UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA
UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM,EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA
Mostrando postagens com marcador EPL. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador EPL. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 19 de março de 2024

Nova norma da ANTT busca reduzir custo do transporte via trilhos

Transportes sobre trilhos - Ferrovias  🚂🚃🚃🚃🚃

Um estudo da antiga Empresa de Planejamento e Logística (EPL), atual Infra S.A., estima que somente 15% do transporte de todas as mercadorias do Brasil ocorre via trilhos.O setor de ferrovias tem apresentado um renascimento nos últimos anos e consta como prioridade de novos investimentos da União, inclusive em malhas ferroviárias já concedidas, como é o caso das renovações antecipadas de ferrovias.

Portogente
Assessoria de Comunicação 
foto - ilustração/arquivo
Resolução nº 6.031 regulamenta as cobranças acessórias no transporte ferroviário, com o propósito de conferir mais segurança jurídica, coibir abusos e aumentar a competitividade do setor Um estudo da antiga Empresa de Planejamento e Logística (EPL), atual Infra S.A., estima que somente 15% do transporte de todas as mercadorias do Brasil ocorre via trilhos. Publicada no início de dezembro do ano passado, a Resolução nº 6.031, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), entrou em vigor no início de 2024 e visa incentivar o uso do modal ferroviário com a redução de seus custos, a partir da regulamentação das chamadas "operações acessórias no serviço de transporte ferroviário de cargas". Operações acessórias são aquelas "atividades complementares ao serviço de transporte ferroviário de cargas, para as quais se permite a cobrança de preço em virtude de sua execução", segundo o artigo 3º do texto da Resolução. Entre elas, é possível incluir: abastecimento, amarração, armazenagem, baldeação, carregamento e descarregamento, condução, estadia, inspeção, licenciamento, limpeza, manobra, manutenção, pesagem, transbordo, entre outras. "O setor de ferrovias tem apresentado um renascimento nos últimos anos e consta como prioridade de novos investimentos da União, inclusive em malhas ferroviárias já concedidas, como é o caso das renovações antecipadas de ferrovias, realizadas nos termos da Lei nº 13.448/2017, e diante da edição de um novo marco regulatório, a Lei nº 14.273/2021, que procurou estimular a competitividade no setor", salienta Thiago Valiati, advogado sócio do escritório Razuk Barreto Valiati e especialista em direito da infraestrutura de transportes. A Resolução da ANTT, dentro desse contexto, procura conferir mais segurança jurídica para as empresas que atuam no setor. "Com as definições previstas pela resolução, o objetivo da ANTT consiste em diminuir os riscos de abusos e de dificuldades de relacionamento entre os players, incluindo vedar a cobrança de operações acessórias que não estejam previstas no texto ou não se qualifiquem na definição da Resolução", afirma Valiati. Redução de custos Uma das principais críticas das empresas que adotam o transporte ferroviário era dos custos elevados do frete no Brasil, o que reduz a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional e aumenta os preços no abastecimento interno. Estima-se que os custos com as operações acessórias representem 35% do total do transporte ferroviário. A ANTT estima que, entre 2012 e 2019, a receita das operações acessórias cresceu cerca de 172%, ao contrário da receita e do custo de transporte das concessionárias. "Entende razoável supor que existiu uma possível recuperação de margem de lucro, não mais por meio das tarifas de transporte, mas principalmente a partir dos valores cobrados a título de operações acessórias", afirmou a ANTT. Assim, a fim de dar transparência e facilitar as negociações, as empresas que realizam esses serviços deverão publicar em seu site a relação de todas as operações acessórias ofertadas e os seus custos, incluindo as manobras, consideradas um dos temas mais sensíveis. Na Resolução, ela é definida como "atividade de movimentação, agrupamento, desagrupamento ou reposicionamento de vagões e locomotivas ocorrida em terminais, estações ou pátios, com intuito de atendimento a necessidade específica do usuário". A redação da Resolução faz com que eventuais manobras realizadas pelas empresas sem a solicitação do usuário não possam ser cobradas – evitando eventuais abusos. É comum a realização de manobras por parte das empresas devido a necessidades de infraestrutura ou até mesmo por questões envolvendo os vagões. Somente atrás do modal rodoviário, o setor de ferrovias ocupa o segundo lugar em volume de cargas transportadas no país. Apesar disso, a participação do modal na matriz de transportes ainda é considerada pequena, já tendo sido maior em outros períodos do desenvolvimento nacional, especialmente até a década de 1930. Thiago Valiati, que também é professor de Direito Administrativo e Direito da Infraestrutura, segue explicando que embora seja considerado o mais seguro dos transportes terrestres e o mais indicado para o transporte de cargas pesadas, o modal ferroviário ainda é muito subaproveitado no país. "Propiciar segurança jurídica e maior previsibilidade aos agentes privados e garantir a descentralização das ações no setor são essenciais para o crescimento do transporte ferroviário na matriz de transportes. A ANTT, nesse sentido, como agência do setor, deve continuar editando normas que estimulem a competitividade e, por consequência, o aumento de investimentos e atratividade no setor", argumenta.
Fonte - Portogente 13/03/2024

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Estudos sobre Trem de Alta Velocidade são apresentados na EPL

Transportes sobre trilhos

Em reunião realizada com a diretoria da EPL no dia 7 de junho, o diretor-geral da CRCC no Brasil, Zhao Jianping, ressaltou a importância da região para o PIB do Brasil e o papel do país na economia global.

EPL
foto-ilustração/arquivo
Com o objetivo de dar continuidade ao projeto de implantação do Trem de Alta Velocidade no Brasil, representantes da China Railway Construction Corporation (CRCC) se reuniram com a diretoria da EPL para mais uma debate sobre o tema.
Dessa vez, a proposta elaborada pelos chineses também foi apresentada para os secretários do Programa de Parcerias de Investimentos, Adalberto Vasconcelos e Marcelo Allain, bem como para representantes da Valec e do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil.
Para Adalberto Vasconcelos, o projeto apresentado pela empresa chinesa ainda precisa ser aprofundado para que se tenha um melhor embasamento sobre a rentabilidade e viabilidade do empreendimento.
O gerente de passageiros da EPL, Roberto David, expôs aos participantes da reunião um breve histórico do projeto e medidas tomadas pela EPL após o adiamento da licitação em 2012, como o aprimoramento da base de dados e estudos para melhoria do traçado.
Para o diretor-presidente da EPL, Eduardo de Castro, a EPL tem plenas condições de estar à frente do projeto. “A EPL já tem um trabalho de qualidade sendo desenvolvido e com certeza pode contribuir para que o projeto esteja de acordo com as necessidades e anseios do Governo Federal”, disse.

