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quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Vender Embraer para a Boeing fere soberania nacional, diz sindicalista

Aviação/Política 

A Boeing está disposta a pagar US$ 3,8 bilhões por 80% de uma joint-venture com a Embraer criada para operar no segmento de aviação comercial. A área de Defesa da Embraer continuaria como exclusividade da companhia nacional.A medida, contudo, pode sufocar o setor, já que os recursos da aviação comercial respondem pela maior parte do faturamento da ex-estatal brasileira. 

Sputnik
foto - ilustração/aruivo
A empresa brasileira Embraer e a estadunidense Boeing estão tentando fechar um acordo de compra desde o final de 2017. O governo Michel Temer disse que autorizaria a venda somente após as eleições, para não contaminar a disputa eleitoral.
A Boeing está disposta a pagar US$ 3,8 bilhões por 80% de uma joint-venture com a Embraer criada para operar no segmento de aviação comercial. A área de Defesa da Embraer continuaria como exclusividade da companhia nacional.
A medida, contudo, pode sufocar o setor, já que os recursos da aviação comercial respondem pela maior parte do faturamento da ex-estatal brasileira. Em 2016, a divisão de aviação comercial e executiva representou 85% do lucro líquido de R$ 21,43 bilhões da Embraer.
Para Hebert Claros, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e funcionário da empresa, a venda da Embraer representa um "ataque à soberania nacional".
"Nós não estamos tratando de qualquer empresa, a Embraer não fabrica qualquer tipo de produto. Ela fabrica aviões, é um produto de alto valor agregado, de alto valor tecnológico e estratégico para um país, nenhum outro país da América Latina faz aviões como a Embraer. Nós achamos que deixar uma empresa desse tamanho na mão dos americanos é perigoso para a soberania do próprio país", disse o diretor.
Outro ponto levantado pelo diretor do sindicato é que a Embraer ficaria totalmente refém dos rumos da política externa dos Estados Unidos.
"A Boeing tem total controle sobre o conselho administrativo. A Embraer só teria poder de voz, nem poder de voto ela teria. Nossa preocupação é que se amanhã, em uma possível guerra comercial, a Boeing achar que não vale mais a pena investir no Brasil, ela simplesmente pode escolher fechar a fábrica", explicou.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) promoveu uma audiência pública na semana passada em São José dos Campos, para discutir a possibilidade de demissões com a fusão da Embraer e da Boeing. Segundo estimativa do MPT, o negócio pode levar ao fechamento de cerca de 26 mil vagas diretas e indiretas ligadas à planta da empresa brasileira.
As demissões resultariam da transferência da produção de aeronaves para outros países. Hebert Claros estima que para cada emprego da Embraer são gerados de 7 a 9 empregos indiretos.
"Fica mais claro o que o sindicato tem alertado, de que não é uma joint venture, é uma entrega da Embraer. O sindicato vai encaminhar como proposta para os trabalhadores a mobilização direta para defender os empregos", completou.
O Governo Federal detém a chamada "Golden Share", ou ação de classe especial. Com ela, o Palácio do Planalto pode vetar alterações na Embraer em sete casos, como transferência do controle acionário e possíveis negócios que comprometam os programas militares do Brasil.
Fonte - Sputnik  26/09/2018

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Produção industrial no Brasil cai em 11 dos 14 locais pesquisados

Economia

No acumulado de 12 meses, 13 estados tiveram queda, com destaque para Espírito Santo (-21,2%), e dois registraram aumento: Pará (7,8%) e Mato Grosso (0,1%).Outros áreas com recuo na produção foram Rio Grande do Sul (-1%), Espírito Santo (-0,6%), Ceará (-0,3%) e Bahia (-0,3%).

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil
Arquivo/Agência Brasil
A produção industrial recuou em 11 dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na passagem de setembro para outubro deste ano, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional. A maior queda foi em Minas Gerais (-7,6%).
Outros locais que tiveram uma redução mais acentuada do que a média nacional (-1,1%) foram Pará (-4,2%), Goiás (-3%), Amazonas (-2,5%), São Paulo (-2,4%), Santa Catarina (-2,1%) e Região Nordeste (-1,2%).Outros áreas com recuo na produção foram Rio Grande do Sul (-1%), Espírito Santo (-0,6%), Ceará (-0,3%) e Bahia (-0,3%).
Apenas três estados tiveram aumento na produção industrial: Rio de Janeiro (3,4%), Paraná (2,7%) e Pernambuco (1,5%).

