UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Travessia marítima Salvador/Itaparica tem movimento tranquilo pelo Ferry-Boat nesta quarta(14)

Travessia Marítima  🚢

O movimento é tranquilo nesta quarta(14) nos dois terminais,em São joaquim e Bom Despacho, para veículos e passageiros.A ITS informa que estão em operação 4 embarcações,Rio Paraguaçu, Pinheiro, Zumbi dos Palmares e Anna Nery, com saídas nos horários regulares com intervalos de Uma hora entre cada partida.

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
Os viajantes que utilizam o sistema Ferry-Boat,administrado pela ITS,para realizar a travessia marítima entre Salvador e a ilha de Itaparica ou em sentido contrário encontrão um movimento tranquilo nos dois terminais,em São joaquim e Bom Despacho, para veículos e passageiros.
A ITS informa que estão em operação 4 embarcações,Rio Paraguaçu, Pinheiro, Zumbi dos Palmares e Anna Nery, com saídas nos horários regulares com intervalos de Uma hora entre cada partida.
A embarcação Maria Bethânia está na reserva(em stand by) e poderá entrar em serviço para realizar viagens a qualquer momento.O embarque de caminhões e veículos pesados segue normal, com fluxo sem filas.
Para mais comodidade os usuários do sistema podem contar também com o serviço de Hora Marcada disponível no site da ITS -internacionaltravessias-.
Para mais informações a ITS disponibiliza os serviços do SAC pelo Tel 0800 028 2723 ou através do e-mail demandastravessias@sollobrasil.com.br
Com informações da ITS 14/08/2019


Conheça as belezas da ilha de Itaparica

imagem reprodução/Google Maps

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Embarcações afretadas pela Petrobras violam a Lei

Direitos humanos

As infrações colocam em risco a vida humana, a segurança da navegação e o ambiente. De atrasos nos salários, que se prolongam por meses, à falta de equipamentos de segurança apropriados, passando por rancho de má qualidade ou em quantidade insuficiente, as denúncias vêm sendo constatadas por inspeções realizadas por representantes do Ministério do Trabalho e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), entre outros órgãos.

