UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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segunda-feira, 8 de julho de 2024

União estuda ferrovias para transporte de passageiros e FCA é opção em Minas Gerais

Transportes sobre trilhos - 🚄🚃🚃🚃🚃

A possibilidade surge no âmbito da intenção do governo federal de realizar a concessão de ferrovias ao redor do País destinadas a esse tipo de transporte. A pasta contratou estudos, por meio da Infra-SA, para avaliar a viabilidade econômica e técnica de seis rotas pelo Brasil para o transporte de passageiros sobre trilhos.

ABIFER
foto - ilustração/arquivo
A utilização de trechos da malha da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), em Minas Gerais, para o transporte de passageiros, está sendo discutida entre o Ministério dos Transportes e a companhia logística VLI, concessionária da FCA . A possibilidade surge no âmbito da intenção do governo federal de realizar a concessão de ferrovias ao redor do País destinadas a esse tipo de transporte. A pasta contratou estudos, por meio da Infra-SA, para avaliar a viabilidade econômica e técnica de seis rotas pelo Brasil para o transporte de passageiros sobre trilhos. “Temos até o final do ano para concluir esses estudos e, provavelmente, no início do próximo ano, iniciar um processo licitatório em parceria com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)”, disse o secretário executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, durante cerimônia para entrega de locomotivas da Wabtec adquiridas pela VLI, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Minas Gerais, inicialmente, não está inclusa nas seis rotas previstas, mas o ministério avalia, junto à VLI, utilizar trechos da malha da FCA para o transporte de passageiros.

Uso das ferrovias para transporte de passageiros
As conversas ocorrem durante o processo de renovação da concessão da ferrovia. Como são trechos que já existem, mas estão sem uso, não há necessidade de contratação de estudo específico para viabilizar a construção. “Algumas malhas [da FCA no Estado] que não estão em uso, a gente vai tentar potencializar este uso através de uma shortline [linhas de menor distância que conectam pontos próximos mais importantes dentro da linha férrea], ou através de passageiros. Estamos conversando com a empresa, e a audiência pública [para renovar a concessão da FCA] também vai trazer essas demandas da sociedade”, disse Santoro. Ele também ressaltou que o programa de concessões de ferrovias para transporte de passageiros contará com recursos do governo federal para complementar os investimentos do setor privado. “Passageiros ferroviários no mundo inteiro não fecham a conta sem recursos públicos. É uma discussão que estamos tendo com o Ministério da Fazenda: como vamos fazer isso”, afirmou.

Marília Campos cobra transporte de passageiros
Durante a cerimônia de entrega das locomotivas adquiridas pelas VLI em Contagem, a prefeita da cidade, Marília Campos (PT), cobrou a compatibilização do transporte de carga com o de passageiros nas discussões da renovação da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica. “Nós temos uma outra demanda que é produzir locomotivas para melhorar a mobilidade urbana em Minas. Porque um Estado tão grande como este não utilizar os trilhos para transportar passageiros seria um grande erro”, declarou. Ela considera que o processo de renovação da concessão da FCA é o momento ideal para a exigência. A petista sugeriu, ainda, a utilização do FerroAnel da RMBH também para o transporte de passageiros, e citou como exemplo a ser seguido o estado de São Paulo, que vai expandir a malha ferroviária destinada a este tipo de transporte, com financiamento do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O secretário de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra), Pedro Bruno Barros, fez coro à prefeita de Contagem e afirmou que a compatibilização da malha da FCA para transporte de cargas e passageiros, também é uma reinvindicação do governo estadual. “Corroboro com o pleito da prefeita Marília. Nós já temos feito esse diálogo, é um trabalho muito em conjunto. A agenda de infraestrutura é a agenda de Estado, então temos que somar esforços do governo federal, do Estado, do município. E temos feito isso na pauta ferroviária”, conclui Barros.

Foco no turismo
O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), Fernando Passalio, apontou que o turismo de Minas será o “grande foco”, caso a compatibilização entre transporte de cargas e passageiros da FCA aconteça. Ele aguarda recursos da União para isso. “A gente espera para ver, numa situação desse déficit fiscal primário que o governo federal tem, como ele vai conseguir modelar de forma que esse projeto pare de pé”, disse. “Estamos ansiosos, porque é importante, tanto na questão econômica, dentro do turismo, e outras questões que envolvem o desenvolvimento econômico”, completou.
(Diário do Comercio O5/07/2024)
Fonte ABIFER 08/07/2024


quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Fiscais resgatam 942 pessoas em situação análoga à escravidão em 2020

Direitos humanos  ✋

O balanço foi divulgado nesta quarta-feira (27). O estado de Minas Gerais foi o que mais teve ações de fiscalização e também onde houve o maior número de trabalhadores encontrados em situações semelhantes à de escravo.

