UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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sexta-feira, 19 de junho de 2020

CBTU vai receber três locomotivas e 30 carros Pidner como doação da Metrofor

Transportes sobre trilhos  🚄

A medida já foi autorizada pelo governo do Ceará e aprovada pela Assembleia Legislativa daquele estado.Serão três locomotivas movidas a diesel e 30 carros de passageiros, modelo Pidner.De acordo com a Metrofor, a frota doada não é mais compatível com o sistema metroviário atualmente adotado no Ceará. 

Da Redação
foto - divulgação/Metrofor
A Companhia Cearense de Transporte Metropolitanos (Metrofor) irá doar três locomotivas movidas a diesel e 30 carros de passageiros, modelo Pidner, para a CBTU. A medida já foi autorizada pelo governo do Ceará e aprovada pela Assembleia Legislativa daquele estado. De acordo com a Metrofor, a frota doada não é mais compatível com o sistema metroviário atualmente adotado no Ceará.
Os carros do modelo Pidner possuem bancos laterais, e não fileiras de poltronas, o que faz com que os passageiros viajem de costas para as janelas e liberem amplo espaço interno no veículo. Os trens possuem ar condicionado, piso de PVC, bancos com assentos individuais e revestimento compostos por fibra de vidro e plástico de alta resistência.
Para a CBTU, a parceria renderá bons frutos. Esse tipo de carro será de grande utilidade para os sistemas metroferroviários operados pela Companhia, podendo permitir a ampliação do atendimento de qualidade à demanda de passageiros que utilizam seus transportes.
O fato já foi notícia nesse Blog em 04/06/2020
Com informações da CBTU  19/06/2020

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Indústria ferroviária opera com ociosidade próxima de 90%

Transportes sobre trilhos/Economia  🚄

Com uma produção abaixo das expectativas iniciais, o setor trabalhou com ociosidade próximo a 90%. A expectativa é que a demanda em 2020 e 2021 seja melhor, o que será proporcionado por projetos que estão em fase de aprovação.De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate, em 2019, foram fabricadas 34 locomotivas, volume que ficou abaixo da projeção inicial que era de 40 unidades, que já é bem pequeno frente à capacidade instalada.

Diário do Comercio
foto - ilustração/arquivo
A indústria ferroviária brasileira enfrentou, em 2019, um cenário negativo em função de baixos pedidos para as indústrias. Com uma produção abaixo das expectativas iniciais, o setor trabalhou com ociosidade próximo a 90%. A expectativa é que a demanda em 2020 e 2021 seja melhor, o que será proporcionado por projetos que estão em fase de aprovação. Minas Gerais, importante polo produtivo, também deve ter resultados mais favoráveis.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate, em 2019, foram fabricadas 34 locomotivas, volume que ficou abaixo da projeção inicial que era de 40 unidades, que já é bem pequeno frente à capacidade instalada.
Em 2019, a ociosidade nas indústrias de locomotivas ficou em 86,4%. Duas empresas fabricantes, associadas à Abifer, estão instaladas em Minas Gerais, a Wabtec GE, em Contagem, e a Progress Rail, em Sete Lagoas.
"A produção de locomotivas em 2019 apresentou um volume muito baixo, já que a capacidade instalada é de 250 locomotivas por ano. Como não houve contratos em 2019 e esperamos ter em 2020, estimamos produzir 40 unidades este ano", disse Abate.
Em vagões, a capacidade instalada é de 12 mil unidades ao ano. Em 2019, estavam previstos a fabricação de 1.500 unidades e, no fechamento do ano, a fabricação ficou em menos de 1.000 unidades. Com a aprovação de contratos em 2019, para 2020, o reflexo já será sentido e a expectativa é alcançar entre 1.500 e 2.000 vagões.
"Depois de 2015, quando foram registrados bons volumes de todos os veículos, e com a recessão que se desenhava no País, as renovações não aconteceram. Por isso, estamos, hoje, com ociosidade dramática de 90% no setor, estamos praticamente parados. Se pagarmos a média dos últimos 10 anos, a ociosidade não fica muito diferente, girando em torno de 70% a 75%".
Projeções - Para 2020 as expectativas são mais favoráveis, porém, para as indústrias de Minas Gerais, que são fabricantes de locomotivas, a estimativa é que a demanda seja percebida em 2021.
"Há uma perspectiva, em 2020, que pelo menos de vagões de carga melhore. Em locomotivas, embora a renovação tenha acontecido, a locomotiva demanda maior tempo, cerca de 1 ano, então não se consegue fazer no próprio ano um pedido que possa ser entregue no mesmo exercício. Por isso, como não entraram pedidos em 2019, em 2020 ainda teremos um volume baixo, que ficará em 40 unidades, mas para 2021 haverá um expansão".
A expansão nas encomendas de locomotivas deve acontecer em função da aprovação pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para a renovação antecipada da malha de São Paulo, operada pela empresa Rumo, porém o reflexo será somente em reflexo para 2021.
De acordo com Abate, as próximas renovações já terão reflexos em Minas Gerais. Ele explica que três ferrovias cortam o Estado (a Ferrovia Vitória Minas, pertencente a Vale, a MRS e a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) da VLI Logística) e estão em processo de aprovação e apresentação de projetos no TCU.
Das três, a Vale já apresentou projeto no TCU, que está em período de completo de informações a serem feitas pela ANTT. A expectativa é que o processo seja concluído ainda no primeiro semestre de 2019. A MRS está com projeto para ingressar no TCU e o resultado é esperado para o segundo semestre de 2019. A FCA deve ingressar com projeto no TCU no segundo semestre deste ano e o resultado é esperado para o início de 2021.
"Nós estamos trabalhando com a expectativa positivas. Com as renovações acontecendo e o País crescendo economicamente, há tendência de o mercado melhorar", disse Abate
Fonte - Revista Ferroviária   31/01/2020

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Indústria ferroviária prevê queda na produção

Transportes sobre trilhos  🚄

A desaceleração dos investimentos em projetos de expansão da malha de transporte sobre trilhos decorrente da crise econômica, impactou nas encomendas por novos produtos às empresas desse segmento.E, por hora, não há indicativos de que a situação será melhor a partir de 2018 – apesar das expectativas de recuperação da economia. 

CNT - ANPTrilhos
foto - ilustração/arquivo
A indústria ferroviária brasileira projeta queda na produção para o ano de 2017, em comparação com 2016. A desaceleração dos investimentos em projetos de expansão da malha de transporte sobre trilhos decorrente da crise econômica, impactou nas encomendas por novos produtos às empresas desse segmento. Para este ano, a Abifer (Associação Brasileira da Indústria Ferroviária) estima que ficarão prontos 278 carros de passageiros, ante 473 de 2016, e 2.300 vagões, contra 3.903 do ano passado, o que significa uma redução aproximada de 40%.
E, por hora, não há indicativos de que a situação será melhor a partir de 2018 – apesar das expectativas de recuperação da economia. O presidente da entidade, Vicente Abate, explica que, no caso dos carros de passageiros, o prazo entre a encomenda e a entrega é de cerca de dois anos. “Para que pudéssemos ter um volume maior a partir do ano que vem, precisávamos de contratos a partir de 2016. Mas absolutamente nenhum foi assinado por cliente que estivesse encomendando algum item”, explica.
Para não paralisar totalmente a produção de carros de passageiros a partir de 2018, as empresas estão renegociando com os clientes os prazos de entrega de itens já contratados.
O cenário de incertezas se forma logo após a indústria ter recorde de produção. No ano passado, foram fabricados 473 carros de passageiros, contra 322 de 2015, o melhor desempenho já registrado.
Segundo Vicente Abate, a esperança do setor é que projetos de mobilidade relacionados ao transporte sobre trilhos que já estão contratados ou em execução avancem (são 245 quilômetros previstos para os próximos cinco anos) e que outros saiam do papel (há 25 projetos com potencial para contratação e início de obras até 2022, com 1.266 quilômetros de extensão, no total). Isso poderia melhorar os resultados no segmento.
Contudo, os sinais não são favoráveis: “a visão de hoje é menos otimista, porque não tem acontecido. O poder público está sem capacidade de investimento e novas contratações de encomendas de carros devem ficar paralisadas. E aí começa a prejudicar e haver movimento de perda de mão de obra”, complementa. O setor emprega diretamente quase 18 mil pessoas. De acordo com a Abifer, desde 2014, de dois mil a três mil postos foram cortados. Parte das demissões decorreu da crise e parte em razão de reestruturações internas de empresas que conseguiram melhorar a produtividade.
Atualmente, o Brasil dispõe de 1.034,4 quilômetros de malha para o transporte de passageiros sobre trilhos. Mas, para solucionar gargalos na mobilidade em grandes cidades, estima-se que é preciso aumentar a disponibilidade desses sistemas em cerca de 85% (850 quilômetros), conforme o estudo Transporte e Desenvolvimento: Transporte Metroferroviário de Passageiros, da CNT (Confederação Nacional do Transporte).
Para o transporte ferroviário de cargas, o segmento espera que se concretize a renovação antecipada de concessões, já anunciada pelo governo federal. Conforme a Abifer, se isso ocorrer ainda no primeiro semestre, a produção de vagões poderá alcançar três mil unidades neste ano. Do contrário, será mantida a previsão de cerca de 2.300, mesmo nível de 2013. No ano passado, foram entregues 3.903 unidades. Em 2015, foram 4.683.
A produção de locomotivas deve ficar estável, com 100 unidades em 2017.
Fonte - ANPTrilhos  17/04/2017

