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quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Entidades do setor metroferroviário lançam manifesto reivindicando sistema de VLTs em São Paulo

Transportes sobre trilhos  🚄

Carta é dirigida aos candidatos a Prefeito da capital, e pontua que o VLT é a ferramenta indutora para requalificar áreas degradadas pelo trânsito e congestionamentos. No documento, as entidades reforçam a importância da implantação de sistemas VLT – Veículo Leve sobre Trilhos na capital como ferramenta para uma melhor qualidade de vida a todos os seus cidadãos. 

Abifer
foto - ilustração/arquivo
Um grupo formado pelas principais entidades do setor metroferroviário, incluindo a AEAMESP, a ABIFER, o Instituto de Engenharia, a ALAF, a ANTP, o SIMEFRE, o SEESP e a UITP, apresentou uma Carta Manifesto direcionada aos candidatos a prefeito de São Paulo. No documento, as entidades reforçam a importância da implantação de sistemas VLT – Veículo Leve sobre Trilhos na capital como ferramenta para uma melhor qualidade de vida a todos os seus cidadãos. A Carta destaca que à exceção das viagens realizadas pelos modos sobre trilhos, operados pela CPTM e pelo Metrô, as viagens realizadas por transporte coletivo baseiam-se essencialmente na rede de ônibus, constituída por centenas de linhas que utilizam o sistema viário da cidade, em geral sem nenhum tratamento preferencial para sua circulação, retidos nos congestionamentos e por isso, com intervalos e tempos de viagem, imprevisíveis. Além das deseconomias causadas pelas horas paradas nos congestionamentos, como o desperdício de combustível, o aumento das emissões de poluentes, os riscos de acidentes, fatores que tiram a competitividade da economia paulistana, o documento ressalta os impactos de ordem urbanística. “Dezenas de avenidas da cidade em regiões consolidadas apresentam degradação em sua ocupação devido aos impactos dos congestionamentos e das emissões ambientais (gases e ruídos), com deterioração dos imóveis, usos e ociosidades indesejadas, resultando em perdas econômicas injustificáveis”, descreve a Carta Manifesto. É nesse contexto que, destaca o documento, diversas cidades em todos os continentes implantaram políticas de revitalização urbana e de mobilidade para aumentar a competitividade do transporte coletivo sobre o transporte individual, melhorar a qualidade ambiental e requalificar áreas urbanas degradadas ou em processo de degradação. A ferramenta indutora desses processos foram os sistemas de Veículos Leves Sobre Trilhos – VLT. “Desde o ano 2000, foram implantados mais de 200 sistemas de VLTs no mundo, com esse objetivo”, descreve o documento, que alerta, no entanto, que tais sistemas devem estar associados às políticas de renovação urbanística, “devendo ser a espinha dorsal da mobilidade em todas as operações urbanas do município, elevando a qualidade do serviço e eliminando as emissões ambientais”. Como diferencial, tais sistemas têm suas características metroferroviárias, que permitem o controle automatizado da operação, dando preferência nos cruzamentos. Isso garante a regularidade e os baixos intervalos entre os veículos nos horários de pico, entre outras qualidades. Como exemplos da experiência que o Brasil já possui em todas as etapas que envolvem sistemas de VLTs, como projeto, implantação, operação e manutenção, o documento cita dois importantes sistemas que estão revolucionando as regiões onde operam, como o centro do Rio de Janeiro, transportando diariamente quase 100 mil usuários (antes da pandemia) e o da Baixada Santista, atualmente em fase de implantação de novo trecho de expansão, que ligará São Vicente ao centro histórico de Santos. Destacando que a capital precisa recuperar dezenas de corredores e regiões degradadas pelo excesso de trânsito e pela baixa qualidade do transporte público, a Carta Manifesto propõe trocar essa situação pela renovação e valorização urbana, baseada na mobilidade de qualidade oferecida pelos sistemas de Veículos Leves Sobre Trilhos. A Carta cita como exemplos de locais que sofrem com problemas de congestionamento e degradação urbana na capital, avenidas como Celso Garcia, Rangel Pestana, São João, Consolação/Rebouças, Nove de Julho/Santo Amaro, Cupecê, Teotônio Vilela, M’Boi Mirim e Aricanduva. São locais que devido às condições atuais penalizam os moradores e usuários diários desses corredores. Finalizando, as entidades que assinam o documento desejam que o prefeito eleito em 15 de novembro faça São Paulo se unir à rede de cidades que reconstruíram sua mobilidade e seu desenvolvimento urbano, “implantando sistemas de VLT como ferramenta para uma melhor qualidade de vida a todos os seus cidadãos”.
Fonte - Abifer  04/11/2020

VEJA O MANIFESTO ABAIXO



























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terça-feira, 25 de junho de 2019

Instituto de Engenharia debate o Aeromóvel

Transportes sobre trilhos  🚄

O evento, que tem apoio da ABIFER, acontece das 8h às 12h, na sede do IE (Rua Dante Pazzanese, 120 – Vila Mariana). O encontro também promoverá, ao final, visita técnica ao Veículo Aeromóvel na Marcopolo.

Abifer
foto/divulgação
Contando com a presença de Vicente Abate, presidente da ABIFER, entre outros especialistas, executivos e representantes de entidades do setor, o Instituto de Engenharia (IE) promove, dia 1º de julho (segunda-feira), o Workshop Aeromóvel – Tecnologia Brasileira De People Mover – APM(*). O evento, que tem apoio da ABIFER, acontece das 8h às 12h, na sede do IE (Rua Dante Pazzanese, 120 – Vila Mariana). O encontro também promoverá, ao final, visita técnica ao Veículo Aeromóvel na Marcopolo.
Recentemente, foi anunciada a implantação de um Automated People Mover (APM) interligando a Estação Aeroporto da Linha 13-Jade da CPTM aos Terminais de Passageiros 1, 2 e 3 do Aeroporto Internacional Governador André Franco Montoro em Guarulhos/SP.
A ABIFER entende que se faz necessário estabelecer critérios precedentes para seleção da empresa que será responsável pelo fornecimento da tecnologia APM, em uma indispensável análise combinada de técnica e preço das propostas a serem submetidas.