Claudia Felczak de Paula
Repórter da Agência Brasil
Marcelo Casal Jr./Agência Brasil
As 266 fiscalizações promovidas pela Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério do Trabalho, em 2020, resultaram em 942 resgates de trabalhadores da chamada escravidão moderna. O balanço foi divulgado nesta quarta-feira (27). O estado de Minas Gerais foi o que mais teve ações de fiscalização e também onde houve o maior número de trabalhadores encontrados em situações semelhantes à de escravo. “Entendo que nossa atuação contribui efetivamente para a redução dessa que é a pior forma de trabalho no país”, disse o subsecretário de Inspeção do Trabalho, Romulo Machado e Silva. Como resultado dessas fiscalizações, 1.267 contratos de trabalho foram formalizados após a notificação dos auditores-fiscais do Trabalho. Os trabalhadores resgatados receberam mais de R$ 3 milhões em verbas salariais e rescisórias. Dos trabalhadores resgatados, 78% estavam no meio rural. A maioria em atividades como o cultivo de café e produção de carvão vegetal. Dos trabalhadores urbanos resgatados, a maioria trabalhava no comércio varejista e na montagem industrial. A maioria dos resgatados, 41%, eram imigrantes, com predominância de paraguaios. Dados do seguro-desemprego do trabalhador resgatado mostram que 89% eram homens; 64% tinham entre 18 ano e 39 anos de idade; 70% residiam nas regiões Sudeste ou Nordeste; 44% tinham nascido na Região Nordeste e 77% se autodeclararam negros ou pardos. Quanto ao grau de instrução, 21% declararam possuir ensino médio completo, 20% haviam cursado do 6º ao 9º ano e 20% até o 5º ano. Do total, 8% dos trabalhadores resgatados em 2020 eram analfabetos.
Fonte - Agência Brasil 27/01/2021

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

BRT de BH - mais uma ilusão concretizada.......

BRT de BH

Reportagem comprova que o BRT MOVE não melhorou o transporte dos passageiros. Será que a população foi enganada mais uma vez?



          
           Interior do ônibus - BRT (YouTube)
estação  - BRT (YouTube)




domingo, 6 de julho de 2014

Justiça de Minas embarga início da retirada de escombros de viaduto

Belo Horizonte

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) embargou, por tempo indeterminado, o início da retirada dos escombros do viaduto que, na última quinta-feira (3), desabou sobre uma importante avenida de Belo Horizonte.

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil 

A Defesa Civil municipal informou que ainda não foi oficialmente notificada da decisão liminar da Justiça Estadual, mas que recebeu, na madrugada de hoje (6), do delegado responsável pelo inquérito que apura as causas e responsabilidades pelo acidente, ofício sobre a determinação judicial para que o local não seja alterado. O desabamento matou duas pessoas e feriu ao menos 22. A Agência Brasil não conseguiu contato com nenhum representante do tribunal.
Ontem (5) à noite, a Construtora Cowan, responsável pelas obras necessárias à instalação do chamado sistema BRT (do inglês Transporte Rápido por Ônibus) de Belo Horizonte, chegou a anunciar que havia sido autorizada pelos órgãos competentes a iniciar os trabalhos para desobstruir a Avenida Pedro I, o que seria feito entre as 8h e as 22h. A assessoria da Defesa Civil, contudo, negou que o local já tivesse sido liberado. Todo o maquinário necessário para perfurar, partir e remover os blocos de concreto já está disponível.
Previsto para ser entregue em junho, o Viaduto Guararapes estava em fase de acabamento e deveria ser concluído no fim deste mês. No início de fevereiro, outro viaduto do mesmo complexo de obras para a instalação do sistema de transporte rápido por ônibus, o Montesi, teve que ser interditado devido a um problema estrutural – parte do viaduto em construção se deslocou lateralmente, cerca de 30 centímetros em relação à estrutura. Após o acidente, a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura anunciou que todos os viadutos que fazem parte do complexo arquitetônico passarão por novas inspeções.
O BRT é uma das obras previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Urbana. O empreendimento custou R$ 713 milhões, dos quais R$ 311 milhões são recursos federais disponibilizados por meio do PAC. O projeto de engenharia custou R$ 5,1 milhões, pagos pela prefeitura.
Em notas divulgadas após o acidente, a Cowan garantiu que todos os procedimentos e material utilizado passaram pelos testes obrigatórios sem apresentar qualquer problema, atendendo a todas as normas vigentes. A construtora também descartou qualquer relação entre a queda do Viaduto Guararapes e a interdição do Montesi. E informou que colocou uma equipe de psicólogos, médicos e assistentes sociais à disposição das vítimas que sobreviveram ao acidente e aos parentes dos mortos e feridos, além de ter contratado peritos para avaliar as causas do acidente. Os resultados devem ser apresentados em até 30 dias.
A Defesa Civil reuniu-se com moradores do entorno do viaduto, estabeleceu uma comissão para o acompanhamento dos trabalhos e irá monitorar diariamente a segurança das edificações da vizinhança.
Fonte - Agência Brasil  06/07/2014