Portogente
portogente
A Petrobras vem afretando embarcações de bandeira estrangeira cujos armadores descumprem a legislação brasileira e as Convenções internacionais das quais o Brasil é signatário, impondo condições de trabalho aviltantes aos seus tripulantes, nacionais e estrangeiros. A denúncia é da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aquaviários e Aéreos, na Pesca e nos Portos (Conttmaf) e do Sindicato Nacional dos Oficiais da Marinha Mercante (Sindmar).
As infrações colocam em risco a vida humana, a segurança da navegação e o ambiente. De atrasos nos salários, que se prolongam por meses, à falta de equipamentos de segurança apropriados, passando por rancho de má qualidade ou em quantidade insuficiente, as denúncias vêm sendo constatadas por inspeções realizadas por representantes do Ministério do Trabalho e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), entre outros órgãos.
O descumprimento da cota de tripulantes brasileiros a bordo, como determina a Resolução Normativa 72, do Conselho Nacional de Imigração do Ministério do Trabalho (principal mecanismo de inserção de marítimos brasileiros em navios estrangeiros que operam no Brasil), é uma das irregularidades mais graves verificadas. Há também registros de clara discriminação com tripulantes brasileiros, acomodados em camarotes inferiores aos destinados a estrangeiros com mesma função ou patente, o que viola norma (MLC-2006) da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
No que toca o percentual obrigatório de brasileiros a bordo, as infrações são recorrentes. O petroleiro Chem Violet, por exemplo, operou mais de 90 dias no Brasil sem qualquer tripulante brasileiro. Como é sabido, a RN 72 impõe, a partir do terceiro mês de operação no país, o emprego de um terço de tripulantes brasileiros no segmento de apoio marítimo; e um quinto, no caso da cabotagem e da atividade de prospecção, bem como percentuais progressivamente maiores a partir de 180 e 360 dias. O Chem Violet é um caso que bem exemplifica a grave situação dos afretamentos em curso na Petrobras.
Recentemente arrestado pela Justiça brasileira depois que o armador turco - a empresa Eco Shipping - abandonou a tripulação, deixando de pagar os seus salários, o navio está, por determinação da Justiça, sob a guarda da Petrobras, até que seja leiloado. O armador foi acionado a pagar à tripulação turca os mesmos direitos dos marítimos brasileiros, como determina a Lei, incluindo férias, 13o salário, FGTS e multa rescisória, além de responder por danos morais. Infelizmente, não se trata de um caso isolado.
Esses navios estão sendo afretados de forma pouco criteriosa, ou com base apenas no parâmetro "menor preço", que ainda assim é demasiadamente elevado, sobretudo se considerado o baixo padrão verificado. Contratos deste tipo são sempre altos, em termos absolutos. As provas de dumping laborial - ou seja, precárias condições de trabalho visando a reduzir custos e aumentar o lucro - são evidentes. Armadores irresponsáveis, que violam direitos e infringem a Lei, estão, portanto, sendo contratados pela Petrobras para operações que, pela própria natureza, implicam grande risco e exigiriam, por decorrência, tripulações qualificadas e capacitadas.
Os brasileiros eventualmente contratados para tripular esses navios - ainda que em menor número do que a legislação determina - deparam-se com péssimas condições de trabalho. Não é apenas a RN 72 que é ignorada. Os "navios piratas" descumprem igualmente a Convenção 147, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que rege a segurança e a saúde do Tráfego Aquaviário. Descumprem, por extensão, a Norma Regulamentadora número 32 do Ministério do Trabalho brasileiro, nos dispositivos relativos à segurança, à saúde, à alimentação, à higiene e o conforto a bordo das embarcações.
Desde agosto último, o sindicato e a confederação têm intensificado a sua atuação para denunciar essas irregularidades às autoridades, cobrando providências imediatas. Em 23 de Agosto, a Conttmaf protocolou denúncia junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) contra a Petrobras, em virtude de a empresa estar realizando afretamentos de navios estrangeiros "que infringem a legislação brasileira bem como Convenções Internacionais ratificadas pelo Brasil".
Seis dias depois, em 29 de agosto, portanto, a Confederação também protocolou ofício à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) no qual informa que "a Petrobras vem afretando embarcações de bandeira estrangeira de apoio marítimo e navios tanques sem a necessária observância da legislação nacional" e das Convenções das quais o Brasil é signatário.
As violações vinham sendo apuradas pelas delegacias do Sindmar e denunciadas pela entidade sindical, que nos dia 8 e 23 de agosto, enviara ofícios ao presidente da Petrobras, Pedro Pullen Parente, cobrando providências urgentes contra os abusos e a imediata revisão dos critérios utilizados para a contratação de navios estrangeiros.
No documento, o Sindmar salienta que o menor preço não deveria ser o principal parâmetro adotado pela empresa nesses contratos, eis que tal.
"critério" tem permitido a operação, em águas territoriais nacionais, de armadores e embarcações sem o necessário compromisso com a segurança, o respeito ao trabalhador e a qualidade dos serviços a serem prestados.
Algumas empresas sequer têm endereço certo e operam sob bandeiras de conveniência, o que impede que sejam acionadas por ilícitos e danos causados. Além disso, algumas embarcações têm valor econômico tão baixo que, por vezes, esse sequer cobre dívidas operacionais e indenizações por eventuais danos materiais, incluindo os ambientais. Isso sem falar nos casos já divulgados de corrupção envolvendo os contratos de afretamentos já divulgados pela imprensa.
Nos ofícios que encaminharam à agência reguladora e à Petrobras, as duas entidades alertam para a clara possibilidade de recorrentes prejuízos ao erário em consequência de afretamentos de navios operados por empresas conhecidas no mercado como sub standard (de padrão de qualidade duvidoso). Esses prejuízos, na verdade, já começaram.
As íntegras desses documentos podem ser acessada no site do sindicato (www.sindmar.org.br).
No caso do Chem Violet, o juiz do Trabalho Claudio Victor de Castro Freitas, de Macaé, considerou a Petrobras co-responsável solidária na ação movida contra a Eco Shipping, condenando a empresa a pagar parte dos salários atrasados e a repatriação de todos os tripulantes, além de obrigar a estatal a guardar a embarcação até que seja leiloada para quitação de dívidas. Que a Justiça siga cumprindo o seu papel nesta questão.
Fonte - Portogente  11/10/2016

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Embarcações do sistema Ferry-Boat passam por docagem e manutenções regulares

Ferry-Boat

As embarcações Juracy Magalhães Júnior,e ferry Zumbi dos Palmares passam por processo de docagem e os ferries Ivete Sangalo e Agenor Gordilho, atualmente, passam por manutenção.

