ao local em março último, durante uma visita técnica – as composições estão protegidas e em perfeito estado. “A solução que eu entendo, hoje, como técnico e engenheiro, é: com os recursos ainda existentes, conclui o primeiro trecho, entrega para a sociedade e aí abre-se uma PPP (Parceria Público-Privada), para a conclusão do sistema”, avalia. Dos R$ 498 milhões utilizados para a compra dos trens, 98,2% (R$ 489 milhões) já foram medidos, ou seja, já constatado pelo estado como aplicado para efeito de pagamento ao consórcio. Esse valor representa 45% do total já aportado no empreendimento: R$ 1,066 bilhão. Além das 40 composições, com sete carros cada, já foram entregues 22 km de trilho, que também estão armazenados no CCO. As principais alegações do governo mato-grossense para a mudança do modal são em relação aos valores que ainda terão que ser desembolsados se o VLT for mantido. Segundo a secretaria de estado de Infraestrutura e Logística do Mato Grosso (Sinfra-MT), que está à frente do projeto, seriam necessários 763 milhões para a conclusão do VLT, dos quais aproximadamente R$ 352 milhões teriam que sair do cofre estadual. Já o BRT demandaria um acréscimo de R$ 460 milhões para a implantação, com aporte adicional do estado de apenas R$ 48 milhões, em função de um remanejamento de R$ 411 milhões que seria feito nos recursos ainda não desembolsados dos contratos de financiamento do projeto VLT, em vigor com a União. “Ou seja, estamos falando de uma economia de CAPEX de cerca de R$ 300 milhões do BRT em relação ao VLT”, argumenta o engenheiro Rafael Detoni, assessor técnico da Sinfra. No dia 7 deste mês, o governo de Mato Grosso realizou uma audiência pública virtual para debater a mudança de VLT para BRT. A inciativa foi tomada após a Justiça Federal ter atendido ao pedido da prefeitura de Cuiabá – que é a favor da manutenção do VLT – para que o município participasse da discussão. Após o evento, contudo, o governador Mauro Mendes afirmou, através dos canais oficiais, que a mudança está mantida. Os detalhes por trás do empreendimento ferroviário que era para ter sido um dos legados da Copa do Mundo de 2014 estarão na próxima edição da Revista Ferroviária.(https://revistaferroviaria.com.br/)*
Fonte - Revista Ferroviária  19/05/2021

sexta-feira, 14 de maio de 2021

Associação Ferroviária Brasileira critica audiência sobre BRT X VLT em Cuiabá; ‘não tem como comparar’

Transportes sobre trilhos  🚄

A  Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (ABIFER) divulgou nota de protesto à audiência pública realizada para avaliar a implantação do sistema BRT, em Cuiabá. O evento aconteceu no último dia 07. Para a ABIFER, “(…) a falta do Projeto Executivo do BRT impede qualquer comparação técnica, minimamente razoável, com o VLT”.

ABIFER
Veja a nota da Associação:
Divulgação Movimento Pro VLT de Cuiabá
Durante a Audiência Pública do BRT de Cuiabá, em 07 de maio de 2021, as autoridades do Estado de Mato Grosso utilizaram a maior parte do tempo para comentar pontos jurídicos extemporâneos e não trouxeram esclarecimentos sobre o projeto e os fundamentos técnicos da alteração do VLT pelo BRT. A ABIFER não conseguiu realizar sua manifestação durante a referida Audiência, devido a uma interrupção inesperada e injustificada dos trabalhos. Ainda na mesma data da Audiência e de acordo com o regulamento, a entidade enviou à SINFRA – Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística do Governo de Mato Grosso sua indignação com o ocorrido, como segue: 1) Refutamos integralmente a tendenciosa apresentação técnica feita pelo Sr. Rafael Detoni e corroborada pelo Sr. Marcelo de Oliveira, que absolutamente nada acrescentou ao PowerPoint do Governador de Mato Grosso, quando de sua equivocada decisão de trocar o VLT Cuiabá a Várzea Grande por um BRT, em 21/12/2020, noticiada pelo Diário do Transporte. 2) Causou-nos profunda estranheza também, que o Sr. Detoni, quando questionado sobre a inexistência de um Projeto Executivo do BRT, tenha alegado, ironicamente, que não seria necessário um Projeto Executivo para calcular a tarifa técnica do BRT. Parece que o mencionado “técnico” não sabe que um Projeto Executivo de um sistema de transporte, ou mesmo de qualquer outro tipo de construção, é peça fundamental para que se estabeleçam elementos técnicos para a boa execução de uma obra. É por esta razão que vemos obras inacabadas, aos milhares, no Brasil. A falta do Projeto Executivo do BRT impede qualquer comparação técnica, minimamente razoável, com o VLT.
Fonte - ABFER  13/05/2021

quarta-feira, 10 de março de 2021

Comissão defende a retomada das obras do VLT Cuiabá-Várzea Grande

Transportes sobre trilhos  🚄

O objetivo do movimento é reunir especialistas no setor para que eles avaliem - diante do que já se tem concluído e adquirido para o VLT, se a retomada das obras desse modal de transporte é viável ou não. A entidade defende que o dinheiro que tem na conta do VLT, cerca de R$ 193 milhões, é suficiente para finalizar a primeira etapa aeroporto de Várzea Grande até o bairro Porto em Cuiabá.