terça-feira, 5 de abril de 2016

Renovação da frota anima a indústria ferroviária

Economia

As operadoras estão investindo fortemente na ampliação e renovação das frotas. Outro ponto positivo para a indústria é que grande parte dom volume transportado, que pouco tempo atrás dependia apenas da carga das mineradoras, hoje atende a outros tipos de mercadoria, com destaque para o agronegócio. 

Valor Econômico
foto - ilustração
Depois de dois anos de bons resultados, a indústria de trens e locomotivas tem expectativa de atingir em 2016, pelo terceiro ano consecutivo, vendas igualmente animadoras, em contraste com o fraco nível de atividade econômica. Este desempenho se explica por características próprias deste tipo de indústria. Um novo projeto de uma única operadora, ou a renovação de frota de um só cliente, é capaz de dar um grande empurrão no volume de encomendas. Foi o que aconteceu em 2014 e 2015, e neste ano não será diferente.
As operadoras estão investindo fortemente na ampliação e renovação das frotas. Outro ponto positivo para a indústria é que grande parte dom volume transportado, que pouco tempo atrás dependia apenas da carga das mineradoras, hoje atende a outros tipos de mercadoria, com destaque para o agronegócio.
“Nosso setor tem ciclos mais amplos. O ano passado foi muito positivo e colhemos resultados de investimentos que nossos clientes vinham fazendo desde 2014”, destaca Rogério Mendonça, presidente da GE Transportation para a América Latina. Em 2015, o volume produzido foi 60% superior ao do ano anterior e a perspectiva para 2016 é crescer, no mínimo, entre 15% e 20%, o que significa até 80 unidades, projeta.
Segundo a Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (ABIFER), apesar do momento econômico turbulento, a indústria ferroviária continuará em alta. Esta perspectiva fortalece a meta de produzir 40 mil vagões na década 2010/2019. Há 15 anos o setor não tinha notícias tão positivas como no biênio 2014/2015. Nesses dois anos, foram colocados no mercado 4.703 e 4.683 vagões, respectivamente. “A indústria estava acostumada a uma verdadeira gangorra, com sucessivos picos e quebras bruscas nos pedidos em carteira”, afirma Vicente Abate, presidente da ABIFER. As locomotivas também seguem com demanda aquecida. Em 2015, o setor registrou recorde histórico ao atingir 129 unidades ante as 80 fabricadas em 2014, um acréscimo de 61,2%.
“Trabalhamos com a previsão de produzir mais de cem locomotivas em 2016, volume bastante alinhado com a expectativa para a década, ou seja, uma centena de locomotivas por ano”, afirma Abate. A projeção para os vagões também é otimista. “Serão quatro mil unidades fabricadas neste ano, número também alinhado à projeção para a década”. A receita de R$ 6,2 bilhões no ano passado supera em 10,7% os R$ 5,6 bilhões obtidos em 2014.
A Caterpillar, fabricante de locomotivas instalada em Sete Lagoas, Minas Gerais, fechou 2015 com o dobro da produção verificada no ano anterior. Para 2016, a companhia já tem encomendas fechadas, mas Carlos Roso, diretor da Progress Rail Services no Brasil, braço do setor ferroviário da companhia, diz que o volume deverá ficar um pouco abaixo. “Para este ano, a previsão é de retração da ordem de 20%, porém ainda será satisfatória”.
A Alstom – que encerrou suas atividades de geração e transmissão de energia elétrica e vendeu seus ativos nesta área para a General Electric – passou a focar no serviço de transporte ferroviário. “A Alstom é mais experiente em lidar com os tomadores de decisão no mercado de passageiros, enquanto a GE está mais habituada com ferrovias privadas. A GE vende produtos, enquanto a Alstom foca na venda de sistemas e serviços. Essa troca de experiências será essencial em um momento de grande competição no mercado”, diz Michel Boccaccio, presidente da Alstom no Brasil e vice-presidente sênior na América Latina.
Além das locomotivas, a GE também é responsável por oferecer assistência técnica e treinamento. “Aumentamos o conteúdo de suporte tecnológico, monitoramento remoto e capacitação digital dessas locomotivas”, diz Mendonça. “Assumimos a manutenção a assistência técnica dos clientes. Este é um mercado bastante interessante, até para equilibrar a receita em momentos de alta ou baixa demanda na indústria”.
A GE Transportation, líder global em fornecimento de tecnologia e de equipamentos ferroviários, inaugurou seu primeiro Centro de Monitoramento e Diagnóstico Remoto no Brasil, em Contagem, Minas Gerais. Através do sistema Locomotive Maintenance Suite (LMS), o novo centro será responsável por analisar os dados coletados por diversos sensores instalados na locomotiva, monitorar a “saúde” da frota e antecipar possíveis anomalias, possibilitando alertar as ferrovias para a correção do problema logo após a notificação.
O plano de renovação da frota – feito em 2014 pela ABIFER e pela Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) e amplamente discutido com o governo – perdeu fôlego. “O plano não vingou, pelo menos por ora, por conta do possível ajuste fiscal”, diz Abate. Segundo o executivo, dos 110 mil vagões que compõem a frota brasileira, 40 mil já têm mais de 40 anos. Na mesma situação estão 1,4 mil das 3,2 mil locomotivas do país. “Não deveríamos perder esta oportunidade de transformar uma frota ineficiente em uma frota moderna, mais capaz e menos poluente”. Pelos seus cálculos, a antiga frota de 40 mil vagões seria trocada por 18 mil vagões modernos e as 1,4 mil locomotivas seriam substituídas por 600. 
Fonte - ABIFER   04/04/2016

quinta-feira, 31 de março de 2016

Empresas brasileiras buscam tecnologia e aprimoramento na InnoTrans 2016

Transportes sobre trilhos

“A InnoTrans é o evento mundial mais importante do setor metroferroviário. O SIMEFRE tem a oportunidade de apresentar no Pavilhão Brasileiro a sua organização e representatividade no mercado brasileiro. Além disso, a InnoTrans é uma excelente oportunidade de networking com entidades e empresas internacionais, trazendo para os seus associados as inovações tecnológicas apresentadas durante feira”, destaca Luiz Fernando Ferrari, Vice-Presidente do SIMEFRE.

ANPTrilhos
ANPTrilhos
A indústria e os operadores de transporte ferroviário de carga e passageiros do Brasil estão em constante busca por aprimoramento e inovações tecnológicas. E essa oportunidade é possível através da participação no Pavilhão Brasileiro “Brazil on Rails”, na InnoTrans, a maior feira metroferroviária do Mundo. O Pavilhão tem como objetivo explorar o potencial do mercado metroferroviário brasileiro frente aos negócios mundiais.
Desde a sua primeira edição, em 2010, o “Brazil on Rails” conta com o apoio de duas importantes entidades do setor metroferroviário brasileiro: Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (ABIFER) e Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (SIMEFRE).
“A InnoTrans é o evento mundial mais importante do setor metroferroviário. O SIMEFRE tem a oportunidade de apresentar no Pavilhão Brasileiro a sua organização e representatividade no mercado brasileiro. Além disso, a InnoTrans é uma excelente oportunidade de networking com entidades e empresas internacionais, trazendo para os seus associados as inovações tecnológicas apresentadas durante feira”, destaca Luiz Fernando Ferrari, Vice-Presidente do SIMEFRE.
O evento agrega também oportunidades para a indústria brasileira, através da divulgação do potencial de produção do Brasil.
“A feira proporciona aprendizado e troca de experiências fundamentais para que o setor ferroviário brasileiro cresça mais e mais. Não participamos da feira somente para absorver tecnologias e aplicar no Brasil, mas também para mostrar o que podemos oferecer e gerar oportunidades de negócios de exportação. Quanto mais conseguimos exportar, mais fortalecemos o mercado interno. Na medida em que a indústria consegue ganhar volume, escala, ela consegue reduzir custos e ganhar mais competitividade, tanto no mercado interno quanto externo”, explica o presidente da ABIFER, Vicente Abate.
Além da presença da ABIFER e do SIMEFRE, a comitiva brasileira que vai para Berlim já conta com a participação da Alstom, ANPTrilhos, Brasil Locomotivas, Confederação Nacional do Transporte (CNT), Conprem, Hidremec, Metrô-DF, MWL, Retesp e Perotti International.
Durante a InnoTrans, o grupo participará das Rodadas de Negócios e do Seminário para apresentação dos Planos de Negócios do Brasil, que serão exclusivos para participantes da delegação brasileira.