Da redação
foto montagem - ilustração
Os procedimentos são obrigatórios e visam manter uma melhor vida útil dos ferries, além de garantir a segurança de centenas de pessoas que usam o sistema todos os dias.
Segundo a ITS,administradora do sistema Ferry- Boat,está em fase final da docagem a embarcação Juracy Magalhães Júnior,e mantém o ferry Zumbi dos Palmares realizando o mesmo procedimento. Prática obrigatória, durante a docagem, a embarcação passa por uma completa restauração, revisando equipamentos elétricos e hidráulicos, peças de motor, assentos, entre outros, tudo com o acompanhamento dos órgãos de fiscalização, a exemplo da Marinha, Capitania dos Portos e pela Agerba.
A periodicidade da docagem é determinada pelo documento de classificação de cada ferry (normalmente, a cada dois anos),após a realização do serviço, a embarcação passa por vistorias para então retornar à operação.Além da docagem, todos os ferries passam por manutenções regulares, elas podem ocorrer de modo preventivo ou corretivo. “ Atualmente, passam por manutenção os ferries Ivete Sangalo e Agenor Gordilho.
Com informações da Inter.Trav.Salvador (ITS)  28/09/2016

sábado, 14 de novembro de 2015

Capitania dos Portos da Bahia intensifica fiscalização de embarcações

Fiscalização marítima

A Capitania dos Portos da Bahia (CPBA) realizou 5.090 abordagens,dessas, 256 condutores foram notificados e 8 tiveram a embarcação apreendida.

Jessica Sandes - A Tarde
Lúcio Távora - Ag. A TARDE
Na última Operação Verão, realizada entre dezembro de 2014 e março de 2015, a Capitania dos Portos da Bahia (CPBA) realizou 5.090 abordagens. Dessas, 256 condutores foram notificados e 8 tiveram a embarcação apreendida. A ação, anual, vale para todos os tipos de veículos marítimos.
As notificações mais comuns foram relativas à condução de embarcação por pessoa inabilitada e à falta de inscrição da embarcação na CPBA, além de inexistência ou insuficiência de extintor de incêndio e coletes salva-vidas.
Segundo a assessoria de comunicação da capitania, diariamente, uma equipe realiza ações de inspeção naval (IN), sobretudo na Baía de Todos-os-Santos (BTS). "Há uma atenção especial aos pontos onde ocorrem maiores concentrações de embarcações e banhistas (Porto da Barra, São Tomé de Paripe, Ribeira)", relata a instituição por meio de nota. Já nos finais de semana, o trabalho é executado por três equipes.

Operação anual
Durante a ação implementada entre os meses de dezembro e março, as atividades são intensificadas por meio do reforço nas equipes de inspeção naval, mas a entidade não informou quantos grupos serão acrescentados este ano.
Conforme a CPBA, as equipes são empregadas na área da BTS e em outras regiões de grande tráfego de embarcações, como Valença, Morro de São Paulo, Litoral Norte e Feira de Santana.
Os pontos mais utilizados pelos condutores de motos aquáticas são as localidades do Porto da Barra, Ribeira, São Tomé de Paripe, região sul da Ilha de Itaparica, região do Rio Jaguaripe e barra do rio Jacuípe. Além dos finais de semana, o movimento também é grande às segundas-feiras, sobretudo na Ribeira.
Fonte - A Tarde  14/11/2015

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Sistema Ferry Boat contará com oito embarcações no verão

Transportes marítimos

Ferrys Zumbi dos Palmares e Dorival Caymmi ainda estarão em operação assistida durante o verão e os ferries Ivete Sangalo, Maria Bethânia, Rio Paraguaçu, Agenor Gordilho, Pinheiro e Anna Nery completaram a frota em serviço.