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Viaduto desaba em BH mata pelo menos duas pessoas e fere 20....

Belo Horizonte

Um micro-ônibus, um carro e dois caminhões foram atingidos na avenida Pedro I - De acordo com informações da Secretaria de Estado da Saúde, além dos dois mortos, outras 20 vítimas ficaram feridas na queda da estrutura.

Do R7
Dois caminhões da empreiteira foram esmagados;
eles estariam vaziosPolícia Militar/Divulgação





Um viaduto em obras na avenida Pedro I desabou
Um micro-ônibus foi atingido pela estrutura
 Iran Barbosa/Divulgação
nesta quinta-feira (3) na região da Pampulha, em Belo Horizonte. Pelo menos duas pessoas morreram - uma delas é a motorista do micro-ônibus, Hanna Cristina dos Santos, de 26 anos. De acordo com informações da Secretaria de Estado da Saúde, além dos dois mortos, outras 20 vítimas ficaram feridas na queda da estrutura. No entanto, o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Edgard Estevo da Silva, confirma apenas um óbito.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a estrutura atingiu dois caminhões, um micro-ônibus e um carro no bairro São João Batista.Os militares esperam ajuda do Exército para cortar o viaduto em blocos para ajudar no resgaste de possíveis vítimas.
Os feridos foram levados para os hospitais Odilon Behrens e Risoleta Neves. Os caminhões, de propriedade da empreiteira que realiza a obra, estavam vazios.
O vereador Iran Barbosa passava pela avenida quando ouviu o estouro e viu a estrutura desabar.
— Eu ia entrar na rua à direita quando ouvi o estalo. Peguei o viaduto caindo. A estrutura desabou sobre um micro-ônibus, um caminhão e um carro, que ficaram com as frentes completamente destruídas. É difícil que os três motoristas tenham sobrevivido, consigo ver os veículos esmagados.
Ele fotografou as primeiras imagens da tragédia e postou no Twitter. Em dez minutos, duas ambulâncias do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e oito viaturas do Corpo de Bombeiros iniciaram os trabalhos de resgate.
A Polícia Militar informou que dez viaturas estão no local. O helicóptero do Corpo de Bombeiros, seis viaturas e ambulâncias também auxiliam no socorro. A Sudecap (Superintendência de Desenvolvimento da Capital) também foi acionada.
Aparentemente, um conjunto habitacional vizinho ao viaduto não foi atingido.

Onde fica
A avenida Pedro I é um dos acessos das regiões norte e Venda Nova, em Belo Horizonte, até o Mineirão. A distância entre o estádio e o viaduto é de 5 km. A via está sendo ampliada para receber o BRT Move, que deveria ter ficado pronto para a Copa do Mundo. As estruturas, no entanto, só ficarão prontas no segundo semestre deste ano.

Viaduto corria risco de cair
Em fevereiro deste ano, a Pedro I ficou quase uma semana interditada por conta do risco de queda de outro viaduto em construção no complexo viário que recebe o BRT Move. A estrutura, sobre a rua Montese, no bairro Santa Branca, cedeu 30 cm por conta de dilatação das pistas. No acidente ninguém se feriu. Após análise da Sudecap (Superitendência de Desenvolvimento da Capital), o braço do viaduto foi reconstruído. O acidente aconteceu uma semana antes da estreia do BRT Move na capital mineira.
Fonte - R7.com   03/07/2014

Veja mais: 

Prefeitura de BH nega risco de queda de viaduto interditado na Pampulha

Trânsito fica interditado na Pedro I até a próxima semana para medidas emergenciais


Do R7 - 07/02/2014
Técnicos notaram deslocamento de 30 cm na cabeceira
da estrutura em construção - Record Minas
Interditado até a próxima semana por conta de um deslocamento irregular na lateral da estrutura, o viaduto em construção sobre a avenida Pedro I com rua Montese, na Pampulha, não corre risco de desabar. A afirmação é da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio de nota emitida nesta sexta-feira (7) em que cita análise da Sudecap (Superintendência de Desenvolvimento da Capital).

