UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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Mostrando postagens com marcador obra do VLT. Mostrar todas as postagens
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sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Mauro Mendes volta a sinalizar com solução para o VLT de Cuiabá

Transportes sobre trilhos 🚄

O VLT de Cuiabá/Várzea Grande virou uma interminável novela motivada por acusações de corrupção e  disputas  políticas a anos,em prejuízo da população das duas cidades que fica privada de poder contar com um sistema de transportes moderno,sustentável,confortável e seguro.Por quantos anos ainda vão ter que esperar?

Diário de Cuiabá
foto - ilustração/arquivo
Mauro Mendes (DEM) promete para os “próximos meses” - ou “até em semanas”, conforme ressaltou – uma solução para a obra do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Cuiabá e Várzea Grande. O governador alega que a obra está judicializada, mas que a solução virá. Na campanha eleitoral recente, pouco se viu os candidatos a prefeito das duas cidades falando sobre o VLT. Na verdade, na Capital e em VG, a maior parte dos candidatos priorizou os xingamentos, relegando a obra a um plano secundário.
Fonte - Diário de Cuiabá  03/12/2020

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

MT tem dinheiro para retomar obra do VLT Cuiabá/Várzea Grande, diz senador

Curtas/Transportes sobre trilhos  🚄

VLT de Cuiabá/VG está atrasado desde a Copa do Mundo de 2014

Diário de Cuiabá
O senador Wellington Fagundes (PL) disse que o Governo de Mato Grosso terá que devolver dinheiro, se não concluir a polêmica obra do VLT Cuiabá-Várzea Grande.Para WF, o Estado terá um prejuízo bem maior se "enterrar" o modal, em vez de retomar a obra, paralisada desde 2014.Em entrevista ao site RepórterMT, o senador afirmou que o Estado já tem um recurso pronto, de financiamento, para retomar a obra em Cuiabá e VG."Então, eu não sei por que o Mauro [Mendes] está protelando tanto", disse o senador.
Fonte - Revista Ferroviária  10/08/2020



foto - ilustração/arquivo

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Estudo sobre viabilidade do VLT em MT deve ser concluído em 2 meses

Transportes sobre trilhos  🚄

O modal, com 22 quilômetros de trilhos com dois itinerários, deveria ter ficado pronto em março de 2014 para facilitar o transporte dos turistas durante a Copa do Mundo, mas o projeto, que já consumiu mais de R$ 1 bilhão, está inacabado. Denúncias de desvio de dinheiro travaram o andamento dos trabalhos.

TV Centro América
foto - ilustração/arquivo
Um estudo sobre a viabilidade do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), na Grande Cuiabá, deve ser concluído em abril deste ano. O atual governo do estado informou que tenta retomar a obra. Para isso, foi formado um grupo de trabalho junto com o governo federal.
O modal, com 22 quilômetros de trilhos com dois itinerários, deveria ter ficado pronto em março de 2014 para facilitar o transporte dos turistas durante a Copa do Mundo, mas o projeto, que já consumiu mais de R$ 1 bilhão, está inacabado. Denúncias de desvio de dinheiro travaram o andamento dos trabalhos.
Até agora apenas 6 km foram concluídos. Por onde passaria os trens, a imagem é de abandono.
A expectativa dos moradores é de que esta obra seja retomada ainda neste ano.
Em novembro de 2019, uma empresa de consultoria ganhou uma licitação para o estudo de viabilidade econômico-financeira de continuidade das obras do VLT, na Grande Cuiabá.
Pelo valor de R$ 464,3 mil, a empresa ficou responsável por elaborar e apresentar um relatório sobre a retomada do VLT e a viabilidade de construção do BRT (Buss Rapid Transit) - que consiste em corredores exclusivos para a circulação de ônibus coletivos.
Paralelamente a essa consultoria, está sendo feito um estudo técnico sobre a viabilidade ou não do VLT. O estudo é realizado por um grupo composto por vários órgãos, e comandado pela secretaria Nacional de Mobilidade Urbana, vinculada ao Ministério de Desenvolvimento Regional.
A equipe foi montada em julho de 2019, após reuniões feitas em Brasília entre os governos estadual e federal.
Lojas fechadas Muitas lojas da Avenida da Feb, em Várzea Grande, onde trilhos do VLT foram instalados, foram fechadas, pois a obra parada atrapalhou o fluxo de pessoas na região e, consequentemente, as vendas.
O empresário Guilherme Verdum, dono de um hotel na região, afirmou que a quantidade de hóspedes diminuiu após a obra ser abandonada.
Resolvemos fechar o hotel para não se afundar em dívidas, declarou.
Para o presidente da Associação Brasileira de Hotéis em Mato Grosso, Jack Abboudi, a obra teve gastos desnecessários.
É dinheiro jogado fora. É uma ferida aberta e precisamos resolver essa situação, ressaltou.
Em 2015, uma estimativa da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) apontou que 40% das empresas que ficam às margens do canteiro de obras do VLT fecharam as portas na Avenida da Feb.
Obras paradas A obra começou em 2012, quando Silval Barbosa era governador. Em setembro de 2015, ele foi preso na Operação Sodoma, que investigava uma suposta organização criminosa que cobrava propina dos empresários para manter contratos com o estado durante a gestão dele.
O contrato com o consórcio VLT foi reincidido pelo estado em 2018 depois que o ex-governador Silva Barbosa disse em delação premiada que houve desvio de dinheiro da obra.
Segundo ele, 3% foram retirados da parte de infraestrutura do projeto, orçado em R$ 600 milhões. Por causa do acordo de delação, hoje Silval Barbosa responde processo em liberdade e é monitorado por tornozeleira eletrônica.
A única estação concluída em todo o trajeto fica em frente ao Aeroporto Marechal Rondon.
Atualmente, a opção mais barata é o transporte coletivo. No entanto, há vários problemas que dificultam o dia a dia da população.
É muito quente, abafado e lotado. Todos os dias são assim, em qualquer horário, disse uma passageira.
Fonte - Revista Ferroviária  06/02/2020

Link da Matéria
http://www.revistaferroviaria.com.br/detalhe-noticias.asp?InCdEditoria=2&InCdMateria=31409

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

União vai apresentar estudo sobre viabilidade do VLT de Cuiabá ao Estado e prefeitura; valor da obra gera preocupação

Transportes sobre trilhos  🚄

O VLT foi projeto do Governo do MT para ser entregue em 2014, dentro do pacote de obras para a Copa do Mundo, realizada naquele ano no Brasil. Cuiabá foi uma das subsedes. As obras começaram em 2012. O empreendimento tem contrato de financiamento no Programa Pró-Transporte, com recursos da Caixa Econômica Federal e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).O modal de mobilidade urbana está projetado para ter uma extensão de 22 quilômetros, com dois itinerários.

O Documento 
foto - ilustração/arquivo
Uma reunião na Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana, órgão do Ministério do Desenvolvimento Regional, nesta quarta-feira (22), marcou a retomada das discussões, em Brasília, para se encontrar uma solução que leve a conclusão das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande. O senador Wellington Fagundes (PL-MT) discutiu a questão com o secretário José Carlos Medaglia e agendou uma reunião de toda equipe da Semob e do Governo do Estado para o dia 10 de fevereiro.
Nesse encontro, o Governo Federal deverá apresentar detalhes dos estudos técnicos sobre a viabilidade do VLT que estão sendo feitos por um Grupo de Trabalho criado pela secretaria governamental. O grupo estuda e analisa alternativas de solução à reestruturação do modal. Durante o encontro, Wellington Fagundes e o secretário José Carlos Medaglia conversaram, em conferência, com o governador Mauro Mendes (DEM) e acertaram a agenda de trabalho.
Temos uma ferida exposta que precisa ser fechada, disse. O senador reafirmou a importância da convergência de esforços e quer a participação efetiva dos prefeitos das duas cidades, Emanuel Pinheiro, de Cuiabá, e Lucimar Campos, de Várzea Grande. Temos que partir para objetivos práticos, de interesse da população das duas cidades, afirmou o senador.
Ex-diretor da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), o atual secretário de Mobilidade Urbana do Ministério do Desenvolvimento Regional afirmou, na reunião com o senador, que o Governo tem total interesse em criar uma equação eu favoreça a conclusão do empreendimento. Para ele, o VLT concluído representa um salto de qualidade para Cuiabá e Várzea Grande, tanto no tocante a mobilidade quanto na valorização das duas cidades.
Um dos aspectos que mais preocupa quanto ao VLT é a equalização de recursos necessários para conclusão da obra. A pauta de discussão envolve ainda, segundo o secretário José Carlos Medaglia, aspectos relacionados a modelagem de operação e custos tarifários.
O VLT foi projeto do Governo do MT para ser entregue em 2014, dentro do pacote de obras para a Copa do Mundo, realizada naquele ano no Brasil. Cuiabá foi uma das subsedes. As obras começaram em 2012. O empreendimento tem contrato de financiamento no Programa Pró-Transporte, com recursos da Caixa Econômica Federal e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O modal de mobilidade urbana está projetado para ter uma extensão de 22 quilômetros, com dois itinerários. O primeiro trecho ligando o Aeroporto Marechal Rondon até a Avenida Rubens de Mendonça. O segundo sairia da Avenida Tenente Coronel Duarte até a região do Coxipó.
Fonte - Revista Ferroviária  23/01/2020