São eles:
Garantia de assistência técnica permanente e de longa duração, em território nacional;
Garantia de fornecimento de sobressalentes a qualquer momento;
Fornecimento do sistema e do material rodante produzidos por fabricantes instalados no Brasil.
Fonte - Abifer  24/06/2019

(*)Inscrições consulte o site da Abifer

terça-feira, 14 de maio de 2019

Seminário “O VLT na Reorganização Urbana das Cidades”

Transportes sobre trilhos  🚄

O seminário teve como objetivo apresentar aos prefeitos do Estado de São Paulo as possibilidades oferecidas pelo VLT, entre elas, reorganização da rede de transporte e revitalização do entorno. Compareceram representantes das Prefeituras e Câmaras de Vereadores dos municípios de Araraquara, Itapira, Mogi Guaçu, Piracicaba, Praia Grande, Santo André e Sorocaba.

Abifer
foto - ilustração/arquivo
No dia 02 de maio, aconteceu na FIESP o Seminário “O VLT na Reorganização Urbana das Cidades”. O Seminário foi organizado pela Associação Paulista de Munícipios e contou com o apoio da ABIFER, AEAMESP, ALAF, ANPTrilhos BNZ Advogados e SIMEFRE.
O seminário teve como objetivo apresentar aos prefeitos do Estado de São Paulo as possibilidades oferecidas pelo VLT, entre elas, reorganização da rede de transporte e revitalização do entorno. Compareceram representantes das Prefeituras e Câmaras de Vereadores dos municípios de Araraquara, Itapira, Mogi Guaçu, Piracicaba, Praia Grande, Santo André e Sorocaba.
Os painéis apresentados foram: “O VLT e a Reorganização Urbana das Cidades”, Ayrton Camargo e Silva (Diretor Adjunto de Planejamento de Transportes da AEAMESP); “Bases Jurídicas sobre PPP, CEPAC e Financiamentos de Infraestrutura de Mobilidade”, Maria Michielin e Marcelo Magnani (BNZ Advogados Associados); e “Condições de Financiamento a Projetos de VLT”, Jean Carlos Pejo (Secretário Nacional de Mobilidade Urbana).
Fonte - Abifer  14/05/2019

Para acessar as apresentações realizadas, clique aqui.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

ABIFER comemora aumento de produção da indústria ferroviária em 2014

Economia

Vale destacar que a indústria brasileira fechou o ano de 2014 com o dobro de vagões fabricados em relação a 2013, em que foram entregues apenas 2.280 unidades. Ocorreu também um acréscimo de 70% na produção de carros de passageiros comparada às 219 unidades fabricadas em 2013, em linha com os elevados investimentos governamentais e privados na melhoria da mobilidade urbana.

ABIFER
foto - ilustração
A ABIFER (Associação Brasileira da Indústria Ferroviária) consolidou os volumes de produção de veículos da indústria ferroviária brasileira de 2014. O setor industrial produziu e entregou 4.703 vagões de carga, 374 carros de passageiros e 80 locomotivas. O faturamento total da indústria ferroviária, incluindo sua cadeia produtiva, ficou em R$ 5,6 bilhões, um crescimento de 24% em relação a 2013, que fechou em R$ 4,5 bilhões.
Vale destacar que a indústria brasileira fechou o ano de 2014 com o dobro de vagões fabricados em relação a 2013, em que foram entregues apenas 2.280 unidades. Ocorreu também um acréscimo de 70% na produção de carros de passageiros comparada às 219 unidades fabricadas em 2013, em linha com os elevados investimentos governamentais e privados na melhoria da mobilidade urbana. A fabricação de locomotivas se manteve estável frente às 83 unidades de 2013.
Para 2015, as projeções apontam para a produção e entrega de 4 mil vagões (75 para exportação), 420 carros de passageiros (90 para exportação) e 90 locomotivas (10 para exportação), com previsão de ligeiro aumento do faturamento. Para os próximos anos, o Programa de Renovação da Frota de Vagões e Locomotivas, a ampliação da malha ferroviária de cargas e a continuidade dos investimentos no setor de passageiros demandarão mais serviços para a indústria ferroviária instalada no Brasil.
“A indústria ferroviária brasileira continua investindo fortemente em toda a sua cadeia produtiva, tanto na aplicação de tecnologia de ponta e no treinamento de sua mão de obra, quanto na construção, expansão e modernização de suas fábricas. Os investimentos da indústria, previstos para o triênio 2014/2016, situam-se entre R$ 400 e R$ 600 milhões. A inovação tecnológica contida em todos os seus produtos tem colaborado para aumentar a produtividade e a competitividade de seus clientes”, afirma o presidente da ABIFER, Vicente Abate.
Fonte - ABIFER  09/02/2015

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Indústria ferroviária supera expectativas

Transportes sobre trilhos

Segundo Vicente Abate, presidente da ABIFER e diretor do SIMEFRE, os volumes de vagões de carga superaram as previsões mais otimistas.O mercado de carros de passageiros também foi positivo, explica o vice-presidente do SIMEFRE Luiz Fernando Ferrari. Foram entregues 320 carros até outubro, com previsão de fechar o ano em 394, superando em 23% a previsão de 320 carros para 2014