A Tarde
Da Redação
Edilson Lima | Ag. A TARDE
O Sistema ferry-boat vai operar com oito embarcações no período do verão, que vai do dia 21 de dezembro a 20 de março, segundo informações da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba).
As duas novas embarcações, Dorival Caymmi e Zumbi dos Palmares, estarão ainda em operação assistida, já que essa operação vai durar 120 dias, tempo em que a tripulação local receberá treinamento técnico dos tripulantes vindos da Grécia.
Ainda estarão em operação os ferries Ivete Sangalo, Maria Bethânia, Rio Paraguaçu, Agenor Gordilho, Pinheiro e Anna Nery. As embarcações já passaram por manutenções e reparos, restando apenas o ferry Pinheiro, que ainda aguarda a motorizaçâo, hélice, propulsores e gerador.
De acordo com a Agerba, em meados de dezembro, a embarcação Agenor Gordilho será retirada da Base Naval para retornar ao sistema com as reformas estruturais e troca de motor. O ferry Juracy Magalhães passa, então, a integrar o sistema nesse período.
Fonte - A Tarde 03/11/2014

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Ferry Boat retoma hora marcada até o verão

Salvador / Itaparica

Por meio de sua assessoria, a empresa afirmou que está trabalhando na implantação do novo software e realizando testes. O objetivo é que os usuários possam comprar os bilhetes pela internet ou em postos espalhados pela cidade, além da opção de hora marcada.

A Tarde
Da Redação
foto - ilustração
O ferryboat deve retomar o serviço de hora marcada antes da chegada do verão. A previsão foi feita pela Internacional Marítima, concessionária que administra o sistema.
Por meio de sua assessoria, a empresa afirmou que está trabalhando na implantação do novo software e realizando testes. O objetivo é que os usuários possam comprar os bilhetes pela internet ou em postos espalhados pela cidade, além da opção de hora marcada.
Segundo a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba), o serviço pode estar disponível à população até o final de outubro. Os ferries devem operar de hora em hora ou, a depender da demanda, a cada meia hora.
O sistema está funcionando com as embarcações Juracy Magalhães, Pinheiro, Maria Bethânia, Rio Paraguaçu, Anna Nery, Ivete Sangalo, Zumbi dos Palmares e Dorival Caymmi.
Fonte - A Tarde  15/10/2014

quarta-feira, 12 de março de 2014

Travessia marítima segue com movimento tranquilo

Transportes Marítimos

Por conta da pouca demanda, embarcações saem a cada 30 minutos

A Tarde
Da Redação
Mila Cordeiro | Ag. A TARDE
Os terminais das travessias marítimas de Salvador para Mar Grande e Morro de São Paulo seguem com movimento tranquilo na manhã desta quarta-feira, 12.
Para a Ilha de Itaparica, as oito embarcações em operação saem a cada 30 minutos. O sistema funciona até 20h, que é o último horário saindo de Salvador. Já de Mar Grande, a última lancha sai às 18h30.
Já para Morro de São Paulo, as saídas do Terminal Náutico da Bahia, no Comércio, acontecem às 9h, 10h30, 13h e 14h30. A volta para a capital baiana conta com saídas às 9h, 9h30, 12h30 e 15h. A viagem dura em média 2h20 e a passagem custa R$ 75.
Fonte - A Tarde 12/03/2014

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Travessia Mar Grande-Salvador registra movimento intenso

Utilidade pública

Travessia registra fluxo intenso na volta do fim de semana

A Tarde
Da Redação
Gildo Lima | Ag. A TARDE
Segue intenso o movimento de passageiros que utilizam o serviço de travessia marítima Mar Grande-Salvador na manhã desta segunda-feira, 3.
De acordo com informações da Associação de Transportadores Marítimos da Bahia (Astramab), 13 embarcações realizam o transporte entre a ilha e a capital baiana, com saídas a cada 15 minutos. A previsão é que o fluxo siga intenso até as 11h.
Maré baixa
O sistema de travessia será suspenso entre 11h e 12h30 desta segunda, no sentido da ilha para Salvador, por conta da maré baixa. No sentido contrário, as lanchas saem do Terminal Náutico da Bahia, no Comércio, e atracam em Bom Despacho, no terminal do sistema ferryboat.
A travessia funciona até 20h, última saída de Salvador. De Mar Grande, o último horário será às 18h30.
Já a linha Salvador-Morro de São Paulo opera sem restrições, com a oferta de nove catamarãs e lanchas rápidas. As saídas de Salvador acontecem às 9h, 10h30, 13h e 14h30. Já as saídas de Morro de São Paulo são às 9h, 9h30, 12h30 e 15h.
Fonte - A Tarde  03/02/2014