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Novo atraso emperra 2ª fase do VLT em Santos

Transportes sobre trilhos  🚄

A indefinição já ameaça o cronograma de obras para levar o modal até a região central de Santos (trecho Conselheiro Nébias – Valongo). A previsão era que os trabalhos começassem neste semestre. Perguntada sobre a possibilidade de atraso nos trabalhos, o órgão paulista não se manifestou.

A Tribuna
foto - ilustração/arquivo
Quase seis meses após a abertura da licitação, a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) ainda não definiu a empresa responsável pela segunda fase de ampliação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). A promessa do órgão estadual, porém, é que essa novela chegue ao fim em até 30 dias.
Após ser questionada por A Tribuna sobre o impasse em torno do projeto de expansão, a EMTU informou, por meio de nota, que “as propostas estão em análise e o vencedor da licitação será homologado em até 30 dias”.
A indefinição já ameaça o cronograma de obras para levar o modal até a região central de Santos (trecho Conselheiro Nébias – Valongo). A previsão era que os trabalhos começassem neste semestre. Perguntada sobre a possibilidade de atraso nos trabalhos, o órgão paulista não se manifestou.

Cronograma
Após cinco adiamentos seguidos, a concorrência pública para a segunda fase do VLT foi aberta no final de fevereiro. Sete consórcios e três empresas demonstraram interesse em assumir as obras físicas para instalação do modal no trecho Conselheiro Nébias – Valongo, no Centro Histórico.
Elas apresentaram propostas com os custos previstos para as intervenções. Venceria a que apresentasse o menor preço a partir do valor estimado pela EMTU: R$ 300 milhões. Na ocasião, a empresa paulista afirmou que publicaria em maio a classificação das empresas no Diário Oficial do Estado, o que ainda não aconteceu.
A segunda fase de ampliação do VLT é vista como estratégica pela Prefeitura de Santos a fim de revitalizar a região central da cidade e aumentar o volume de passageiros transportados. Atualmente, são mais de 35 mil usuários que utilizam o modal nos dias úteis entre São Vicente e Santos.
Por ser a região central santista um dos polos geradores de emprego na Baixada Santista, a EMTU estima que o número pode multiplicar por três.

Posicionamento
Em nota, a Prefeitura de Santos destaca que o VLT é vital para o desenvolvimento regional. “Especialmente no trecho 2, que inclui a região central, onde as estratégias para desenvolvimento urbano se alinham à utilização do VLT”.
Com o desenho finalizado em 2017, a segunda fase do VLT (detalhes acima) exigirá da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Santos) estudos para reorganizar o transporte municipal, com revisão das linhas e dos trajetos. Hoje, 13 linhas de ônibus fazem o trajeto da Conselheiro Nébias ao Centro.

Fonte - Abifer  23/08/2019

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande informa que retomar obras custaria mais de R$ 1 bilhão

Transportes sobre trilhos  🚄

Com a passagem do tempo o dinheiro vai aumentando, na minuta de acordo em 2017. Mas concluir hoje dentro dessa concepção eu diria que não menos de R$ 1 bilhão, não menos que isso. Não estou dizendo que seja o valor exato, estou dizendo que não menos que esse valor", disse o advogado do Consórcio, William Romero, durante entrevista ao Notícia de Frente da TV Vila Real.

Diário do Transporte
foto - ilustração/arquivo
O Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande, do Mato Grosso, informou à mídia local que retomar as obras do modal custaria mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos. As intervenções estão paradas desde dezembro de 2014.
"Com a passagem do tempo o dinheiro vai aumentando, na minuta de acordo em 2017. Mas concluir hoje dentro dessa concepção eu diria que não menos de R$ 1 bilhão, não menos que isso. Não estou dizendo que seja o valor exato, estou dizendo que não menos que esse valor", disse o advogado do Consórcio, William Romero, durante entrevista ao Notícia de Frente da TV Vila Real.
O advogado justifica que não pode afirmar com exatidão o valor para a retomada das obras, porque o cálculo demanda uma série de premissas "relativas especialmente as frentes de ataques da obra e a própria disposição do Estado em concluir a obra em mais ou menos tempo".
Romero informou ainda que todo o material rodante e equipamentos necessários à conclusão das obras do modal já estão em Cuiabá, e que isso facilitaria uma retomadas.
"E o que está pendente é em relação às obras civis. Estimo ai que metade dessas obras estão pendentes, como implantação de terminais, de subestações", explicou.
O orçamento inicial para a construção do VLT entre Cuiabá e Várzea Grande era de R$ 1,477 bilhão. Até agora, o governo desembolsou pouco mais de R$ 1 bilhão.
Recentemente, o secretário de Mobilidade Urbana de Cuiabá, Antenor Figueiredo, disse que acredita que o VLT - Veículo Leve Sobre Trilhos dará lugar a um corredor simples de ônibus ou a um BRT - Bus Rapid Transit.

Histórico
As obras estão paradas desde 2014, quando o governador ainda era Silval Barbosa, e o modal estava previsto para ser entregue até a Copa do Mundo.
Inicialmente o projeto era de BRT, que custaria menos da metade.
Foi cogitada até mesmo uma possível fraude do Ministério das Cidades para a implantação de um VLT - Veículo Leve sobre Trilhos. A PF - Polícia Federal diz que houve irregularidades.
Com verbas de R$ 500 milhões já liberadas, na ocasião, para a construção de um corredor de ônibus rápido, BRT - Bus Rapid Transit, o Governo do Mato Grosso decidiu trocar o sistema de transportes para VLT.
Com isso, as obras para atender o mesmo trajeto subiriam de R$ 500 milhões para R$ 1,2 bilhão, uma diferença de gastos de R$ 700 milhões a mais.
A alegação do Governo do Estado para o Ministério das Cidades é de que o VLT transportaria mais pessoas e mais rapidamente.
Mas o estudo técnico para convencer o Governo Federal a financiar o modal sobre trilhos teria sido adulterado, o que prejudicou a comparação de fato entre os dois modais, de acordo com as investigações do Ministério Público.
Em agosto de 2017, a operação "Descarrilho", da Polícia Federal, revelou esquemas de corrupção no processo licitatório e implantação da obra do VLT.
Com isso, o governador Pedro Taques decidiu rescindir o contrato com o Consórcio VLT-Cuiabá/Várzea Grande, formado pela CR Almeida, CAF, Santa Barbara e Magna.
Antes da operação da Polícia Federal, Taques chegou a cogitar o pagamento de R$ 922 milhões para o consórcio retomar as obras.
De acordo com a Polícia Federal, ocorreu um superfaturamento superior a R$ 120 milhões para a compra dos trens, fruto do RDC - Regime Diferenciado de Contratações, que tem regras mais "flexíveis" que as previstas pela "lei de licitações" 8666/93. O RDC foi usado em várias obras para a Copa em diversas partes do país.
No dia 06 de junho, em segunda instância, o TJMT - Tribunal de Justiça de Mato Grosso negou recurso contra a rescisão do contrato, movido pelo consórcio da CR Almeida, CAF, Santa Barbara e Magna.
Fonte - Revista Ferroviária   28/06/2019

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Relatório diz que R$ 400 mi e 2 anos são suficientes para concluir VLT de Cuiabá

Transportes sobre trilhos  🚄

Técnicos da atual Secretaria de Estado de Cidades que atuaram no projeto do VLT afirmam que a redução no custo para a retomada e conclusão das obras tem como principal motivo a readequação do projeto inicial, o que inclui a exclusão de viadutos e trincheiras que seriam construídos.