Redução em 13 locais
Nos demais tipos de comparação, o IBGE também analisa o desempenho da indústria em Mato Grosso. Na comparação com outubro de 2015, 13 locais tiveram queda, com destaque para Mato Grosso, com redução de 21,6%. Apenas dois locais acusaram alta: Rio de Janeiro (5,7%) e Pará (2,4%).
No acumulado do ano, 14 locais tiveram queda, com destaque para o Espírito Santo (-21,6%). Apenas o estado do Pará teve alta (9,3%). No acumulado de 12 meses, 13 estados tiveram queda, com destaque para Espírito Santo (-21,2%), e dois registraram aumento: Pará (7,8%) e Mato Grosso (0,1%).
Fonte - Agência Brasil  09/12/2016

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

ABIFER comemora aumento de produção da indústria ferroviária em 2014

Economia

Vale destacar que a indústria brasileira fechou o ano de 2014 com o dobro de vagões fabricados em relação a 2013, em que foram entregues apenas 2.280 unidades. Ocorreu também um acréscimo de 70% na produção de carros de passageiros comparada às 219 unidades fabricadas em 2013, em linha com os elevados investimentos governamentais e privados na melhoria da mobilidade urbana.

ABIFER
foto - ilustração
A ABIFER (Associação Brasileira da Indústria Ferroviária) consolidou os volumes de produção de veículos da indústria ferroviária brasileira de 2014. O setor industrial produziu e entregou 4.703 vagões de carga, 374 carros de passageiros e 80 locomotivas. O faturamento total da indústria ferroviária, incluindo sua cadeia produtiva, ficou em R$ 5,6 bilhões, um crescimento de 24% em relação a 2013, que fechou em R$ 4,5 bilhões.
Vale destacar que a indústria brasileira fechou o ano de 2014 com o dobro de vagões fabricados em relação a 2013, em que foram entregues apenas 2.280 unidades. Ocorreu também um acréscimo de 70% na produção de carros de passageiros comparada às 219 unidades fabricadas em 2013, em linha com os elevados investimentos governamentais e privados na melhoria da mobilidade urbana. A fabricação de locomotivas se manteve estável frente às 83 unidades de 2013.
Para 2015, as projeções apontam para a produção e entrega de 4 mil vagões (75 para exportação), 420 carros de passageiros (90 para exportação) e 90 locomotivas (10 para exportação), com previsão de ligeiro aumento do faturamento. Para os próximos anos, o Programa de Renovação da Frota de Vagões e Locomotivas, a ampliação da malha ferroviária de cargas e a continuidade dos investimentos no setor de passageiros demandarão mais serviços para a indústria ferroviária instalada no Brasil.
“A indústria ferroviária brasileira continua investindo fortemente em toda a sua cadeia produtiva, tanto na aplicação de tecnologia de ponta e no treinamento de sua mão de obra, quanto na construção, expansão e modernização de suas fábricas. Os investimentos da indústria, previstos para o triênio 2014/2016, situam-se entre R$ 400 e R$ 600 milhões. A inovação tecnológica contida em todos os seus produtos tem colaborado para aumentar a produtividade e a competitividade de seus clientes”, afirma o presidente da ABIFER, Vicente Abate.
Fonte - ABIFER  09/02/2015

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Promef completa dez anos e conta com 14 embarcações em construção

Petrobras

O número de projetos encomendados e o volume de investimentos dão a dimensão do programa para a indústria naval brasileira. Até 2020, está prevista a entrega de 49 navios e 20 comboios hidroviários (cada um composto por um empurrador e quatro barcaças), com investimento de R$ 11,2 bilhões