Sobre o Pavilhão Brasileiro e InnoTrans
A InnoTrans será realizada de 20 a 23 de setembro de 2016, em Berlim, na Alemanha. Na última edição, foram 28 pavilhões com mais de 2.700 expositores de 55 países e mais de 130 mil visitantes. O Projeto “Brazil on Rails” reuniu no Pavilhão Brasileiro mais de 30 empresas e 125 executivos.
Em paralelo aos pavilhões de estandes, que ocupam mais de 9 mil m², serão apresentados os lançamentos de veículos de transporte na plataforma da Messe Berlim, um pátio externo de exposição.
A InnoTrans é uma plataforma para networking entre fornecedores nacionais e internacionais e compradores dos setores de transporte ferroviário de carga e passageiros.
Com informações da ANPTrilhos  31/03/2016

quarta-feira, 2 de março de 2016

VLI reforça frota de locomotivas na Ferrovia Norte-Sul

Ferrovias

As máquinas do modelo SD70 vão operar na Ferrovia Norte Sul (FNS) e buscam atender ao aumento previsto do volume de produtos movimentados pela empresa no eixo logístico que interliga os estados do Tocantins e Maranhão. 

Burson-Marsteller
Corporate Communications


A VLI, empresa especializada em operações logísticas que integram ferrovias, portos e terminais, desembarcou recentemente doze locomotivas no Porto do Itaqui, em São Luís (MA). As máquinas do modelo SD70 vão operar na Ferrovia Norte Sul (FNS) e buscam atender ao aumento previsto do volume de produtos movimentados pela empresa no eixo logístico que interliga os estados do Tocantins e Maranhão.
Para transportar as locomotivas que agora integram a frota do corredor Centro-Norte, um esquema especial foi montado, envolvendo ferrovia e portos. As locomotivas saíram do interior de São Paulo rumo ao Porto de Santos (SP) rebocadas por trens de carga. Lá, elas foram içadas e embarcadas em um navio com destino ao Porto do Itaqui (MA). Após o desembarque, as máquinas seguiram para uma revisão. Tão logo estejam liberadas, as locomotivas serão incorporadas à atividade ferroviária da Ferrovia Norte Sul, contribuindo para a agilidade no escoamento dos produtos no corredor e possibilitando ganhos em segurança operacional.
A chegada das doze locomotivas faz parte da estratégia da VLI para alavancar o corredor logístico Centro-Norte, impulsionado pelo crescimento da região e pela demanda de transporte ferroviário, principalmente, para grãos. O gerente do corredor, Fabiano Rezende, destacou a complexidade da operação e a importância do investimento realizado pela VLI. “Foi uma operação complexa e muito bem articulada entre a VLI e seus vários fornecedores.
O objetivo maior de trazermos esse reforço de equipamentos é capacitar a Ferrovia Norte Sul para receber o volume dos novos terminais intermodais que vamos inaugurar em breve no Tocantins. Acreditamos no crescimento da região e estamos nos preparando para oferecer a infraestrutura necessária para o escoamento da safra”, afirmou o gerente.

Sobre a VLI
A VLI tem o compromisso de apoiar a transformação da logística no País, por meio da integração de serviços em portos, ferrovias e terminais. A empresa engloba as ferrovias Norte Sul (FNS) e Centro-Atlântica (FCA), além de terminais intermodais, que unem o carregamento e o descarregamento de produtos ao transporte ferroviário, e terminais portuários situados em eixos estratégicos da costa brasileira, tais como em Santos (SP), São Luís (MA) e Vitória (ES). A VLI transporta as riquezas do Brasil por rotas que passam pelas regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.
Fonte - ABIFER  01/03/2016

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

GE e TMH criam Joint Venture para produzir motor diesel russo

Economia

A GE informou que o projeto visa atender as necessidades de locomotivas da Russian Railways,além de fornecer motores para transporte marítimo e aplicações em geração de energia elétrica.A Joint Venture GE-TMH,devera investir mais de US $ 70 milhões em equipamentos e treinamento para instalar uma fabrica que devera produzir motores diesel GEVO entre 2 900 kW e 4 700 kW.

Da Redação
foto - Railway Gazette
Um plano de negócios estratégico visando a formação de uma Joint Venture para fabricação de um motor diesel em Penza na Rússia,foi assinado em 1 de fevereiro pela GE e Transmashholding.A GE informou que o projeto visa atender as necessidades de locomotivas da Russian Railways,além de fornecer motores para transporte marítimo e aplicações em geração de energia elétrica.
Dependendo ainda da aprovação e da regulamentação final,a Joint Venture GE-TMH,devera investir mais de US $ 70 milhões em equipamentos e treinamento para instalar uma fabrica que devera produzir motores diesel GEVO entre 2 900 kW e 4 700 kW. Está prevista uma produção inicial de até 250 motores por ano,com o potencial para aumentar a capacidade e expandir o portfólio de produtos de acordo com a demanda do mercado.Identificar oportunidades de exportação seria um "objetivo prioritário",de acordo com a GE.
A Transmashholding tem grandes expectativas quanto ao futuro deste projeto em conjunto com a GE para desenvolver e produzir motores diesel state-of-the-art ", disse o presidente TMH Andrei Bokarev. "Ela irá expandir significativamente a nossa experiência e a gama de produtos que oferecemos ao mercado. Em associação com nossas soluções existentes,seremos capazes de oferecer aos nossos clientes os motores que atendam com precisão as suas necessidades.É particularmente notável que o novo empreendimento passe a produzir motores não só para o mercado russo,mas também para exportação.
Foi assinado um acordo na 17ª Reunião Anual GE Oil & Gas em Firenze,de US $ 1 bilhão,para um programa de ampliação do transporte russo,de abastecimento de petróleo e gás,anunciado pela GE e parceiros,incluindo TMH ea petrolífera Rosneft.
Com informações da Railway Gazette 01/02/2016

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Caterpillar fechará 2015 com produção 100% maior

Economia

As informações são do diretor geral da Progress Rail Services (PRS) no Brasil, braço do setor ferroviário da Caterpillar, Carlos Roso. Segundo ele, as negociações e pedidos de novas locomotivas acontecem entre a empresa e, principalmente, a Valor da Logística Integrada (VLI), a Vale S/A e a América Latina Logística (ALL).

Diário do Comércio - RF
foto - ilustração/RF
A Caterpillar, fabricante de locomotivas instalada em Sete Lagoas (região Central), vai fechar este ano com o dobro da produção registrada em 2014. E para 2016 a empresa já tem encomendas para ocupar a fábrica de maneira “satisfatória”, mas abaixo do nível verificado neste exercício.
No entanto, o cenário no longo prazo não é dos mais promissores para a empresa, uma vez que a indústria ainda não tem pedidos para 2017, o que já deveria estar acontecendo devido ao longo ciclo de fabricação das máquinas.
As informações são do diretor geral da Progress Rail Services (PRS) no Brasil, braço do setor ferroviário da Caterpillar, Carlos Roso. Segundo ele, as negociações e pedidos de novas locomotivas acontecem entre a empresa e, principalmente, a Valor da Logística Integrada (VLI), a Vale S/A e a América Latina Logística (ALL).
“Neste ano devemos dobrar a produção em relação a 2014. E para 2016 já temos encomendas que deixarão a fábrica ocupada, não em um nível tão alto e abaixo do de 2015. Mas que dá para operar. Para 2017, porém, o cenário é preocupante porque já era hora de estarem entrando novos pedidos e isso não está acontecendo”, disse Roso.

