UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quinta-feira, 21 de março de 2019

Múltiplas tragédias, uma causa!

Ponto de Vista  🔍

Qualquer pessoa tem plena ciência de que seu carro, bicicleta ou mesmo sua casa, se não passar por manutenções periódicas, perderá valor rapidamente.Recentemente, temos sido surpreendidos, por uma série de acidentes, que revelam o quanto o assunto "manutenção" é importante, mas deixado de lado.Quando há excesso de chuvas, as cidades alagam, aflorando a ineficiência de seus sistemas de drenagem e escoamento de águas.Nunca foi costume do Brasil investir na preservação de seu patrimônio cultural, ambiental, esportivo ou mesmo na sua infraestrutura urbana.

Luiz Augusto Pereira de Almeida* - Portogente
foto - ilustração/Pregopontocom
Qualquer ser humano, desde o mais jovem ao mais adulto, sabe que, se não mantiver o seu corpo com alimentação saudável, exercícios regulares e bons hábitos, provavelmente acabará numa cama de hospital. Qualquer pessoa tem plena ciência de que seu carro, bicicleta ou mesmo sua casa, se não passar por manutenções periódicas, perderá valor rapidamente.
No campo do desenvolvimento urbano e infraestrutura, não é diferente. O planejador urbano, ao se deparar com o crescimento das cidades, precisa gastar muito tempo, não só para definir como elas irão desenvolver-se, mas também como preservarão, cuidarão e valorizarão seu patrimônio. De nada adianta prever e implantar parques, se eles ficarem sem manutenção e se tornarem lugares inóspitos para frequência. Tampouco terão retorno áreas cuja zeladoria pública esteja ausente.
O centro da cidade de São Paulo e as áreas de mananciais da Região Metropolitana são exemplos clássicos do absentismo do poder público quanto ao planejamento e cuidados urbanos. De nada adianta permitir a ocupação urbana em áreas de risco, colocando a vida das pessoas em jogo, se não há responsáveis para cuidar ou manter um nível aceitável de bem-estar para esses moradores. Da mesma forma, tornam-se ineficazes as várias restrições urbanísticas impostas ao centro de São Paulo, se levam os proprietários de imóveis a abandoná-los. A manutenção não precisa constituir-se em ônus para a administração pública. Também pode representar custo zero, seja através de investimentos da iniciativa privada, ou de incentivos a ela conferidos.
Recentemente, temos sido surpreendidos, por uma série de acidentes, que revelam o quanto o assunto "manutenção" é importante, mas deixado de lado. Os viadutos de São Paulo estão sob ameaça de queda. Já são dois interditados e agora se fala em outros. Quando há excesso de chuvas, as cidades alagam, aflorando a ineficiência de seus sistemas de drenagem e escoamento de águas. Também ficam sem energia, indicando não haver suficiente investimento em renovação e manutenção das instalações elétricas. Sem falar dos casos mais dramáticos, como o Edifício Wilton Paes de Almeida (São Paulo), Mariana e Brumadinho (MG), com vítimas fatais.
Nunca foi costume do Brasil investir na preservação de seu patrimônio cultural, ambiental, esportivo ou mesmo na sua infraestrutura urbana. Aliás, há uma ironia em tudo isso. Enquanto nossos legisladores, no afã de constituir um legado para as futuras gerações, continuam tombando prédios urbanos, criando áreas de preservação, ou mesmo projetando equipamentos públicos gigantescos, como os estádios da Copa ou o Parque Olímpico no Rio de Janeiro, constata-se a absoluta falta de planejamento quanto aos recursos humanos e financeiros necessários para sua manutenção. Não é surpresa, portanto, vermos periodicamente, essas tragédias e dramas nos veículos de imprensa. A rigor, todos os acidentes têm a mesma causa, atrelada a essa questão cultural de nosso país.
Mas, não precisa ser assim, pois, ao redor do mundo e mesmo no Brasil, bons exemplos de investimentos em manutenção não faltam. Tomemos a cidade de Orlando, na Florida. São mais de 60 milhões de visitantes, anualmente, frequentando os parques e a cidade, atraídos por sua beleza urbana e segurança, aportando quase US$ 50 bilhões aos cofres do município. Aqui, temos a Riviera de São Lourenço, em Bertioga, onde, há mais de 30 anos, centenas de milhares de pessoas frequentam o bairro, encantadas com sua praia sempre limpa, água e esgotos tratados, sem problemas relacionados ao lixo ou inundações. Essa frequência proporciona transferência permanente de renda de seus proprietários e usuários de 200 milhões de reais por ano para Bertioga. Manutenção não é despesa. É investimento. É geração de riqueza e bem-estar.
Estamos na era digital, das cidades criativas ou smart cities, cujo sucesso ou fracasso será pautado pela inovação, a tecnologia, a capacidade intelectual e de investimento de seus administradores e empreendedores, aliadas aos cuidados e manutenção dos espaços urbanos, por meio de processos regulatórios e fiscalizatórios. Está aí um desafio para os nossos novos administradores.
*Luiz Augusto Pereira de Almeida é diretor da Fiabci-Brasil — Federação Internacional Imobiliária e diretor de Marketing da Sobloco Construtora
Fonte - Portogente  21/03/2019

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Manutenção programada na Linha 2 do Metrô de Salvador altera intervalo de tempo entre trens

Transportes sobre trilhos  🚇

A alteração temporária é necessária para que a concessionária realize manutenção programada entre as estações Detran e Imbuí

Da Redação
Divulgação/CCR
A CCR Metrô Bahia informa que, nos dias 29 de setembro, 2 e 3 de outubro, nas últimas horas da operação, haverá o aumento no intervalo entre trens na linha 2. A alteração temporária é necessária para que a concessionária realize manutenção programada entre as estações Detran e Imbuí,
conforme segue:



A intervenção ocorrerá sempre nas últimas horas da operação quando o fluxo de passageiros é baixo.
Com informações da CCR Metrô Bahia  29/09/2017

CBTU-BH realiza manutenção de trilhos neste domingo

Transportes sobre trilhos  🚇

Em razão da atividade programada, o intervalo entre as viagens do metrô poderá variar entre 20 e 25 minutos, somente durante a execução dos trabalhos. Tão logo seja concluída a tarefa serão retomados os intervalos habituais de domingo.

CBTU
Divulgação/CBTU
A CBTU Belo Horizonte realiza trabalhos de manutenção de trilhos entre as estações Horto Florestal e Minas Shopping, neste domingo, 1º de outubro, de 7h às 18h.
Em razão da atividade programada, o intervalo entre as viagens do metrô poderá variar entre 20 e 25 minutos, somente durante a execução dos trabalhos. Tão logo seja concluída a tarefa serão retomados os intervalos habituais de domingo.
A manutenção de trilhos é fundamental para garantir a segurança dos cerca de 60 milhões de passageiros que utilizam o metrô anualmente, bem como para permitir o cumprimento regular dos itinerários programados para os trens, que totaliza cerca de 90 mil viagens a cada ano.
Com informações da CBTU  29/09/2017

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Embarcações do sistema Ferry-Boat passam por docagem e manutenções regulares

Ferry-Boat

As embarcações Juracy Magalhães Júnior,e ferry Zumbi dos Palmares passam por processo de docagem e os ferries Ivete Sangalo e Agenor Gordilho, atualmente, passam por manutenção.