Histórico
Em reunião realizada com a diretoria da EPL no dia 7 de junho, o diretor-geral da CRCC no Brasil, Zhao Jianping, ressaltou a importância da região para o PIB do Brasil e o papel do país na economia global.
“O trecho contempla duas das cidades mais populosas da América Latina. O Trem de Alta Velocidade Rio de Janeiro – Campinas é um dos mais viáveis do mundo”, afirmou.
Na ocasião, Eduardo de Castro sugeriu um termo de cooperação técnica entre as duas empresas com a finalidade de aprimorar o desenvolvimento do projeto.
Fonte - EPL  26/07/2016

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Extensão da Norte-Sul terá audiência pública ainda em novembro

Ferrovias

Após a audiência pública, o material será enviado ao Tribunal de Contas da União (TCU), a quem caberá dar o sinal verde para a publicação do edital.Um estudo finalizado pela Valec em 2012 estimou custo de R$ 890 milhões para construção de 264 km de trilhos entre Estrela D'Oeste e Panorama. O valor é quase três vezes inferior ao mínimo projetado para levar a ferrovia até a vizinha Três Lagoas.

Valor Econômico
foto - ilustração
O governo pretende realizar ainda este mês a audiência pública que vai discutir a concessão à iniciativa privada do trecho da Ferrovia Norte-Sul (FNS) entre as cidades de Anápolis (GO) e Três Lagoas (MS). De acordo com o Ministério dos Transportes, os estudos técnicos já foram concluídos. Após a audiência pública, o material será enviado ao Tribunal de Contas da União (TCU), a quem caberá dar o sinal verde para a publicação do edital.
Segundo apurou o Valor, os estudos feitos pela Zeta Engenharia e depois aperfeiçoados pela Empresa de Planejamento e Logística (EPL) apontaram para um investimento mínimo de R$ 2,5 bilhões somente para a construção da infraestrutura do trecho entre Três Lagoas e a cidade de Estrela D'Oeste, no interior paulista. A cifra, no entanto, poderá chegar a R$ 3,5 bilhões, segundo informações de técnicos envolvidos no projeto. Ainda assim, objetivo é que o custo não passe dos R$ 10 milhões por quilômetro, valor considerado razoável pelo governo. A ligação entre Três Lagoas e Estrela D'Oeste terá, de acordo com estudos, algo próximo de 285 km.
Além da construção desse trecho, a concessionária vencedora terá que investir no ramal entre Estrela D'Oeste e Anápolis, tocado até agora pela estatal Valec e que está com 90% de execução.
Também entram na conta a aquisição do material rodante (trens e vagões) e os demais custos inerentes à operação da estrada de ferro. Ainda não há estimativa oficial para o investimento total, mas a quantia deve superar os R$ 4,9 bilhões anunciados em junho pela presidente Dilma Rousseff.
Segundo está previsto no Programa de Investimentos em Logística (PIL), os quase 900 km que separam Anápolis e Três Lagoas vão ser concedidos pelo sistema vertical, ou seja, a mesma empresa vai construir a infraestrutura e operar a ferrovia. O cronograma do governo prevê que o leilão do trecho seja realizado no primeiro semestre de 2016.
O planejamento anterior da Norte-Sul previa um traçado um pouco diferente. O ramal que sai de Estrela D'Oeste no sentido sul terminaria no município paulista de Panorama, que fica próxima de Três Lagoas. As duas cidades ficam às margens do rio Paraná e integram um importante polo agroindustrial, cuja produção poderá ser escoada pelos trilhos até os principais portos da região Norte do país.
Um estudo finalizado pela Valec em 2012 estimou custo de R$ 890 milhões para construção de 264 km de trilhos entre Estrela D'Oeste e Panorama. O valor é quase três vezes inferior ao mínimo projetado para levar a ferrovia até a vizinha Três Lagoas.
O governo também está trabalhando na concessão do eixo norte da ferrovia. O Ministério dos Transportes recebeu há duas semanas os estudos para as obras da ligação entre Açailândia (MA) e Barcarena (PA). A empresa que for construir esse trecho, orçado em R$ 7,8 bilhões, também poderá administrar o ramal que fica entre Anápolis e Palmas, construído pela Valec e inaugurado em 2014. A chegada da ferrovia a Barcarena vai possibilitar o transbordo da carga no Complexo Portuário de Vila do Conde.
Em 2012, quando Dilma lançou a primeira versão do pacote de concessões, os trechos Açailândia-Barcarena e Estrela D'Oeste-Três Lagoas já estavam na lista de projetos. A iniciativa privada não demonstrou interesse. Para as empresas, isoladamente, esses dois lotes tinham baixa viabilidade financeira: exigiam muito investimento e tinham potencial incerto de movimentação de cargas. O que sepultou de vez os planos foi a desconfiança geral com o modelo de compra da capacidade de transporte pela Valec.
Com a combinação entre trechos novos e outros prontos ou bastante avançados, o governo pretende agora tornar mais atrativa a construção integral dos dois novos ramais da Norte-Sul. A ideia por trás da nova estratégia é garantir às concessionárias receitas quase imediatas com a operação dos trechos prontos.
Além da Norte-Sul, o governo quer viabilizar a concessão da chamada "Ferrovia da Soja", que liga os municípios de Lucas do Rio Verde (MT) e Campinorte (GO). Os estudos da estrada de ferro já foram aprovados pelo TCU, mas a falta de interessados barrou o andamento da licitação. O trecho integra o traçado da polêmica Ferrovia Bioceânica, que promete atravessar todo o continente sul-americano, ligando os Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico, na costa peruana.
Fonte - Revista Ferroviária  09/11/2015

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

ANTT e DNIT discutem criação do Instituto Nacional de Pesquisas Ferroviárias

Infraestrutura 

O projeto de criação do instituto tem o objetivo de desenvolver o conhecimento da engenharia ferroviária, bem como o domínio e a atualização permanente da tecnologia do setor. A ANTT, o DNIT, a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), a Valec e o Consórcio STE/Siscon fazem parte do grupo de trabalho