Abifer
AZM Comunicações e Eventos
foto - ilustração
O ano de 2014 foi um ano atípico em função da realização da Copa do Mundo e das eleições no País, eventos que, de certa forma, impactaram as atividades da indústria. Ainda assim, a indústria ferroviária teve um desempenho além das expectativas.
Carga - Segundo Vicente Abate, presidente da ABIFER e diretor do SIMEFRE, os volumes de vagões de carga superaram as previsões mais otimistas. Até outubro foram entregues 4.067 vagões e prevê-se um fechamento do ano em 4.500 vagões contra uma previsão de 3.500, representando um aumento de 28%. Comparado com 2013, o volume quase que dobrou, tendo em vista a base de comparação muito baixa, de 2.280 vagões.
Nas locomotivas, o desempenho foi acima do esperado, porém com um volume ainda muito baixo. Até outubro foram entregues 52 locomotivas, prevendo-se um total de 80 no ano, 33% acima da previsão de 60 locomotivas. Em relação a 2013 (83 locomotivas), o volume foi mantido.
Passageiros - O mercado de carros de passageiros também foi positivo, explica o vice-presidente do SIMEFRE Luiz Fernando Ferrari. Foram entregues 320 carros até outubro, com previsão de fechar o ano em 394, superando em 23% a previsão de 320 carros para 2014. Comparado a 2013, o aumento será de 80% em relação ao volume de 219 carros.
Via Permanente - O setor de materiais para Via Permanente teve um ano forte de fornecimento em função de compras governamentais para ferrovias de carga, bem como pelos investimentos da VALE na E. F. Carajás (renovação e duplicação da via) e da renovação de vias na E.F.V.M., VLI e MRS, cujos volumes serão mantidos para 2015.
Serviços - A indústria continua executando serviços de reparação e modernização de vagões, locomotivas e carros de passageiros, destacando-se um volume de 102 carros modernizados entregues à CMSP (Companhia do Metropolitano de São Paulo) dentro do programa de modernização da frota antiga das Linhas 1 e 3, que continuará no mesmo ritmo em 2015.
Exportações - As exportações de vagões e locomotivas em 2014 se mantiveram em volumes muito baixos, de 10 vagões (1 vagão em 2013) e 3 locomotivas (13 locomotivas em 2013). Já as exportações de carros de passageiros cresceram para 60 carros, contra os 20 em 2013. Os fabricantes de rodas, grampos de fixação e peças fundidas de truque e engate exportaram altos volumes em 2014.

Investimentos e Faturamento
Segundo os diretores do SIMEFRE a indústria ferroviária brasileira continua investindo fortemente em toda a sua cadeia produtiva, tanto na aplicação de tecnologia de ponta e no treinamento de sua mão de obra, quanto na expansão e modernização de suas fábricas e na construção de novas. Os investimentos previstos para 2014/2016 situam-se entre R$ 400 e R$ 600 milhões. A inovação tecnológica contida em todos os seus produtos tem colaborado para aumentar a produtividade e a competitividade de seus clientes.
"Esperamos fechar 2014 com um faturamento total de aproximadamente R$ 5,6 bilhões, com aumento de 24% em relação a 2013, que fechou em R$ 4,5 bilhões. Os volumes adicionais de veículos entregues foram responsáveis pelo crescimento acima do previsto", diz Abate.

Incentivos
O governo manteve os incentivos já concedidos anteriormente, como Desoneração da Folha de Pagamentos, PSI do BNDES e REINTEGRA. Entretanto, não se espera a manutenção dos financiamentos em condições tão competitivas para 2015. No setor de carga, espera-se que o Governo Federal implemente o Programa de Renovação da Frota de Vagões e Locomotivas, que dará sustentabilidade aos fabricantes destes veículos ao longo dos próximos dez anos.
Quanto à competitividade da indústria nacional, explica Ferrari, é importante que o setor tenha isonomia tributária em relação à indústria estrangeira, de qualquer país. "A indústria ferroviária instalada no Brasil é competitiva. Há, entretanto, outras variáveis que têm que ser levadas em consideração, como a valorização excessiva do Real e a instabilidade na flutuação do câmbio".
Ele explica que o País precisa aumentar sua produtividade, que depende em parte da própria indústria, e ela já está trabalhando neste sentido. Passa também por outras questões, como melhorias na infraestrutura de transporte e na burocracia excessiva.

2015
As previsões de elevados investimentos por parte das concessionárias ferroviárias de carga, assim como os esforços dos governos para melhoria da mobilidade urbana, continuam no foco para os próximos anos, ainda que se preveja um ano de mudanças em 2015, principalmente na área econômica.
A indústria ferroviária acredita nos resultados positivos destas mudanças e continua otimista, garante Vicente Abate. "Dessa forma, estimamos para 2015 uma produção e entrega de cerca de 4.000 vagões (75 para exportação), 90 locomotivas (10 para exportação) e 420 carros de passageiros (90 para exportação), levando a um faturamento ligeiramente superior ao de 2014".
Fonte - Revista Ferroviária  06/01/2015

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

DIA DA MOBILIDADE URBANA - Finalmente !!!!