Da redação
foto montagem - ilustração
Os procedimentos são obrigatórios e visam manter uma melhor vida útil dos ferries, além de garantir a segurança de centenas de pessoas que usam o sistema todos os dias.
Segundo a ITS,administradora do sistema Ferry- Boat,está em fase final da docagem a embarcação Juracy Magalhães Júnior,e mantém o ferry Zumbi dos Palmares realizando o mesmo procedimento. Prática obrigatória, durante a docagem, a embarcação passa por uma completa restauração, revisando equipamentos elétricos e hidráulicos, peças de motor, assentos, entre outros, tudo com o acompanhamento dos órgãos de fiscalização, a exemplo da Marinha, Capitania dos Portos e pela Agerba.
A periodicidade da docagem é determinada pelo documento de classificação de cada ferry (normalmente, a cada dois anos),após a realização do serviço, a embarcação passa por vistorias para então retornar à operação.Além da docagem, todos os ferries passam por manutenções regulares, elas podem ocorrer de modo preventivo ou corretivo. “ Atualmente, passam por manutenção os ferries Ivete Sangalo e Agenor Gordilho.
Com informações da Inter.Trav.Salvador (ITS)  28/09/2016

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Aeromóvel para no fim de semana para manutenção preventiva

Transportes sobre trilhos

Serviço entre Estação Aeroporto da Trensurb e Terminal 1 do Salgado Filho será suspenso durante todo o horário de operação no sábado (23) e no domingo (24).

Trensurb
Trensurb
A linha da tecnologia aeromóvel operada pela Trensurb, que conecta o metrô ao Aeroporto Salgado Filho, terá seus serviços temporariamente suspensos durante todo o horário de operação no sábado (23) e no domingo (24). O motivo é a realização de trabalhos de manutenção preventiva, que incluem ajustes na via elevada e manutenção profunda da parte elétrica. No domingo seguinte (31), o funcionamento do aeromóvel será novamente suspenso para trabalhos de manutenção nas barras de estabilidade do elevado. Em caso de chuva, as atividades de manutenção serão adiadas e o aeromóvel funcionará normalmente.
A alternativa para o deslocamento dos usuários do metrô entre o Terminal 1 do Salgado Filho e a Estação Aeroporto da Trensurb é utilizar o ônibus gratuito que faz o transporte entre terminais e a passarela que conecta a estação ao Terminal 2.
Fonte - Trensurb  20/07/2016

sábado, 14 de maio de 2016

Vibrações nos Trens é Tema de Dissertação de Mestrado

Transportes sobre trilhos

A análise de vibrações é uma técnica de manutenção preditiva que monitora a “saúde da máquina”, fornecendo através de gráficos característicos diagnósticos que pontuam defeitos e seu grau de severidade. Ao longo de um ano foram realizadas medições mensais nos motores de tração e nos conjuntos motor-compressor de 6 TUEs da frota CISM, obtendo resultados significativos.

CBTU

A funcionária da CBTU Recife, Sandra Holanda, coordenadora da Coordenadoria Operacional de Planejamento e Engenharia de Manutenção - Copem, concluiu agora no mês de abril, a dissertação de mestrado realizada no Programa de Engenharia Mecânica da UFPE com o tema “Aplicação da Manutenção Preditiva por Análise de Vibrações em Equipamentos de Trens Urbanos com Plano de Manutenção Proposto”.
A análise de vibrações é uma técnica de manutenção preditiva que monitora a “saúde da máquina”, fornecendo através de gráficos característicos diagnósticos que pontuam defeitos e seu grau de severidade. Ao longo de um ano foram realizadas medições mensais nos motores de tração e nos conjuntos motor-compressor de 6 TUEs da frota CISM, obtendo resultados significativos.
Além do professor Dr. Tiago Leite Rolim, compôs a banca examinadora da defesa da dissertação o professor Dr. Adalberto Nunes de Siqueira, gerente da Gerência Regional de Manutenção – Giman. 


Para que o estudo fosse realizado, a funcionária mestranda contou com a colaboração de colegas da Copem, Comap, Comac, Coofi, Coset e CCO, além do apoio da Giman.
“Entendo que o atendimento ao crescimento sistemático da demanda operacional do Metrô do Recife, que passou de 8 mil para 16 mil viagens mensais, associado ao cenário de contingenciamento orçamentário, só será possível a partir da adoção de práticas de manutenção centrada em confiabilidade. Fico muito feliz cada vez que sou convidado a ajudar os nossos colegas trabalhadores estudantes, que utilizam os seus conhecimentos acadêmicos para contribuir na melhoria dos nossos processos de manutenção, que é o caso de Sandra Holanda”, nos conta Adalberto.
“Estou muito satisfeita e grata com o resultado do trabalho conjunto envolvendo CBTU e UFPE, o qual agregou valores de pesquisa e tecnologia à nossa Companhia, subsidiando a manutenção com diagnósticos essenciais na correção de anomalias que podem culminar em falhas. A missão agora será a implantação dessa técnica no nosso material rodante”, completa Sandra.
Fonte - CBTU  13/05/2016

quarta-feira, 6 de abril de 2016

MPF requer que ALL conclua obras de segurança em 180 dias

Ferrovias

A recomendação inclui trabalhos de manutenção da via férrea e adequação de passagens de nível. O MPF pediu ainda a conclusão da passagem em desnível para pedestres no pátio da FEPASA, em Jales, onde há alto risco de acidentes fatais. Relatório da ANTT - Agência Nacional de Transportes Terrestres, no local, informa que pessoas se arriscam frequentemente ao passar por baixo das composições estacionadas. 

A Tribuna

MPF quer obras de manutenção da via férrea e adequação de passagens de nível. Em 2014 duas pessoas morreram atropeladas na linha férrea em Jales
A ALL – América Latina Logística Malha Paulista S.A, empresa que administra as ferrovias da região, e cidades de Jales, Fernandópolis Meridiano, Urânia, Santa Salete e Três Fronteiras, deverão concluir em até 180 dias, todas as obras necessárias para garantir segurança e o bom funcionamento da ferrovia que corta os referidos municípios. O requerimento foi feito pelo Ministério Público Federal em Jales.
A recomendação inclui trabalhos de manutenção da via férrea e adequação de passagens de nível. O MPF pediu ainda a conclusão da passagem em desnível para pedestres no pátio da FEPASA, em Jales, onde há alto risco de acidentes fatais. Relatório da ANTT - Agência Nacional de Transportes Terrestres, no local, informa que pessoas se arriscam frequentemente ao passar por baixo das composições estacionadas.
Em 2014, foram registrados dois acidentes graves nas proximidades do pátio. Duas pessoas morreram atropeladas.
O Ministério Público Federal requer ainda que o tráfego de trens em áreas urbanas fique restrito ao período entre as 7 e 22 horas e que sua velocidade máxima não ultrapasse 20 km/h nestes trechos.
Com relação ao ruído produzido pelas buzinas das locomotivas, foi solicitado que seja adequado aos parâmetros estabelecidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) nas regiões habitadas. O barulho é alvo de reclamações por parte dos moradores que vivem próximo à linha férrea.
Os pedidos fazem parte de manifestação do procurador da República Carlos Alberto dos Rios Junior para que seja restabelecido o andamento da ação civil pública ajuizada pelo MPF em 2012, restaurando-se os efeitos da decisão liminar proferida pela Justiça Federal.
O procedimento visava a garantir a segurança da população, dos trabalhadores e do meio ambiente em relação à ferrovia administrada pela ALL nos municípios da Subseção Judiciária de Jales, mas foi interrompido há cerca de três anos, em audiência judicial de conciliação. Nesta ocasião, por acordo entre as partes, foi constituído um grupo de trabalho para discutir os pedidos da ação.