Elena Aparecida Blog
foto - ilustração
Representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) se reuniram com membros da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O diretor de Infraestrutura Ferroviária do DNIT, Mario Dirani, e o coordenador-geral do Consórcio STE/Siscon, Wellington Sarmento, apresentaram ao diretor-geral da ANTT, Jorge Bastos, a concepção e modelagem previstas para a criação do Instituto Nacional de Pesquisas Ferroviárias (INPF) e o andamento das providências que visam a sua implementação.
O projeto de criação do instituto tem o objetivo de desenvolver o conhecimento da engenharia ferroviária, bem como o domínio e a atualização permanente da tecnologia do setor. A ANTT, o DNIT, a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), a Valec e o Consórcio STE/Siscon fazem parte do grupo de trabalho, que tem reuniões semanais, nas quais são debatidas pautas como identificação de fontes de recursos públicos e privados, que possibilitem a sustentabilidade do INPF, e a elaboração da documentação legal necessária para a sua criação por meio de lei específica. Esse grupo dará origem ao Núcleo Executivo do instituto, que desenvolverá atividades necessárias até a promulgação da lei de criação.
A Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), o Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (Simefre), a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) e a Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos) também fazem parte do projeto.
Próximos passos – No mês de novembro, durante a feira “Negócios nos Trilhos”, que acontecerá em São Paulo, está prevista a realização de uma reunião para preparação de um acordo de cooperação técnica com o DNIT, visando dar continuidade aos trabalhos em prol da criação do instituto.
Fonte - ANPTrilhos  04/11/2015

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Trem no final do túnel?

Ferrovias

Os estudos foram elaborados por empresas autorizadas, por meio de Proposta de Manifestação de Interesse (PMI), instrumento para subsidiar a elaboração do edital de licitação. Vale ressaltar que em setembro, o Ministério dos Transportes, recebeu os estudos referente ao trecho Estrela d’Oeste (SP) - Três Lagoas (MS) previsto no PIL.

Portogente
foto - ilustração
O Ministério dos Transportes recebeu, no dia 29 de outubro último, estudos que visam a concessão de dois trechos ferroviários previstos no Programa de Investimento em Logística (PIL). Um dos trechos liga Lucas do Rio Verde/ MT a Miritituba/PA e o outro Barcarena/PA a Açailândia/MA. Os estudos foram elaborados por empresas autorizadas, por meio de Proposta de Manifestação de Interesse (PMI), instrumento para subsidiar a elaboração do edital de licitação. Vale ressaltar que em setembro, o Ministério dos Transportes, recebeu os estudos referente ao trecho Estrela d’Oeste (SP) - Três Lagoas (MS) previsto no PIL.
O trecho Barcarena/PA- Açailândia/MA será agregado ao trecho Palmas (TO) – Anápolis (GO) da Ferrovia Norte- Sul, construída pela VALEC-Engenharia, Construções e Ferrovias S.A, e irá compor concessão específica. Os estudos foram disponibilizados pela empresa TPI - Triunfo Participações e Investimentos S.A. e complementam os Estudos de Viabilidade Técnica já desenvolvidos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres- ANTT. A principal finalidade da ferrovia é concluir o corredor do trecho norte da Norte-Sul com saídas pelos portos do Arco Norte.
Para o trecho Lucas do Rio Verde/MT - Miritituba/PA, foram entregues estudos de viabilidade técnico-econômico-ambiental, de engenharia e de viabilidade financeira pela empresa Estação da Luz Participações (EDLP). O traçado visa melhorar o escoamento da produção agrícola do Mato Grosso pela hidrovia do Tapajós. A ligação com o Porto de Miritituba possibilitará o escoamento de grãos e insumos agrícolas criando alternativa logística intermodal para a circulação desse tipo de carga.
Uma equipe de técnicos do Ministério dos Transportes, Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), VALEC - Engenharia, Construções e Ferrovias S.A. e Empresa de Planejamento e Logística (EPL) irá analisar os estudos. Após apreciação, serão abertas as audiências públicas das concessões do PIL, visando conferir amplo conhecimento à sociedade e as empresas interessadas, etapa requerida para a realização do processo licitatório por concessão. Finalizado esse processo o projeto será submetido ao Tribunal de Contas da União (TCU). Após a aprovação pelo Tribunal, o edital para a realização do leilão será lançado.
Fonte - Portogente  03/11/2015

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Prorrogado prazo do envio de contribuições para modelo de gestão de segurança ferroviária

Ferrovias

Objetivo da ANTT é apresentar um estudo de cooperação técnica que reúna propostas que resultem na diminuição do número de acidentes e incidentes ferroviários

Patrícia Pinheiro - Ag.CNT*
foto - ilustração
O prazo do envio das contribuições referentes à Tomada de Subsídio nº 005/2015 para a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) foi prorrogado para as 18 horas do dia 14 de setembro de 2015. O objetivo da ANTT é apresentar o estudo sobre modelo de gestão de segurança ferroviária, resultante do acordo de cooperação técnica entre a ANTT e a EPL (Empresa de Planejamento e Logística).
O estudo reúne propostas visando diminuir o número de acidentes e incidentes ferroviários, além de definir as responsabilidades dos agentes envolvidos na operação ferroviária e os processos que permitam melhora da segurança ferroviária e harmonização da estrutura regulatória.
O modelo de gestão de segurança proposto poderá ser aplicado tanto às atuais concessões ferroviárias como às novas ferrovias incluídas no (PIL) Programa de Investimentos em Logística, lançado pelo governo federal em junho de 2015, independente do modelo de exploração ser vertical ou horizontal.
Sugestões deverão ser encaminhadas por meio de formulário eletrônico disponível no site da Agência, para o e-mail parats005_2015@antt.gov.br, ou por via postal para o endereço do edifício-sede da ANTT: Superintendência de Infraestrutura e Serviços de Transporte Ferroviário de Cargas (Sufer) - SCES Trecho 3, Polo 8, Lote 10, Projeto Orla, Bloco A - 1° andar, Brasília-DF.
Com informações da ANTT*
Fonte - Agência CNT de Notícias  19/08/2015

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

EPL retoma estudos para a construção do TAV

Transportes sobre trilhos

A EPL, presidida pelo engenheiro Josias Cavalcante, já tem quase prontos os termos de um edital para contratar estudos que vão trazer novas estimativas de demanda de passageiros e reavaliar o traçado do TAV. Para isso, haverá a necessidade de um intenso trabalho de campo, como a realização de sondagens geológicas.