MídiaNews
foto - ilustração/arquivo
Para retomar as obras do VLT (veículo leve sobre trilhos) ainda em 2019 e concluí-las dentro de um prazo de 20 meses, o governo do Estado teria que investir cerca de R$ 400 milhões.
A projeção consta em um relatório entregue pela atual gestão à equipe de transição do governador eleito Mauro Mendes (DEM), ao qual a reportagem de A Gazeta teve acesso.
Para isso, o Executivo teria que realizar um procedimento de manifestação de interesse (PMI), o que abriria as portas para empresas interessadas em tocar a obra realizarem uma parceria público-privada (PPP) com o Estado.
As informações animaram o vice-governador eleito, Otaviano Pivetta (PDT), que terá a missão de acompanhar e orientar os trabalhos da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra), Pasta passará a ser responsável pelas obras do VLT a partir de 2019. Ele destaca, contudo, que não vai terminar a implantação do sistema se não houver garantias de ele funcione.
“Não podemos dar nem um passo sem garantir a conclusão da obra e operação do sistema. Isso será viável através de PPP”, afirmou o pedetista, que também não descarta iniciar o novo processo de licitação já no ano que vem. “Estamos estudando o assunto e vamos formar a nossa opinião em breve”.
Técnicos da atual Secretaria de Estado de Cidades que atuaram no projeto do VLT afirmam que a redução no custo para a retomada e conclusão das obras tem como principal motivo a readequação do projeto inicial, o que inclui a exclusão de viadutos e trincheiras que seriam construídos.
Uma das propostas é não duplicar do viaduto da Avenida Miguel Sutil que passa sobre a Avenida do CPA. “Essa obra não é essencial para o funcionamento do VLT e pode ficar para outro momento”, disse um dos membros da transição que preferiu não ser identificado. Outra obra praticamente descartada é a da trincheira que complementaria o retorno de veículos na Avenida do CPA em conjunto com o viaduto da Sefaz.
A readequação para deixar o VLT mais barato também prevê plataformas de embarque e desembarque menores. Todas as 32 estações foram inicialmente projetadas para ter cinco metros. A proposta é que sejam reduzidas a três metros. A mudança impactaria o custo, principalmente, porque o Estado não teria que realizar mais desapropriações de áreas.
O relatório também sustenta que Mato Grosso já tem em caixa cerca de R$ 193 milhões disponíveis para a obra. O dinheiro é fruto de financiamento com o governo federal e, portanto, não pode ser aplicado em outra finalidade. Nada impede a próxima gestão, no entanto, de usá-lo como contrapartida para firmar uma PPP.
Se todas as medidas forem adotadas, o estudo afirma que, em 12 meses, o VLT já estaria funcionando no trecho que sai do aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, e chega ao Morro da Luz, no centro de Cuiabá. A conclusão do restante do trajeto levaria mais um ano, aproximadamente.

O custo do impasse
De 2013 a julho deste ano, o governo de Mato Grosso desembolsou mais de R$ 730 milhões e não viu as obras do VLT avançarem um centímetro sequer. O dinheiro foi aplicado nas parcelas do empréstimo de R$ 1,4 bilhão feito, ainda na gestão Silval Barbosa, junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para bancar a implantação do modal.
De acordo com Portal Transparência do Executivo, ainda faltam R$ 500 milhões para quitar o empréstimo. Fora isso, o Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande cobra do governo cerca de R$ 330 milhões referentes a três medições da obra realizadas em 2014, quando o empreendimento foi paralisado.
A falta de pagamento às empresas construtoras versus as alegações do Estado de irregularidades no contrato e na execução dos projetos é o que mantém o VLT estagnado. O vínculo chegou a ser rompido e o caso foi parar na Justiça. Atualmente, o placar é de 4 votos pela rescisão contratual e 1 contra, do total de 6 desembargadores que compõem a Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

A opinião dos políticos
Durante as eleições, o governador eleito Mauro Mendes chegou a afirmar que solucionaria o problema do VLT em até um ano. Com os trabalhos de transição de governo apontando para um orçamento com déficit de R$ 1,7 bilhão, no entanto, o democrata passou a afirmar que a obra não é mais uma das prioridades de 2019.
Sem uma definição, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) deu início a obras de revitalização dos canteiros centrais das principais avenidas da Capital. Obras que, segundo ele, amenizam a cicatriz causada pelo VLT, mas que não desperdiçam dinheiro público, na hipótese de a implantação do modal ser retomada.
Desde que assumiu o município, em 2015, o emedebista, que foi o criador da Frente Parlamentar Pró-VLT, na Assembleia Legislativa, quando deputado estadual, também tem defendido uma participação maior das prefeituras e da população na decisão sobre o que será feito. “Talvez seja preciso ouvir a população para saber o que eles pensam sobre o VLT. Um plebiscito, uma consulta popular pode ser uma alternativa”.
Prefeita da cidade mais afetada pelas obras – em Várzea Grande os trilhos foram praticamente todos instalados – Lucimar Campos (DEM), por sua vez, quer a retomada. Para a democrata, o novo sistema de transporte, além de mais moderno e eficiente, tornaria a cidade mais atrativa.
“O que me agrada é poder servir ao cidadão com um sistema de transporte de qualidade e moderno e que funcione em comum acordo com o atual. Acredito que o governador Mauro Mendes saberá como retomar essas obras que são essenciais”, defendeu.
Fonte - Abifer  01/01/2019

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

VLT de Cuiabá tem grama plantada no lugar dos trilhos

Transportes sobre trilhos  🚄

Após obra do VLT consumir mais de R$ 1 bilhão e não ficar pronta, grama é plantada no lugar dos trilhos em MT. - O projeto para a continuidade da obra está passando por análise, antes de ser realizada uma nova licitação para a conclusão do projeto de mobilidade urbana, segundo o governo do estado.A população, sem entender direito o que está acontecendo, não gostou de ver grama no lugar dos trilhos.

G1
foto - ilustração/arquivo
Os canteiros das avenidas de Cuiabá e Várzea Grande, na região metropolitana, por onde deveriam passar os vagões do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) estão ganhando grama. A obra do metrô consumiu R$ 1,066 milhão e a está parada desde dezembro de 2014. A obra era prevista para a Copa do Mundo no Brasil, da qual Cuiabá foi uma das subsedes.
O projeto para a continuidade da obra está passando por análise, antes de ser realizada uma nova licitação para a conclusão do projeto de mobilidade urbana, segundo o governo do estado.
A população, sem entender direito o que está acontecendo, não gostou de ver grama no lugar dos trilhos.
"Não somos vacas, nem bois, não vamos pastar isso", declarou a vendedora Geralda Aparecida da Costa.
Para o estudante Pedro Rodrigues, o dinheiro poderia ser aplicado de outra forma, já que, se a obra for retomada, a grama terá de ser retirada.
"É muito triste isso, porque o dinheiro poderia ser utilizado para moradia do pessoal que dorme no aeroporto", disse, ao ver o plantio de grama na Avenida João Ponce de Arruda, em frente ao Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande.
O projeto do VLT foi orçado em aproximadamente R$ 1,4 bilhão. Mas o valor total deve ficar bem além disso, já que R$ 1 milhão foi gasto e o governo solicitou empréstimo de R$ 800 milhões para terminar a obra, que está parada desde dezembro de 2014.
O contrato com o consórcio VLT foi rescindido após um processo administrativo aberto pelo governo do estado para apurar quebra contratual.
Agora, o governo deve discutir a abertura de uma nova licitação para a conclusão das obras. Os valores do novo orçamento estão sendo calculados por uma comissão formada por membros da Procuradoria Geral, Secretaria de Cidades e Controladoria Geral do Estado.
Conforme a Prefeitura de Cuiabá, mais de 400 palmeiras imperiais devem ser plantadas com o objetivo de amenizar a situação das vias devido à obras paralisadas para implantação do VLT, como na Avenida Tenente Coronel Duarte, a Prainha.
A revitalização consiste em obras de paisagismo e jardinagem com o plantio de algumas palmeiras e espécies nativas que suportem o calor da região.
Fonte - Revista Ferroviária  09/08/2018

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Parte de condomínio de luxo deverá ser demolida para obra do VLT em Cuiabá

Transportes sobre trilhos  🚄

A decisão pela desapropriação de parte do condomínio de luxo foi proferida pelo juiz Márcio Aparecido Guedes, da 2ª Vara Especializada de Fazenda Pública, no último dia 7. O G1 não conseguiu localizar a defesa do condomínio.Segundo consta no processo, o condomínio avançou indevidamente sobre a faixa de domínio público 