Mobilidade


Graças a uma feliz iniciativa do Vereador Alex da Academia (PDT), a cidade de Osasco passou a contar em seu calendário oficial com o “Dia da Mobilidade Urbana”. Com isso, 31 de outubro passa a ser uma data marcante para Osasco, nada menos que 12º PIB do país, posição que lhe confere projeção no cenário nacional, mas que lhe impõe, proporcionalmente, grande responsabilidade.
O Dia da Mobilidade Urbana, criado pela Lei Municipal 4.570 de 19 de abril de 2013, foi comemorado ontem pela primeira vez, com a realização de uma cerimônia de caráter oficial, às 19 horas, na Sala das Sessões Tiradentes, Câmara Municipal. A sessão, bastante prestigiada pelo público, foi aberta pelo Presidente da Câmara, Vereador Antônio Aparecido Toniolo (PCdoB). Presentes outras importantes autoridades que também prestigiaram o evento, dentre elas, Vicente Abate, presidente da ABIFER (Associação Brasileira da Indústria Ferroviária) e Everson Paulo dos Santos Craveiro, presidente do SINFERP.
Da esquerda para a direita: Vicente Abate, 
Éverson Paulo dos Santos Craveiro e 
Antonio Aparecido Toniolo.
Durante a sessão, transmitida ao vivo pela TV Osasco, dois palestrantes abordaram temas conexos à mobilidade urbana, enfatizando aspectos preocupantes deste tema e apontando problemas que comprometem a qualidade de vida da maioria dos cidadãos.
Rogério Centofanti
O primeiro a falar foi Rogério Centofanti. Psicólogo e Consultor do SINFERP (Osasco-SP), Rogério coordena o SINFERP Cidadão e edita o São Paulo Trem Jeito. Sua palestra intitulou-se “Mobilidade urbana: um olhar além dos números”, onde a importância do fator humano foi ressaltada. Para Rogério, o acesso à cidade e à plena cidadania só são plenamente atingíveis na medida em que o cidadão possa andar a pé, de maneira confortável e segura, pelas ruas e calçadas. Isso, contudo, não acontece nem mesmo em bairros privilegiados de uma cidade como São Paulo, por exemplo.
Enquanto o leito das ruas recebe manutenção especial, privilegiando os pneus, as calçadas são esburacadas, não são planas, frequentemente são estreitas demais e ainda recebem lixo. É sobre as calçadas que muito material de descarte é abandonado.
A questão é que vivemos numa cidade que se constrói, cada vez mais, pela lógica do automóvel, e é a esta lógica das máquinas que se subordina o cidadão quando caminha. Semáforos e faixas de segurança condicionam o andar a pé não ao conforto e à conveniência dos homens, mas à facilitação da circulação do transporte marcadamente individual e privado, para o qual o coletivo perde cada vez mais lugar. Para Rogério: “Não faz sentido o dinheiro de todos nós bancar a infraestrutura de circulação dos veículos individuais e privados”.
Peter Alouche na tribuna.
O segundo palestrante foi o Dr.Peter L. Alouche. Peter é engenheiro elétrico e foi um dos responsáveis pela estruturação do sistema de alimentação e controle do metrô de São Paulo na década de 70. Atualmente presta consultoria à Headways, SP, uma das maiores autoridades em VLT no Brasil. Sua palestra teve como título “VLT: solução duradoura e sustentável para transporte coletivo”. Numa apresentação brilhante, Peter aponta as vantagens que o VLT oferece em relação a outros meios de transporte. Ele enfatizou ainda que a implantação de qualquer modal deve, antes mesmo de preocupar-se em responder à demanda, levar em conta as questões ambientais. Peter acredita que “é preciso elaborar projetos que ultrapassem as questões políticas e sejam executados independentemente de posições partidárias”. Disse ainda que “nenhum modal vale a pena, quando não é aprovado e aceito pelos que dele necessitam”.
Vereador Alex da Academia 
acompanhado dos palestrantes 
Rogério Centofanti (esq.) e Peter Alouche (dir.).
São Paulo Trem jeito e o SINFERP não estão alheios a esta causa. Mobilidade Urbana é um tema que preocupa e que deve ser acompanhado de perto pela sociedade civil, pelo cidadão consciente de seus deveres e de seus direitos.

A cidade é o lugar onde vive a grande maioria dos homens. É preciso humanizar esta cidade, adequando-a às necessidades humanas e não às mecânicas, sob pena de inviabilizarmos nosso espaço urbano, levando-o a um estado crítico.
Fonte - São Paulo Trem Jeito 01/11/2013

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Planos e Projetos para Implantação de Trens Regionais

Ferrovias

Aeamesp
foto - ilustração
Este é o tema que estará em pauta no dia 13 de setembro de 2013, das 10h40 às 11h20 como parte da programação da 19ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, que será realizada pela Associação dos
Engenheiros e Arquitetos de Metrô – AEAMESP, nos dias 10, 11,12 e 13 de setembro, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo.
A Comissão organizadora convidou para compor o painel como moderador, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária - Abifer, Vicente Abate e como palestrantes, o diretor da Estação da Luz Participações Ltda. – EDLP, Guilherme Quintella; o presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM, Manoel Seabra Rodrigues Bandeira e o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT, Jorge Luiz Macedo Bastos.
Na ocasião, os participantes colocarão em discussão assuntos como:os projetos em andamento, os desafios físicos e logísticos para a implantação dos trens regionais e as novas alternativas para substituição do transporte aeroviário e rodoviário no País.
Fonte - Revista ferroviária  27/08/2013