Valor Econômico
foto - ilustração
A Empresa de Planejamento e Logística (EPL) retomou discretamente os estudos para a construção do trem de alta velocidade. O projeto de ligação ferroviária entre Rio, São Paulo e Campinas havia praticamente desaparecido desde que a presidente Dilma Rousseff decidiu suspender, em cima da hora, o leilão marcado para agosto de 2013. Era terceira tentativa fracassada de licitação.
Como os estudos ficaram desatualizados, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou uma revisão geral dos números considerados no projeto, caso o governo tenha a intenção de tirá-lo novamente da gaveta. A EPL, presidida pelo engenheiro Josias Cavalcante, já tem quase prontos os termos de um edital para contratar estudos que vão trazer novas estimativas de demanda de passageiros e reavaliar o traçado do TAV. Para isso, haverá a necessidade de um intenso trabalho de campo, como a realização de sondagens geológicas.
Antes de lançar uma concorrência pública, no entanto, a estatal aguarda uma decisão política do governo sobre a continuidade do projeto. O que se quer é evitar toda a novela em torno dos preparativos de uma megaconcessão e nova desistência no fim do processo.
Da última vez, Dilma optou por adiar indefinidamente o leilão, apesar de pelo menos um consórcio internacional ter garantido a apresentação de uma proposta: os franceses da Alstom e da SNCF. Os consórcios da Espanha e da Alemanha confirmaram interesse, mas pediram mais prazo para a elaboração de suas ofertas. Em meio às denúncias de um cartel nas obras de metrôs, o governo decidiu não fazer a licitação com apenas um concorrente.
Agora, porém, o trem de alta velocidade tem apoio bem mais limitado na Esplanada dos Ministérios. O maior entusiasta do projeto era o economista Bernardo Figueiredo, que deixou a EPL. Quem também defendia o projeto era o ex-ministro dos Transportes, Paulo Passos, que saiu do governo. Outros setores têm visão mais crítica do empreendimento.
Na época do adiamento, cogitou-se a possibilidade de aproveitar para fazer avanços no projeto executivo do trem-bala e no licenciamento ambiental, mas quase nada andou desde então. De volta à estaca zero, o projeto terá novas estimativas sobre a demanda de passageiros em relação às preparadas pela consultoria britânica Halcrow em 2009. O projeto atual prevê oito estações: aeroporto de Viracopos, Campinas, São Paulo, aeroporto de Guarulhos, São José dos Campos, Volta Redonda-Resende, aeroporto do Galeão e Rio de Janeiro.
Fonte - Revista Ferroviária  08/01/2015

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Seminário internacional debate novo modelo para Ferrovias

Ferrovias

O presidente da EPL, Paulo Sérgio Passos, ao abrir o evento de três dias disse que o Brasil passou décadas sem investir em ferrovias e que estamos no momento de avançar com esse novo modelo aberto de ferrovias (Open Acess). “Precisamos ter um sistema ferroviário operante, moderno e que cumpra o seu papel de transporte eficiente”.

Portal Brasil
foto - ilustração
Reunidos em seminário promovido pela Empresa de Planejamento e Logística (EPL), técnicos do governo brasileiro e especialistas em ferrovias da Espanha, Estados Unidos e Austrália estão debatendo a aplicação à regulamentação do novo modelo de exploração ferroviária no Brasil.
O presidente da EPL, Paulo Sérgio Passos, ao abrir o evento de três dias disse que o Brasil passou décadas sem investir em ferrovias e que estamos no momento de avançar com esse novo modelo aberto de ferrovias (Open Acess). “Precisamos ter um sistema ferroviário operante, moderno e que cumpra o seu papel de transporte eficiente”.
O gerente de serviços logísticos da EPL, Fábio Barbosa, ressaltou a importância do seminário, que permitirá concluir proposta para implementação do modelo de exploração ferroviária que será levada à discussão pública, com a participação de governo, empresas e usuários. Os estudos que foram iniciados em fevereiro pela EPL e Ineco Engenharia e Consultoria do Transporte, e conta com a participação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e da Valec Engenharia Construções e Ferrovias S/A.
Entre os temas em discussão no seminário estão a gestão da segurança na operação ferroviária; evolução e necessidades de regulação; os modelos verticais baseados na concorrência entre operadores; o transporte ferroviário de cargas nos Estados Unidos; os modelos horizontais (com separação das atividades de gestão da infraestrutura ferroviária e prestação dos serviços); a experiência europeia; a experiência “open access” na Austrália; e a regulação da colocação em serviço do material circulante: requisitos, homologação, interoperabilidade, autorizações.

Ferrovia Norte-Sul
No último dia 22 de maio, a presidenta Dilma Rousseff entregou trecho de 855 quilômetros da Ferrovia Norte-Sul, que liga as cidades de Anápolis (GO) e Porto Nacional (TO). Concebida sob o propósito de interligar a malha ferroviária e diminuir custos de transporte, a Norte-Sul terá a extensão de 4.155,6 quilômetros e interligará dez estados do território nacional.
Alvo de R$ 4,2 bilhões em investimentos previstos pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a Norte-Sul passará a ser ferrovia estruturadora do Sistema Ferroviário Nacional, ao proporcionar acesso de produtores a vários portos e corredores de exportação. Também irá estimular a competitividade intramodal, não só entre os portos, mas também entre os operadores logísticos que realizarão o transporte da carga.
"Dizem que demorou 27 anos. É verdade, mas vou dizer o seguinte: demorava 27 anos. Hoje não demora mais. Quero dizer a vocês, que foi um grande esforço em 2007 dar início ao trecho Araguaína-Palmas, porque o governo federal ainda não tinha os recursos todos disponíveis. E nós fomos fazendo, e fomos também aprendendo enquanto fazíamos, porque o Brasil tinha parado de investir durante muito tempo", afirmou a presidenta.
Entre os benefícios do empreendimento estão a significativa redução do custo do transporte de carga, do consumo de combustível e do índice de acidentes nas estradas, já que grande parte da carga escoada atualmente pelas rodovias poderá ser transportada pela Ferrovia Norte-Sul.
Fonte - Revista Ferroviária  29/05/2014

quarta-feira, 21 de maio de 2014

EPL elabora portfolio com projetos de infraestrutura

Infraestrutura

O anúncio, feito em São Paulo, aconteceu durante o L.E.T.S, encontro promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Participante do painel “Planejamento Integrado da Infraestrutura”

EPL
foto - ilustração
Um portfolio com indicativo de projetos para aprimorar a infraestrutura no Brasil deve ser entregue ao governo até o fim do ano. Elaborado pela Empresa de Planejamento e Logística (EPL), o documento aponta projetos de infraestrutura considerados importantes para o desenvolvimento do país, afirmou o diretor-presidente da EPL, Paulo Sérgio Passos.
O anúncio, feito em São Paulo, aconteceu durante o L.E.T.S, encontro promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Participante do painel “Planejamento Integrado da Infraestrutura”, Paulo Sérgio Passos destacou que os modais ferroviário e rodoviário precisam ser atendidos com urgência.
“Temos a necessidade urgente de ampliar a capacidade das rodovias federais. Temos problemas muito sérios em relação à malha ferroviária do país, precisamos modernizá-la e ampliá-la”, afirmou Passos.
O L.E.T.S é o primeiro encontro promovido pela Fiesp a abordar de forma integrada as questões de logística, energia, telecomunicações e saneamento básico e ocorre até o dia 22 de maio.
Fonte - Revista Ferroviária  20/05/2014