Municípios e concessionárias não concluíram obras
O MPF constatou, após reunião realizada no segundo semestre de 2015, que os objetivos do GT foram apenas parcialmente alcançados. Municípios e a concessionária, apesar de terem realizado os estudos sobre as intervenções necessárias em cada trecho, não concluíram as obras. Em três anos, as Prefeituras sequer apresentaram o cronograma dos trabalhos a serem executados. A ALL vem executando os serviços, mas em ritmo insatisfatório, como no caso do pátio de Jales. As intervenções para a manutenção da via férrea, como a substituição de dormentes e de trilhos muito desgastados, também não foram finalizadas pela empresa.
O MPF solicita que a ANTT fiscalize o andamento das obras e as condições de segurança e trafegabilidade de todos os trechos da ferrovia. A União também deverá apurar se a ALL honrou suas obrigações e, na hipótese de descumprimento, decretar a caducidade da concessão do transporte ferroviário de cargas. Em caso de decisão favorável da Justiça Federal, a multa requerida pelo MPF para os réus que não concretizarem as medidas determinadas é de R$ 20 mil por dia.
Fonte - STEFZS  05/04/2016

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Recife - Metroviários vão paralisar circulação de Veículos Leves sobre Trilhos a partir desta terça

Transportes sobre trilhos

Falta de manutenção nos trilhos coloca em risco a vida de funcionários e passageiros.De acordo com o sindicato, após uma inspeção feita nos trilhos por onde circulam os VLTs, foi constatada a falta de manutenção.

Diário de Pernambuco
foto - Sindmetro/Divulgação 
A partir desta terça-feira, os Veículos Leves sobre Trilhos vão parar de operar na Região Metropolitana do Recife. O anúncio foi feito, nesta segunda-feira, pelo presidente do Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro), Diogo Morais.
De acordo com o sindicato, após uma inspeção feita nos trilhos por onde circulam os VLTs, foi constatada a falta de manutenção. O descaso pode ocasionar graves acidentes. "A empresa está desconsiderando o Regulamento Geral de Operação de Trens, que determina a imediata suspensão da operação em casos de ruptura de trilhos. A situação se tornou insustentável e nós não podemos assumir as consequências desse risco", denunciou Diogo Morais através de nota à imprensa.
A diretoria do sindicato adiantou que já procurou a Promotoria de Transportes do Ministério Público de Pernambuco. "Em defesa da vida dos trabalhadores e da população, vamos interditar a operação desses trens a partir dessa terça-feira pela manhã", ressaltou o presidente na nota oficial.
As denúncias sobre falta de manutenção tem sido constante no sindicato e, segundo Diogo Morais, se agravaram após o abandono da obra de duplicação da via pela construtora responsável devido à falta de pagamento. "No sábado (03), a operação foi interrompida entre as estações de Ponte dos Carvalhos e Cabo. O motivo foi uma denuncia que alertou os maquinistas para trilhos partidos ao longo do trecho", detalhou.
A equipe de reportagem entrou em contato com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), mas não obteve resposta.
Fonte - Diário do Pernambuco 05/10/2015

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Metrô de Teresina,obras reduzem viagens pela metade

Transportes sobre trilhos

Obras no metrô de Teresina reduzem viagens pela metade.- O objetivo é evitar desníveis, o que causa descarrilamentos e apresenta riscos à segurança da população.Os trajetos que eram realizados durante todo o dia, agora correm somente entre 5h30 e 8h30 e após as 16h30. De acordo com o maquinista Carlos Nascimento, os acidentes reduziram nos últimos anos, mas a manutenção é necessária.

Maria Romero - Cidade Verde
fotos - reprodução/TV Cidade Verde
O metrô de Teresina reduziu em 50% as viagens realizadas diariamente. Isso porque toda a linha férrea está passando por uma reforma de recuperação de dormentes. O objetivo é evitar desníveis, o que causa descarrilamentos e apresenta riscos à segurança da população. Segundo o diretor técnico da Companhia Metropolitana de Transportes Públicos (CMTP), Antônio Sobral, o metrô voltará a operar normalmente em agosto deste ano.
Os trajetos que eram realizados durante todo o dia, agora correm somente entre 5h30 e 8h30 e após as 16h30. De acordo com o maquinista Carlos Nascimento, os acidentes reduziram nos últimos anos, mas a manutenção é necessária. "Não tem riscos, mas é melhor trocar logo, para prevenir", disse.
Os últimos descarrilamentos ocorreram em março deste ano e no final do ano passado. Somente em 2011, foram quatro acidentes do tipo. Segundo Antônio Sobral, em entrevista ao Jornal do Piauí, uma parceria com a empresa Transnordestina, que opera o metrô de Teresina, permitirá a troca dos dormentes.
"Será feita a manutenção de 9 mil dormentes, sendo que nesta parceria o estado do Piauí ficou responsável pela troca de 4,1 mil dormentes e em agosto já encerram as obras e o funcionamento volta ao normal", declarou.
Ele informou ainda que esta intervenção diz respeito apenas à manutenção das linhas e que a obra de modernização do metrô vai correr apenas em 2016. Serão oito novos trens, além de restabelecimento de pisos, esquadrias, portas, janelas e da parte mecânica dos veículos.
Fonte - Cidade Verde  25/06/2015

sábado, 14 de março de 2015

Alstom fará manutenção de trens para Trensurb

Transportes sobre trilhos

Os trens Metropolis fazem parte do consórcio FrotaPoa, encomendados à Alstom em 2012. Eles circulam na linha 1 desde 2014. Essa manutenção irá permitir a melhoraria da confiabilidade, segurança e disponibilidade operacional do sistema.