terça-feira, 6 de agosto de 2013

TAV deve gerar receita de R$ 244,2 bi para operadora

Revista Grandes Construções
abifer
Contrariando as reivindicações de presentes em várias manifestações populares, a Empresa Brasileira de  logística (EBL) mantém o dia 13 de agosto como data para recebimento das propostas para fornecimento de trens e sistemas do Trem de Alta Velocidade (TAV) Rio - São Paulo - Campinas. O julgamento das propostas será anunciado em 9 de setembro. Se o projeto realmente sair do papel, o Brasil finalmente entrará para o seleto grupo de países que possuem sistemas de trens de alta velocidade.
Segundo a International Union of Railways (UIC), existem hoje 51.677 km de linhas de alta velocidade no mundo, sendo 21.365 em operação, 13.994 em construção e 16.347 planejadas, entre as quais do TAV brasileiro, que prevê o transporte de passageiros entre Campinas (SP), São Paulo e Rio de Janeiro, através de um sistema de trens modernos, se deslocando a uma velocidade de cruzeiro entre os 250 km/h e os 300 km/h.
Para tornar o projeto mais atrativo aos investidores privados, o governo federal mudou as regras do edital do TAV, aumentando a taxa interna de retorno e reduzindo o valor mínimo da outorga a ser paga pelos interessados no projeto.
A elevação da taxa interna de retorno (TIR) do trem-bala foi de 6,32% para 7%. A decisão foi tomada pelo Ministério da Fazenda. Além disso, de acordo com as minutas do edital e com o contrato do TAV, o governo reduziu em 3,2% o valor mínimo da outorga que terá de ser paga pelos interessados na concessão. O valor mínimo foi reduzido de R$ 70,31 para R$ 68,08 por Trem.km Equivalente, que é a unidade correspondente à circulação de uma composição ao longo de 1 quilômetro. Com isso, o valor total da outorga vai passar de R$ 31,08 bilhões para R$ 30 bilhões, que deverá ser pago durante os 40 anos de concessão.
Ao longo desse período, o empreendimento deverá gerar aos concessionários privados receita de R$ 244,2 bilhões. O cálculo, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que leva em consideração o total das receitas atreladas à exploração do serviço, consta da minuta de contrato publicado em 2 de julho.
O governo federal deve assumir os custos das desapropriações que serão necessárias para a construção do sistema. Não há levantamento preciso sobre o valor, mas deve ser superior a R$ 3 bilhões. O governo decidiu ainda que vai se responsabilizar pelo licenciamento ambiental da obra, para atrair investidores para o projeto.
Para Vicente Abate, presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), a taxa interna de retorno anunciada ficou abaixo das expectativas do mercado e dos potenciais interessados no projeto. “A expectativa era de que a taxa fosse entre 8% e 8,5%”. Apesar disso, Abate continua achando o projeto atrativo, já que a taxa de retorno avançada vai alcançar aproximadamente 12%. Ele afirma que o setor ferroviário está otimista. “O trem de alta velocidade vai melhorar o transporte entre as duas maiores cidades do país e atravessar duas importantes regiões, o Vale do Paraíba e Campinas”, destacou.
Segundo a minuta do edital, as propostas para o projeto deverão ser entregues em agosto e o leilão está marcado para setembro, na Bolsa de Valores de São Paulo. A expectativa de Vicente Abate é que entre quatro e seis empresas ou grupos interessados apresentem propostas.
Demanda de longo prazo
Para o presidente da EBL, Bernardo Figueiredo, o trem-bala tem o custo estimado em cerca de R$ 35 bilhões, próximo ao de construir uma nova rodovia ligando as duas maiores cidades do país, com dois novos aeroportos, um em cada cidade. Pelos cálculos da EBL, a construção de novos aeroportos e da rodovia não sairia por menos de R$ 30,5 bilhões.
Figueiredo explica que a construção dessa nova infraestrutura seria necessária para atender ao aumento da demanda no corredor Rio - São Paulo - Campinas, prevista para os próximos 30 anos. Segundo ele, até 2044, o número de passageiros entre as duas cidades será de 53 milhões ao ano. Em audiência pública realizada no Senado, o presidente da EBL apresentou estudos realizados pelo governo federal, segundo o qual, em 2008, havia 7,8 milhões de passageiros ao ano usando o trecho entre São Paulo e Rio em rodovias e ferrovia. Para 2044, a projeção é que 27 milhões de pessoas usariam a ferrovia, se pudessem optar por esse modo de transporte. Sem o trem-bala, segundo ele, as rodovias e aeroportos existentes operariam muito além das suas capacidades. Para Figueiredo, isso prova que o investimento no trem de alta velocidade é sustentável pelo longo prazo.
No mercado, há a expectativa de que empresas de países como Espanha, França, Coreia e Japão demonstrem maior interesse. Um consórcio espanhol formado pelas empresas Adif, Ineco e pela estatal ferroviária Renfe já anunciou que pretende participar do leilão.
Fonte - Abifer  06/08/2013

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Os 65 novos trens da CPTM - Nota da ABIFER

Indústria Ferroviária Nacional pede condições de igualdade em licitação em São Paulo 


Ao conduzir, em condições desiguais, a concorrência internacional para a maior compra de trens da história para a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) – 65 trens, num total de 520 carros - o governo de São Paulo coloca em risco a sobrevivência da indústria metroferroviária nacional. As consequências podem ser muito graves: perda de 40 mil empregos (10 mil diretos e 30 mil indiretos), correspondentes a 50% do total da indústria ferroviária, renúncia fiscal de todo imposto recolhido pelas fabricantes com plantas no Estado e interrupção da transferência de tecnologia para nosso País.

HISTÓRICO
Na primeira licitação, o edital previu o fornecimento dos trens por um preço inexequível. As empresas comprovaram as necessidades de mudança ao governo e, para demonstrar a inviabilidade do preço, somente dois fabricantes nacionais apresentaram proposta.
Na segunda tentativa, o governo adotou outra postura: condições iguais para nacionais e estrangeiras. Nada mais desigual, pois, como a Secretaria de Transportes Metropolitanos tem imunidade tributária, as estrangeiras terão a oportunidade, mais uma vez, de colocar seus trens no País com isenção de todos os impostos locais, inclusive o imposto de importação, além de contar com incentivos fiscais em seus países.
Os mesmos benefícios de isenções, entretanto, não valem para as fabricantes nacionais, que, devido ao custo Brasil, são obrigadas a incorporar em seus preços altos tributos, além de outros custos já conhecidos por todos. Ou seja, o governo paulista está indo no caminho contrário ao que o governo federal tem feito com as indústrias automobilística e naval, por exemplo, que vêm crescendo com a política de incentivos.

PLEITO
O que a indústria nacional pleiteia neste momento é uma nova licitação com igualdade de condições na concorrência, já que investiu em capacidade instalada no País, física e técnica, já fornece usualmente seus produtos para a própria CPTM e o Metrô, gerando emprego e renda no País, além de contar com expertise local. A indústria nacional pede isonomia de competição a fim de atingir o melhor custo x benefício às iniciativas pública e privada, e à população.
Dentro da situação criada, muitas empresas nacionais não tiveram condições de apresentar suas propostas. Após tentar recurso administrativo, não acatado, uma das empresas nacionais recorreu à Justiça para solicitar alteração no processo licitatório. O desembargador Venício Salles, do Tribunal de Justiça de São Paulo, concedeu liminar “para franquear às agravantes a entrega de dois envelopes contendo as propostas, considerando os termos do edital, e uma segunda, com a consideração dos favores fiscais conferidos às empresas estrangeiras para nivelar a situação entre concorrentes nacionais e internacionais”.
No último dia 20 de maio, os envelopes foram entregues à Comissão de Licitação, que em função desse mandado de segurança achou por bem, porém contrariamente à decisão do juiz, recebê-los, rubricar, fazer uma ata e convocar as empresas no futuro, situação que desapontou a indústria ferroviária brasileira e, de se esperar, a própria Justiça.
Espera-se, contudo, que o bom senso do Estado prevaleça e que sejam preservados os empregos dos brasileiros, o incentivo ao crescimento da indústria nacional e a valorização dos bens locais.
Fonte -  ABIFER  29/05/2013