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Edital de leilão da Ferrovia Feira de Santana(BA) Ipojuca (PE) será publicado dia 25/11/2013

Custo da obra é estimado em R$ 8,70 bilhões e propostas serão abertas em janeiro de 2014

Ferrovias

Bahia Negócios
BN
O novo plano de concessões de ferrovias traçado pelo Ministério dos Transportes prevê uma oferta
de 11.000 km, mas cada projeto será dividido em lotes, não só facilitando uma melhor oferta e participação de empresas como também menor concentração de investimentos para evitar riscos de atrasos das obras.
O Estado da Bahia será beneficiado em mais 3 projetos: Belo Horizonte-Guanambi (R$ 6,90 bilhões),  anel VitorinoCandeias (R$ 4,14 bilhões) com editais publicados dia 12/12/2013 e o leilão dia 12/02/2014) de Feira de Santana/Ipojuca (PE), que custará R$ 4,64 bilhões, prevendo sair o edital
em 20/01/2014 e leilão dia 21/03/2014. Todos os trâmites para o licenciamento das obras ficarão a cargo da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) até a fase final de assinatura dos contratos com as empresas, que assumirão o resto do processo. A novidade será a extinção da Valec, com a entrada em cena da nova estatal - Empresa Brasileira de Ferrovias S.A. (EBF), criada por meio de Medida Provisória.
O ministro César Borges se reuniu com o coordenador para América do Sul da China Railway Construction Corporation, Deng Hongliang e representantes da empresa, que estão no Brasil à procura de um parceiro  ara formar consórcio e concorrer no leilão da ferrovia Açailândia (MA)- Barcarena (PA), com investimentos de R$ 3,20 bilhões.
Fonte - Bahia Negócios  Setembro de 2013

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Sete dos oito consórcios ficam fora de projeto do TAV

Valor Econômico
Sete dos oito consórcios que participavam da licitação internacional para gerenciar o projeto executivo de engenharia do trem-bala Rio de Janeiro-São Paulo-Campinas foram eliminados da disputa. O único consórcio que se manteve é formado pela brasileira Geodata e pela italiana Italferr.
foto - ilustração
Todos os demais foram desclassificados, porque não atendiam às exigências do edital, segundo a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), responsável pelo processo de contratação. Eles já manifestaram a intenção de apresentar recursos administrativos contra a decisão.
Essa é uma etapa importante para a implantação do trem de alta velocidade (TAV) que ligará as duas maiores cidades do país. O projeto executivo dará, entre outras coisas, um custo mais preciso do empreendimento. Em 2008, ele foi avaliado pelo próprio governo federal em R$ 33 bilhões, mas empreiteiras diziam que esse valor estava subestimado.
O leilão do trem-bala, que definirá a operadora do trem e os fornecedores de tecnologia, será em agosto. A contratação das obras de infraestrutura deverá ocorrer apenas em 2014 - para isso, é fundamental ter o projeto executivo concluído ou pelo menos em estágio avançado. O grupo vencedor da atual licitação não fará todo o projeto, que envolverá várias outras empresas, mas terá a responsabilidade por gerenciar e integrar os trabalhos.
A licitação foi dividida em três etapas. Na primeira, os concorrentes apresentaram suas propostas de preços. A melhor foi de um consórcio encabeçado pela francesa Egis, sócia minoritária do aeroporto de Viracopos, em São Paulo, mas com experiência na construção de trens de alta velocidade na França. Sua proposta era de R$ 74 milhões. O consórcio da Geodata e da Italferr ficou em terceiro lugar, com preço de R$ 77,3 milhões.
Na segunda etapa, encerrada ontem com apenas um consórcio classificado, foi avaliada a habilitação técnica das empresas. Houve falta de atestados e certificados que impediam a comprovação da qualidade dos concorrentes. Por isso, eles acabaram desclassificados.
Hoje, a Geodata e a Italferr entregaram a proposta técnica, que constitui a terceira e última fase do processo de licitação. Será aberto um prazo para a apresentação de recursos administrativos. Caso nenhum dos concorrentes desclassificados volte à disputa, o consórcio formado por brasileiros e italianos será declarado vencedor. De acordo com a Empresa de Planejamento e Logística, não há prazo para a conclusão do processo.
Fonte - Revista Ferroviária  19/07/2013

domingo, 12 de maio de 2013

Construir ferrovias é mais importante que rodovias para o país, defende presidente da EPL

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A construção de ferrovias é mais importante para o país do que a duplicação ou ampliação da malha rodoviária. A avaliação é do presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo. Para ele, o país está invertendo a sua logística, pois faz o transporte de longa distância por meio das rodovias e utiliza as ferrovias apenas para curtas distâncias.

“E qualquer análise que se faça diz exatamente o contrário: a ferrovia é mais competitiva na longa distância e a rodovia é mais competitiva na curta distância. Nós temos um custo logístico muito alto em função dessa inversão, estamos transportando da forma errada, e a rodovia é estruturalmente mais cara do que as outras modalidades na longa distância”, avalia.
Segundo Figueiredo, um único trem é capaz de substituir até 300 caminhões no transporte de cargas. Para ele, é preciso providenciar urgentemente a substituição do transporte rodoviário pelo ferroviário, porque isso vai impactar positivamente nos portos, no descongestionamento das rodovias, na travessia dos centros urbanos e na redução do custo logístico. “Temos que construir urgentemente uma malha interior que permita tirar a pressão que tem no [sistema] rodoviário hoje e transferir a carga com menores custos para o ferroviário”.
O Programa de Investimentos em Logística, lançado em agosto do ano passado pelo governo federal, prevê a duplicação de 7,5 mil quilômetros de rodovias e a construção de 10 mil quilômetros de ferrovias, com concessão à iniciativa privada.
Fonte - Agência Brasil  11/05/2013

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Trem bala deve operar até 2020, diz governo