R7.com 07/02/2014

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Mais de 2 mil pessoas foram retiradas do trabalho análogo a escravidão em 2013

Direitos Humanos

Do total de resgatados, 1.068 estavam trabalhando na zona urbana. Pela primeira vez os regates na zona urbana superaram os da zona rural. Minas Gerais seguido de São Paulo foram os estados com maior número de trabalhadores resgatados, respectivamente 446 e 419. Segundo o MTE, a construção civil, a agricultura e a pecuária foram as áreas com maior incidência de resgates.

Aline Leal 
Repórter da Agência Brasil
Em 2013, 2.063 trabalhadores foram resgatados
 de uma situação análoga a de escravo
 Portal/MTeMinistério Público do Trabalho
 Divulgação
Balanço divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostra que em 2013, 2.063 trabalhadores foram resgatados de uma situação análoga a escravidão. Foram feitas 179 operações em todo o país. Do total de resgatados, 1.068 estavam trabalhando na zona urbana. Pela primeira vez os regates na zona urbana superaram os da zona rural.
Minas Gerais seguido de São Paulo foram os estados com maior número de trabalhadores resgatados, respectivamente 446 e 419. Segundo o MTE, a construção civil, a agricultura e a pecuária foram as áreas com maior incidência de resgates.
Na zona urbana mineira, todos os trabalhadores resgatados atuavam na construção civil. Já na paulista, parte atuava na construção civil e na indústria têxtil.
Quase 28 mil trabalhadores, formalizados ou não, foram alcançados pelas fiscalizações de 2013. As autuações do MTE resultaram em mais de R$ 8 milhões pagos a título de verbas rescisórias e foram lavrados 4.327 autos de infração por causa das irregularidades encontradas.
Fonte - Agência Brasil  14/05/2014

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Dez anos depois, acusados da Chacina de Unaí seguem em liberdade




Três fiscais e um motorista do Ministério do Trabalho foram mortos enquanto investigavam denúncias de trabalho escravo na região de Unaí, em Minas Gerais. Depois dos assassinatos, o dia 28 de janeiro foi escolhido como o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo.




sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Preços sobem mais em Minas e em São Paulo

Economia

Marli Moreira
IPC-SRepórter da Agência Brasil

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) subiu em seis das sete capitais onde é feita a pesquisa pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). O levantamento, referente às oscilações entre 15 e 22 deste mês, mostra elevação média de 0,93% ante 0,85%.
As capitais mineira e paulista lideraram as altas e a única localidade onde ocorreu leve decréscimo foi o Rio de Janeiro, com variação de 1,01% ante 1,03%. Nessa localidade, três dos oito grupos pesquisados apresentaram decréscimos, com destaque para vestuário e transportes. A exemplo das demais capitais, os gastos com educação foram os mais expressivos, com o curso de ensino fundamental, que já vinha em alta de 6,25%, subindo 7,87%.
Em Belo Horizonte, o IPC-S médio aumentou 0,18 ponto percentual, passando de 0,72% para 0,9% e entre os itens com maior correção está o curso de ensino fundamental (de 5,1% para 9%).Já em São Paulo, a taxa alcançou 1,02% ante 0,88%. Entre as despesas que mais influenciaram está o curso de ensino superior (de 4,76% para 6,81%).
No Distrito Federal, houve acréscimo de 0,10 ponto percentual, com o índice atingindo 0,46%. O curso de ensino superior teve alta de 5,39% ante 3,13%. Na capital gaúcha, os preços subiram, em média, 0,75% ficando 0,08 ponto percentual acima da variação passada. Em Porto Alegre, o percentual de correção dos cigarros, em 6,6% ante 3,7%, superou o apurado em relação ao curso de ensino superior, cuja variação atingiu 5,8% ante 3,4%.
No Recife, foi constatado um avanço de 0,03 ponto percentual, com alta de 1,06% ante 1,03%, motivada, principalmente, pelo curso de ensino superior (de 4,2% para 6,09%). Em Salvador, o IPC-S foi o maior entre as capitais pesquisadas, mas com variação quase estável, passando de 1,11% para 1,12%. Cinco, dos oito grupos pesquisados, apresentaram acréscimos e dois se destacaram: comunicação e educação, leitura e recreação. Entre os itens, o curso de ensino fundamental atingiu 7,9% ante 4,9%.
Fonte - Agência Brasil  24/01/2014