Alstom Brasil
foto - ilustração
A Alstom assinou um contrato com a Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb) para fazer a manutenção preventiva de 15 trens de metrô. O contrato, no valor de cerca de €2 milhões, abrange cinco anos de manutenção, a partir de março de 2015.
Os trens Metropolis fazem parte do consórcio FrotaPoa, encomendados à Alstom em 2012. Eles circulam na linha 1 desde 2014. Essa manutenção irá permitir a melhoraria da confiabilidade, segurança e disponibilidade operacional do sistema.
Neste novo contrato, uma equipe de técnicos e engenheiros da Alstom ficará situada na oficina da Trensurb. As atividades de manutenção preventiva, que consistem no controle da qualidade e segurança dos trens, serão realizadas diariamente. Os trabalhos seguirão um plano de manutenção desenvolvido pela Alstom com uma definição de frequência para cada uma das intervenções (como a realização de uma revisão a cada 10,000 km, 50,000 km, etc.), bem como todas as atividades a serem realizadas, como a substituição do óleo, filtro, etc.
"Com esse novo projeto de manutenção, a Alstom reafirma a sua posição de liderança em serviços ferroviários e seu compromisso em melhor atender seus clientes em longo prazo", afirma Michel Boccaccio, Vice-Presidente Sênior da Alstom Transporte no Brasil e na América Latina.
Os trens Metropolis da Alstom foram fabricados na unidade da Lapa, na cidade de São Paulo. Em aço inoxidável, eles contam com quatro grandes portas automáticas, por carro, e corredores largos que asseguram maior fluidez e acessibilidade aos passageiros, especialmente àqueles com mobilidade reduzida.
A Alstom possui mais de 20 anos de experiência e é líder de manutenção no mercado. Mais de 200 clientes confiam hoje na empresa para a entrega de serviços de qualidade de forma eficiente. 20% dos trens mantidos pela Alstom foram construídos por outros fabricantes. Os Serviços de Apoio da Alstom para seus clientes incluem a formação profissional, documentação, obsolescência, gerenciamento, design e suporte de competências.
Fonte - ABIFER  13/03/2014

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

CBTU adquire veículo rodoferroviário para agilizar manutenções na via

CBTU

A aquisição era uma antiga reivindicação da área de manutenção de via permanente que a partir de agora terá mais agilidade na troca de dormentes, trilhos e demais serviços de ajustes da via férrea no âmbito dos 30 km da Companhia.


A CBTU em João Pessoa recebeu nesta semana o seu primeiro veículo rodoferroviário basculante, que tanto trafega em rodovia quanto em ferrovia. A aquisição era uma antiga reivindicação da área de manutenção de via permanente que a partir de agora terá mais agilidade na troca de dormentes, trilhos e demais serviços de ajustes da via férrea no âmbito dos 30 km da Companhia. O veículo representa um investimento da ordem de R$ 475.900,00.
Na mesma licitação, o pregão eletrônico nº 01/2014, a CBTU em João Pessoa também adquiriu uma máquina retroescavadeira, que será fundamental nos serviços de manutenção e adequação da via, bem como efetuar serviços gerais em todo o sistema. O bem foi adquirido por R$ 187 mil.
Segundo o superintendente da CBTU em João Pessoa, Wladme Macedo, esses dois novos equipamentos vão facilitar os trabalhos de manutenção e correção da via permanente, bem como necessitar de menos homens para execução do serviço. “A partir de agora teremos um veículo que pode ser carregado de brita, ou dormentes ou outros materiais em qualquer lugar e descarregá-lo ao longo da linha férrea porque ele pode ser conduzido nas ruas e na linha do trem”, afirma.
De acordo com o coordenador de Licitação, Marcos Lacet, as propostas de eventuais fornecedores estimavam em R$ 530 mil o valor para a aquisição do caminhão rodoferroviário basculante e em R$ 200 mil o preço da retroescavadeira. “Diante disto, contata-se que a metodologia utilizada, pregão eletrônico através do sistema de registro de preços, trouxe uma economia aos cofres públicos de R$ 67.100,00” diz.
Fonte - CBTU  27/11/2014

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

VLI recebe em Divinópolis máquina que amplia vida útil das linhas férreas

Ferrovias

Locomotiva esmerilhadora de trilhos também reduz custos operacionais. Tecnologia americana de última geração é única no Brasil, diz empresa.

G1
Por Ricardo Welbert

A maior oficina ferroviária da América Latina, em Divinópolis, recebeu um reforço de peso: uma locomotiva esmerilhadora de trilhos. Fabricada nos Estados Unidos, a tecnologia custou R$ 28 milhões e serve para ampliar a vida útil das linhas férreas e reduzir custos operacionais.
Com o atrito causado pelo contato com as rodas dos trens, os trilhos de ferro ficam desgastados. Após cerca de cinco anos sem manutenção, as peças podem se romper e causar descarrilamento de composição - o que gera prejuízo à empresa, aos clientes e ainda coloca operários em risco. "Antes era preciso que homens percorressem a linha férrea e virassem a parte desgastada dos trilhos para baixo, permitindo que pelos cinco anos seguintes o outro lado fosse gasto. Agora, basta passar a esmerilhadora nas partes desgastadas. Isso vai aumentar em cerca de dez anos a vida útil do trilho, que é o insumo mais caro do negócio ferroviário", explicou Fernando Adriano Pinto, gerente de manutenção e operações de máquinas de via da Valor Logística Integrada (VLI).
Ainda segundo ele, a máquina foi fabricada este ano e é a esmerilhadora de trilhos mais moderna em operação na América Latina. O equipamento completo pesa 222.800 toneladas, tem 4,10 metros altura, 3,20m de largura, 66m de comprimento e chega à velocidade de 60 quilômetros por hora. Foi comprado no primeiro semestre do ano. Em junho chegou ao porto de Vila Velha, no Espírito Santo. Desde então, percorreu 39 quilômetros de linha-férrea no Centro-Oeste mineiro.
Com o investimento, a companhia pretende diminuir as interdições por fraturas de trilhos e aumentar a disponibilidade das vias para a circulação dos trens. "Os trabalhos com essa esmerilhadora também acarretam redução no consumo de combustível das locomotivas porque trilhos devidamente esmerilhados diminuem o atrito com as rodas e o motor pode fazer menos força para o deslocamento", explicou o gerente de engenharia ferroviária da VLI, João Silva Júnior.
Dos 1.200 funcionários da empresa em Divinópolis, apenas sete foram selecionados para operar a esmerilhadora. Dimas Fernandes Maciel é um deles. Quando a máquina está em funcionamento ele fica do lado de fora orientando quem está na cabine. "Observo as condições do trilho e verifico se o equipamento está esmerilhando de acordo com o padrão escolhido", contou.
Quando estão em operação, os esmeris ficam escondidos por uma camada de borracha instalada nas laterais do vagão esmerilhador. "Sai muita faísca e essa proteção impede o lançamento de fagulhas", explicou.
Do lado de dentro a locomotiva é equipada com ar condicionado, televisão e até uma cozinha, onde as equipes fazem refeições. No vagão principal fica o "cérebro" da máquina. Tudo é digital. Monitores mostram o mapa da ferrovia. O software de operação oferece 25 padrões de trabalho, escolhidos a partir do uso de sensores que fazem leituras dos trilhos. Câmeras instaladas na frente e na traseira do trem mostram ao maquinista tudo o que se passa na linha.
De acordo com Dimas, esmerilhar mil metros de trilhos demora, em média, 40 minutos. A máquina é a mais moderna da categoria a operar no Brasil. "Foi fabricada este ano e entrou em operação poucos meses depois. Trata-se de um equipamento com alta tecnologia embarcada, onde é possível gerenciar, por exemplo, a pressão exercida pela locomotiva sobre os trilhos", explicou.
A previsão da empresa é esmerilhar 600 quilômetros de linha férrea em 2015. A partir de outubro do mesmo ano, a máquina deverá operar com 100% da capacidade.
Fonte - STEFZS  17/11/2014

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Trensurb e CAF assinam contrato de manutenção

Transportes sobre trilhos

A CAF Brasil será responsável pela manutenção leve, pesada, preventiva e corretiva dos trens unidade elétrica (TUEs) série 100 e de todo os maquinários e equipamentos que compõem o pátio de manutenção de trens da Trensurb. Os trens compõem a frota original do metrô gaúcho.