Por PANROTAS
O trem de alta velocidade entre Rio de Janeiro e Campinas deve entrar em operação até 2020.
Foto ilustração - R7.com
A afirmação é do diretor-presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, na audiência pública da Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados.
A EPL foi criada no ano passado a tempo da reapresentação do projeto do trem de alta velocidade, após uma frustrada tentativa de leilão em 2011.
Bernardo Figueiredo explica que atualmente o projeto está na fase de licitação de serviços.
Cerca de 70% do custo da obra virá de investimento público. Da parcela de 30% restantes, a EPL, que é estatal, vai entrar com 45%, e o grupo que vencer a licitação completa os 55% restantes.
Atualmente o cronograma da licitação do TAV está na fase de esclarecimentos ao edital, publicado em dezembro do ano passado.
A entrega das propostas está marcada para 13 de agosto, e o leilão ocorre seis dias depois.
A homologação do concessionário vencedor está prevista para 19 de setembro e a assinatura do contrato em 27 de fevereiro do ano que vem.
Fonte - ANP Trilhos 11/04/2013

domingo, 17 de março de 2013

Novas concessões de ferrovias vão gerar mercado de 3 mil locomotivas 50 mil vagões no Brasil‏



O presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, disse nesta sexta-feira que o pacote de concessões de ferrovias vai gerar uma demanda por 50 mil vagões e 3 mil novas locomotivas.
A informação foi dada durante palestra no evento “Brazilian Infrastructure Forum 2013”, que acontece hoje em Londres, com apoio do Valor.
O pacote de ferrovias prevê a construção de dez mil km de novas malhas. Figueiredo ressaltou que as empresas terão “100% do risco garantido pelo governo”, com a garantia de que a estatal Valec comprará toda a capacidade de transporte de carga das linhas que serão construídas.
Ontem, o governo fez o anúncio do primeiro trecho de ferrovia que será concedido, o qual funcionará como um “piloto” para os demais. “O governo quer debater com o mercado novo modelo de concessão de ferrovias”, disse Bernardo, destacando que as concessões de ferrovias terão seus estudos concluídos até maio.
Ainda segundo Figueiredo, o Brasil precisa renovar praticamente 100% de sua malha ferroviária.Fonte http://agenciat1.com.br/concessoes-de-ferrovias-vao-gerar-mercado-d...

Fonte - CFW Sul de Minas 17/03/2013

sábado, 19 de janeiro de 2013

Governo estuda mais 3 trens-bala

Foto ilustração - Pregopontocom
O primeiro trem-bala verde-amarelo nem saiu do papel e o governo já prepara a contratação de estudos de viabilidade para três outras ligações ferroviárias de alta velocidade: São Paulo-Curitiba, São Paulo-Belo Horizonte e São Paulo-Triângulo Mineiro.
A intenção do presidente da Empresa de Planejamento e Logística, Bernardo Figueiredo, é conduzir simultaneamente os estudos de viabilidade técnica e econômica dos novos trechos. "Queremos começar tudo isso no segundo semestre. É um trabalho para cerca de 12 meses". Ele explica que os estudos "vão indicar se vale a pena ou não fazer esses trechos". No caso do trem de alta velocidade (TAV) que será licitado neste ano, esses trabalhos foram feitos por um consórcio liderado pela consultoria inglesa Halcrow. Agora, Figueiredo acredita que a estatal possui conhecimento suficiente para coordenar os estudos, com a ajuda de empresas contratadas.
Estudos vão indicar viabilidade de trens-bala a Minas Gerais e Paraná - O primeiro trem-bala verde-amarelo nem saiu do papel, mas o governo já prepara a contratação dos estudos de viabilidade para três outras ligações ferroviárias de alta velocidade: São Paulo-Curitiba, São Paulo-Belo Horizonte e São Paulo-Triângulo Mineiro. A entrega das propostas para o projeto Rio-São Paulo-Campinas, que definirá o fornecedor da tecnologia e responsável pela operação da linha, está marcada para o dia 13 de agosto.
Uma vez conhecido o resultado do leilão, em setembro, a Empresa de Planejamento e Logística (EPL) pretende iniciar o projeto executivo de engenharia da obra. Esse trabalho detalhará o traçado do primeiro trem-bala e apontará suas necessidades exatas de investimento. A intenção do presidente da EPL, Bernardo Figueiredo, é conduzir simultaneamente os estudos de viabilidade técnica e econômica dos novos trechos. "Queremos começar tudo isso no segundo semestre. É um trabalho para cerca de 12 meses", afirma Figueiredo.
Ele explica que os estudos para as três novas linhas "vão indicar se vale a pena ou não fazer esses trechos", com base em uma estimativa de demanda atual e futura de passageiros, projeções de investimentos necessários e principais dificuldades do ponto de vista ambiental. No caso do trem de alta velocidade (TAV) que será licitado neste ano, todos esses trabalhos foram feitos por um consórcio liderado pela consultoria inglesa Halcrow. Agora, Figueiredo acredita que a estatal tem o conhecimento suficiente para coordenar os estudos, com a ajuda de empresas que serão contratadas para levantar dados e realizar pesquisas de campo.
A quem acusa o governo de megalomania, ao falar de novas linhas de trem-bala sem ter viabilizado sequer a primeira, Figueiredo diz que a própria razão de existir da EPL é criar um "estoque de projetos" de infraestrutura para o pós-2014, extrapolando o mandato da presidente Dilma Rousseff, olhando o longo prazo.
"Precisamos quebrar a cultura de que é um evento investir em infraestrutura. Não é um evento, é um processo, que requer ação contínua", afirma o presidente da estatal de transportes. Ele ressalta que o governo não pode esperar a saturação de estruturas atuais, como a rodovia Nova Dutra (Rio-São Paulo) e de grandes aeroportos, para planejar novas obras capazes de superar esses gargalos. Se não, o que ocorre são projetos apressados e mal feitos, mesmo quando existem recursos disponíveis, diz o auxiliar de Dilma.
Figueiredo, apesar de defender abertamente o transporte ferroviário de alta velocidade, pondera que levar adiante os estudos de novos trens-bala não significa uma decisão já tomada de construí-los. Tudo depende de uma avaliação dos custos e da demanda potencial. No caso do trecho São Paulo-Curitiba, ele presume que as restrições ambientais podem se mostrar excessivamente complicadas e já atrasaram uma obra menos complexa: a duplicação da Régis Bittencourt, estrada que liga as duas cidades, no trecho da Serra do Cafezal (PR). "Imagine para construir um trem-bala", compara.
Além de analisar esses aspectos, os estudos da EPL também vão apontar alternativas de traçados básicos. Será avaliado um traçado, para a linha de Belo Horizonte, com chegada à região de Volta Redonda - um caminho mais curto do que entre Belo Horizonte e São Paulo. A Secretaria de Transportes do Estado do Rio de Janeiro já encaminhou uma proposta à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em caráter muito preliminar, com essa ligação entre a capital mineira e o sudoeste fluminense.
Se um dia o país criar uma rede de trens de alta velocidade, estará garantido aos demais operadores usar a ferrovia Rio-São Paulo-Campinas, primeiro trecho a ser construído. A minuta do contrato de concessão assegura o compartilhamento da infraestrutura a futuros operadores de outras linhas, incluindo o acesso a seus trilhos e estações. O Tribunal de Contas da União (TCU), já antevendo essa possibilidade, levantou esse assunto em questionamentos à ANTT. "Embora o direito de passagem seja garantido, uma tecnologia com baixa compatibilidade com a selecionada para o TAV Rio-SP pode ter o seu desempenho operacional afetado", respondeu a agência, demonstrando que pode haver problemas em operar os trens de uma linha em outra ferrovia, caso sejam de tecnologias distintas.
De qualquer forma, trata-se de uma hipótese apenas para o longo prazo. Figueiredo diz que não há possibilidade de recuo no projeto do primeiro trem-bala e descarta o adiamento da licitação para a escolha do operador.
Em meados de 2014, quando o projeto executivo de engenharia estiver concluído ou adiantado, o governo fará uma segunda licitação. Ela terá, como objetivo, as obras de infraestrutura. A ideia de Figueiredo é dividir os trabalhos em lotes - algo como dez ou mais - a fim de acelerar os trabalhos das empreiteiras e permitir o início da operação antes de 2020.