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Grupo Invepar vence leilão da BR-040 com deságio de 61,13% no pedágio

Infraestrutura

Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil

São Paulo - O Grupo Investimentos e Participações em Infraestrutura S/A (Invepar) foi o vencedor do leilão da BR-040 para os trechos do Distrito Federal, de Goiás e Minas Gerais, realizado hoje (27) na BM&FBovespa, na capital paulista. Oito grupos participaram do leilão.
O grupo ganhou com a oferta de pedágio de R$ 3,22 por cada 100 quilômetros (km) rodados, o que representou um deságio de 61,13%. A tarifa-teto estipulada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para o leilão da BR-040 foi R$ 9,54 para cada 100 km.
A rodovia deverá ser concedida dentro do Programa de Investimento em Logística (PIL), do governo federal, que já licitou, entre outros trechos, a BR-050, entre Goiás e Minas Gerais, e a BR-163, em Mato Grosso.
De acordo com a ANTT, a assinatura do contrato de concessão será no dia 6 de março de 2014. O segmento vai de Brasília, do entroncamento com a BR-251, até Juiz de Fora, em Minas Gerais. A previsão é que haja 11 praças de pedágio no trecho.
Fonte - Agência Brasil  27/12/2013

sábado, 26 de outubro de 2013

Movimento em prol do retorno do trem de passageiros inicia em Iaçu, na Bahia, e se fortalece em Minas Gerais

Ferrovias

Iaçu Noticias

O trem que circulou entre Monte Azul e Montes Claros recebeu o nome de TREM BAIANO porque essa composição chegava cheia de baianos a M.Claros. Esses passageiros advindos da Bahia chegavam a Monte Azul após percorrerem seu Estado em outro trem que saia de Iaçu BA e percorria trilhos até Monte Azul MG. Segundo Blog (NOS TRILHOS) A cidade mineira, por esse motivo, tinha a peculiaridade de ter duas estações ferroviárias, uma ao lado da outra. A estação da Leste recebia os baianos, que embarcavam rumo sul na estação da Rede. Acontece que esse trem era operado pela Viação Férrea Leste Brasileiro(VFFB) até 1975 e depois pela Rede Ferroviária Federal AS (RFFSA), foi desativado em 17 de março de 1989.
Deixaram de serem atendidos pelo trem a população dos municípios de Marcionílio Souza, Iramaia, Barra da Estiva, Contendas do Sincorá, Tanhaçu, Brumado, Malhada de Pedras, Rio do Antônio, Caculé, Licínio de Almeida e Urandi no Estado da Bahia e as cidades mineiras de Espinosa e Monte Azul.
No roldão dos movimentos de revitalização ferroviária plena, com ênfase nos trens de passageiros, que se iniciou em Juiz de Fora MG a dezesseis anos com a ONG Amigos do Trem, um movimento pela volta do trem de passageiros Iaçu/Monte Azul está tomando corpo no extremo Norte do percurso. O movimento se desenvolve em Iaçu e região pelas mãos de Martinho Almeida Teixeira e Ronaldo Ramos. Esse Movimento que recebeu apoio inicialmente do Projeto VerdeTrem de Salvador, tem agora o respaldo da Ong Movimento Nacional Amigos do Trem, de Juiz de Fora MG e do Movimento Sócio Turístico Cultural Amigos do Trem Baiano, com sede em Montes Claros MG. Ambas entidades tem o titulo de OSCIP, do Ministério da Justiça, e trabalham para a plena revitalização ferroviária.
Contatos com o Movimento:
E-mail: martinhoiacu@yahoo.com.br
Msn: mov.emproldotremdepassageiros@hotmail.com
Telefone: (75) 3325 2431/Rádio Rio Paraguaçu fm - falar com Ronaldo Ramos, segunda a sexta-feira das 12:00 às 15:00).
Cel. (75) 8184 0293 - Falar com Martinho A. Teixeira.
Fonte - CFVV Sul de Minas  26/10/2013

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Criação da Niobrás ganha forças e movimenta nacionalistas