RF

A Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A. (Trensurb) assinou contrato com a CAF Brasil Indústria e Comércio S.A., subsidiária da fabricante de trens espanhola, para a manutenção de 25 trens da série 100 da companhia e de todo maquinário e equipamentos auxiliares. O contrato tem duração de cinco anos e valor de R$ 79,7 milhões.
A CAF Brasil será responsável pela manutenção leve, pesada, preventiva e corretiva dos trens unidade elétrica (TUEs) série 100 e de todo os maquinários e equipamentos que compõem o pátio de manutenção de trens da Trensurb. Os trens compõem a frota original do metrô gaúcho.
Segundo a Trensurb, a previsão é que no dia 3 de julho cheguem os técnicos e supervisores da CAF à empresa e a formação do corpo técnico seja concluída ao longo das duas semanas seguintes. Ainda segundo a empresa, um novo edital deverá ser lançado para a manutenção dos 15 novos trens da série 200, em processo de fabricação e testes.
Fonte - Revista Ferroviária  30/06/2014

sábado, 31 de maio de 2014

MPF em Santos ajuíza ACP para que a ALL recupere a ferrovia Santos-Cajati

Ferrovias

O trecho encontra-se desativado e abandonado, embora a ALL tenha, em contrato firmado com a União, assumido a responsabilidade de assegurar a adequada prestação de serviços de transporte ferroviário na região


Porto Gente 
O Ministério Público Federal em Santos ajuizou ação civil pública com pedido de tutela antecipada para que a América Latina Logística S.A. (ALL Holding) e a ALL Malha Paulista S.A. (antiga Ferrovias Bandeirantes S.A., Ferroban), concessionárias do trecho ferroviário Santos-Cajati, cumpram com suas obrigações contratuais e realize a manutenção integral da ferrovia.
O MPF quer que a Justiça Federal determine de imediato que a ALL, num prazo de 90 dias, promova a recuperação da infra e da superestrutura da via, colocando-a, no mínimo, em condições similares às encontradas no momento da concessão. Para isso, o MPF espera que, em caso de concessão de tutela antecipada por parte da Justiça Federal, a ALL estabilize a plataforma; restaure os dispositivos de drenagem; sinalize e revitalize as passagens de nível; reponha os trilhos retirados e reaplique os dormentes, entre outras medidas.
O trecho encontra-se desativado e abandonado, embora a ALL tenha, em contrato firmado com a União, assumido a responsabilidade de assegurar a adequada prestação de serviços de transporte ferroviário na região. O abandono da ferrovia remonta a 2002, quando o trecho ainda estava sob o controle da Ferroban, posteriormente incorporada à ALL. Na época, os vagões e locomotivas que ali operavam foram desviados para outros fluxos, mesmo existindo no trecho carga suficiente para sustentar sua utilização.

Sucateamento
Mas foi a partir de 2006, quando já estava sob a responsabilidade da ALL, que o trecho passou a ser sucateado de maneira escandalosa, a ponto de ter os trilhos retirados de forma deliberada para serem utilizados em outras ferrovias. Os pátios foram erradicados, as talas e pregações dos trilhos foram em sua maioria extraídas, estações foram totalmente abandonadas e destruídas. Ou seja, o patrimônio público que estava sob a guarda da ALL foi dilapidado, saqueado e sucateado.
Para o procurador da República Thiago Lacerda Nobre, autor da ação, chamar de ferrovia o trecho em questão “é até algo impróprio, visto que em muitos locais nem mais dormentes e trilhos existem”. Em alguns pontos há mato no lugar dos trilhos e até mesmo casas. Além dos prejuízos ao patrimônio público e à população que poderia utilizar o trem como meio de transporte, o procurador também destaca sua preocupação com prejuízos ao patrimônio histórico que compõe o conjunto: “O que se tem é o completo abandono de estações que potencialmente têm valor histórico, parte integrante de uma ferrovia com mais de um século de existência”. A história da ferrovia, aliás, se confunde com o próprio desenvolvimento da região.
Na ação, o MPF pede também a responsabilização da União, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Thiago Lacerda Nobre pede que a União seja condenada a fiscalizar devidamente o contrato de concessão e, caso encontre problemas, a anular o procedimento. Quanto à ANTT, o pedido é para que a agência reguladora seja condenada a realizar fiscalizações e inspeções e a elaborar relatórios técnicos periódicos sobre a execução dos serviços de recuperação da ferrovia e também sobre as condições de segurança na malha férrea, inclusive quanto às passagens de nível. Já o Ibama terá que apontar todas as pendências existentes para a obtenção do licenciamento ambiental para a recuperação da malha ferroviária, e o Iphan terá que acompanhar a execução das obras para garantir a proteção e a restauração dos imóveis de interesse histórico.
Também são réus na ação os municípios de Santos, São Vicente, Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe, Itariri, Pedro de Toledo, Miracatu, Juquiá, Registro, Jacupiranga e Cajati. O MPF pede que as respectivas prefeituras se responsabilizem pela retirada dos ocupantes de áreas próximas à ferrovia, pelo fechamento de passagens de nível clandestinas e pela realização de obras necessárias para a adequação de toda a sinalização das passagens de nível.
A ação foi ajuizada nesta quarta-feira, 28 de maio, na Justiça Federal em Santos. Informação da Assessoria de Comunicação do MPF.
Fonte - STEFZS  31/05/2014

segunda-feira, 19 de maio de 2014

ANTT alertou sobre risco da tragédia em Rio Preto (SP) e região

Ferrovias

A Polícia Federal aguarda ainda a conclusão do laudo pericial elaborado em conjunto pelo Instituto de Criminalística (IC) e peritos da própria PF. - Os documentos revelam uma série de irregularidades e infrações cometidas pela concessionária América Latina Logística (ALL), inclusive no trecho em que o acidente ocorreu, que fica entre os quilômetros 199 e 200

Diário Web

Já estão em poder da Polícia Federal relatórios de fiscalização da linha férrea realizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que apontam o sucateamento da malha férrea em Rio Preto e região. A fiscalização foi realizada entre maio e junho do ano passado, cinco meses antes do descarrilamento de vagões que matou oito pessoas em novembro passado no Jardim Conceição.
Os documentos revelam uma série de irregularidades e infrações cometidas pela concessionária América Latina Logística (ALL), inclusive no trecho em que o acidente ocorreu, que fica entre os quilômetros 199 e 200. De acordo com o documento, uma inspeção realizada entre março e abril de 2013 detectou 2.339 defeitos no trecho de Rio Preto.
“A via permanente no citado trecho apresenta diversas deficiências pontuais, sendo as mais frequentes os problemas de sinalização das passagens de nível, deficiência de drenagem e juntas desligadas”, consta em trecho do relatório obtido pelo Diário com exclusividade. Problemas no escoamento da água no Jardim Conceição são uma das possíveis causas do acidente, que completa seis meses na próxima semana.
Com o recebimento destes relatórios e do laudo pericial, que deve ficar pronto nos próximos dias, a Polícia Federal vai começa a intimar representantes da ANTT, do Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit) e da ALL para prestar esclarecimentos sobre o resultado da fiscalização. Membros da concessionária serão chamados para explicar se os apontamentos feitos pelo órgão federal foram corrigidos.
O Diário apurou que, caso as falhas não tenham sido corrigidas pela empresa após as notificações da ANTT, os responsáveis poderão ser acusados pelos crimes de perigo de desastre ferroviário - artigo 260 do Código Penal -, além de lesão corporal e homicídio culposo. A pena prevista pelo crime de desastre ferroviário é reclusão de dois a cinco anos e multa.
A suposta negligência e omissão apontados nos relatórios da ANTT pela empresa também serão analisados pela PF. O contrato de concessão estabelece a responsabilidade e obrigações da ANTT, do Dnit e da ALL, que tem obrigação fazer manutenção da linha. Somente após o acidente de novembro é que melhorias visíveis começaram a ser promovidas pela ALL, como na passagem de nível do Jardim Conceição, na Represa Municipal e próximo à rodoviária, onde foram construídos muros de contenção e melhorada a sinalização.