Fonte - Valor Econômico  16/01/2013

sábado, 12 de janeiro de 2013

Estudo de viabilidade do TAV de BH começa neste ano

Hoje em Dia
O estudo de viabilidade para implantação do ramal do Trem de Alta Velocidade (TAV Brasil) - também chamado de “trem bala” - em Belo Horizonte será realizado ainda em 2013. O levantamento mostrará se o trem fará a ligação de Belo Horizonte a Campinas (SP) ou da capital mineira a Volta Redonda (RJ). Em Curitiba, será realizado estudo similar.
Foto - Ilustração
As informações são do presidente da Empresa de Planejamento e Logística S.A. (EPL), Bernardo Figueiredo, que participou de reunião com o Conselho Consultivo da EPL ontem, na sede da Sociedade Mineira de Engenheiros (SME), em Belo Horizonte.
O investimento padrão internacional para esse tipo de empreendimento gira em torno de R$ 50 milhões por quilômetro instalado. Sem considerar Belo Horizonte, o TAV Brasil irá percorrer 510 quilômetros ligando o Rio de Janeiro a Campinas. A expectativa é a de que o projeto demande cerca de R$ 30 bilhões.
O montante é bastante superior ao estimado para as três linhas do Metrô de Belo Horizonte, que totalizam 16,7 quilômetros, com custo de R$ 3,05 bilhões, que estão empacadas há anos.
O traçado de referência (trajeto esperado) do TAV Brasil já está confirmado entre o Rio de Janeiro e São Paulo. No Rio de Janeiro, a expectativa é a de que o trem tenha estações em Barão de Mauá, no Galeão, e em Barra Mansa/Volta Redonda. Em São Paulo, haverá paradas em Aparecida, São José dos Campos, Guarulhos, Campo de Marte, Viracopos e Campinas. A estimativa é a de que este trecho do projeto fique pronto até 2020.

Composição
O TAV Brasil será um meio de transporte capaz de competir com avião em conforto, velocidade e preço, afirma o presidente da EPL. Além disso, atenderá a cidades onde não há aeroportos. Segundo tabela divulgada pela Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) e contida no edital, os preços a serem cobrados são inferiores à média paga pelo consumidor para viajar de avião.
Os valores serão diferenciados de acordo com o horário da viagem (horário de pico ou não) e com o conforto escolhido pelo consumidor (poltrona executiva ou econômica). Do Rio de Janeiro para São Paulo em horário de pico, por exemplo, a passagem no trem-bala custará R$ 200 no assento econômico e R$ 325 no executivo. De avião, a viagem sai por cerca de R$ 400 nas horas mais movimentadas e R$ 180 nas de menor demanda.
Fonte - Revista Ferroviária  10/01/2013