terça-feira, 19 de março de 2013

CPTM republicará edital dos 65 trens nesta semana

Foto - ilustração
Segundo o secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) publicará o novo edital para a compra de 65 trens até a próxima sexta-feira (22/03). A licitação que era nacional passará a ser internacional após a CPTM receber uma única proposta da indústria brasileira, com valor acima do previsto no edital anterior.
A reformulação do edital foi realizada após quatro adiamentos de entrega de propostas, onde apenas um consórcio apresentou proposta, o Frota CPTM (CAF Brasil Indústria e Comércio e Alstom Brasil Energia e Transporte), que foi desclassificado por apresentar orçamento acima do estimado pelo governo, que é de R$ 23,7 milhões por trem (R$ 2,96 milhões por carro). Os 65 trens serão compostos por oito carros, totalizando 520 carros. Essa é a maior encomenda de trens elétricos do país.
A licitação mudou seu formato após sofrer uma pressão da indústria, através da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), para que os trens fossem fabricados no Brasil. O fato da indústria nacional apresentar somente uma proposta e acima do valor de referência não foi bem recebida pelo Estado e incomodou membros do Governo. No inicio deste mês, Jurandir Fernandes definiu a maneira como a indústria fez a proposta como “belicosa, jocosa e estranha”.
Para acelerar o novo processo, o governo fez uma consulta ao mercado e seis empresas estrangeiras, entre elas a CAF da Espanha e a Alstom francesa, demonstraram interesse na nova licitação. O governo espera, antecipando os pagamentos aos fornecedores, que parte dos trens seja entregue ainda no governo Alckmin, que encerra no final de 2014.O presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate, disse que a entidade respeita o direito da CPTM de buscar o melhor serviço com melhor preço, assim como o dos fabricantes de preservar seus investimentos. Abate destaca que deve ser levada em conta a igualdade de condições entre as indústrias brasileiras e internacionais. O presidente da entidade citou que poderia ser levado em consideração o decreto Nº 7.812, que prestigia a indústria nacional com restabelecimento de isonomia tributária, dando uma margem de preferência de 20% na aquisição de material da indústria nacional.
Fonte - Revista Ferroviária 19/03/2013

terça-feira, 2 de outubro de 2012

O futuro do setor metroferroviário no Brasil

Digital Assessoria - 01/10/12

O futuro do setor metroferroviário no Brasil: Perspectivas de crescimento, investimentos e tecnologia. O tema abrirá os trabalhos do 1º Congresso Metroferroviário Brasileiro, que acontecerá no período de 6 a 8 de novembro, na Sala Cantareira 6, 2º andar do Pavilhão Vermelho do Expo Center Norte, em São Paulo.
O Congresso é promovido pelas principais entidades do setor: Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô (Aeamesp), Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos), Associação Nacional dos Transportadores de Ferroviários (ANTF) e Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (Simefre).
O Congresso será realizado em paralelo à 15ª Feira Negócios nos Trilhos, exposição organizada pela UBM Brazil, que receberá cerca de 200 expositores nacionais e internacionais.
Foram convidados para compor o painel de abertura, no dia 6 de novembro, às 14h15:
• Paulo Sérgio Passos, Ministro dos Transportes, Ministério dos Transportes
• Aguinaldo Ribeiro, Ministro das Cidades, Ministério das Cidades
• Marcelo Perrupato, Secretário de Política Nacional, Ministério dos Transportes
• Rodrigo Vilaça, Presidente, ANTF - Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários
• Vicente Abate, Presidente, ABIFER - Associação Brasileira da Indústria Ferroviária
• José Geraldo Baião, Presidente, AEAMESP - Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô
• José Antonio Fernandes Martins, Presidente, SIMEFRE - Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários
• Joubert Flores, Presidente, ANPTrilhos – Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos
A programação na parte da tarde inclui ainda os paineis: 15h30 - Os Incentivos do Governo Federal para Fomentar o Crescimento e Expansão do Setor Ferroviário Nacional, tendo como palestrante, Maurício Muniz, Secretário do Programa de Aceleração do Crescimento, Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e às 16h30 - A Tecnologia em Prol do Avanço das Ferrovias no Brasil: Soluções para Melhorias de Serviços e Operações, com Vicente Abate, Presidente, Associação Brasileira da Indústria Ferroviária.
Realizada pela UBM Brazil, a 15ª edição da Feira Negócios nos Trilhos, está com quase 100% da área disponível para exposição comercializada. A edição 2012 deve receber mais de 7.500 visitantes e cerca de 180 expositores. Considerado o maior encontro do setor de transporte metroferroviário da América Latina, a Feira Negócios nos Trilhos, que faz parte do portfólio de eventos de transportes da UBM Brazil - é conhecida por reunir as principais empresas da cadeia produtiva, operadoras de carga e passageiros, fornecedores do Brasil e exterior e principalmente, por ser palco de lançamentos das grandes novidades desenvolvidas pelo setor metroferroviário.

Serviço:

15ª Feira Negócios nos Trilhos (NT 2012)
1º Congresso Metroferroviário Brasileiro
Data: 06 a 08 de novembro de 2012
Horário: 13 horas às 20 horas
Local: Pavilhão Vermelho - Expo Center Norte
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 - São Paulo – SP

Obs: Proibida entrada de menores de 18 anos, mesmo que acompanhados. Mais informações sobre a NT 2012 e o Congresso poderão ser obtidas acessando: www.ntexpo.com.br

Credenciamento da Imprensa já está aberto e poderá ser feito até 05/11 com Katia Siqueira:siqueira.katia@digitalassessoria.com.br

Fonte - Revista Ferroviária  01/10/2012

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

BONDES PARA TODOS OS GOSTOS...Eles estão de volta

 “Na cidade do Porto – contava – estão quebrando o asfalto para repor em tráfego os bondes que circulavam no passado. Fato semelhante está acontecendo em dezenas e dezenas de cidades em muitos países, o que explica tantos novos fabricantes de material para transporte urbano”. 