G1 - RF
foto - ilustração/arquivo
A Justiça determinou que o condomínio residencial Queen Elizabeth, localizado na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA), em Cuiabá, devolva parte da área ocupada para o governo do estado e o município de Cuiabá, para possibilitar a realização das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). A construção do modal está parada desde dezembro de 2014 e não tem previsão para ser retomada.
A decisão pela desapropriação de parte do condomínio de luxo foi proferida pelo juiz Márcio Aparecido Guedes, da 2ª Vara Especializada de Fazenda Pública, no último dia 7. O G1 não conseguiu localizar a defesa do condomínio.
"Aolho parcialmente o pedido formulado na inicial, a fim de determinar a reintegração de posse ao estado de Mato Grosso e ao município de Cuiabá da faixa de domínio localizada na Avenida Historiador Rubens de Mendonça [...] que constitui prolongamento daquela avenida", afirmou o magistrado, na decisão.
Segundo consta no processo, o condomínio avançou indevidamente sobre a faixa de domínio público, sendo necessária a desobstrução do trecho, com a retirada e demolição da grade de ferro implantada no local, assim como de quase 24 m² de grama esmeralda e de 10 palmeiras imperiais plantadas no local.
As benfeitorias realizadas pelo condomínio no trecho a ser desobstruído foram avaliadas pelo governo do estado em R$ 4.038,21, valor que já foi depositado em juízo como reparação pelos danos passíveis de indenização. "Anoto que o levantamento do depósito em favor do requerido se dará após o transito em julgado desta decisão", diz trecho da decisão.
Segundo o magistrado, laudo técnico foi juntado ao processo comprovando que o trecho ocupado pelo condomínio é, de fato, imóvel público, sendo direito do estado e do município reaver a área.

Obra do VLT

Com R$ 1 bilhão já investido, a obra do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que deveria ter ficado pronta até junho de 2014, completou dois anos e sete meses parada. A retomada da obra virou objeto de ação na Justiça Federal.
O maior impasse é em relação ao custo para concluir o projeto. O estado diz já ter repassado R$ 1.066 bilhão às empresas e que o consórcio chegou a pedir mais R$ 1,2 bilhão para terminá-la. Inicialmente, esse projeto estava orçado em R$ 1,4 bilhão. Ou seja, a obra sairia pelo dobro do orçamento inicial.
Na semana passada, o governo anunciou a suspensão do diálogo que mantinha com o Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande para a retomada da obra. A medida foi anunciada após a Polícia Federal deflagrar a Operação Descarrilho, que investiga um suposto esquema de propina envolvendo representantes de empresas responsáveis pela obra e o desvio de verba por meio de empresas contratadas pelo Consórcio VLT.
Fonte - Revista Ferroviária  14/08/2017

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

TCE apoia retomada do VLT de Cuiabá, mas garante "olhar especial" em obra bilionária

Transportes sobre trilhos   🚄

O conselheiro do TCE do MT também compõe a Rede de Controle da Gestão Pública do Estado e explicou que além de apoiador e incentivador da retomada e conclusão das obras do VLT, contribuirá com a fiscalização dos trabalhos. “Nosso papel como Rede de Controle é acompanhar e fiscalizar para garantir o bom andamento das obras. 

FolhaMax - RF
foto - ilustração/divulgação
O conselheiro interino do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE), Moises Maciel, manifestou total apoio ao secretário de Estado das Cidades, Wilson Santos, em relação à retomada das obras do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande. “A construção tem meu total apoio, pois é de extrema importância e dará um upgrade à Capital”, declarou durante visita ao titular da Secid-MT, na tarde desta quinta-feira (03.08).
O conselheiro também compõe a Rede de Controle da Gestão Pública, do Estado e explicou que além de apoiador e incentivador da retomada e conclusão das obras do VLT, contribuirá com a fiscalização dos trabalhos. “Nosso papel como Rede de Controle é acompanhar e fiscalizar para garantir o bom andamento das obras. Com a retomada da construção do modal, faço o compromisso de termos um olhar especial para essa obra”, afirmou Maciel.
Durante o encontro, o secretário Wilson Santos anunciou ao conselheiro que a Secid-MT irá criar um Comitê de Acompanhamento e Fiscalização das obras do VLT, com a participação de todos os órgãos de controle. “Não queremos ter mais problemas com essa obra. Estamos no mês decisivo para retomarmos os trabalhos e afirmo que vamos criar uma comissão para acompanhar cada passo dos trabalhos. Acompanhando o cronograma físico-financeiro e tudo que acontecer na construção”, enfatizou Santos.
Ao final, Wilson agradeceu a visita e o apoio do TCE e elogiou a conduta do conselheiro Moises Maciel no Tribunal. “Quero parabenizar sua postura séria, agregadora e de um verdadeiro conselheiro, que não somente penaliza e fiscaliza, mas orienta e auxilia. Recebo com muita satisfação o apoio do Tribunal, vou estendê-lo ao Governador Pedro Taques e estendo os agradecimentos ao presidente do TCE, conselheiro Antonio Joaquim”, finalizou Wilson
Fonte - Revista Ferroviária  03/08/2017

sábado, 7 de janeiro de 2017

Obra do VLT de Cuiabá será retomada até junho

Transportes sobre trilhos   🚄

Um acordo do Estado com as empreiteiras já foi celebrado e a obra de R$ 1,477 bilhão receberá um aditivo financeiro, o que será firmado com órgãos fiscalizadores.

MT Agora
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O secretário de Estado de Cidades, Wilson Santos (PSDB), declarou que o governo do Estado vai retomar as obras do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) no primeiro semestre deste ano. Um acordo do Estado com as empreiteiras já foi celebrado e a obra de R$ 1,477 bilhão receberá um aditivo financeiro, o que será firmado com órgãos fiscalizadores.
“Fechamos um acordo com o consórcio VLT e faremos uma ratificação perante a Justiça. O valor acrescido no contrato será submetido ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) e ao Ministério Público de Contas. Também faremos a correção de medições que não foram pagas e resolver o impasse de outros passivos”, disse.
A declaração do secretário de Cidades Wilson Santos foi dada na manhã desta quinta-feira (5) durante sua participação na eleição da Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM).
As obras do VLT estão paralisadas há dois anos e as empreiteiras cobram até R$ 800 milhões a mais para garantir a execução do projeto, o que elevaria o custo final para até R$ 2,2 bilhões.
Questionado a respeito do valor financeiro acertado com as empreiteiras, o secretário de Cidades Wilson Santos disse que só será levado ao conhecimento após a devida homologação junto aos órgãos fiscalizadores. “É difícil falar de valor neste momento. Quando houver a assinatura com o MPC e o TCE será levado ao conhecimento público”.
A respeito das prioridades elencadas para 2017, Wilson Santos disse que uma das metas é destravar as obras do Rodoanel e cumprir o cronograma de emendas parlamentares estipulado em parceria com a Casa Civil. Ainda está previsto honrar convênios firmados com os municípios. “São 400 obras em média. Teremos muito trabalho pela frente até 2017”, completou.
Fonte - MT Agora  06/01/2017

sexta-feira, 17 de junho de 2016

VLT - Fortaleza X Cuiabá

Ponto de Vista

Desde maio de 2014 a obra do VLT de Fortaleza estava paralisada.Deveria ter sido entregue a tempo, para a Copa do Mundo,mas houve quebra de contrato com o consórcio CPE-VLT,o motivo apresentado foi o descumprimento dos prazos.Após nova licitação as obras foram retomadas. Atualmente,o empreendimento está com mais de 60% de execução e, quando concluído, terá 13,4 quilômetros ligando os bairros Mucuripe e Parangaba. 