Concessões
Diante disso, a Caterpillar deposita suas expectativas na tentativa do governo federal de acelerar as negociações com as atuais concessionárias do setor ferroviário para renovar e estender os prazos dos contratos de concessão, com o objetivo de garantir investimentos para os próximos anos.
Em contrapartida, os aportes desses players na malha já existente podem chegar até R$ 16 bilhões.
As negociações estão concentradas basicamente na ALL, na MRS Logística e na Ferrovia Centro Atlântica (FCA). A primeira, por exemplo, que detém a maior malha ferroviária do País, anunciou, após a fusão com a Rumo Logística (do grupo Cosan), uma proposta de investimento que soma R$ 7,4 bilhões, sendo que R$ 4,6 bilhões estariam condicionados à extensão contratual das suas concessões.
“Renovar as concessões é fundamental porque isso vai garantir os investimentos em melhorias das ferrovias, como está previsto nos contratos”, afirmou o diretor da Caterpillar. Esses aportes, entre ampliação da capacidade de tráfego, novos pátios, redução de interferências urbanas, novos ramais e sinalização, também incluem a ampliação da frota, o que seria bom para os negócios da fabricante de locomotivas instalada em Sete Lagoas.
Sobre os investimentos da Caterpillar na planta da região Central do Estado, Roso disse que a empresa está “discutindo algumas coisas”, que segue players como a VLI, Vale e ALL de perto e que acompanha o mercado. “Para o cenário de hoje, já fizemos aportes mais que suficientes”, completou o diretor.

Vendas
Ao longo deste ano, a Caterpillar concretizou a venda de 113 locomotivas para a VLI. Entre as máquinas já entregues estão cinco modelos de bitola métrica de oito eixos, os primeiros deste tipo no Brasil. Anteriormente, dois protótipos já tinham sido entregues.
Conforme já informado, a planta de Sete Lagoas foi montada para atender a América do Sul e o Brasil, sendo que o País representa cerca de 80% desse mercado. Além do modelo de oito eixos, também saíam das linhas de montagem outros dois modelos de locomotivas, com 60% de conteúdo nacional.
O primeiro é uma máquina diesel elétrica, de bitola larga e de corrente alternada com seis eixos. A outra é semelhante a primeira, mas com bitola métrica.
Porém, os novos modelos de oito eixos, de acordo com o diretor, devem ocupar a planta no próximo ano. Eles trazem um diferencial para a Caterpillar ganhar mercado, uma vez que consomem menos combustível e são capazes de reduzir em cerca de 50% a emissão de partículas em relação às máquinas mais antigas.
Além disso, duas locomotivas novas, como as negociadas com a VLI, são capazes de fazer o trabalho de três mais velhas, como as que comumente rodam atualmente nas ferrovias nacionais.
Fonte - Revista Ferroviária  03/12/2015

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

GE e Progress apresentam tecnologias

Panorama Ferroviário

O diretor de Suporte ao Cliente da GE Transportation, Luiz Cláudio Torelli, trouxe algumas soluções que a GE vem empregando, como o Locovision, o Trip Otimizer e o detector de trilhos partido.O Locovision consiste em sistema de câmeras embarcado, para verificar, por exemplo, espaçamento de dormentes ou medir a bitola.

RF
foto - ilustração
As fabricantes de locomotivas, GE e Progress Rail EMD, apresentaram na tarde de ontem algumas de suas soluções tecnológicas para o mercado ferroviário, em painel da 18ª Negócios nos Trilhos – NT Expo, em São Paulo.
O diretor de Suporte ao Cliente da GE Transportation, Luiz Cláudio Torelli, trouxe algumas soluções que a GE vem empregando, como o Locovision, o Trip Otimizer e o detector de trilhos partido.
O Locovision consiste em sistema de câmeras embarcado, para verificar, por exemplo, espaçamento de dormentes ou medir a bitola. “Tem uma aplicação nos Estados Unidos em que o trem faz a leitura de neve nas montanhas e vê se a neve está atingindo um nível que pode ser crítico para ocorrer uma avalanche”, disse.
O detector de trilhos partidos também é embarcado na própria locomotiva. “A própria locomotiva é um carrinho de ultrassom. Hoje, a tecnologia só pega trilhos totalmente partidos”, explicou Torelli.
O Trip otimizer auxilia o maquinista no controle do trem, recalculando a forma de condução, em uma situação de chuva ou com número de vagões diferentes do habitual, por exemplo. “Já tem aplicações em que o maquinista pilota o trem a mil e quinhentos quilômetros de distância, em cabines virtuais”, disse.

foto - ilustração
Torelli salientou que muitas das tecnologias empregadas pela GE são hoje várias ferramentas desenvolvidas ou customizadas no Brasil, no centro de tecnologia da empresa, no Rio de Janeiro. E a GE vai inaugurar no Brasil, na próxima semana, um centro de monitoramento remoto, em Contagem (MG), ligado ao centro de monitoramento dos Estados Unidos. Esse centro vai permitir, por exemplo, que a ferrovia tenha informações pertinentes para tirar potência de uma locomotiva ou decidir que locomotiva utilizar na composição de um trem. Em uma situação de primeiro trem depois de um acidente, segundo Torelli, será possível fazer um mapeamento da frota e escolher as melhores locomotivas para que a chance de uma falha seja menor.
O representante da Progress Rail EMD, além de falar sobre a nova locomotiva SD70ACE-BB — desenvolvida especificamente para o mercado brasileiro e atualmente em testes na VLI — trouxe uma novidade em locomotiva voltada para manobra, focada para o mercado do aço, com 1400 hp e dois motores e menor consumo de combustível.
Beltramin falou ainda sobre a parceria da Caterpillar, grupo ao qual a Progress EMD pertence, com a UPtake, de tecnologia, para desenvolvimento de ferramentas de análise e previsão. Uma das soluções em desenvolvimento é um sistema de monitoramento de fadiga, feito por câmeras instaladas na cabine.
Fonte - Revista Ferroviária  05/11/2015

terça-feira, 14 de julho de 2015

Museu do Trem recebe locomotivas usadas para carregar cana no RN

Patrimônio Ferroviário

O presidente do Instituto dos Amigos do Patrimônio Histórico e Artístico-Cultural e da Cidadania (IAHPAC), Ricardo Tersuliano, explica que as locomotivas eram usadas para carregar cana-de-açúcar. "Animais levavam a cana até os veículos e tudo era transportado para a usina", detalha.

G1 - RF
foto - ilustração
O Museu do Trem de Natal recebeu nesta segunda-feira (13) duas locomotivas a vapor desativadas há mais de 30 anos. Os veículos foram doados pela Companhia Açucareira do Vale do Ceará Mirim, na Grande Natal, antes conhecida como Usina São Francisco.
O presidente do Instituto dos Amigos do Patrimônio Histórico e Artístico-Cultural e da Cidadania (IAHPAC), Ricardo Tersuliano, explica que as locomotivas eram usadas para carregar cana-de-açúcar. "Animais levavam a cana até os veículos e tudo era transportado para a usina", detalha.
As primeiras informações recebidas pelo instituto são de que as locomotivas foram fabricadas na década de 20, no entanto pesquisas ainda serão iniciadas para apontar com detalhes o histórico dos veículos.
"Sabemos que uma delas é alemã e outra do Canadá ou Estados Unidos. Uma das locomotivas explodiu em 1978, matando um maquinista. Está parada desde então. A outra foi desativada um ano depois pelo que soubemos inicialmente", conta Tersuliano.
Fonte - Revista Ferroviária  14/07/2015

quarta-feira, 8 de julho de 2015

BNDES financiará com R$ 70,5 mi fabricação de 19 locomotivas

Transportes sobre trilhos

A operação ocorre no âmbito do Programa BNDES de Sustentação do Investimento (BNDES PSI), e os recursos serão repassados pelo agente financeiro Banco Alfa Investimento S.A.