21/09/2012
O VLT Tango, da Stadler, ao lado do TAV Avril, da Talgo 
Foi um festival de bondes e trens regionais. Nada menos de catorze modelos produzidos por igual número de fabricantes mostraram na InnoTrans que não é só no Brasil que as cidades estão querendo voltar aos trilhos. Havia naturalmente trens Alstom e Siemens, e Stadler e Skoda. Mas havia também fabricantes desconhecidos, que nem na InnoTrans se tinha ouvido falar: Zos Vrutky, da Eslováquia, com seu Movia diesel-hidráulico; Durmazlar Machinery, da Turquia, com o VLT Silkworm de piso baixo, ou ainda Pojazdy Szynowe PESA Bydgoszcz, da Polônia, com o TUD Link, para velocidade até 140 km/h.
Nenhuma crise, nenhuma dívida grega diminuiu o interesse do público e dos expositores da maior feira ferroviária do mundo, onde o Brasil por sinal teve presença destacada, com um pavilhão de 42 expositores, organizado por iniciativa da ANTF e da Abifer.
“Estamos trabalhando no setor que mais cresce no mundo”, dizia, exultante, Georg Andreas, da Panfer, trading austríaca especializada em comércio de material ferroviário. “Na cidade do Porto – contava – estão quebrando o asfalto para repor em tráfego os bondes que circulavam no passado. Fato semelhante está acontecendo em dezenas e dezenas de cidades em muitos países, o que explica tantos novos fabricantes de material para transporte urbano”.
Se a crise afetou algum segmento, foi nos trens de alta velocidade. Só havia um lançamento este ano, o Avril, da Talgo, capaz de alcançar 380 km/h, com tração distribuída (inclusive nos truques) e mantendo a tecnologia de rodas independentes, sem eixos, como em todos os Talgos (donde Alta Velocidad Rueda Independiente Ligero – AVRIL). Os outros dois modelos estavam em mock-up: o Frecciarossa 1000, um cruzamento entre o Zefiro da Bombardier e o ETR da AnsaldoBreda, para 400 km/h, multicorrente, previsto para entrar em serviço em 2013; e o ICE, que vem a representar a maior encomenda já assinada pela Siemens nos 160 anos de sua história, com 300 unidades a serem fornecidas para a Deutsche Bahn, a partir de 2016. Como as versões anteriores do ICE, a preocupação não é velocidade – que não vai além de 250 km/h – mas economicidade, conforto e flexibilidade, podendo ser usado tanto em linhas dedicadas como em linhas convencionais. A exposição de equipamento de carga foi inexpressiva.
Veja a seguir a galeria dos VLTs e trens regionais apresentados na InnoTrans 2012. A feira termina hoje para o público profissional, mas permanece aberta até o dia 26 para o público em geral.

APRECIEM => Galeria de fotos   Galeria InnoTrans
Fonte - Revista Ferroviária 21/09/2012

