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quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Entidades do setor metroferroviário lançam manifesto reivindicando sistema de VLTs em São Paulo

Transportes sobre trilhos  🚄

Carta é dirigida aos candidatos a Prefeito da capital, e pontua que o VLT é a ferramenta indutora para requalificar áreas degradadas pelo trânsito e congestionamentos. No documento, as entidades reforçam a importância da implantação de sistemas VLT – Veículo Leve sobre Trilhos na capital como ferramenta para uma melhor qualidade de vida a todos os seus cidadãos. 

Abifer
foto - ilustração/arquivo
Um grupo formado pelas principais entidades do setor metroferroviário, incluindo a AEAMESP, a ABIFER, o Instituto de Engenharia, a ALAF, a ANTP, o SIMEFRE, o SEESP e a UITP, apresentou uma Carta Manifesto direcionada aos candidatos a prefeito de São Paulo. No documento, as entidades reforçam a importância da implantação de sistemas VLT – Veículo Leve sobre Trilhos na capital como ferramenta para uma melhor qualidade de vida a todos os seus cidadãos. A Carta destaca que à exceção das viagens realizadas pelos modos sobre trilhos, operados pela CPTM e pelo Metrô, as viagens realizadas por transporte coletivo baseiam-se essencialmente na rede de ônibus, constituída por centenas de linhas que utilizam o sistema viário da cidade, em geral sem nenhum tratamento preferencial para sua circulação, retidos nos congestionamentos e por isso, com intervalos e tempos de viagem, imprevisíveis. Além das deseconomias causadas pelas horas paradas nos congestionamentos, como o desperdício de combustível, o aumento das emissões de poluentes, os riscos de acidentes, fatores que tiram a competitividade da economia paulistana, o documento ressalta os impactos de ordem urbanística. “Dezenas de avenidas da cidade em regiões consolidadas apresentam degradação em sua ocupação devido aos impactos dos congestionamentos e das emissões ambientais (gases e ruídos), com deterioração dos imóveis, usos e ociosidades indesejadas, resultando em perdas econômicas injustificáveis”, descreve a Carta Manifesto. É nesse contexto que, destaca o documento, diversas cidades em todos os continentes implantaram políticas de revitalização urbana e de mobilidade para aumentar a competitividade do transporte coletivo sobre o transporte individual, melhorar a qualidade ambiental e requalificar áreas urbanas degradadas ou em processo de degradação. A ferramenta indutora desses processos foram os sistemas de Veículos Leves Sobre Trilhos – VLT. “Desde o ano 2000, foram implantados mais de 200 sistemas de VLTs no mundo, com esse objetivo”, descreve o documento, que alerta, no entanto, que tais sistemas devem estar associados às políticas de renovação urbanística, “devendo ser a espinha dorsal da mobilidade em todas as operações urbanas do município, elevando a qualidade do serviço e eliminando as emissões ambientais”. Como diferencial, tais sistemas têm suas características metroferroviárias, que permitem o controle automatizado da operação, dando preferência nos cruzamentos. Isso garante a regularidade e os baixos intervalos entre os veículos nos horários de pico, entre outras qualidades. Como exemplos da experiência que o Brasil já possui em todas as etapas que envolvem sistemas de VLTs, como projeto, implantação, operação e manutenção, o documento cita dois importantes sistemas que estão revolucionando as regiões onde operam, como o centro do Rio de Janeiro, transportando diariamente quase 100 mil usuários (antes da pandemia) e o da Baixada Santista, atualmente em fase de implantação de novo trecho de expansão, que ligará São Vicente ao centro histórico de Santos. Destacando que a capital precisa recuperar dezenas de corredores e regiões degradadas pelo excesso de trânsito e pela baixa qualidade do transporte público, a Carta Manifesto propõe trocar essa situação pela renovação e valorização urbana, baseada na mobilidade de qualidade oferecida pelos sistemas de Veículos Leves Sobre Trilhos. A Carta cita como exemplos de locais que sofrem com problemas de congestionamento e degradação urbana na capital, avenidas como Celso Garcia, Rangel Pestana, São João, Consolação/Rebouças, Nove de Julho/Santo Amaro, Cupecê, Teotônio Vilela, M’Boi Mirim e Aricanduva. São locais que devido às condições atuais penalizam os moradores e usuários diários desses corredores. Finalizando, as entidades que assinam o documento desejam que o prefeito eleito em 15 de novembro faça São Paulo se unir à rede de cidades que reconstruíram sua mobilidade e seu desenvolvimento urbano, “implantando sistemas de VLT como ferramenta para uma melhor qualidade de vida a todos os seus cidadãos”.
Fonte - Abifer  04/11/2020

VEJA O MANIFESTO ABAIXO



























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sexta-feira, 24 de junho de 2016

Desembolsos do BNDES para o setor metroferroviário cresceu 49% em 2015

Transportes sobre trilhos

“Apesar do momento econômico, as obras de transporte de passageiros sobre trilhos permanecem em execução. O BNDES hoje é uma importante fonte de financiamento para os projetos 

ANPTrilhos

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou R$ 7,6 bilhões para investimentos em projetos metroferroviários em 2015. O montante representa um aumento de 49% em relação aos desembolsos de 2014, que totalizaram R$ 5,1 bilhões.
O valor liberado pelo banco em 2015 foi destinado aos projetos da Linha 4 do metrô, VLT da zona central e portuária e SuperVia, todos no Rio de Janeiro; para as linhas 15-Prata, 5-Lilás, 2-Verde, 6-Laranja do metrô e para a CPTM, em São Paulo; e para o Metrô de Salvador, na Bahia.
“Apesar do momento econômico, as obras de transporte de passageiros sobre trilhos permanecem em execução. O BNDES hoje é uma importante fonte de financiamento para os projetos metroferroviários de passageiros, que são primordiais para a estruturação das redes de transporte das cidades brasileiras”, explica Roberta Marchesi, superintendente da ANPTrilhos.
Os dados sobre os desembolsos do BNDES fazem parte do Balanço do Setor Metroferroviário de Passageiros 2015/2016. A versão completa do documento está disponível no site da ANPTrilhos –     -www.anptrilhos.org.br-.
Enviado por ANPTrilhos 24/06/2016