Vicente Vuolo
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Depois do Rio de Janeiro inaugurar o VLT, mais uma grande cidade brasileira aderiu definitivamente ao Veículo Leve sobre Trilhos. Fortaleza, conhecida internacionalmente pelas belíssimas praias, agora irá desfrutar de um transporte de primeiríssima qualidade, ecologicamente correto, seguro e confortável.
Desde maio de 2014 a obra estava paralisada. Deveria ter sido entregue a tempo, naquele ano, para a Copa do Mundo. Mas, houve quebra de contrato com o consórcio CPE-VLT. O motivo apresentado foi o descumprimento dos prazos. Houve nova licitação. E as obras foram retomadas. Atualmente, o empreendimento está com mais de 60% de execução e, quando concluído, terá 13,4 quilômetros ligando os bairros Mucuripe e Parangaba. Dessa extensão, serão 12,3 quilômetros em superfície e 1,4 quilômetro de trechos elevados. O Ramal atravessa 22 bairros, área que concentra mais de 500 mil moradores. A previsão de demanda potencial do novo modal é de 90 mil passageiros por dia. Em setembro, o VLT começa a operar.
Fortaleza tem história que gosta de preservar, onde se mescla o antigo e o moderno. O Teatro José de Alencar, com mais de 100 anos, é um ícone arquitetônico. O moderníssimo Beach Park é uma opção para os que gostam de muita adrenalina. Fortaleza está mais próxima da Europa e Estados Unidos e, por isso, possui diversos voos regulares para lá. Existe uma presença forte de europeus. Afinal, a sua toponímia é uma alusão ao Forte Schoonemborch, que deu origem ao município, construído pelos holandeses durante sua segunda permanência no local, entre 1649 e 1654. O lema de Fortaleza – presente em seu brasão – é a palavra em latim “Fortitudine”, que, em português significa “força, valor, coragem”.
Dados de 2013 nos mostram que entre os países que mais enviam turistas ao Ceará, está em primeiro lugar a Itália (5.397 turistas), em segundo Portugal (3.722 turistas) e os Estados Unidos (1.137). França e Filipinas, com 1.069 e 1.066 turistas, respectivamente, completam a lista.
Acredito que a presença dos italianos tem muito a ver com o trabalho empreendedor de um padre nascido naquele país em 1932, o padre Luiz Rebuffini. Ele chegou em Fortaleza em 1960 e logo começou a edificar uma obra incrível. Dedicou-se às crianças órfãs e filhas de famílias enfraquecidas. Criou o Centro Educacional da Juventude Padre João Piamarta, que iniciou suas atividades em 1972, como internato. Depois a Casa da Criança Governador Virgílio Távora, Lar Nazaré, essa para meninas em situação de vulnerabilidade, e a Escola Agrícola Padre Lino Gottard.
Esse italiano que virou cearense, da Congregação da Sagrada Família de Nazaré, sempre esteve com seu pensamento ligado à juventude e ao desenvolvimento. Sua proposta de educação sempre foi para criar oportunidades para os jovens. Milhares passaram por suas escolas e superaram as situações de miséria e de desagregação familiar.
Creio que o Ceará reforçou nele seu lado empreendedor. O povo cearense é um povo empreendedor, com forte tino para o comércio. Por isso, o turismo e o setor de serviços crescem vencendo várias crises nacionais. O padre Luiz Rebuffini, já nos finais dos anos 1980 dizia que o turismo seria a nova grande onda de desenvolvimento do Ceará, e que os jovens teriam grande oportunidades de emprego nas atividades ligadas a essa indústria não poluente.
Fortaleza cresceu e se diversificou, é a quinta capital em população. Os desafios para uma cidade que ultrapassou 2 milhões e meio de habitantes são enormes, e por isso, a opção pelo VLT é uma referência que devemos observar com atenção. Lá, a cidade está optando pelos trilhos.
Enquanto isso, em Cuiabá, o cenário do VLT é outro. Abandono e paralisia total. Políticos e governo do Estado não se entendem. Disputas político-eleitoral parecem ditar o rumo de uma obra que não deveria ter dono, a não ser a própria população.
Esta é a hora onde todos os segmentos da sociedade deveriam estar unidos em torno de uma causa. Executivo, Legislativo (estadual e municipal), setor produtivo, entidades lojistas se mobilizando para o término da obra e para que os serviços que venham a ser prestados sejam de qualidade, sem desvios ou corrupção e sem cabides de emprego.
VICENTE VUOLO É ECONOMISTA, CIENTISTA POLÍTICO E ANALISTA LEGISLATIVO DO SENADO FEDERAL.
E-mail: vicente.vuolo10@gmail.com
Vicente Vuolo  17/06/2016

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Obra do VLT da Baixada Santista completa dois anos de atraso

Transportes sobre trilhos

Paralisações solicitadas pelo Ministério Público, problemas jurídicos envolvendo o traçado e questões de engenharia foram alguns dos entraves relacionados à obra do Veículo Leve sobre Trilhos. O transporte pretende atender diariamente 150 mil passageiros por dia quando for entregue, em outubro de 2016, última data estipulada pela EMTU para o término das obras.

Diário do Litoral
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A placa instalada em um local estratégico, entre a Avenida Ana Costa e a Avenida General Francisco Glicério, em Santos, aponta uma data ultrapassada para o término da obra. Anunciada com entusiasmo pelo Governador Geraldo Alckmin em 29 de maio de 2013, a construção da primeira fase do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) segue a passos lentos na Baixada Santista. A entrega do equipamento está atrasada em 24 meses, o triplo do tempo inicialmente estabelecido para a construção.
Paralisações solicitadas pelo Ministério Público, problemas jurídicos envolvendo o traçado e questões de engenharia foram alguns dos entraves relacionados à obra do Veículo Leve sobre Trilhos. O transporte pretende atender diariamente 150 mil passageiros por dia quando for entregue, em outubro de 2016, última data estipulada pela EMTU para o término das obras.

Paralisações
Os questionamentos do Ministério Público nas obras civis no trecho da Avenida Francisco Glicério, entre as proximidades do Canal 1 e Avenida Conselheiro Nébias, implicou em atrasos de oito meses para o início das obras no trecho de Santos.
O Gaema, órgão do Ministério Público (MP), também questionou o andamento dos trabalhos no canteiro central, no trecho da Avenida Francisco Glicério, entre os canais 1 e 3, sob o entendimento que o licenciamento ambiental valeria para a linha férrea. O assunto foi encerrado em última instância jurídica com a constatação de que não houve alteração no projeto.
Outros entraves relacionados às questões de engenharia na construção do Viaduto Antonio Emmerich, em São Vicente, e no Túnel José Menino, em Santos, além de interferências de solo não cadastradas nas Prefeituras de Santos e São Vicente também alteraram o andamento das obras civis.

TCE
Na última quarta-feira (25) uma publicação no Diário Oficial do Estado estipulou o prazo de quinze dias para que a EMTU preste informações e esclarecimentos sobre possível irregularidade na obra do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), em trecho compreendido entre 50 metros antes da Avenida Conselheiro Nébias até o pátio Porto, em Santos.
Entre as possíveis irregularidades apontadas pelo TCE, e não respondidas de forma suficiente pela EMTU, estão os valores orçados para o canteiro de obras, que apresentam diferenças acentuadas entre o orçamento e a contratação (os valores contratados representam 25% do valor orçado); o fornecimento de trilhos, que apresentou cotação de apenas um fornecedor; a aquisição de equipamento de pátio, que totaliza mais de R$ 12,8 milhões e o fato da EMTU não ter apresentado pesquisas e cotações requisitadas (neste quesito a companhia se limitou a responder que o Termo de Referência continha as informações e que se tratando de equipamento metroviário não necessitaria de especificações minuciosas).
Em nota, a EMTU afirma que sempre que questionada, presta todos os esclarecimentos ao Tribunal de Contas do Estado. A nova solicitação será respondida dentro do prazo estabelecido pelo órgão.

Valores
As obras do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) já consumiram R$ 714,1 milhões. Os acréscimos nos valores também foram questionados pelo Tribunal de Contas do Estado.
De acordo com a EMTU, foram empenhados R$ 391 milhões referentes a obras civis de Barreiros, em São Vicente, até a Avenida Conselheiro Nébias, em Santos; R$ 88 milhões em obras complementares e R$112 milhões a obras civis da Avenida Conselheiro Nébias/Rua Campos Mello, em Santos, até o Pátio Porto.
Além disso, foi necessário aditivo de no contrato de fornecimento dos sistemas de energia, sinalização, telecomunicações, semaforização, controle de arrecadação e de passageiros. O valor deste contrato é de R$123,1 milhões.

Segunda fase
Em fase de licenciamento e com ­previsão de abertura de ­licitação no final de setembro, o segundo ­trecho de obras do VLT deve contar com 13 estações e oito quilômetros de extensão. O traçado original do empreendimento sofreu alterações.
Também devem ocorrer desapropriações. De acordo com o projeto apresentado, as composições passarão por um trecho da Avenida Conselheiro Nébias e por ruas como Campos Mello, Constituição, Luís de Camões, Amador ­Bueno e João Pessoa.