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

V BRASIL NOS TRILHOS 2012

Será em Brasilia nos próximos dias 4 e 5 de Setembro



21/08/2012 - ANTF

Faltam 13 dias para o V Brasil nos Trilhos 2012 - maior evento ferroviário do País, que será realizado nos dias 4 e 5 de setembro de 2012, em Brasília. As inscrições para as palestras estão abertas e são gratuitas. Faça já sua inscrição e garanta sua vaga!!
Dia 4 de Setembro
Manhã - Oficinas de Trabalho
As oficinas de trabalho do V Brasil nos Trilhos têm como objetivo trocar informações e experiências sobre a complexidade da dinâmica de todas as áreas que envolvem o setor ferroviário para, ao final, apresentar um plano de ação com pontos definidos nas seguintes frentes: gente, tributário – contábil, patrimônio, suprimentos, meio ambiente e operacional.
9h00 - 12h00
Oficina Gente: Capital Humano
A Nova Geração Ferroviária: Principais Desafios, Necessidades, Treinamento e Capacitação em Novas Tecnologias
• As necessidades do setor e o perfil do profissional ferroviário
• Capacitação e geração de empregos: buscar soluções para suprimento da mão de obra
Moderadores:
Juliana Morgado, Assessora Técnica, ANTF
Tarcísio Horn Jacó, Gerente de RH, TLSA
Oficina Tributário-Contábil
Os Impactos Financeiros na Estrutura Fiscal do Setor Ferroviário
• Tributos e burocracia
• Soluções visando a diminuição de tempo e custos na operação e produtividade das ferrovias
Moderadores:
Juliano Dian, Assessor Técnico, ANTF
Silvana Santos, Gerente Geral de Controladoria, MRS
Oficina Patrimônio
A Gestão do Espólio da Rede Ferroviária Nacional
Moderadores:
Ellen Martins, Assessora Técnica, ANTF
Sergio Carrato, Gerente Geral de Regulação e RI, MRS
Oficina Suprimentos-Meio Ambiente-Operações
Novas Tecnologias e Oportunidades para Aumentar a Produtividade, Reduzir Custos e Melhorar Processos
• O uso da tecnologia para maximizar as operações e produtividade
• Inovações Tecnológicas em prol do Meio Ambiente e produtividade operacional
Moderadores:
Cláudio Zillig Godtsfriedt, Ger. de Licenc. Ambiental da Logística, Vale
Abel Passagnolo, Engenheiro de Transportes, Ferrovia Tereza Cristina
Tarde
14h00 - 15h00 - Abertura Solene do V Brasil nos Trilhos
Palestrantes convidados
A Importância do Processo de Integração da Malha Ferroviária para o Aumento da Eficiência da Produção Nacional
Michel Temer - Vice-Presidente - Presidência da República (A confirmar)
O papel do Congresso Nacional para com o Setor de Transportes
José Sarney - Presidente do Senado Federal
Os 15 Anos das Concessões Ferroviárias no Brasil: O Passaporte para a Competitividade e Desenvolvimento de um País Continental
Paulo Sérgio Passos - Ministro - Ministério dos Transportes
A Importância da Formação de Mão de Obra Qualificada para o Setor Ferroviário Brasileiro: Ações, Programas e Desafios a Serem Enfrentados.
Aloizio Mercadante - Ministro - Ministério da Educação
A Gestão Ambiental no Setor Ferroviário Brasileiro:
Sustentabilidade, Licenciamento Ambiental e Requisitos
Izabella Teixeira - Ministra - Ministério do Meio Ambiente - (Representada pelo Secretário-Executivo, Francisco Gaetani)
A Relevância do Transporte Ferroviário de Passageiros para Dirimir os Desafios de Mobilidade Urbana nos Grandes Centros Urbanos: O Papel Estratégico do Ministério das Cidades
Aguinaldo Ribeiro Ministro - Mistério das Cidades
(Representado pelo Secretário-Executivo, Alexandre Cordeiro Macedo)
A Visão da Confederação Nacional dos Transportes sobre o Modal Ferroviário no Brasil: Programas, Incentivos e Análises
Clésio Andrade - Presidente - Confederação Nacional dos Transportes
15h00 Overview e Perspectivas do Setor Ferroviário Brasileiro sob a Ótica da Iniciativa Privada: O que esperar entre 2012 e 2014
Eduardo Parente, Presidente, MRS Logística e do Conselho da ANTF
15h30 Análise da Ferrovia de Carga no Mundo: Melhores Práticas, Modelos Regulátorios e Lições Aprendidas e A Expansão da Malha Ferroviária no Brasil
José Eduardo S. Castello Branco, Diretor-Presidente, VALEC
Carlos Campos Neto, Coordenador de Infraestrutura Econômica, IPEA
Douglas Finardi Ferreira, Coordenador-Geral de Mercado Doméstico, na Secretaria de Comércio e Serviços, MDIC
Painel Econômico com Palestras
17h00 A Importância das Ferrovias para o Desenvolvimento Econômico Brasileiro: Escoamento,Transporte Competitivo, Políticas Públicas e Investimentos
Marcelo Perrupato, Sec. de Política Nacional de Transportes, Ministério dos Transportes
Tufi Daher, Presidente, Transnordestina Logística
General Jorge Fraxe, Diretor Geral, DNIT
Moderador: Guilherme Barros- Jornalista Econômico IstoÉ Dinheiro
Painelistas:
Benony Schmitz Filho, Presidente, Ferrovia Tereza Cristina
Paulo Resende, Professor, Fundação Dom Cabral
José Eduardo S. Castello Branco, Diretor-Presidente, VALEC
Eduardo Parente, Presidente, MRS Logística e do Conselho da ANTF
Pedro Almeida, Diretor de Relações Institucionais, ALL
18h30 A Visão da Política de Transportes: Como Superar Gargalos e Avançar no Fortalecimento da Logística Nacional
Aécio Neves, Senador da República, Senado Federal (A confirmar)
Bernardo Figueiredo, Presidente, EPL (A confirmar)
19h30 Coquetel
20h00 Jantar V Brasil nos Trilhos com Homenagens e Entrega dos Prêmios de Jornalismo e Fotografia ANTF (para convidados)
Dia 5 de Setembro
08h30 Painel Estratégico: Transporte de Passageiros
O Futuro do Transporte Metroferroviário nas Grandes Capitais Brasileiras: Perspectivas e Investimentos
Visão METRÔ
Joubert Flores, Presidente, ANPTrilhos
Visão Trens Regionais
Jurandir Fernandes, Sec. Estadual dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo
Júlio Lopes, Secretário de Transportes do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Transportes do Estado do Rio de Janeiro
Martha Martorelli, Analista de Infraestrutura, Ministério das Cidades (A confirmar)
Paulo Cesena, Diretor-Executivo, Odebrecht Transport
Visão Trem de Alta Velocidade
Hélio Mauro França, Superintendente Executivo, ANTT
 10h30 Painel Estratégico e Palestras: Futuro das Ferrovias
O Modelo para a Malha Ferroviária Nacional: Investimentos, Oportunidades e Troca de Experiências
Marcos Costa, Diretor de Serviços e Tecnologia, ALL
Maurício Muniz, Secretário do Programa de Aceleração do Crescimento, Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão
Moderador: George Vidor – Comentarista econômico da Globonews
Paulo Fleury, Presidente, ILOS
Luiz Antonio Fayet, Consultor, CNA
Bruno Batista, Diretor Executivo, CNT
José Henrique Alves, Diretor-Geral, MANSERV Logística
Ivo Borges, Diretor Geral em Exercício, ANTT
12h30 Almoço *
 14h00 A Relevante Atuação do BNDES, Ibama e a Indústria para a Evolução do Setor Ferroviário no Brasil:
Histórico de Investimentos, e Aportes Futuros e Licenciamento Ambiental
Roberto Zurli Machado, Diretor de Infraestrutura, BNDES
Gisela Damm Forattini, Diretora de Licenciamento Ambiental (Dilic), IBAMA
Vicente Abate, Presidente, ABIFER
15h00 A Evolução do Setor Ferroviário Brasileiro nos Últimos 15 Anos: Conquistas, Avanços e Desafios a Serem Enfrentados
Rodrigo Vilaça, Presidente-Executivo, ANTF
15h30 Painel Intermodalide e Palestras Especiais
O Papel Estratégico das Ferrovias para a Implementação da Intermodalidade no Brasil
José Alberto Ribeiro, ANEOR
Guilherme Quintella, Presidente, Contrail
Moderador: Pedro Moreira, Presidente, ABRALOG
Luís Henrique Baldez, Presidente, ANUT
Fernando Simões, Diretor Presidente, Grupo JSL (A confirmar)
José Luís Demeterco Neto, Diretor-Presidente, Brado Logística
Júlio Fontana Neto, Presidente, Rumo Logística
17h30 Encerramento do V Brasil nos Trilhos
A União das Forças do Governo e Iniciativa Privada para Fomentar a Atuação das Ferrovias no Modelo de Transportes no Brasil: Planos e Perspectivas
Dilma Rousseff, Presidenta, Presidência da República (A confirmar)
Miriam Belchior, Ministra, Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão
Gleisi Hoffmann, Ministra-Chefe, Casa Civil (A confirmar)
* Almoço por adesão no valor de R$ 54,00
Fonte - Revista Ferroviária  21/08/2012