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

V BRASIL NOS TRILHOS 2012

Será em Brasilia nos próximos dias 4 e 5 de Setembro



21/08/2012 - ANTF

Faltam 13 dias para o V Brasil nos Trilhos 2012 - maior evento ferroviário do País, que será realizado nos dias 4 e 5 de setembro de 2012, em Brasília. As inscrições para as palestras estão abertas e são gratuitas. Faça já sua inscrição e garanta sua vaga!!
Dia 4 de Setembro
Manhã - Oficinas de Trabalho
As oficinas de trabalho do V Brasil nos Trilhos têm como objetivo trocar informações e experiências sobre a complexidade da dinâmica de todas as áreas que envolvem o setor ferroviário para, ao final, apresentar um plano de ação com pontos definidos nas seguintes frentes: gente, tributário – contábil, patrimônio, suprimentos, meio ambiente e operacional.
9h00 - 12h00
Oficina Gente: Capital Humano
A Nova Geração Ferroviária: Principais Desafios, Necessidades, Treinamento e Capacitação em Novas Tecnologias
• As necessidades do setor e o perfil do profissional ferroviário
• Capacitação e geração de empregos: buscar soluções para suprimento da mão de obra
Moderadores:
Juliana Morgado, Assessora Técnica, ANTF
Tarcísio Horn Jacó, Gerente de RH, TLSA
Oficina Tributário-Contábil
Os Impactos Financeiros na Estrutura Fiscal do Setor Ferroviário
• Tributos e burocracia
• Soluções visando a diminuição de tempo e custos na operação e produtividade das ferrovias
Moderadores:
Juliano Dian, Assessor Técnico, ANTF
Silvana Santos, Gerente Geral de Controladoria, MRS
Oficina Patrimônio
A Gestão do Espólio da Rede Ferroviária Nacional
Moderadores:
Ellen Martins, Assessora Técnica, ANTF
Sergio Carrato, Gerente Geral de Regulação e RI, MRS
Oficina Suprimentos-Meio Ambiente-Operações
Novas Tecnologias e Oportunidades para Aumentar a Produtividade, Reduzir Custos e Melhorar Processos
• O uso da tecnologia para maximizar as operações e produtividade
• Inovações Tecnológicas em prol do Meio Ambiente e produtividade operacional
Moderadores:
Cláudio Zillig Godtsfriedt, Ger. de Licenc. Ambiental da Logística, Vale
Abel Passagnolo, Engenheiro de Transportes, Ferrovia Tereza Cristina
Tarde
14h00 - 15h00 - Abertura Solene do V Brasil nos Trilhos
Palestrantes convidados
A Importância do Processo de Integração da Malha Ferroviária para o Aumento da Eficiência da Produção Nacional
Michel Temer - Vice-Presidente - Presidência da República (A confirmar)
O papel do Congresso Nacional para com o Setor de Transportes
José Sarney - Presidente do Senado Federal
Os 15 Anos das Concessões Ferroviárias no Brasil: O Passaporte para a Competitividade e Desenvolvimento de um País Continental
Paulo Sérgio Passos - Ministro - Ministério dos Transportes
A Importância da Formação de Mão de Obra Qualificada para o Setor Ferroviário Brasileiro: Ações, Programas e Desafios a Serem Enfrentados.
Aloizio Mercadante - Ministro - Ministério da Educação
A Gestão Ambiental no Setor Ferroviário Brasileiro:
Sustentabilidade, Licenciamento Ambiental e Requisitos
Izabella Teixeira - Ministra - Ministério do Meio Ambiente - (Representada pelo Secretário-Executivo, Francisco Gaetani)
A Relevância do Transporte Ferroviário de Passageiros para Dirimir os Desafios de Mobilidade Urbana nos Grandes Centros Urbanos: O Papel Estratégico do Ministério das Cidades
Aguinaldo Ribeiro Ministro - Mistério das Cidades
(Representado pelo Secretário-Executivo, Alexandre Cordeiro Macedo)
A Visão da Confederação Nacional dos Transportes sobre o Modal Ferroviário no Brasil: Programas, Incentivos e Análises
Clésio Andrade - Presidente - Confederação Nacional dos Transportes
15h00 Overview e Perspectivas do Setor Ferroviário Brasileiro sob a Ótica da Iniciativa Privada: O que esperar entre 2012 e 2014
Eduardo Parente, Presidente, MRS Logística e do Conselho da ANTF
15h30 Análise da Ferrovia de Carga no Mundo: Melhores Práticas, Modelos Regulátorios e Lições Aprendidas e A Expansão da Malha Ferroviária no Brasil
José Eduardo S. Castello Branco, Diretor-Presidente, VALEC
Carlos Campos Neto, Coordenador de Infraestrutura Econômica, IPEA
Douglas Finardi Ferreira, Coordenador-Geral de Mercado Doméstico, na Secretaria de Comércio e Serviços, MDIC
Painel Econômico com Palestras
17h00 A Importância das Ferrovias para o Desenvolvimento Econômico Brasileiro: Escoamento,Transporte Competitivo, Políticas Públicas e Investimentos
Marcelo Perrupato, Sec. de Política Nacional de Transportes, Ministério dos Transportes
Tufi Daher, Presidente, Transnordestina Logística
General Jorge Fraxe, Diretor Geral, DNIT
Moderador: Guilherme Barros- Jornalista Econômico IstoÉ Dinheiro
Painelistas:
Benony Schmitz Filho, Presidente, Ferrovia Tereza Cristina
Paulo Resende, Professor, Fundação Dom Cabral
José Eduardo S. Castello Branco, Diretor-Presidente, VALEC
Eduardo Parente, Presidente, MRS Logística e do Conselho da ANTF
Pedro Almeida, Diretor de Relações Institucionais, ALL
18h30 A Visão da Política de Transportes: Como Superar Gargalos e Avançar no Fortalecimento da Logística Nacional
Aécio Neves, Senador da República, Senado Federal (A confirmar)
Bernardo Figueiredo, Presidente, EPL (A confirmar)
19h30 Coquetel
20h00 Jantar V Brasil nos Trilhos com Homenagens e Entrega dos Prêmios de Jornalismo e Fotografia ANTF (para convidados)
Dia 5 de Setembro
08h30 Painel Estratégico: Transporte de Passageiros
O Futuro do Transporte Metroferroviário nas Grandes Capitais Brasileiras: Perspectivas e Investimentos
Visão METRÔ
Joubert Flores, Presidente, ANPTrilhos
Visão Trens Regionais
Jurandir Fernandes, Sec. Estadual dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo
Júlio Lopes, Secretário de Transportes do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Transportes do Estado do Rio de Janeiro
Martha Martorelli, Analista de Infraestrutura, Ministério das Cidades (A confirmar)
Paulo Cesena, Diretor-Executivo, Odebrecht Transport
Visão Trem de Alta Velocidade
Hélio Mauro França, Superintendente Executivo, ANTT
 10h30 Painel Estratégico e Palestras: Futuro das Ferrovias
O Modelo para a Malha Ferroviária Nacional: Investimentos, Oportunidades e Troca de Experiências
Marcos Costa, Diretor de Serviços e Tecnologia, ALL
Maurício Muniz, Secretário do Programa de Aceleração do Crescimento, Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão
Moderador: George Vidor – Comentarista econômico da Globonews
Paulo Fleury, Presidente, ILOS
Luiz Antonio Fayet, Consultor, CNA
Bruno Batista, Diretor Executivo, CNT
José Henrique Alves, Diretor-Geral, MANSERV Logística
Ivo Borges, Diretor Geral em Exercício, ANTT
12h30 Almoço *
 14h00 A Relevante Atuação do BNDES, Ibama e a Indústria para a Evolução do Setor Ferroviário no Brasil:
Histórico de Investimentos, e Aportes Futuros e Licenciamento Ambiental
Roberto Zurli Machado, Diretor de Infraestrutura, BNDES
Gisela Damm Forattini, Diretora de Licenciamento Ambiental (Dilic), IBAMA
Vicente Abate, Presidente, ABIFER
15h00 A Evolução do Setor Ferroviário Brasileiro nos Últimos 15 Anos: Conquistas, Avanços e Desafios a Serem Enfrentados
Rodrigo Vilaça, Presidente-Executivo, ANTF
15h30 Painel Intermodalide e Palestras Especiais
O Papel Estratégico das Ferrovias para a Implementação da Intermodalidade no Brasil
José Alberto Ribeiro, ANEOR
Guilherme Quintella, Presidente, Contrail
Moderador: Pedro Moreira, Presidente, ABRALOG
Luís Henrique Baldez, Presidente, ANUT
Fernando Simões, Diretor Presidente, Grupo JSL (A confirmar)
José Luís Demeterco Neto, Diretor-Presidente, Brado Logística
Júlio Fontana Neto, Presidente, Rumo Logística
17h30 Encerramento do V Brasil nos Trilhos
A União das Forças do Governo e Iniciativa Privada para Fomentar a Atuação das Ferrovias no Modelo de Transportes no Brasil: Planos e Perspectivas
Dilma Rousseff, Presidenta, Presidência da República (A confirmar)
Miriam Belchior, Ministra, Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão
Gleisi Hoffmann, Ministra-Chefe, Casa Civil (A confirmar)
* Almoço por adesão no valor de R$ 54,00
Fonte - Revista Ferroviária  21/08/2012