Apontamentos
Entre os apontamentos feitos pela ANTT na linha férrea em Rio Preto estão a invasão da faixa de domínio, passagens clandestina de pedestres, sinalização inadequada, dormentes em mau estado e podres, falhas de drenagem, entre outros. Todas as falhas foram registradas por meio de fotografias anexadas ao documento oficial encaminhado à PF.
Os relatórios também citam que houve “negligência” dos empregados da ALL em acidente registrado em fevereiro do ano passado. “Cabe ressaltar que o acidente ocorrido em 6 de fevereiro de 2013 no quilômetro 198,47, no antigo pátio de São José do Rio Preto, foi causado por negligência dos empregados da concessionária, que permitiram o tráfego de trens no local, estando a via em serviços de manutenção e com as fixações sem as devidas condições de segurança, em desacordo com as normas técnicas pertinentes, o que acarretou o descarrilamento no perímetro urbano do município, inclusive com perturbação ao tráfego de veículos rodoviários”, consta no documento.
Na fiscalização realizada em junho de 2013, o documento menciona acidentes ocorridos nos dois anos anteriores entre Araraquara e Rio Preto. “Verifica-se que, apesar do aumento do número de restrições de velocidade observada no segmento, houve aumento no número de acidentes, especialmente os causados por falhas no material rodante e os ocorridos em passagens em nível (abalroamentos e atropelamentos), o que pode ser um indício de manutenção inadequada na via e problemas de sinalização nas passagens de nível”, consta na manifestação. O objetivo da fiscalização da ANTT é verificar itens de segurança, identificar defeitos ao longo da linha férrea, apurar as condições de operação, identificar invasões de domínio da ferrovia e a frota de vagões da ALL entre outras.

Laudo
A Polícia Federal aguarda ainda a conclusão do laudo pericial elaborado em conjunto pelo Instituto de Criminalística (IC) e peritos da própria PF. Na semana passada, o grupo promoveu força-tarefa para concluir o documento em São Paulo. O Diário apurou que o documento não apontará, em princípio, as reais causas do acidente, mas possibilidades do que pode ter levado ao descarrilamento dos vagões no bairro Jardim Conceição. Outro apontamento será referente a invasão da faixa de domínio pelas casas do bairro, que estariam menos de 15 metros dos trilhos.
Entre as informações que irão constar no documento está a velocidade do trem no momento em que ocorreu o acidente. Após sua conclusão, o material será encaminhado para a PF, Polícia Civil e Ministério Público. A Polícia Civil também possui inquérito em andamento para apurar a responsabilidade e causas do acidente.
Fonte - STEFZS 19/05/2014

terça-feira, 11 de março de 2014

Trilhos do metrô de Salvador passarão por limpeza

Metrô de Salvador

O processo deve durar 50 dias e não impactará o trânsito nas regiões adjacentes aos trilhos

Flávia Faria
Lúcio Távora | Ag. A TARDE
Os trilhos do metrô de Salvador passarão por um processo de limpeza ainda essa semana.
Segundo a assessoria de imprensa da CCR, empresa que detém a concessão do equipamento, uma máquina específica para realizar o esmerilhamento dos trilhos já está na cidade e passa por etapa de calibragem.
A assessoria afirmou que, assim que o equipamento estiver devidamente ajustado, a limpeza será iniciada.
O processo deve durar 50 dias e não impactará o trânsito nas regiões adjacentes aos trilhos.

Trânsito
Uma outra operação, porém, já está em curso, segundo a a Superintendência de Trânsito e Transporte do Salvador (Transalvador).
Uma publicação no Diário Oficial do Município de segunda-feira detalhou a autorização para interdição de uma faixa de tráfego, em vários trechos da Avenida Barros Reis.
Segundo o texto, a operação se faz necessária para "lançamento de pré-moldados para passagem de emergência de pedestres do Elevado Metroviário", e será realizada do dia 6 a 27 desse mês.
As interdições acontecem em sete etapas, quase sempre das 22h às 5h30. Apenas no dia 16 de março o bloqueio permanecerá até às 14h.
A assessoria da CCR não deu mais detalhes sobre essa operação.

Trechos interditados
Até o dia 16/3 Avenida Barros Reis, na faixa de tráfego à esquerda da pista Rodovia BR-324 / Retiro, no trecho sobre o Elevado Metroviário em frente à Via de acesso a Rua do Bom Juá
De 23 e 24/3 Via de ligação da Avenida Barros Reis a Rodovia BR - 324, na faixa de tráfego à esquerda, no trecho sobre o Elevado Metroviário em frente à Via de acesso ao Arraial do Retiro
Fonte  - A Tarde  11/03/2014

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

PANE NO METRÔ PAULISTA E NA MÍDIA

Metrô de SP

Jornais não vinculam a pane a problemas de manutenção do Metrô, cujos técnicos estão sendo obrigados a fazer “gambiarras”, porque os contratos foram suspensos em função do escândalo das licitações fraudulentas

Luciano Martins Costa
Observatório da Imprensa
A Folha de S. Paulo agasalhou uma história que 
poderia muito bem ser escrita pela assessoria do Metrô
(http://www.flickr.com/photos/leomsantos/)
O metrô de São Paulo é tema do noticiário novamente, nas edições de quarta-feira (5/2), por conta de uma pane que quase desandou em tragédia. As reportagens dos dois principais jornais paulistas se desencontram ao informar as causas do problema, que afetou a linha 3-Vermelha, que cruza a cidade no sentido Leste-Oeste, e a linha 4-Amarela, que liga o Butantã, na zona oeste, à região da Luz, no centro velho.
A Folha de S. Paulo relata que a causa de tudo foi uma pane no sistema de fechamento das portas, que teria ocorrido num trem parado na estação Sé, marco zero da cidade, às 18h19 da terça-feira (4/2). Na sequência descrita pelo jornal, nos dez minutos seguintes pelo menos sete composições do trajeto foram obrigadas a parar, e alguns passageiros, agoniados pelo calor, apertaram os botões de emergência para deixar os vagões. Por volta das 20h, um novo defeito fez com que o tráfego fosse novamente suspenso, com a situação se normalizando somente perto da meia-noite.
A história contada pela Folha dá quase todo crédito à versão da Companhia do Metrô, segundo a qual houve precipitação dos passageiros, vandalismo e agressões a funcionários. O texto do jornal reforça a posição da empresa, em trechos que dizem, por exemplo, que “vagões foram depredados e seguranças, agredidos”, ou no relato segundo o qual “a Folha presenciou passageiros quebrando vidros de ao menos uma composição na Sé”. No entanto, a fotografia na primeira página mostra a multidão tentando escapar pelo túnel e um grupo de seguranças barrando a passagem, um deles ameaçando os passageiros com um cassetete.
No Estado de S. Paulo, a descrição dos acontecimentos é mais detalhada desde o título, no qual se diz que “pane somada a atrasos, lotação e calor causa tumulto e fecha linha-3 do metrô”. No texto, o jornal explica que, diante da paralisação do sistema, passageiros abriram as portas e saíram para os trilhos, porque muitas pessoas estavam passando mal com o calor. A diferença com o outro diário começa na descrição do tumulto que se seguiu: “Na confusão, seguranças do Metrô agrediram passageiros na Estação da Sé. Houve tumulto e depredação na plataforma”.