Diário de Cuiabá
A comissão que visitou o Centro de Operações
defendeu a retomada das obras do VLT
Na segunda-feira (8), uma comissão fez uma visita técnica ao Centro de Controle e Operação (CCO) do VLT em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, e defendeu a retomada da obra. Em dezembro de 2020, o governador Mauro Mendes (DEM) anunciou que substituirá as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) para a instalação do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT) movido a eletricidade. O objetivo do movimento é reunir especialistas no setor para que eles avaliem - diante do que já se tem concluído e adquirido para o VLT, se a retomada das obras desse modal de transporte é viável ou não. A entidade defende que o dinheiro que tem na conta do VLT, cerca de R$ 193 milhões, é suficiente para finalizar a primeira etapa aeroporto de Várzea Grande até o bairro Porto em Cuiabá. O restante até o CPA e Coxipó poderia vir com a iniciativa privada por meio de parceria público-privada (PPP). A visita contou com representantes da Caixa Econômica Federal, Jean Pejo, ex-secretário de Mobilidade Urbano, do presidente do Movimento Pró-VLT, Vicente Vuolo, e Silvia Cristina Silva - presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô ( ANPTRILHOS). Pejo disse que todas as vantagens que o governador colocou para o BRT são do VLT. Segundo o movimento, cada vagão do VLT tem capacidade para 400 pessoas. Se estivesse rodando, seriam 400 mil usuários. BRT X VLT - A decisão do governador em pedir a substituição levou em conta estudos técnicos elaborados pelo estado e pelo Grupo Técnico criado na Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana. Os estudos concluíram que a continuidade das obras do VLT era “insustentável”, demoraria mais seis anos para conclusão. O estudo apontou diversos riscos na hipótese de implantação do VLT, segundo o governo. Um deles é o valor da tarifa, que ficou orçada em R$ 5,28, montante muito superior ao do transporte coletivo praticado na Baixada Cuiabana, que é de R$ 4,10. Já na hipótese de instalação do BRT, a tarifa ficaria na faixa de R$ 3,04. Outro revés do VLT estaria no subsídio que o Governo de Mato Grosso teria que pagar para que o modal funcionasse: R$ 23,2 milhões por ano. Com o BRT, a estimativa é que a implantação ocorra em até 22 meses, a partir da assinatura da ordem de serviço para início das obras. O custo de implantação também é consideravelmente menor. Enquanto o VLT consumiria mais R$ 763 milhões, além do R$ 1,08 bilhão já pago, o BRT está orçado em R$ 430 milhões, já com a aquisição de 54 ônibus elétricos. O Governo de Mato Grosso também vai ajuizar uma ação contra o Consórcio para que as empresas que o integram paguem R$ 676 milhões pelos danos causados.
Fonte - Diário de Cuiabá  19/03/2021
http://www.diariodecuiaba.com.br/cidades/comissao-defende-a-retomada-das-obras-do-vlt-cuiaba-vg/567968

quinta-feira, 4 de março de 2021

Visita técnica ao CCO do VLT de Cuiabá em V. Grande

Transportes sobre trilhos  🚄

A visita contará com a participação das cinco maiores entidades ferroviárias do país. Centro de Controle e Operação (CC0) é uma área de 133 mil metros quadrados localizada ao lado do aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande. Essa área foi doada pela União (por meio da Infraero) com a única finalidade de funcionar o CCO do VLT.