Consciência da necessidade de federalização da exploração do Nióbio, metal estratégico para futuro da humanidade, ganha força além de Minas

Foto ilustração - niobiomineriobrasileiro
Por Geraldo Elísio

A brutal exploração do Nióbio brasileiro, um dos metais mais raros do mundo e essencial ao desenvolvimento da humanidade, começa a incomodar importantes instituições da organização institucional brasileira a partir das denúncias formuladas pelo NovoJornal. Para se ter uma idéia do valor estratégico do nióbio, a secretária de estado do EUA, Hilary Clynton, não se sentiu intimidada em declarar à imprensa internacional que a cidade mineira de Araxá, situada no Vale do Paranaíba, encontra-se na área de interesses estratégicos dos Estados Unidos da América do Norte.
A questão do nióbio, vendido a preço subfaturado com a aquiescência de políticos corruptos que não se coram de vender o Brasil para atender à sua voluptuosidade financeira e de Poder, garantindo salários privilegiados, fóruns especiais para eventuais julgamentos e a quase certeza da impunidade, foi impulsionada com a idéia original do promotor de justiça do Ministério Público de Minas Gerais, Leonardo Barbabela, sugerindo a criação da Niobrás nos moldes da Petrobrás.
Na seqüência de suas preocupações com o assunto, o promotor Leonardo Barbabela já manteve um contato telefônico, informado por ele ao Novojornal, com o procurador da República em Minas Gerais, Tarcísio Humberto Parreiras Henriques Filho, que a exemplo de seu pai, o ex-deputado estadual Tarcísio Henriques, igualmente foi prefeito da cidade mineira de Cataguases, na Zona da Mata mineira.
Na opinião do promotor Leonardo Duque Barbabela, a magnitude da questão exige envolvimentos mais amplos para conferir maior eficiência ao projeto, aglutinando todos os setores possíveis das instituições que compõem o Estado brasileiro.

Audiência pública
Em Minas Gerais, o deputado estadual Rogério Corrêia, do PT, de acordo com a bancada de oposição na casa, principalmente o deputado estadual Sávio de Souza Cruz, já propôs a realização de uma Audiência Pública para debater a relação envolvendo a CBMM, a Codemig e o nióbio, o movimento, fazendo relembrar a histórica campanha “O Petróleo é Nosso”, com a participação de nacionalistas históricos a exemplo do ex-presidente Arthur Bernardes, criador do Batalhão de Fronteira da Amazônia, o escritor Monteiro Lobato, o professor Osório da Rocha Diniz, fundador da Faculdade de Ciências Econômicas de Minas Gerais, da Escola de Engenharia Kennedy e um dos responsáveis junto ao ex-deputados federais Jorge Ferraz, Gabriel Passos e Bento Gonçalves por trazer para Betim – região central de Belo Horizonte – a Refinaria Gabriel Passos, da Petrobrás, que hoje tem como jóia da coroa o pré-sal, descoberto no atual governo petista. Rogério Corrêa quer debater a renovação, sem licitação, do contrato entre o governo de Minas Gerais e a CBMM que já vendeu parte de sua participação no empreendimento - 15% - ao Japão e à Coréia, arrecadando um lucro fabuloso de dois bilhões de dólares em detrimento do povo de Minas Gerais e gerando um desentendimento entre Oswaldo Borges da Costa, presidente da Codemig e o ex-governador e atual senador por Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB) em torno do butim gerado com esta desnacionalização. O contrato, sem licitação, beneficia a CBMM por mais 30 anos.
A Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em sua primeira reunião deste ano, deverá decidir sobre o pedido de audiência pública formulado pelo deputado Rogério Correia.
A CBMM tem o capital dividido entre o Grupo Moreira Sales e a Molybdenium Corporation - Molycorp, subsidiária da Union Oil, por seu turno, empresa do grupo Occidental Petroleum – Oxxi. Mas é fácil perceber a prevalência de grupos estrangeiros através do banqueiro Walther Moreira Sales, conhecido testa de ferro, bastante ligado Nelson Aldridge Rockefeller.
Na audiência pública, está previsto o comparecimento dos maiores especialistas do setor principalmente os ligados as Forças Armadas que vêem promovendo gestões para federalizar, a exemplo da Petrobras, a exploração de Nióbio, idéia lançada pelo promotor Leonardo Barbabela. Relatórios confidenciais da Abim e da área de inteligência do Exército demonstram como operou o esquema criminoso de subfaturamento montado pela Codemig / CBMM, através da Cia de Pirocloro de Araxá.
Em Brasília, o assunto encontra-se também em mãos do deputado federal delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz (PC do B/SP), conhecido militante nacionalista responsável pelas prisões do deputado federal Paulo Salim Maluf e seu filho Flávio Maluf e do banqueiro-condenado Daniel Dantas, ligado a diversos grupos internacionais e que recebeu do DNPM mais de 1.400 concessões de lavras em todo o território nacional, muitas delas em Minas Gerais.
O movimento pela criação da Niobrás começa a ganhar as mesmas dimensões da campanha nacional que tentou evitar a privatização da Companhia Vale do Rio Doce, desnacionalizada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o fraudador da dívida externa brasileira segundo o deputado federal Protógenes Queiroz, e que reuniu nas diversas manifestações ocorridas em todo o Brasil setores nacionalistas das Forças Armadas Brasileiras, na ocasião sob a liderança do brigadeiro do ar Ivan Frota e os setores de esquerda. Em Belo Horizontes, integrantes do movimento redigiram e assinaram um documento chamado os Novos Inconfidentes, idealizado pelo ex-secretário de Estado, Celso Brant.
Fonte - NovoJornal  08/02/2013