A versão oficial
As sequências das duas versões apontam para interpretações totalmente opostas dos acontecimentos, e o leitor atento não precisa muito esforço para se dar conta de que a Folha de S. Paulo agasalhou uma história que poderia muito bem ser escrita pela assessoria do Metrô. Nesse roteiro, a empresa sofreu um problema que, afinal, pode acontecer em qualquer lugar, e o resto teria sido consequência da má educação dos passageiros.
Já o Estado abre a possibilidade de outra interpretação, informando, por exemplo, que os passageiros ficaram retidos por mais de vinte minutos nos trens parados, sem informação e sem ajuda da empresa. Conta também que o Metrô não acionou o Plano de Apoio entre Empresas em Situações de Emergência, que providenciaria ônibus e outros meios para desafogar o movimento de passageiros. Além disso, a descrição das agressões indiscriminadas a quem deixava os trens combina melhor com o que se conhece dos seguranças do Metrô, muitas vezes denunciados por abusos e excesso de violência.
Nos dois relatos, é preciso destacar o fato de que, nos momentos de maior risco, foi a atitude solidária dos passageiros que evitou uma tragédia: pessoas idosas, mulheres grávidas e cadeirantes foram protegidos nos vagões ou conduzidos para lugares seguros pelos próprios usuários, enquanto a segurança tentava apenas mantê-los parados, sob o calor infernal que assolava a cidade.
Além das divergências sobre os fatos específicos, com uma reportagem de muito mais qualidade por parte do Estado de S. Paulo, pode-se dizer que os dois jornais erraram juntos em uma questão fundamental: não vincularam a pane a problemas de manutenção do Metrô, cujos técnicos estão sendo obrigados a fazer “gambiarras”, porque os contratos foram suspensos em função do escândalo das licitações fraudulentas.
Bem longe dos tumultos, onde a imprensa publica notícias sobre corrupção, os dois diários paulistas e mais o carioca O Globo informam que o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, dividiu em dois o inquérito sobre as fraudes, mandando um deputado e três secretários do governo paulista para o foro privilegiado. Mas nenhum deles relaciona um fato ao outro.
Nesse assunto, são os jornais que entram em pane.
Fonte - Revista Fórum  05/02/2014

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

ALL NO LIMITE......

Ferrovias

Enchendo espaços vazios no pátio
 de Araraquara: criatividade sem fim
Gerson Toller
jornalista, diretor da Revista Ferroviária
“Isso aqui é como o exército vietcong. Construímos as pontes abaixo do nível do rio para a aviação americana não ver”. A frase, de um alto executivo da ALL, bem definia o estilo de administração da então nova concessionária: criatividade, economia de meios e soluções heterodoxas. Mais viriam, no mesmo estilo: vagões tanque viravam graneleiros, vagões fechados viravam telescópicos, locomotivas operavam só com motores de tração; motores de tração GM eram usados em locos GE, e assim por diante, para general Giap nenhum botar defeito.
Durante um bom tempo, deu resultado: o investimento foi contido, o tráfego subiu e os resultados de balanço – se não sustentaram as cotações em bolsa – permitiram a transferência para o público de 60% do capital da empresa.
O problema é que – talvez não no Vietnam, mas com certeza na ferrovia – “manutenção postergada não reclama, se vinga”, como diz Julio Fontana, presidente da Cosan Logística e responsável pelo projeto da Rumo, na ingrata função de principal cliente da ALL. Em 2013, até o final de novembro, a ALL foi responsável por 370 acidentes ferroviários – 46,42% das ocorrências no país – com 113 vítimas, incluindo os oito mortos de São José do Rio Preto (SP). Isso quando realizou apenas 10,4% do tráfego medido em toneladas úteis, conforme dados da ANTT. 

De pouco adiantaram os R$ 23 milhões de multas aplicadas pela ANTT por “manutenção de via postergada” e “negligência na manutenção de ativos arrendados”. Mesmo porque, segundo Jorge Bastos, diretor geral da ANTT, boa parte das multas nunca é paga, por conta de recursos judiciais.
De pouco adiantou, igualmente, a parceria oferecida pela Cosan/Rumo, que em 2009 se dispôs a investir R$ 1,2 bilhão no aumento de capacidade da ALL, para multiplicar o volume de açúcar transportado pela ferrovia até o porto de Santos. O objetivo era alcançar 9 milhões de toneladas em 2013, tirando da rodovia 2 mil caminhões por dia.Todo o dinheiro vinha da Rumo, enquanto o gerenciamento do projeto ficava por conta da ALL.
O que aconteceu na realidade foi que, este ano, o volume ficou em menos de um quarto da meta, a duplicação de linhas está longe de ser concluída e a ALL destruiu em acidentes 43 vagões novos comprados pela Rumo para o transporte de açúcar. Para não perder clientes, a Rumo voltou a utilizar caminhões, o que levou a um aumento de 86,4% no custo de serviços no primeiro semestre do ano. Depois disso, em mais uma manobra surpreendente, a ALL entrou na Justiça, em outubro passado, contra a Rumo, para escapar ao pagamento das multas contratuais – que neste final de ano se elevam a um total acumulado em torno de 200 milhões – e encerrar o contrato. Foi a primeira vez na história conhecida do transporte ferroviário que uma ferrovia tentou descartar um cliente que lhe forneceu 929 vagões e 50 locomotivas para executar um contrato de longo prazo. Isto é incrível!
Fonte - Revista Ferroviária  06/01/2014

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Falta de investimento degrada a rede ferroviária portuguesa

Internacional

Estado das linhas provoca um
desgaste anormal no material circulante
da 
CP Adrian Miranda
Linhas férreas sentem a falta de dinheiro para manutenção e investimento. Linhas de Sintra, Cascais, Douro, Beira Alta, ramal de Alfarelos e alguns trechos da Linha do Norte são as mais necessitadas 