BNDES
foto - ilustração
A Diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 70,5 milhões à GE Transportes Ferroviários S.A. para a fabricação de 19 locomotivas.
A operação ocorre no âmbito do Programa BNDES de Sustentação do Investimento (BNDES PSI), e os recursos serão repassados pelo agente financeiro Banco Alfa Investimento S.A.
O projeto estimula a indústria nacional de máquinas e equipamentos do setor de logística ferroviária, que apresentou um salto de investimentos nos últimos anos. De 2007 a 2014, o BNDES aprovou 24 projetos de investimento em ferrovias, no valor total de R$ 17,3 bilhões. Deste montante, cerca de R$ 3,4 bilhões foram para a produção e/ou aquisição de 485 locomotivas para utilização no País.
As locomotivas — modelo GE AC 44i — serão adquiridas pela VLI Multimodal S.A (12 locomotivas) e pela Rumo Logística Operacional Multimodal S.A. (7 locomotivas). O apoio do BNDES corresponde a 50% do investimento total no projeto.
Fonte - Revista Ferroviária  08/07/2015

terça-feira, 26 de maio de 2015

GE acelera nacionalização de locomotiva

Economia

Com o desenvolvimento de novos fornecedores, a GE planeja concluir o trabalho de nacionalização dessa locomotiva em três anos. O prazo é inferior, por exemplo, aos cinco anos gastos na AC44, primeiro modelo da companhia nacionalizado no Brasil.A Evolution terá índice inicial de nacionalização de 40%, o qual deve atingir 60% em 2017

Valor Econômico
foto - ilustração/GE
A GE Transportation, divisão da multinacional americana GE, está implementando um ambicioso plano de nacionalização para a locomotiva Evolution ES43BBi, em produção na fábrica da empresa em Contagem (MG). Com o desenvolvimento de novos fornecedores, a GE planeja concluir o trabalho de nacionalização dessa locomotiva em três anos. O prazo é inferior, por exemplo, aos cinco anos gastos na AC44, primeiro modelo da companhia nacionalizado no Brasil.
Garantir um índice de conteúdo local superior a 60% na fabricação da locomotiva é importante para obter acesso ao financiamento da linha Finame, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A Evolution está registrada na Finame. Mas há outros incentivos. O fator mais importante para as ferrovias, quando compram a locomotiva, é a confiabilidade, a estabilidade operacional. O serviço de pós¬venda fica mais forte quando não depende de fornecedores do mundo inteiro, disse Rogério Mendonça, presidente da GE Transportation para América Latina.
Um primeiro contrato, para venda de sete unidades Evolution, foi fechado, em 2014, com a Klabin, maior fabricante de papéis para embalagens do país. A previsão é que a Evolution entre em operação comercial no começo de 2016, mas os testes para ajustes nos trilhos devem começar já no próximo semestre.
Mendonça afirmou que existem desafios logísticos e operacionais: A complexidade fiscal é algo complicado com um número maior de fornecedores locais. Mas entendemos que existem vantagens que justificam a nacionalização.
A Evolution terá índice inicial de nacionalização de 40%, o qual deve atingir 60% em 2017. Para se concentrar no projeto, a GE antecipou o cronograma de nacionalização da Dash 9, outro modelo produzido em Contagem. A antecipação da nacionalização da Dash9 contribuiu para o desenvolvimento da Evolution, disse Guilherme Gandra, chefe do departamento de credenciamento de máquinas e equipamentos do BNDES.
A Evolution vai aumentar os índices de conteúdo local sob um processo conhecido dentro do banco como Plano de Nacionalização Progressiva (PNP). O plano prevê fases para atingir os 60% de nacionalização exigidos pelo BNDES. Gandra disse que há acompanhamento, visitas a fornecedores e auditoria para comprovar o cumprimento do PNP.
Antes de desenvolver a Evolution, cujo projeto foi concebido no Brasil para atender a condições específicas de tráfego em ferrovias de bitola métrica no país, a GE havia nacionalizado outros dois modelos: a AC44, destinada a ferrovias de bitola larga (1,60 metro) e carga pesada, e a Dash9, locomotiva criada para atender a ferrovias de bitola métrica nos Estados Unidos e que foi adaptada ao mercado brasileiro. A Evolution tem aplicação semelhante à da Dash 9, mas é menor e mais leve. Pode operar em malhas com restrições operacionais como pontes e túneis antigos.
Mendonça disse que a empresa formou entre 10 e 15 novos fornecedores locais para atender à fabricação da Evolution. Eles se somam a outras 65 empresas nacionais que trabalharam na AC44 e na Dash9. São fornecedores globais pois, ao serem certificados, estão aptos a fornecer para qualquer fábrica da GE no mundo.
A nacionalização da Evolution inclui itens como cabines, trucks (estruturas que incorporam rodas e motores) e a plataforma, que é o chassi da locomotiva. Estamos envolvidos há oito meses no projeto [da Evolution] e tivemos que investir R$ 3 milhões para fazer adequações na fábrica, disse Bruno Carvalhaes, sócio¬diretor da MecBrum Industrial, de Pedro Leopoldo (MG). Outra empresa envolvida no projeto é a Metalúrgica Riosulense, de Rio do Sul (SC), responsável por itens do motor de tração e por parte do chassi da locomotiva.
Fonte - ABIFER   26/05/2015

segunda-feira, 2 de março de 2015

Locos da VLI inauguram novo trecho da Norte-Sul

Ferrovias 

As máquinas fabricadas pela Progress Rail chegaram a Sete Lagoas de caminhão e entraram na Norte-Sul em Anápolis. Na última quinta-feira, dia 26, as locomotivas pegaram a nova via para percorrer os 850 km até Palmas no trecho sob responsabilidade da Valec.

Da redação
Com informações da RF
Vídeo da Revista Ferroviária
Na foto as duas primeiras locomotivas de uma série de 18, modelo SB70ACe fabricadas pela Progress Rail e compradas pela VLI para operar na Ferrovia Norte-Sul. As locomotivas chegaram hoje a Imperatriz (MA). Elas percorreram o novo trecho da ferrovia Norte-Sul entre Anápolis (GO) e Palmas (TO) em operação da VLI que comprou a capacidade da via operada pela Valec. As máquinas fabricadas pela Progress Rail chegaram a Sete Lagoas de caminhão e entraram na Norte-Sul em Anápolis. Na última quinta-feira, dia 26, as locomotivas pegaram a nova via para percorrer os 850 km até Palmas no trecho sob responsabilidade da Valec. De lá seguiram para Imperatriz, no Maranhão onde chegaram as 2 da manhã de hoje.
As máquinas modelo SB70ACe pertencem a uma série de 18 locomotivas. Segundo a Progress Rail, além das duas que já chegaram, outras 4 locomotivas estão a caminho.
Fonte - Revista Ferroviária  02/03/2015

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Indústria ferroviária supera expectativas

Transportes sobre trilhos

Segundo Vicente Abate, presidente da ABIFER e diretor do SIMEFRE, os volumes de vagões de carga superaram as previsões mais otimistas.O mercado de carros de passageiros também foi positivo, explica o vice-presidente do SIMEFRE Luiz Fernando Ferrari. Foram entregues 320 carros até outubro, com previsão de fechar o ano em 394, superando em 23% a previsão de 320 carros para 2014

Abifer
AZM Comunicações e Eventos
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O ano de 2014 foi um ano atípico em função da realização da Copa do Mundo e das eleições no País, eventos que, de certa forma, impactaram as atividades da indústria. Ainda assim, a indústria ferroviária teve um desempenho além das expectativas.
Carga - Segundo Vicente Abate, presidente da ABIFER e diretor do SIMEFRE, os volumes de vagões de carga superaram as previsões mais otimistas. Até outubro foram entregues 4.067 vagões e prevê-se um fechamento do ano em 4.500 vagões contra uma previsão de 3.500, representando um aumento de 28%. Comparado com 2013, o volume quase que dobrou, tendo em vista a base de comparação muito baixa, de 2.280 vagões.
Nas locomotivas, o desempenho foi acima do esperado, porém com um volume ainda muito baixo. Até outubro foram entregues 52 locomotivas, prevendo-se um total de 80 no ano, 33% acima da previsão de 60 locomotivas. Em relação a 2013 (83 locomotivas), o volume foi mantido.
Passageiros - O mercado de carros de passageiros também foi positivo, explica o vice-presidente do SIMEFRE Luiz Fernando Ferrari. Foram entregues 320 carros até outubro, com previsão de fechar o ano em 394, superando em 23% a previsão de 320 carros para 2014. Comparado a 2013, o aumento será de 80% em relação ao volume de 219 carros.
Via Permanente - O setor de materiais para Via Permanente teve um ano forte de fornecimento em função de compras governamentais para ferrovias de carga, bem como pelos investimentos da VALE na E. F. Carajás (renovação e duplicação da via) e da renovação de vias na E.F.V.M., VLI e MRS, cujos volumes serão mantidos para 2015.
Serviços - A indústria continua executando serviços de reparação e modernização de vagões, locomotivas e carros de passageiros, destacando-se um volume de 102 carros modernizados entregues à CMSP (Companhia do Metropolitano de São Paulo) dentro do programa de modernização da frota antiga das Linhas 1 e 3, que continuará no mesmo ritmo em 2015.
Exportações - As exportações de vagões e locomotivas em 2014 se mantiveram em volumes muito baixos, de 10 vagões (1 vagão em 2013) e 3 locomotivas (13 locomotivas em 2013). Já as exportações de carros de passageiros cresceram para 60 carros, contra os 20 em 2013. Os fabricantes de rodas, grampos de fixação e peças fundidas de truque e engate exportaram altos volumes em 2014.