Fatos e Dados
Foto: Navio Celso Furtado / Banco de Imagens Petrobras
O Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro completa uma década este ano a todo vapor. Atualmente, o Promef conta com 14 navios em diferentes fases de construção, cinco deles no estágio de acabamento. Três comboios hidroviários, que serão utilizados para o transporte de etanol pela hidrovia Tietê-Paraná e fazem parte do Promef Hidrovias, estão em fase de testes.
O número de projetos encomendados e o volume de investimentos dão a dimensão do programa para a indústria naval brasileira. Até 2020, está prevista a entrega de 49 navios e 20 comboios hidroviários (cada um composto por um empurrador e quatro barcaças), com investimento de R$ 11,2 bilhões. O programa já possibilitou a construção de sete petroleiros, todos em operação. O primeiro a ser entregue foi o navio de produtos (embarcação utilizada para o transporte de derivados claros de petróleo, como gasolina, diesel e querosene de aviação) Celso Furtado, em novembro de 2011.
Desde então, outros seis foram lançados ao mar: três suezmax (embarcação com capacidade para transportar 1 milhão de barris de petróleo e que tem calado de 17 metros, permitindo a passagem pelo Canal de Suez, que liga o Mediterrâneo ao Mar Vermelho) - Dragão do Mar (abril/2014), Zumbi dos Palmares (maio/2013) e João Cândido (maio/2012) - , e os navios de produtos José Alencar (janeiro/2014), Rômulo Almeida (janeiro/2013) e Sérgio Buarque de Holanda (julho/2012).
Atualmente, a carteira de encomendas de petroleiros do Brasil é a terceira maior do mundo, enquanto a de navios em geral é a quarta do planeta. Com os sete navios em operação, o Promef atingiu dois de seus objetivos: a construção de navios no Brasil e um conteúdo nacional de pelo menos 65%, quantitativo estipulado para a primeira fase do programa, garantindo geração de emprego e renda. O terceiro pilar do programa - atingir competitividade internacional - é o atual foco. Para isso, a Transpetro criou o Sistema de Acompanhamento da Produção (SAP), que tem como função avaliar os processos produtivos dos estaleiros e sugerir alternativas para melhoria da produtividade.
Fonte - http://www.petrobras.com.br/  02/09/2014

terça-feira, 8 de abril de 2014

IBGE vê sinais evidentes de aumento do ritmo produtivo

Economia

Os resultados positivos vão do índice 0,4%, de fevereiro deste ano, na comparação com janeiro, até o índice de 5%, na comparação fevereiro 2014/fevereiro 2013. Na taxa anualizada, que registra o crescimento acumulado nos últimos doze meses, a expansão também foi positiva....

Nielmar de Oliveira 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
Na avaliação dos técnicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) há "evidentes sinais” de aumento no ritmo produtivo da indústria brasileira no confronto do último trimestre de 2013 com o resultado acumulado nos dois primeiros meses de 2014, que fechou em expansão de 1,3% no bimestre.
Os dados da Pesquisa Industrial Mensal/Produção Física Regional (PIM/PF Regional), de fevereiro, indicam crescimento da indústria em todas as bases de comparação e na ampla maioria dos 14 locais pesquisados.
Os resultados positivos vão do índice 0,4%, de fevereiro deste ano, na comparação com janeiro, até o índice de 5%, na comparação fevereiro 2014/fevereiro 2013. Na taxa anualizada, que registra o crescimento acumulado nos últimos doze meses, a expansão também foi positiva: 1,1%.
No confronto do último trimestre do ano passado com o resultado dos dois primeiros meses deste ano, ambas as comparações - contra iguais períodos do ano anterior, em que nove dos 14 locais pesquisados - mostraram dinamismo.
Neste caso, os números acompanham o movimento no índice nacional, que passou de -0,3% no quarto trimestre do ano passado para 1,3% no índice acumulado do primeiro bimestre desse ano.
Segundo o IBGE, nesse mesmo tipo de confronto, Amazonas (que passou de menos 3,% para 6,%), Pernambuco (de 3,4% para 8,3%), Minas Gerais (de -2,4% para 2,5%), Espírito Santo (de -4,8% para -2,2%) e Bahia (de -1,9% para -0,1%) concentraram os maiores ganhos.
Já as maiores reduções ocorreram no Rio Grande do Sul (de 11,4% para 2,0%); Paraná (de 10,5% para 2,3%); e Goiás (de 5,3% para -0,8%).
Outro dado a corroborar com os sinais positivos do comportamento da indústria é a taxa anualizada (acumulado dos últimos doze meses) que, ao mostrar expansão de 1,1% em fevereiro de 2014, assinalou ganho de ritmo frente à marca registrada em janeiro último (0,5%).
Em termos regionais, nove dos 14 locais pesquisados apontaram taxas positivas em fevereiro desse ano, com doze apontando maior dinamismo frente ao índice de janeiro último. Os principais ganhos entre janeiro e fevereiro foram observados no Paraná (de 5,2% para 6,9%); Minas Gerais (de -2,3% para -1,0%); Amazonas (de 0,6% para 1,9%); e Pernambuco (de 1,5% para 2,6%). Já a perda mais importante foi registrada por Goiás (de 5,4% para 4,5%).
Fonte - Agência Brasil  08/04/2014