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

SAVEIROS voltam a colorir o mar baiano

Saveiros da Bahia

Rayllana Lima
TB
foto - ilustração
No início da tarde de ontem (26), a tradicional regata de saveiros encantou os baianos e turistas que estavam aproveitando o domingo ensolarado no Porto da Barra, um dos pontos turísticos de Salvador. A 42ª edição da Regata João das Botas reuniu cerca de 100 embarcações que deixaram a paisagem da praia da Barra ainda mais encantadora. Os primeiros colocados foram premiados.
Organizada pelo Comando do 2º Distrito Naval, através da Capitania dos Portos da Bahia (CPBA), e com patrocínio da Braskem, a competição proporcionou um verdadeiro baile de veleiros e saveiros nas águas baianas. Embarcações dos tipos saveiros de vela içar, saveiros de vela de pena, canoas, barcos de pesca e catraias, foram distribuídas em 12 classes, saindo do Porto da Barra, indo até as boias próximas do farol de Mar Grande, e retornando para o ponto de início.
De acordo com o comandante José Antônio Freitas Costas, organizador do evento desde 2005, manter a tradição é muito importante, mas o esperado era que pelo menos 150 embarcações fossem inscritas. “Os saveiros já foram um meio de transporte na cidade. É uma pena que o número de inscrito cai a cada edição. Mas, nessa competição, a data coincidiu com a festa de Jaguaribe, e muitas embarcações foram prestigiar a festa”, explicou.
Sobre a competição, o comandante confessou que se emociona ao ver a largada. “Cada vez que vejo as velas içar saindo, me emociono. Sinto que estou ajudando a manter a tradição”, desabafou. Não é a primeira vez que a gerente de vendas Fabiana Magalhães, 40, assiste a uma regata de saveiros. Ela já chegou a participar de uma competição, e afirma que a sensação é incrível. “É muito bonito ver todas as embarcações saindo juntas. Já participei da Regata Aratu-Maragojipe e foi fantástico”, exclama a gerente de vendas.
Fabiana estava admirando a largada das outras classes enquanto esperava por seu marido, Ricardo Tavares, que estava em um dos primeiros saveiros a sair. Orgulhosa, ela informou que ele foi o idealizador do Dia Municipal do Saveiro, comemorado no dia 19 de janeiro.
“Ele é apaixonado por saveiros e propôs a Câmara que o dia fosse comemorado. Ricardo já chegou a expor miniaturas de saveiros feitos por ele”, explicou. Ela informou ainda que, Ricardo Tavares, que é escritor, está escrevendo um livro sobre a história dos saveiros.
foto - ilustração
Espetáculo no mar do Porto
Soteropolitanos e turistas ficaram encantados com o visual que a regata deu ao Porto da Barra. Para a francesa de 23 anos, que está há apenas três dias em Salvador, e preferiu se identificar apenas como Carlita, foi uma surpresa encontrar mais uma paisagem tão bonita nas praias baianas. “Estava passando e vi o espetáculo no mar. Achei muito bonito”, disse. O aposentado Adalberto Oliveira, 65, aproveitou o dia para espairecer enquanto tomava uma cervejinha,e admirava a regata. “Aposentado já fica o dia todo em casa, como fiquei sabendo da competição, decidi me divertir um pouco. E valeu a pena, a largada foi bonita demais”.
Já para a psicóloga Camila Baqueiro, 34, o evento poderia ter sido melhor. Ela estava passando pela Barra com sua irmã Patrícia Baqueiro, 41, e ambas não sabiam do evento. Mas decidiram parar para admirar o ambiente.
Segundo Camila Baqueiro, faltou mais organização. “Achei o ambiente confuso. Não é uma praia convidativa. É bonita a questão da regata, mas o domingo no Porto da Barra por si só já é tumultuado, e as pessoas não preservam a praia, jogando todo o lixo consumido na areia. Eu teria aproveitado mais a competição se tivesse sido em um lugar mais calmo”, desabafou.
A ideia surgiu em 1969, quando várias embarcações de Salvador fizeram um belo espetáculo para a despedida de uma escuna. A Regata foi criada para marcar o sesquicentenário da Independência na Bahia, em 1973. Seu nome homenageia o herói da guerra de Independência da Bahia, em 1823, João das Botas.
Fonte - Tribuna da Bahia  27/01/2014