Integração deve começar em junho
O início da integração do VLT com as linhas intermunicipais está previsto para começar no próximo mês de junho, preliminarmente, com 37 linhas gerenciadas pela EMTU/SP e que circulam no raio de 400 metros ao longo da linha do VLT. No primeiro momento a integração será voluntária, ou seja, o usuário poderá optar em continuar a sua viagem na linha de ônibus ou fazer a integração com o VLT. A integração com as linhas municipais deve ocorrer a partir de dezembro de 2016. A EMTU/SP já iniciou tratativas com as prefeituras de São Vicente e Santos sobre o assunto.

O VLT
A operação do VLT da Baixada Santista teve início em abril de 2015 (o primeiro prazo era junho de 2014) e atualmente das 15 estações previstas no trecho entre Barreiros, em São Vicente, e Porto de Santos, 10 foram entregues e nove já estão em operação em 6,5 km de via que ligam as duas cidades. De acordo com a EMTU, em junho começa a operação comercial da 10ª Estação, a Bernardino de Campos, em Santos. Em outubro todo o trecho de 11 km de extensão será concluído.
Atualmente, 14 dos 22 trens foram entregues e o 15º está previsto para chegar em junho. O restante entrará em operação até 2017.
Fonte - Revista Ferroviária  29/05/2016

sexta-feira, 4 de março de 2016

Secid recebe últimos relatórios de consultoria sobre o VLT de Cuiabá

Transportes sobre trilhos

Em janeiro, a KPMG apresentou a primeira parte do trabalho, que abordou a viabilidade financeira para conclusão do modal. Conforme o levantamento, obra do VLT deve custar R$ 532 milhões a menos que o valor exigido pelo Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande.

Portal Governo de Mato Grosso - RF
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O secretário de Estado das Cidades (Secid), Eduardo Chiletto, recebeu nesta quinta-feira (03/03) os últimos relatórios da consultoria sobre o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). O trabalho, que foi desenvolvido pela KPMG Consultoria Ltda., será apresentado à Justiça Federal até o dia 19 de março. Os dois últimos volumes entregues são referentes aos estudos da tarifa e de operacionalização do modal.
Em janeiro, a KPMG apresentou a primeira parte do trabalho, que abordou a viabilidade financeira para conclusão do modal. Conforme o levantamento, obra do VLT deve custar R$ 532 milhões a menos que o valor exigido pelo Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande. Os dados foram apresentados à imprensa durante uma entrevista coletiva e os relatórios disponibilizados na íntegra no portal do governo do Estado.
Segundo a KPMG, o custo total para finalizar os serviços seria de R$ 602 milhões aos cofres públicos. O valor é muito abaixo do R$ 1,135 bilhão requisitados pelo consórcio construtor em 2015 a título de reajuste, reequilíbrio financeiro, câmbio e saldo devedor. Tal solicitação somava R$ 2,2 bilhões para conclusão da obra.
Atualmente, o contrato relacionado à obra do modal segue junto à Justiça Federal, devido à ação civil pública ingressada pelo Ministério Público Federal (MPF), Governo de Mato Grosso e Ministério Público Estadual (MPE/MT).
De acordo com o secretário Eduardo Chiletto, os relatórios serão analisados por comissão formada por técnicos da Secid, Procuradoria Geral do Estado (PGE), Controladoria Geral do Estado (CGE) e Gabinete de Assuntos Estratégicos (GAE). Somente após os estudos e entrega dos documentos à Justiça Federal, o resultado da consultoria será apresentado à sociedade. A primeira parte do relatório já foi protocolada na Justiça Federal.
“A intenção do Governo Pedro Taques é concluir esta obra e é preciso responsabilidade. Só vamos utilizar dinheiro público em algo que se mostrar viável. Por isso a importância de um estudo técnico independente. Com as informações em mãos, o Estado terá condições de definir os andamentos necessários para conclusão do modal”, destacou Chiletto.

Histórico
O VLT deveria ter sido entregue em junho de 2014, antes mesmo do início dos jogos da Copa do Mundo em Cuiabá. Entretanto, os sucessivos atrasos levaram o governo a fazer um aditivo prevendo o término para 31 de dezembro do mesmo ano. Porém, as obras foram paralisadas antes mesmo deste prazo.
O consórcio VLT Cuiabá venceu a licitação realizada em junho de 2012, na modalidade do Regime Diferenciado de Contratação (RDC), que não permite aditivos, por R$ 1,447 bilhão. Deste total, R$ 1,066 bilhão já foram pagos.
Fonte - Revista Ferroviária  04/03/2016

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Mato Grosso solicita à Justiça novo prazo para decidir o VLT de Cuiabá

Transportes sobre trilhos

Inicialmente projetado para custar R$ 1.477 bilhão dos quais já foram pagos R$ 1.066 bilhão, as estimativas mais remotas apontam para um preço final próximo ou superior a R$ 2 bilhões.O governo de Mato Grosso pediu à Justiça Federal a ampliação do prazo final de entrega dos resultados da consultoria KPMG.

Marcos Lemos
Diário de Cuiabá


O governo de Mato Grosso pediu à Justiça Federal a ampliação do prazo final de entrega dos resultados da consultoria KPMG, contratada por R$ 3,8 milhões sobre as obras do VLT – Veículo Leve sobre Trilhos para o dia 19 de maio vindouro.
Do resultado desta consultoria o governador Pedro Taques (PSDB) admitiu que tomaria providências em relação às obras do VLT que faziam parte da Matriz de Responsabilidade da Copa do Mundo de 2014, mas não ficaram prontas.
“Quando existir um raio-x completo do VLT, seus custos estimados finais, pois quanto mais tempo demorar as obras mais as mesmas encarecem e as responsabilidades para eventuais erros cometidos, tomaremos a decisão a respeito do futuro do modal”, tem repetidas vezes declarado o governador Pedro Taques, que ganhou um aliado de peso a favor da retomada e conclusão da obra, o ministro das Cidades, Gilberto Kassab.
Inicialmente projetado para custar R$ 1.477 bilhão dos quais já foram pagos R$ 1.066 bilhão, as estimativas mais remotas apontam para um preço final próximo ou superior a R$ 2 bilhões, pois mesmo as obras tendo sido licitadas pelo Regime Diferenciado de Contratação – RDC, o que não permite aditivos de preço, os contratos sofrem correções anuais pela inflação e pela variação cambial, já que boa parte dos materiais como trens e vagões, além de material de informática e ótico, foi adquirida em dólar, pois são importados.
O resultado da referida consultoria que terá três etapas, uma já concluída, a que apontou serem necessários R$ 602.742 milhões para conclusão das obras do VLT na ótica da KPMG e não R$ 1.135.319 bilhões, como solicitado pelo Consórcio VLT Cuiabá/Várzea Grande, uma diferença a menor de R$ 532.577 milhões segundo o governo do Estado, já se encontra protocolado junto ao juízo da 1ª Vara Cível Federal sob a responsabilidade do juiz Ciro José Andrade Arapiraca.
As duas outras etapas são dos custos para a operacionalização do VLT nos seus dois ramais que somam 23 km e com diversas estações de embarque e desembarque, além da questão dos troncos de alimentação que serão feitos com ônibus ou com transporte alternativo e que necessariamente precisam ser integrados, como acontece nas grandes metrópoles do Brasil.
Já a terceira etapa e a que mais interessa à população diz respeito ao preço da tarifa, o quanto o usuário terá que pagar para utilizar o VLT e como se dará a etapa anterior, que é a integração, que é o pagamento de tarifa única entre ônibus, transporte alternativo (van) e o VLT.
O juiz Ciro José Andrade Arapiraca determinou que o Consórcio VLT Cuiabá/Várzea Grande, como parte interessada, fosse ouvido quanto ao pedido de mais prazo para que o governo do Estado entregasse os resultados da Consultoria KPMG e as definições finais quanto à retomada ou não das obras e sua operacionalização.
Tanto o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, quanto o governador Pedro Taques (PSDB) defenderam na última viagem oficial a Mato Grosso que a melhor solução, pós-resultado da consultoria, seria aplicar o modelo de Parceria Público Privada – PPP, onde seria antecipada a licitação para a exploração do VLT por 30 anos e os vencedores assumiriam as obras e a sua conclusão.
“Vejo uma real possibilidade de se licitar, sem custo para o vencedor, a exploração do VLT, destinando os recursos que deveriam ser para o Tesouro à conclusão das obras do modal de transporte de massa, mesmo que para isto fosse necessário o aporte de empréstimos-ponte aos vencedores da licitação”, disse o ministro Gilberto Kassab.
Fonte - Diário de Cuiabá  13/02/2016

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

AL do MT vai criar frente parlamentar em prol do VLT de Cuiabá

Transportes sobre trilhos

A Frente Parlamentar tem o escopo de ouvir a sociedade, empresários, prefeituras das duas maiores cidades do Estado, Cuiabá e Várzea Grande, governo e Consórcio (responsável pela obra), para após um amplo debate, levantar de forma criteriosa todos os entraves que interferem na conclusão do modal, buscando solução técnica e política para imediata retomada da obra.... 

