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quinta-feira, 23 de abril de 2015

TAV SP- Rio,projeto não foi abandonado diz Temer

Transportes sobre trilhos

Foi a resposta dada pelo vice-presidente da República, Michel Temer, durante um encontro com empresários organizado pela agência espanhola de notícias EFE e a consultoria KPMG, em Madri, nesta quinta-feira.

Valor Econômico
foto - ilustração
O projeto de trem de alta velocidade entre São Paulo e Rio de Janeiro não foi abandonado pelo governo e, talvez, venha a ser retomado após o ajuste fiscal. Foi a resposta dada pelo vice-presidente da República, Michel Temer, durante um encontro com empresários organizado pela agência espanhola de notícias EFE e a consultoria KPMG, em Madri, nesta quinta-feira.
O governo fez várias tentativas de licitação, sem sucesso. Em 2013, o Palácio do Planalto estimava que o custo da obra ficaria em R$ 34 bilhões, enquanto analistas do setor privado previam algo próximo de R$ 50 bilhões.
Segundo Temer, o projeto do TAV foi adiado, “mas não saiu do objetivo” do governo e “talvez venha a ser retomado até o fim do ano”. Mas logo depois foi mais prudente. “Vamos ver depois do ajuste fiscal.”
Fonte - Revista Ferroviária  23/04/2015

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

EPL retoma estudos para a construção do TAV

Transportes sobre trilhos

A EPL, presidida pelo engenheiro Josias Cavalcante, já tem quase prontos os termos de um edital para contratar estudos que vão trazer novas estimativas de demanda de passageiros e reavaliar o traçado do TAV. Para isso, haverá a necessidade de um intenso trabalho de campo, como a realização de sondagens geológicas.

Valor Econômico
foto - ilustração
A Empresa de Planejamento e Logística (EPL) retomou discretamente os estudos para a construção do trem de alta velocidade. O projeto de ligação ferroviária entre Rio, São Paulo e Campinas havia praticamente desaparecido desde que a presidente Dilma Rousseff decidiu suspender, em cima da hora, o leilão marcado para agosto de 2013. Era terceira tentativa fracassada de licitação.
Como os estudos ficaram desatualizados, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou uma revisão geral dos números considerados no projeto, caso o governo tenha a intenção de tirá-lo novamente da gaveta. A EPL, presidida pelo engenheiro Josias Cavalcante, já tem quase prontos os termos de um edital para contratar estudos que vão trazer novas estimativas de demanda de passageiros e reavaliar o traçado do TAV. Para isso, haverá a necessidade de um intenso trabalho de campo, como a realização de sondagens geológicas.
Antes de lançar uma concorrência pública, no entanto, a estatal aguarda uma decisão política do governo sobre a continuidade do projeto. O que se quer é evitar toda a novela em torno dos preparativos de uma megaconcessão e nova desistência no fim do processo.
Da última vez, Dilma optou por adiar indefinidamente o leilão, apesar de pelo menos um consórcio internacional ter garantido a apresentação de uma proposta: os franceses da Alstom e da SNCF. Os consórcios da Espanha e da Alemanha confirmaram interesse, mas pediram mais prazo para a elaboração de suas ofertas. Em meio às denúncias de um cartel nas obras de metrôs, o governo decidiu não fazer a licitação com apenas um concorrente.
Agora, porém, o trem de alta velocidade tem apoio bem mais limitado na Esplanada dos Ministérios. O maior entusiasta do projeto era o economista Bernardo Figueiredo, que deixou a EPL. Quem também defendia o projeto era o ex-ministro dos Transportes, Paulo Passos, que saiu do governo. Outros setores têm visão mais crítica do empreendimento.
Na época do adiamento, cogitou-se a possibilidade de aproveitar para fazer avanços no projeto executivo do trem-bala e no licenciamento ambiental, mas quase nada andou desde então. De volta à estaca zero, o projeto terá novas estimativas sobre a demanda de passageiros em relação às preparadas pela consultoria britânica Halcrow em 2009. O projeto atual prevê oito estações: aeroporto de Viracopos, Campinas, São Paulo, aeroporto de Guarulhos, São José dos Campos, Volta Redonda-Resende, aeroporto do Galeão e Rio de Janeiro.
Fonte - Revista Ferroviária  08/01/2015