Diário de Cuiabá (Artigo) 
Vicente Vuolo
O Movimento Pró-VLT, cívico e suprapartidário, promoverá uma visita técnica ao Centro de Controle e Operação (CCO) no próximo dia 8 de março, segunda-feira, às 9h. A visita contará com a participação das cinco maiores entidades ferroviárias do país. Estão confirmadas as presenças do senhor Jean Pejo, Secretário Geral da Associação Latino – Americana de Ferrovias (ALAF), que criou o Grupo de Trabalho do VLT em junho de 2019 formado pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, Governo do Estado de Mato Grosso e Caixa Econômica Federal; sr. Vicente Abate, presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer); sra. Silvia Cristina Silva, presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô (AEAMESP); sra. Roberta Marchesi, Superintendente da Associação dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTRILHOS); sr. Paschoal de Mario, Diretor Técnico do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais Rodoviários e Ferroviários e Ferroviários (SIMEFRE). O Ministro do Desenvolvimento Regional Rogério Marinho também foi convidado. De acordo com a Chefe da Assessoria Especial do Ministro, sra. Verônica Sanches, o Ministro será representado pelo Secretário Nacional de Mobilidade Urbana, sr. Tiago Pontes. Outro órgão importante convidado foi o Ministério Público Federal na pessoa do Subprocurador Dr. Luiz Augusto Santos Lima. De acordo com a Secretária Executiva do MPF, em Brasília, Sra. Cintia Morimoto, o representante será do MPF de Mato Grosso. O convite foi feito diretamente à Procuradora Denise Slhessarenko. A vice-presidente de Governança da Caixa Econômica Federal, sra. Tatiana Thomé de Oliveira e a Gerente Executiva da CEF, sra. Erika Danielly Silva também foram convidadas. O Centro de Controle e Operação (CC0) é uma área de 133 mil metros quadrados localizada ao lado do aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande. Essa área foi doada pela União (por meio da Infraero) com a única finalidade de funcionar o CCO do VLT. Foram investidos mais de R$ 500 milhões na construção de quatro galpões gigantescos, oficina, compra de 40 trens, 280 vagões, trilhos, cabos de energia, catenárias, postes, sistema semafórico, aparelhos de mudança de via (AMV), dentre outros equipamentos tecnológicos caríssimos como computadores. Várzea Grande concentra 70% das obras de infraestrutura do VLT prontas. Foram construídos os viadutos do aeroporto e da avenida da FEB, a estação de passageiros, 3,5 km de trilhos eletrificados até o bairro Cristo Rei, faltando apenas exatamente 1 km de trilhos para chegar a ponte sobre o rio Cuiabá, que está pronta para receber o VLT. De acordo com o engenheiro José Pícolli, uma Parceria Público Privada (PPP) é maneira mais rápida e econômica para a conclusão das obras. Segundo o renomado engenheiro Pícolli,“o dinheiro que tem na conta do VLT, R$ 193 milhões, é suficiente para finalizar a primeira etapa: Aeroporto-Porto-Centro. O restante até o CPA e Coxipó será com a iniciativa privada. Portanto, não precisa mais de dinheiro novo para a conclusão das obras como diz erradamente o governador do Estado. A população está perdendo muito com as obras paradas e poderá perder ainda mais se os trens forem trocados por ônibus poluentes, como anunciou o governador. Talvez o interesse do Governo esteja na promoção dos lucros dos donos de empresas de ônibus. Mas é certo que a população perde em saúde, em qualidade de vida e nos seus bolsos, transferindo dinheiro via tarifas mais caras para magnatas dos ônibus poluentes.
VICENTE VUOLO é economista, cientista político e coordenador do Movimento Pró-VLT.
Fonte - Revista Ferroviária  04/02/2021

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Prefeito de Cuiabá defende realização de plebiscito para que população decida sobre VLT e BRT

Transportes sobre trilhos  🚄

Aderindo a campanha "Plebiscito Já", o chefe do Executivo municipal destacou que a criação de uma votação, no prazo de 90 dias, é o melhor caminho para definição sobre qual o melhor modal a ser implantado nas duas cidades.

O Documento (MT)*
foto - ilustração/arquivo
O prefeito Emanuel Pinheiro defendeu a realização de um plebiscito para que a população de Cuiabá e Várzea Grande possam participar da escolha entre a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ou Bus Rapid Transit (BRT). Aderindo a campanha "Plebiscito Já", o chefe do Executivo municipal destacou que a criação de uma votação, no prazo de 90 dias, é o melhor caminho para definição sobre qual o melhor modal a ser implantado nas duas cidades. A ideia para que o povo escolha o melhor meio de transporte público surgiu durante a audiência pública sobre a troca do VLT pelo BRT, que ocorreu na tarde desta quinta-feira (4), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O deputado federal Emanuel Pinheiro Neto, o Emanuelzinho, foi quem apresentou a proposta aos participantes. "O deputado Emanheulzinho e a vereadora Edna Sampaio, deram o tom a essa audiência. A prefeitura a partir de hoje, vai abraçar a causa do 'Plebiscito Já'. Queremos ouvir o povo cuiabano, ouvir os grandes interessados. Então uma consulta popular ouvindo quem vai escrever uma nova história na nossa Capital. Vou fazer um apelo aos deputados Elizeu Nascimento, Valdir Barranco e ao presidente da Assembleia, Eduardo Botelho, em respeito a nossa gente e ao nosso povo, vamos deixar a sociedade ser ouvida e participação nas decisões do Estado", pediu. Conforme Emanuel, na Constituição Estadual no Art. 6º, está detalhado que o plebiscito deve ser convocado pelo parlamento estadual e oito deputados devem assinar a proposta para criação de um referendo. "Vai poder ter uma campanha na TV, nas mídias virtuais e rádios, por exemplo, 5 minutos pra quem é a favor e contra. Vamos democratizar essa discussão. Também teremos oportunidade de poder esmiuçar, debater a tarifa, onde está dando certo ou errado, manutenção e em que pé está o VLT aqui", propôs. Por fim, Pinheiro adianta que nessa sexta-feira (5) irá procurar o prefeito de Várzea Grande Kalil Baracat, para aderir à campanha 'Plebiscito Já'. "Vou pedir para o prefeito Kalil aderir a esta campanha para ouvir a população várzea-grandense, ouvir aqueles que irão usar o transporte público", concluiu.
* https://odocumento.com.br/emanuel-defende-realizacao-de-plebiscito-para-que-populacao-decida-sobre-vlt-e-brt/
Fonte - Revista Ferroviária  05/02/2021