Carlos Cipriano
Com os trens acontece o mesmo que com os automóveis. Se as estradas não são boas, afetam  a suspensão, os pneus e as rodas dos veículos. No caso do material rodante ferroviário, são essencialmente as rodas dos truques que sofrem os efeitos das linhas em mau estado, o que aumenta os custos de manutenção, e numero de trens e autocarros fora de serviço.
Há outras consequências mais visíveis,claro: os trens atrasam porque a a Refer  impõe limites de velocidades em determinados trechos,devido a manutenção precária deixando os trilhos em mau estado,gerando queixas dos passageiros pelo desconforto quando as carros sacolejam e abanam ao passarem nas linhas que precisam urgente de manutenção. Recentemente, um passageiro foi surpreendido ao ver seu laptop cair da mesinha no chão do carro, devido aos solavancos da composição. E não é raro garrafas, latas, malas ou livros irem também parar ao chão. Que o digam os passageiros dos Alfas Pendulares e dos Intercidades quando atravessam o trecho Ovar-Gaia, na Linha do Norte.
Para a CP, os primeiros sinais de alarme surgiram na Linha de Sintra quando se constatou um desgaste anormal nas rodas (truques) dos trens. Rodas que deveriam ser reperfiladas aos 800 mil quilômetros precisaram ir para torno para correção aos 100 mil, devido o mau estado em que se encontravam.
Técnicos da CP dizem que na linha de Sintra é visível a olho nu o "desgaste ondulatório" nos trilhos - ou seja, a superfície de rolamento do trilho, que deveria ser lisa, acusa pequenas ondulações.
Contudo, nada disto compromete, para já, a segurança. Mas os custos de manutenção dos trens suburbanos que ali circulam aumentam  excessivamente.
Do mesmo se queixam os espanhóis que fazem a manutenção das autocarros que circulam na Linha do Douro. Estes veículos foram alugados pela Renfe à CP, mas fazem a "revisão" na Espanha. Nos últimos tempos, também este material tem acusado problemas graves de desgaste das rodas (truques),em níveis considerados "extremamente anormais", segundo um alto funcionário da CP.
A Linha do Douro é uma das que ficou à margem de qualquer programa de modernização nas últimas décadas e recorrentemente fala-se em desativar o trecho entre Régua e Pocinho. Nos últimos meses, a Refer suspendeu a compra de todos os materiais de via para a manutenção desta linha, incluindo dormentes de madeira. Entre Pinhão e Pocinho, os trilhos são assentados somente em material deste tipo.
O ramal de Alfarelos é um dos trechos em pior estado da rede portuguesa. Nele circulam os suburbanos entre Coimbra e Figueira da Foz, que sofrem por vezes atrasos de meia hora em viagens que deveriam ser de 50 minutos. Uma situação que  já levou  à criação de uma comissão de usuários para exigir a modernização daquele trecho.
Os problemas na infra-estrutura ferroviária abrangem não só as linhas que nunca foram modernizadas e que têm sistemas de exploração idênticos aos do princípio do séc. XIX, como também aquelas que estão dotadas de padrões de qualidade acima da média europeia, mas quais a Refer não tem conseguido atender para as manter 100% operacionais.
É o caso da Beira Alta (ver PÚBLICO de 1/10/2013), onde há secções de via que necessitam de substituição de trilhos e dormentes. Mas os problemas maiores são nos sistemas de drenagem laterais que exigem manutenção qualificada para evitar alagamentos.
Também aqui a segurança não está posta em causa, pois a gestora da infra-estrutura estabelece limitações de velocidade aos trens nos trechos que estão precisando de intervenção. No caso da Beira Alta, são tantos que passou a ser habitual os trens chegarem atrasados à Guarda.
As queixas da CP relativas à infra-estrutura não correspondem, porém, existe uma acentuada redução dos custos de manutenção por parte da Refer. O PÚBLICO pediu a esta última a evolução destes custos entre 2008 e 2013, sendo estes relativamente estáveis, rondando os 57 milhões de euros anuais.
A Refer, pelo visto, faz o seu trabalho. O problema, de acordo com uma fonte oficial desta empresa, é a falta de investimento na modernização da rede, pois há linhas em que mantendo-se o mesmos níveies de manutenção já não são suficientes para assegurar o padrão de qualidade do serviço. A solução passa por intervenções mais profundas que contemplem obras de modernização, coisa que, de momento, é impossível na Refer devido às limitações nos seus investimentos.
A ausência de diálogo entre as duas empresas também não ajuda. Historicamente os presidentes destas duas empresas não se dão muito bem. Tem havido exceções, mas não é o caso dos atuais administradores da Refer, Rui Loureiro, e da CP, Manuel Queiró.
Adaptação do texto - A.Luis
Fonte - Público Portugal  21/10/2013

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Concessão prevê manutenção de trens e trecho de Salvador

Metrô

RF
foto - ilustração
O grupo CCR, através da Companhia de Participações em Concessões (CPC), empresa do grupo para concessões, será o responsável pelo pagamento da manutenção dos trens e do trecho pronto de seis quilômetros do metrô de Salvador. Segundo o jornal A Tarde, da Bahia, o presidente da CCR, Renato Alves Vale, disse que o contrato de concessão do sistema de metrô de Salvador prevê que a empresa arque com os custos de reparos pelo tempo em que os trens e o trecho inicial de seis quilômetros permaneceu parado.
A homologação da CPC como vencedora da licitação foi publicada no Diário Oficial da Bahia na última quarta-feira (28/08). O contrato deve ser assinado em 30 dias. A empresa foi a única que apresentou proposta para PPP que engloba a construção, manutenção, material rodante e operação do metrô da capital baiana. A empresa vai receber R$ 127,6 milhões por ano como contrapartida do Estado para a implantação do metrô de Salvador.
Segundo o jornal A Tarde, o presidente da CCR esteve em Salvador na última quarta-feira com técnicos da empresa e do governo para a primeira reunião, após a vitória da licitação. Vale também se encontrou om o governador Jaques Wagner. Nós fizemos uma vistoria bastante detalhada para saber o quanto é que custa deixar tudo isso em ponto de bala. Está tudo em nossos custos. É responsabilidade nossa e vamos fazer. Tem coisas para fazer? É claro, disse ao jornal. Em relação aos custos do reparo , o executivo disse que somente serão divulgados após um levantamento mais cuidadoso.
A construção do metrô baiano iniciou em 2000 e somente seis quilômetros entre a Lapa e o Acesso Norte foram construídos, mas nunca operados. Seis trens foram comprados do consórcio Mitsui/Hyndai Rotem e aguardam seu destino na estação Acesso Norte. Hoje, a cidade tem em operação os trens de subúrbio operados pela Companhia de Transporte de Salvador.
Durante o leilão da PPP, na semana passada, em São Paulo, o secretário de Desenvolvimento Urbano da Bahia, Cícero Monteiro, explicou que o governo contratou o Metrô de Madrid, da Espanha, para fazer a inspeção e avaliação para definir se existe a necessidade de ajustes na obra dos seis primeiros quilômetros. Em relação aos trens, eles também passarão por inspeção, que será definida pelo vencedor da licitação.
O metrô de Salvador terá 22 estações, num traçado dividido em duas linhas: Linha 1 (17,6 km), chegando até Águas Claras / Cajazeiras, e Linha 2 (24,2km). Ao todo, o sistema de metrô de Salvador terá 55 TUEs, totalizando 220 carros. Seis trens já foram comprados, totalizando 24 carros, do consórcio Mitsui/Hyndai Rotem, na Coreia do Sul, em 2008. Os outros 196 TUEs que faltam serão comprados pelo consórcio vencedor da PPP, gradativamente, até as duas linhas ficarem prontas.
Fonte - Revista Ferroviária 30/08/2013