Folha Max - MT
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O deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR) é o autor do Requerimento 458/2015, que cria a constituição e instalação da Frente Parlamentar em prol da retomada e conclusão das obras do Veículo Leve sobre Trilho (VLT). Os membros serão definidos pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa.
A Frente Parlamentar tem o escopo de ouvir a sociedade, empresários, prefeituras das duas maiores cidades do Estado, Cuiabá e Várzea Grande, governo e Consórcio (responsável pela obra), para após um amplo debate, levantar de forma criteriosa todos os entraves que interferem na conclusão do modal, buscando solução técnica e política para imediata retomada da obra, atendendo assim os verdadeiros interesses da sociedade.
O parlamentar justifica que o objetivo é dar celeridade, acompanhar e auxiliar o governo na retomada e conclusão das obras de implantação do modal na Região Metropolitana de Cuiabá.
“Trata-se de uma frente parlamentar que contará com suporte técnico, calendário de atividades, bem como a definição de uma estratégia de trabalho”.
Pinheiro observa que não se trata de nenhum tipo de pressão política, mas de um dispositivo político, que faz parte do sistema democrático. “A sociedade precisa participar do debate. Para mim não interessa essa máfia em prol do BRT ou VLT, é preciso deixar isso muito claro”, avaliou.
Recentemente, o deputado Emanuel Pinheiro realizou audiência pública na qual debateu com os comerciantes da Avenida da FEB, na Cidade Industrial, os impactos da obra de mobilidade urbana na Região Metropolitana de Cuiabá. A solenidade expôs os principais gargalhos que afligem o comércio local.
A expectativa é que a Frente Parlamentar seja constituída nos próximos dias e conte com a participação de deputados que compõem o Consórcio Vale do Rio Cuiabá.
A matéria recebeu oito votos favoráveis dos deputados Emanuel Pinheiro (PR); Saturnino Masson (PSDB); Dr. Leonardo Albuquerque (PDT); Pedro Satélite (PSD); Oscar Bezerra (PSB), Romoaldo Junior (PMDB), José Domingos Fraga (PSD) e Max Russi (PSB).
Fonte - ANPTrilhos  04/11/2015

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

VLT de Cuiabá continua sem decisão

Transportes sobre trilhos

O serviço de consultoria vai custar R$ 4 milhões aos cofres públicos. No entanto,Taques disse que o valor será descontado no contrato com o consórcio responsável pelas obras do VLT.O governador admitiu que o VLT precisa ficar pronto, porém, afirmou que não vai entregar “obra meia boca” para população.

Mídia News - RF
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O governador Pedro Taques (PSDB) afirmou, nesta quarta-feira (9), que só irá decidir sobre o futuro das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Cuiabá e Várzea Grande, no mês de dezembro.
Esse é o prazo estabelecido para que a empresa de consultoria, contratada pelo Estado, entregue a avaliação de viabilidade econômico-financeira e operacional do modal de transporte coletivo.
A contratação da empresa obedece a uma decisão do juiz da 1ª Vara Federal de Mato Grosso, Ciro Arapiraca, que suspendeu por quatro meses o contrato e o aditivo para a retomada das obras.
O serviço de consultoria vai custar R$ 4 milhões aos cofres públicos. No entanto, Taques disse que o valor será descontado no contrato com o consórcio responsável pelas obras do VLT.
O governador admitiu que o VLT precisa ficar pronto, porém, afirmou que não vai entregar “obra meia boca” para população.
Segundo ele, esse tipo de obra foi feito na gestão passada, quando inaugurou o Viaduto Jamil Nadaf, conhecido como o Viaduto da Sefaz, na Avenida do CPA, com grande risco de desabamento.
“Se eu fosse um irresponsável, diria que iria entregar o VLT em tal prazo. Mas, entregar obra meia boca não é como trabalhamos nessa atual administração”, afirmou Taques, em entrevista coletiva para mais de 80 emissoras de rádio de Mato Grosso.
O governador disse ainda que a gestão de Silval Barbosa (PMDB) foi uma “vergonha”, já que não conseguiu entregar o que foi prometido.
Ele recordou que uma comitiva de autoridades da época, liderada pelo próprio Silval, esteve em Portugal conhecendo o projeto de VLT no país. De lá, segundo Taques, voltaram convictos de trocarem o modal "sem qualquer embasamento técnico".
“Eu defendi, desde o início, a construção do BRT [Bus Rapid Transit], mas o governador e algumas pessoas foram para Portugal sonhar com o VLT e transformaram o projeto de R$ 480 milhões em um de R$ 1,47 bilhão. Era para ficar pronto para a Copa do Mundo, mas, por vergonha da administração passada, não ficou", disse.
Conforme o governador, dos R$ 1,47 milhões, já foram pagos R$ 1,066 bilhão para o consórcio responsável pelas obras. Em contrapartida, apenas 16% da obra física estão prontas.

Recuperação dos canteiros
Ainda sobre o VLT, Taques disse que os R$ 6 milhões que serão investidos para recuperar os canteiros serão descontados do valor da obra.
"A Justiça determinou que o Estado pode desembolsar esta quantia, mas ela será saldada pelo consórcio que está tocando a obra mais para frente”, disse.
Fonte - Revista Ferroviária  10/09/2019

sábado, 29 de agosto de 2015

Contrato do VLT de Cuiabá pode ser quebrado

Transportes sobre trilhos

Diante do impasse entre o Governo do Estado e Consórcio VLT, consultoria deve dizer se compensa ou não manter o atual contrato.O Termo de Consultoria está sendo trabalhado e deverá ser lançado nos próximos dias. Em seguida, o prazo para as empresas interessadas encaminharem propostas será de uma semana. 

Yuri Ramires
Diário de Cuiabá
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A consultoria que será contratada pelo Governo do Estado nos próximos dias poderá resultar na quebra de contrato com o Consórcio VLT, responsável pelas obras do modal em Cuiabá e Várzea Grande. Caso isso venha a acontecer, não está descartada uma nova licitação para a conclusão do modal.
O governo está cuidadoso e analisando os caminhos, uma vez que, se encerrar o contrato, haverá mais demora na conclusão do modal, cuja obra começou há mais de dois anos e está paralisada.
“Se houver o rompimento, precisamos de um caminho para terminar a obra, isto é, de um novo projeto, buscar quem vai retomar e outros pontos. É um risco muito grande e demorado”, disse ontem o secretário do Gabinete de Assuntos Estratégicos, Gustavo Oliveira.
Caso isso venha a ocorrer, ele explicou que a obra não será abandonada. “O estudo deve definir o encaminhamento para que a gente possa viabilizar o término da obra”, esclareceu.
A situação é delicada, uma vez que a antiga gestão não teria se preocupado em desenhar soluções para eventuais problemas. Além das dúvidas em torno da conclusão ou não da obra, é preciso discutir o operador do sistema e garantir recursos para o funcionamento, que, segundo Oliveira, “não é uma tarefa simples”.
O Termo de Consultoria está sendo trabalhado e deverá ser lançado nos próximos dias. Em seguida, o prazo para as empresas interessadas encaminharem propostas será de uma semana. O secretário afirmou que já existem empresas interessadas, mas que outras, consideradas as melhores do país, também serão consultadas.
Por fim, o documento deve ser concluído no prazo de três meses, tento em vista que a Justiça determinou a suspensão do contrato entre Governo e Consórcio por quatro meses. Sendo assim, sobra um mês para concluir a batalha jurídica e decidir os caminhos que serão tomados.
Hoje, para terminar a obra, faltam em torno de R$ 750 milhões na visão do Estado; já na do Consórcio, faltam R$ 1 bilhão. A consultoria deverá apontar qual seria o valor concreto.
Questões sobre a operação do modal também serão sanadas. “Esperamos também uma revisão da matriz de transportes, bem como o custo de operação. Isso vai ser importante para definir o aporte anual ou mensal que o Estado dará, visando a um preço viável ao usuário”, disse.
Sem falar em valores, ele explicou que a tarifa será igual ou pouco superior a do atual transporte por ônibus, que hoje é de R$ 3,10.
A obra, que segue paralisada desde o começo do ano, está dentro das garantias legais, lembrou Gustavo. “Enquanto os quatro meses rolam, as garantias também foram prorrogadas, conforme determinação judicial. Isto é, manutenção dos sistemas, nos vagões e outras ações no patrimônio. Não haverá prejuízos”, garantiu.
Fonte - Diário de Cuiabá  28/08/2015

segunda-feira, 18 de maio de 2015

TCE do MT cobra do governo data de conclusão do VLT de Cuiabá/Várzea Grande

Transportes sobre trilhos

TCE cobra do governo data de conclusão do VLT na Grande Cuiabá.A Secretaria Estadual de Cidades (Secid) terá o prazo de cinco dias para atender a determinação feita pelo conselheiro e vice-presidente do TCE, José Carlos Novelli. Ao G1, a Secid informou que o TCE vem atuando em conjunto com a pasta e que as informações e andamentos têm sido acompanhados pelo Tribunal.