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Empresa responsável pelo VLT de Cuiabá acusa governo de ‘fake news’

Transportes sobre trilhos 🚄 

Em entrevista à TV Vila Real, afiliada da Record TV, Vicente Abate, presidente da ABIFER, defende o VLT em Cuiabá.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

A troca do VLT,de Cuiabá, pelo BRT

Transportes sobre trilhos  🚄

A troca do VLT pelo BRT - O recente caso da troca do Veículo Leve sobre Trilho (VLT) pelo Bus Rapid Transit (BRT) é um grande exemplo dessa dificuldade que a Prefeitura de Cuiabá tem encontrado quando se depara com demandas em que o Executivo estadual está envolvido. 

Diário de Cuiabá 
foto - ilustração/arquivo
Em seu primeiro discurso, após receber o resultado da última eleição, o prefeito Emanuel Pinheiro deixou claro que a gestão do Município sempre estará disponível para debater todas as ações que melhorem a vida da população cuiabana. Acontece que, para que um debate realmente seja uma verdade, esse processo necessariamente deve cumprir etapas como argumentar, ouvir, analisar e, por fim, tomar uma decisão em conjunto. Essas etapas, essenciais principalmente em assuntos que envolvem mais de 600 mil pessoas, até o presente momento, continuam sendo completamente negligenciadas pelo Governo do Estado de Mato Grosso. O recente caso da troca do Veículo Leve sobre Trilho (VLT) pelo Bus Rapid Transit (BRT) é um grande exemplo dessa dificuldade que a Prefeitura de Cuiabá tem encontrado quando se depara com demandas em que o Executivo estadual está envolvido. Agora, depois de tomada uma decisão individualizada, se lembraram que existem as Prefeituras Municipais. Com convites para reuniões, as quais o Município não terá nenhuma voz, tentam criar um cenário para validar um discurso de decisão democrática que nunca existiu. Por meio da imprensa, acompanhamos declarações onde se é cobrada uma mudança de postura da Prefeitura de Cuiabá. Mas, qual é a postura que desejam da Capital? A de subserviência? Essa não terão! Defendemos sim um diálogo. No entanto, queremos que isso seja genuíno. Um diálogo em que as decisões que envolvam Cuiabá sejam tomadas em conjunto e não por meio da imposição. De que adianta convidar para um debate em que já existe uma decisão tomada? Isso não passa de um mero procedimento fantasioso, no qual a opinião do Município não possui qualquer valor. Nem mesmo a própria população, que é quem utiliza de fato o transporte público, teve a oportunidade de ser ouvida. Isso não é democracia e muito menos demonstração de respeito com aqueles que depositaram nas urnas a confiança em uma gestão. Por conta dessa dificuldade de diálogo foi que o prefeito Emanuel Pinheiro criou Comitê de Análise Técnica para Definição do Modal de Transporte Público da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá. Queremos, de forma transparente, conhecer o projeto do BRT. Saber de maneira detalhada o custo da passagem, o valor do subsídio, tipo de combustível, e o destino da estrutura existente como os vagões do VLT e os trilhos já instalados em alguns pontos de Cuiabá e Várzea Grande. Confiamos nesse grupo e temos a certeza de que ele dará um verdadeiro diagnóstico para sociedade. Mas, isso será feito com diálogo. Como deve ser! E é por isso que o próprio Governo do Estado também está convidado para participar das discussões, antes de qualquer parecer, antes de qualquer tomada de decisão. Como deve ser! Assim, em respeito ao Estado Democrático de Direito, devemos ouvir a população que é quem realmente vai utilizar o modal a ser escolhido, evitando decisões autoritárias de um governo que pouco ou quase nada ouve a voz rouca das ruas. LUIZ CLÁUDIO é secretário Municipal de Governo.
Fonte - Revista Ferroviária 29/01/2021

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Prefeito de Cuiabá joga duro e cria comitê para discutir VLT em Cuiabá

Transportes sobre trilhos  🚄   

Após o governador Mauro Mendes (DEM) ameaçar destinar para outros municípios o investimento que seria feito em Cuiabá, o prefeito Emanuel Pinheiro (DEM) joga duro e  anunciou a criação de um Comitê de Análise Técnica para discutir o VLT em Cuiabá - Definição do Modal de Transporte Público da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá. 