Investimentos e Faturamento
Segundo os diretores do SIMEFRE a indústria ferroviária brasileira continua investindo fortemente em toda a sua cadeia produtiva, tanto na aplicação de tecnologia de ponta e no treinamento de sua mão de obra, quanto na expansão e modernização de suas fábricas e na construção de novas. Os investimentos previstos para 2014/2016 situam-se entre R$ 400 e R$ 600 milhões. A inovação tecnológica contida em todos os seus produtos tem colaborado para aumentar a produtividade e a competitividade de seus clientes.
"Esperamos fechar 2014 com um faturamento total de aproximadamente R$ 5,6 bilhões, com aumento de 24% em relação a 2013, que fechou em R$ 4,5 bilhões. Os volumes adicionais de veículos entregues foram responsáveis pelo crescimento acima do previsto", diz Abate.

Incentivos
O governo manteve os incentivos já concedidos anteriormente, como Desoneração da Folha de Pagamentos, PSI do BNDES e REINTEGRA. Entretanto, não se espera a manutenção dos financiamentos em condições tão competitivas para 2015. No setor de carga, espera-se que o Governo Federal implemente o Programa de Renovação da Frota de Vagões e Locomotivas, que dará sustentabilidade aos fabricantes destes veículos ao longo dos próximos dez anos.
Quanto à competitividade da indústria nacional, explica Ferrari, é importante que o setor tenha isonomia tributária em relação à indústria estrangeira, de qualquer país. "A indústria ferroviária instalada no Brasil é competitiva. Há, entretanto, outras variáveis que têm que ser levadas em consideração, como a valorização excessiva do Real e a instabilidade na flutuação do câmbio".
Ele explica que o País precisa aumentar sua produtividade, que depende em parte da própria indústria, e ela já está trabalhando neste sentido. Passa também por outras questões, como melhorias na infraestrutura de transporte e na burocracia excessiva.

2015
As previsões de elevados investimentos por parte das concessionárias ferroviárias de carga, assim como os esforços dos governos para melhoria da mobilidade urbana, continuam no foco para os próximos anos, ainda que se preveja um ano de mudanças em 2015, principalmente na área econômica.
A indústria ferroviária acredita nos resultados positivos destas mudanças e continua otimista, garante Vicente Abate. "Dessa forma, estimamos para 2015 uma produção e entrega de cerca de 4.000 vagões (75 para exportação), 90 locomotivas (10 para exportação) e 420 carros de passageiros (90 para exportação), levando a um faturamento ligeiramente superior ao de 2014".
Fonte - Revista Ferroviária  06/01/2015

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Simefre destaca o desempenho acima do esperado da indústria ferroviária

Economia

De acordo com o Sindicato, as previsões de investimentos elevados por parte das concessionárias ferroviárias de carga, assim como esforços do governo federal para melhoria da mobilidade urbana e as alterações na área econômica mantêm a indústria otimista para 2015, apesar da previsão de um ano difícil e de mudanças.

Agência Estado
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A indústria ferroviária teve desempenho acima das expectativas em 2014, tanto em termos de carga quanto de passageiros, segundo dados do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (Simefre). De acordo com o Sindicato, as previsões de investimentos elevados por parte das concessionárias ferroviárias de carga, assim como esforços do governo federal para melhoria da mobilidade urbana e as alterações na área econômica mantêm a indústria otimista para 2015, apesar da previsão de um ano difícil e de mudanças.
Até outubro deste ano, foram entregues 4.067 vagões, número que deve alcançar 4.500 vagões até o fim de 2014, ante previsão inicial de 3.500. Na comparação com 2013, quando foram entregues 2280 vagões, o volume quase dobrou. Nos primeiros dez meses de 2014, foram entregues 52 locomotivas, número considerado muito baixo, mas que deve chegar ao total de 80 no ano, mantendo o volume de 2013. O mercado de carros de passageiros entregou 320 carros até outubro, com previsão de fechar o ano em 394, o que representa alta de 80% em relação aos 219 carros entregues em 2013.
Segundo o Simefre, os investimentos previstos para os anos de 2014 a 2016 estão entre R$ 400 milhões e R$ 600 milhões. A entidade ressaltou que o governo manteve os incentivos já concedidos anteriormente, como a desoneração da folha de pagamentos e o Reintegra. No entanto, o sindicato não espera a manutenção dos financiamentos em condições tão competitivas para 2015 e torce para que o governo federal implemente o Programa de Renovação da Frota de Vagões e Locomotivas.
"A indústria ferroviária instalada no Brasil é competitiva. Há, entretanto, variáveis que têm que ser levadas em consideração, como a valorização excessiva do real e a instabilidade na flutuação do câmbio", apontou o vice-presidente do Simefre, Luiz Fernando Ferrari.

Perspectivas
O setor prevê mudanças para o próximo ano, principalmente em razão da nova equipe econômica da presidente Dilma Rousseff. "O ano de 2015 vai ser difícil, então é uma previsão bem realista repetir tanto no mercado interno, quanto no externo, o desempenho deste ano", afirmou César Pissetti, diretor comercial de ferrovias da Randon e vice-presidente do Simefre. A entidade estima para 2015 a produção e entrega de cerca de 4 mil vagões (75 para exportação), 90 locomotivas (10 para exportação) e 420 carros de passageiros (90 para exportação), com faturamento levemente superior ao de 2014.
Fonte - Revista Ferroviária  09/12/2014

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

GE fornecerá 7 locomotivas de bitola métrica para Klabin

Transportes sobre trilhos

A locomotiva para bitola métrica conta com oito eixos, tecnologia de corrente alternada (AC) e dimensões adequadas para atender condições restritas. Segundo a GE, o novo modelo emitirá até 80% a menos de poluentes, apresentando maior eficiência, e terá índice de nacionalização superior a 60%.

RF
GE
A GE Transportation fechou recentemente o primeiro contrato de venda do novo modelo de locomotiva desenvolvido pela empresa. Sete locomotivas Evolution ES43BBi foram encomendadas pela Klabin, líder na produção brasileira de papel.
O modelo Evolution ES43BBi foi desenvolvido pela GE para atender as ferrovias de bitola métrica "que representam quase 80% da atual malha ferroviária brasileira" e já está em produção na fábrica da GE em Contagem (MG), como divulgado na última edição da Revista Ferroviária.
A locomotiva para bitola métrica conta com oito eixos, tecnologia de corrente alternada (AC) e dimensões adequadas para atender condições restritas. Segundo a GE, o novo modelo emitirá até 80% a menos de poluentes, apresentando maior eficiência, e terá índice de nacionalização superior a 60%.
A primeira ferrovia a contar com o novo modelo deve ser a Malha Sul, atualmente operada pela América Latina Logística (ALL). A compra das novas locomotivas foi necessária para suportar a execução do Projeto Puma da Klabin, que prevê a construção de uma fábrica de celulose em Ortigueira (PR), com capacidade de produção de 1,5 milhão de toneladas anuais. A unidade entrará em operação em 2016 e as máquinas serão utilizadas para transportar a produção de celulose da nova fábrica para o porto de Paranaguá (PR).
A previsão é de que as primeiras locomotivas sejam entregues e iniciem os testes a partir do segundo trimestre de 2015 e entrem em operação no início de 2016. Além das locomotivas, a GE também ficará responsável por oferecer assistência técnica e treinamento aos funcionários da Klabin e da ALL envolvidos na operação da Evolution ES43BBi.
A GE não divulgou o valor do contrato.
Fonte - Revista Ferroviária  09/10/2014

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

O charme das locomotivas a vapor

Transportes sobre trilhos  🚃

Uma das atrações mais disputadas e conhecidas para quem visita São João Del Rey ou Tiradentes é, sem dúvida alguma, o passeio de trem entre as duas cidades. Na verdade, a Maria Fumaça é o grande destaque, por ser a mais antiga do País em operação.