VÍDEO - http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=VNyHT123MnE#!

sábado, 19 de janeiro de 2013

Governo estuda mais 3 trens-bala

Foto ilustração - Pregopontocom
O primeiro trem-bala verde-amarelo nem saiu do papel e o governo já prepara a contratação de estudos de viabilidade para três outras ligações ferroviárias de alta velocidade: São Paulo-Curitiba, São Paulo-Belo Horizonte e São Paulo-Triângulo Mineiro.
A intenção do presidente da Empresa de Planejamento e Logística, Bernardo Figueiredo, é conduzir simultaneamente os estudos de viabilidade técnica e econômica dos novos trechos. "Queremos começar tudo isso no segundo semestre. É um trabalho para cerca de 12 meses". Ele explica que os estudos "vão indicar se vale a pena ou não fazer esses trechos". No caso do trem de alta velocidade (TAV) que será licitado neste ano, esses trabalhos foram feitos por um consórcio liderado pela consultoria inglesa Halcrow. Agora, Figueiredo acredita que a estatal possui conhecimento suficiente para coordenar os estudos, com a ajuda de empresas contratadas.
Estudos vão indicar viabilidade de trens-bala a Minas Gerais e Paraná - O primeiro trem-bala verde-amarelo nem saiu do papel, mas o governo já prepara a contratação dos estudos de viabilidade para três outras ligações ferroviárias de alta velocidade: São Paulo-Curitiba, São Paulo-Belo Horizonte e São Paulo-Triângulo Mineiro. A entrega das propostas para o projeto Rio-São Paulo-Campinas, que definirá o fornecedor da tecnologia e responsável pela operação da linha, está marcada para o dia 13 de agosto.
Uma vez conhecido o resultado do leilão, em setembro, a Empresa de Planejamento e Logística (EPL) pretende iniciar o projeto executivo de engenharia da obra. Esse trabalho detalhará o traçado do primeiro trem-bala e apontará suas necessidades exatas de investimento. A intenção do presidente da EPL, Bernardo Figueiredo, é conduzir simultaneamente os estudos de viabilidade técnica e econômica dos novos trechos. "Queremos começar tudo isso no segundo semestre. É um trabalho para cerca de 12 meses", afirma Figueiredo.
Ele explica que os estudos para as três novas linhas "vão indicar se vale a pena ou não fazer esses trechos", com base em uma estimativa de demanda atual e futura de passageiros, projeções de investimentos necessários e principais dificuldades do ponto de vista ambiental. No caso do trem de alta velocidade (TAV) que será licitado neste ano, todos esses trabalhos foram feitos por um consórcio liderado pela consultoria inglesa Halcrow. Agora, Figueiredo acredita que a estatal tem o conhecimento suficiente para coordenar os estudos, com a ajuda de empresas que serão contratadas para levantar dados e realizar pesquisas de campo.
A quem acusa o governo de megalomania, ao falar de novas linhas de trem-bala sem ter viabilizado sequer a primeira, Figueiredo diz que a própria razão de existir da EPL é criar um "estoque de projetos" de infraestrutura para o pós-2014, extrapolando o mandato da presidente Dilma Rousseff, olhando o longo prazo.
"Precisamos quebrar a cultura de que é um evento investir em infraestrutura. Não é um evento, é um processo, que requer ação contínua", afirma o presidente da estatal de transportes. Ele ressalta que o governo não pode esperar a saturação de estruturas atuais, como a rodovia Nova Dutra (Rio-São Paulo) e de grandes aeroportos, para planejar novas obras capazes de superar esses gargalos. Se não, o que ocorre são projetos apressados e mal feitos, mesmo quando existem recursos disponíveis, diz o auxiliar de Dilma.
Figueiredo, apesar de defender abertamente o transporte ferroviário de alta velocidade, pondera que levar adiante os estudos de novos trens-bala não significa uma decisão já tomada de construí-los. Tudo depende de uma avaliação dos custos e da demanda potencial. No caso do trecho São Paulo-Curitiba, ele presume que as restrições ambientais podem se mostrar excessivamente complicadas e já atrasaram uma obra menos complexa: a duplicação da Régis Bittencourt, estrada que liga as duas cidades, no trecho da Serra do Cafezal (PR). "Imagine para construir um trem-bala", compara.
Além de analisar esses aspectos, os estudos da EPL também vão apontar alternativas de traçados básicos. Será avaliado um traçado, para a linha de Belo Horizonte, com chegada à região de Volta Redonda - um caminho mais curto do que entre Belo Horizonte e São Paulo. A Secretaria de Transportes do Estado do Rio de Janeiro já encaminhou uma proposta à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em caráter muito preliminar, com essa ligação entre a capital mineira e o sudoeste fluminense.
Se um dia o país criar uma rede de trens de alta velocidade, estará garantido aos demais operadores usar a ferrovia Rio-São Paulo-Campinas, primeiro trecho a ser construído. A minuta do contrato de concessão assegura o compartilhamento da infraestrutura a futuros operadores de outras linhas, incluindo o acesso a seus trilhos e estações. O Tribunal de Contas da União (TCU), já antevendo essa possibilidade, levantou esse assunto em questionamentos à ANTT. "Embora o direito de passagem seja garantido, uma tecnologia com baixa compatibilidade com a selecionada para o TAV Rio-SP pode ter o seu desempenho operacional afetado", respondeu a agência, demonstrando que pode haver problemas em operar os trens de uma linha em outra ferrovia, caso sejam de tecnologias distintas.
De qualquer forma, trata-se de uma hipótese apenas para o longo prazo. Figueiredo diz que não há possibilidade de recuo no projeto do primeiro trem-bala e descarta o adiamento da licitação para a escolha do operador.
Em meados de 2014, quando o projeto executivo de engenharia estiver concluído ou adiantado, o governo fará uma segunda licitação. Ela terá, como objetivo, as obras de infraestrutura. A ideia de Figueiredo é dividir os trabalhos em lotes - algo como dez ou mais - a fim de acelerar os trabalhos das empreiteiras e permitir o início da operação antes de 2020.