Diário de Cuiabá
foto / ilustração/arquivo
A novela envolvendo a briga entre Governo do Estado e Prefeitura de Cuiabá em razão da troca do modal de transporte coletivo urbano a ser implantado em Cuiabá e Várzea Grande continua ferrenha. Após o governador Mauro Mendes (DEM) ameaçar destinar para outros municípios o investimento que seria feito em Cuiabá, o prefeito Emanuel Pinheiro (DEM) anunciou a criação de um Comitê de Análise Técnica para Definição do Modal de Transporte Público da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá. A medida, conforme o emedebista, visa a avaliar qual modal é viável para a Capital e também os estudos do Governo do Estado, que optou pela troca do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) para o Bus Rapid Transit (BRT). O comitê terá representantes das secretarias municipais de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano Sustentável, Mobilidade Urbana (Semob) e Obras Públicas. Participarão ainda o superintende do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o engenheiro José Picolli Neto; e o ex-secretário nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades e ex-assessor do Metrô-São Paulo, o economista José Roberto Generoso. Conforme Emanuel Pinheiro, representantes do Governo do Estado e da Prefeitura de Várzea Grande também serão convidados para compor o comitê. "O grupo será o responsável debater, de forma democrática, com diversas entidades, sobre qual é o modal mais viável para a Capital. Ao final, o grupo entregará ao prefeito um parecer técnico", disse Emanuel, por meio de nota. O grupo terá 60 dias para concluir os trabalhos, podendo o prazo ser prorrogado por igual período. Emanuel afirmou que também irá pedir ao prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat (MDB), que crie uma comissão na cidade vizinha para debater dados técnicos. "O Estado está querendo comandar uma situação sozinha que não lhe cabe. Esse assunto tem que ser compartilhado e os dois interessados, no caso, as duas cidades. Cuiabá e Várzea Grande não participam. Essa equipe vai mostrar qual é o melhor modelo e vamos mostrar a nossa posição e o que é mais importante para a sociedade", completou o prefeito.
Fonte - Revista Ferroviária  25/01/2021

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Entidades se posicionam e defendem o VLT para o transporte de passageiros entre Cuiabá e Várzea Grande/MT

Transportes sobre trilhos  🚄

CARTA MANIFESTO VLT x BRT - Em defesa dos interesses nacionais e da sociedade para expressarem preocupação com o ato do Governo do Estado de Mato Grosso, que sem estudos técnicos suficientes, decidiu de forma simples e equivocada mudar o modal de transporte de passageiros entre Cuiabá e Várzea Grande, de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) para BRT (Bus Rapid Transport).

Abifer
foto - ilustração/arquivo
As entidades abaixo identificadas, que representam a indústria e os serviços de mobilidade, transporte urbano de passageiros e engenharia no País, através da presente Carta Manifesto, vêm a público em defesa dos interesses nacionais e da sociedade para expressarem preocupação com o ato do Governo do Estado de Mato Grosso, que sem estudos técnicos suficientes, decidiu de forma simples e equivocada mudar o modal de transporte de passageiros entre Cuiabá e Várzea Grande, de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) para BRT (Bus Rapid Transport). Comparando a visão do Governo que orientou essa mudança com a visão técnica do setor metroferroviário, baseada nos fatos e sustentada por estudos e projetos, conclui-se justamente pelo oposto, qual seja, que não há elementos técnicos suficientes que justifiquem a alteração do modal e que, no melhor interesse público e benefício da sociedade, no menor prazo possível, as obras do VLT deveriam ser concluídas. Este estudo comentando ponto a ponto a apresentação do Governo do último 21 de dezembro, segue anexo à presente Carta Manifesto. Este Manifesto pretende trazer à luz aspectos técnicos não abordados e provocar um debate mais democrático, aberto e esclarecedor, com audiências públicas que permitam a discussão, posicionamento e demonstração da melhor solução, a bem da verdade e do interesse da população.

O resumo ponto a ponto em anexo, evidencia que o VLT é a melhor alternativa para Cuiabá – Várzea Grande, dentre outras, pelas seguintes razões:

– Melhor interesse público;

– Menor custo para conclusão das obras;

– Menor tempo para implantação;

– Licenças Ambientais, autorizações, projetos básicos e executivos, demais documentos necessários, já existentes;

– Melhor forma de contratação, com investimentos majoritariamente privados (PPP);

– Menor tempo para publicação de edital de licitação. Primeiro trecho já está praticamente pronto, basta dar andamento;

– Menor risco. Projeto executivo existente e parcialmente implantado;

– Material rodante já adquirido, entregue e pronto para entrar em operação;