Jornal A Cidade
foto ilustração - Pregopontocom
Estação principal de trens Calçada da CTB - Salvador Ba
Mensageira do progresso, a locomotiva a vapor invadiu o imaginário do século 19 e até hoje nos remete ao período em que permitia o intercâmbio entre vários países e povos. Passear em uma dessas Marias-Fumaças permite viajar no tempo e, quando as ferrovias são em Minas Gerais, conhecer um pouco mais desse Estado de relevância histórica e cultural para o Brasil.
Uma das atrações mais disputadas e conhecidas para quem visita São João Del Rey ou Tiradentes é, sem dúvida alguma, o passeio de trem entre as duas cidades. Na verdade, a Maria Fumaça é o grande destaque, por ser a mais antiga do País em operação.
O percurso pelos 12 km da Estrada Real é feito em cerca de 40 minutos. Para quem parte de Tiradentes, a antiga estação é modesta, mas o passeio é de uma rara beleza.
Uma vasta flora enriquece a paisagem do percurso, caminho aberto entre o Cerrado e a Mata Atlântica que oferece aos passageiros as belas imagens da Serra de São José.
Em agosto deste ano, a estrada de Ferro Oeste de Minas completou 133 anos. Inaugurada em 1918, por Dom Pedro II, permite o passeio pela antiga Estrada Real.
Desde sua fundação, a centenária ferrovia nunca parou de funcionar. Além das belezas naturais, o passeio reserva também ao turista apreciar a Rotunda, o Museu Ferroviário e visualizar o curioso giro da locomotiva, em que ela inverte sua posição no trilho para retornar a viagem em uma manobra manual.
Mas, devido à fama do passeio, não deixe de garantir os ingressos com antecedência. Em feriados prolongados ou em alta estação, as filas são grandes na bilheteria e, às vezes, só se consegue comprar para dois dias depois. A Maria- Fumaça realiza dois horários de passeios de sexta a domingo.

Museu Ferroviário e trajes de época
Quando se pega a Maria- -Fumaça em Tiradentes, ao descer na estação de São João Del Rey pode-se visitar o Museu Ferroviário, tombado pelo patrimônio histórico em 1989. Ele proporciona uma viagem pela origem das ferrovias brasileiras, por meio de painéis, locomotivas, maquinários e roupas.
É possível registrar esse momento de forma marcante. Um dos vagões desativados do trem foi transformado em um estúdio de fotografia, com roupas e acessórios de época que permitem ao turista fazer fotos com caracterizados como nas décadas glamourosas desse transporte. É como entrar em uma verdadeira ‘Máquina do Tempo’, nome do estúdio.
Após selecionar os trajes, as fotos são feitas nos vagões, com a estação e os trilhos ao fundo, ou seja, um cenário genuíno, que nos faz sentir realmente envolvidos no clima charmoso do século 19.
Outra locomotiva encanta os turistas em Minas: o Trem da Vale, que faz o rico percurso de 18 km entre Ouro Preto e Mariana. A natureza oferece como cenário da viagem vales, túneis, cachoeiras e paredões de pedra, bem típicos de Minas Gerais. “Adoro passeios de trem. Eles revelam a história do lugar. O Trem da Vale anda a 20 km/h, bem lentamente, e em 1h vai passando por uma paisagem maravilhosa, túneis e antigas fazendas com seus galpões”, comenta o assistente de coordenação da Miró, César Contin Russo.
Nas linhas férreas, que remontam ao final do século 19, o passeio é realizado em cinco vagões de passageiros que preservam o desenho dos antigos trens, com seus bancos em madeira. Mas um deles reserva um diferencial - o vagão panorâmico. Por conta da sua estrutura transparente, é possível apreciar todo o esplendor da paisagem. “É um passeio bem turístico. Antes de iniciar o roteiro, o maquinista explica detalhes da viagem. Mesmo já tendo feito algumas vezes, sempre vale a pena, tanto pelo valor histórico como pelas paisagens”, declara Russo.
O trecho da rodovia foi revitalizado em 2006 pela Vale, que também restaurou as estações das duas cidades. “A estação de Ouro Preto tem exposição no hall, uma sala de memórias onde se pode assistir a depoimentos de moradores antigos e um Vagão Café. Além de uma maquete com os lugares percorridos pelo trem. A estação é fantástica, uma verdadeira aula da história da Ferrovia”, detalha.
Para desfrutar do passeio é necessário se programar, porque o trem circula para turistas somente aos sábados, com dois horários, e aos domingos, com três.
Fonte - Revista Ferroviária  07/09/2014

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

BNDES estuda linha de crédito para aquisição de locomotivas e vagões

Economia

A expectativa das empresas é que o plano possa assegurar a produção de 9.000 vagões de carga e 300 locomotivas pela indústria em seis anos. Essa nova frota exigirá investimentos de R$ 5 bilhões, os quais dependem de incentivos governamentais para serem realizados.

Valor Econômico
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Os fabricantes de vagões e locomotivas estão confiantes de ver aprovado ainda este ano, mesmo com as eleições, o Plano de Renovação da Frota Ferroviária, iniciativa que poderá contar com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O banco estuda a criação de linha de financiamento para permitir que as concessionárias de ferrovias façam a renovação da frota em condições competitivas, apurou o Valor.
A expectativa das empresas é que o plano possa assegurar a produção de 9.000 vagões de carga e 300 locomotivas pela indústria em seis anos. Essa nova frota exigirá investimentos de R$ 5 bilhões, os quais dependem de incentivos governamentais para serem realizados.
Amanhã, representantes do setor privado e do governo se reúnem em Brasília para discutir o plano. A proposta foi apresentada há um ano pela Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), que reúne os fabricantes de material rodante, em parceria com a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), entidade das concessionárias. Um dos objetivos foi o de garantir "previsibilidade" nas encomendas junto à indústria, que tem sofrido com altas e baixas na demanda nos anos recentes.
Nos últimos 12 meses, a proposta passou por ajustes. O plano original previa a produção de 18.000 vagões e 600 locomotivas em seis anos. Mas a proposta exigiria o comprometimento de valores muito altos em incentivos fiscais, o que não é possível para o governo neste momento.
Na proposta feita ao governo, o setor privado apresentou sugestão de três tipos de incentivos. Um deles é o financiamento, via Programa de Sustentação do Investimento (PSI), operado pelo BNDES, com juros de TJLP mais 3% ao ano.
As empresas do setor também sugeriram a ampliação do benefício do Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária (Reporto) para atendimento de empresas que alugam vagões ferroviários, o chamado leasing operacional. E apresentaram proposta de reduzir o valor do arrendamento pago pelas concessionárias ao governo de forma proporcional à substituição de vagões e locomotivas.
Estimativa da Abifer indica que existem 40.700 vagões e 1.400 locomotivas, equipamentos com mais de 40 anos, que estão em poder das concessionárias. Esse material rodante foi herdado da antiga Rede Ferroviária Federal e pertence ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Ao fim da concessão, esse material precisará ser "revertido" ao governo.
Mas com o plano, em vez de devolver esses vagões e locomotivas, criam-se condições de troca nos seguintes termos: dois vagões antigos trocados por um novo e três locomotivas velhas substituídas por uma nova. Dessa forma, irá se garantir encomendas de 1.500 vagões e 50 locomotivas por ano junto aos fabricantes durante seis anos. O material antigo vai virar sucata.
Vicente Abate, presidente da Abifer, disse que o Plano de Renovação da Frota Ferroviária poderá ter uma segunda etapa, de mais seis anos, com números semelhantes aos da primeira fase. Abate afirmou que o plano, além de evitar oscilações na demanda, tem potencial de aumentar a produtividade nas concessionárias, o que poderá levar à redução de fretes. O executivo disse que também haverá espaço com o plano para o governo arrecadar mais impostos.
O Ministério do Desenvolvimento disse que as propostas apresentadas pelo setor privado estão em fase adiantada de discussão no governo. Todos os envolvidos - Ministério dos Transportes, BNDES, Abifer, ANTF e Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários (Simefre), além do Desenvolvimento - estão definindo parâmetros de incentivo e de exigências de contrapartidas. "Do ponto de vista técnico, falta o detalhamento de pontos relevantes para fins de cálculo do efeito fiscal e sua adequação, para posterior busca de consenso entre o governo para fins de minuta dos atos legais", disse o ministério em nota.
Um dos principais avanços em relação à proposta inicial do setor privado, segundo o ministério, foi o entendimento de que o governo não poderia criar novos estímulos sem que houvesse compromisso com aumento de produtividade no transporte ferroviário. Para o governo, também é importante combinar as necessidades de estímulo à produção industrial com uma política de transportes e logística que estimule investimentos crescentes e produtividade.
Ricardo Chuahy, presidente da AmstedMaxion, confia na aprovação do plano ainda este ano. Para ele, o plano dará previsibilidade à indústria ferroviária, incluindo a cadeia de fornecedores. Para o executivo, as concessionárias terão ganhos de produtividade e o governo poderá arrecadar volumes adicionais de impostos compensando os incentivos dados ao setor.
A AmstedMaxion é líder de mercado no Brasil, com participação de 67% no segmento de vagões ferroviários.
Cesar Alencar Pissetti, diretor de exportações e marketing da Randon, também considera a iniciativa importante. "O plano garante previsibilidade para a indústria e permite renovar a frota, o que é bom para o país." A GE Transportation acredita que o plano é fundamental para estimular o desenvolvimento e a estabilidade do setor.
Fonte - Revista Ferroviária  27/08/2014