G1
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MT - O Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinou que o governo de Mato Grosso encaminhe informações e documentos sobre o cronograma de todas as obras atrasadas da Copa, com detalhes de previsão de custos, reinício e conclusão de projetos que incluem o Veículo Leve sobre os Trilhos (VLT) e a Arena Pantanal. A Secretaria Estadual de Cidades (Secid) terá o prazo de cinco dias para atender a determinação feita pelo conselheiro e vice-presidente do TCE, José Carlos Novelli. Ao G1, a Secid informou que o TCE vem atuando em conjunto com a pasta e que as informações e andamentos têm sido acompanhados pelo Tribunal.
Ele ressalta, por exemplo, que as composições de VLT estão desde o último ano no pátio do Centro de Manutenção e Operações, localizado em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, cuja conclusão das obras poderá ocorrer somente em 2018, conforme prevê o consórcio responsável pela implantação do metrô de superfície. De acordo com a decisão do conselheiro, de imediato é exigido ao governo um plano de manutenção dos trens até o início da operação do sistema.
Também o termo inicial do prazo de garantia das unidades veiculares pelo fabricante, além do custo total para o retorno do VLT. Problemas de desapropriação dos imóveis no trajeto do modal são apontados pelo conselheiro que requereu o cronograma físico e financeiro para a implementação.
Orçado em R$ 1,4 bilhões, o VLT deveria ter sido finalizado em março de 2014, com dois eixos, CPA-Aeroporto e Coxipó-Centro. Atualmente as obras estão paralisadas. Informações sobre o levantamento logístico para a composição da tarifa a ser paga pelos passageiros foram solicitadas pelo TCE, que citou como base o valor de R$ 3,99 mencionado anteriormente pela extinta Secopa.
O governo deverá também apresentar um plano de correção de falhas na execução das obras, como o viaduto da Sefaz, na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (CPA), por exemplo, que está interditado desde o ano passado por apresentar problemas estruturais. As demais obras que ainda não foram finalizadas e que integram o pacote de mobilidade urbana na Grande Cuiabá deverão indicar datas de reinício e conclusão dos serviços, além da estimativa final de custo.
Sobre a Arena Pantanal, o conselheiro determina a apresentação de um plano de manutenção permanente e de conservação da parte física, “haja vista que vários setores estão se deteriorando, conforme constatado em vistoria técnica realizada no último dia 11 pela Secretaria de Controle Externo de Obras e Serviços de Engenharia do Tribunal de Contas”, informou em trecho do documento enviado ao governo.

Prioridades
A Secretaria Estadual de Cidades havia divulgado o novo cronograma de obras de mobilidade urbana nesta quinta-feira (14), com a previsão de que 10 obras atrasadas deverão ser concluídas até dezembro deste ano e outras quatro, em 2016. Para o retorno dos serviços, o governo prevê inicialmente custo de 50 milhões. Contudo, no pacote não está previsto o término das obras do Veículo Leve Sobre os Trilhos, que ligará Cuiabá a Várzea Grande, e nem da Arena Pantanal.

Outro lado
A Secid informou, por meio de nota, que tem atuado em conjunto com órgãos de fiscalização e controle, como os Tribunais de Contas da União (TCU) e do Estado (TCE), Ministério Público (MPE), Tribunal de Justiça e Assembleia Legislativa (ALMT). Conforme a pasta, essas entidades e instituições têm tido acesso total aos contratos e demais documentos referentes às obras de mobilidade urbana da Copa do Mundo de 2014 e ao Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).
Informou ainda que, depois que os contratos da extinta Secopa (Secretaria da Copa) foram remanejados para a Secic, profissionais do TCE foram também para a sede da pasta, e que todas as informações e andamentos têm sido acompanhados pelo TCE.
Fonte - Revista Ferroviária  18/05/2015

sexta-feira, 24 de abril de 2015

VLT de Fortaleza,Governo do Ceará recebe propostas para obra

Transportes sobre trilhos

Os recursos para as obras são da Caixa Econômica Federal e os trabalhos devem ficar prontos num prazo de 12 meses a partir da assinatura da Ordem de Serviço, exceção para os serviços do terceiro trecho, fixado em 18 meses. “Nosso interesse não é ter simplesmente a obra pronta, mas funcionando o mais rápido possível.

G1
foto - ilustração
A Secretaria da Infraestrutura do Estado do Ceará (Seinfra) concluiu nesta sexta-feira (24) a fase de recebimento de propostas para a retomada das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Fortaleza, que vai ligar os bairros Parangaba e Mucuripe. A obra havia sido prometida para a Copa do Mundo, em junho de 2014, e foi suspensa por atrasos da empresa responsável.
A obra foi dividida em três lotes e as empresas participantes deverão agora entregar à Seinfra planilhas, cronogramas e demais documentos exigidos pelo edital de concorrência. Após a análise do material serão anunciados os vencedores.
Os serviços do primeiro trecho, referentes à passagem na avenida Borges de Melo, estão orçados em 26,8 milhões milhões. O segundo trecho – Estação Borges de Melo à Estação Parangaba e o centro de manutenção, está orçado em R$ 48,3 milhões. Já a terceira licitação tem valor de R$ 100 milhões e compreende o trecho entre a Estação Iate à Estação Borges de Melo.
Os recursos para as obras são da Caixa Econômica Federal e os trabalhos devem ficar prontos num prazo de 12 meses a partir da assinatura da Ordem de Serviço, exceção para os serviços do terceiro trecho, fixado em 18 meses. “Nosso interesse não é ter simplesmente a obra pronta, mas funcionando o mais rápido possível. Portanto, tudo que for necessário para que essa obra transcorra da melhor forma possível, e que o serviço seja prestado sem nenhum tipo de intercorrência , a gente colocou dentro desse processo”, afirma o secretário da Infraestrutura, André Facó.

Obra de mobilidade
O VLT está com 50% de avanço nas obras e, quando concluído, terá 12,7 quilômetros ligando o os bairros Mucuripe e Parangaba. Desta extensão total, serão 11,3 quilômetros em superfície e 1,4 quilômetros de trechos elevados, é um projeto do Governo do Estado que visa a remodelação do ramal ferroviário Parangaba-Mucuripe, atualmente utilizado para transporte de carga, objetivando a utilização do mesmo para transporte de passageiros.
O Ramal atravessa 22 bairros, área que concentra mais de 500 mil moradores de Fortaleza. A previsão de demanda potencial do novo modal é de 90.000 passageiros por dia. O projeto prevê a construção de três tipologias de estação, sendo uma elevada (Parangaba), a do Papicu (que fará a integração com a Linha Leste do Metrô e o terminal rodoviário) e outro tipo de padronização para as outras seis estações: Montese, Vila União, Rodoviária, São João do Tauape, Pontes Vieira e Mucuripe. Serão construídos, também, dois elevados com vãos de 32,90 metros, uma passagem inferior passando pela avenida Borges de Melo, além de passarelas sobre as avenidas Expressa e Pontes Vieira.
Em 2014, o governador do Estado rompeu o contrato com o Consórcio CPE-VLT Fortaleza, motivado após inúmeras notificações de atraso feitas pela Secretaria de Infraestrutura. O grupo havia vencido a licitação com a proposta de preço de R$ 179,54 milhões.
Fonte - ABIFER  24/04/2015