– Maior velocidade operacional pois dispõe de menor tempo de carregamento nas estações (portas mais largas), via dedicada (sem interferências), sistemas operacionais que automatizam e otimizam sua operação, como por exemplo o sistema de priorização semafórica;

– Menor custo operacional, pelo menor número de condutores, pois carrega mais passageiros por unidade (trem);

– Cabines nas extremidades do VLT facilitam a inversão de sentido nos pontos terminais, enquanto os BRTs necessitam de grandes áreas para manobras, o que implica em mais desapropriações;

– Sistema estruturante, integrado e abastecido por outros modais;

– Os sistemas VLT são conhecidos como indutores de transformações urbanísticas, melhoria da qualidade de vida e desenvolvimento socioeconômico, como ocorreu, por exemplo, no Brasil: Rio de Janeiro e Santos, ou em praticamente todas as 200 cidades em que foi mundialmente implementado, a exemplo de: Bilbao, Zaragoza, Sevilha e tantas outras.

Além do acima exposto, o projeto do VLT Cuiabá-Várzea Grande está muito avançado enquanto o do BRT está em fase ainda preliminar, sem estudos definitivos, projetos básicos, executivos, licenças ambientais… o que torna impossível avaliar a alternativa BRT corretamente e, menos ainda, compará-la com o VLT.

Vale lembrar que as entidades abaixo assinadas desde outubro passado solicitaram, por inúmeras vezes, uma audiência com o excelentíssimo governador para abordar todos estes aspectos técnicos e tentar dissuadi-lo em tomar medidas neste sentido.

Em respeito à engenharia, aos estudos nacionais e internacionais, aos projetos de sucesso já implantados, aos procedimentos administrativos e legais, às portarias interministeriais que norteiam o setor, aos recursos públicos já investidos, aos contratos de financiamento público em curso, propomos um amplo debate público para que a verdade venha à tona e com ela fique definitivamente claro que a decisão correta para o caso em tela é terminar a obra do projeto VLT Cuiabá-Várzea Grande.
Fonte - Abifer  20/01/2021

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

VLT "De Cuiabá": oito anos de espera

Transportes sobre trilhos  🚄

Não há sentido algum nos atrasos e na prorrogação dos prazos da obra. A espera já dura 8 anos. E mostra ao mundo o atestado de incompetência dos últimos governos e o do atual. Mas nas campanhas políticas, não faltaram promessas e discursos inflamados dos candidatos à governador. Depois de eleitos, todos viraram as costas, cada um com as suas desculpas: corrupção, falta de planejamento na construção, pressão dos empresários dos ônibus poluentes, judicialização.

Vicente Vuolo*
Diário de Cuiabá
foto - ilustração/arquivo
Mato Grosso é palco de um vexame sem precedentes em sua história: a conclusão das obras do VLT de Cuiabá e Várzea Grande. A espera já dura 8 anos. E mostra ao mundo o atestado de incompetência dos últimos governos e o do atual. Mas nas campanhas políticas, não faltaram promessas e discursos inflamados dos candidatos à governador. Depois de eleitos, todos viraram as costas, cada um com as suas desculpas: corrupção, falta de planejamento na construção, pressão dos empresários dos ônibus poluentes, judicialização. O resultado até agora, é de decepção, incompetência e falta de compromisso com a sociedade. Ora, caríssimos leitores. A corrupção (se houve, já que ninguém foi punido) tem que ser punida exemplarmente. Mas, a obra tem que ser finalizada porque a grande prejudicada é a sociedade. Diante da inação do Governo do Estado, nós lançamos o Movimento Pró VLT, cívico e suprapartidário, em maio de 2019. Após um amplo debate com a sociedade, reuniões entrevistas, a criação do Grupo de Trabalho (GT), o Movimento Pró VLT decidiu apresentar uma proposta para a conclusão das obras. Os engenheiros de Mato Grosso e de São Paulo, inclusive, o Secretário Nacional de Mobilidade Urbana, Jean Pejo, entenderam que a maneira mais econômica e rápida (tanto para o Estado como para a sociedade) de finalizar a obra é por meio de uma Parceria Público Privada (PPP). Nessa proposta, não haveria mais necessidade de investir dinheiro novo. O dinheiro que está depositado na conta do VLT de R$ 193 milhões é suficiente para terminar a primeira etapa: Aeroporto – Porto – Centro. O restante seria a iniciativa privada com uma importante observação. O Estado entregaria os equipamentos que foram comprados e que estão guardados no Centro de Operação e Controle ao lado do aeroporto, em Várzea Grande. A área de 133 mil quadrados contém 40 trens, 280 vagões, 40 km de cabos de energia, 22 km de trilhos, 9 subestações, posteamento com catenárias para todo o percurso. O dinheiro que está depositado na conta do VLT de R$ 193 milhões é suficiente para terminar a primeira etapa: Aeroporto – Porto – Centro Além disso, serão entregues 3,5 km de trilhos eletrificados, viaduto do aeroporto, trincheira da avenida da FEB, em Várzea Grande, ponte sobre o rio Cuiabá, viadutos da Sefaz, UFMT, 294 vigas de concreto para a ponte sobre o rio Coxipó e o viaduto da entrada para Santo Antônio de Leverger, em Cuiabá. Ou seja, o “P” público estaria em alta e o Estado com credibilidade para atrair empresas para a parceria. Os especialistas informaram ao Movimento Pró VLT que esta solução é viável e está de acordo com a legislação. Mas o governo se recusa a debater o assunto com a sociedade, o que aumenta dúvidas de comerciantes, empresários, engenheiros e cidadãos em geral sobre os reais interesses do governo, lembrando que as obras paradas entre todos os prejuízos que causa à população, ainda gera uma perda mensal considerável. O Estado paga R$ 4 milhões de juros ao mês pelo empréstimo tomado junto a Caixa Econômica Federal para a construção.
Vicente Vuolo
Não há sentido algum nos atrasos e na prorrogação dos prazos, a não ser que o governo queira fazer com que os prazos judiciais se esgotem e ninguém acabe punido pela eventual corrupção que motivou a paralisia da obra. Será mais um caso de inocência por decurso de prazo?
*VICENTE VUOLO é economista, cientista político e coordenador do Movimento Pró-VLT .(Publicado no Diário de Cuiabá em 17/12/2020)
Fonte - Diário de Cuiabá - 22/12/2020