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Indústria ferroviária - Demanda aquecida para o futuro

Economia

ABIFER na mídia: Demanda aquecida para o futuro - As boas notícias alcançaram os próximos quatro anos, que prometem demanda aquecida. - Otimista, Vicente Abate, presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (ABIFER), aposta que os pedidos em carteira deverão ultrapassar a estimativa prevista em dezembro de 2013. 

Valor Econômico

A indústria ferroviária entrou no ano com o pé direito. Os pedidos em carteira começaram a pipocar em setembro e a projeção feita no final do ano passado, de fabricar entre 3 mil e 3,5 mil unidades de vagões em 2014, já foi refeita para cima. As boas notícias alcançaram os próximos quatro anos, que prometem demanda aquecida. Para os dois únicos fabricantes de locomotivas no país – Caterpillar e GE Transportation – também há boas perspectivas de negócios. Mudanças acionárias em concessionárias como Vale e América Latina Logística (ALL) são vistas como excelente oportunidade de incremento no volume de encomendas.
Otimista, Vicente Abate, presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (ABIFER), aposta que os pedidos em carteira deverão ultrapassar a estimativa prevista em dezembro de 2013. “Há uma perspectiva de que o número de vagões ultrapasse as 3,5 mil unidades previstas inicialmente. Os pedidos da VLI começaram a chegar em setembro último, depois vieram os da Brado Logística, da MRS, entre outras”, comemora o presidente da Abifer. Nos últimos dois anos, a produção foi inferior a três mil unidades, mas 2011 fechou com 5,6 mil vagões.
“Em 2014 a previsão é de queda de 35%. No entanto, por conta das mudanças acionárias que ocorreram nas companhias, como, por exemplo, na VLI, com a entrada de novos sócios, os investimentos estão sendo apenas adiados”, afirma Carlos Alberto Rodo, diretor-geral da divisão ferroviária da Caterpillarno Brasil, empresa que está em fase de negociação com a VLI. “A VLI é nosso maior cliente. É uma empresa que terá um potencial de crescimento grande nos três próximos anos”, garante o diretor, sem divulgar volume de produção. Roso afirma que todos os planos de investimentos da companhia foram mantidos e que novos produtos estão em produção na fábrica de Sete Lagoas (MG). “Mantivemos os investimentos previstos para o Brasil apesar das dificuldades. Acreditamos que no futuro próximo a demanda ocorrerá. Se não acontecer neste ano, com certeza, acontecerá no ano que vem”.
Já a GE Transportation, empresa da americana general Eletric, especializada em fabricação de locomotivas, trabalha com a possibilidade de repetir o mesmo número de unidades fabricadas no ano passado. “Produzimos 50 locomotivas em 2013 e, neste ano, esperamos empatar com o volume do ano anterior, visto que os pedidos vêm se mantendo no mesmo ritmo”, diz Rogério Mendonça, presidente e CEO da GE Transportation para a América Latina. “As perspectivas são muito positivas e a companhia aposta muito na aceleração das definições formais do setor, assim como na ampliação dos investimentos em crescimento e modernização do parque de equipamentos”.
O estudo para viabilização de renovação de vagões e locomotivas proporcionará aos fabricantes planejarem melhor a produção. “Estamos em fase final da formulação do projeto que será entregue ao governo em junho”, diz Abate. Com o apoio da ANTF, o segmento propôs ao governo a renovação da frota, que hoje ultrapassa 40 anos de idade. “São vagões e locomotivas que pertencem ao governo, mas que estão sob a responsabilidade das concessionárias e, se o plano decolar, garantiremos um nível mínimo de fabricação”, afirma. Representantes do setor já se reuniram por diversas vezes com órgãos do governo, como o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic), BNDES e com o próprio Ministério dos Transportes. “Estamos formalizando uma proposta financeira e acreditamos que, em junho, tenhamos isso bem equacionado”, diz Abate.
Se o governo der o sinal verde, ao longo de seis a dez anos serão entre 1,5 mil e 2 mil vagões por ano adicionais ao volume que as concessionárias compram. Em números menos expressivos, as locomotivas antigas somam 1,4 mil unidades e, de acordo com Abate, o setor colocaria no mercado, por ano, entre 50 e 70 unidades, ao longo de dez anos. “isso significa dobrar o volume que está sendo demandado hoje em número de locomotivas; no caso de vagões, seria um acréscimo em torno de 40% sobre a produção atual”, avalia. A receita da indústria ferroviária, que atingiu R$ 4,5 bilhões no ano passado, deverá crescer acima de 10% em 2014, conforme previsão do presidente da Abifer. Ainda segundo o executivo, é certo que a demanda se mantenha forte nos próximos quatro anos.
Fonte - ABIFER  30/06/2014

terça-feira, 17 de junho de 2014

Exposição mostra diferentes locomotivas da Ferrovia Tereza Cristina

Transportes sobre trilhos

Fotografias de 14 modelos de máquinas estão disponíveis em Criciúma -  Ao todo, estão representadas fotografias de 14 modelos de locomotivas que fazem parte da história dos trilhos da região.

Redação Engeplus 

Com o intuito de criar uma conexão entre a cidade de Criciúma e a coleção de locomotivas que atualmente estão no Museu Ferroviário de Tubarão, o Memorial Casa do Ferroviário Mario Ghisi, de Criciúma, está com a exposição “Embarque nessa história: as locomotivas da Ferrovia Tereza Cristina”. Ao todo, estão representadas fotografias de 14 modelos de locomotivas que fazem parte da história dos trilhos da região.
Um trecho do livro “As Curvas do trem”, do professor de história e pesquisador Dorval do Nascimento, foi utilizado na exposição. O livro faz uma ligação entre as pessoas e a estação ferroviária, na época em que estava instalada no Centro do município, para o transporte de passageiros e carvão.
Para o autor do livro, que vivenciou a época durante a sua infância, o que mais impressionava era o barulho das máquinas. “Era impressionante ver a forma como as locomotivas funcionavam. Era uma tecnologia que a juventude de hoje não conhece, mas pode ver um pouco disso através dessa exposição”, conta.
Segundo a coordenadora do Memorial Casa do Ferroviário Mario Ghisi, Cinara Gomes do Nascimento, a chegada da locomotiva foi devido ao carvão e consequentemente foi um marco para a cidade como símbolo de modernidade e progresso. A casa do Agente e a Estação Ferroviária chegaram juntos em 1920, quando a cidade passou a se estruturar em volta dos trilhos.
“Era interessante porque quando o trem voltava, não trazia apenas a mercadoria, as pessoas traziam notícias de outros lugares. Depois, com uma crise do carvão que aconteceu na época, houve uma abertura para o transporte de passageiros”, relata.
De acordo com o presidente da Fundação Cultural de Criciúma (FCC), Sérgio Luiz Zappelini, a Casa guarda todas essas memórias. “Percebemos isso quando as pessoas mais velhas que viveram esses acontecimentos passam pela casa e relembram tudo isso. Muitos nos pedem para que não deixamos que essas memórias sejam destruídas”, afirma.
A exposição está disponível até a primeira semana de setembro. A Casa do Ferroviário fica aberta para visitação de segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas e das 13 às 17 horas.
Colaboração: Jessica Rosso/Comunicação FCC.
Fonte - STEFZS 17/06/2014