Fonte - Valor Econômico  16/01/2013

sábado, 29 de dezembro de 2012

Contrabando de Nióbio estaria financiando Rede Globo Minas

Investigações do Ministério Público Estadual e da Receita Federal apuram a destinação dos valores desviados pela venda subfaturada de Nióbio
Um canal de televisão que desde seu surgimento esteve no centro das grandes jogadas políticas estaduais e nacionais, através de acordos pouco ortodoxos, volta à cena sob suspeita de carrear recursos provenientes da venda subfaturada de Nióbio, para financiar a expansão da Rede Globo em Minas Gerais, a serviço de um projeto político.
A principal suspeita de irregularidade encontrada é o fato do dirigente da Rede Integração, Antônio Leonardo Lemos Oliveira, sem se afastar da emissora, assumir a vice presidência da CODEMIG, empresa pertencente ao governo de Minas encarregada de administrar o patrimônio minerário do Estado, por consequência a extração, beneficiamento e venda do Nióbio.
A venda e exploração do Nióbio de Araxá já é objeto de investigação pelo Ministério Público mineiro. Porém, um relatório da Receita Federal visando apurar a evasão de divisas existente na venda subfaturada do mineral joga luz sobre a possível transferência de recursos obtidos na operação pela Companhia Mineradora do Pirocloro de Araxá, sociedade celebrada sem autorização legislativa ou licitação entre CODEMIG e CBMM, empresa do Grupo Moreira Sales para a Rede Globo de Televisão....
Veja reportagem completa: http://www.novojornal.com/politica/noticia/contrabando-de-niobio-estaria-financiando-rede-globo-minas-11-12-2012.html
Fonte - Novo Jornal 11/12/2012