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Mauro Mendes volta a sinalizar com solução para o VLT de Cuiabá

Transportes sobre trilhos 🚄

O VLT de Cuiabá/Várzea Grande virou uma interminável novela motivada por acusações de corrupção e  disputas  políticas a anos,em prejuízo da população das duas cidades que fica privada de poder contar com um sistema de transportes moderno,sustentável,confortável e seguro.Por quantos anos ainda vão ter que esperar?

Diário de Cuiabá
foto - ilustração/arquivo
Mauro Mendes (DEM) promete para os “próximos meses” - ou “até em semanas”, conforme ressaltou – uma solução para a obra do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Cuiabá e Várzea Grande. O governador alega que a obra está judicializada, mas que a solução virá. Na campanha eleitoral recente, pouco se viu os candidatos a prefeito das duas cidades falando sobre o VLT. Na verdade, na Capital e em VG, a maior parte dos candidatos priorizou os xingamentos, relegando a obra a um plano secundário.
Fonte - Diário de Cuiabá  03/12/2020

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

MT tem dinheiro para retomar obra do VLT Cuiabá/Várzea Grande, diz senador

Curtas/Transportes sobre trilhos  🚄

VLT de Cuiabá/VG está atrasado desde a Copa do Mundo de 2014

Diário de Cuiabá
O senador Wellington Fagundes (PL) disse que o Governo de Mato Grosso terá que devolver dinheiro, se não concluir a polêmica obra do VLT Cuiabá-Várzea Grande.Para WF, o Estado terá um prejuízo bem maior se "enterrar" o modal, em vez de retomar a obra, paralisada desde 2014.Em entrevista ao site RepórterMT, o senador afirmou que o Estado já tem um recurso pronto, de financiamento, para retomar a obra em Cuiabá e VG."Então, eu não sei por que o Mauro [Mendes] está protelando tanto", disse o senador.
Fonte - Revista Ferroviária  10/08/2020



foto - ilustração/arquivo

terça-feira, 9 de junho de 2020

Após oito anos, VLT de Cuiabá consumiu R$ 180 milhões e continua sem uso

Transportes sobre trilhos   🚄

O estado continua a pagar o empréstimos; os prazos para resolução do entrave de serviços parados estão estourados e, oficialmente, não há previsão de quando o problema será resolvido.No próximo dia 20, o modal, que deveria ter começado a funcionar em junho de 2014 para a Copa do Mundo, faz mais um aniversário.

Metrópoles
foto - ilustração/arquivo
Oito anos depois do lançamento das obras, o Veículo Leve sobre Trilho (VLT) ainda é uma polêmica no Mato Grosso. O estado continua a pagar o empréstimos; os prazos para resolução do entrave de serviços parados estão estourados e, oficialmente, não há previsão de quando o problema será resolvido.
No próximo dia 20, o modal, que deveria ter começado a funcionar em junho de 2014 para a Copa do Mundo, faz mais um aniversário.
Conforme a Secretaria de Fazenda (Sefaz), Mato Grosso pagou, desde 2013, R$ 180 milhões por um serviço sem uso. É uma média de R$ 29 milhões por ano cada cada até 2019, o que representa 20% do total de R$ 1 bilhão emprestados da Caixa Econômica Federal e do Banco Nacional do Desenvolvimento Social (BNDES).
Fonte - Revista Ferroviária  09/06/2020

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

União vai apresentar estudo sobre viabilidade do VLT de Cuiabá ao Estado e prefeitura; valor da obra gera preocupação

Transportes sobre trilhos  🚄

O VLT foi projeto do Governo do MT para ser entregue em 2014, dentro do pacote de obras para a Copa do Mundo, realizada naquele ano no Brasil. Cuiabá foi uma das subsedes. As obras começaram em 2012. O empreendimento tem contrato de financiamento no Programa Pró-Transporte, com recursos da Caixa Econômica Federal e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).O modal de mobilidade urbana está projetado para ter uma extensão de 22 quilômetros, com dois itinerários.

O Documento 
foto - ilustração/arquivo
Uma reunião na Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana, órgão do Ministério do Desenvolvimento Regional, nesta quarta-feira (22), marcou a retomada das discussões, em Brasília, para se encontrar uma solução que leve a conclusão das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande. O senador Wellington Fagundes (PL-MT) discutiu a questão com o secretário José Carlos Medaglia e agendou uma reunião de toda equipe da Semob e do Governo do Estado para o dia 10 de fevereiro.
Nesse encontro, o Governo Federal deverá apresentar detalhes dos estudos técnicos sobre a viabilidade do VLT que estão sendo feitos por um Grupo de Trabalho criado pela secretaria governamental. O grupo estuda e analisa alternativas de solução à reestruturação do modal. Durante o encontro, Wellington Fagundes e o secretário José Carlos Medaglia conversaram, em conferência, com o governador Mauro Mendes (DEM) e acertaram a agenda de trabalho.
Temos uma ferida exposta que precisa ser fechada, disse. O senador reafirmou a importância da convergência de esforços e quer a participação efetiva dos prefeitos das duas cidades, Emanuel Pinheiro, de Cuiabá, e Lucimar Campos, de Várzea Grande. Temos que partir para objetivos práticos, de interesse da população das duas cidades, afirmou o senador.
Ex-diretor da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), o atual secretário de Mobilidade Urbana do Ministério do Desenvolvimento Regional afirmou, na reunião com o senador, que o Governo tem total interesse em criar uma equação eu favoreça a conclusão do empreendimento. Para ele, o VLT concluído representa um salto de qualidade para Cuiabá e Várzea Grande, tanto no tocante a mobilidade quanto na valorização das duas cidades.
Um dos aspectos que mais preocupa quanto ao VLT é a equalização de recursos necessários para conclusão da obra. A pauta de discussão envolve ainda, segundo o secretário José Carlos Medaglia, aspectos relacionados a modelagem de operação e custos tarifários.
O VLT foi projeto do Governo do MT para ser entregue em 2014, dentro do pacote de obras para a Copa do Mundo, realizada naquele ano no Brasil. Cuiabá foi uma das subsedes. As obras começaram em 2012. O empreendimento tem contrato de financiamento no Programa Pró-Transporte, com recursos da Caixa Econômica Federal e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O modal de mobilidade urbana está projetado para ter uma extensão de 22 quilômetros, com dois itinerários. O primeiro trecho ligando o Aeroporto Marechal Rondon até a Avenida Rubens de Mendonça. O segundo sairia da Avenida Tenente Coronel Duarte até a região do Coxipó.
Fonte - Revista Ferroviária  23/01/2020

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Movimento Pró VLT de Cuiabá terá uma audiência com o secretário Nacional de Mobilidade

Transportes sobre trilhos  🚄

Para o coordenador do movimento, Vicente Vuolo, “a expectativa para o encontro é grande. Existe uma pressão da sociedade pela conclusão imediata das obras do VLT. São várias entidades que estão apoiando o Movimento VLT

Direto de Brasília
foto - ilustração/arquivo
Na próxima segunda-feira, dia 21, às 15h, o Movimento Pró VLT terá uma audiência com o secretário Nacional de Mobilidade, José Lindoso de Albuquerque, para entregar o “Memorial do Movimento Pró VLT”. O documento, contendo 50 páginas, possui os registros de todas ações do movimento, bem como publicações acompanhadas pela imprensa sobre o tema.
Para o coordenador do movimento, Vicente Vuolo, “a expectativa para o encontro é grande. Existe uma pressão da sociedade pela conclusão imediata das obras do VLT. São várias entidades que estão apoiando o Movimento VLT, como Rotary Club de Cuiabá, CDL Cuiabá, CDL Várzea Grande, Federação Matogrossense de Associação de Moradores de bairros, Fecomércio, Senac, Sesc, Maçonaria, Rádios Comunitárias, Câmaras Municipais de Várzea Grande e Cuiabá, Prefeituras de Várzea Grande e Cuiabá, Deputados Estaduais, Federais, Senadores”, afirma Vuolo.
A ABIFER e o SIMEFRE apoiam o movimento e serão representados na audiência por Vicente Abate, presidente da ABIFER e Paschoal De Mario, diretor do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários (SIMEFRE).
Fonte - Abifer  15/10/2019